Cardeal Müller: O Papa não é o messias, mas o vigário de Cristo.

VATICANO, 07 Jun. 17 / 05:30 pm (ACI).- O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Gerhard Müller, recordou aos fiéis que o Santo Padre não é o messias, mas o vigário de Cristo; portanto exortou a não cair em certo papismo.

Durante a apresentação do seu livro “Indagine sulla Speranza”, o Cardeal alemão expressou que ficou “impressionado que alguns grandes inimigos de João Paulo II e de Bento XVI, que minaram o fundamento da teologia em outros períodos, atualmente se converteram em uma forma de papismo que me causa um pouco de temor”.

“Voltamos às discussões do Concílio Vaticano I, com a ideia de que quase todas as palavras do Papa são infalíveis”, advertiu. “Mas o Papa não é o Messias, é o Vigário de Jesus Cristo, o servo de Jesus Cristo”, assinalou.

Segundo informou ACI Stampa – agência em italiano do Grupo ACI –, o Purpurado advertiu que “os meios de comunicação veem o Papa como um personagem, mas o Papa Francisco recorda sempre o dever de confirmar na fé”.

“Nos primeiros dias do seu pontificado o Papa Francisco, enquanto era aplaudido na praça disse: aplaudam Jesus, não me aplaudam. E esta é a perspectiva do papado”, afirmou.

O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé disse que “não é bom que a gente, lendo qualquer coisa sobre o Papa Francisco, chegue até o bispo ou o pároco dizendo: ‘o Papa disse…’; porque o pastor da paróquia é o pároco e o bispo na diocese, em comunhão visível com o Papa”.

“Não se deve concentrar tudo sobre o Papa, porque o bispo, o pároco são os pastores do rebanho. Não se deve cair em certo papismo. Os verdadeiros amigos do Papa não são aduladores, mas aqueles que colaboram com ele e com os bispos para sustentar a fé. É verdade que os meios de comunicação mudaram muito as coisas, mas o importante é viver concretamente a Igreja particular em união com o Papa”, assinalou.

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2 Comentários to “Cardeal Müller: O Papa não é o messias, mas o vigário de Cristo.”

  1. … “o Cardeal alemão expressou que ficou “impressionado que alguns grandes inimigos de João Paulo II e de Bento XVI, que minaram o fundamento da teologia em outros períodos, atualmente se converteram em uma forma de papismo que me causa um pouco de temor”.
    A explicação para isso, D Müller, talvez seria que, antes esses a que se refere seriam parceiros da midia globalista os vergastava; agora, esses mesmos opositores dos 2 estariam bem sintonizados com o papa Francisco, dos que preferem uma neo religião macaqueada de católica, adaptada aos tempos, como de concessões ao adulterio em nome “certas exceções, discernimento, acolhimento, acompanhamento de feridos, diálogo” e mais eufemismos!
    Porém, os defensores dessa nova religião se desinteressam em se converter – mas ela atende a seus anseios de uma nova fé macaqueada de católica a que são afeitos, por pretenderem instaurar a pan religião globalista, a idealizada pela NOM, pois a Igreja católica tradicional tem de ser extinta ou chegar a ponto de influenciar a muito poucos ou a ninguém; enfim, poderem tomar definitivamente as redeas do mundo, como pretende a 2ª Besta, a qual é a nova religião da era tecnológica sedutora dos homens que justifica uma TL, os PCs, o sincretismo-ONU-NOM…

  2. O maior exemplo deste tipo é o L Boff. Que odiava a igreja,com sua hierarquia quando o papa era JP II ou Bento XVI.Mas agora ,é papista desde de pequenininho. Claro agora convém a ele o que o poder seja centralizado, para que se imponha a sua teologia/ideologia. Este assessora o papa indiretamente e de alguma maneira,realiza seu sonho…