Cardeal Müller desmente boatos e afirma que o Papa não o tratou mal.

Roma, 12 Jul. 17 / 05:00 pm (ACI).- O Cardeal Gerhard Ludwig Müller negou energicamente os boatos da imprensa que afirmam que o Papa Francisco lhe fez cinco perguntas antes de informar que não iria renovar o seu mandato como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Citando uma fonte alemã anônima, que por sua vez afirmou ter recebido a informação de outra pessoa, o site católico de notícias “One Peter Five” e o vaticanista italiano Marco Tosatti informaram que o Papa Francisco, ao se reunir com o Cardeal Müller no dia 30 de junho, fez cinco perguntas sobre alguns temas como a introdução de um diaconato feminino até a abolição do celibato, sua posição sobre “Amoris Laetitia”, sua posição sobre a decisão do Papa de demitir três membros do dicastério e a ordenação sacerdotal de mulheres.

De acordo com essas informações, depois de escutar as respostas do Cardeal alemão, Francisco lhe informou que o seu mandato havia terminado e saiu da sala, deixando para trás um paciente Müller que esperava do Santo Padre um sinal de gratidão, até que, envergonhado, o Arcebispo George Gänswein, Prefeito da Casa Pontifícia, disse ao Cardeal que a reunião havia terminado.

Entretanto, o Cardeal Müller assinalou ao veterano vaticanista Guido Horst que nenhuma dessas afirmações é verdadeira. Guido Horst, em um artigo de opinião publicado no site CNA Deucth – agência em alemão do Grupo ACI–, descreveu pessoalmente o encontro que teve com o purpurado alemão em Roma na manhã do dia 11 de julho.

O jornalista, correspondente do jornal “Tagespost”, mostrou ao Cardeal uma cópia dessas informações: o próprio Müller, de 69 anos, não havia visto a reportagem na internet.

O Cardeal ficou “perplexo ao ler esta descrição do seu encontro com o Papa”, escreveu Horst. “Isso é mentira”, disse-lhe o Cardeal Müller. De fato, indicou o Purpurado, todo o encontro ocorreu de maneira muito diferente e as afirmações da “fonte alemã anônima” são completamente falsas.

Os comentários do Cardeal coincidem com um breve e-mail enviado ontem pelo Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke, ao site “One Peter Five” e a Marco Tosatti. Neste e-mail, Burke afirma que “a reconstrução (do encontro) é totalmente falsa” e solicita que a matéria seja atualizada.

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6 Comentários to “Cardeal Müller desmente boatos e afirma que o Papa não o tratou mal.”

  1. Essa do cardeal Muller ao relatar que o papa Francisco não o tratou mal, nada tem a ver, não colou bem; no entanto, ter-lhe-ia feito propostas recheadas de possível coerção a seu estilo, que mais evidenciaria ter decisões em mente e agiria de forma dupla: de frente, um e por detrás, outro.
    O que mais nos pareceria é que o papa Francisco teria proposto ao Cardeal D Muller se avalizaria seus propósitos ou preferiria discordar dele.
    O cardeal Muller possui algumas atitudes anteriores que demonstraria nem tanto ser coeso, assim como cultivaria igualmente certos gestos amistosos para com os sedizentes teólogos da libertação, os quais são amigos do papa Francisco e de suas ideias que poderiam ser consideradas revolucionarias, adequadas para esquerdistas.
    Talvez a versão primeira seria a mais confiável, preferível, a de 5 pontos, quem sabe?
    Ou nenhuma das duas!

  2. Prefiro acreditar no que o Cardeal Muller disse e também no que ele não disse sobre as circunstâncias do encontro com Bergóglio.
    O fato incontestável é que ele foi demitido sem misericórdia, depois de ser obrigado a demitir 3 dos seus colaboradores porque a convicção revolucionária do “Papa” sobre a família não é a tradicional da Igreja.

  3. “Não há nada oculto que não venha a ser revelado…”.

  4. Pérsio, é impressionante o conjunto de dados apresentado pelo La Croix. Veja este outro artigo, em que o filósofo Marcello Pera afirma que o Papa Francisco está promovendo um “cisma oculto” com “obstinada persistência”.
    .
    https://www.lifesitenews.com/news/pope-francis-promoting-a-hidden-schism-with-obstinate-persistence-warns-pop

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