Importante: Diocese de Frederico Westphalen divulga nota sobre Amoris Laetitia.

Nota Pastoral sobre a interpretação da Exortação Apostólica Amoris laetitia na Diocese de Frederico Westphalen

A cada dia nós, Bispo e padres, pastores da Igreja, nos defrontamos com a realidade de católicos, nossos irmãos de fé, que vivem em situação matrimonial irregular, aqueles que contraindo validamente o Matrimônio, tendo-se divorciado, unem-se civilmente em um novo casamento, ou tão simplesmente convivem juntos. Tal realidade produz certamente, no caso de católicos conscientes, um grande sofrimento.

Já antes da celebração dos últimos Sínodos sobre a Família, não só falava-se sobre isto, mas em alguns lugares foi sendo introduzida a prática de se permitir o acesso destes irmãos católicos aos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia, com a justificativa de se aplicar nestes casos, uma solução pastoral emergencial, desde que se verificassem algumas condições: um tempo longo de convivência, “arrependimento” das falhas pessoais em relação ao casamento frustrado, a existência de filhos na segunda união, a estabilidade econômica e afetiva, a vida fundamentada na fé, a indicação da própria consciência, a autorização dada por um sacerdote e outras. Assim sendo, muitas das proposições apresentadas por alguns padres sinodais, na verdade são já praticas aceitas em certas realidades eclesiais. Nós pastores da Igreja, sejamos sinceros, cansamos de ouvir nestes últimos anos aqueles que sempre preconizaram mudanças na prática sacramental da Igreja usando o princípio da mudança “de baixo para cima” ou o bem conhecido princípio do fato consumado: adota-se uma prática pastoral e com o tempo a Igreja seria obrigada a aceitá-la, incorporando-a à sua doutrina e à sua prática.

Tendo sido entregue à Igreja, pelo Santo Padre o Papa Francisco, a Exortação Apostólica “Amoris Laetitia”, com a responsabilidade pastoral de bispo da Santa Igreja, entendo que tal Documento pós Sinodal deva ser lido e interpretado no quadro da chamada “hermenêutica da continuidade e do aprofundamento”, o que significa dizer que uma melhor compreensão da doutrina moral da Igreja, fruto da ação do Espírito Santo, gradualmente nos conduz ao conhecimento da verdade inteira e completa, sem jamais contradizer ou negar o magistério precedente.

De nenhuma maneira a doutrina tradicional da Igreja em relação ao Sagrado Matrimônio, à absolvição Sacramental e à recepção da Sagrada Comunhão podem ser modificadas por alguém, já que a mesma é imutável e não pode submeter-se a opiniões pessoais, muito menos a uma questão de práticas impostas de baixo para cima, de princípios fundados em uma falsa misericórdia que aceita a Doutrina, mas que a nega posteriormente na prática pastoral.

Assim sendo, é preciso ler e compreender a Exortação Apostólica “Amoris Laetitia” à luz do Magistério precedente, já que, como o Santo Padre, o Papa Francisco sabiamente escreve, é neste quadro que ela deve ser lida e compreendida.

Frente às interpretações divergentes em relação a esta questão tão importante, que envolve a salvação eterna das pessoas, penso que seja fundamental expor com clareza o que a Igreja ensina a respeito, e não poderá ensinar outra doutrina diferente desta, sob o risco de trair a Verdade que lhe foi confiada por Nosso Senhor Jesus Cristo para ser anunciada por todo o sempre.

Além de obscurecer a sua Missão de anunciar o Evangelho do Matrimônio e da Família, a tão decantada “misericórdia”, que alguns pretendem impor no que diz respeito a uma flexibilidade doutrinal e pastoral pedida e já praticada em alguns lugares para estes casos, seria um verdadeiro acinte à plêiade de santos da Igreja que derramaram seu sangue na defesa da Doutrina tradicional do Matrimônio; um escândalo para tantos casais que vivem a fidelidade matrimonial, mas que carregam, em muitos casos, a cruz de uma união sacramental marcada por dificuldades e um desrespeito àqueles homens e mulheres que por razões diversas vivem nesta situação irregular, oferecendo por si e pelos seus a cruz de não poderem aproximar-se da Sagrada Eucaristia.

A Doutrina que a Igreja ensinou, ensina e ensinará, especialmente sobre a questão da recepção dos sacramentos da Penitência e da Eucaristia é clara: para se receber validamente o Sacramento da Penitência, além da confissão dos pecados e da satisfação, que é o cumprimento da penitência imposta pelo Confessor, é necessária a verdadeira contrição, que inclui em si o propósito de emenda. Sem essa condição, não é possível que alguém seja absolvido e possa receber a Sagrada Comunhão.

No caso de divorciados que voltaram a casar, e dos que simplesmente coabitam anteriormente validamente casados, enquanto os cônjuges são vivos, não é possível legitimar a segunda união civil através da celebração de um Matrimônio canônico.

Assim, a nova união marital constitui uma grave irregularidade, um verdadeiro pecado. Como consequência, para que um católico nessas circunstancias possa ser sacramentalmente absolvido, a condição indispensável é o propósito de não cometer mais este pecado, que neste caso, pressupõe o abandono da vida em comum ou então, seja pelo vínculo afetivo, seja pela idade avançada, seja pela presença de filhos que não podem ser deixados de lado, seja por qualquer outra razão, o continuarem a viver juntos, mas como irmãos ([1]). Só nestas condições é que alguém poderá receber a Sagrada Comunhão.

Este é o ensinamento tradicional da Igreja, expresso de forma cabal na Exortação Apostólica Familiaris Consortio, que vale a pena recordar: “A Igreja, contudo, reafirma a sua práxis, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir à comunhão eucarística os divorciados que contraíram nova união. Não podem ser admitidos, do momento em que o seu estado e condições de vida contradizem objetivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja, significada e atuada na Eucaristia. Há, além disso, um outro peculiar motivo pastoral: se se admitissem estas pessoas à Eucaristia, os fiéis seriam induzidos em erro e confusão acerca da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimonio.

A reconciliação pelo sacramento da penitência – que abriria o caminho ao sacramento eucarístico – pode ser concedida só àqueles que, arrependidos de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo, estão sinceramente dispostos a uma forma de vida não mais em contradição com a indissolubilidade do matrimonio. Isto tem como consequência, concretamente, que quando o homem e a mulher, por motivos sérios – quais, por exemplo, a educação dos filhos – não se podem separar, «assumem a obrigação de viver em plena continência, isto é, de abster-se dos atos próprios dos cônjuges»”([2]).

Portanto, o Santo Padre, na Exortação pós Sinodal Amoris Laetitia em nenhum momento propõe que simplesmente se permita a recepção dos sacramentos da Penitência e da Eucaristia a pessoas que vivam em objetiva situação irregular em relação ao sacramento do Matrimônio, mas sim de discernir as situações em que, «por causa dos condicionalismos ou dos fatores atenuantes» (AL 305), possa alguém encontrar-se objetivamente em uma situação de pecado sem culpa grave correspondente. Portanto, contrariando aqueles que pretendem um abandono da prática tradicional da Igreja em relação a esta questão, não existe nenhuma mudança de rumo para estas situações, e a atenção pastoral individualizada nestas situações deve ser realizada sempre «evitando toda a ocasião de escândalo» (AL 299) e sem «nunca se pensar que se pretende diminuir as exigências do Evangelho» (AL 301).

Ao mesmo tempo, antes de tudo, se faz necessário reafirmar a Doutrina tradicional da Igreja. Mas segundo o Santo Padre, é preciso também, e bem situados neste quadro doutrinal, não esquecer o dever de se ajudar com misericórdia e caridade aos divorciados unidos em segunda união, ou aqueles que, após um casamento canônico, vivem maritalmente com outra pessoa, para que jamais se considerem abandonados, discriminados, diminuídos etc. em relação à Igreja. Tal auxílio espiritual e pastoral deve efetivar-se através do debruçar-se sobre esta sofrida realidade, como tão sabiamente recorda o Papa Francisco, através do anúncio da Palavra de Deus, do incentivo à participação na Santa Missa, da promoção da vida de oração, da vivência da caridade e da penitência, entre outras possibilidades.

Também, de forma concreta, de grande ajuda será o que estabeleceu o Santo Padre, através da reforma dos procedimentos nas causas matrimoniais. Aí está um caminho seguro e eficaz para certamente resolver muitas destas situações.

Ciente de que esta questão é de suma importância, como pastor da Igreja Diocesana de Frederico Westphalen, vou ainda oferecer aos padres desta Diocese um Documento oficial para a aplicação pastoral da Exortação pós Sinodal “Amoris Laetitia”, dentro desta hermenêutica de interpretação, fundamentada nos princípios da continuidade e do aprofundamento.

Invoquemos as luzes do Espírito Santo, para que possa iluminar a todos, pastores e rebanho, afim de que este Documento pós Sinodal se transforme em um marco doutrinal e pastoral, no que diz respeito a esta questão tão importante para a vida da nossa Igreja Diocesana e para o bem de todos os fiéis.

“Emitte Spiritum tuum et creabuntur et renovabis faciem terrae”.

+ Antonio Carlos Rossi Keller

Bispo de Frederico Westphalen

[1] Carta Haec Sacra Congregatio, Congregação para a Doutrina da Fé, de 11-IV-1973.

[2] São João Paulo II, Exortação Apostólica Pós Sinodal Familiaris Consortio,n.84.

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36 Comentários to “Importante: Diocese de Frederico Westphalen divulga nota sobre Amoris Laetitia.”

  1. A confusão tem sido uma constante após o Vaticano II. Algum Bispo precisou corrigir o Papa Pio XI alguma vez? São Pio X? Pio XII? Algum Bispo precisou “salvar o Papa”, tentando clarificar ambiguidades?

    Mas parabéns ao Bispo! Está agindo com verdadeira caridade para com essas almas. Todos nós podemos ter pessoas assim em nossas famílias. Devemos rezar por elas e esperar que, um dia, saiam dessa situação irregular e decidam por obedecer os Mandamentos de Deus. Não devemos nos afastar dessas pessoas, ao contrário! Estar perto, amar elas, conviver. E esperar que, com nosso exemplo e palavra, decidam por Deus. O que implica renunciar ao mal, ao pecado objetivo.

    Lembrando que todos os Mandamentos, sem exceção, podem ser cumpridos. Não importa a situação concreta da pessoa. Isso é pronunciamento dogmático de Trento contra a heresia protestante de “acentuar a fraqueza humana”, como se Deus pudesse pedir algo impossível.

    Cân. XVIII – Se alguém disser que é impossível ao homem, ainda que batizado e constituído em graça, observar os mandamentos de Deus, seja excomungado.

    • Não há hipótese para relativizar um pecado estando em pecado, a única expiação por misericórdia de Deus e o Sangue de Cristo é a graça pelo arrependimento com uma reorientação radical de toda a vida, um regresso, uma conversão a Deus de todo o coração, uma rotura com o pecado, uma aversão ao mal, com repugnância pelas más ações cometidas. (C.1431)
      Se a mão direita leva você a pecar, corte-a e jogue-a fora! É melhor perder um membro do que o seu corpo todo ir para o inferno. (São Mateus, 5:30)

  2. Evidente que, determinadas situações, podem nos levar a não conviver até com alguns familiares que não nos são tão próximos. Tem que analisar o caso concreto. E “conviver” não significa, por exemplo, participar de um ato de “segunda união” no civil. Católico não pode participar de atos assim.

    Só complementando o que postei antes, para evitar algum mal entendido. Abraços.

  3. Salvo engano, os cônjuges ainda vinculados ao matrimonio anterior e adotantes de uma nova união, antes de serem dispensados pela Igreja com o necessario rigor, deveriam cientificá-los da grave situação em que permaneceriam – em pecado mortal – e, em caso de falecimento, estariam direcionados ao inferno, além de privados dos sacramento da penitencia e Eucaristia!
    Aliás, a condenação ao inferno e atinentes a ele são citações raríssimas nas homilias de hoje, mesmo assim, quando muito ao acaso existem, apenas leves pinceladas!
    Deteriorando-se: acaso esses adúlteros ousassem aceder aos sacramentos, complicariam-se ainda mais pelos sacrilegios; que se abstivessem até que resolvessem cumprir o 6º Mandamento atinente aos casados para não se ajuntarem pecados ainda mais, como o que foi proposto tão bem pelo Revmo Bispo, nesses casos, abstenção e leitura da AL sob a doutrina de sempre da Igreja.
    Se o Divino Mestre Jesus julgasse por bem eximir ou atenuar o pecado do adulterio em determinadas situações, teria legislado desde o começo e instruído em que circunstancias.
    Não seria o abaixo mais adequado ao relativismo protestante em que cada um é o auto espírito santo a se instruir e gabam-se de antecipadamente estarem salvos?
    “Trata-se de integrar a todos, deve-se ajudar cada um a encontrar a sua própria maneira de participar na comunidade eclesial, para que se sinta objeto duma misericórdia ‘imerecida, incondicional e gratuita’. Ninguém pode ser condenado para sempre, porque esta não é a lógica do Evangelho!” AL, 297.
    Não seria um escândalo, incentivo ao relativismo os envolvidos em novas uniões irregulares sob os pareceres acima citados da AL, ainda frequentando a comunidade e inseridos em qualquer pastoral em meio aos fieis?
    “Mas eu simplesmente quis dizer-vos que não tenhais comunicação com aquele que, chamando-se irmão, é impuro, avarento, idólatra, difamador, beberrão, ladrão. Com tais indivíduos nem sequer deveis comer” 1 Cor 5, 11.
    “Trata-se de integrar a todos… Não me refiro só aos divorciados que vivem numa nova união, mas a todos seja qual for a situação em que se encontrem” (AL, 297).
    Não creio que seria ideal a permanencia de pecadores públicos inconversos em meio aos fieis à doutrina da Igreja; contaminariam o ambiente e, em determinados assuntos, teriam de permanecer silentes, envergonhados, como discorrendo acerca da castidade, dos exigentes e rígidos deveres para com ela e afins!

  4. Sempre com muito rodeio, muitos melismas e subterfúgios foram se introduzindo essas variedades doutrinais que são completamente alheias e avessas à simplicidade e à clareza do Evangelho. No entanto, a única coisa realmente caridosa e humana a se dizer para quem vive em pecado mortal é a seguinte: “Irmão/irmã: saia dessa, pois não é possível trapacear com Deus”.

    Esses tais, que promovem uma exegese rabínica e bizantina da Escritura e do Magistério, parecem seguir aquele adágio usual na jogatina do mercado financeiro: “se vc está no inferno, então abrace o diabo”. Nada mais errado na vida espiritual.

    Ora, não dá para trapacear com Deus. É muita presunção querer o reverendo clero assoviar e chupar cana ao mesmo tempo. OU a Igreja ou o Mundo: é preciso escolher.

    Enfim, a questão da chamada “ignorância invencível” foi deturpada em favor do laxismo e da moral de situação.

    Continuemos a ver o triste ocaso de uma instituição que, sob o aspecto humano, mas tristemente estatístico, desintegra-se sempre mais por falta de amor daqueles que a deviam sustentar e defender.

    Usquequo, Domine?

  5. Os comentários desse Bispo são semelhantes as dubiedades plantadas especialmente no Cap VIII da Amoris Laetitia, isto é, quem lê fica ainda mais confuso. É como se , em analogia , alguém venha a nos dizer: só existe um caminho, prossiga pela direita , e ou, vá pela esquerda. Ora , afinal, qual é a indicação verdadeira ?

  6. Esta confusão toda não existiria se o documento fosse mais claro e objetivo. Sendo assim, o grande causador desta confusão não pode ser outro senão Francisco.
    Não tem ele, o papa, o interesse na confusão semeada pelo AL? Submeta-se os esclarecimentos dados pelos senhores bispos ao aval de Sua Santidade. Veremos então qual interpretação alinha-se a do Sumo Pontífice. A confusão estará terminada. Mas para isso e preciso coragem de muitos cardeais e bispos, e não só de quatro. De outro lado, o “Vicarius Filii Dei” também precisa ter coragem para agradar a uns e desagradar a outros. Porém até agora ele não se pronunciou oficialmente. No entanto, disparou indiretas muito indelicadas para aqueles que ousaram usar da obrigação de pedir-lhe que respondesse a “dubia”.
    Daqui uns anos, não será difícil assistirmos a canonização de Bergolio, o papa da misericórdia. Ainda que ele tenha semeado tanta discórdia e confusão.

  7. A PERPLEXIDADE E TRISTEZA DE UM SACERDOTE

    Amoris Laetitia” deve claramente ser interpretada à luz de toda a doutrina da igreja” (Card. Müller, assim se expressou alhures). Penso que se trataria de uma tentativa frustra, qual seria a de pintar um luz brilhante com um carvão. Muitos pontos da “Amoris Laetitia” fazem-na antes uma “Erroris Tristitia”. Alguém poderá inquirir: que autoridade você, simples sacerdote, tem para assim falar atinente a um documento papal? Respondo: por que em consciência não vejo concordância com o que o Divino Mestre ensinou. Enquanto o Santo Padre não responder às “DUBIA” dos 4 cardeais, sou obrigado em consciência a assim pensar e dar testemunho de Nosso Senhor Jesus Cristo “no meio desta geração adúltera e pecadora”. O próprio Papa é que deveria corrigir todos aqueles eclesiásticos e leigos que estão “interpretando” de maneira heterodoxa a “Amoris Laetitia”. Se não o faz: de duas uma: ou ele mesmo entendia impingir às almas uma doutrina nova, estranha à Tradição e consequentemente contrária à que o Divino Mestre ensinou, ou então, está cometendo uma omissão gravíssima por não mudar (digo mudar, porque explicar seria inútil) o que está dito ambiguamente dando lugar ao demônio para perder almas. As almas bem formadas e que amam a Deus e a sua Santa Igreja, estão perplexas porque não entendem como sendo o Papa infalível venha a ensinar o erro em questão de fé e moral. Restam duas saídas: ou um dia chegar-se-á à certeza de que não é Papa, ou então, estaria cometendo o segundo crime, bem parecido, para não dizer mais grave, do que o que cometera o Papa Honório I, anatematizado por isso mesmo depois pelo Papa São Leão II.
    Caríssimos leitores e comentaristas deste benemérito blog, devemos estar firmes na fé: a Igreja é divina. Vejo a intervenção respeitosa e bem fundamentada dos quatro cardeais como prova disto. Sempre, malgrado a gravidade de quaisquer crises por que passar a Esposa Mística de Jesus Cristo, sempre, digo, haverá uma parte sã, e esta é a católica autêntica, e não importa o número. É bom meditarmos na passagem bíblica que fala de Gedeão, ou melhor ainda, é sumamente útil às nossas almas meditar na Vida, Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!

    • Parabéns, padre Elci Murucci!

      Ainda há santos pastores na Igreja de Jesus, que são capazes de colocarem suas cabeças a prêmio em prol da indissolubilidade matrimonial, a exemplo de tantos mártires:
      – João Batista (o maior dos profetas);
      – São Thomas More (ex-chanceler de rei Henrique VIII e autor de “Utopia”…).

      Sinal dos tempos!

  8. Só espero que a exemplar Diocese de Frederico Westphalen não seja alvo de nenhuma “Visitação Apostólica” …

  9. Que Dom Antônio não sofra nenhuma “visitação apostólica” ou “comissariamento”…

  10. Dom Keller me desculpe, mas eu acredito que ele caiu no canto da sereia dos pós conciliares, com suas linguagens ambíguas e graduais, mordendo e assoprando. Como pode “alguém encontrar-se objetivamente em uma situação de pecado sem culpa grave correspondente”? Isto contraria inclusive a psicologia! Se alguém se coloca no lugar de viver uma relação, ela evidentemente quis isto, ainda que inconscientemente, e deve sim arcar com todas as consequências de sua escolha. Aquilo que o homem plantar é o que irá colher. Esta “misericórdia” paternalista nada mais é do que mais uma mentira do inimigo de Deus. Dom Keller mais confundiu do que esclareceu.

  11. “Portanto, o Santo Padre, na Exortação pós Sinodal Amoris Laetitia em nenhum momento propõe que simplesmente se permita a recepção dos sacramentos da Penitência e da Eucaristia a pessoas que vivam em objetiva situação irregular em relação ao sacramento do Matrimônio, mas sim de discernir as situações em que, «por causa dos condicionalismos ou dos fatores atenuantes» (AL 305), possa alguém encontrar-se objetivamente em uma situação de pecado sem culpa grave correspondente.”

    É curioso que milhões de leitores “comuns” da A.L., isto é, os não iniciados na sibilina exegese emergente no texto acima em apreço, dentre os quais leitores quatro Cardeais da Santa Igreja Romana que assinaram os dubia encaminhados a Bergoglio, julgam distintamente de S. Excia.

    Mas o que causa vivo constrangimento é a aplicação equivocada da escusa de pecado grave seja por conta de um falso entendimento dos casos de “ignorância invencível”, seja por questão de “condicionalismos” (hábitos adquiridos ou situação habitual).

    Quanto ao primeiro aspecto, o da “ignorância invencível”, é preciso dizer que o confessor está moralmente obrigado, SUB GRAVE, de instruir a pessoa que se encontra em situação objetiva de pecado, mas que padeceRIA de “ignorância invencível”; deve, ainda, exortá-la ao cumprimento da lei divina mediante a renúncia objetiva ao pecado. Seja como for, a ignorância invencível se aplica aos casos de consciência reta (a que busca efetivamente a verdade sobre o assunto) e bem formada.

    Quanto ao segundo aspecto, o dos “condicionamentos” (hábitos ou situação habitual), ocorre-me citar o que ouvi de viva voz de Mons. Sílvio de Moraes Leite, de santa memória: “o que leva o bêbado ao inferno não é o último copo, mas o primeiro de todos”.

    É curioso ver que princípios tão elementares são objeto de confusão por parte daqueles que têm obrigação de ensinar CLARAMENTE a doutrina católica. Tudo isso causa grande desconfiança.

    De resto, todo o gritante malabarismo do texto do bispo de Frederico Westphalené revela-se inócuo e supérfluo, uma vez que o próprio Bergoglio, sui ipsius interpres, já disse o que pensa: pode dar comunhão pra todo mundo.

    Farto. Muito farto disso tudo.

  12. Gostaria de acrescentar que um documento que contém ambiguidades, será sempre interpretado no sentido ortodoxo por aqueles que têm o coração reto e guardam a santa doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo. Neste item, pois, não há motivo de preocupação. Mas o que deve preocupar a todos que amam a doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo, que amam a Santa Madre Igreja, que amam as almas, enfim que amam a Deus sobre todas as coisas, é que os modernistas sempre darão a interpretação no sentido da evolução dos dogmas segundo os novos tempos. E é lógico que quem mais deveria se preocupar em evitar tão grande mal, é o Sumo Pontífice. E volto a insistir: não basta o Papa dizer que seu documento deve ser interpretado segundo “a hermenêutica da continuidade na Tradição”, porque os modernistas irão sempre interpretar no sentido da “hermenêutica da continuidade da evolução dos dogmas”. Desde o Concílio Vaticano II, os modernistas vêm fazendo assim, non-obstante o Magistério “Vivo” tenha procurado, vez ou outra, dar um sentido ortodoxo aos textos ambíguos. Com o pretexto de “aprofundamento” os modernistas, na verdade, aplicam a evolução dos dogmas. Para os modernistas, é neste sentido que se deve dizer que Deus é “o Deus de surpresas” e de “novidades”. Mas o Divino Espírito Santo diz por boca de São Paulo: “Jesus Cristo é sempre o mesmo, ontem, hoje e sempre. Por isso rejeitai toda doutrina nova e estranha” (Epístola aos Hebreus XIII, 8 e 9).

    • Isso mesmo, Revmo Pe Elcio!
      Claire Chretien – LifeSiteNews | Tradução Sensus fidei: PROVIDENCE, Rhode Island, 08 de julho de 2016 (LifeSiteNews) – Tornou-se claro que a exortação do Papa Francisco Amoris Laetitia é “marcada pela ambiguidade”, e que parece ter sido esta a intenção do Santo Padre, escreveu Bispo Thomas J. Tobin nesta quinta-feira.
      Em um post no Facebook, o bispo de Providence, Rhode Island, escreveu que o documento permite uma ampla gama de interpretações e é por isso que muitos prelados e comentadores têm diferentes pontos de vista sobre ele.
      Ele escreveu:
      Depois de refletir, tornou-se bastante claro que o documento do Papa Francisco sobre o casamento e a família, ‘Amoris Laetitia’ é marcado pela ambiguidade, e isso é intencional por parte do Santo Padre, penso eu.
      Isso explica por que, nos últimos pares de dias, nós tivemos interpretações muito diferentes do documento a partir de dois proeminentes líderes da Igreja — o arcebispo Charles Chaput, da Filadélfia e cardeal Christoph Schonborn, de Viena. E de muitos outros comentaristas também.
      A boa notícia é que, por causa dessa ambiguidade, as pessoas podem fazer praticamente o que quiserem. A má notícia é que, por causa dessa ambiguidade, as pessoas podem fazer praticamente o que quiserem.

    • Pe. Helcio, sua bênção. Aprecio muito seu empenho em nos conduzir pelo caminho da verdade e vejo que como fiel e bom pastor, sofre com esta realidade. Jesus é causa de contradição e hoje, mais do que nunca percebemos quem são os verdadeiros pastores, as ovelhas e os lobos, independente dos ofícios e paramentos.
      Claro que muitos discordam mas o fato é que Francisco escreveu o documento para os modernistas. Quando questionado em suas entrevistas aéreas se algo mudou com o documento, sua resposta foi: “Sim. Ponto”. Francisco é um modernista.
      A esta altura quem deseja ser fiel “paga” de intolerante. fundamentalista, coração endurecido, mas é é necessário, embora duro o “sim, sim, não, não” . Não tem como transformar heresia em tradição. Com o conhecimento que tive até aqui, posso permanecer fiel ao que aprendi, mas sei que os jovens da minha paróquia e outras tantas pessoas, se fiando nas máximas do “santo padre” cairão no erro e na condenação.
      É intolerância? fundamentalismo? Não sei. Imagino ser bem difícil para muitos sacerdotes e até bispos a esta altura ter liberdade e coragem de falar abertamente sobre esta realidade. Todos estamos no meio de lobos. Hoje nós fiéis e pastores temos que nos apoiar com as orações e nos ajudar neste caminho de discernimento. Abraços

  13. Como é bom ouvir um Bispo verdadeiramente católico, em plena comunhão com o Santo Padre e toda doutrina da Santa igreja!

  14. Então se não há nada de novo, porquê o Amoris laetitia? Bastava ao Papa Francisco mandar re/ler ou re/aprender o Catecismo da Igreja Católica. Quem semeia chuva, colhe tempestades.

  15. Dom Antonio Keller presidente da CNBB + BURKE PAPA … Oremos!

  16. Excelente. Parabéns a D. Antônio pela coragem. É um verdadeiro sucessor dos apóstolos. Felizes as ovelhas que o têm como pastor.

  17. Penso que a questão central da AL não gira propriamente em torno
    da Comunhão Sacrílega para adúlteros.

    Isso seria consequência de sua aplicação, mas não seu ponto central.

    Creio que o ponto central da AL é outro:

    Pode alguém, em pecado mortal e SEM ARRENDIMENTO/INTENÇÃO DE CORRIGIR-SE,
    ser absolvido na Confissão?

    Se alguém puder ser absolvido nessas condições,
    então o acesso à Eucaristia será mera consequência dessa absolvição.

    Portanto, esse é o ponto central do documento.

    E também, creio, será esse o grande divisor de águas entre
    quem permanecerá católico e quem se assumirá verdadeiro modernista.

    Já não existe mais aquela “terceira via”, bem larga
    e confortável, da qual usaram e abusaram, por anos a fio,
    inúmeros semi-conservadores e semi-modernistas.

    Os pastores estão sendo forçados a tomar uma posição firme
    e resoluta: a favor ou contra essa aberrante inovação.

    Dom Keller, com esse documento, deixa clara sua posição:

    “A Doutrina que a Igreja ensinou, ensina e ensinará, especialmente sobre a questão da recepção dos sacramentos da Penitência e da Eucaristia é clara: para se receber validamente o Sacramento da Penitência, além da confissão dos pecados e da satisfação, que é o cumprimento da penitência imposta pelo Confessor, É NECESSÁRIA A VERDADEIRA CONTRIÇÃO, QUE INCLUI EM SI O PROPÓSITO DE EMENDA. Sem essa condição, não é possível que alguém seja absolvido e possa receber a Sagrada Comunhão”.

    Rezemos a Deus por todos aqueles pastores corajosos que,
    como Dom Keller, estão tomando claramente posição em favor da Doutrina de Sempre.

    Cedo ou tarde, já não existirão mais três vias,
    e todos aqueles que tomarem posição em favor da Doutrina de Sempre serão,
    de alguma forma, ‘tradicionalistas’.

    Salve Maria.

  18. O que preocupa é que Burke diz que o Papa atual “não está nem perto da heresia”. Quando ele estiver perto, como será então?

  19. Palmas a esse valoroso guerreiro da luz. É de Bispos assim que a Santa Igreja precisa. Oremus para que nada aconteça a essa diocessse também.

  20. Meus caros:

    Não é razoável querer que um bispo, numa carta pastoral, dirigida a leigos comuns, critique o Papa. Não é essa a função de uma carta pastoral e essa é uma discussão em que a maioria dos católicos nem deve entrar por ter elementos suficientes para avaliar.

    D. Antônio Keller foi que eu saiba o primeiro bispo brasileiro a manifestar-se publica e oficialmente sobre a Amoris Laetitia. Ele disse, claramente e sem ambiguidades, às ovelhas de sua diocese que a doutrina de sempre da Igreja deve continuar a ser seguida. É isso que lhe cabia fazer numa carta pastoral.

    A atitude de D. Keller é digna de todos os elogios e merece apoio e não críticas infundadas.

    • Gostaria de refletir um pouco sobre isto. Estamos na sociedade do politicamente correto e realmente é difícil um posicionamento incisivo a essas alturas, principalmente para quem está no “olho do furacão” e sabe o que acontece com quem atenta contra a misericórdia bergogliana.
      Porém, salvo o que se aconselhou corretamente sobre a doutrina da Igreja e da Tradição, não se pode ignorar que a “maquiagem do A.L.” como sendo um documento sério e magisterial do santo padre é uma grande brecha. Há vários pontos questionáveis no A.L. Claro que os fiéis em geral não lêem os documentos e continuaremos com os ensinamentos magisteriais de sempre, certo? Não!
      Os filhos das trevas são mais espertos que os filhos da luz. Não faltarão formadores em cursos de teologia para leigos, em seminários e casas religiosas, nas Conferências de Religiosos, em formações pastorais: catequeses, ECCs e TLCs e homilias que ventilarão as inovações pastorais “by Francisco”. Quem autorizou? O Bispo! Foi com estas brechas que aconteceram todas as distorções no Vaticano II e o processo de luteranização da Igreja está avançando a passos largos. Se D. Lefebvre tivesse aceito os ventos conciliares…É mais agradável acomodar-se a situação deixar de mi mi mi,os tempos são outros!, Enfim…segue a música.
      ,

  21. A atitude de Dom Keller seria digna de elogios se ele tivesse se limitado a dizer: “Católicos, a doutrina de sempre é a que continua valendo e vamos continuar a segui-la. Enquanto o Papa não esclarecer as “dubia”, vamos seguir o que a Igreja e o Evangelho ensinam.” E só. Tentando não discordar do Papa e, ainda assim, se manter em concordância com o Evangelho, ele só se enrolou, e aumentou o estado de confusão.

  22. “Se falarmos explicitamente de comunhão para divorciados novamente casados, não sabe que confusão iremos aprontar. Então não vamos falar assim de modo direto. Faça de um modo que fiquem as premissas, porque as conclusões serei eu a tirá-las”.( bispo Bruno Forte citando o Papa Francisco numa conversa privada entre os dois).

  23. Tem um artigo hoje no L’Osservatore :
    Per mettere in pratica l’«Amoris laetitia»
    Ho scritto Cómo aplicar «Amoris laetitia» come omaggio e ringraziamento a Papa Francesco per il prezioso dono della sua esortazione apostolica.
    http://www.news.va/vaticanresources/pdf/QUO_2017_034_1102.pdf

  24. Toda esta confusão teve início com o card. Kasper, modernista dos quatro costados. E todos devem se lembrar como, na oportunidade, o papa Francisco elogiou-o efusivamente. Nosso Senhor Jesus Cristo disse que uma árvore má não pode dar bons frutos. Creio que está tudo explicado.

  25. “hermenêutica da continuidade” : Isso Non Ecziste! O que existe é uma hermenêutica da ruptura.

  26. Pergunto: será que dom Antonio Keller consegue controlar que divorciados comunguem na sua Diocese? ela já falou sobre isso abertamente? ou mulheres com roupas sumárias comungando? os padres sob seu comando permitem isso? (para o bom entendedor, meia palavra basta)…Outra coisa: adianta falar vagamente que a regra não mudou se a mais alta hierarquia escreve e fala o contrário, sem denunciar tais pessoas publicamente? Se diz “cuidado com o(s) lobo(s)” somente ou não se pode especificar quem são eles? Por que não cobrar publicamente junto com os 4 Cardeais? Contradições, contradições…Mas pelo menos ele tenta fazer algo bom na sua Diocese.

  27. “cansamos de ouvir nestes últimos anos aqueles que sempre preconizaram mudanças na prática sacramental da Igreja usando o princípio da mudança “de baixo para cima” ou o bem conhecido princípio do fato consumado: adota-se uma prática pastoral e com o tempo a Igreja seria obrigada a aceitá-la, incorporando-a à sua doutrina e à sua prática.”

    Isso é o mais importante. Será que ninguém percebe que a questão de poder ou não poder alguns divorciados recasados comungar é a ponta do iceberg?

    O que estão fazendo é dizer que a Eucaristia não é o corpo de Cristo e por isso não é necessário tantos cuidados e melindres.

    Vejam bem:

    Há muitos anos que nas formações paroquiais, embora ninguem negue isso, também ninguem fala que existe na Eucaristia a presença real de Jesus.
    É a tática definida acima. A tática do “de baixo pra cima”. Poderia traduzir-se por “não neguemos a Presença Real. Só não falemos mais nela. Ciquenta anos depois poucos saberão que um dia se creu nisso.”
    E é o que está acontecendo. Sem perceber as pessoas vão intuindo a eucaristia como um simbólico ritual fraterno, do qual Jesus em espírito, também participa, e chama a todos.
    E , é claro, ninguem que gosta um pouquinho dele, e que esteja presente na celebração, ainda que sem nenhuma familiaridade com as coisas da fé, achará necessário ficará de fora.”
    É o que estamos vendo agora. Aqui no Rio Grande do Sul pelo menos, é assim. Hora da comunhão, não fica um no banco, meu irmão. Entra recasado, entra gay, entra ladrão, homicida, espírita, macumbeiro, político corrupto, empresário inescrupuloso, dona de sexy shop, pessoa não batizada, visitantes de outras religiões ou sem nenhuma religião. Todos simpatizam com a fé dos católicos fraternos e amigos de Jesus, estão alí e por isso, como o padre diz “comei e bebei TODOS VÓS”. E todos são “felizes por serem convidados para ceia do Senhor.”
    Ninguém ousa dizer que não é assim. Se alguem vê e sabe que não está certo, não diz nada. Nem eu. Muito menos os padres.

    Aí vem uns cardeais “loucos” falando que os recasados não podem comungar. O que o povo pensa?

    “Oi? que maluquice é essa? porque isso agora? coitadinhos! o que eles fizeram? Dizem que ser recasado não é muito certo (Isso o pessoal sabe porque já se acostumou que na igreja só se casa de véu e grinalda uma vez, embora a maioria não sabe bem porquê. Mas é uma coisa perfeitamente contornável. Faz-se um evento ao ar livre ou numa sala bem preparada e usa-se o juiz de paz ao invés do padre, sem problema nenhum, fica até mais bonito). Mas esse papo agora dos recasados não poderem comungar! Que isso? todo mundo pode!!! será que só isso é pecado? mas como é que eles iam saber que era pecado? Oi? o que? confissão? mas… alguem se confessa ainda? bom… tem a celebração penitencial do perdão, né? deve ser isso que eles tão falando. Mas nem nessas celebrações penitenciais, nunca ouvimos o padre falar que recasados não podem entrar na fila pra receber o perdão. E muito menos que esse perdão seja necessário para a comunhão. Ah, esses tradicionalistas são loucos mesmo. São fundamentalistas irracionais. Liga não.”

    Ou seja, “usando o princípio da mudança “de baixo para cima” o bem conhecido princípio do fato consumado: adota-se uma prática pastoral e com o tempo a Igreja pra não ser incoerente, seguindo a velha filosofia que dia que “a teoria é tirada da prática, e não o contrário”, se vê obrigada a acolher sua própria prática pastoral. Até porque se não o fizer não fará muita diferença.

    Quem se importará se no catecismo romano ainda se fale que Eucaristia É o Corpo de Cristo, que sem o perdão sacramental não se está perdoado, que recasar é adultério… Quem lê o Catecismo romano? nos livrinhos de catequese das paulinas nunca vai ter nada disso, os padres não falarão sobre isso, e o povo não dará a menor bola para o que está registrado lá.
    O catolicismo prático continuará pregando apenas a igualdade, liberdade e fraternidade, o ecológica e politicamente correto e um Jesus que do verdadeiro talvez não tenha mais nem a barba e os longos cabelos, muito menos a Vida, o Caminho e a Verdade que se manifestou um dia no Jesus Cristo real.

  28. Continuo pensando no alcance dessa A.L..

    Primeiro, aí se sugere que se possa realmente ser feliz (pois é claro alguém que se junta a uma pessoa buscando a felicidade assim como se afastou de outra pelo mesmo motivo), ignorando e rejeitando (ao menos materialmente) um preceito divino enunciado de maneira inequívoca na Sagrada Escritura e interpretado sempre no mesmo sentido pela Igreja, e cuja defesa, historicamente, custou-lhe um doloroso cisma – o da Inglaterra à época de Henrique VIII.

    Segundo, a doutrina espúria e venenosa que ali se consigna leva a crer, enfim, que Deus é indiferente à verdade e ao erro, ao certo e ao errado e, por sê-lo, tanto faz que alguém se aproxime da Eucaristia em estado de graça ou de pecado grave, pois, tal distinção simplesmente não existe. E não existe pelo fato de que, em última instância, não há inferno, isto é, para a teologia imanentista que se prega na Igreja desde o Vaticano II, é impossível que Deus recuse a felicidade eterna a quem quer que seja, porque tal felicidade é-lhe devida, assim como a Eucaristia não é mais um dom para quem busca viver segundo o Evangelho, mas algo DEVIDO a todos e, portanto, não poderia, obviamente, segundo esse mesmo princípio, ser recusada a ninguém.

    Mas…Que sentido tem em se falar de salvação ou perdição dentro dessa ótica? Nenhum. E para quê, então, Igreja, sacerdócio, sacramento, salvação…?

    Deus permite o mal em vista de algum bem. Paradoxalmente, Bergoglio fez algum bem à Igreja. Ele está deixando claro o grau e o tipo de podridão doutrinal que grassa no clero e que é preciso tomar posição contra esse desmonte infrene da Igreja promovido por esses traidores do Evangelho e por seus sequazes dóceis, malabaristas, sofistas e vazios. Era melhor, todos eles, que não tivessem nascido.

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