Foto da semana.

IBP Aparecida

Aparecida, 29 de julho de 2017: Dom Fernando Guimarães, Arcebispo do Ordinariato Militar do Brasil, celebra Missa Pontifical na Basílica Velha, por ocasião da peregrinação do Instituto do Bom Pastor a Aparecida.

No dia seguinte, domingo, o arcebispo concelebrou, no rito de Paulo VI, na Basílica Nova, com Dom Fernando Rifan, bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney. Para surpresa de muitos, em Missa imediatamente anterior, na mesmíssima Basílica do Santuário Nacional, o atual arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, fez comentários acerca do que chamou de “tradicionalismo”, palavras que foram interpretadas como uma indireta indelicada aos bispos e aos fiéis ligados à Missa Tradicional que naquele final de semana acorriam ao santuário.

Créditos da imagem: Almeida Rocha /@salvemariasm

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15 Comentários to “Foto da semana.”

  1. Esta foto,particularmente,me traz 3 reflexões:
    1-Não era a Missa de Pio V que afugentava as pessoas,que deixava a Igreja ultrapassada,que fazia com que a mesma perdesse fiéis?O que vejo é uma basílica repleta.
    2-Não era a Missa em latim que fazia com que as pessoas perdessem interesse por ela?O que vejo são pessoas que participam fiel e piamente do Rito.Ora,não é preciso muito esforço para ver pessoas sonolentas nas Missas de Paulo VI celebradas no altar-mor do Santuário Nacional.
    3-O zelo litúrgico que com certeza fora aplicado durante essa Missa,falta nas demais Missas presididas nesta e na outra Basílica.Outra vez,não é preciso munir-se de esforço para presenciar incontáveis abusos litúrgicos perpetrados pelos missionários redentoristas.

  2. A perseguição aos fiéis ligados à Santa Missa tradicional é explícita; sequer são sutis em seus ardis demoníacos. No domingo de manhã, dia 30, fiéis de Volta Redonda e Nova Iguaçu, atendidos por igrejas da ADM Apostólica, fizeram uma peregrinação à Aparecida para assistir a Santa Missa Tridentina que seria celebrada no Porto do Itaguaçu, às 10h da manhã. Enquanto um padre rezava à Missa, um outro, muito piedoso, pretendia atender confissões do lado de fora da capela. Reunindo-se ali um número considerado de fiéis para se confessarem, um segurança da Basílica, de maneira inesperada, pediu para que todos saíssem dali e disse ao padre que ele não tinha autorização para dar confissões naquele local, somente no local oficial, dentro da Basílica — que demora horrores e você é obrigado a assistir 30 minutos de catequese sobre o sacramento antes da confissão, mesmo não tendo interesse. Na mesma manhã de domingo, às 8h, Dom Fernando Rifan também havia celebrado na capela. Era esperado, por uma questão de boa vizinhança e respeito, que ao menos tivessem um pouco de decência e deixassem um pobre padre dar confissões aos fiéis. Foi um evento constrangedor e revoltante.

  3. Dom Orlando, quem lhe conhece nao fica surpreso. Na sua diocese se multipilicaram os abusus liturgicos. Porque nao gosta dos “tradicionalistas”? (i.e. verdadeiros Catolicos)? Simplemente porque a verdade lhe incomoda. Poque nao mudar entao? ainda tem chance.

  4. Agradeço ao Fratres pela divulgação dessa (infeliz) homilia do bispo de Aparecida. Eu que fiz a “denúncia” desse fato no post sobre a visita do prelado de Campo a uma loja maçônica. Fico feliz em colaborar com o site, mesmo que indiretamente.

  5. Dom Orlando Brandes logo será Cardeal, em virtude da Sé de Aparecida, e como sabe do “pragmatismo” do atual Romano Pontífice em premiar ou privar os metropolitas mais importantes do orbe católico do barrete vermelho, o disparate soa mais como um agrado ao patrão que necessariamente uma alfinetada em outros bispos. Seria ótimo se os bispos “tradicionalistas” retribuíssem a gentileza, mas o único bispo brasileiro capaz disso é dom Tomás de Aquino Ferreira da Costa.

  6. É emocionante ver uma missa católica ser celebrada em uma basílica católica lotada de fiéis. Os progressistas ficaram revoltados, como bem demonstra a homilia de Dom Orlando Brandes no culto luterano, ops, na missa celebrada momentos antes.

  7. “Dom Orlando, quem lhe conhece não fica surpreso.” Realmente. Eu, que o conheço, só estou esperando a proliferação em Aparecida de missas “sertanejas”, “japonesas”, “afros”, “de cura e libertação”, que é só o que se encontra na mal tratada Arquidiocese de Londrina, após 10 anos de desgoverno dele (e também dos outros infelizes que o antecederam…).

    • E pelo jeito continuará assim,haja vista que a Missa de Posse–aliás o arremedo de Missa–do novo Arcebispo de Londrina,foi uma completa aberração litúrgica.E o prelado de Aparecida estava lá,concelebrando,gozando das “inovações do Concílio”.

  8. Nenhuma surpresa. Dom Orlando PROIBIU a Missa Tridentina em Londrina, mesmo após ter solicitado parecer ao canonista da Diocese, que informou que o Bispo não poderia proibir a Missa. Em alto e bom som, ouvido de meus próprios ouvidos: “enquanto eu for Bispo desta Igreja, aqui não terá esse tipo de Missa.”

    • Leonardo, não sabia que ele proibiu a missa tridentina em Londrina. Talvez isso explique as palavras virulentas dirigidas aos fiéis tradicionalistas. Como em Aparecida ele não pôde proibir a missa tridentina, para não entrar em conflito aberto com outros bispos, não quis deixar de dar uma alfinetada nesses grupos.

  9. É, está mais difícil ser um católico sério neste país que torcer pro meu amado Tricolor Paulista na zona de degola do Brasileirão. Moldado na fé piedosa e leve de Romeiros de Aparecida -todos os meus saudosos quatro avós -, muito já me afastei e me reaproximei da Igreja por conta de vaidades e divisões internas. Sem querer, hoje acabei conhecendo este blog e após algumas horas de ininterrupta navegação desejo acessá-lo com a assiduidade que o tempo permitir. Parabéns pelo conteúdo apresentado de forma aprofundada e equilibrada. Espero que meus filhos não tenham as mesmas dificuldades que tive para, com a intercessão de Maria Imaculada, seguir Nosso Senhor Jesus Cristo. São incontáveis as distrações, tanto na liturgia quanto na condução das homilias, que até pessoas um pouco mais experimentadas na fé sentem dificuldades para se concentrar, única e exclusivamente, no Mistério Pascal. Como se já não bastasse o barulho de tanta turbulência política, que há mais de uma década assola este país, fiéis menos interessados em milagres ao toque do caixa ou outras novidades ainda devem aguentar tudo calados. Será que um rebanho constituído pela frieza dos números e não pelo calor da pessoa é o querido pelo Mestre na Santíssima Trindade? Grato por apresentarem de forma menos enviesada como pensam os tradicionalistas.

  10. Pude participar, por total providencia divina, desta Missa na basílica velha. Foi algo impressionante… A própria Missa de Dom Rifan na basílica nova foi de bastate clareza… quanta verdade… O que me espanta não é a represália, desmedida, contra os grupos de fiéis afeiçoados à Forma Antiga, é de se esperar até mesmo. Mas o que me espanta, são as pequenas batalhas pela mesma causa que acontecem isoladas. No mesmo dia da Peregrinação do IBP, a Adm. Apost fez sua romaria no ano mariano e pelos seus 15 anos (cerca de 10 onibus de suas paróquias). Na mesma hora em que o IBP celebrava na Basilica Antiga, a Adm. celebrava no Porto Itaguacu, neste final de semana foram, pelo menos, 5 missas na Forma Antiga, mas os que celebraram ficaram em seus grupinhos. Parece-me que enquanto ficarmos fazendo as contas de causas passadas, não daremos passos para as causas urgentes que Nosso Senhor nos apresenta hoje, não teremos a astucia de que fala Nosso Senhor de fazer a nossa periferia ser vista e ouvida.

    • Edson, não são “causas passadas”. A degradação do tradicionalismo na Administração Apostólica é uma realidade crescente desde que dom Fernando virou a casaca e aceitou a desgraça conciliar.

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