O “calcanhar de Aquiles” do pontificado de Francisco.

Por Catarina Maria B. de Almeida | FratresInUnum.com

Un café con Galat”. É assim que se chama o programa da TV Teleamiga, emissora de orientação católica de Bogotá, que está dando dores de cabeça ao episcopado colombiano.

O programa leva o nome de seu apresentador, José Galat, acadêmico e presidente do canal televisivo e da Universidade La Gran Colombia, que resolveu se colocar na contramão do pontificado de Francisco.

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Galat alega que o Papa argentino não teria sido legitimamente eleito e que favoreceria abertamente a heresia na Igreja Católica. Até aí, nenhuma novidade.

Acontece que a Conferência Episcopal Colombiana emitiu um “Comunicado” em que afirma que, “ao rechaçar a sua sujeição ao Papa e ao ferir gravemente a comunhão da Igreja, incorre-se em um cisma”, e solicita “àqueles que participam em outros espaços do canal, ainda que com a intenção de servir à evangelização, a deixar esta colaboração” e exorta aos “sacerdotes e religiosos que deixem todo tipo de apoio a este canal”. Além disso, proíbe a transmissão da Santa Missa pela emissora e pede que os fieis deixem de assisti-la.

Como se isso não bastasse, Mons. Pedro Mercado Cepeda, Vigário Judicial da Arquidiocese de Bogotá e Presidente do Tribunal Eclesiástico, tirando as consequências da declaração dos bispos, afirmou à agência de notícias Aciprensa que, “com sua irada resposta ao episcopado e seu contumaz rechaço ao Papa Francisco, o Dr. José Galat se colocou fora da comunhão da Igreja Católica”, estando, portanto, “excomungado”, não devendo “ser admitido aos sacramentos até dar mostras claras de arrependimento”.

Diante de uma reação tão clamorosa, cabem algumas considerações.

Por que os bispos nunca defenderam os papas anteriores, Bento XVI, João Paulo II e, inclusive, Paulo VI? Nunca se viu uma Conferência Episcopal tomar medidas tão drásticas contra um canal de televisão ou mesmo contra um teólogo, quando o assunto foi obediência ao Sucessor de Pedro. No Brasil, Leonardo Boff sempre foi o queridinho dos bispos. Quem esquecerá a rebelião promovida por episcopados inteiros (como ignorar a infame declaração de Winnipeg da Conferência Episcopal do Canadá?) contra Paulo VI, por causa da Humanae Vitae, ou as críticas ásperas de Benhard Häring ou do Cardeal Martini a João Paulo II e a Bento XVI no final de suas vidas?… Algum episcopado se manifestou? Nenhum!

Os que outrora criticaram abertamente os papas anteriores agora são bajulados pelos defensores de Francisco e, inclusive, por ele mesmo. Na 36a. Congregação Geral da Companhia de Jesus, o primeiro Papa jesuíta elogiou rasgadamente Bernhard Häring, como bem documenta a revista La Civiltà Cattolica. Em seu primeiro Angelus, ele também louvou publicamente o Cardeal Kasper, grande articulador de sua eleição e seu estreito colaborador em Amoris Laetitia. Kasper que, outrora, desafiava escancaradamente a autoridade de João Paulo II e do então Cardeal Ratzinger ao criticar de maneira contundente a declaração Dominus Iesus. Francisco também não economizou elogios ao maior antagonista de João Paulo II e Bento XVI, o Cardearl Carlo Maria Martini, arcebispo emérito de Milão, seu confrade jesuíta. Ultimamente, circulam rumores de que Francisco teria convocado Leonardo Boff, um de seus colaboradores em Laudato Si, para reparar as “injustiças” que o então Cardeal Joseph Ratzinger teria cometido contra ele. Parece que atacar o Papa não é algo tão reprovável assim, desde que o atacado não seja Francisco.

Aqueles que defenderam os papas anteriores e por eles perderam a fama, a honra, o prestígio, os bens, agora são considerados cismáticos pelo simples fato de criticarem os críticos daqueles mesmos papas, mas que, agora, estão no controle da Sé Apostólica. Como já é tradição, os progressistas pregam a libertação e a fraternidade como desculpa para perseguirem todos os seus opositores, praticando uma misericórdia seletiva, que exclui decididamente qualquer um que ouse pensar diferentemente deles. Em tempos nos quais os adúlteros são admitidos publicamente à comunhão eucarística numa cerimônia realizada exclusivamente para isso, o diretor de uma TV católica é excluído dos sacramentos por questionar Francisco. Em outras palavras, Papa Francisco seria mais importante que Cristo Eucarístico! Estaríamos diante de uma idolatria?

Toda a doutrina católica pode ruir. Parece que o único dogma existente na Igreja de hoje é não contrariar o Papa Bergoglio!

Mas, resta uma pergunta: por que uma reação tão desproporcional? A resposta parece estar no fato de que Galat tocou no tema tabu, naquele sobre o qual ninguém pode falar nada: a eleição de Francisco.

Deixando de lado a estranha renúncia de um papa que não renunciou ao título, à batina branca, ao nome, à residência no Vaticano, que afirmou que renunciava apenas ao “exercício ativo do ministério” (afirmação tão misteriosa que talvez nem ele mesmo tenho entendido), cujo secretário afirmou que “há um ministério expandido” e Bento continua a ser papa reinante simultaneamente com o outro, e tudo em circunstâncias enigmáticas em que parecem ter intervindo poderes extraeclesiais, fixemos nossa atenção brevemente na eleição de Francisco.

Na biografia autorizada de Papa Bergoglio, a jornalista argentina Elisabetta Piqué conta que ele foi eleito no quinto escrutínio do dia 13 de março de 2013, pois o quarto escrutínio do dia teria sido anulado (visto que, na contagem dos votos, havia uma cédula em branco a mais, que algum dos eleitores teria colocado por engano) e os cardeais teriam realizado imediatamente uma nova eleição (a quinta do dia, a terceira daquela tarde).

Acontece que a Constituição Universi Dominici Gregis, que regula o Conclave, estabelece que “se porventura, no apuramento dos votos, os escrutinadores encontrarem duas fichas dobradas de maneira tal que pareçam preenchidas por um único eleitor, e se em ambas figura o mesmo nome, elas contam por um único voto; se, pelo contrário, nelas figuram dois nomes diferentes, nenhum dos dois votos será válido; em nenhum dos casos, porém, será anulada a votação” (n. 69).

Ali se estabelece, também, que no primeiro dia do Conclave “haverá um só escrutínio; nos dias sucessivos, se a eleição não se fizer no primeiro escrutínio, deverá haver duas votações, tanto da parte da manhã como da tarde” (n. 63). O quinto escrutínio seria, então… ilegal?

Essas normas não são sem importância, pois, como afirma categoricamente o mesmo documento, “no caso de a eleição ser feita de uma forma diversa daquela prescrita na presente Constituição ou sem terem sido observadas as condições aqui estabelecidas, tal eleição é por isso mesmo nula e inválida, sem necessidade de qualquer declaração, e, portanto, não confere direito algum à pessoa eleita” (n. 76). Em seu livro Non é Francesco, Antonio Socci comenta longamente o problema.

Nem falemos sobre a máfia de St. Gallen, o grupo de cardeais que fez um bloco de resistência a Bento XVI e desde 2005 trabalhava pela eleição de Bergoglio, cuja chefia orgulhosamente foi confessada em plena televisão pelo Cardeal Danneels, da Bélgica.

Renúncia misteriosa, conclave irregular?… Por que tanto medo à crítica? Por que um silenciamento tão enérgico? Essa demonstração de força pode revelar, no fundo, uma fraqueza. Não seria esse o ponto fraco deste pontificado: a legitimidade? Talvez, José Galat nem sonhe com quem está mexendo…

Fato é que a verdade tende a aparecer. Pouco serve esconder o defunto no fundo do rio: numa bela manhã, o cadáver aparece.

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33 Comentários to “O “calcanhar de Aquiles” do pontificado de Francisco.”

  1. José Galat está passando por esses ataques porque esses sacerdotes modernistas hereges adoram ser radicais para proteger os escândalos. Esses modernistas hereges farão agora de tudo para proteger aquilo que é demoníaco…
    Por isso que com Bergoglio eles estão falando de excomunhão, afastamento etc.

  2. Os Bispos apelam para a unidade e punem em nome da unidade, mas esta “unidade”, atualmente, resume-se apenas a uma de relações clientelistas. Nenhum clérigo, nem o mísero sacristão caolho, manco e corcunda quer perder a boquinha, as prebendas e as prendas (cada um no seu nível de chupinhamento “eclesial”).

    Escritura? Magistério? Igreja? Povo? Que se danem!

    Se alguém diz que as coisas vão mal, que seja proscrito! Ele peca contra a unidade, mas… que unidade? Pois estava lendo ontem um artigo em que o autor, um ecumenômano, constata o preciso FATO de não se ter mais unidade de fé DENTRO da Igreja católica. Por isso, o “ecumenismo” precisa renunciar ao quesito “uma só fé” conforme postulava (ao menos retoricamente) a “Unitatis Desintegratio” do Vaticano II.

    “To many, it could seem naïve to hope that there could be the substantial level of unity in faith which would be required for full communion within a visibly united Church. Even within the one Catholic Church, it seems that one can encounter a variety of different opinions about matters of faith and morals. Not
    infrequently individual Catholics seem to have diffculty accepting the official teaching of the bishops. And if Catholics, whom we hopefully may presume have a respectful appreciation for the authoritative teaching of the living magisterium, still remain divided on some issues of faith and morals, how could one ever hope for unity of faith to be achieved between Catholics and other Christians, who are divided among themselves into so many autonomous communities, each of which may likely include an even wider range of diverse convictions than can be found in the Catholic Church?”

    E os que pensam que a coisa “tá ruim, mas tá bom” devem aguçar o ouvido para saber se é verdade ou não que, mais dia menos dia, Jorge Mario, o misericordioso, irá cassar o Summorum Pontificum:

    Vatican rumblings: Pope Francis aiming to end Latin Mass permission

    Por una cabeza…

    https://www.lifesitenews.com/news/vatican-rumblings-pope-francis-aiming-to-end-latin-mass-permission

  3. Esse artigo é um dos melhores,se não o melhor,que fala sobre o Pontificado de Francisco.Os dois pontos principais do texto falam exatamente a verdade,que é mais do que perceptível aos fiéis,mas que vira pecado quando passa ao Clero.A renúncia de Bento pode ser vista sob outras óticas,como,e.g.,a que apareceu não faz muito tempo,quando indícios apontavam para uma armação americana no governo de Barack Obama.O resultado jurídico do Conclave,i.e.,o de anulação de um quarto escrutínio,o que é ilegal,por si só é preocupante(já vi,inclusive,um certo senhor mover uma ação para anular o Conclave).Mas o mais verdadeiro é a papolatria demasiadamente exagerada do Clero,esses que,como foi exemplificado no texto,nunca nutrira nenhuma paixão igual para com o Papa,tanto que criticara Bento,João Paulo.No entanto,a maioria dos fatos evidencia que tal Pontificado está no seu respectivo apagar das luzes.

  4. Esse artigo está uma verdadeira bomba em termos de argumentos! Levantou o véu, tocou na ferida!
    Sugiro que, para alcançar as massas, alguém grave um vídeo com todos esses argumentos, pois certamente fará tremer as bases!!!

  5. Amém, que o cadáver apareça.
    Ótimo texto. Parabéns.

  6. Quando Francisco assumiu, brinquei com meu ex-chefe, argentino: até ontem eu era Católico, agora que elegeram um argentino para Papa eu tô fora; isso não vai dar certo!
    Mal sabia eu que, apesar da brincadeira, o que eu disse era uma profecia. Eu continuo católico, mas se essa informação “Ultimamente, circulam rumores de que Francisco teria convocado Leonardo Boff, …, para reparar as “injustiças” que o então Cardeal Joseph Ratzinger teria cometido contra ele” for verídica, eu realmente deixo de ser católico.. desisto!!! Só falta o papa-argentino dizer que ser comunista não é mais passivel de excomunhão.
    Oremos: meu Jesus amantíssimo, o senhor prometeu que as portas do inferno não venceriam; pela sua dolorosa paixão, intervenha, Senhor… não aguantamos mais ver a ação do demônio no seu corpo místico, a Santa e amada Igreja Católica!!!

  7. Essa condenação desproporcional do episcopado teve o mérito de nos informar onde estão as ‘colunas do templo’ bergogliano….

    “Sansão disse ao jovem que o guiava pela mão: “Ponha-me onde eu possa apalpar as colunas que sustentam o templo, para que eu me apóie nelas”.
    (…) Então Sansão forçou as duas colunas centrais sobre as quais o templo se firmava. Apoiando-se nelas, tendo a mão direita numa coluna e a esquerda na outra, disse: “Que eu morra com os filisteus! ” Então, ele as empurrou com toda a força, e o templo desabou sobre os líderes e sobre todo o povo que ali estava.”
    (Juízes 16:26,30)

  8. As esquerdas têm um comportamento muito nosso conhecido que utilizam a cada momento, das mais diversas modalidades para sempre se sairem bem de qualquer enrascada em que se envolvam, no esquema do “CHAME OS OUTROS DO QUE V É E ACUSE OS OUTROS DO QUE V FAZ , que o carniceiro Lênin instruía seus cupinchas com tanto ardor e interesse!
    Temos um exemplo no Brasil de um comportamento anti Galat, similar aos que o combatem, a saber, quando anos atrás, D Luiz Bergonzini denunciou Dilma e seu partido de terem como programa oficial de governo o aborto, embora ela se esquivasse verbalmente de o confirmar, mas em contrario, de tratar-se de uma cilada contra sua candidatura e, com toda boa intenção, ele arriscou em afirmar que “a CNBB também apoia essa censura e voto de desconfiança nessa candidata” e se deu mal, pois essa conferencia episcopal “católica” o desautorizou a falar em seu nome, porém, ele a retrucou e nem por isso deixou de manter o assedio!
    Que o Vaticano tem dado trelas à escoria da humanidade composta das esquerdas encarnadas nos maçons-comunistas-ONU-NOM, aos idem relativistas protestantes e aos truculentos e genocidas islamitas, a outros malfeitores, a conhecidos vilões da humanidade e a clérigos de péssimos comportamentos que seriam maçons infiltrados na Igreja, isso é obvio e ululante, representados por hereges e devassos de todos os naipes – só cego não percebe!
    Para se ter ideia das afirmações desses “diálogos” com os acima, que disse S Tomás de Aquino sobre Maomé, um trechinho apenas:
    … “Fica assim comprovado que os que lhe dão fé à palavra creem levianamente”.
    (Autor: São Tomás de Aquino. Suma contra los Gentiles. Livro I, Capítulo VI, Club de Lectores, Buenos Ayres, 1951, 321. p.76 e ss.).
    Ao heresiarca e bestial Lutero: “Cristo não tomou sobre si só uma condição humana geral, mas submeteu-se ao diabo e concorda com o diabo de alguma forma. Ele não assumiu só as culpas, como afirma a fé católica, mas também a disposição ao pecado.” (Beer: 55).
    Aguardemos o que sucederá quando o papa Francisco em breve for á Colombia, se haveriam trocas de farpas…

  9. Muito bom esse texto. Precisa ser traduzido para outras línguas e divulgado. Eu particularmente desconhecia essas ilegalidades que ocorreram no último conclave, e que foram apontadas por Socci, estou muito impressionado. O que me consola é que a Deus ninguém engana e diante dele nenhuma mentira permanece oculta. Então se isso for verdade, os envolvidos terão que prestar contas junto a Ele!

  10. Carta Abierta de Jose Galat al Papa Francisco. El plebiscito sobre los acuerdos de paz de 2016.
    https://

  11. Aqui está o vídeo com a resposta à Conferência Episcopal Colombiana:

  12. Excomungado por hereges excomungados? Impossivel….

  13. Caro Manoel Ribeiro, não desista, mesmo com tanta loucura dentro da Igreja. Como no tempo do Arianismo eles tem os templos nós a fé e isso basta.

  14. Em minhas conversas com as pessoas mais íntimas a mim eu sempre dizia: “Alguém grande precisa dizer alguma coisa. Mesmo os cardeais das ‘Dubia’ são por demais filiais e não falam em heresia e nem na possibilidade dela. É preciso que algum cardeal faça A Acusação.” Pois bem, quando eu dizia “alguém grande” referia-me justamente a altos prelados – já que entre nós leigos, e também entre padres, a possibilidade de heresia ou ilegalidade já é bem largamente cogitada. Alguns há que já tem certeza, de uma coisa ou de outra, ou de ambas.
    Agora vem a surpresa, até irônica.Galat, por falar através de um meio de comunicação tão potente e influenciador por seu alcance tornou-se ‘grande’.
    Um idoso, leigo, do fim do mundo como Francisco, frágil fisicamente mas forte em intelecto.
    Realmente, eu não esperava que viesse daqui (América Latina) um tal ‘grande’, tornar público esse ‘tabu’.

  15. Não pretendo ser aqui o “advogado do diabo”, como se diz na gíria popular, mas de facto, o programa o Dr. Galat talvez tenha ido longe de mais, não por questionar a legitimidade do pontificado de Francisco – uma atitude que me parece lícita, dadas as circunstâncias da sua eleição e principalmente por causa da sua deriva exótica – mas por concluir pela sua ilegitimidade. Não é ao cidadão comum que cabe declarar se um Papa é ou não legítimo, embora possa e deva chamar à atenção do público e da cúria para o que está em causa , assim como denunciar os escândalos e as heresias.

    Pessoalmente sinto-me à vontade para dizer isto porque sigo o programa há vários meses e cheguei a publicar várias das suas edições no meu próprio blogue. No entanto, deixei de publicar as edições mais recentes porque tenho reparado que eles passaram a assumir abertamente a ilegitimidade do Papa Francisco e isto fez-me retrair. Mesmo que as suas conclusões a este respeito acabem futuramente por se confirmar, parece-me uma grande ousadia assumi-lo logo à partida e desta forma, ou seja, publicamente, sem esperar pelas autoridades da Igreja competentes nesta matéria…

    Por outro lado, também estranhei – principalmente por se tratar de um programa televisivo dirigido por académicos ligados a uma universidade, neste caso a Universidad La Gran Colombia – alguma falta de rigor nas fontes utilizadas. Nomeadamente, há algumas semanas atrás deram por adquirido e comprovado que este é o verdadeiro 3.º Segredo de Fátima, que supostamente fora revelado não oficialmente durante o presente centenário das aparições:

    Este texto circula há anos na Internet, em particular em alguns meios sedevacantistas e apresenta vários elementos, tanto na forma como no conteúdo, que lhe conferem a sua mais que provável falsidade.

    Agora, é verdade que tudo isto causa um grande espanto. Concordo com a autora deste artigo porque também reparo que os bispos permanecem silenciosos perante todos os escândalos, muitos deles aparentemente incentivados pelo Papa Francisco ou justificados pelos seus ensinamentos, e depois os mesmos bispos não têm qualquer problema em acusar formalmente uma personalidade e uma instituição que, apesar de alguns excessos, têm mostrado uma genuína e urgente preocupação com preservação da verdadeira doutrina e da verdadeira Igreja, defendendo-as até do próprio Papa.

  16. “Na biografia autorizada de Papa Bergoglio, a jornalista argentina Elisabetta Piqué conta que ele foi eleito no quinto escrutínio do dia 13 de março de 2013, pois o quarto escrutínio do dia teria sido anulado (visto que, na contagem dos votos, havia uma cédula em branco a mais, que algum dos eleitores teria colocado por engano) e os cardeais teriam realizado imediatamente uma nova eleição (a quinta do dia, a terceira daquela tarde).”

    São citadas fontes que comprovem este fato? Afinal, o Conclave é secreto.

  17. Quem quiser um café com Galat, aqui está:

  18. O mais preocupante é ver paginas e “influenciadores católicos de facebook” – um termo impreciso, aliás – dizendo que Galat é um “dono de falso canal católico” etc. De fato, vejo que muitos se desconectam da realidade, tendo quase uma devoção fanática ao Papa – não ao papado – negando-se a ver os danos causados pela atuação de um clero corrupto e politicamente vendido e assim dragando muitos, sobretudo jovens, numa espiral de erro. Que Deus tenha misericórdia.

  19. Lembro-me de um texto do padre Juan Ceriani, escrito já há vários anos, destinado a combater a ideia de que os Papas a partir de João XXIII seriam anti-papas e, portanto, a Sé de Pedro estaria vacante desde outubro de 1958 até nossos dias. Dizem que o eleito naquele conclave foi o Cardeal Giuseppe Siri, mas os cardeais modernistas o forçaram a renunciar e, em seu lugar, elegeram o Cardeal Roncalli, que adotou o nome de João XXIII. Dom Luigi Villa dizia que essa história era verdadeira e muitos a consideram assim. Mas, um Papa legitimamente eleito não pode ser forçado a renunciar. Essa renúncia é inválida. É o que está na Lei da Igreja. Se o Cardeal Siri, após sua eleição ao Papado, foi forçado a renunciar, como poderia João XXIII ser Papa legítimo?
    Não tenho comigo no presente momento o texto do padre Ceriani, mas lembro-me também que, em apoio à idéia de que João XXIII e os Papas que lhe sucederam eram Papas verdadeiros, ele citou um discurso de Dom Marcel Lefebvre, no qual este dizia que, quaisquer que fossem os vícios de um conclave, a eleição do novo Papa passaria a ser válida no momento em que o conjunto dos fiéis católicos do mundo inteiro o aceitasse como Papa. Em outras palavras, segundo o que entendi, mesmo que um falso Papa fosse eleito através de uma trapaça, ele passaria a ser legítimo e verdadeiro Papa no momento em que fosse aceito como chefe da Igreja pelos fiéis católicos do mundo inteiro. Isso soa, a princípio, estranho (algo assim como “é o povo quem decide”), mas seria por causa do princípio de que os atos da Igreja têm de ser públicos.
    Não entendo de Leis eclesiásticas, mas parece que o princípio da publicidade dos pastores e dos atos da Igreja (permitam-me chamá-lo assim) tem precedência sobre quaisquer irregularidades que possam ocorrer dentro de um conclave – inclusive, se for o caso, a renúncia forçada de um Papa legitimamente eleito – as quais estão ocultas aos olhos dos fiéis. É o que somos levados a pensar.
    Seria por essa razão que não apenas Dom Lefebvre, mas também Dom Luigi Villa (o qual dizia ser verdadeira a eleição de Siri como Papa em 1958) jamais duvidaram da legitimidade dos Papas do Concílio e do pos-Concilio?
    E aqui aproveito para fazer uma pergunta: a renúncia forçada de um Papa legítimo só será inválida se for de conhecimento público? Será esse o entendimento que os juristas têm dessa Lei?
    Se for isso mesmo, então os modernistas encontraram uma maneira de torná-la sem efeito. Basta oculta-la dos fiéis.
    Pois bem: se aplicarmos essa regra à renúncia de Bento XVI e à eleição de Francisco, chegamos ao seguinte resultado: mesmo que a renúncia de Bento XVI tenha sido forçada, seu sucessor Francisco foi reconhecido como Papa pela esmagadora maioria dos católicos do mundo inteiro. Essa aceitação, segundo a regra mencionada por Dom Lefebvre, é suficiente para validar a eleição ao Papado. Portanto, não há que se falar em ilegitimidade de Francisco enquanto Papa.
    Todavia, gostaria de pedir ajuda ao Sr. Ferretti e aos demais irmãos, a fim de esclarecer esse ponto, que é bem espinhoso. Obrigado.

    • Se a aceitação da esmagadora maioria dos católicos fosse fator de legitimação, então no Grande Cisma do Ocidente o papa verdadeiro nunca deveria ter sido reconhecido, pois a maioria da Europa apoiava o antipapa.

  20. Caro Tiago, hoje em dia a Igreja sofre da síndrome de avestruz, ao ver o erro enfia a cabeça num buraco achando que com isso o problema esta resolvido, é melhor fazer de conta que ta tudo bem do que encarar os fatos.

  21. “Se um futuro Papa ensinar algo contrário à fé Católica, não o sigam.” (Beato Pio IX)

    São João Paulo II disse em Denver (USA), em 15/08/93:
    “Nós entramos no advento da 2ª vinda de Cristo e devemos preparar-nos, com a oração e o testemunho.”

    O então Cardeal Ratzinger , Prefeito da Congregação Para a Doutrina da Fé, em novembro de 1984, na entrevista a Revista “Gesú” disse:
    “Os fatos contidos neste terceiro segredo (à respeito do 3º Segredo de Fátima), correspondem ao que anuncia o Capítulo 24 de Isaías…”

    São Francisco de Assis – Profecia de 1225:
    “Haverá um Papa eleito não canonicamente que causará grande cisma, haverá pensamentos diversificados sendo pregados que causará muitos, até mesmo os de diferentes ordens, a duvidar, até mesmo, concordar com aqueles heréticos que vão causar divisão na minha Ordem, então haverá lá uma tal dissenção e perseguição universal que se aqueles dias não fossem abreviados até mesmo os eleitos seriam perdidos.”

  22. Correção.
    Onde está escrito: “João XXIII e os Papas que lhe sucederam” leia-se “e os Papas que o sucederam”.

  23. Debate W: José Galat y Camilo Chaparro
    https://


    Quase 89 anos. Judiação . Rezemos por ele.

  24. O simpático Dr. Hugo Verdera, em seu programa “O Compromisso do Leigo” (do Canal TLV1 da Argentina) também comenta o caso de José Galat:
    “Nesta nova transmissão de “O Compromisso do Leigo”, Hugo Verdera e Marcelo di Marco analisam o documento da Conferência Episcopal da Colômbia sobre o programa “Um Café com Galat” e marcam a sua própria posição, com a clareza habitual.”

  25. O apostolado “Como Vara de Almendro” ,defensor da linha wojtyłiana-ratzingeriana, emitiu um comunicado de apoio ao canal e ao Dr. Galat:

    ou…

  26. E a profecia de São Malaquias, onde a linhagem dos papas acabava em Bento XVI?
    E os dizeres de Bento XVI no sentido de que sua renúncia, talvez, teria encerrado o papado na configuração como o vimos nos últimos 2 mil anos?

  27. Caro Sr. Ferretti. Peço, por favor, publicar este texto em substituição ao que acabei de enviar. Obrigado.

    Prezado Rafael Soares,
    Você tem toda razão ao se referir ao Cisma do Ocidente – o qual começou quando os mesmos Cardeais que haviam eleito em Roma o Papa Urbano, reuniram-se depois na França e elegeram um antipapa francês sem que Urbano tivesse morrido nem renunciado.
    Só que esses fatos eram de conhecimento público.
    Mesmo que a maioria dos fiéis católicos reconhecesse indevidamente o antipapa francês como seu Pastor supremo, a eleição dele jamais poderia ser legitimada, pois havia, ao mesmo tempo, o Papa verdadeiro, reinante e com todos os poderes: Urbano.
    No entanto, o caso que o padre Ceriani considera em seu artigo é bem diferente. Trata-se de um único Papa apresentado ao mundo, e não de dois ou três. E o problema que ele levanta é este: e se esse Papa tiver sido eleito através de uma trapaça no Conclave, a qual permanece oculta aos fiéis? E se o Cardeal Siri tiver mesmo sido eleito Papa naquele conclave de 1958 e logo depois foi forçado a renunciar, sendo eleito João XXIII no lugar dele? É, então, que padre Ceriani cita as palavras de Dom Lefebvre. Segundo este, quando a maioria dos católicos aceita o novo Papa (o único que lhes é apresentado) isso é suficiente para legitimar a eleição, ainda que tenham ocorrido irregularidades dentro do Conclave.
    Claro que na eternidade os culpados dessas irregularidades não escaparão da Justiça Divina.

  28. Caro Sr. Ferretti,

    Localizei o artigo do padre Juan Ceriani e aproveito a ocasião para corrigir um erro que cometi ao menciona-lo de memória. Errei ao dizer que a eleição de um Papa, mesmo que haja no conclave uma trapaça oculta aos olhos dos fiéis, é legitimada quando há a aceitação do eleito pela maior parte dos católicos do mundo. O correto é: quando há a aceitação unânime do eleito por parte dos Cardeais e do clero romano. As palavras de Dom Lefebvre lembradas por padre Ceriani são estas:
    “O afastamento dos Cardeais de mais de 80 anos e os conciliábulos que prepararam os dois últimos Conclaves não tornam inválida a eleição desses Papas: inválida é afirmar demais, porém sim, eventualmente duvidosa. Mas a aceitação unânime do fato, posteriormente à eleição por parte dos Cardeais e do clero romano, basta para validar a eleição. Esta é a opinião dos teólogos.”
    (Os dois últimos conclaves mencionados aqui por Dom Lefebvre foram os que elegeram os Papas João Paulo I e João Paulo II)
    Para o artigo na íntegra, aqui está o link:
    http://www.montfort.org.br/bra/cadernos/religiao/lefevbre-roma/