Esse desastroso pontificado.

Phil Lawler é jornalista católico há mais de 30 anos. Editor de várias revistas católicas, escreveu oito livros. Fundador da Catholic World News, ele é o diretor de notícias e analista principal da CatholicCulture.org.

Por Phil Lawler, 1º de março de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com: Algo aconteceu na última sexta-feira, quando o Papa Francisco usou novamente a leitura do Evangelho do dia como mais uma oportunidade para promover sua visão pessoal sobre o divórcio e o segundo  casamento. Condenando a hipocrisia e a “lógica da casuística”, o Pontífice disse que Jesus rejeita a abordagem dos legalistas.

É verdade. Mas, em sua repreensão aos Fariseus, o que Jesus diz mesmo sobre o casamento?

“Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, não o separe o homem”.

…e…

“Quem se divorcia de sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra ela; e se ela se divorcia de seu marido e se casa com outro, também comete adultério.”

Dia após dia, em suas homilias na missa matinal na Casa Santa Marta, o Papa Francisco denuncia os “doutores da lei” e a aplicação “rígida” da doutrina moral Católica. Às vezes, sua interpretação das leituras da Bíblia do dia é forçada. Frequentemente, a sua caracterização dos Católicos tradicionais é insultante. Mas, neste caso, o Papa virou a leitura do Evangelho completamente de cabeça para baixo. Lendo o relato dessa assombrosa homilia feito pela Rádio Vaticano, não pude mais fingir que o Papa Francisco está apenas oferecendo uma nova interpretação da doutrina Católica. Não; é mais do que isso. Ele está empenhado em um esforço deliberado para mudar tudo o que a Igreja ensina.

Por mais de 20 anos, escrevendo diariamente sobre notícias do Vaticano, tentei ser honesto em minha avaliação das declarações e gestos papais. Às vezes, eu criticava São João Paulo II e o Papa Bento XVI, quando achava que suas ações eram imprudentes. Mas, nunca me passou pela cabeça que algum desses papas pudesse representar um perigo para a integridade da fé católica. Olhando para trás, para muito além, em toda a história da Igreja, eu percebo que existiram Papas ruins, homens cujas ações pessoais foram motivadas pela ganância, inveja, sede de poder ou simplesmente luxúria. Mas, nunca houve um Romano Pontífice que demonstrasse tanto desdém pelo que a Igreja sempre ensinou, acreditou e praticou – no que diz respeito a questões como a natureza do casamento e da Eucaristia.

O Papa Francisco gerou controvérsia desde o dia em que foi eleito como sucessor de São Pedro. Mas, nos últimos meses, a controvérsia tornou-se tão intensa, a confusão entre os fiéis tão difusa, a administração no Vaticano tão arbitrária – e as diatribes do Papa contra seus inimigos (reais ou imaginários) tão cheias de velhacaria – que hoje a Igreja universal está se jogando em direção a uma crise.

Numa grande família, como um filho deve se comportar quando percebe que o comportamento patológico de seu pai ameaça o bem estar de toda a família? Ele certamente deve continuar a demonstrar respeito por seu pai, mas ele não pode indefinidamente negar o perigo. Eventualmente, até uma família disfuncional precisa de uma intervenção.

Na família mundial que é a Igreja Católica, o melhor meio de intervenção é sempre a oração. A oração intensa pelo Santo Padre seria um projeto particularmente ideal para a época da Quaresma. Porém, a intervenção também requer honestidade: um reconhecimento sincero de que temos um problema sério.

Reconhecer o problema também pode proporcionar uma espécie de alívio, um relaxamento no acúmulo de tensões. Quando digo aos amigos que considero esse papado um desastre, percebo que, na maioria das vezes, eles se sentem estranhamente mais reconfortados. Eles podem até relaxar um pouco, sabendo que suas desconfianças não são assim tão irracionais, que outros compartilham de seus receios sobre o futuro da fé e que não precisam continuar numa busca infrutífera tentando conciliar o irreconciliável. Além disso, ao dar ao problema um nome próprio, eles podem reconhecer que esta crise não é o Catolicismo. O Papa Francisco não é um antipapa, muito menos o Anticristo. A Sé de Pedro não está vacante, e Bento XVI não é o “verdadeiro” Pontífice.

Para o bem ou para o mal, Francisco é o nosso papa. E se é para pior – como infelizmente sou levado a concluir, só posso dizer que a Igreja sobreviveu a maus papas no passado. Nós, Católicos, ficamos acostumados por décadas a desfrutar de uma sucessão de líderes de destaque no Vaticano: pontífices que eram mestres talentosos e homens santos. Nós crescemos acostumados a olhar em direção a Roma para orientação. Agora já não podemos mais.

(Eu não quero dizer com isso que o Papa Francisco perdeu o carisma da infalibilidade. Se ele decidir emitir uma declaração ex cathedra, em união com os bispos do mundo, podemos estar certos de que ele estará cumprindo seu dever de transmitir o que o Senhor confiou a São Pedro: o depósito da fé. Mas este Papa escolheu não falar com autoridade, pelo contrário, recusou-se teimosamente a esclarecer o seu mais provocador documento de Magistério.)

Mas, se não podemos contar com direções claras de Roma, para onde poderemos nos dirigir? Primeiramente, os Católicos podem confiar no constante Magistério da Igreja, nas doutrinas que agora estão sendo questionadas. Se o Papa é confuso, o Catecismo da Igreja Católica não é. Em segundo lugar, podemos e devemos pedir aos nossos próprios bispos diocesanos para dar um passo à frente e assumir as suas próprias responsabilidades. Os bispos, esses também passaram anos transferindo o ônus das questões difíceis para Roma, e agora por necessidade, eles devem providenciar suas próprias afirmações claras e decisivas da doutrina Católica.

Talvez o Papa Francisco resolva provar que eu estou errado, e quem sabe ainda pode emergir daí um grande mestre Católico. Eu espero e rezo pra que assim seja. Talvez todo o meu argumento se prove equivocado. Eu já cometi erros antes, e sem dúvida, poderia estar errado novamente; mas uma minha visão equivocada não tem grandes conseqüências. Mas, se eu estiver certo, e a atual liderança do Papa se tornar um perigo para a fé, então outros católicos, e especialmente os ministros ordenados da Igreja, devem decidir como responder. E se eu estiver certo – como claramente estou – em relação ao fato de que a confusão sobre os ensinamentos fundamentais da Igreja se tornou generalizada, então os bispos, como primeiros mestres da fé, não podem negligenciar seu dever de intervir.

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16 Comentários to “Esse desastroso pontificado.”

  1. O autor só derrapou nas condições “ex catedra”: a Infalibilidade do Sumo Pontífice não depende de uma declaração do Papa “em união com os Bispos”. Em nenhum momento, o Concílio Vaticano I cita essa “união com os Bispos”, quando define as condições ex catedra.

    Sessão IV – Primeira Constituição dogmática sobre a Igreja de Cristo
    Cap. IV – O Magistério infalível do Romano Pontífice

    1839. Por isso Nós, apegando-nos à Tradição recebida desde o início da fé cristã, para a glória de Deus, nosso Salvador, para exaltação da religião católica, e para a salvação dos povos cristãos, com a aprovação do Sagrado Concílio, ensinamos e definimos como dogma divinamente revelado que o Romano Pontífice, quando fala ex cathedra, isto é, quando, no desempenho do ministério de pastor e doutor de todos os cristãos, define com sua suprema autoridade apostólica alguma doutrina referente à fé e à moral para toda a Igreja, em virtude da assistência divina prometida a ele na pessoa de São Pedro, goza daquela infalibilidade com a qual Cristo quis munir a sua Igreja quando define alguma doutrina sobre a fé e a moral; e que, portanto, tais declarações do Romano Pontífice são por si mesmas, e não apenas em virtude do consenso da Igreja, irreformáveis.

    1840. [Cânon]: Se, porém, alguém ousar contrariar esta nossa definição, o que Deus não permita, – seja excomungado.

    • Rogério, isso ai é a peste a colegialidade: “O Romano Pontífice em união com o colegio dos bispos possui o poder supremo da Igreja”.
      Essa gente não quer Francisco mas quer o Vaticano II.

  2. Segundo o site CATHOLICVS a lista de Prelados que apoiam as “dubia” sobre “Amoris laetitia”, enviadas ao Papa Francisco, e que defendem a Doutrina e o Magistério da Igreja sobre o Matrimônio e rejeitam liberar os Sacramentos da Penitência e a Eucaristia para casais em situação de pecado de adultério, continua aumentando; sem pressa, mas também, sem pausa.

    LISTA COMPLETA, segundo CATHOLICVS, constando 67 Prelados (28 Cardeais, 11 Arcebispos e 28 Bispos), contando-se entre eles:
    O Cardeal Protodiácono.
    O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
    O Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.
    O Prefeito da Secretaria de Economia da Santa Sé.
    O ex-prefeito do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica.
    O Presidente da Conferência Episcopal Polaca.
    O Vice-Presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (o mesmo que o Presidente da C. E. Polonesa).
    O Presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos.
    O Presidente da Conferência Episcopal da Índia.
    O Presidente da Conferência Episcopal do Quênia.
    O presidente “ad honorem” da Conferência Episcopal Venezuelana.
    O ex-presidente da Conferência Episcopal Italiana.
    O ex-presidente da Conferência Episcopal Espanhola.
    O ex-presidente da Conferência Episcopal da Letônia.
    O Presidente do Conselho para a Família da Conferência Episcopal Polaca.
    O Presidente da Comissão de Família e Comunidade da Conferência Episcopal da Costa Rica.
    O Prefeito emérito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.
    O Presidente emérito da Prefeitura para os Assuntos Econômicos da Santa Sé.
    O Presidente emérito da Academia Pontifícia para a Vida.
    O Presidente emérito do Pontifício Comitê de Ciências Históricas.
    O Presidente emérito do Pontifício Conselho para a Família.
    O Presidente emérito do Pontifício Conselho “Cor Unum”.
    O Presidente emérito do Conselho Pontifício Justiça e Paz.
    O Presidente emérito do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes (o mesmo que a Justiça e Paz).
    O Presidente emérito do “Peregrinatio ad Petri Sedem”.
    1. Cardeal Walter Brandmüller, presidente emérito do Pontifício Comitê de Ciências Históricas.
    2. Cardeal Leo Raymond Burke, ex-prefeito da Signatura Apostólica e ex-patrono da Ordem Soberana de Malta.
    3. Cardeal Carlo Caffarra, Arcebispo emérito de Bolonha (Itália)
    4. Cardeal Joachim Meisner, Arcebispo emérito de Colónia (Alemanha).
    5. Cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino ea Disciplina dos Sacramentos.
    6. Cardeal Josef Paul Cordes, presidente emérito do Pontifício Conselho “Cor Unum”.
    7. Cardeal George Pell, Prefeito do Ministério da Economia da Santa Sé.
    8. Cardeal Fox Wilfrid Napier, Arcebispo de Durban (África do Sul).
    9. Cardeal Ludwig Gerhard Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
    10. Cardeal Renato Raffaele Martino, Protodiácono Cardeal, presidente emérito do Conselho Pontifício Justiça e Paz, presidente emérito do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes Observador Permanente e ex da Santa Sé nas Nações Unidas.
    11. Cardeal Camilo Ruini, Vigário Geral emérito de Sua Santidade para a diocese de Roma, o ex-presidente da Conferência Episcopal Italiana, emérito Arcipreste da Basílica Papal de Latrão, o Grand Emérito Chanceler da Pontifícia Universidade Lateranense e presidente emérito do “Peregrinatio ad Petri Sedem”.
    12. Cardeal Francis Arinze, prefeito emérito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.
    13. Cardeal Angelo Scola, Arcebispo de Milão (Itália).
    14. Cardeal Ennio Antonelli, Arcebispo emérito de Florença (Itália) e presidente emérito do Pontifício Conselho para a Família.
    15. Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, S.D.B., Arcebispo emérito de Hong Kong (China).
    16. Cardeal Velasio De Paolis, presidente emérito da Prefeitura para os Assuntos Econômicos da Santa Sé.
    17. Cardeal Moran Mor Baselios Cleemis, Arcebispo Maior de Trivandrum, Catholicós da Igreja Católica siro-malankar e Presidente da Conferência Episcopal da Índia.
    18. Cardeal Jaroslav Dominik Duka, O.P., Arcebispo de Praga e primaz da República Checa.
    19. Cardeal Olorunfemi John Onaiyekan, Arcebispo de Abuja (Nigéria).
    20. Cardeal Jacobus Willem Eijk, Arcebispo de Utrecht (Países Baixos).
    21. Cardeal Thomas Christopher Collins, Arcebispo de Toronto (Canadá).
    22. Cardeal Nicholas Daniel DiNardo, Arcebispo de Galveston-Houston (EUA) e Presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos.
    23. Cardeal Michael Timothy Dolan, Arcebispo de Nova York (EUA).
    24. Cardeal John Njue, Arcebispo de Nairóbi e Presidente da Conferência Episcopal do Quênia.
    25. Cardeal Elio Sgreccia, presidente emérito da Academia Pontifícia para a Vida.
    26. Cardeal Antonio Maria Rouco Varela, Arcebispo emérito de Madrid e ex-presidente da Conferência Episcopal Espanhola.
    27. Cardeal Jorge Liberato Urosa Savino, Arcebispo de Caracas e presidente “ad honorem” da Conferência Episcopal Venezuelana.
    28. Cardeal Jānis Pujats, Arcebispo Emérito de Riga e ex-presidente da Conferência Episcopal da Letônia.
    29. Mons. Stanislaw Gadecki, Arcebispo Metropolitano de Poznan, Presidente da Conferência Episcopal Polaca e Vice-Presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa.
    30. Mons. Charles Joseph Chaput, O.F.M. Cap., Arcebispo Metropolita de Filadélfia (EUA).
    31. Mons. Hector Aguer, Arcebispo de La Plata (Argentina).
    32. Mons. Tomash Peta, Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Santa Maria em Astana (Cazaquistão).
    33. Mons. Jan Pawel Lenga, Arcebispo emérito de Karagandasu (Cazaquistão).
    34. Mons. William E. Lori, Arcebispo de Baltimore, Maryland (EUA).
    35. Alexander K. Sample, Arcebispo de Portland (EUA).
    36. Mons. Richard W. Smith, Arcebispo de Edmonton (Canadá).
    37. Mons. Gerard Pettipas, CSsR, Arcebispo de Grouard-McLennan (Canadá).
    38. Mons. Terrence Thomas Prendergast, S. I., Arcebispo de Ottawa (Canadá).
    39. Mons. Wolfgang Haas, Arcebispo de Vaduz (Liechtenstein).
    40. Mons. Fernando Arêas Rifan, Bispo Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney (Brasil).
    41. Mons. Steven Lopes, Bispo do Ordinariato Pessoal da Cátedra de São Pedro (EUA).
    42. Mons. Jan Wątroba, Bispo de Rzeszów e Presidente do Conselho para a Família da Conferência Episcopal Polaca.
    43. Mons. José Francisco Ulloa Rojas, Bispo de Cartago e Presidente da Comissão de Família e Comunidade da Conferência Episcopal da Costa Rica.
    44. Mons. Ratko Peric, Bispo de Mostar-Duvno (Bósnia e Herzegovina).
    45. Mons. Vitus Huonder, Bispo de Coira-Chur (Suíça).
    46. Mons. Antonio C. Rossi, Bispo de Frederico Westphalen (Brasil).
    47. Mons. David Kagan, Bispo de Bismarck, Dakota do Norte (EUA).
    48. Mons. Juan Antonio Reig Pla, Bispo de Alcala de Henares (Espanha).
    49. Mons. Scott MacCaig, Bispo do Ordinariato Militar do Canadá.
    50. Mons. Philip Egan, Bispo de Portsmout (UK).
    51. Mons. Thomas J. Olmsted, Bispo de Phoenix (EUA).
    52. Mons. James Conley, Bispo de Lincoln, Nebraska (EUA).
    53. Mons. Thomas Paprocki, bispo de Springfield, Illinois (EUA).
    54. Mons. Ignazio Zambito, Bispo de Patti (Itália).
    55. Mons. Juan Rodolfo Laise, OFM, Bispo emérito de San Luis (Argentina).
    56. Mons. Taras Senkiv, O.M., Bispo de Stryi (Ucrânia).
    57. Mons. Frederick Henry, Bispo de Calgary (Canadá).
    58. Mons. Mark Hagemoen, Bispo de Mackenzie-Fort Smith (Canadá).
    59. Mons. Paul Terrio, Bispo de St. Paul (Canadá).
    60. Mons. Adriano Langa, bispo de Inhambane (Moçambique).
    61. Mons. Kauneckas Jonas, Bispo de Panevezys (Lituânia).
    62. Mons. Rigoberto Corredor Bermudez, Bispo de Pereira (Colômbia).
    63. Mons. Anthony Lee Kok Hin, bispo emérito de Miri (Malásia).
    64. Mons. Gregory J. Bittman, Bispo Auxiliar de Edmonton (Canadá).
    65. Mons. Józef Wróbel, Bispo titular de Suas e Lublin auxiliar (Polónia).
    66. Mons. Athanasius Schneider, Bispo titular de Celerina e auxiliar de Maria Santíssima em Astana (Cazaquistão).67. Mons. Andreas Laun, Bispo auxiliar de Salzburg, membro dos Oblatos de São Francisco de Sales e Professor de Teologia Moral na Faculdade de Filosofia e Teologia em Heiligenkreuz (Áustria).
    Fonte: CATHOLICVS via Sensus Fidei
    http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/20687/Nao-mais-apenas-quatro-mas-67-Prelados-28-Cardeais-11-Arcebispos-e-28-Bispos-esperam-do-Papa-Francisco-sua-resposta-as-dubia-Entre-esses-Prelados-encontram-se-clerigos-de-expressiva-relevancia-da-Igreja-Catolica

  3. Este papa quer transformar a Igreja Católica numa imensa CNBB universal.

  4. maravilhoso e muito ponderado comentario. é uma pena constatar que tudo o que foi escrito relata a realidade da situcao atual de Igreja. Obrigado pela matéria

  5. O autor do texto transfere a responsabilidade para os bispos. Nós, aqui do Brasil, estamos fritos com esses bispos da Teologia da Libertação.

  6. “… podemos e devemos pedir aos nossos próprios bispos diocesanos para dar um passo à frente e assumir as suas próprias responsabilidades. Os bispos, esses também passaram anos transferindo o ônus das questões difíceis para Roma, e agora por necessidade, eles devem providenciar suas próprias afirmações claras e decisivas da doutrina Católica.” Aí é que complica tudo, por dois motivos: primeiramente porque é isto mesmo que Francisco e a corja da Nova Ordem Mundial (maçons, comunistas e protestantes) querem, destruir a Igreja pelo “esfarelamento” da doutrina, aplicada em cada local de uma maneira diferente. E segundo ponto: desde quando temos bispos fiéis ao Magistério, idôneos e honestos para assumirem tal responsabilidade (embora a tenham assumido… no papel). Será que valeria a pena procurá-los na CNBB? Em quantas dioceses do mundo os encontraremos? Tem de procurar com lupa e lanterna, e de dia!

  7. Eu não concordo com o autor do texto em muitos pontos e em outros ele é mais do que óbvio: está chovendo no molhado.
    O autor afirma: “Francisco é o nosso papa”. Nisso ele pode até estar parcialmente certo, mas a chave pra entender essa afirmação eu vejo em II Tessalonicenses:

    “A manifestação do ímpio será acompanhada, graças ao poder de Satanás, de toda a sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar. Por isso, Deus lhes enviará um poder que os enganará e os induzirá a acreditar no erro”.
    2 Tessalonicenses 2:10,11

    Para os que se perdem ele é sim, o Papa. Para aqueles que não cultivaram o amor à verdade, ele é mais do que o Papa, é a resposta aos seus questionamentos contra a Igreja, é um iluminado. Ou seja, um homem que assumiu o trono de São Pedro cuja missão, segundo o próprio autor, é mudar tudo o que a Igreja sempre ensinou.
    “Aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse o próprio Deus”.
    E ainda querem que eu creia que esse é um “Papa” legítimo? Isso é um ataque à lei da não-contradição!
    Uma declaração (A) não pode ser ao mesmo tempo verdade (B) e falsa (não-B) e sempre no mesmo sentido. Nem o próprio Deus quebra a lei da não-contradição. Isto é, Deus não cria um quadrado-círculo, ou faz uma declaração que é verdadeira e falsa ao mesmo tempo.

    • Bravo, Gercione, disse tudo.

    • Bom….aqueles que comungam da teoria de Socci(de que Bento XVI ainda é Papa),terão um sério problema se ele morrer e Francisco ainda estiver no Papado. Não podemos rejeitar Francisco, se as pessoas que viveram nas décadas de setenta e oitenta(da promulgação da missa nova e da abominação de Assis, respectivamente) mesmo vendo tudo aquilo que aprenderam quando crianças ser contradito pelos homens que deviam guardar o depósito de fé não os rejeitaram, não vejo como poderíamos afirmar que Francisco é um antipapa sem cair no sedevacantismo.

  8. *Cardinal McCarrrick in 2013: Francis will ‘change” Church in four years.
    O entendimento concertado acima dos inimigos da Igreja teria sido combinado entre os próceres das mudanças da doutrina da Igreja para o relativismo após a saída(?) do papa Bento XVI para que, à época, ainda Cardeal Bergoglio, depois papa Francisco, deveria ser o escolhido para desse cabo aos projetos de refazer a Igreja e que lhe caberiam por missão, baseando-se em certos diálogos que passaram nessa direção.
    Evidentemente, tendo bons conhecimentos anteriores de seus procedimentos que o capacitariam para a missão.
    Se todos os objetivos não foram atingidos, boa ou a maior parte deles já estariam implantados; enquanto isso, muitos dentro da Igreja obedecendo cegamente, sem levantarem dúvidas e medirem as consequencias de uma submissão a qualquer custo!
    Comenta-se que quereriam um eleito, de preferencia latino americano que defendesse os pobres!
    Aliás, quando se ouve falar em “defesa de pobres” proveniente de certas fontes são de causarem arrepios; tratar-se-ia de uma farsa – para não dizer que deveria ser um TeeLista – ideologista, esquerdista, globalista, tanto faz – e os fatos que se sucedem na Igreja pareceriam coincidirem com aqueles planos!
    *www.lifesitenews.com/blogs/they-gave-pope-francis-four-years-to-make-the-church-over-again.-heres-how

  9. ” 15 “Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores.16 Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas?17 Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins.18 A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons.19 Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo.20 Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão! “Mateus 7 Quem tem ouvidos que ouça.
    Por mim o meu papa é Bento XVI, já que me deram dois papas eu fiz a minha escolha.
    Quanto a Bento morrer antes de Francisco, só digo, que Deus parece que deixou a sua Igreja aos lobos mas o senhor da história é Deus e não os lobos. Deus providenciará e os seguidores da víbora se envergonharão das suas obras e se não for o caso têm o inferno à sua espera.O trigo está maduro para ser colhido e o joio para ser queimado.
    “24.Jesus propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é semelhante a um homem que tinha semeado boa semente em seu campo.25.Na hora, porém, em que os homens repousavam, veio o seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e partiu.26.O trigo cresceu e deu fruto, mas apareceu também o joio.27.Os servidores do pai de família vieram e disseram-lhe: – Senhor, não semeaste bom trigo em teu campo? Donde vem, pois, o joio?28.Disse-lhes ele: – Foi um inimigo que fez isto! Replicaram-lhe: – Queres que vamos e o arranquemos?29.- Não, disse ele; arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo.30. Deixai-os crescer juntos até a colheita. No tempo da colheita, direi aos ceifadores: arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar. Recolhei depois o trigo no meu celeiro.” Mateus 13:24-30

  10. Esta homilia foi de lascar. Eu acompanho desde que ele pediu permissão para bater delicadamente no portal dos corações dos brasileiros. Primeiro escutava tudo em italiano, agora dou uma lida rápida e passo os olhos no jornal L’Osservatore. Só quero ver até onde ele vai chegar. Teve esta também do dia 06/02/17: Não se refugiar na rigidez dos mandamentos. “O cristão é escravo do amor, não do dever”.
    http://www.news.va/pt/news/papa-nao-se-refugiar-na-rigidez-dos-mandamentos

  11. A lista de cardeais, bispos e mesmo de sacerdotes com nível de formação em Roma que discordam do papa Francisco já é bastante razoável e um desses que não estão de acordo, o Cardeal D Cafarra foi claro: só um cego não percebe a confusão que existe dentro da Igreja.