Ecumenismo: Papa reafirma posição da Igreja Católica quanto à ordenação sacerdotal de mulheres.

Francisco sublinha importância da dimensão feminina na vida eclesial

Lisboa, 01 nov 2016 (Ecclesia) – O Papa Francisco reafirmou hoje em conferência de imprensa a posição da Igreja Católica, que rejeita a ordenação sacerdotal de mulheres, após uma viagem ecuménica à Suécia, onde se encontrou com luteranos, na qual se implementou essa prática.

“Sobre a ordenação de mulheres na Igreja Católica, a última palavra clara foi pronunciada por São João Paulo II e ela permanece. Isso permanece”, disse aos jornalistas que o acompanharam no voo entre Malmo e Roma.

Francisco referia-se à carta apostólica ‘Ordinatio Sacerdotalis’, de 1995, de João Paulo II.

“A Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”, escreveu o santo polaco.

O Papa Francisco explicou que a eclesiologia católica tem uma dimensão “petrina, isto é, episcopal”, e a “dimensão mariana”, ligada à missão maternal da Igreja, “no sentido mais profundo”.

“Não existe Igreja sem esta dimensão feminina, porque ela mesma é feminina”, insistiu.

O pontífice argentino sustentou que o diálogo ecuménico deve centrar-se na “compreensão” recíproca e no trabalho em favor dos mais necessitados, com “grande respeito”.

Francisco confirmou a sua intenção de visita a Índia e o Bangladesh em 2017, ano em que vai associar-se também ao 50.º aniversário do Renovamento Carismático Católico, em Roma.

O Papa respondeu a uma pergunta sobre a secularização da Europa, sublinhando que quando esta existe “há algo fraco na evangelização” da Igreja.

“Na secularização, penso que mais tarde ou mais cedo se chega ao pecado contra Deus criador. O homem suficiente. Não é um problema de laicidade, porque é desejável uma sã laicidade”, declarou.

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9 Comentários to “Ecumenismo: Papa reafirma posição da Igreja Católica quanto à ordenação sacerdotal de mulheres.”

  1. “Sã laicidade”? O que será que Bergoglio quis dizer com isso? Será que ele se esqueceu de todas as repetidas condenações do Magistério de sempre contra a doutrina da separação entre Igreja e Estado? Acaso se esqueceu de que também os Estados, e não só os indivíduos, têm a obrigação de honrar a Deus, e de honrá-lO como Ele revelou que quer ser honrado? Nesse caso, alguém devia dar a Bergoglio um exemplar do clássico “O liberalismo é pecado”, de Dom Félix Sardá y Salvani… (http://alexandriacatolica.blogspot.com.br/2011/09/fonte-o-liberalismo-e-pecado-dr.html)

  2. Será que o papa se esqueceu das declarações ex-cátedra do concilio de Trento acerca do seu amigo Lutero e das suas ideias? Será que ele apenas se lembra das declarações da Igreja quando lhe convém? A memória de Bergoglio é selectiva e oportunista, depende apenas das suas conveniências. Na primeira oportunidade em que lhe fizer jeito esquecer as declarações imutáveis da Igreja não vai ter nenhum problema em fazer de conta que não existem.
    O que quererá ele dizer com “Isso permanece”? Será que ouve outras coisas que deixaram de o ser,(?) talvez as declarações do papas anteriores acerca do protestantismo? Podemos ainda pensar que no futuro deixará de o ser ? Porque não diz que a “A Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres…” Será que ele não o entende desta forma ? O futuro dirá…

  3. Parece-me que Francisco não foi tão claro e categórico como dá a entender a notícia aqui reproduzida.
    Diante de uma segunda pergunta de um jornalista ele disse: “O documento de “São” João Paulo II vai nessa direção” (contra a ordenação de mulheres).
    Ora, o verbo ir indica movimento. Ele não fechou a questão. Pode ser que no futuro haja documentos em outra direção.

  4. Ufa, ainda bem que – como disse mesmo? Ah, sim… “isso permanece”. Ao menos isso.

  5. Antes de julgar as palavras e atitudes do papa, é preciso considerar o raciocínio jesuítico com sua sinuosidade barroca digna de um Padre Antonio Vieira.

  6. A ordenação de mulheres da seita luterana e do vale-tudo das denominações protestantes, onde o espírito santo é o fundador da seita ou cada dos participante do grupo, de imediato dificulta o entendimento entre a Igreja católica e elas, tratando-se de uma sentença sentença irrevogável da parte de S João Paulo II, como referiu o papa Francisco.
    Não apenas isso pois, dependendo de cada seita, existe a permissão não só do acima, mas aceitam membros de assumidos grupos glbts, atuando como ministros das ideias do proprietario da denominação – aliás, “ótimos” exemplos comportamentais como pregadores, para os quais de imediato o 6º Mandamento foi suprimido ou modernizado.
    Quanto à secularização da Europa, se a formação dos sacerdotes forem dos meus conhecidos quase todos daqui, com muito raras exceções, as homilias advertindo o povo dos males do material-ateísmo estão fragílimas, praticamente versando sobre “tolerancia, respeito, diálogo, compreensão, misericordia e similares”, enquanto a justiça divina, penalização aos pecadores, denuncias públicas dos malfeitores, atuação do diabo e condenação ao inferno seriam letras mortas!

  7. Se Cristo tivesse dado a São Pedro o poder secular, este o teria feito rei da judéia.