Papa anuncia 17 novos cardeais. Consistório a 19 de novembro.

Rádio Vaticano – Depois do Angelus o Papa anunciou que no dia 19 de novembro, véspera do encerramento do Ano Santo da Misericórdia terá lugar no Vaticano um Consistório para a nomeação de 13 novos cardeais dos cinco continentes. Os novos purpurados provêm de 11 nações exprimindo assim a universalidade da Igreja que anuncia e testemunha a Boa Nova da Misericórdia de Deus. Os novos cardeais são os seguintes prelados:

D. Mario Zenari, Núncio Apostólico na Síria (Italia);

D. Dieudonné Nzapalainga, C.S.Sp., Arcebispo de Bangui (Republica Centro-Africana);

D. Carlos Osoro Sierra, Arcebispo de Madrid (Espanha);

D. Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília (Brasil);

D. Blase J. Cupich, Arcebispo de Chicago (EUA);

D. Patrick D’Rozario, C.S.C., Arcebispo de Dhaka (Bangladesh);

D. Baltazar Enrique Porras Cardozo, Arcebispo de Mérida (Venezuela);

D. Jozef De Kesel, Arcebispo de Malines-Bruxelles (Bélgica);

D. Maurice Piat, Arcebispo de Port-Louis (Ilha Mauricio);

D. Kevin Joseph Farrell, Prefeito do Dicastério para os Leigos, Família e a Vida (EUA);

D. Carlos Aguiar Retes, Arcebispo de Tlalnepantla (México);

D. John Ribat, M.S.C., Arcebispo de Port Moresby (Papua Nova Guiné);

D. Joseph William Tobin, C.SS.R., Arcebispo de Indianápolis (EUA).

A estes novos cardeais juntam-se dois arcebispos e um bispo emérito que se distinguiram no seu serviço pastoral e ainda um presbítero que demonstrou um claro testemunho cristão. São eles D. Anthony Soter Fernandez, Arcebispo Emérito de Kuala Lumpur (Malásia); D. Renato Corti, Arcebispo Emérito de Novara (Italia); D. Sebastian Koto Khoarai, O.M.I, Bispo Emérito de Mohale’s Hoek (Lesotho) e o padre Ernest Simoni, Presbítero da arquidiocese de Shkodrë-Pult (Scutari – Albânia).

No domingo, 20 de novembro, Solenidade de Cristo Rei, na conclusão do Ano Santo da Misericórdia o Papa Francisco concelebrará a Santa Missa com os novos Cardeais, com o Colégio Cardinalício, com os Arcebispos, com os Bispos e com os Presbíteros.

18 Comentários to “Papa anuncia 17 novos cardeais. Consistório a 19 de novembro.”

  1. Dos votantes, Cupich e Tobin, americanos, é uma forte guinada à esquerda no episcopado de lá. Tobin era secretário para os religiosos, boicotou tanto a visitação às “irmãs” progressistas americanas que foi tirado do posto por Bento XVI. Eis que agora recebe sua recompensa.

    E da Bélgica tb é um sinal violento. Francisco aposentou dom Leonard, sucessor de Danneels, a toque de caixa e sem o cardinalato. Em seu lugar, colocou um pupilo de Danneels e já o fez cardeal; Dom Leonard é aquele ratzingeriano perseguido pelo femen. Esse novo que foi feito cardeal, mal feito arcebispo de Bruxelas, dissolveu uma comunidade de padres tradicionais erigida por Leonard. Não tem como não ver isso como uma vingança contra Bento XVI promovida por Francisco em nome de Danneels, um de seus eleitores da Máfia de St. Gallen.

    Minha esperança é que ele dê um tiro no pé com essas nomeações de Bangladesh e coisa do tipo. Que por acidente faça algum cardeal católico

  2. E o pobre Patriarca de Veneza mais uma vez fica de fora!
    E o nosso primaz, arcebispo de Salvador? Foi trocado pelo presidente da conferência episcopal…

  3. E Bergoglio continua sua projeto para tentar destruir a Igreja de Cristo. É claro que, como liberal que é, nomeia um ou outro que não faz parte do establishment progressista, somente para se dizer “plural” e “aberto”. No mais, vai minando a possibilidade de eleição de um futuro papa católico de fato, inflando o colégio cardinalício de modernistas. Que Deus venha em nosso auxílio.

  4. Lamentável escolha do arcebispo de Brasília, D. Sérgio da Rocha.
    Ele é o atual presidente da CNBB e aliado da Dilma.
    Pior. Salvador, primeira capital do Brasil, tendo a frente um santo religioso e primaz do Brasil ficou de fora.
    Realmente, “há algo de podre no reino de Francisco”, como diria William Shakespeare.
    Sinal dos Tempos!

  5. A direção da CNBB, partner da esquerdista TL e do maldito PT, agraciada com a nomeação de D Sergio Rocha?
    Que tem feito essa suposta Conferencia Episcopal senão entregar os católicos ás hienas comunistas por não as combater, cúmplice dos perjurios à fé por esses carrascos da humanidade, sem contar o serio agravamento da miseria entre os mais pobres pelos comunistas que os detestam, pelo silencio e/ou conivencia a suas investidas e perseguição á Igreja?
    Quem não reprova os comunistas avaliza os tais quais carniceiros, os genocidas Mao, Pol Pot, Lênin, Stálin, F Castro, Lutero(só no sul da Alemanha trucidou por odio mais de 100 000 anabatistas idem protestantes por não o reconhecerem “servo de Deus”)…

  6. Os amigos leitores criticam há anos a não criação cardinalícia do atual arcebispo de Salvador, em detrimento de outros, quando o referido bispo primaz do Brasil é afinadíssimo com a RCC, muito criticada aqui no Fratres in Unum. Vá entender…

    • Bem observado! Apenas um palpite, uma intuição: acho que os critérios de escolha dos novos cardeais mudaram, mas não saberia dizer quais são. Acho que devemos observar e tirar uma conclusão.

  7. Não entendo bem os critérios de nomeação do Papa em relação aos novos cardeais, mas em relação a Dom Sérgio, não poderia ter um peso na nomeação dele o fato de ele ser arcebispo da cidade politicamente mais importante do Brasil e também o fato de ele ser presidente da CNBB? Além disso, já é a segunda vez que um Papa nomeia o arcebispo de Brasília como cardeal. Dom Braz de Aviz que também era arcebispo de Brasília também foi nomeado cardeal.

    Notaram também que o Papa nomeou três americanos como cardeais. Estaria o Papa dando mais peso ao clero americano na eleição do próximo conclave?

    • Corrigindo: 3ª vez. Brasília possui um Cardeal-Arcebispo emérito, Dom José Freire Falcão, nomeado em 1988 pelo Papa João Paulo II.
      De fato, não só o status de Presidente da Conferência Episcopal Brasileira, mas a importância da Igreja de Brasília deve ter sido levada em consideração. Ainda, parece-me que são velhos conhecidos: ambos desempenharam funções em secretarias do CELAM, em período concomitante.

  8. Dom Sérgio comentou a sua nomeação a cardeal.

    Dom Sérgio da Rocha: “Uma graça receber a notícia em meio aos pobres”

    http://br.radiovaticana.va/news/2016/10/10/dom_s%C3%A9rgio_da_rocha_uma_gra%C3%A7a_a_not%C3%ADcia_no_meio_dos_pobres/1264213

    Achei o seu discurso muito afinado com a teologia da libertação.

  9. Que bela homenagem ao padre albanês que viveu anos perseguido pelo ódio à fé.

    Todo mundo descendo a lenha no Papa, mas esquecendo de elogiar esta bola dentro.

    Desconfio que os tradicionalistas não fazem direção espiritual; se fizessem, saberiam que tão importante quanto vociferar raivosa e loucamente contra os vícios, é enaltecer as virtudes.

  10. O critério básico parece ser prestigiar conferências episcopais em detrimento de sés específicas.

  11. Gostei muito da nomeação de Dom Sergio da Rocha, por vários motivos:
    1) É novo e pode contribuir ainda muito para o bem da Igreja, auxiliando o papa no pastoreio;
    2) Tem uma bela experiência de Brasil: é do estado de São Paulo, foi bispo auxiliar em Fortaleza, depois arcebispo em Teresina e depois assumiu Brasilia. Ou seja, tem uma visão muito importante sobre o conjunto da igreja no Brasil.
    3) Tem uma boa formação acadêmia, foi professor por anos em faculdade de Teologia.
    4) Está numa cidade chave do Brasil, que é a capital.
    5) Tem uma boa relação com todos os bispos, das diferentes linhas pastorais.
    6) Nunca foi agressivo em suas falas e é bem pastor nas colocações.
    7) Já foi representando o Brasil em vários encontros da igreja universal, inclusive no último sínodo.
    Creio que foi uma escolha muito boa realizada pelo papa, ademais das “elocubrações mentais” que possam ser criadas por muitos.
    Rezemos para que seja de fato um bem para a Igreja essa escolha.
    Rezar mais! Atacar menos! No amor, reconhecereis que sois meus discípulos.
    “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.
    João” 13,35

    • “Rezemos para que seja de fato um bem para a Igreja essa escolha.”
      Rezo muito pelo bem da igreja e sei que no fim da tribulação ela triunfará; rezo para que Dom Sergio da Rocha, esse clérigo de esquerda entusiasta do CV2 e discípulo de D. Helder, deixe de lado as suas utopias políticas e possa ser a benção que almejamos.
      http://www.umbrasil.org.br/lancamento-do-ciclo-de-debates-utopias-do-vaticano-ii-que-sociedade-queremos-dialogos/

      Nosso Senhor não buscou os doutores da lei para o apostolado; a “boa” formação acadêmica de Dom Sergio da Rocha, os seus títulos ou o seu extenso currículo podem até ser desejáveis nas relações mundanas, mas são irrelevantes para o Espirito Santo.

      “Rezar mais! Atacar menos! No amor, reconhecereis que sois meus discípulos.”
      “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.
      João” 13,35″
      Rezar sempre, rezar mais, é bom, é bem, é certo! Mas, o ser insipido, alem de inútil será lançado fora; o bom cristão há de ter sobriedade, mas jamais pode se acovardar, tem que atacar os erros e as heresias mesmo que seja necessário expulsar os vendilhões, derrubar as mesas e até usar o chicote; também deve vigiar nas noites mais escuras porque o adversário é tinhoso e anda em derredor buscando a quem possa tragar.

  12. A respeito do tema, recomendo também a leitura do artigo “Tredici nuovi cardinali più quattro. Vincitori e vinti del prossimo concistoro”, disponível no blog Settimo Cielo, de Sandro Magister. Destaco o caso da continuação da não nomeação de André-Joseph Léonard (que levou tortas na cara, da parte de feministas, por suas posições autenticamente católicas em doutrina e pastoral; ele governa uma sede tradicionalmente importante, além de ser um prelado de relevância no cenário eclesial). Também enfatizo o caso do nomeado ao cardinalato Jozef De Kesel, progressista e pupilo de Danneels (o cardeal Danneels foi um dos mentores da “máfia” de St. Gallen e da eleição de Bergoglio). Por fim, acrescento uma observação: o nomeado na lista de purpurados Blase J. Cupich é considerado “filho predileto” do papa argentino em Chicago, tendo seu nome presente em artigos que trataram do recente vazamento de e-mails da fundação de George Soros, a qual comprou apoio de bispos a ideias de esquerda e ao favorecimento da campanha de H. Clinton, durante a última visita papal aos EUA. Cupich, entre outras coisas, tentou interferir na linha adotada pela Conferência Episcopal estadunidense em relação aos temas de orientação aos católicos em vista das eleições presidenciais (interviu com a intenção de que se tirassem do foco das orientações, seguindo a mesma linha de Bergoglio, questões bioéticas e morais, as quais ficariam obscurecidas por temas ambientais e sociais).

  13. Uma entrevista com Dom Sérgio sobre a sua nomeação para cardeal.

  14. Francisco removeu inúmeros bispos conservadores nos ultimos anos. Na maioria dos casos, as remoções foram resultado de calúnias levantadas por modernistas nas dioceses contra seus bispos ou arcebispos, frequentemente sobre o uso indevido de dinheiro da diocese. Lembram-se de Dom Rogelio, acusado, entre outras, de ter desviado dinheiro? Ou do argentino que foi acusado de usar dinheiro da Caritas? Do alemão acusado de ser bispo de luxo???
    Eis que em Brasília, sede do novo cardeal, um padre esta envolvido em lavagem de dinheiro da OAS e ligado ao petrolão!
    O padre era pupilo de Dom Braz de Aviz, que ainda esta em roma e é um dos maiores apoiadores de Francisco. A paroquia esta envolvida no maior esquema de corrupção DO MUNDO! E temos alguma visitação apostólica???? Temos algum procedimento? Dom Braz de Aviz pediu desculpas? Foi removido?
    Esse papado, com sua falsa misericórdia e humildade, é pura hipocrisia! O que virá depois desse “Petrus Romanus” é de gelar a espinha so de imaginar.