Uma guerra civil está em curso na Igreja.

Por Marco Politi, Il Fatto Quotidiano, 21 de novembro de 2016 | Tradução: FratresInUnum.com: Papa Francisco fechou a Porta Santa, mas a sua mensagem é acompanhada pelo ruído de uma crise subterrânea. Uma guerra civil está em curso na Igreja. Um confronto que toca a autoridade do pontífice e seu programa de reformas. Estão em jogo visões opostas sobre o papel da Igreja, o “pecado”, a salvação das almas. E como em todas as guerras civis, o conflito não contempla concessões.

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Quatro cardeais escolheram estes dias para colocar diretamente sob acusação  a teologia de Francisco e seu documento pós-sinodal Amoris Laetitia (que abre o caminho para a comunhão de divorciados novamente casados). Os cardeais atribuem a Bergoglio ter semeado entre os fiéis “a incerteza, confusão e perplexidade” e pedem para que ele “lance luz” sobre o documento. Na carta, no estilo de disputas teológicas, são anexadas os chamados Dubia: “Perguntas sobre questões controversas”.

Com um gesto que tem o sabor de um desafio, a carta foi enviada “para informação” também ao responsável oficial da ortodoxia, o cardeal Gerhard Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Trata-se de um acontecimento absolutamente sem precedentes na história moderna do papado. E a primeira coisa que chama a atenção é o silêncio constrangedor da hierarquia eclesiástica. Nem um cardeal se contrapôs publicamente à sua tese, nem um presidente de Conferência Episcopal, ou um dirigente de uma grande Associação Católica [ndt: posteriormente à divulgação deste artigo, o presidente da Conferência Episcopal da Grécia atacou duramente os cardeais]. E de pensar que, encarando o papel da consciência do qual fala Francisco, os quatro cardeais afirmam que em tal caso, arrisca-se a chegar ao ponto em que se tornam concebíveis “casos de adultério virtuosos, homicídio legal e perjúrio obrigatório”.

Dois dos cardeais são membros da Cúria: o alemão Walter Brandmüller, ex-presidente do Pontifício Comitê de Ciências Históricas, e o norte-americano Raymond Burke, ex-presidente do Tribunal da Assinatura Apostólica. E dois são arcebispos eméritos de dioceses importantes: Carlo Caffara, um dos prediletos de  João Paulo II e Bento XVI, e até 2015 pastor de Bolonha, e Joachim Meisner, um íntimo do Papa Ratzinger, que até 2014 dirigiu a diocese de Colônia.

Liquidar a carta – a qual Francisco respondeu indiretamente em uma entrevista ao Avvenire, denunciando um “certo legalismo que pode ser ideológico – como sendo o lamento de quatro ultra-conservadores é não compreender o confronto subterrâneo que tem se desenvolvido na Igreja Católica nos últimos dois anos. Os quatro são apenas a ponta do iceberg, que está se alargando e se espalhando. Eles também falam por muitos que não se expõem.

Durante anos, os meios de comunicação não entenderam a profundidade do movimento anti-Obama, que provocou em 8 de novembro passado a derrota de sua política. Agora, arriscam repetir o mesmo erro com Francisco. Deslumbrados com o seu carisma e o consenso planetário que goza até mesmo entre os agnósticos e não-crentes, muitos ignoram a escalada sistemática daqueles entre o clero, os bispos, o colégio de cardeais que contestam a teologia da misericórdia do pontífice.

Entre os dois Sínodos houve uma mudança de acento fundamental. Enquanto nas últimas décadas, entre o confronto entre reformistas e conservadores, o pontífice permanecia como “árbitro” para a maioria da hierarquia da Igreja, hoje, ao invés, o Papa tornou-se a parte em causa. Basta ler a última entrevista do Cardeal Burke. A Amoris Laetitia diz ele, “não é o Magistério, pois contém graves ambiguidades que confundem os fiéis e pode induzi-los ao erro e pecado grave. Um documento que apresenta esses defeitos não pode ser ensinamento perene da Igreja“.

Em dois anos, tem havido um crescimento de ações dissidentes. Antes do Sínodo de 2014, cinco cardeais escreveram um livro em defesa da doutrina tradicional sobre o matrimônio. Em seguida, intervieram com outro livro 11 cardeais de todo o mundo, incluindo personalidades importantes, reconhecidas entre o clero e episcopado. Enquanto isso, cerca de 800 mil católicos, incluindo 100 bispos, assinaram uma petição ao Papa pedindo um bloqueio das inovações. No Sínodo de 2015, 13 cardeais escreveram a Bergoglio questionando a direção que estava tomando a assembleia.

Um movimento sistemático de contestação em que o reformador fez frente apenas timidamente. E, de fato – embora muitos desejam esquecer – na votação no Sínodo de 2015 sobre a Família, foram rejeitadas as teses de uma via penitencial que reconhecesse abertamente a possibilidade de comunhão para divorciados novamente casados. A maioria tradicional deste parlamento mundial de bispos disse “não”. Nesse meio tempo surgiu uma rede de cardeais, bispos, sacerdotes, teólogos e leigos empenhados, signatários de uma “declaração de fidelidade ao ensinamento perene da Igreja sobre o casamento.” Posteriormente, 45 teólogos escreveram (anonimamente) ao Colégio dos Cardeais, sugerindo que certas interpretações da Amoris Laetitia poderiam ser “heréticas”.

O movimento anti-Bergoglio trabalha sobre o tempo. Nos Estados Unidos, a escalada silenciosa subestimada contra Obama levou à derrota dos democratas. Na Igreja Católica, o que está em jogo é o futuro conclave. Hoje, o historiador da Igreja Alberto Melloni  fala de “isolamento” do pontífice. E Andrea Riccardi, outro historiador, diz que nunca no século XX um pontífice encontrou tanta oposição entre os bispos e o clero.

Na guerra civil em curso na Igreja, o objetivo é o pós-Francisco: não deverá subir ao trono papal um homem que leve a cabo o desenvolvimento das reformas iniciadas.
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11 Comentários to “Uma guerra civil está em curso na Igreja.”

  1. …. “Basta ler a última entrevista do Cardeal Burke. A Amoris Laetitia diz ele, “não é o Magistério, pois contém graves ambiguidades que confundem os fiéis e pode induzi-los ao erro e pecado grave. Um documento que apresenta esses defeitos não pode ser ensinamento perene da Igreja“.
    Noutras oportunidades relatou o mesmo: o documento do papa Francisco é uma “mistura de opiniões pessoais e doutrina”.
    D Gehrard Müller, que é o atual Prefeito da Congregação para Doutrina da Fé também discordou de certos conteúdos da Amoris laetitia, fez pessoalmente uma releitura do texto e relatou varias observações a respeito de certos pontos que considerou inadequados.
    Há varios renomados teólogos de todas as camadas do clero discordantes do papa Francisco, além dos quatro cardeais que não foram signatarios; todavia, de igual forma mostram-se reticentes com certos pontos de vista doutrinarios dele.
    Mesmo entre os leigos, similares aos acima, os que não estariam dispostos a cederem aos ensinamentos gerais do papa Francisco, sem certas restrições.
    De fato, pelo que se tem visto, cada vez mais o coro dos adversarios vem aumentando a voz; veremos que atitude tomará pois certos noticiarios dizem que, por detrás, o papa Francisco estaria muito descontente pelas objeções a essa Exortação Apostólica.
    Parece, em especial no cap VIII, que certos trechos não corresponderiam aos ensinamentos da rígida doutrina milenar da Igreja: conteriam paradoxos ou facilitariam subjetivismos, como no caso atual coadjuvantes de uma aproximação forçada com o protestantismo!
    Nesse caso, a Igreja estaria adotando uma doutrina mais flexibilizada, numa especie de quase capitulação frente ás exigencias desses grupelhos independentes de sectarios – onde tudo pode, só depende de v. – relativistas e dissensos entre si para se “re-unirem” a ela, sob condições, que dela sairam e não ao contrario.
    Tudo indicaria que doravante os ânimos se acirrarão pois os signatarios e anexos não retrocederiam.

  2. A entrevista do cardeal Burke citada, acredito eu, não é a que está traduzida aqui no Fratres. Posso estar enganado.
    Estamos vivendo um momento impar na história da Igreja. Esse documento dos 45 teólogos, eles literalmente citam passagens de AL e aplicam as famosas censuras teológicas, inclusive a mais famosa dentre elas, a de herética.

  3. “E Andrea Riccardi, outro historiador, diz que nunca no século XX um pontífice encontrou tanta oposição entre os bispos e o clero.”

    No século vinte eu não sei, mas no início do século vinte e um, o Santo Padre Bento XVI sofreu um massacre inimaginável de todos os lados. Os Ventos da tormenta trazem as procelas e as vagas se elevam antes da terrível borrasca com predito nas Escrituras Sagradas, pelos Santos e por Nossa Senhora em várias ocasiões.

    “Penitência, penitência, penitência!”

    O Papa Paulo VI, muitas vezes criticado por ter permitido uma fissura por onde o fumo do tinhoso entrou na Igreja, na sua exortação apostólica “Signum Magnum” nós advertiu:

    “A santa contemplação de Maria incita-os, de facto, à oração confiante, à prática da penitência, ao santo temor de Deus, e recorda-lhes com frequência aquelas palavras com que Jesus Cristo anunciava estar perto o reino dos Céus: Arrependei-vos e acreditai no Evangelho, bem como a sua severa advertência: Se não vos arrependerdes, perecereis todos de maneira semelhante.”

    Agora as labaredas adentram o Lugar Santo pelas portas, algumas escancaradas pelo próprio “Papa”.

    “Depois vi o Cordeiro abrir o sexto selo; e sobreveio então um grande terremoto. O sol se escureceu como um tecido de crina, a lua tornou-se toda vermelha como sangue e as estrelas do céu caíram na terra, como frutos verdes que caem da figueira agitada por forte ventania.
    O céu desapareceu como um pedaço de papiro que se enrola e todos os montes e ilhas foram tirados dos seus lugares.
    Então os reis da terra, os grandes, os chefes, os ricos, os poderosos, todos, tanto escravos como livres, esconderam-se nas cavernas e grutas das montanhas.
    E diziam às montanhas e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que está sentado no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o Grande Dia da sua ira, e quem poderá subsistir?” (Apocalipse 6: 12..17)

  4. Jesus já dizia que a boca fala daquilo que o coração está cheio! Esse é o critério do julgamento! Pelo o que esses homens falam e arquitetam, podemos imaginar o estado de santidade em que vivem!
    Diante do estado em que se encontra a Cúria Bergogliana e seus mais próximos colaboradores, a eles podemos aplicar sem erro o que diz São Paulo na Carta aos Romanos:

    “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.
    Não há ninguém que entenda. Não há ninguém que busque a Deus.
    Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.
    A sua garganta é um sepulcro aberto. Com as suas línguas tratam enganosamente. Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios;
    Cuja boca está cheia de maldição e amargura.
    Os seus pés são ligeiros para derramar sangue.
    Em seus caminhos há destruição e miséria;
    E não conheceram o caminho da paz.
    Não há temor de Deus diante de seus olhos”.
    (Romanos 3:10-18)

    • Os progressistas do Papa são puros e misericordiosos, enquanto os conservadores são pecadores e inimigos da Misericórdia? É isso ?? !!!

  5. Gente que costuma levar a sério o que faz – por exemplo os católicos norte-americanos, sendo Burke um típico representante desse meio – NÃO gosta desse tipo de safadeza que consiste em contradizer e desdizer assuntos sérios e bem definidos como disciplina dos sacramentos, ética, bioética etc.

    Bergoglio, de fato, caiu de paraquedas em Roma levando na algibeira todos os vícios de uma igreja analfabeta, bagunçada e perdedora como a da América Latina. Daí, arrastado por sua índole autoritária, por sua grotesca ignorância doutrinal e por sua tresloucada vontade de (a)parecer moderninho, resolveu transformar o que ele imagina ser a Igreja católica numa espécie de casa da mãe joana ecologista e polígama, senão também alcoviteira de vícios contra a natura e criadora de sapos e escorpiões doutrinais: tudo isso, é claro, em nome do seu conceito fast-food de misericórdia sem mudança de vida e sem compromisso com nada, exceto o baixo ventre.

    Na religião desta igreja nova, dita conciliar, há pouco ou nenhum espaço para noções de pecado, sacrifício, expiação, redenção. Para o clero do vaticano dois, isso é “teologia medieval”. Uma vez, pois, banidas essas noções fundantes do mistério da Igreja e da missão do Unigênito Filho de Deus, resta à igreja conciliar fechar as portas. E é exatamente isso que vemos acontecer, estarrecidos, há mais de 50 anos. Faliu. A obra de vaidade e desobediência de João XXIII e de Paulo VI está aí: faliu. Não foram eles a desafiar e a desdenhar o Magistério irreformável da Igreja com seus “subsistit”, sua tara ecumenista, suas reformas litúrgicas protestantoides excogitadas por um bode velho e inveterado como Bugnini? Pois então: Bergoglio é uma espécie de coveiro dessa impostura religiosa. E o funeral só não será consumado porque a Destra do Onipotente virá resgatar e dar vida ao que é Seu.

  6. Li há pouco a carta aberta do presidente da “cnbb” grega contra os nossos 4 cardeais das “dubia”. A carta dele é simplesmente uma obra-prima de incoerência e inversão dos fatos: ele acusa os 4 cardeais de serem eles que estão se afastando da doutrina da Igreja e de serem eles que comungam sacrilegamente, e não os divorciados recasados.

    Fico me perguntando como é possível que esse bispo grego tenha a hipocrisia de defender a heresia do ‘bergoglianismo’ (permitam-me batizar assim a coisa), apelando para o respeito devido à assistência do Espírito Santo ao papa (pois é isso que ele faz em sua carta aos cardeais).

    Será que de todo o corpo doutrinário tradicional a única doutrina salvável seria a da autoridade papal?
    Mas, nesse caso, por que então não respeitar o que todos os papas do passado ensinaram unanimemente?

    Por que o ensino de Bergoglio deveria ser preferido ao de toda a tradição bimilenar da Igreja?

    Se Deus – por absurdo – apoia Bergoglio, então cadê os milagres para confirmar essa suposta missão divina extraordinária para mudar o que era tido por imutável?

    Na verdade, não faz sentido lógico nenhum tentar impor uma obediência cega a Bergoglio em nome da fé tradicional da Igreja na autoridade papal, ao mesmo tempo em que se trata essa fé como um corpo teórico falível e reformável.

    Lanço agora um apelo para a lógica e para a própria razão:
    SE o Magistério da Igreja errou no tratamento tradicional das questões relativas ao Matrimônio e à Comunhão Eucarística, então o que garante que a Igreja não errou também – e feio – na questão da autoridade e infalibilidade papal?

    De modo que, SE Bergoglio estiver certo nas suas mudanças doutrinárias, então a própria obediência a Bergoglio carece de qualquer fundamento, porque também não haveria qualquer necessidade de continuar a sustentar a doutrina católica tradicional sobre o papado.

    E vou mais longe: SE a Igreja tiver errado em sua doutrina tradicional sobre algum ponto qualquer e, portanto, não for infalível, então nada de direito precisará ficar de pé no cristianismo, porque mesmo os dogmas trinitários e cristológicos dos Concílios de Niceia, Constantinopla, etc, carecerão de qualquer nota de infalibilidade. Os próprios Evangelhos e o Novo Testamento como um todo terão seu valor relegado ao rol das coisas sumamente duvidosas, porque foi a autoridade da Igreja quem, nos primeiros séculos, discerniu as escrituras divinamente inspiradas daquelas que não passavam dos chamados “apócrifos”.

    Qualquer modernista coerente deveria tirar essas conclusões e assumi-las com franqueza. Na realidade, qualquer um que concorde com as mudanças de Bergoglio deveria tirar essas conclusões…

    Querer, porém, defender as pseudorreformas de Bergoglio e continuar a sustentar a obediência a ele em nome da fé tradicional acerca do papado, isso não faz o menor sentido.

    Por sinal, essas conclusões logicamente necessárias e inescapáveis para todo defensor de que a Igreja errou sobre algum ponto qualquer de sua doutrina tradicional, eu as tomei emprestado do único modernista radicalmente coerente (sumamente herético, mas rigorosamente coerente) que conheci até hoje: o jesuíta padre Roger Lenaers (https://en.wikipedia.org/wiki/Roger_Lenaers). Em seus livros “Outro cristianismo é possível: Fé em linguagem de modernidade” e “Viver com Deus sem Deus”, ela defende expressamente que todas essas conclusões que apontei acima (e mais outras, como o próprio panteísmo), são consequências teóricas ineludíveis para qualquer adepto das reformas do Vaticano II e que se-lhe seguiram.

    SE Bergoglio, por absurdo, estivesse certo, então não é que a Igreja estaria morta; ela, na verdade, nunca teria nem nascido de origem divina qualquer. OU Bergoglio está em erro, OU a Igreja nunca existiu como instituição realmente fundada por Deus e nenhum de seus dogmas merece fé. “Tertium non datur”.

    • Excelente análise!

    • Sua análise parece bastante coerente. Porém, a alternativa (considerar que ele está errado naquilo que fala e ensina) ainda exige muito esforço em explicar bastante o que antes era considerado impossível: um Papa ensinando supostas heresias, canonizações e beatificações que não são válidas (falo especificamente dos casos dos mentores e seguidores do Concílio Vaticano II), etc e etc.
      De qualquer maneira é preciso dar muita explicação aos fieis que se perguntam “como pode?”. Não está fácil…

    • Mas o objetivo parece ser exatamente esse!!!

  7. E ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois fios:
    Conheço as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita.
    Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e fornicassem.
    Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio.
    Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca.
    Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.
    Apocalipse 2:12-17