O passo e o contrapasso em Santa Rita do Passa Quatro.

Por  Prof. Dante Manzoni

A Capela “São Carlos”, em Santa Rita do Passa Quatro (Rua Dalva, n. 326 -Vila Mello), pôs em prática, durante a celebração de Missa matinal (a das 10 horas), neste domingo 11 de dezembro de 2016, mais um episódio do passo e contrapasso da “assepsia seletiva”: é dizer que se admite a coleta de dinheiro durante a Missa (porque o dinheiro, supõe-se, é esterilizado), é dizer ainda que se permitem abraços e beijos de paz (as mãos são sempre limpinhas, e gotículas pasteurizadas de saliva não acolitam beijos); isto aí pode, isto aí não contagia, isto aí não contamina, isto aí atende ao escopo da saúde estatal (que se opina compulsória) −este é o passo. Mas, ao revés, o contrapasso, a aposição da Sagrada Forma sobre a língua, isto nem pensar, isto é um atentado terrível (o que se implicita é que com o Corpo do Cristo se opina vir a peste…).

Talvez uma ampla campanha de esclarecimento possa convencer o povo de Deus a não se entregar aos cumprimentos de paz e não se permitir sujar as mãos com o vil metal durante as Missas.

De toda a sorte, nessa Missa, a da Capela, a das 10 horas, além da recusa pouco piedosa ou nada em repartir a Comunhão com dois humildes jovens católicos que a almejavam, o Sacerdote celebrante (melhor dizendo: o Presidente da celebração, como sói agora dizer-se), não poupou, ao final da solenidade, dirigir-lhes uma censura pública.

(Alguma coisa de bom sempre há nos tempos: ah… os celulares… hoje, eles podem gravar tudo, vídeo e áudio).

Para bem ou para mal, vai chegando a hora em que mais não será possível persuadir esta pobre gente humilhada −a cujo respeito alguns Sacerdotes parecem não pensar minimamente em misericórdia−, mas eu dizia: vai chegando o tempo em que não será possível conter-lhes as demandas de indenização pelo dano moral que a humilhação causa. (O Judiciário ficará atolado de processos).

Porque, de fato, Padres avessados ao Direito canônico, contrastados com as normas da Santa Sé, talvez melhor sintam no bolso o que não sentem no coração: é preciso parar com esta humilhação adrede imposta aos leigos católicos, já em razão de eles próprios merecerem tratamento condigno (ou, quando menos, a tolerância equivalente à que se concede aos inimigos da Igreja), já, sobretudo, porque, com símile recusa da Comunhão sobre a língua, o que mais e infinitamente aparenta afrontar-se são o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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10 Comentários to “O passo e o contrapasso em Santa Rita do Passa Quatro.”

  1. Às celebrações em que os sacerdotes apenas dão a S Comunhão na língua, ao final vêem-se varias partículas na ãmbula, mesmo só eles as tocando.
    Imaginemos o que normalmente se faz: ela é colocada nas mãos dos fieis, levam-na à boca como se fôra um confeito e nem conferem as palmas das mãos ou dedos – outros até as profanam excomungando-se automaticamente – desviando-as para cultos esoteristas – e, em geral, já observei, nem verificam se cairam partículas nas mãos e garantidamente caem no chão, restando micro frações que acabam sendo pisoteadas, como naquele vídeo: “Jesus está no chão” e pisoteado por pés imundos!
    Guias cegos! Vocês coam um mosquito e engolem um camelo. Mt 23 24.
    Aqueles que guiam este povo são os mesmos que o desorientam, e aqueles que são guiados deixam-se seduzir e ser conduzidos ao erro. Is 9,16.
    Confiram no abaixo os nº 6 e 29 do Masterplan maçônico.
    http://www.conchiglia.us/PORTUGAL/PT_extra/PT_Piano_Massonico.htm

  2. Prezados Senhores, já este prestigioso “blog” publicara um pequeno artigo sobre isto, faz algum tempo, artigo a que me permito recorrer: https://fratresinunum.com/2013/07/04/sobre-a-atual-recorrente-proibicao-de-recebimento-da-santa-hostia-sobre-a-lingua-parte-i/

    Ricardo Dip, membro da União dos Juristas Católicos de São Paulo

  3. Há muitos anos atrás, quando eu ainda assistia a missa nova, tendo um dia ido, durante uma viagem, a uma igreja cujo pároco eu desconhecia, e tendo eu me ajoelhado para receber a Comunhão (como em outros lugares fazia com toda a naturalidade), o padre do local – um estigmatino, velho e carrancudo – também me recusou publicamente a Comunhão, exigindo em voz alta: “Levanta, levanta!” E, me levantei, de fato, mas para voltar ao meu lugar e preferi não comungar a me submeter a comungar de pé. Assim que a missa acabou, fui à sacristia e tive uma conversa bastante dura com o tal padre…

  4. A hierarquia católica brasileira, em grande parte, perdeu a fé. Muitos padres e bispos deixaram de ser pastores e tornaram-se pequenos tiranos, transformando suas paróquias e dioceses em republiquetas de banana, nas quais eles pensam que mandam e que tudo podem. E, após perderem a fé, eles perderam a esperança do céu (daí que só falam de coisas da terra) e, por fim, a caridade.

    Com pessoas como essas à frente da Igreja, não é de se admirar o avanço do protestantismo no Brasil. Os pentecostais simplesmente preenchem o vazio religioso que padres como o Santa Rita do Passa Quatro deixaram.

    Um dia, contudo, esse padreco vai encontrar um Justo Juiz, que, enquanto esteve caminhando conosco, foi claro em ensinar que aqueles que causam escândalos estariam melhor se simplesmente amarrassem uma pedra ao pescoço e se lançassem em águas profundas.

    Então, o padreco e o bispeco dele saberão que, sim, há um céu; mas que – horror dos horrores – há também um inferno, e que o aviso de Sua Divina Majestade não foi uma mera figura de linguagem.

  5. Na Divina Liturgia (Santa Missa) no Rito Bizantino não se ajoelha durante o ano, exceto na Vigília de Pentecostes quando suplicamos os dons do Espírito Santo. Porém pedi que ao receberem a Sagrada Comunhão os fiéis expressassem sua adoração diante do Santíssimo com um gesto como fazer uma profunda inclinação seguida do sinal da santa cruz…alguns preferem se ajoelhar para receberem a Sagrada Comunhão, achei tão louvável que passei e recomendar este gesto, mesmo “infringindo” uma norma litúrgica própria do nosso Rito. Quando perguntado porque a Comunhão é sempre na boca, disse: assim como a mãe, como até mesmo muitas aves, dão a comida na boca dos filhotes…é a Mãe Igreja dando o Verdadeiro Alimento na boca dos seus filhos.

  6. Mais uma do Papa Francisco que nomeou este bispo com ordinário para os fiéis de rito oriental sem hierarquia própria no Brasil. Não cuida nem de seus fiéis latinos.

  7. É o farisaísmo moderno. “Filtrais um mosquito e engolis um camelo”.

  8. Boa, Pedro. Aqui em João Pessoa (PB) também impuseram esta norma do zika vírus etc.

  9. Já me foi negada a Comunhão por eu estar de joelhos em uma Missa Nova. Lembro que o padre ficou extremamente irritado como se eu tivesse insultado a mãe dele. Nunca mais fui à Missa Nova.

  10. O importante, creio, é frisar-se que isso não é um desvio do Novus Ordo Missae: o Novus Ordo Missae serve exatamente para isso, porque é ele mesmo, em globo, um só e total abuso contra a liturgia romana, infeliz e praticamente extinta.