Santa Sé sobre diálogo inter-religioso: não tolerância, mas irmandade

Em mais um evento na ONU, organizado conjuntamente com a Organização da Cooperação Islamica,  o Vaticano através de seu enviado, prega sua misericórdia e amor aos de fora, que não deve ser aplicado aos de dentro da Igreja. Seriam tantos grifos a serem feitos, que preferimos deixar sem eles, pra não atrapalhar muito a leitura.

Por Radio Vaticana – 10/02/2017

Genebra (RV) – O papel do diálogo é estratégico em todos os níveis: no nível diplomático, entre credos religiosos e no plano intercultural. Em particular, o diálogo entre tradições religiosas pode contribuir notavelmente a plasmar a consciência humana.

Foi o que afirmou o observador permanente da Santa Sé no escritório da Onu e em outras organizações internacionais em Genebra, na Suíça, Dom Ivan Jurkovič, em pronunciamento esta sexta-feira (10/02) no encontro centralizado no tema “2º Diálogo sobre a Fé, construção da paz e desenvolvimento”, promovido pelas Nações Unidas e pela Organização da Cooperação Islâmica.

Amizade fraterna e harmonia sejam pontes entre religiões

No início de seu discurso, o arcebispo esloveno recordou o encontro inter-religioso realizado em 2 de outubro passado na mesquita “Heydar Aliyev” em Baku, no Azerbaijão, com o xeque dos muçulmanos do Cáucaso e com representantes das outras comunidades religiosas do país.

“É um grande sinal encontrar-nos em amizade fraterna neste lugar de oração, um sinal que manifesta aquela harmonia que as religiões juntas podem construir, a partir das relações pessoais e da boa vontade dos responsáveis”, afirmara o Papa Francisco naquela ocasião.

Não tolerância, mas irmandade

Efetivamente, nosso terreno comum não é a simples tolerância, porque esta tem um significado negativo, disse o representante vaticano.

As relações entre credos religiosos deveriam ser baseadas no conceito mais dinâmico da irmandade. Seremos responsáveis não somente pelas ações que empreenderemos, mas também por aquelas que não tomaremos. A harmonia não deve limitar-se a uma mera convivência pacífica. Seu verdadeiro sentido é o enriquecimento recíproco, explicou Dom Jurkovič.

A paz é uma conquista dinâmica

Também a paz deve ser vista com uma conotação positiva e dinâmica: a paz não significa simplesmente reconhecer o status quo, mas é uma contínua e construtiva melhora da nossa situação como família humana.

Ademais, uma paz baseada no medo e na dissuasão não pode ser considerada uma paz verdadeira. Referindo-se ao discurso que o secretário das Relações com os Estados, Dom Paul Richard Gallagher, fez em 30 de janeiro passado em Hiroshima às autoridades civis e religiosas, o prelado recordou a ameaça das armas nucleares. Não podemos aceitar que estas armas mantenham a estabilidade mundial mediante, porém, o equilíbrio do terror, ressaltou.

Na origem dos conflitos, uma visão limitada da pessoa humana

O diálogo inter-religioso e o empenho de comum acordo são cruciais para gerir eficazmente vários problemas globais, entre os quais os que estão relacionados aos direitos humanos, às migrações, às mudanças climáticas e à proteção do ambiente.

Além disso, não se deve ceder à tentação de ler as situações de tensão mediante a visão do confronto de civilização. Essa interpretação tem um impacto negativo nas religiões. Mas na origem de todas essas situações dramáticas encontra-se uma visão limitada da pessoa humana que abre o caminho para a difusão de injustiça e desigualdade, determinando desse modo situações de conflito, ponderou o representante da Santa Sé.

Paz e justiça nascem nos corações e nas mentes

A busca da paz e da justiça deve ter início em nossas mentes e em nossos corações: as religiões são chamadas a “edificar a cultura do encontro e da paz, feita de paciência, compreensão, passos humildes e concretos”, afirmara o Papa Francisco no referido encontro inter-religioso de 2 de outubro.

“A fraternidade e a partilha que desejamos fazer crescer não serão apreciadas por quem quer aumentar divisões, intensificar tensões e obter ganhos de contraposições e contrastes”, acrescentara o Papa. “Porém, são evocadas e esperadas por quem deseja o bem comum.”

A não-violência modela sociedades pacificadas e reconciliadas

Em muitas partes do mundo, a começar do Oriente Médio – disse em seguida Dom Jurkovič –, uma abordagem que preveja a construção da paz mediante o estilo da não-violência é hoje tão necessária não somente para acabar com o conflito sírio, mas também para promover sociedades plenamente reconciliadas e para renovar a pacífica convivência civil.

O diplomata vaticano acrescentou que o Papa Francisco fez do diálogo inter-religioso uma de suas prioridades. Durante a viagem à República Centro-Africana, encontrando muçulmanos, católicos e protestantes, o Santo Padre recordou, entre outras coisas, que a religião não divide as pessoas, sobretudo as une.

Manipulação da religião pode acabar em violências e conflitos

As comunidades religiosas e étnicas jamais devem tornar-se um instrumento de lógicas geopolíticas regionais e internacionais, ressaltou o arcebispo.

Na carta de 2015 aos bispos da Nigéria, o Papa ressalta que quando inocentes são assassinados em nome de Deus, a religião não deve ser chamada em causa, mas a sua manipulação para outros fins.

Em sua recente viagem apostólica à Suécia o Papa recordou também a necessidade de curar as feridas do passado, de empreender um caminho comum. Esse diálogo é possível e o demonstra o exemplo do histórico encontro em Cuba entre o Santo Padre e o Patriarca Kirill de Moscou, afirmou Dom Jurkovič.

Paz, justiça e perdão são complementares

Por fim, o representante vaticano recordou os múltiplos esforços do Papa em favor da promoção da paz. Em particular, deteve-se sobre o encorajamento à Venezuela a um diálogo social autêntico e construtivo.

Igualmente, referindo-se à delicada situação na Colômbia, o Papa Francisco ressaltou a importância da unidade, da reconciliação e do perdão. Paz, justiça e perdão são reciprocamente complementares: não pode haver paz sem justiça, nem verdadeira justiça sem perdão, concluiu. (RL)

 

16 Comentários to “Santa Sé sobre diálogo inter-religioso: não tolerância, mas irmandade”

  1. bem, perante isto coloco a seguinte pergunta: qual será o futuro da Igreja?

  2. Afora essa quimérica possibilidade de “convivência pacífica”, o que querem dizer as atuais autoridades do Vaticano quando usam a palavra “Fé”? Essa palavra dita por eles soa terrivelmente vazia.

  3. “O Concílio Vaticano II foi o principal evento da Igreja no século XX. Em princípio, significou o fim das hostilidades entre a Igreja eo modernismo, que foi condenado no Primeiro Concílio Vaticano. Ao contrário: nem o mundo é o reino do mal e do pecado – estas são conclusões claramente alcançadas no Vaticano II – nem a Igreja é o único refúgio do bem e da virtude.”

    (http://www.thetablet.co.uk/texts-speeches-homilies/4/91/6/clergy-and-laity-are-one-says-cardinal-overseeing-church-reform)

    Isso foi dito dentro de uma universidade católica por um dos homens mais próximos do papa

  4. Observe que nada os representantes do Vaticano citaram acerca do Reinado de N Senhor Jesus Cristo, mas tudo baseado em “diálogo”, o qual equivale dissimuladamente a antropocentrismo, fraternalismo, socialismo assim como a outros “ismos” meramente humanistas!
    … “É um grande sinal encontrar-nos em amizade fraterna neste lugar de oração, um sinal que manifesta aquela harmonia que as religiões juntas podem construir, a partir das relações pessoais e da boa vontade dos responsáveis”, afirmara o Papa Francisco naquela ocasião”.
    Como as religiões juntas podem construir a verdadeira paz, da “boa vontade” se varias delas se antagonizam entre si e fora do Senhor Deus Verdadeiro, caso do islamismo, é apenas satanismo?
    “E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel”? 2 Cor 6,15.
    Outro problema é que o Islã, por ex., antes de tudo, é uma ideologia totalitarista extremamente discriminadora, intolerante e truculenta, apesar de ela ser envernizada de religião, antagônica de todos as que o contestarem, a ponto de estar em recorrentes guerras contra as outras religiões, especialmente à Igreja católica!
    “Não podeis beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios. Não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”. 1 Cor 10,21.
    Assim sendo, esse irenismo disfarçado num mix de crendices idealizadas pelos revolucionarios globalistas, além de não possuirem senão bases inconsistentes, humanistas, não nos convencem por os resultados serem de antemão garantidamente caóticos!
    O post nos pareceria ser a síntese dos desejos dos criadores da religião de laboratorio de engenharia social da ONU-NOM e de seu falso reino, contando com capitulação de diversos membros da Igreja que teriam se aliados a eles, não defendendo N Senhor Jesus Cristo em relação às outras religiões heréticas ou compostas de deuses pagãos!
    As estrategias de Vindice e Nubius apontariam-lhes grandes vitorias!

  5. A Cidade de Deus é invadida pela Cidade do Homem!

  6. Tai a bela agenda globalista, bem ao gosto da nova ordem.

  7. A prioridade de Francisco é o diálogo inter religioso para a implantação da fraternidade universal sem Pai e sem Jesus como Senhor, único que pode dar a verdadeira paz.
    De acordo Santa Brígida o tempo do anticristo chegará quando a iniqüidade e a impiedade abundarem, quando a injustiça tiver enchido a medida até fazê-la transbordar e quando a maldade tiver chegado à proporções desmedidas. Enquanto o tal personagem não se apresenta, acompanhamos a ladainha ecumênica da grande apostasia, com os excertos dos abobroglios do papa do fim do mundo:
    – A Igreja está viúva a espera de seu Senhor, normal
    – Não há um Deus católico, …
    – O proselitismo é um pecado contra o ecumenismo, …
    – O islamismo é uma religião de paz, …
    – O lugar do encontro com Cristo são os nossos pecados, …
    – Deus e Alá são o mesmo, …
    – Todos, todos nos encontraremos lá no céu, …
    – Lutero era bem intencionado e fez um remédio para a Igreja, …
    – Sim, sim e não, não são para os hereges e rígidos, …
    – A carne de Cristo é o pobre, …
    – A finalidade da Igreja é servir ao homem, …
    – Os “mártires” e os “santos” de todas as tradições eclesiais já são um em Cristo, …
    – Seus nomes estão escritos no único martirológio da Igreja de Deus, …
    – Se você não reza mande uma onda para o santo padre, …
    Oremos. Senhor da misericórdia, cujas surpresas não se esgotam, conceda a cada um com sua verdade viver em harmonia com a criação e juntos construamos pontes que cheguem às periferias existenciais para encontrar os pobres. Livrai-nos da rigidez e da intolerância dos fundamentalistas com cara de pepino. Por Buda, Alá, Iansã, Zoroastro e G.A.D.U. Oh yes.

  8. O Ocidente não dura mais muito tempo.

  9. Traidores de Cristo!
    “Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (São João, 14:6)

    A paz do mundo que eles buscam estupidamente não é a paz de Deus
    “Apenas me deito, logo adormeço em paz, porque a segurança de meu repouso vem de vós só, Senhor.” (Salmos 4:8)
    “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!” (São João, 14:27)

    A espada da justiça
    “Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada. Eu vim trazer a divisão…
    Aquele que tentar salvar a sua vida, perdê-la-á. Aquele que a perder, por minha causa, reencontrá-la-á.” (São Mateus, 10)
    “Quando os homens disserem: Paz e segurança!, então repentinamente lhes sobrevirá a destruição…” (I Tessalonicenses, 5)

    “Eu sinceramente mantenho que a Doutrina da Fé nos foi trazida desde os Apóstolos pelos Padres ortodoxos com exatamente o mesmo significado e sempre com o mesmo propósito. Assim sendo, eu rejeito inteiramente a falsa representação herética de que os dogmas evoluem e se modificam de um significado para outro diferente do que a Igreja antes manteve. Condeno também todo erro segundo o qual, no lugar do divino Depósito que foi confiado à esposa de Cristo para que ela o guardasse, há apenas uma invenção filosófica ou produto de consciência humana que foi gradualmente desenvolvida pelo esforço humano e continuará a se desenvolver indefinidamente” (São PIO X)

    A farsa do ecumenismo
    “Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser difamados tanto quanto se possa (desde que não se falte à verdade), sendo obra de caridade gritar: Eis o lobo!, quando está entre o rebanho, ou em qualquer lugar onde seja encontrado”. (São Francisco de Sales)

    “MALDITOS os cristãos que suportam sem indignação que seu adorável SALVADOR seja posto lado a lado com Buda e Maomé em não sei que panteão de falsos deuses”. (Padre Emmanuel André O.S.B)

    Não existe duas verdades e não servimos a dois senhores. O trigo e o joio estão no campo até o dia da sega, mas trigo é trigo e joio é joio, um não se confunde com o outro.

  10. Isto não é catolicismo. São palavras doces mas cheias de veneno e sustentadas por uma brutal negação do Evangelho de Nosso Senhor. Essa paz que o Vaticano apregoa é a paz “que o mundo dá”. Não é a paz verdadeira, nem a justiça verdadeira, nem muito menos faz justiça à realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo, que foi destronado no pós concílio e hoje novamente se encontra flagelado pelos seus.

    Essa paz aí nunca vai se realizar. É a moeda do pai da mentira. ” Dar-te eu todos esses reinos se prostrado me adorares”.

  11. Corrigindo: “dar-te-ei”. O corretor andou mal.

  12. “o Santo Padre recordou, entre outras coisas, que a religião NÃO DIVIDE as pessoas, SOBRETUDO AS UNE”.

    “Em sua recente viagem apostólica à Suécia o Papa recordou também a necessidade de curar as feridas do passado, de empreender um caminho comum”.

    Esse caminho comum bem que poderia ser o retorno para a Igreja Católica, nos caso dos cristãos. Mas eu acredito que o caminho comum, incluindo não batizados, concretamente será a realização do que diz o Catecismo de João Paulo II abaixo transcrito. Eu não quero ser pessimista, mas não consigo ver de outra maneira como tudo está se desenrolando.

    A ÚLTIMA PROVA DA IGREJA

    675. Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes (639). A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na Terra (640), porá a descoberto o «mistério da iniquidade», sob a forma duma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A suprema impostura religiosa é a do Anticristo, isto é, dum pseudo-messianismo em que o homem se glorifica a si mesmo, substituindo-se a Deus e ao Messias Encarnado (641).

  13. Eles querem paz, mas o Príncipe da Paz e a Rainha da Paz foram chutados pra escanteio. A paz deles pressupõe a morte de Deus. Não sei dizer se esta tentativa se assemelha mais à Torre de Babel ou à Sinagoga de Satanás.

  14. Querendo uma unidade com tudo e com todos, produziu-se o caos dentro da Igreja. Para os de fora tudo, para os de dentro paulada e coice.

    Mas de onde vem essa mania do ecumenismo unilateral e autista do clero?

    João XXIII é uma figura interessante. Falta ainda uma biografia intelectual desse curioso personagem, biografia que vá além do factual e do episódico. Seria preciso entender que concepção ele tinha de História, pois ele foi um historiador de produção erudita e extensa, embora mal conhecida. Tenho cá alguns palpites.

    Esse curioso otimismo do “papa bom” foi transmitido à Igreja, gerou o Concílio e, com este, a derrocada e a devastação de todas as instituições católicas tal como se encontravam até então. Não adiante dizer que o Concílio queria isto ou aquilo de bom, o FATO é que seus frutos não são bons e se traduzem nessa terra arrasada que está aí. Aliás, o antidogmatismo grosseiro e aberrante de Bergoglio se acha, TAL QUAL, embora menos abundantemente, na boca de João XXIII. Os então que perceberam isso, soaram o alarme, e passaram à História como “profetas da desgraça”. Mas estavam certos.

    O Mote do Concílio era a unidade a qualquer custo. Daí se produziram documentos como o “Nostra aetate”, arreganhando risadinha de bordel para os que, até hoje, se aferram às suas doutrinas e se riem de Deus e do Seu Unigênito, Jesus Cristo.

    Todo o mal que por que passa a Igreja, além do mal espiritual, é também um mal no campo das ideias. As ideias antidogmáticas e “emancipacionistas” do Iluminismo e das seitas fizeram a cabeça do clero. Agora, a guerra se perde para dentro dos muros da cidadela. O principal veneno do Iluminismo já entrou na mentalidade comum dos passantes e consiste no seguinte: a Igreja é o maior obstáculo para a felicidade humana; o cristianismo cerceia a liberdade. “Comamos e bebamos, abracemos o mundo e mundanidade”. Não é isso o que está por trás da A.L. de Bergoglio? A “emancipação” dos “recasados” da tutela “infelicitante” da Igreja. A doutrina (verdadeira), cruel e não acolhedora segundo os cânones do argentino, só traz a infelicidade. A Igreja produz infelicidade, na cabeça de Bergoglio, da ONU e de todos os outros cujos olhos foram cegados pelo deus desse mundo.

    Onde estão os frutos da unidade (na mentira)? Os católicos, em geral, se estranham cada vez mais. Estão aí os frutos da aventura diabólica de Rocalli, Montini e tutti quanti. O que há de unidade de fé na Igreja, “subsiste”, praticamente, apenas na tradilândia, não obstante as carrancas, as defecções e o bailar onírico de muitos, sem deixar de lembrar o clima de RIFA e de quermesse de certos ambientes campesinos. Mas o sofrimento e a desolação hão de unir cada vez mais os corações. Oremos.

    • Muito bem escrito, João XXIII mudou o curso da Igreja e o atual Papa chegou para comemorar os 50 anos da encíclica Pacem in Terris. Quando a Pacem in Terris foi publicada, ela provocou uma “enorme impressão a todos, inclusivamente ao bloco soviético” . Pela primeira vez, esta encíclica defende que a paz só pode ser alcançada através da colaboração de todas as “pessoas de boa vontade”, incluindo aquelas que defendem “ideologias erradas” (como o comunismo). Devido a este apelo à colaboração e à solidariedade, ela acabou por incitar a Igreja Católica a começar a negociação com os governos comunistas, para que estes possam garantir o bem-estar dos seus cidadãos e habitantes católicos. Esta política diplomática (a ostpolitik) foi continuada pelo Papa Paulo VI. ( da Wikipedia : ) A “grande” encíclica que os progressistas comemoram. http://www.ihu.unisinos.br/noticias/519176-pacem-in-terris-a-grande-enciclica-de-joao-xxiii-completa-50-anos-hoje