“É preciso que os fiéis saibam: Amoris Laetitia, não pode mudar o Magistério da Igreja”. Explosivo: Íntegra da entrevista do Cardeal Burke à EWTN – com legendas em português.

Spadaro acusa: “Estão tentando alimentar tensão e criar divisão na Igreja”. Burke responde: “A divisão já foi alimentada. Aonde quer que eu vá, encontro bispos, padres e fiéis confusos”.
Créditos a um generoso amigo pelas legendas.

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14 Responses to ““É preciso que os fiéis saibam: Amoris Laetitia, não pode mudar o Magistério da Igreja”. Explosivo: Íntegra da entrevista do Cardeal Burke à EWTN – com legendas em português.”

  1. Notícia da Folha de São Paulo: uma GUERRA CIVIL está em curso dentro da Igreja.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/12/1844271-mesmo-sob-cerco-papa-francisco-mostra-que-nao-vai-recuar.shtml

  2. O Cardeal Burke está certo no ponto, mas é interessante a sua fala a partir dos 14min02s, sobre a impossibilidade de que “uma evolução do ensinamento leve à ruptura do próprio ensinamento”.
    Ora, o Concílio Vaticano II fez isso com a liberdade religiosa, com o ecumenismo, com a colegialidade. Sob a batuta dos bispos alemães e dos seus teólogos Karl Rahner e Joseph Ratzinger, “evoluiu” conceitos, encheu os textos de expressões ambíguas, usou do poder para calar as minorias (o Papa Francisco inova muito menos do que se imagina).

    A “Familiaris Consortio”, na esteira da “Lumen Gentium”, consagrou o amor recíproco (e as relações sexuais) como o centro do matrimônio e relegou a procriação e educação dos filhos a segundo plano. E o que se ouviu na época ou ainda hoje?

    Sobre tudo isso o Cardeal Burke (quem sabe o mais “ortodoxo” do Colégio de Cardeais) não fala nada, nem Mons. Athanasius Schneider. O Vaticano II precisa ser salvo a qualquer custo!

    Se é pra manter a doutrina sobre a família sobre bases tão erradas, que caia logo e renasça saudável e integralmente onde ainda existe.

    • Mas, a situação toda é muito interessante. O momento agora é de frear essa loucura francistóide, mas uma hora ou outra os bispos e cardeais “conservadores” terão de confrontar o fato de que só chegamos a este ponto lastimável graças ao Vaticano II. Embora eu deseje ardentemente que os cardeais e bispos sérios assumam um papel radical com relação a colocar o Vaticano II em cheque, não sei se seria o momento, não sei se boa parte dos católicos tradicionais de base, sobretudo os mais jovens, estariam maduros espiritualmente para aguentar a bronca e SOFRER junto dos pastores. Pois, afinal, não se trata apenas de confrontar parte da hierarquia da Igreja, mas sobretudo Satanás e seus demônios, que não dormem, e para quem o fim – sabotar a Redenção a todo custo – justifica todos os meios. Não podemos nunca esquecer de Pedro, que num instante bradou que daria a vida por Cristo e, em outro o negou vergonhosamente.

    • Antes do Concílio, nunca ninguém ousou desdizer o Magistério sem que, ao tentar fazê-lo, fosse alijado da comunhão eclesiástica.
      Se houvesse tido maior resistência à época, a situação não teria degringolado. Mas o quem eram então os bispos? Homens de pouca cultura teológica em sua quase totalidade, preocupados em construir igrejas e sacramentar o povo (coisas ótimas, aliás).
      Diante daquele aparato todo do Concílio, todo aquele esplendor ou espetáculo de luzes e cores, como suspeitar que, a partir daquela assembléia, e por causa dela, post hoc et propter hoc, iria se abater a indescritível desgraça que desabou sobre a Igreja?
      Mas o triunfalismo padresco cega. A este se some a crença supersticiosa de que a incolumidade da Igreja se sustenta APENAS mediante a transmissão do poder de Ordem e só. Tal superstição se baseia numa indizível presunção. Pois, se bastasse, como se explica a apostasia de países e regiões inteiras à época da Pseudo-reforma protestante? Não havia, então, uma hierarquia legítima constituída?
      POrém, assim como não basta para a salvação o fato de ser batizado, não basta simplesmente para manutenção da Igreja que existam ministros ordenados. Pois em ambos os casos, exige-se a profissão integral da fé católica.
      Pois Deus não muda, e não pode aprovar em um concílio aquilo que condenou em outro.
      Sair chilicando de casula não resolve. É preciso provar que houve, e isso é impossível sob o ponto de vista meramente lógico.
      Por isso também, nas tratativas do Vaticano com os católicos da tradilandia, sempre se exige que estes não contraponham os documentos do magistério anterior ao concílio com aqueles que se produziram nele.e depois.
      E é exatamente isso que a rebolativa palaciana Spadaro espera de Burke: que não se confrontarem textos diametralmente opostos, a Familaris consórtio com o papelucho filomaometano e alcoviteiro que se chama Amoris laetitia.
      Cristão não é polígamo. Errou? Aguenta o tranco e faça sacrifício.
      Mas “sacrifício” é uma palavra que o clerossauna não suporta ouvir.

  3. “Spadaro acusa: “Estão tentando alimentar tensão e criar divisão na Igreja”.
    Seria verdade ou os divisionistas quereriam apenas salvar a propria imagem de aparentemente ortodoxos e coesos?
    Confira se esse não seria o típico esquema fartamente usado pelas esquerdas a todo momento: sempre acusando os outros de suas faltas, nunca admitindo estarem errados; bem se enquadraria nos moldes do “chame os outros do que v é e acuse os outros do que v faz”.
    É também uma característica da “doutrina da vitimismo”, dos que desejam se impor de qualquer forma, mas não querem passar para o público seus embustes para conseguirem seus intentos, camuflando uma imagem negativa de eles serem os promotores das divisões, mas, querendo se conceituarem junto ao público como cordatos e fraternais!
    Conseguem-se aplicar os princípios doutrinarios a todas as culturas e eras, todavia, sempre mantendo intacto seu conteúdo, sendo inadmissível adaptar a doutrina da Igreja atendendo a conveniencias, ao modo de cada época, de governos, ideologias, ao cultural, popular etc.!
    Contudo, seria exatamente isso o que sucede atual e de forma sutil: empenham-se por adaptar a Igreja em nosso tempo dominado pelas ideologias niilistas num pacto com elas, submetendo-se a seus conceitos vazios e imanentes, almejando transformar a Igreja em mais uma religião humanista ou parte da seita dos globalistas!

  4. É de rasgar de tristeza o nosso coração, tudo isso que está acontecendo hoje, bem diante dos nossos olhos. Principalmente quando todos esses escândalos vêm lá do topo. E nós só podemos rezar e esperar por uma intervenção do Céu.
    É a abominação da desolação que se instalou no lugar santo.

    Um grave erro do Vaticano II foi o concernente ao Matrimônio:

    “Efetivamente, a instituição do casamento passa a ser concebida, em primeiro lugar, como “comunhão de vida e de amor” dos esposos (GS 48), da qual a procriação é o fim próprio:

    “É por sua própria natureza que a instituição do casamento e o amor conjugal são ordenados à procriação e à educação que, como um cume, constituem sua coroação”. (Gaudium et Spes cit.).

    Nota-se que não acham na prole sua razão de ser, mas sua “coroação”. Assim, o fim constituído pelo aperfeiçoamento mútuo, de secundário se torna o principal, enquanto que o verdadeiro fim primeiro, o fim da procriação, torna-se secundário porque colocado como conseqüência ou coroação do valor personalista do matrimônio.” (FSSPX)

  5. Olá,
    Gostaria de adquirir o livro em língua portuguesa que o cardeal Burke cita na entrevista: Permanecer na verdade de Cristo. Existe algum distribuidor no Brasil? Por gentileza, passa-me o contato,

  6. O Cardeal Burke está corretíssimo em sua iniciativa de pedir esclarecimentos das questões “dúbias” em Amoris Laetitia. Tem a prerrogativa como Príncipe da Igreja dessa atitude, que somente o papa pode responder, para dar inteira clareza aos questionamentos feitos. É ato lícito e legítimo, procedimento adequado, de se reportar a quem tem o dever da elucidação do requerido pelos Cardeais. Realmente os pontos levantados sobre o capítulo VIII de Amoris Laetitia geram controvérsias, dubiedades e ambiguidades interpretativas, por isso, cabe somente ao papa elucidar tais pontos. O Cardeal Burke age por uma questão de dever, de coerência, de lucidez, de compromisso com a verdade, e de amor ao papado e à Igreja. Estamos em oração para que as respostas venham o quanto antes, para o bem de toda a Igreja.

  7. Note-se que a entrevista está sendo veiculada pela EWTN, uma TV CATÓLICA dos Estados Unidos.

    Existe chance de uma Canção Nova, Rede Vida, Século 21, Aparecida e afins fazerem o mesmo?

    No Brasil há uma “mídia golpista ‘católica'”.

    • Não. Porque existe um oficialismo cego por aqui e porque quase a totalidade dos fieis não tem o menor interesse por essas questões; os descuidados professam um somente catolicismo exterior, os mais piedosos são da linha “obedeça a CNBB (não é nem o Papa) pois os Bispos é quem mandam e é católico obedecer”.

  8. Rezemos pela nossa Santa Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, por todos os equívocos e pessoas que os causam.
    Perdoe-nos, Senhor!

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