Cardeal Orani Tempesta responde à proposta de Dom Demétrio Valentini.

Tem voltado à tona alguns debates sobre a questão do sacerdócio ministerial. Falou-se sobre a possibilidade de haver a consagração do pão e do vinho por parte de leigos, especialmente onde faltam sacerdotes válida e licitamente ordenados. Aqui não estaria se tratando dos assim chamados “viri probati”, ou seja, da ordenação de homens casados, mas sim de cristãos leigos sem ordenação sacerdotal. Na última Assembleia da CNBB emitimos um documento muito importante sobre os cristãos leigos e sua missão na Igreja. A presença do laicato na Igreja e, como Igreja, no mundo tem uma grande área de atuação, mas o sacerdócio comum dos fiéis não se confunde com o sacerdócio ministerial.
Mas, quais são os documentos da Tradição da Igreja nessa área? Essa ideia que parece, à primeira vista, simpática e solucionadora do problema da falta de vocações sacerdotais não é nova nem tão simples. As fontes utilizadas foram, de um modo especial a Carta Sacerdotium Ministeriale (citada aqui como SM), da Congregação para a Doutrina da Fé, de 6 de agosto de 1983, e o Curso de Eclesiologia, de D. Estêvão Bettencourt, OSB. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 1996, p. 181-197.

Notamos que, embora as opiniões defensoras da Celebração Eucarística por leigos apareçam de formas diversas e matizadas, se mostram deveras perigosas, pois “convergem todas na mesma conclusão: que o poder de realizar o Sacramento da Eucaristia não está necessariamente ligado com a Ordenação sacramental. E é evidente que esta conclusão não pode coadunar-se de maneira nenhuma com a fé transmitida, dado que não só nega o poder confiado aos Sacerdotes, mas também deprecia toda a estrutura apostólica da Igreja e deforma a própria economia sacramental da Salvação” (SM, n. 1).
O Concílio de Latrão IV, realizado em novembro de 1215 – que teve a participação de mais de 400 bispos, o que, sem dúvida, lhe deu grande destaque em vista de heresias ocorrentes na época – reafirmou, por exemplo, a propósito da unidade da Igreja, que n’Ela Jesus Cristo é, ao mesmo tempo, sacerdote e sacrifício. Em Seu corpo e sangue se contem verdadeiramente o sacramento do altar sob as espécies de pão e de vinho, depois do que, em virtude do poder divino, o pão se transubstancia no corpo e o vinho no sangue [do Senhor]: para que deste modo se complete o mistério da unidade [da Igreja], recebendo nós do que é seu e Ele do que é nosso. Ninguém pode realizar este sacramento senão o sacerdote devidamente ordenado com o poder [das chaves] que Jesus Cristo mesmo concedeu aos Apóstolos e seus sucessores. (Cf. Justo Collantes. La fé de la Iglesia: las ideas y los hombres en los documentos doctrinales del Magisterio. 3ª ed. Madri: BAC, 1986, n. 535).
Alguns poderiam indagar se esse não é um documento muito distante, sem valor para os nossos dias tão carentes de sacerdotes e, ademais, depreciador dos leigos como se eles formassem uma classe inferior de fiéis na Igreja – A resposta da Igreja é negativa, por várias razões depreendidas do Concílio Vaticano II e de outros documentos, incluindo a SM, de 1983, que convergem em afirmar alguns pontos básicos, como os que vão a seguir propostos em nove tópicos, a fim de melhor facilitar a compreensão.
1) A Igreja é o Corpo de Cristo prolongado na História e nele há muitas funções ou ministérios como se vê, por exemplo, em 1Cor 12,27: “vós sois o corpo de Cristo e sois os seus membros, cada um por sua parte”, e em Ef 4,11-12: “E ele [Jesus] que concedeu a uns ser apóstolos, a outros pastores e doutores para aperfeiçoar os santos em vista do ministério para a edificação do Corpo de Cristo”.
De acordo com a nota “g” da Bíblia de Jerusalém, os santos aqui mencionados parecem ser os que ensinam, mas também pode designar os cristãos em geral que concorrem para edificar a Igreja de Cristo (cf. At 9,13 e paralelos). Desse modo, a função de presbítero e bispo teria significado próprio, que não pode ser confundido com a missão dos demais fiéis, conforme o argumento proposto no próximo tópico.
2) É Cristo quem confere, pelo Sacramento da Ordem, o ministério ordenado a alguém, e não uma comunidade carente de sacerdotes. Tal sacramento faz com que o ordenado participe no sacerdócio de Nosso Senhor que se diferencia de modo essencial, e não apenas de grau, do sacerdócio comum dos fiéis decorrente do próprio Batismo, de acordo com a Lumen Gentium.
Com efeito, lê-se no citado documento o que segue: “O sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, embora se diferenciem essencialmente e não apenas em grau, ordenam-se mutuamente um ao outro; pois um e outro participam, a seu modo, do único sacerdócio de Cristo. Com efeito, o sacerdote ministerial, pelo seu poder sagrado, forma e conduz o povo sacerdotal, realiza o sacrifício eucarístico fazendo as vezes de Cristo e oferece-o a Deus em nome de todo o povo; os fiéis, por sua parte, concorrem para a oblação da Eucaristia em virtude do seu sacerdócio real, que eles exercem na recepção dos sacramentos, na oração e ação de graças, no testemunho da santidade de vida, na abnegação e na caridade operosa”. (n. 10)
Mais: ao falar dos vários tipos de vocações na Igreja, diz a Lumen Gentium que “aqueles dentre os fiéis que são assinalados com a sagrada Ordem, ficam constituídos em nome de Cristo para apascentar a Igreja com a palavra e graça de Deus”. (n. 11)
3) Do que foi dito, fica claro que a estrutura da Igreja é sacramental, de forma a ser ela um sinal sensível que significa e comunica a graça de Deus. A humanidade de Cristo é o sacramento primordial do qual decorre o sacramento da Igreja, Corpo de Cristo prolongado na História, que, por sua vez, ministra os sete sacramentos da vida cristã: Batismo, Crisma, Eucaristia, Reconciliação, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio.
4) Disso decorre que o ser humano em geral – incluindo obviamente aí o Papa e os Bispos – é administrador e não dono daquilo que Cristo, e só Ele, nos concede. Daí não se poder dar a nenhum leigo, em virtude do seu Batismo, a faculdade de celebrar a Santa Missa, posto que tal faculdade supõe o Sacramento da Ordem a inserir o cristão ordenado no sacerdócio único e verdadeiro de Cristo. Este sacramento garante à Igreja a sucessão apostólica ininterrupta. Quem fugisse dele apenas para ter padres estaria, com certeza, promovendo não um bem, mas uma fratura no corpo místico de Cristo.
5) A Constituição Sacrossanctum Concilium, sobre a Liturgia, em seu n. 7, assim se expressa sobre as cinco formas de presença de Cristo na Igreja: “Cristo está sempre presente na sua Igreja, especialmente nas ações litúrgicas. Está presente no sacrifício da Missa, quer na pessoa do ministro – ‘O que se oferece agora pelo ministério sacerdotal é o mesmo que se ofereceu na Cruz’ – quer e, sobretudo, sob as espécies eucarísticas. Está presente com o seu dinamismo nos Sacramentos, de modo que, quando alguém batiza, é o próprio Cristo que batiza. Está presente na sua palavra, pois é Ele que fala ao ser lida na Igreja a Sagrada Escritura. Está presente, enfim, quando a Igreja reza e canta, Ele que prometeu: ‘Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles (Mt 18,20)”.
É importante a menção a Mt 18,20, pois quem defende a consagração do pão e do vinho por parte de leigos evoca essa passagem. Sim, ela é citada como fundamento para afirmar que todos os membros da Igreja possuem, sem nenhuma diferença, o mesmo grau de participação no sacerdócio de Cristo, o que não é verdade, pois o texto conciliar realça a diversidade de participação no único sacerdócio de Nosso Senhor ao fazer referência específica ao ministro ordenado da celebração eucarística.
7) A falta de padres não é argumento dirimente para se dar a leigos a faculdade de consagrar o pão e o vinho. A Igreja pede aos fiéis, sem a possibilidade de Missa por muito tempo, que se unam espiritualmente às Missas celebradas em outras partes do mundo a fim de, com proveito, se beneficiarem delas, e aos Bispos convoca a que usem da Celebração da Palavra conduzida por um(a) leigo(a), na qual a Eucaristia pode ser distribuída pelo Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística, bem como, de um modo cada vez mais intenso, reze e promova orações para que surjam, em suas dioceses, sérias  vocações sacerdotais a serviço do Povo de Deus.
Com tudo o que foi dito, a Igreja não exclui, mas, ao contrário, muito valoriza o Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística, que pode ser um homem ou uma mulher, conforme o Código de Direito Canônico, cânones 910 e 230, que têm o seguinte teor normativo: cânon 910 § 1º “Ministro ordinário da Sagrada Comunhão é o Bispo, o presbítero e o diácono”; § 2º “Ministro extraordinário da Sagrada Comunhão é o acólito ou outro fiel designado de acordo com o cânon 230 § 3”.
Diz o cânon 230 § 3: “Onde a necessidade da Igreja o aconselha, podem também os leigos, na falta de ministros, mesmo não sendo leitores ou acólitos, suprir alguns de seus ofícios, a saber: exercer o ministério da palavra, presidir as orações litúrgicas, administrar o batismo e distribuir a Sagrada Comunhão, de acordo com as prescrições do Direito”.
Eis, ainda, as consoladoras palavras da SM, n. 4: “A cada um dos fiéis ou às comunidades que por motivo de perseguição ou por falta de Sacerdotes se vejam privadas da celebração da Sagrada Eucaristia, durante breve tempo ou mesmo durante um período longo, não faltará, de alguma maneira, a graça do Redentor. Se estiverem animados intimamente pelo voto do Sacramento e unidos na oração com toda a Igreja, invocarem o Senhor e elevarem para Ele os próprios corações, tais fiéis e comunidades vivem, por virtude do Espírito Santo, em comunhão com a Igreja, corpo vivo de Cristo, e com o mesmo Senhor. Mediante o voto do Sacramento, em união com a Igreja, ainda que estejam muito afastados externamente, estão unidos a ela íntima e realmente e, por isso, recebem os frutos do Sacramento; ao passo que aqueles que procuram atribuir-se indevidamente o direito de realizar o Mistério Eucarístico acabam por fechar em si mesma a própria comunidade”.
8) O direito à Eucaristia, a que todo fiel preparado tem, não pode ser solucionado de modo arbitrário, mas de acordo com o que expusemos no item anterior. Só o ministro válida e licitamente ordenado pode celebrá-la, conforme o Catecismo da Igreja Católica, n. 1369 afirma com ricas citações: “‘Seja tida como legítima somente aquela Eucaristia que é presidida pelo bispo ou por quem ele encarregou’ (Santo Inácio de Antioquia, Smyrn. 8,1)”.
“É pelo ministério dos presbíteros que o sacrifício espiritual dos fiéis se consuma em união com o sacrifício de Cristo. Mediador único, que é oferecido na Eucaristia de modo incruento e sacramental, pelas mãos deles, em nome de toda a Igreja, até quando o mesmo Senhor voltar (Presbyterorum Ordinis, 2)”.
9) Por fim, notamos que ensina a Igreja a seguinte verdade de fé: “O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício: ‘É uma só e mesma vítima e Aquele que agora Se oferece pelo ministério dos sacerdotes é o mesmo que outrora Se ofereceu a Si mesmo na cruz; só a maneira de oferecer é que é diferente’. E porque ‘neste divino sacrifício, que se realiza na missa, aquele mesmo Cristo, que a Si mesmo Se ofereceu outrora de modo cruento sobre o altar da cruz, agora está contido e é imolado de modo incruento […], este sacrifício é verdadeiramente propiciatório’”. (Catecismo da Igreja Católica n. 1367).
Eis como se pode argumentar – com a Igreja – sobre a proposta que andou circulando pelos noticiários, de leigos celebrarem Missas onde faltam padres.
Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
Anúncios

13 Comentários to “Cardeal Orani Tempesta responde à proposta de Dom Demétrio Valentini.”

  1. Concordo com D. Orani! E digo ainda esta solução de leigos consagrando o pão e uma solução simplista, pois é mais fácil permitir ao leigo o que só um Padre pode fazer, do que por o joelho no chão rezar, criando calo nos joelhos como São Tiago, ou ter uma vida de jejuns, sacrifícios, oração como o teve o padroeiro do clero, Cura D’Ars. Nossos padres, pastores, vigários, párocos, enfim, toda a hierarquia da Igreja, precisa rezar mais, jejuar mais, e praticar mais a caridade entre si e com o povo! Vou contar um pequeno fato que comprova isso: um domingo destes, estava me preparando para fazer uma leitura na Missa, na sacristia, estava junto o celebrante, quando veio outro Padre e perguntou ao celebrante se ele poderia levá-lo em outra comunidade depois dessa Missa, pois estava chovendo e esse Padre tem problema de saúde e não pode dirigir. O que ouvi me cortou o coração e assisti de coração pequeno a Missa. O celebrante, simplesmente respondeu que ele não o levaria pois não era empregado de ninguém e mandou que ele se virasse. Quando que um jovem que escutasse isso daria sua vida para ser Padre? Nunca! É assim os exemplos que nossos jovens estão recebendo em nossas paróquias! Falta caridade, oração, jejum e conversão de coração! Nossos padres, bispos, cardeais, todo clero precisa fazer mais oração, jejum, caridade, para que o Senhor da Messe mande vocações! A começar por esse D. Demetrio!

    • Já estamos vendo um bispo contradizendo (acertadamente em comunhão com o Magistério) as diretrizes de uma conferência episcopal.
      Este fato já mostra a tendência para um cisma dentro da Igreja, a meu ver, inevitável.

  2. O sr Arcebispo D Orani expôs corretamente como devem se distinguirem o sacerdocio comum dos fieis e aquele atinente aos diáconos, presbíteros e ao episcopado, objetando os interessados em suprirem o deficit de vocações com tal improvisação.
    Isso levaria, como disse, a uma ruptura e pareceria conduzir à protestantização da Igreja, embora seria essa a meta dos “ecumenistas” – levando-se em conta que os obreiros e pastores das multiformes seitas em nada se diferem, igrejas de fundamentações humanas, a começar do apóstata Lutero, inclusive cada um desses cooperando eficazmente na obra da desevangelização e conduzindo tantos incautos para o abismo!
    Aliás, a diferença existente entre os dois acima é exterior: os obreiros pagam o dízimo e os pastores o recebem, para aqueles nada aprenderem de concreto e o que “ensinarem”, ainda ficará a criterio dos ouvintes – se concordarem ou não com suas interpretações pessoais – em suma, alienadamente à fé cristã verdadeira, ambos iguais!
    O grande propulsor para exercerem o ministerio sacerdotal compensatorio à falta de vocações em certas regiões seria D Claudio Hummes, nada confiável amigo de marxistas, por sinal muito afeito aos esquerdistas – ele não estaria sozinho nessa empreitada; isso seria corrigir os efeitos, não as causas.
    A adoção do sacerdocio laico seria o caminho mais curto para novas concessões nada evangélicas!
    Porque em geral não catequizam as familias com carinho especial, alertando-as de elegerem seus maiores e ferrenhos adversarios, os partidos socialistas ou comunistas e os nomeando, PT, PSOL, PDT, PC do B etc.?
    Porque não promoveriam a oração diaria entre os membros, despertando-a com ênfase à vocação sacerdotal, exortando-as a se afastarem de novelas e afins, apontando publicamente suas nocividades e que fins almejam, senão a destruição da fé católica?

  3. Rezamos para que a Santa Igreja seja preservada desta heresia.
    “Quando lhes dão a mão, querem logo os pés”. Acredito que é isso que acontecerá. Já vejo em alguns lugares a Sagrada Eucaristia ser exclusivamente distribuída por ministros, enquanto o Padre aguarda sentado. Temo que caso a consagração eucarística por leigos seja aprovada, os Padres deixarão ainda mais suas atribuições de pastores e zeladores de almas.

  4. Pela matéria – sacramento da Ordem – que é discutida, vê-se a que nível chegou a luteranização da Igreja, pois a indistinção entre sacerdócio comum e ministerial é tipicamente luterana. Nos ambientes católicos, isso e muita coisa mais, só pode ser cogitado por que os teólogos, havendo adentrado no campo da crítica histórica e da exegese racionalista, acabaram num beco sem saída. Que beco?
    Desvinculados da tradição e do Magistério, o único critério que lhes sobrou foi o próprio umbigo. De início, escolhiam assim: “Jesus disse isso mas não aquilo Jesus; foi a comunidade primitiva”; depois, passaram a dizer que “não sabemos o que Jesus disse; tudo é reflexão comunidade primitiva”; ultimamente já dizem que Jesus não disse nada e nem sabem se ele existiu.

    Isso decorre de um longo processo.

    Ratzinger, por exemplo, quando, nos anos de 1960, teve que escolher onde iria embarcar (o da exegese racionalista, isto é, aquela a que aderiu o lenho seco e calcinado em que se transformou o Cardeal Martini, ou o da via média do medievalista von Balthasar) acabou preferindo pular para dentro da canoa deste último, o que, no fundo, quer dizer ele preferiu a exegese tipológica e alegórica dos Santos Padres e de toda a Tradição ao reino da letra morta da filologia.

    Entretanto, e esse é punctum dolens, discutir se os leigos, ou dentre estes as mulheres, podem “presidir” a Eucaristia, decorre DIRETAMENTE da desqualificação sistemática do Magistério como “lugar teológico”. Essa desqualificação, e não adianta tapar o sol com a peneira, foi implementada pelo Vaticano II.

    Cito um exemplo tirado do blog do Pe. José Bensen comentando o pós-Concílio (post de 19.12.2016):
    “Um exemplo da mudança teológica e eclesiológica foi a estranheza que sentiu [padre Ney Brasil] ao ouvir pela primeira vez Dom Afonso [Niehues] falar em “nossa” Igreja, referindo-se à Igreja Católica, quando até então só existia para ele, para nós, católicos, “a” Igreja! Ingressava-se no espírito ecumênico.”

    Onde esse tal Dom Afonso foi buscar isso? No “subsistit” da Lumen Gentium.

    Os conservadores são mais ou menos como os judeus. Um véu lhes cobre os olhos, e isso lhes impede de ver o que se passa e tirar consequência de premissas óbvias. Não adianta apagar incêndio com copo d´água. Ou se reafirma a fé da Igreja como sempre se professou ou se constrói sobre areia (movediça).

    E os resultados de toda essa aventura está aí: um arremedo de Igreja que é abandonado aos milhões todos os anos, e abandonado por qualquer porcaria. Estranho? Não. É lógico. Aliás, teológico.

  5. A elucidativa e oportuna intervenção de Sua Eminência Reverendíssima, Cardeal João Tempesta, veio a dar um basta aos desvarios de bispos inconsequentes moldados na malfadada e maldita Teologia (lê-se aqui: Ideologia) da Libertação, instrumento nefasto e funesto que surgiu no seio da KGB russa nos obscuros anos da era comunista. Tentar deturpar o Depositum Fidei como fizera o indigitado Bispo Demétrio (ou será Demérito??) em meio às suas aleivosias e devaneios litúrgicos que ainda persistem inocular, venenosamente, o povo de Deus nessa Terra Brasilis. Diante do débacle teológico promovido pelos esbirros da macarrônica Ideologia travestida de Teologia, Cardeal Tempesta coloca um ponto final precisa e inquestionável e irretocável quanto ao seu conteúdo doutrinal.

  6. A relativação do sacerdócio, é um passo a mais para acabar com os sacerdotes tradicionais, Essa medida colabora com a “protestanização” da Igreja.

  7. “Entretanto, e esse é punctum dolens, discutir se os leigos, ou dentre estes as mulheres, podem “presidir” a Eucaristia, decorre DIRETAMENTE da desqualificação sistemática do Magistério como “lugar teológico”. Essa desqualificação, e não adianta tapar o sol com a peneira, foi implementada pelo Vaticano II.”

    “Não adianta apagar incêndio com copo d´água. Ou se reafirma a fé da Igreja como sempre se professou ou se constrói sobre areia (movediça).”

    Foi providencial que D. Valentini tenha soltado essa pérola antes da Assembléia da CNBB que acontece e maio…”Deus usa do mal para tirar um bem maior”… Os seus confrades Bispos não serão pegos de calça curta, quanto mais agora com um Bispo de Roma tipo Bergóglio, que insiste, inútil e tolamente, em querer abalar a DOUTRINA PERENE DA IGREJA…

    O fiasco que foi o episcopado de D. Valentini em Jales atolado na pestilenta e cancerosa tl e suas andanças continentais para propagar suas idéias loucas estribadas num dos trocentos espíritos de porco que degringolaram o Vaticano II, que na verdade foi escrito de propósito com a intenção de ser retorcido e entendido a bel prazer dos seus leitores, o deixaram muito decepcionado. Basta ver que para sair, FORÇADO, de Jales, ele utilizou tudo que sempre deplorou e nunca aceitou usar durante seus trinta e três anos de episcopado…

    Ele foi emeritado, mas, continua do seu QUARTEL GENERAL lá mesmo na Diocese de Jales, e diga-se de passagem que quartel poderoso$$$$$$$$$$$, mandando e como ele mesmo disse, “não mandando dizer” , todo tipo de patifaria putrefata e maldita do pós Concílio, tendo como “companheiros de maldição” dom Erwin kräutler , cardeal Hummes, dom Luciano Bergamin, Bispo de Nova Iguaçu, que não se envergonhou em chamar seu Genésio Bofado e pestilento para pregar na abertura da famigerada e esfarrapada CF… etc…

    “Não adianta apagar incêndio com copo d´água. Ou se reafirma a fé da Igreja como sempre se professou ou se constrói sobre areia (movediça).”

  8. A tradução CNBB da Missa leva a se deduzir que o Sacerdote e os fiéis têm o mesmo sacerdócio. Aliás a própria frase “…sacerdócio comum dos fiéis não se confunde com o sacerdócio ministerial.” já é péssima. O que é sacerdócio comum dos fiéis?
    Exemplos:
    “O Senhor esteja convosco”: “Ele está no meio de nós”, no lugar do “E com teu espírito”
    Rogai irmãos para que o nosso sacrifício seja aceito…, no lugar de” …Rogai irmãos para que o meu e o vosso sacrifício seja aceito…
    “A Paz do Senhor esteja sempre convosco”: “O amor de Cristo nos Uniu”, como tradução de “Et cum spiritu tuo,
    São alguns dos absurdos que esse grupo de Petistas (com algumas exceções) chamado CNBB ousou colocar como tradução do Missal.
    O gesto de leigos erguendo a mão direita durante a Consagração é típico para levar a heresia. Por que isso?
    “Presidir a Eucaristia”…ao invés de Celebrar a Missa, tudo isso é CNBB, e não Missal Romano.
    Fora Dom Demétrio, Fora CNBB, Fora PT… e Fora Lucífer, vade retro.

  9. Creio que o número 4 já é a resposta que todos os católicos, incluindo bispos progressistas, precisam entender de uma vez para sempre:
    4) Disso decorre que o ser humano em geral – incluindo obviamente aí o Papa e os Bispos – é administrador e não dono daquilo que Cristo, e só Ele, nos concede. Daí não se poder dar a nenhum leigo, em virtude do seu Batismo, a faculdade de celebrar a Santa Missa, posto que tal faculdade supõe o Sacramento da Ordem a inserir o cristão ordenado no sacerdócio único e verdadeiro de Cristo. Este sacramento garante à Igreja a sucessão apostólica ininterrupta. Quem fugisse dele apenas para ter padres estaria, com certeza, promovendo não um bem, mas uma fratura no corpo místico de Cristo.

  10. Me parece que tratam o tema de maneira exageradamente leviana. Não se trata de permitir que leigos façam consagração, isso é loucura, você não pode permitir um elefante a voar, ele simplesmente não voa. Esse tal bispo profere a heresia protestante de que qualquer um tem poder para rezar uma missa e ao invés de tratar da validade, que não existe, muito se vê tratar de ser licito ou não, de estar de acordo com a tradição ou não. Isso é protestantismo, se a cnbb ou alguem leva isso a serio, tentando esclarecer que isso “não esta de acordo com a tradição” ao inves de perguntar se o tal bispo passa bem, se não está delirando, ou se não vai fazer sua apostasia publica e passar para uma “igreja” luterana, anglicana, ou qualquer outra “ana”, eu ja começo a me perguntar sinceramente onde estou, a Igreja Catolica, aquela que excomungou lutero, ainda existe?

LEIA ANTES: os comentários devem ser respeitosos e relacionados estritamente ao assunto do post. Toda polêmica desnecessária será prontamente banida. Todos os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam, de maneira alguma, a posição de Fratres in Unum.com. Não serão aprovados os comentários escritos integralmente em letras maiúsculas. A edição deste blog se reserva o direito de excluir qualquer comentário que julgar oportuno, sem demais explicações. O espaço para comentários é encerrado automaticamente após quinze dias de publicação do post.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s