Dom Antonio Keller: quem pratica aborto ou promove, mesmo políticos, comete pecado grave.

REDAÇÃO CENTRAL, 03 Abr. 17 / 12:00 pm (ACI).- O aborto é o homicídio voluntário de um inocente e quem pratica, promove ou colabora com tal prática incorre em pecado grave, reforçou o Bispo de Frederico Westphalen, Dom Antonio Carlos Rossi Keller, em uma nota pastoral sobre a questão do aborto, publicada no site da Diocese.

“Frente a novas tentativas da implantação de leis que, de certa forma, tornam mais flexíveis e ampliadas as possibilidades da realização de abortos em nosso país, como bispo desta Diocese não posso calar-me”, afirmou o Prelado.

No início de março, o PSOL e o Instituto Anis protocolaram no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), solicitando a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Na ação, o partido pede ainda a concessão de liminar para que, enquanto a ADPF não seja julgada, o aborto até os 3 meses de gravidez já seja liberado.

A ação está sob a relatoria da ministra Rosa Weber, a qual, em novembro de 2016, se manifestou favorável a descriminalização do aborto até os três meses de gestação, durante o julgamento de um habeas corpus na Primeira Turma do STF.

Outra ação no Supremo que diz respeito à questão do aborto é a que pede a descriminalização da prática em caso de infecção da gestante pelo vírus Zika, apresentando como argumento a possibilidade de malformação do feto.

Por outro lado, na Câmara dos Deputados, há o Projeto de Lei 7371/2014, que trata do combate à violência contra a mulher e fala da criação de um fundo para comprar equipamentos e custear treinamento com esta finalidade.  Porém, segundo denunciam grupos pró-vida, esta iniciativa possibilitará o aporte de verbas de organizações internacionais para que sejam feitos abortos no Brasil.

Diante dessa realidade no Brasil, Dom Keller considera que “é preciso dizer as coisas com clareza: o aborto nada mais é do que o homicídio voluntário de um inocente. E quem nele participa incorre na excomunhão latae sententiae, que significa que a própria pessoa se coloca em um estado de separação grave da comunhão eclesial, ainda que seja necessário avaliar o grau individual de responsabilidade”.

O Prelado assinala ainda que “para todos, inclusive para os políticos que apoiam e sustentam tão iníqua desobediência à Lei de Deus, votando favoravelmente leis que ampliam permissividades em relação à realização do aborto, também se aplicam as graves palavras do Apóstolo São Paulo na 1ª Carta aos Coríntios: ‘Aquele que come o pão ou bebe o cálice do Senhor indignamente… come e bebe a sua condenação’ (1º Coríntios 11,27.29)”.

Em sua nota pastoral, o Bispo de Frederico Westphalen recorda “o juízo da Igreja Católica em relação ao aborto querido, buscado e realizado não foi modificado”. Ele cita a Encíclica Humanae Vitae, na qual o Beato Paulo VI afirma: “Em conformidade com estes pontos essenciais da visão humana e cristã do matrimônio, devemos, uma vez mais, declarar que é absolutamente de excluir, como via legítima para a regulação dos nascimentos, a interrupção direta do processo generativo já iniciado, e, sobretudo, o aborto querido diretamente e procurado, mesmo por razões terapêuticas”.

Refere-se também à Carta Apostólica “Misericordia et Misera”, na qual o Papa Francisco manteve a sua orientação para o Jubileu da Misericórdia de conceder a todos os sacerdotes “a faculdade de absolver a todas as pessoas que incorreram no pecado do aborto”, mas afirma: “Quero reiterar com todas as minhas forças que o aborto é um grave pecado, porque põe fim a uma vida inocente”.

Entretanto, Dom Keller alerta que “o assim chamado “delito abominável” (Gaudium et spes, n.51) assume hoje, na cultura do início do século XXI uma perda da consciência de sua gravidade”.

“A aceitação do aborto na mentalidade, nos costumes e principalmente, na legislação permissiva é um sinal eloquente de uma grave crise de sentido moral, que faz dos nossos tempos um período obscuro da história humana, onde predomina a incapacidade de distinguir entre o bem e o mal, mesmo quando o que está em jogo é o direito fundamental e elementar da vida, da existência”, acrescenta.

Diante disso, o Prelado lembra que “os interventos do Magistério da Igreja” “vão sempre na linha da reafirmação do mal objetivo do aborto, bem como da gravidade do pecado para quem o comete, para quem auxilia na sua realização e para quem com ele coopera”.

“Tal posicionamento severo do Magistério da Igreja, em relação ao aborto, não é uma contradição à sua pregação de misericórdia e perdão. A razão pela qual a Igreja considera excluído dela a quem realiza, sustem ou apoia o aborto está em coerência com seu ensinamento moral”, completa.

Para ler a íntegra da nota pastoral de Dom Antonio Keller, acesse o site da Diocese de Frederico Westphalen.

3 Comentários to “Dom Antonio Keller: quem pratica aborto ou promove, mesmo políticos, comete pecado grave.”

  1. Pois é, primeiro vieram os socialistas praticantes do comunismo mitigado – o falsario PSDB – embora a meta seja o genocida comunismo total, por métodos mais suaves, da forja de resultados de eleições e fraudes mais quanto possam promover, deixando o aborto a criterio de cada um dos membros do partido, caso de apoiadores ostensivos, como J Serra.
    De como teremos bons políticos se as familias são “instruídas” pelas novelas e similares, sem duras e recorrentes repreensões do clero, denunciando-as como perversas?
    Posteriormente, esse partido propiciou oportunidade de poder aos anarquistas do PT, o qual tem o aborto como programa oficial de governo, sendo o pior é que os Altos Hierárquicos há quase 25 anos desde então deveriam estar em confronto aberto com os comunistas, não apenas por causa do aborto, mas de suas pérfidas ideologias intrinsecamente más, perseguindo a Igreja e infernizando a sociedade por disseminarem os odios entre pessoas e grupos, pois a feroz ideologia marxista denominada comunismo é satanismo!
    No entanto, às eleições, apenas dão dicas de como votar, falam dos efeitos de se elegerem maus políticos; no entanto, nunca as causas de optarem por pró marxistas e muito menos os propagadores, caso dos alucinados Lula, Dilma e asquerosos do PSOL, PSTU, PV, PDT, PSB, PCO, PV, PC do B, Rede e similares doutros PCs para o povo se precaver deles; porém, quais são os que os desafiam ostensivamente, senão uns raros?
    Para piorar, a CNBB foi sempre promotora de comunistas – de imediato, por nunca os atacar – depois, ainda os defende, como recentemente ao impeachment da raposa Dilma; muitos ou todos os bispos deveriam estar em guerra aberta também contra ela, questionando-a: afinal, essa instituição a quem serve, ao povo de Deus ou as hostes de Satã, representadas pelos diversos PCs do Brasil e, na santa Quaresma, ao invés de cuidar da alma, entra é no ecohumanismo ideológico?
    Já imaginou, que paradoxo, num país de tradição cristã existirem pró abortistas no poder sem serem nomeados e incomodados pelos acima, diferindo-se de nosso Mestre, Jesus, que censurava publicamente os doutores da Lei e lhes apontava os erros à frente de todos?

  2. Mas faltou algo aí. A declaração formal de que os Ministros do STF estão excomungados da Igreja. É preciso fazer isso por uma questão pedagógica. Para o povo cristão e pessoas de boa vontade terem noção ainda maior do que representa esse crime infamante. Somente “notas de repúdio” não cabem para esses casos. Precisam ter mais CORAGEM para lutar contra o mundo.

  3. Que bom que o bispo esteja dizendo claramente que o aborto – e o apoio ao aborto – é pecado grave. Só faltou ele explicitar um pouco mais as consequências propriamente sobrenaturais disso – o INFERNO, sobretudo.