Apontamentos sobre a campanha municipal de 2016.

Por Hermes Rodrigues Nery | FratresInUnum.com

Ainda no começo do ano, munícipes me paravam na rua para dizer: “você precisa sair candidato a prefeito”. Mas eu respondia que eu já havia aceitado esse desafio em 2012, e a experiência mostrou que eu não tinha recursos financeiros para isso, e muito menos porque não tinha popularidade, e sem ser popular não alcançaria os votos necessários. (1)

unnamed-16

Além disso, conseguira me eleger vereador e presidente da Câmara, em 2009-2010, sem populismo, nem clientelismo. Mas para o Executivo Municipal, numa cidade pequena com pouco mais de dez mil habitantes, com um número de eleitores um pouco mais de seis mil, era preciso chegar a três mil votos. E sem clientelismo, não há como obter. O máximo que eu poderia buscar, novamente, era voltar para a Câmara Municipal, para prosseguir com a missão do nosso Movimento Legislação e Vida. Mas nem isso era garantido, porque eu havia ficado sem mandato nos últimos quatro anos. “Mas saia de vice numa chapa, pelo menos”, sugeriu outro mais entusiasta. “Você precisa estar no Executivo”.

Foi então que encontrei-me com um ex-prefeito da cidade, enquanto conversava com o Zequinha, da rodoviária, depois de saborear a famosa coxinha que ele vende em sua lanchonete; e o ex-prefeito, fazendeiro, me chamou para uma conversa, dizendo que estava disposto a sair candidato ao Executivo Municipal, pelo DEM, e eu poderia ser seu vice na chapa. Marcou uma reunião em sua fazenda e chamou o presidente do DEM para lhe indagar se havia alguma objeção em relação à sua candidatura para prefeito, ao que recebeu anuência, com testemunhas diversas na sala. Dias depois, informaram ao ex-prefeito fazendeiro que o presidente do DEM negociava o nome do seu filho para ser vice na chapa de quem quisesse oferecer. Com isso, ficou incerta a situação do ex-prefeito fazendeiro, tendo em vista que teria de se submeter o seu nome em convenção , sendo que o presidente do DEM tinha a maioria dos filiados e da executiva do partido do seu lado. Queria porque queria emplacar o seu filho a vice de quem quer que fosse, pois sabia que tinha o partido com o maior número de filiados, talvez depois do PSDB. Foi quando o prefeito atual (cassado pela Câmara e tendo retornado ao cargo por decisão judicial) resolveu lançar seu ex-secretário de finanças a disputar a chefia do Executivo Municipal, tendo aceitado o nome do filho do presidente do DEM para vice. A notícia correu pela rede social, mas dias depois, convencido de que o ex-secretário de finanças não tinha tanta popularidade e dificilmente ganharia a eleição, desistiu da candidatura a vice.

Enquanto prevalecia o impasse do ex-prefeito fazendeiro com o presidente do DEM, o atual vice-prefeito, também filho e neto de prefeito, expert em pleitos, como um dos favoritos, me procurou para que eu o apoiasse saindo para um segundo mandato no legislativo municipal em sua coligação, formada por 50 candidatos. Eu tinha dito a ele que estava para ser o vice na chapa do fazendeiro, mas não sabia ainda como seria o desfecho do impasse com o presidente do DEM. O fazendeiro recorreu ao deputado federal Jorge Tadeu Mudallen, presidente do DEM, em nível nacional, e também lideranças do DEM estadual para buscar meios de legitimamente ver garantido seu direito como filiado, em disputar o pleito ao cargo de prefeito. As lideranças estaduais disseram que ele teria de ir para a convenção e submeter s eu nome nela, mostrando assim interesse em agradar o presidente do DEM. “O Partido não é dele, como pode agir assim?” indagou o fazendeiro. A um dos líderes estaduais, voltou a dizer que isso teria que ser resolvido em convenção, ele tinha o controle do partido, pois ele próprio filiara a maioria deles. O intrigante nisso tudo era a obsessão do presidente do DEM em emplacar seu filho na vida pública, custasse o que custasse.

Nesse ínterim, o ex-secretário de finanças me chamou para conversar e quis também que fosse o seu vice, sabendo que seria difícil a candidatura do fazendeiro ser aprovada na convenção. Acabei recusando a proposta, sugerindo que o presidente do DEM fosse, ele mesmo, o vice de sua chapa, tendo em vista ele ter muito mais popularidade. O presidente do DEM não queria sair de vice do ex-secretário de finanças, nem o ex-secretário de finanças queria que ele fosse o seu vice. O presidente do DEM preferia mesmo sair a vereador, pois já estava em seu 4º mandato consecutivo, mesmo dizendo as todos que estava pondo fim à sua carreira política. Mas acabou aceitando ser vice, e lançou seu filho candidato a vereador na chapa DEM-PSDB, com apenas nove candidatos, o que requeria que seu filho fosse muito bem votado para ser eleito. Geralmente as chapas saem com quatorze a dezoito candidatos. Somente nove iriam exigir que o filho do presidente do DEM tivesse uma votação acima de quatrocentos votos, o que era muito difícil. Seria preciso uma mobilização muito forte para isso. O pai, eleito várias vezes, era dono de farmácia, assim como o filho, e tinha uma grande freguesia, de maneira que o filho praticamente entregava o santinho com o número para quem transitava pela farmácia, cujos atendimentos clientelistas o pai era especialista em fazer.

Aceitei sair candidato a vereador, para um segundo mandato ao Legislativo Municipal, em condições menos favoráveis do que da primeira vez em que fui eleito, em 2008. Naquele ano foi possível fazer uma melhor propaganda, com placas de rua, banners e um boletim informativo. Obtive 151 votos, sendo eleito em 7º lugar. Não é fácil conseguir 100 votos numa cidadezinha bucólica do interior, onde saem quase cem candidatos, disputando um eleitorado de pouco mais de seis mil pessoas, sendo que os eleitos ficam entre os 100 e 200 votos, um ou outro conseguem chegar a 300. Passando isso, já é excepcionalidade. Também foi possível, na eleição de 2008, fazer um bonito banner que foi colocado em frente a Igreja Matriz, além das visitas feitas, etc. Também naquela vez fiz uma lista de pessoas a serem visitadas e a quem requeri o voto, tendo pois acertado na lista, de pessoas idôneas, capazes de anuir com o voto consciente.

Estive muito mais envolvido com o comitê do candidato a prefeito, acompanhando-o com outros candidatos a vereador, nos bairros da zona rural. Enquanto preferi trabalhar mais com a equipe do comitê, saindo com os demais candidatos da coligação, os mais expert quase não apareciam, eram vistos sozinhos, com seus carros se dirigindo para alguma estrada que o levasse a um bairro da zona rural. “Agem nas sombras”, queixou-se o ex-prefeito fazendeiro, que nos acompanhou também aos bairros. Alguns candidatos ficavam à porta do comitê, no começo da noite, e conversavam com tipos estranhos, com o corpo quase todo tatuado, com cheiro de cerveja, e pediam dinheiro, etc. Um ou outro faziam sinais, e logo eles se dirigiam a um bar ali próximo, e depois sumiam pelas ruelas escuras.

Outro fator desfavorável foi o tempo mais curto para a campanha, pouco mais de um mês, o que não foi possível visitar todos os que inicialmente eu havia listado, muitos que trabalham em cidades vizinhas, mudaram de endereço, casaram-se, etc. Fiquei gratificado pela acolhida em muitas casas, pois muitos reconheciam o trabalho feito no primeiro mandato e um bom passado conta muito na decisão do voto. Chegar ao Legislativo pelo voto consciente, é um dos objetivos do Movimento Legislação e Vida, lembrado por um dos munícipes, que se recordou de termos promulgado a primeira lei orgânica pró-vida do País, em 2010.

O que se dizia era isso: “Precisamos de uma Câmara com qualidade”, e eram eleitores assim que procuravam, como que se eu quisesse escolher o eleitor. E assim a campanha permitiu a partilha de ideias e experiências, num alargamento de contatos, e mais aprendizado.

Numa noite, depois de uma reunião de bairro, alguns candidatos foram tomar cerveja num bar, e a conversa esticou para quase uma da manhã: “Por que a cada eleição, parece que aumenta o número de cacarecos bem sucedidos?”, perguntou outro munícipe. Ele quis dizer que a cada eleição menos pessoas instruídas, moralmente preparadas para a função, parecia levar mais vantagem. “É porque eles são espertos!”, respondeu outro. “E sem esperteza não se ganha”, acrescentou mais um.

“Como assim? Dê algum exemplo”, perguntou um rapaz candidato da nossa coligação. E então, o veterano em política lhe explicou:

“Compra-se o voto, você entende? De diversas formas, e cada vez mais, de modo sofisticado e sutil”.

E um deles contara que aprendera com vereadores de vários mandatos, como as coisas funcionam, dando nome inclusive de donos de bares que auxiliavam nisso.

“Você chega lá e negocia. O dono do bar pede para que você arrume quatro, cinco ou seis pessoas, que, treinadas, poderão fazer a boca de urna, sem que ninguém perceba. Eles anotam o número bem pequenininho num papel, e ficam o dia todo em frente à escola, entregando o papelzinho para conhecidos, gente do morro, que depois ganham cervejada grátis por uma semana, com nome anotado na caderneta. Ou ainda, outro grupo de quatro ou cinco (todos pagos por dia), se encarregam de buscar eleitores nas casas deles, e no transporte, dentro do carro, alguém entrega o papelzinho com o número, e um envelope com dez, vinte ou até cinquenta reais. Além, é claro, da cervejada depois. Quanto ao pagamento desses quatro ou cinco que fazem o “trabalho”, o candidato paga, por exemplo, cem reais, e caso ganhe, ele paga mais cem. Assim, saem apenas por 200 reais por pessoa, para tal “serviço”. O dono do bar tem ainda uma relação de desempregados, pessoas com problemas em casa, que receberão um dia antes uma cesta básica, que alguém leva, à noite. E ganha-se para fazer essa entrega, com o papelzinho contendo o número do candidato. Outros ainda pagam para deixar seus carros estrategicamente colocados à frente das escolas aonde ocorrem as votações, com os adesivos colocados em seus vidros. E assim por diante.

“Ganha-se a eleição no dia!”, falou outro entendido, em política como negócio, que começa nas estratégias para ganhar o pleito. Um deles propôs: “Arruma cinco ou seis pessoas de sua confiança, e manda falar comigo, que eu os instruo. Quanto mais se paga, mais votos se podem obter, causando impacto na hora da abertura das urnas, com uma votação bem expressiva.”

Ele ficou esperando que no dia seguinte eu fosse levar o nome de pessoas para serem instruídas nessas táticas de compra de voto, mas não fui atrás delas, e não voltei mais lá. Interessava-me o voto limpo, o voto de qualidade, o voto consciente. Continuaria eu mesmo conversando com aquelas que aceitassem votar por convicção em nossas propostas e nossos posicionamentos.

Por algumas vezes encontrava candidatos inclusive de outra coligação, mas conversávamos sobre o rumo da campanha e diziam: “Tem gente comprando voto, vão comprar voto no dia, vão estourar de votos assim”.

No dia da eleição, ao menos dois candidatos expert ficaram na frente das escolas acompanhando a movimentação, com latas de cerveja na mão. Alguém perguntou: “Acabou a lei seca?” Ao que outro respondeu: “Isso nunca pegou aqui!” E passou o dia encharcando a cara, ele próprio dono de bar. O resultado das urnas mostrou tudo: os expert foram reeleitos, e também o filho do presidente DEM. Dois donos de bares foram eleitos. Obtive 85 votos, não alcançando assim os votos necessários para o segundo mandato. Mais uma vez os expert venceram, e de modo pragmático, sem princípios e valores, garantiram suas cadeiras. E assim, cada vez mais, vamos vendo avançar aqueles que fizeram da política um negócio, formam cartéis, se reelegem quantas vezes quiserem, diminuindo cada vez mais as chances de ingresso dos que realmente querem fazer valer o voto consciente. 

Hermes Rodrigues Nery é coordenador do Movimento Legislação e Vida. Email: hrneryprovida@uol.com.br 

* * * 

Outro amigo, Adrian Paz, candidato a vereador, enviou-me a seguinte mensagem: 

Meus amigos, louvo a Deus pela amizade de cada de vocês, aproveito para agradecer muitíssimo pelo apoio e empenho despendidos em favor de nosso projeto de candidatura.

Em breve análise destas eleições, posso dizer que nosso câmara tombou para esquerda, a participação cristã católica foi diminuída, é bom que se enfatize, já a cultura da morte fincou seus marcos e aumentou o número e a importância dos seus representantes, cinco candidatos abortistas e gayzistas entraram,  o que nos fará lutar ainda mais pela defesa dos nossos valores, porém, sem um mandato, sem votos e sem recursos financeiros, como sempre foi.

A partir dessa fragorosa derrota, ao meu ver, faço um mea culpa e apresento aquilo que seja talvez a maior falha, responsabilizo a total desinformação dos fiéis promovida por seus pastores, por eles ainda não terem sido suficientemente alertados para o risco iminente ao qual nossa sociedade está exposta, importante tarefa do Colegiado da Rede de Ação pela Família daqui pra frente. Nossos pastores devem ser o nosso foco e devem ser formados e informados sobre sua responsabilidade, pois enquanto muitos católicos estavam preocupados em não contribuir com a “politicagem” não dando seu voto, o outro lado se organizou a tal ponto de conseguirem aumentar a quantidade de seus representantes e com um número qualificado, expressivo e retumbante de votos.

A estratégia marxista funcionou, dividir para conquistar, o que ocorreu por meio da grande quantidade de partidos e de candidatos, com isso os votos conservadores foram pulverizados. Enquanto dividimos e focamos em candidaturas específicas e não em um projeto de um grupo de candidaturas cristãs, eles foram mais efetivos em suas ações; os filhos das trevas são mais espertos que os filhos da luz. Enquanto o Papa Francisco diz que é obrigação do cristão imiscuir-se na política, nossa igreja particular isentou-se do processo por meio de um decreto. Onde estão os profetas do altíssimo a denunciar o mal que avança como o crepúsculo?

É meus amigos, nosso trabalho se tornou mais árduo, caminharemos a partir de agora diariamente ao patíbulo, para sermos constantemente julgados e taxados de intolerantes e fundamentalistas, mas ainda assim estaremos lá e continuaremos contando com Deus e uns com os outros.

Por outro lado nossos votos foram significativos e marcantes, pois foram 1.076 votos convictos e marcados pela esperança. Faltou pouco, pois com quatro mil estaríamos eleito, mas ainda assim nossa campanha foi vitoriosa, pois foi feita com ética, sem dinheiro e sem mandato, passamos apenas com pequenas doações e terminamos sem nenhum endividamento, experiência que deve ser conservada e trabalhada para que possamos dar continuidade ao nosso chamado na política.

Deixo meus parabens a bancada evangélica que tao bem realizou o dever de casa e conseguiu eleger seus representantes, agora temos que nos empenhar para que nosso município não se afunde mais nas trevas, fechando o cerco com a eleição de um mandato a esquerda a prefeito, temos que trabalhar e muito para a eleição de João Leite, coloco-me a disposição para os grupos de trabalho.

Deixo aqui meu abraço e meu respeito, que Deus lhes abençoe amados.

Adrian Paz

No Rio de Janeiro, também perderam o filósofo Prof. Sidney Silveira, o pró-vida Márcio Gualberto, como também, em Curitiba, perdeu a pró-vida evangélica Dra. Marisa Lobo, etc.

* * *

(1) Sobre a campanha de 2012 a prefeito, seguem os links:
1. http://coluna-hermes-nery-votocatolico.blogspot.com.br/2012/09/esquemas-do-mandonismo-local-i.html
2. http://coluna-hermes-nery-votocatolico.blogspot.com.br/2012/10/esquemas-do-mandonismo-local-ii.html
3. http://coluna-hermes-nery-votocatolico.blogspot.com.br/2012/10/esquemas-do-mandonismo-local-iii.html

Leia também:

Os tubarões soltaram rojões e deram vivas a Chalita! – Apontamentos da campanha eleitoral para deputado federal em 2010

Anúncios

4 Comentários to “Apontamentos sobre a campanha municipal de 2016.”

  1. A nossa delinquente política expressada no acima é o reflexo da adoção do relativismo pelas familias na atual putrefata sociedade – eles são elas!
    Há quantas décadas nossas familias são “educadas” diariamente pela satanopedagogia das novelas da Globo e programas afins, sob silencio ou conivencia de nossos clérigos?
    Quem já ouviu algum deles admoestar o povo dessas perversões de forma a exigirem das familias católicas tomadas de posição, sob pena até de excomunhão se propositadamente persistissem em se corromperem e aos filhos? Os conhecidos dessas atitudes até hoje, mesmo de paróquias, celebrantes, na net e mais não passam de apenas os muito raros de sempre!
    A missiva do Adrian Paz é o reflexo da dura realidade da politicagem, embora tudo se passe às barbas de nossos pastores, que “nada vêm ou sabem” – já que nada comentam, muito menos nomeando os oportunistas, carreiristas ou revolucionarios – apenas divagam sobre o assunto!
    A ascensão do marxismo no mundo é vinculado ao silencio e acuo de nossos pastores: piorando, os seminarios estão infestados de esquerdistas, como os adeptos ou simpatizantes da Teologia da Libertação; seus idiotas-uteis foram subvertidos e cooptados pelos globalistas.
    A estrategia de infiltração da Igreja de maçons, comunistas e protestantes tem funcionado a contento para o globalismo, de forma estratégica a partir da década de 30, pois os nossos sacerdotes, ás eleições, junto com as “admoestações” da CNBB apenas evidenciam assuntos como “saber escolher candidatos, pesquisar etc.”!
    Por outro lado, nossos vigarios nunca alertam o povo que não tem nenhuma educação política para se precaver dos ideologistas, dos patifes partidos comunistas e aliados; nunca, jamais vi algo sobre isso, às exceções acima!
    Alíás, nem podem citar os esquerdistas como partidos anti cristãos, abortistas, escravagistas e hostis aos cristãos – jamais tocam nesse quesito se se simpatizam mutuamente…
    *”Enquanto o Papa Francisco diz que é obrigação do cristão imiscuir-se na política(mas evitar promover as esquerdas), nossa igreja particular isentou-se do processo por meio de um decreto(aqui servir as esquerdas é praxe). Onde estão os profetas do altíssimo a denunciar o mal que avança como o crepúsculo”?
    **”Um governo sem principio ético-morais não passa de uma quadrilha de malfeitores”.
    * Adrian Paz
    ** Bento XVI

  2. Os partidos políticos, de esquerda ou não, sofrem com o que se chama “caciquismo” desde a criação, servindo a interesses privados em vez de uma agenda ideológica. Os únicos partidos políticos que são realmente populares, criados em volta de ideias e por pessoas comuns, não pela conveniência de um “cacique”, são o Partido Novo e o Partido Militar Brasileiro.

    O Partido Novo já demonstrou ser verdadeiramente liberal no sentido correto da palavra, ou seja, ESQUERDISTA. Já o Partido Militar Brasileiro (PMBr) se mostrou desde o começo como uma reação ao esquerdismo desenvolvida por aqueles que mais sofrem os efeitos diabólicos da descristianização de nossa sociedade: os defensores da Lei e da Ordem.

    Nunca fui filiado a nenhum partido – cogitei do PSD por ser um partido “sem ideologia”, criado apenas para tirar deputados de outros partidos sem ferir a legislação atual – mas hoje deposito minha esperança no Partido Militar Brasileiro, que ainda está em processo de homologação, por conta de suas pretensões de combate ao esquerdismo e o gigantismo estatal, que é a fonte de poder dos maus políticos. Sabemos que muitos grupos bem-intencionados, inclusive de católicos, já falharam na tentativa de construir uma política mais Cristã, mas se não fizermos nada será pior ainda.

    Que Nossa Senhora Aparecida interceda pelo PMBr para que sejamos um dos instrumentos do triunfo do Imaculado Coração.

  3. Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: ‘Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá” (Mateus 12:25)

    Caro prof. Hermes, paz e bem!

    Solidarizamo-nos com o seu autêntico testemunho. Deus dá as batalhas mais difíceis para os seus melhores guerreiros. Você agiu, de certa forma, como João batista, que mostrava os erros e alertava o povo de Deus. Fez a sua parte. mas não espere mudança rápida. É da vontade de Deus que o joio cresça ao lado do trigo. Os próprios católicos não tem apoio da hierarquia (com raras exceções).

    Penso que estamos vivendo numa Era “Pós-cristã”, e a Cultura da morte aparentemente vem ganhando espaço na sociedade. E se o cristianismo retrocede em nossa sociedade “pós-cristã”, como desejam nossos “falsos pastores” e adeptos da cultura da morte, isso nos levará a um estado de barbárie, que acreditávamos ter superado.
    Tristes tempos, nossa história, depois de dois mil anos de cristianismo, parece estar dando marcha a ré!
    Veja o caso de Belo Horizonte-MG:

    D. Joaquim Giovani Mol Guimarães no exercício de suas funções, quer como Reitor da PUC-Minas, quer como Bispo Auxiliar de Belo Horizonte-MG, tem causado graves prejuízos morais para a Igreja local.
    Tome o conhecimento dos seguintes artigos noticiados pela internet, no seguinte endereço eletrônico

    1) Na Portaria da PUC-Minas (R/Nº 021/2015, de 30/03/2015- (Anexo 5), Dom Mol introduziu o “Nome Social” (Ideologia de Gênero) na comunidade acadêmica da PUC Minas, agindo como se fosse Dom MOLOC, o “deus das moscas”. Nota: o Papa Francisco reiteradamente condenou a “Ideologia de Gênero”, por negar a Dignidade de todo o Ser Humano ao afirmar que ninguém nasce homem ou mulher, mas que cada indivíduo deve construir sua própria identidade.” (Audiência papal de 15/04/2015 – Anexo 6).
    Fonte: http://www.pucminas.br/imagedb/…/DOC_DSC_NOME_ARQUI20150408160853.pdf

    2) Nesta denúncia (Anexo 7), a PUC-Minas, organizou o evento III Ciclo de Debates do Grupo Interdisciplinar de Pesquisas Feministas (GPFEM), em 05/04/2016 (com ênfase na Ideologia de Gênero), cuja conferência de abertura ficou a cargo da professora Rita Laura Segato, militante de renome a favor da cultura da morte (aborto), exatamente o contrário do que o Papa Francisco expôs a esse respeito.
    Fonte:
    http://www.pucminas.br/informativo/unidades/materia.php?codigo=1188&materia=19808&PHPSESSID=604c96a30589ceb9a34540cc56bc1c31
    http://ipco.org.br/ipco/escandalo-internacional-puc-minas-promove-ideologia-de-genero-em-evento/#.V8tWu1srLcs

    3) Neste artigo (Anexo 8), ele critica o pedido de Impeachment de Dilma formulado pela Ordem dos Advogados do Brasil-OAB.
    Fonte:
    http://epoca.globo.com/tempo/expresso/noticia/2016/03/integrante-da-cnbb-critica-pedido-de-impeachment-de-dilma-protocolado-pela-oab.html

    4) Nesta carta (Anexo 9), o reitor da PUC Minas manifesta apoio ao reitor da PUC Goiás, Wolmir Therezio Amado, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Nota: o PT é o único partido político brasileiro que prevê no seu estatuto a defesa do Aborto (Cultura da Morte), inclusive expulsou dois Deputados federais: Luiz Bassuma (autor do Estatuto do Nascituro), do PT da Bahia e Henrique Afonso, do PT do Acre, por defenderem a Cultura da Vida e serem contra a legalização do aborto, bandeira do PT.
    5) Neste vídeo, Dom Joaquim Mol discursa no carro da CUT rotulando de “golpistas” os políticos favoráveis ao Impeachment da Dilma (07/09/2016, em Belo Horizonte).
    Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=8GBH6BnVdmA

    Em suma, veio-me à mente a seguinte passagem bíblica:

    Jesus, voltou-Se para elas e disse-lhes: «Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos, pois dias virão em que se dirá: “Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram” (Lucas 23,28)

    2017 está às portas!

    Eis os Sinais dos Tempos que nos espera:

    a) Os 100 anos da aparição de Nossa Senhora em Fátima, Portugal. Cem anos de DESCUMPRIMENTO do pedido de consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria.

    Nota importante: A Revolução Francesa foi castigo divino pela não consagração da França ao Sagrado Coração de Jesus, castigo ocorrido cem anos após pedido feito por Nosso Senhor e não atendido pelos Reis da França.Vejamos o caso do rei da França. Trata‑se de Luís XIV, da família Bourbon, que em 1689, quando estava com 50 anos e em pleno poder, recebeu’, provavelmente através de seu confessor Père La Chaise*, o pedido de consagrar seu reino ao Sagrado Coração, pedido este transmitido a Sta. Margarida Maria Alacoque, que teve uma visão no mosteiro de Paray‑le‑Monial em 17 de junho daquele ano. Eis os termos: “Faz saber ao filho primogénito de Meu Sagrado Coração que, assim como o seu nascimento temporal foi obtido pela devoção aos méritos de Minha santa Infância, do mesmo modo ele obterá seu nascimento na graça e na glória eterna pela consagração que fará de si mesmo ao Meu adorável Coração que quer triunfar sobre o seu, e pelo seu intermédio, sobre os dos grandes da terra. Ele quer reinar no seu palácio, ser pintado nos seus estandartes e impresso em suas armas, para fazê-las vitoriosas sobre os seus inimigos, dobrando a seus pés as cabeças orgulhosas e soberbas, para fazê‑lo, triunfar sobre todos os inimigos da Santa Igreja”
    De fato, Luís XIV, embora herdeiro de uma tradicional devoção católica multicentenária não considerou o pedido, evitando mesmo revelar que o recebera. Para o rei da França, tal pedido não poderia parecer estranho como o é para a mentalidade moderna, mas, ou porque mal aconselhado, ou porque era vítima naquele momento de uma crise de grandeur, deixou de lado a devoção ao Sagrado Coração, cuja consagração era na verdade uma oferta preciosa e talvez extrema.
    Exatamente cem anos depois, no dia 17 de Junho de 1789, festa do Sagrado Coração, o Terceiro Estado despojava a monarquia dos Bourbon de seus poderes. O rei Luís XVI, descendente direto de Luís XIV e, por isto, conhecedor do pedido, já prisioneiro tentou cumpri‑lo com uma solene promessa, mas era tarde demais. Na prisão do Templo foram encontradas imagens do Sagrado Coração com a consagração da França assinada por Maria Antonieta e Mme. Elisabeth, irmã de Luís XVI, que compôs então um belo ato de resignação cristã.
    Em 1793 o rei da França foi guilhotinado e igual destino coube a quase toda a família real e a grande parte de sua corte. Era a revolução desencadeada contra a Civilização cristã e seus reis, da qual Nosso Senhor queria preservar a França católica. Mas a suprema misericórdia não foi ouvida. Talvez considerada inverosímil.

    b) 300 anos da maçonaria moderna, fundada em Londres por 3 pastores protestantes (1707): Grande Loja da Inglaterra

    b) Os 500 anos da “Reforma” Protestante (para esta data está sendo preparada “comemoração” pelo Vaticano (!!!).Novo Cisma?!?

    c) Os 100 anos da Revolução Russa (“A Rússia espalhará seus erros pelo mundo”)

    d) Comemoraremos os 70 anos da criação do Estado de Israel (1947/1948). Historicamente, Jerusalém foi destruída no ano 70 da era cristã.

    Vem Senhor Jesus!

  4. Como não se lembrar da Radiomensagem de Natal de Pio XII, na qual o Sumo Pontífice esclarece a diferença entre povo e massa, ao ler uma notícia desta? Nada mais justo do que o brocardo: “Cada povo tem o governo que merece.”