Se nós somos ultraconservadores, quem são vocês?

Por Luis Fernando Pérez Bustamante, InfoCatólica | Tradução: FratresInUnum.comÀs vezes, ocorre de publicarmos em InfoCatólica uma notícia que nos parece escandalosa e, como gosta de dizer o Pe. Jorge González, não acontece nada. Por exemplo, que um bispo católico peça ceremônias religiosas para abençoar uniões homossexuais, adúlteras e fornicadoras,  e continue sendo bispo como se nada ocorresse. Agora, se então quatro cardeais ousam perguntar ao Papa sobre o capítulo oitavo de Amoris Laetitia, cai sobre eles uma avalanche de críticas, acusações, impropérios e ameaças.

Porém, muito de vez em quanto acontece que publiquemos algo que provoca uma resposta quase imediata dos envolvidos. É o que ocorreu com a notícia de que a arquidiocese de Belo Horizonte, a segunda [sic] mais importante do Brasil, assumiu a ideologia de gênero em suas diretrizes pastorais. Falamos de uma ideologia qualificada pelo Papa como “expressão de uma frustração que busca eliminar a diferença sexual” e algo “terrível” que se usa para perverter as crianças.

No dia seguinte à publicação da notícia, a arquidiocese brasileira nos enviou uma nota em que se negava nossa informação e nos ofereceria uma série de links com textos do arcebispo, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, acerca precisamente da ideologia de gênero. Apesar de termos publicado imagens com o texto das diretrizes pastorais da arquidiocese que justificam nossa manchete, decidimos incluir na notícia a nota da arquidiocese para que a mesma exercesse seu direito de resposta. E fizemos mais. A saber, enviamos uma série de perguntas ao arcebispo para que esclareça o que considerar oportuno. Esperamos sua resposta.

Assim estávamos, quando ontem Religión Digital decidiu publicar uma informação de um tal Mauro Lopes, correspondente no Rio. Ela se intitulava: “Los ultraconservadores lanzan una campaña contra el arzobispo de Belo Horizonte”

Pois bem, um bom amigo brasileiro me informou sobre Mauro Lopes. Pelo jeito, é um antigo militante do Partido Comunista do Brasil (PCB) e depois “cristão engajado com a Igreja Libertadora”. Escreve na revista de esquerda Carta Capital. Não vive no Rio, mas em São Paulo. Tem como diretor espiritual o padre Beto Mayer.

Se em InfoCatólica, por dizer exatamente o mesmo que o Papa Francisco sobre a ideologia de gênero, somos ultraconservadores, quem são os garotos de Religión Digital para ter um correspondente com semelhante curriculum vitae? Ultra-hereges?

Luis Fernando Pérez Bustamante

 

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8 Comentários to “Se nós somos ultraconservadores, quem são vocês?”

  1. É com dor e sofrimento que a cada dia a decadência da santa Igreja. peço a Deus por todos nós. Obrigado, despeço-me com um grande abraço em Cristo! José

  2. Resposta: Mc V, 9

  3. Excelente matéria! Obrigado

  4. Irmãos e irmãs chamar-nos de ultra conservadores é a posição de quem não tem argumentos.
    Queremos apenas ser católicos. Permaneçamos unidos e firmes na fé. A verdade já foi revelada e não depende de números como alguém debochadamente falou de 200×4. Tudo isso que está acontecendo vai nos fortalecer na fé.

  5. Quem redige na CARTA CAPITAL, uma das publicações apologistas do marxismo e ainda compartilhando da suposta “Igreja Libertadora-IL”, seria outra instituição similar à falsaria TL: coopta os incautos da Igreja católica de sempre e os lança nas seitas de aparencias cristãs, no entanto, a IL só poderia ser produto de síntese dos Laboratorios de Engenharia Social das esquerdas!
    “A Arquidiocese de Belo Horizonte esclarece que as informações publicadas na reportagem não condizem com as orientações do Projeto de Evangelização Proclamar a Palavra. Os trechos destacados estão descontextualizados, interpretados de modo a não traduzir o que realmente estabelece o Projeto de Evangelização”, é o dito em parte da nota, mas de qualquer forma, se está indevidamente interpretado conforme consta, favorecia dar margem a segundas interpretação, assim como a ambiguidade e/ou subjetivismo!
    Pareceria ser uma das táticas dos modernistas deixarem trechos obscuros, enigmáticos, sibilinos oportunizando segundas interpretações, o que mais temos visto; e no caso 200 x 4 – fora as centenas de bispos e varios cardeais – é apelar para o numérico como impostura, mas diz S Atanasio: quanto maior o número dos que aderem ao erro, maior será o desastre!
    Recentemente em BH, um padre completando 50 anos de sacerdocio em suas memorias, aprox.: “era recebido na igreja tal pelo pastor e dizia: “ele não veio aqui par anos converter para a Igreja dele e nem nós os trazermos para nossa”, gabando-se ele em seu livro como um bem tantos excelentes relacionamentos com hereges e excomungados!
    Idem, o padre dirigente de Questões de Fé da TV Horizonte quantas vezes já realçou tamanha amizade com os relativistas acima e, se v o interpelar via e-mail discorda de serem hereges: “depende da igreja”…, assim como sobre a crise do Vaticano relacionado ao papa Francisco, comunistas do PT – nem responde a eles…
    Uma arquidiocese contando com o agressivo D Joaquim G Mol atuante pró esquerdistas – não afastado – que estaria às sombras co-mandando, que esperar depois do relato acima, se é que o texto para evangelização a ser repassado ao povo – não li – será o constante da Infocatólica?

  6. Não é surpresa que esse tal Mauro Lopes escreve na CaPTa CaPTal
    Também não ficaria surpreso se ele aparecer em alguma lista da Odebrecht

  7. Esqueceu o Sr. Cardeal Hummes de que o pouco com Deus é muito? Olha que a Palavra de Deus narra inúmeras provas disso.

  8. A igreja conciliar, inventada há meio século nos gabinetes e bibliotecas das ordens religiosas ex- “intelectuais” (sobretudo os dominicanos, jesuítas) não deu em nada. É muito simplismo procurar explicar, a partir de sociologismos de almanaque, o FATO de que multidões e países inteiros terem abandonado a Igreja por motivos outros que não os RELIGIOSOS. O ser humano, de fato, busca o sagrado e a religião. Tem essa vocação. E tanto a tem que, não a encontrando no lugar certo, vai se jogar no primeiro buraco que lhe pareça ser tal. E por lá fica.

    Os grandes contingentes, pois, que deixaram a Igreja (entenda-se, a versão remix da igreja) deixaram-na pela simples e decisiva razão de que igreja conciliar não lembra, nem muito de longe, uma religião. Não lembra nem mesmo uma confiável associação de bairro onde se possam deixar, sem preocupação, as crianças e os adolescentes. Boa parte de seus líderes, os clérigos, vivem uma vida completamente mundana e paganizada, isto é, eles sequer conseguem fingir ou simular o que são e o que devem ser: guias espirituais, pessoas sábias e prudentes que inspiram confiança e reverência.

    Dizer que a igreja melhorou depois das reformas de Paulo vi? Melhorou em que? O povo caiu fora. E não é só o povo simples que corre atrás do Clodomiro Vendiabo. A classe média e as elites também. No entanto, incapaz de reconhecer o erro, o clero nunca foi tão autoritário e “triunfalista”. Fazem, desfazem, calam-se, destroem, inventam e carnavalizam a religião como se eles fossem donos dela. E sambam na cara dos leigos, como por exemplo, o Bispo Riffan que, tendo passado a vida inteira a dizer uma coisa passou de repente a dizer outra bem diferente… Será que sobre ele desceu o Espírito Santo ou a pomba-gira? Pois o Bispo Riffan girou, girou, girou tanto que, ultimamente, prestou-se até mesmo a participar, in sacris, de um despacho de macumba à beira rio, abraçando, sôfrega e misticamente, a invisível púrpura do Frade Cardeal Tempesta seu irmão no episcopado e na pança (nada contra esses dois últimos itens).

    E esse tal Bispo Carral? Embora a Espanha esteja tão secularizada e tão prá cá de Bagdá e de Almodovar, não resta dúvida de que os fieis que lá sobraram lhe dariam uma bela (im)prensa a fim de EXIGIR providências. Mas aqui, no triste Brasil, Carral não está nem aí. De tanto amar, aprendeu a sambar, e se não fosse ele um zeloso bispo da Igreja católica, talvez estivesse a confeccionar modelitos drag-queen. E vez do anel episcopal, o dedal. Duas coisas em franco desuso.

    E essa confusão planetária em BH…?