Mons. João Clá renuncia a posto de Superior Geral dos Arautos do Evangelho.

Em carta datada de 2 de junho de 2017, Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, fundador dos Arautos do Evangelho, renunciou ao posto de superior geral.

A renúncia se dá após a divulgação de vídeos que causaram perplexidade entre os fiéis e autoridades da Igreja, criando rumores bastante difusos de que a Santa Sé planejava já uma visitação apostólica.

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Fonte da imagem: Arautos do Evangelho.

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27 Comentários to “Mons. João Clá renuncia a posto de Superior Geral dos Arautos do Evangelho.”

  1. Deo gratias!

    • Comemorai com a mesma efusão quando de sua renúncia ao apostolado que exerce.

    • Perfeito somente Deus. Os santos são heróis da virtude. Monsenhor João demonstrou e demonstra muita virtude, pois, enquanto a maioria ruma junto com o progressismo, ele conseguiu, com o auxílio de Maria Santíssima, desenvolver um apostolado através dos Arautos do Evangelho, onde aproxima muita gente de Nossa Senhora, do Santíssimo Sacramento, das Confissões, da Eucaristia, sem dizer da Beleza das Igrejas que edificou, onde foram restauradas várias imagens que estavam abandonadas ou esquecidas em feiras na Europa. E o mais extraordinário que a maioria das pessoas que assistem as Santas Missas nos Arautos, no Tabor e Granja Viana, são pessoas humildes que, talvez, somente ali, têm oportunidade de ver uma obra de arte, de ser atendida a qualquer hora por um sacerdote, de poder conversar com um seminarista ou religioso Arauto sobre a vida de algum Santo da Igreja, ouvir uma história dos grandes heróis católicos, etc. A imagem de Carlos Magno num vitral atrás da Imagem da Imaculada Conceição, como que o grande guerreiro estivesse sempre pronto a proteger a Virgem Imaculada é de uma sublimidade ímpar, e isto tem na Igreja dos Arautos. Imagem de Santa Cecília, a protetora dos músicos ao lado do local do Coral, é outra particularidade que vale observar. Sob a orientação do Monsenhor tudo foi meticulosamente bem disposto. Ele tem muita virtude!

  2. Um decisão inteligentíssima. Admiro-o.

    • Concordo contigo. Achei de uma fidelidade incrível ao carisma da Pulcritude: encontrou beleza até no momento dramático de esvaziar-se, conforme cita a Carta aos Filipenses.

  3. Como costumbre decimos por aqui ” solo para la foto”. Saludos

  4. Dentre mais similares na mesma direção, trechos como o baixo demonstrando “rigidez doutrinaria” poderiam contribuir para eventual suspeição de “legalistas” os Arautos do Evangelho, simpáticos a Plinio C de Oliveira, portanto estariam sujeitos a interpelações pelo atual Vaticano…
    *“Seja o vosso ‘sim’: ‘Sim’, e o vosso ‘não’: ‘Não’. Tudo o que for além disso vem do maligno”. Mt 5,37.
    A isso nos convida o Papa João Paulo II: “Aprendei a pensar, a falar e atuar segundo os princípios da simplicidade e da clareza evangélica: ‘Sim, sim; não, não’. Aprendei a chamar de branco ao branco, e preto ao preto — mal ao mal, e bem ao bem. Aprendei a chamar pecado ao pecado, e a não lhe chamar libertação e progresso, ainda que toda a moda e a propaganda fossem contrárias”.
    A leitura do Evangelho deste domingo nos reporta a um dos problemas mais graves do mundo moderno: a terrível perda do senso moral que assola as almas de tantos dos nossos contemporâneos.
    Com efeito, afirma Bento XVI, “vivemos num contexto cultural marcado pela mentalidade hedonista e relativista, que propende para eliminar Deus do horizonte da vida, não favorece a aquisição de um quadro claro de valores de referência e não ajuda a discernir o bem do mal e a maturar um justo sentido do pecado”.
    Aproveitemos esta Liturgia do 6º Domingo o Tempo Comum para analisarmos nossa consciência à procura de alguma racionalização que nos esteja conduzindo a concessões morais, em nossa vida profissional ou particular.
    *Obra consultada: DIAS, João S. Clá, O Inédito sobre os Evangelhos Vol VII, Libreria Editrice Vaticana, Città del Vaticano, 2013.

  5. Escapar da visitação não irão…
    Ele vai continuar governando, seguramente um de seus filhos prediletos será eleito seu sucessor.
    No mais isso se deve aos escândalos sofridos alimentado pelo estado de saúde que não conseguiria se explicar perante Roma…

    • Sr.Danillo,
      O Sucessor do Querido!!!Monsenhor João S.Clá Dias,EP certamente!!!será um Homem tão íntegro e de nobreza Espiritual como o Monsenhor João!

  6. Mesmo com essa renúncia, penso que a visitação apostólica se faz necessária.

    • Ele deixou a bomba para que ela estoure nas mãos de outros

    • Sr.Danillo,
      Os Arautos do Evangelho não tem o que temer pela Visitação Apostólica!
      A Associação Arautos do Evangelho é de Deus!

    • Que bom seria se a visitação apostólica fosse feita por teólogos, canonistas que realmente estivessem preocupados em defender a Doutrina Tradicional da Igreja e seu Santo Magistério e dessem mais ouvidos aos Santos e Padres da Santa Igreja para aconselhar no que for necessário e assim fazer com que a Ordem dos Arautos frutifique cada vez mais, porque o bem que eles fazem, principalmente aos jovens é algo inenarrável, basta ver o olhar angelical que o estado de graça transmite para chegar a esta conclusão.

  7. Observem que, pelo teor da carta de renúncia e pelo timbre que consta no alto da carta, ele renuncia ao cargo de “superior geral” da entidade Virgo Flos Carmeli – Sociedade Clerical de Vida Apostólica, que, suponho,,seja uma sociedade de sacerdotes diferente da associação Arautos do Evangelho

  8. Essa carta foi escrita aos adeptos, não foi escrita à autoridade. Onde está a carta que ele deveria (ou teria) escrito à (as) autoridade (s)? Só teria sentido ele escrever aos seguidores – fazendo menção da carta renúncia escrita à autoridade – depois de ter renunciado formalmente à quem de direito.
    O espírito dessa carta a “seus filhos” é desprovido de humildade e santidade, está eivado de pretensões e romantismo espiritual.
    Falta lógica e santidade ao conjunto.

  9. Recemos para que su sucesor tenga la fuerza necesaria para erradicar las muchas prácticas sectarias de la institución.

  10. Querido Monsenhor João S.CláDias,EP.
    O Senhor é uma alma brilhante,muito abençoada!!!
    Tudo!que o Senhor fez foi MARAVILHOSO!
    Certamente,Deus continuará lhe abençoado e ao seu sucessor,que certamente,é um Homem tão íntegro quanto o Senhor.
    Tudo!!!que pessoas mal informadas ou mal intencionadas,disserem a respeito dos Arautos do Evangelho,será em vão.Deus está com os Arautos do Evangelho e por fim,o Imaculado Coração de Maria Triunfará!
    Um abraço carinhoso e fraterno,
    Com toda!!!a minha estima e admiração!
    Ceres de Andrade Paes.

  11. Dissecando a carta:
    Título: endereçado aos “filhos espirituais”, a carta não invoca a Deus ou Nossa Senhora, não faz menção a nenhum pai espiritual do signatário, nem ao papa, nem a um cardeal, nem mesmo a Dr. Plínio que, recentemente, caiu de novo na moda nos círculos dos arautos do evangelho, depois de passar 20 anos proscrito.
    Parágrafos 1º ao 3º – Com considerações soltas (e mal formuladas) sobre a Santíssima Trindade, focando no Verbo Encarnado e concluindo que o Salvador mandou-nos negar-nos a nós mesmos e seguir a Cruz.
    Parágrafo 4º – Exemplo disso, não podia deixar de ser, o signatário que, sem muitos escrúpulos diz que a sua obra não nasceu do Espírito Santo mas “das minhas mãos”, o que não é bom sinal. Mas mesmo assim, ele sugere que é, mais do que fez, e renuncia. E já nomeia o Espírito Santo para conduzir a obra, tal como Maria teria impresso na própria alma…, dele mesmo! Espantoso!
    Parágrafo 5º – Renúncia à própria renúncia. Não vai o renunciante retirar-se no deserto para rezar e fazer penitência, mas vai continuar a dirigir espiritualmente todos os que o procurarem. Afinal, ele é o “guardião vivo desse carisma”, “feito das minhas mãos”, mas “confiado a mim pelo Espírito Santo”. Tudo muito rocambolesco.
    Último parágrafo – o mais lúcido da carta: pede orações por boas, pias e genéricas intenções.
    Imaginem agora o representante do Vaticano chegando querendo ver o signatário e ele mandando dizer: “não sou mais superior, não tenho nada a ver com nada, procure fulano”. Difícil de acreditar? Não creio.
    O Vaticano vai nomear um interventor, exigir que o ex-superior vá morar em uma casa muito boa e bonita para sacerdotes enfermos que fica, por exemplo, nos arrabaldes de Nápoles, com o Vesúvio à vista. Ou então, no Aspromonte, onde as montanhas inspiram tantas e tantas boas intenções.
    Aí começará uma nova etapa na vida desses senhores sacerdotes que vão ter que sair da boa vida conventual e começar a dar catecismo nas periferias, atender doentes por turnos nos hospitais, evangelizar no fundo da África ou no alto dos Andes e, finalmente, buscar através das orações e de sacrifícios, a própria santificação e a das almas.

    • Caro Johannes,
      Segundo o meu parecer, a carta tem sim uma invocação forte à Ssma. Trindade logo no início e o destinatário não poderia ser outro. Na carta de renúncia de Bento XVI encontramos um discurso ainda mais direto, mas isso não quer dizer que ele não invocava por trás a Deus ou a Nossa Senhora, de quem tem muita devoção. A leitura atenta da carta do Mons. JC revela sim um profunda beleza e elegância de escrita poucas vezes vistas, na minha opinião.
      É natural que diga que a obra nasceu de suas mãos. Quando SP diz a Timóteo: “eu te exorto a reavivar o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos” e invoca diversas vezes “sede meus imitadores” (por ex. Fil 3, 17), não significa que estava se colocando no lugar de Deus… Pelo contrário, sentia que era um instrumento. Se uma obra é da Igreja, é óbvio que deve ser conduzida pelo ES.
      O autor, sendo também fundador, é sim guardião do carisma como o continuou sendo São Francisco após ter deixado a condução dos Frades Menores.
      Os últimos parágrafos são meras tergiversações, pois o tipo de apostolado que ele menciona os Arautos já o fazem há tempo conforme se pode comprovar pela revista que recebo.

  12. Padre João Clá não consegue ocultar, pelo teor desta sua carta, sua desmesurada megalomania. Não vou me ater em apontar os lapsos em que o dito senhor descamba na imoderação. Mas causa estranheza que tendo ele frequentado por tantos anos ambientes aristocráticos, em cujo meio se achavam até mesmo Príncipes de sangue, resvale, depois de tudo, para tudo aquilo que é a negação peremptória da verdadeira aristocracia: o deslumbramento.
    O verdadeiro aristocrata é austero. Muitas vezes, aceita o poder a contragosto – vê-se obrigado a mandar nos outros em nome da boa ordem e do bem comum. Não tem nada a ver com essa afetação pequeno-burguesa, ostensiva da vulgaridade de alma que transforma a grandeza, tão desejável, em megalomania, tão detestável.
    O aristocrata não anda como uma dondoca saída do salão, pavoneando, assim como um militar não usa todos os dias os trajes de gala, mas assemelha-se àquele que sendo um dos maiores gênios da Cristandade, portava-se e era tido como o “boi mudo da Sicília”, São Tomás de Aquino.
    Os grandes sinos das igrejas esplêndidas soavam poucas vezes ao ano, apenas nas Solenidades. Então, o júbilo de lhes ouvir rompendo os ares com sua gravidade majestosa transportava a alma fiel a alturas ainda maiores. Repetita vilescant, e pavonear é distintivo do bufão, do vilão, do sem classe.
    Que obra humana trará sobre o solo o Reino de Maria?
    Por favor, menos rompantes de megalomania herética! E é melhor ser um bom pajem que usurpar o que não diz respeito nem por nascimento nem por mérito.
    Enfim, grandeza não é ostentação e bons ingredientes não garantem um bom prato: é preciso arte e refinamento verdadeiros, e isto é coisa da alma, não dos bolsos, nem das boas intenções. É eleição divina.

  13. Somente santos tem a coragem de renunciar (vide papa Bento XVI…).
    Minha eterna gratidão ao monsenhor João Clá pelo grande fruto que são os “Arautos do Evangelho”.
    Estamos vivendo o “Fim-dos-Tempos”. E as forças do mal sabem que pouco tempo lhe restam.
    Quem for fiel, salvará!

  14. Dr. Celso, sua dúvida pode ser resolvida através da leitura do artigo “Destinado a mais alta missão”. Com efeito, ali se afirma que foi apresentada “sua renúncia aos cargos de Superior Geral da Sociedade Clerical de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli e de Presidente Geral da Associação Privada de fiéis Arautos do Evangelho”. Fonte: http://www.arautos.org/secoes/noticias/noticia/destinado-a-mais-alta-missao-193076

  15. Monsenhor João se tornou nobre por suas atitudes, por seu fecundo apostolado, por ter acreditado no seu pai espiritual que toda nobreza provém da virtude da castidade, da pureza e não de títulos ou “carteirinhas” que contém sobrenomes “tradicionais”. Exemplo temos na história, pois os nobres se formaram originalmente nos bárbaros convertidos ao catolicismo e, pouco a pouco, foram, através da prática das virtudes evangélicas, tornando-se grandes homens e mulheres de extraordinária estirpe. Quem conhece pessoalmente o Monsenhor sabe, com certeza, que ele conquistou sua nobreza pelas virtudes que pratica correspondente à graça Divina.