Sacerdotes enredados na teia do mundo.

Por Hermes Rodrigues Nery – FratresInUnum.com: A síndrome de pânico do Pe. Fábio de Mello lembra talvez a síndrome de Peter Pan, que afetou Michael Jackson.

Assim como Jackson se tornou “prisioneiro do sucesso” e foi vítima do sistema que o produziu, o “Fabinho da mamãe” teve de reconhecer não suportar mais viver o papel do padre Fábio de Mello. Uma pergunta intrigante: por que Thriller foi o álbum mais vendido da história, com conteúdo tão aterrorizante?

O que vemos como efeito de sacerdotes enredados na teia da indústria cultural aí está: Pe. Marcelo Rossi buscando superar a depressão, Fábio de Mello com medo do papel que representa.

Tudo isso evidenciando a gravíssima crise atual da Igreja, quando muitos querem despí-la de sua verdadeira identidade católica.

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31 Comentários to “Sacerdotes enredados na teia do mundo.”

  1. Texto curto, claro, correto. É urgentemente necessário que se difunda uma visão psicocibernética do psiquismo. Complementada com moderno conhecimento das mensagens genéticas( o texto escrito por Deus em código genético, definindo o ” design” básico humano) , e situando este sistema biológico auto regulável/auto reprodutor que é o ser humano em um Campo que também tem suas anisomorfias e anisodromias descritas de modo análogo/fractal nos atuais modelos sobre os campos eletro magnéticos e gravitacionais. Nada fora do que São Tomaz de Aquino explicitou( o ser humano foi criado por Deus segundo parâmetros definidos, não é livre para mudar al bel prazer suas estruturas e apetites,e sua vida tem uma hierarquia de propósitos inatamente definida por Deus, tornar-se plenamente humano é conhecer e buscar o exato Sentido da Vida, onde o sim é sim, o não é não). Os dois ditos padres( sem julgamento transcendente sobre o grau de liberdade nas suas ” errôneas tomadas de decisões existenciais vitais) vivem uma vida dupla, ambivalente, contraditória, tentando servir a dois senhores, ou servindo de fato um só senhor, OS SEUS ” SI MESMOS” INFLADOS DE ORGULHO E SENSUALIDADE, e FINGINDO SOCIALMENTE serem adeptos do Credo e da Tradição Legítima da Igreja, por interesses imediatistas, egoístas. Tratar do assunto com enfoque de ” software” superior desarmônico, por decisões impróprias nas questões cosmovisionais vitais, por mau uso do livre arbítrio ( realidade funcional para a qual somos, desde o início, programados na mente e na alma), pode ser útil para alcançar almas em conflito, desviadas pelo acúmulo de programações ADQUIRIDAS inadequadas, provindas da mídia e DOS PASTORES DESVIADOS DE TODOS OS GRAUS,, almas tornadas PRECONCEITUOSAS contra as quase perfeitas formulações clássicas do Catolicismo , explicitadas desde as Escrituras e os textos dos Primeiros Patriarcas e Santos. Finalizando, e aparentemente fora do contexto: padres cantores, cristãos progressistas, TL, militantes do C.V II, são manifestações da mesma praga, que é psicopática, dissocial e herética, desvios e desregulações nos ” debulhamentos” em programas do Algoritmo Secção Áurea( em sua definição matemática clássica).

  2. A fama e o dinheiro destes citados não podem carregar toda a culpa. Existem centenas de irmãos Padres e irmãs Freiras que vivem em consultórios psiquiátricos e a base de remédios controlados ou entregue aos vícios. O Concílio Vaticano II cumpriu muito bem sua função de destruir a essência e a identidade da vocação religiosa sem propor nada melhor para substituir o que havia. Hoje o homem está diluído e com vergonha de se assumir seguidor de Jesus Cristo. Vejamos o próprio Papa: na vossa opinião ele quer mais aparecer diante das câmeras como um homem tolerante ou como um católico convicto? Não podemos estranhar quando o mundo celebra uma Freira cantando “Like a Virgin” ou um Padre com uma foto como se ele fosse um “Meigo Cachorrinho”. Se o chefe está com vergonha de ser quem é por que eu não posso me fantasiar também? Eles não queriam a Igreja da fantasia? Conseguiram, ela está aí, dando seu show. O nome dela é Vaticano II.

  3. Será mesmo que ele está com síndrome do pânico?
    Eu tenho síndrome do pânico e não consigo ficar em um ambiente que tenha mais do que três pessoas contando comigo. Um set de filmagem, Criança Esperança ou boate seriam algo impensáveis para mim.

    • Maxwell, seu questionamento é muito pertinente! Como você expressou em seu próprio testemunho, síndrome do pânico é algo muito grave. Eu faço mesmo questionamento que você: será que o Pe. Fábio de Melo tem síndrome do pânico mesmo? Como ele consegue fazer shows com uma doença tão grave? Será que o diagnóstico está certo? Será que ele não está com uma doença menos grave, talvez uma fobia/ansiedade social em grau mais brando/leve?

    • Concordo contigo, Maxwell.
      Definitivamente, ele não está com síndrome de pânico.
      Eu superei esse trauma após perdoar o bandido que me roubou a moto, além de me balear.
      Graças a Deus, consegui superar doença que se traduz na seguinte frase:
      “O medo de ter medo”.
      Somente com oração, psicólogo, apoio da família, perdão e tempo… é possível a cura definitiva desse mal do século. Para Deus, nada é impossível.
      Vou rezar para todas as pessoas que sofrem as consequencias dessa calamidade.
      Conte com as minhas orações, Maxwell.
      Deus está no comando.
      Quem reza, não tem medo do futuro e quem jejua vence o mal (disse Nossa Senhora Rainha da Paz em Mediugórie).
      Saudações cristãs!

  4. E, talvez com a nossa pretensão de ter respostas para tudo, nos achemos com autoridade suficiente para apontar o problema de fundo. Esse tipo de análise, bastante rasa por sinal, mostra que, para defender nossos interesses e visão de Igreja, não sejamos capazes de perceber algo que possivelmente é a situação de muitos sacerdotes e religiosos. Estou concordando com o modus vivendi de Pe. Fábio de Melo ou com seus discursos? Não. Mas me solidarizo com sua dor e, sobretudo, me atrevo a dizer que foi corajoso em mostrar aspectos da sua humanidade. Pela posição que ocupa, possivelmente teria sido muito mais fácil esconder tudo isso em nome da preservação de sua imagem. Além do mais, reconhecidamente ele expõe a face do sacerdócio que muitos não querem e até rejeitam enxergar: a face humana. Debaixo das vestes, batinas e hábitos, ainda que sob a unção do carater sacerdotal, estão homens que estão propensos aos males dos nossos tempos. Longe de viver um humanismo barato, não vejo dificuldade em aceitar que é preciso, por vezes, se debruçar sobre o sofrimento alheio e, se eu nao puder fazer nada para ajudá-lo, contemplar aquele instante de dor. Talvez a análise do Prof. Hermes seja muito precisa e necessária. Mas para outros momentos e situações e talvez aplicada aos mesmos personagens. Contudo, é necessário saber se compadecer da dor do próximo e não urgir em dar respostas a todos os problemas. Um pouco menos de pretensão não faz mal a ninguém.

    • Desculpe discordar, prezado Hugo, no que tange à sua opinião (divulgação do problema). Figuras públicas têm certas obrigações que não temos nós, anônimos. Muito mal comparando, e se S. M. Elisabete II viesse a público comentar todos os prováveis dissabores que teve ao longo de sua vida de obrigações pesadíssimas…? E se o Santo Padre, o Papa, Bento XVI fizesse o mesmo? E se… etc etc etc.

      Pessoas públicas infelizmente têm que “fazer das tripas coração” e sorrir na foto.

      Agora, é verdade que ambos os padres merecem ser tratados com misericórdia e caridade e que todos precisamos de conversão.

  5. Lendo a *”Resposta à carta aberta do pe Fabio de Melo”, e pelo seu conteúdo com certas posições nada ortodoxas, e todas as vezes que já tivemos oportunidade de o ouvir, pareceria alguém que tentaria conciliar a fé católica muito exigente com o mundo liberal-modernista e nessa resposta, só de imediato em seu começo ele admite a “evolução do dogma”, além de ser favorável às esquerdistas CEBs-TL da CNBB, frei Beto “um homem fabuloso” etc.” relativistas, concluir-se-ia tratar de uma pessoa possuidora de uma mente nebulosa.
    Compartilhava de entregas de casas e shows do PT, muito chegado ás causados glbtistas e nas “direções espirituais” a que de propósito assisti mesclava psicologia, fé e mundanismo exibido na nada confiável carismatista **Canção Nova – a qual foi ou continua até ás raias de permitir de ***”danças em frente ao SS Sacramento”, as quais estão se espalhando!…
    Pe Fabio de Melo nos recorda outro similar, Pe Reginaldo Manzotti que tanto “evangeliza” por aí, como na Radio América lá de BH e apoia E Macedo da IURD(PRB-PT) e Chico Xavier, “o iluminado, repleto de dons, portanto, o Buda tupiniquim”!…
    Pe Marcelo Rossi com as S Missas profanadas com histeria geral a “baldes de água benta no povo” é outro similar, no mesmo caminho, vítima que foi de depressão, como o Pe Fabio de Melo, e comentam que estaria no presente até enfermo!
    Rezemos pelos milhares ou milhões de seguidores dos acima e doutros midiáticos similares, dignos de dó por crerem nesses falsos profetas!
    “Ora, meus irmãos, é possível que uma figueira produza azeitonas ou uma videira, figos? Assim, também, uma fonte de água salgada não pode jorrar água doce. Cultivemos a sabedoria dos céus”. Ti 3,12.
    A depressão do Pe Fabio de Melo etc. resultariam dessa tentativa de promover um mix de cristianismo, modernismo e ideologia, o resto já que pode imaginar o resultado = confusão mental, depressão e outras mais, piores ainda.
    É o brilhante prof Hermes Nery valendo mais que CNBB no quesito evangelização!
    * Encontrável na net.
    ** Familiares meus deixaram de contribuir com ela.
    *** http://blog.missadesempre.com/2008/05/dana-diablica-da-cano-nova-est-se.html

    • Prezado Isaías, outro padre que inspira preocupação em seu zelo em “evangelizar” é o Pe. Reginaldo Manzoti. Ora sabemos, como diz São Bento em sua regra, que há um zelo bom e um zelo mau. As respostas que o Pe. Manzotti deu em um programa de televisão foram uma vergonha. Mostram bem que tipo de zelo move esse sacerdote. Além do mais, na minha opinião. o Pe. Manzotti, tem um perfil mais de padre diocesano do que de padre carismático. Eu não vejo ele como um verdadeiro padre carismático. Se bem que os padres carismáticos brasileiros misturam muita psicologia e parapsicologia em seu ministério carismático… o que é de se lamentar.

    • Nessas comunidades acontecem verdadeiras heresias. Já presenciei Padres como este e não dançando como os outros, ele ainda disse que eu não deveria ficar escandalizada, pois era uma homenagem ao altíssimo. Graças a Deus encontrei a missa tridentina e isso me despertou uma vontade de me aprofundar na verdadeira fé. Aqui em Brasília muitas missas são verdadeiras aberrações.

  6. Nossa eu pensava que na frente do Reis dos Reis os joelhos deveriam se dobrar? esse vídeo deve ser falso, não pode ser católico, parece dança do candomblé.

  7. Em primeiro lugar, vejo o Pe. Marcelo Rossi como uma pessoa bem intencionada, quero dizer, alguém que recebeu o sacramento da Ordem com reta intenção. Digo isso, com base em uma entrevista, que vi com ele e, nessa entrevista, ele demonstrava buscar a Deus com coração sincero. Partilho o link da entrevista.
    https://youtu.be/oKj31oEKT-4
    Por outro lado, sabemos que o Pe. Marcelo fazia das missas um show. Uma vez, alguns anos atrás, ouvi um padre na internet comentando sobre a depressão do Pe. Marcelo Rossi. Na opinião desse padre, a depressão do Pe. Marcelo era um castigo pelos abusos litúrgicos que ele cometia na missa. Ora não é um absurdo supor que a depressão do Pe. Marcelo seja um castigo por ele ter feito da missa um show. Mas, infelizmente, isso toca em outra questão que é o modo como os carismáticos entendem a liturgia. Infelizmente, a bem da verdade, os carismáticos brasileiros não entendem de liturgia. Nesse sentido, o Pe. Marcelo é um pouco vítima da visão de liturgia que ele recebeu dentro do movimento carismático; valendo ressaltar também que o movimento carismático no Brasil ganhou características bem peculiares devido a modismo e cacoetes culturais brasileiros; em outros lugares do mundo, o movimento carismático é diferente do Brasil, sendo, inclusive respeitoso, das normas litúrgicas. O movimento carismático em si é bom; são as manias culturais brasileiras que estragam o movimento carismático no Brasil.

  8. O senhor Hugo Toshio foi brilhante em sua análise.
    Concordo em gênero ,número e grau.
    Parabéns…

  9. Mais preciso impossível.

  10. Sobre a síndrome do pânico
    Síndrome do Pânico – sintomas, prevenção e tratamento

  11. O apontamento acima foi um comentário feito no facebook, mas que talvez se torne num artigo mais adensado. É preciso que nos fortaleçamos na oração, rezando inclusive pelo nosso clero, especialmente pelos que sofrem enfermidades ou mesmo nas dificuldades do cotidiano, com o olhar sempre compassivo, com a convicção de que aonde não chegamos, Deus chega. Sim, todos nós estamos sujeitos a crises e vulnerabilidades, por isso, enquanto católicos, precisamos também nos fortalecer na oração, em busca da coerência de vida, seja sacerdote, pai de família, no trabalho, etc. Para isso, a oração diária, os sacramentos da Penitência e da Eucaristia são imprescindíveis.

    • Prof. Hermes, fico ansioso na espera de um novo artigo do senhor, mais adensado sobre o drama que esses dois referidos sacerdotes estão passando. Como são figuras muito conhecidas no Brasil, é uma excelente oportunidade, ao meu ver, de se abordar temas relacionados como: 1- qual é o papel do sacerdote? 2 – o sacerdote pode ser um showman? 3 – a RCC tem cumprido o seu papel no Brasil? 4 – Por que a RCC se caracteriza por tantas manias culturais no Brasil? São algumas sugestões que gostaria de fazer ao senhor no desenvolvimento de seu artigo. No mais, uma opinião pessoal minha, participar da missa no Brasil, tem sido algo bem difícil, dado os vários tipos de abusos litúrgicos com os quais as missas são celebradas no Brasil. Esses abusos não invalidam a missa, mas tornam muito difícil tirar algum proveito espiritual das mesmas.

  12. Anos atrás, uma parente disse que ficava escandalizada com as calças indecentemente justas (palavras dela) de Fábio de Melo. Argumentei que devia ser falta de orientação dada por seu bispo. Anos depois, fiquei surpresa ao vê-lo comandando programa em que supostamente orienta outros, e pude constatar o samba do crioulo doido do seu raciocínio herético. Avalio que, mais do que maturidade, falta verdadeira conversão ao padre periquito, àquele que usa chapéu branco de caubói e ao vaidoso seguidor de modas Fábio de Melo (exibindo-se no Snapchat em vez de aproveitar o tempo alimentando sua vida de oração) para serem integralmente padres.

  13. Obrigado Alex, pelas sugestões! Que Deus o abençoe sempre, com a família!

    • Amém, Prof. Hermes! Fico contente de saber que o senhor gostou das sugestões. Deus o abençoe e à sua família também!

  14. Se me permitem, partilho mais uma entrevista com o Pe. Marcelo Rossi. Esta é mais antiga, parece ser do ano de 2013. Ele fala de alguns problemas de saúde que ele estava enfrentado.
    https://youtu.be/L83GgcSnC8Q
    A outra entrevista que eu partilhei em um comentário acima é mais recente; parece que é deste ano de 2017.

  15. “Ai de vós, doutores da lei, que tomastes a chave da ciência, e vós mesmos não entrastes e impedistes aos que vinham para entrar.”
    Quem não está comigo, está contra mim; quem não recolhe comigo, espalha.”
    (São Lucas, 11)
    Quando Jesus admoestava os fariseus e doutores da lei, o fazia por bem; concedia-lhes uma nova oportunidade de reconciliação com Deus, rezo e espero que esses “modernos doutores da lei” possam produzir verdadeiros frutos do arrependimento e juntar novamente com Cristo…

    • Não é sobre transformar em moralizante o discurso sobre a Síndrome do Panico e também não se trata de “psiquiatrizar” processos próprios da vida espiritual e tão pouco espiritualizar patologias psiquiátricas, mas no mundo atual, mesmo que não percebamos, se prolifera o que a Tradição Cristã chamou há muito tempo de acídia. Palavra quase desconhecida e que infelizmente foi substituída por “preguiça”. Quem nunca ouviu falar que a preguiça é um pecado capital? No nosso contexto contemporâneo, traduzir acídia como preguiça transformou a noção de um grande mal em um sonho, afinal quem não quer poder sentar despreocupadamente no sofá da sala, abrir uma boa cerveja e assistir ao jogo do seu time? Igualamos o mal da acídia com a preguiça, especialmente a do tipo físico. Mas acídia não tem nada a ver com “sombra e água fresca”, simples preguiça ou falta de esforço físico, como foi popularmente entendida. A acídia é fundamentalmente uma tristeza, uma tristeza ácida – daí o nome – que resiste às exigências do amor, e por isso mesmo sente aversão e tristeza pelo amor, pelo belo e bom.

      Praticamente todas as pessoas terão de enfrentar a acídia em suas vidas, mas nem todas as pessoas enfrentarão quadros psiquiátricos ou psicológicos clínicos. Mas a realidade é que um tende a ocasionar o outro. Por isso, por mais que se ao falar de acídia corra-se o risco de tornar o assunto “moralizante”, quando o seu conceito é devidamente reconhecido, ao invés de um amontoado de juízos de ordem moral sobre a pessoa, ele tende a ser uma porta de entrada para restaurar a possibilidade desta pessoa escolher aquilo que é bom, é um convite para uma vida abundante. Reconhecer o mal que nos aflige é essencial para reconhecer e clamar pelo bem que nos é necessário.

      A acídia tem muitas filhas: o desespero, a melancolia, a curiosidade, a insatisfação, o medo, o tédio, a imprudência e tantas outras entre as quais duas são completamente opostas: a preguiça e o ativismo. Por isso, substituir acídia por preguiça é completamente desproporcional e empobrece o seu significado tendo em vista, sobretudo para a análise do homem contemporâneo, que as filhas da acídia ligadas ao ativismo são uma fonte de infelicidade constante em nosso cotidiano. E embora esta palavra não seja mais utilizada, isso não significa que a realidade tornou-se obsoleta, apenas deixamos de percebê-la.

      Mas é só experimentar um tempo consigo mesmo, silenciar-se e olhar só pra si para que provavelmente, depois de um tempo incrivelmente curto, se sinta profundamente entediado. Temos pouco de nós para oferecer a nós mesmos! Estamos cada vez mais vazios, quase nunca vivemos a partir do que é de dentro e é propriamente nosso. Aceitamos que nossa vida é realmente alimentada de fora e que raramente podemos assumir e viver da profundidade e da riqueza que existe em nós. E ao nos sentirmos “ninguém”, nos refugiamos nas ocupações e colocamos nosso desespero interior numa pressa sem fim, numa procura de autoafirmação, na busca de excitações, de impressões, de riquezas… mas enquanto o corpo está em movimento a alma se aprisiona. E logo encontramos tédio também na coisas espirituais, até mesmo fugindo delas, por não encontrarmos as consolações e satisfações que encontramos nas coisas sensíveis. Desejamos que Deus queira as coisas que queremos. Fugimos das coisas mais difíceis e nos ocupamos tremendamente daquilo que satisfaça as nossas vontades. Deixamos para trás o caminho da perfeição, que consiste na abnegação da nossa própria vontade e gosto por amor a Deus, para buscar o gosto e sabor do que nos agrada procurando satisfazer mais a nossa vontade do que a vontade de Deus.

      A acídia hoje não está mais tão próxima do sentido do “devagar” e da “preguiça”, pelo contrário, se mascara do “depressa”, de muitas ocupações e atividades, que mesmo unidas a uma grande boa vontade, podem estar mal direcionadas. O que nós perdemos com a acídia não é somente tempo, mas também as condições que atraem o amor. Perdemos a sensibilidade, perdemos a vida.

      O antídoto da acídia talvez se apresente para nós hoje através de outra palavra estranha: diligência. Pelo dicionário, diligência é também definida como “presteza em fazer alguma coisa”, e por isso acabou tornando-se significado de rapidez. Mas na realidade a diligência está mais perto do “devagar”, se considerarmos que seu significado primeiro é oriundo da palavra latim diligere que significa amar.

      Para São Josemaria Escrivá quem é diligente “aproveita o tempo, que não é apenas ouro, é glória de Deus! Faz o que deve e está no que faz, não por rotina nem para ocupar as horas, mas como fruto de uma reflexão atenta e ponderada. Por isso é diligente. O uso normal desta palavra – diligente – evoca-nos a sua origem latina. Diligente vem do verbo diligo, que significa amar, apreciar, escolher algo depois de uma atenção esmerada e cuidadosa. Não é diligente quem se precipita, mas quem trabalha com amor, primorosamente”.

      E a vida, para comunicar a diligência, deve ser vivida contra essa desintegração do homem e das relações insensíveis à vida que ditam freneticamente o nosso cotidiano a ponto de renunciarmos de uma forma estupidamente egoísta a nossa nobreza de sermos filhos de Deus. Neste sentido, a acídia acaba por significar que o homem não que ser o que Deus quer que ele seja chegando ao ponto de deixar de ser quem ele realmente é.

  16. Parabéns Prof.Hermes pelo palavras claras ,que sirvam de alerta para muitos Bispos que talvez dormem e não vêem como se comportam seus sacerdotes,Concordo com muitos dos comentarios nos quais relatam as entrevistas do Pe. Fabio e outras aberrações nada católicas de outros padres da mesma linha….! Eu faço e acredito que tem muitos que também reza pelo clero,mas, cada um deles tem que fazer o mesmo,caso contrário não serão beneficiados!!!! Nossa senhora de La-Sallete rogai pelos sacerdotes enfieis!!!!!

  17. 1. Bem feito
    Bem feito a esse péssimo padre! Deus é Bom! Corrige ainda quando é tempo. Assim me vejo quando estou sendo castigado. Sei bem quando isso ocorre – e o porquê. E uma “agorafobiazinha” é mais que pertinente a uma alma com vícios de vaidade – sob o pretexto de bem intencionado. Que ele enxergue isso e saia dessa vida mundana e vá viver em algum mosteiro, em clausura, se penitenciando por todos os males que fez.

    2. Desconfio
    Se bem que essa doença – mais que providencial, seja verdadeira – vá servir de pretexto para continuar seus desmandos naquela Rede de TV que passa o dia inteiro fazendo o mal, propagando as mais maledicências do mundo pós moderno. É como se ele, o padre doente, desse tácita chancela a esses males. Descuidando de si: se expondo frequentemente as ocasiões de pecado – será ele imaculado? – e expondo mais as mulheres, que gostam desse tipo de homem – tipo ridículo -, a pecarem por pensamento.

    3. Sobre a acídia
    Muito bem lembrado, coopveritatis. Como o modernismo fez tanto para que sociedades e civilizações hodierna fossem desacopladas inteiramente das verdades conhecidas pelas gerações passadas! Daquilo que era corriqueiro entre as pessoas. Seguem, abaixo, links que rapidamente tirei da internet que são ótimos trabalhos para aqueles que querem fazer uma reflexão para saber se estão em pecado capital da acidia, ordem espiritual, ou é doença, ordem material. Ou ambos: espiritual e psicológico. Para aqueles que vão ler e assistir conseguirão fazer bem esse discernimento. E aí escolher bem um bom médico: um diretor espiritual e, depois das indicações do diretor espirital, um psiquiatra.

    4. Links
    https://www.youtube.com/watch?v=teh8gzGWFwE (vídeo do Padre Paulo Ricardo com fontes mencionadas)
    http://www.hottopos.com/videtur28/ljacidia.htmhttp ( um outro vídeo mais completo do Padre Paulo Ricardo)
    https://www.youtube.com/watch?v=qqg4u0Fgk_o (excelente texto de um professor metodista Jean Lauand – em memoria do filosofo católico Josef Pieper – com base na obra de Santo Tomas e outras referencias católicas – autores – sobre a acídia)

    5. São os pecados capitais demonios?
    Segundo o teólogo bispo alemão Peter Binsfeld estudioso em demologia,sim. Mas esse assunto já deve está mais que explorado por santos, doutores, papas e aprovados pelo sagrado magistério da Igreja. Falo isso porque não estudei sobre o assunto.Ouvi de um teólogo. Sendo assim, me parece bastante razoável, dizer que esta era – pós moderna, jaz sob um desse príncipes do mal – o demônio luxuria. Não deixando de as civilizações hodiernas ainda escravizadas pelo outro seis pecados capitais. Deve haver por aí literatura e estudo bastante e até tratados que esgotam o tema. Acaso não, fica a sugestão ou indicações.

    6. Do texto do professor Jean Lauand – link acima
    “A acídia – como João Damasceno deixou claro (De fide II, 14) – é uma certa tristeza, daí que Gregório (Mor. 31, 45) por vezes empregue a palavra “tristeza” em lugar de “acídia”. Ora, o objeto da tristeza é o mal presente, como diz João Damasceno (De fide II, 12). Ora, assim como há um duplo bem – um que é verdadeiramente bem e outro que é um bem aparente, pelo fato de que é bom só segundo um determinado aspecto (pois só é verdadeiramente bem o que é bom independentemente deste ou daquele determinado aspecto particular) -, há também um duplo mal: o que é verdadeira e simplesmente mal e o mal relativo a um certo aspecto, mas que – para além desse particular aspecto – é, pura e simplesmente, bom.

    Portanto, como são louváveis o amor, o desejo e o prazer referentes a um bem verdadeiro, e reprováveis, se referentes a um bem aparente, que não é verdadeiramente bem; assim também o ódio, o fastidio e a tristeza em relação ao mal verdadeiro são louváveis, mas em relação ao mal aparente (mas que em si mesmo é bom) são reprováveis e constituem pecado.

    Ora, a acídia é o tédio ou tristeza em relação aos bens interiores e aos bens do espírito, como diz Agostinho a propósito do Salmo (104, 18): “Para a sua alma, todo alimento é repugnante”. E sendo os bens interiores e espirituais verdadeiros bens e só aparentemente podem ser considerados males (na medida em que contrariam os desejos carnais) é evidente que a acídia tem por si caráter de pecado. (De Malo, questão 11 – A acídia. Artigo 1 – “Se a acídia é pecado”)”
    —-
    7. Para ilustrar o vicio capital da acídia
    Trago aqui algo para ilustra bem o que é esse pecado com exemplos das Sagradas Escrituras.
    Após Deus ter destruído as cidades de Sodoma e Gomorra, a mulher de Lot olhou para trás, tendo se transformado numa coluna de sal(Gn 19:26). Ou seja, o sal é alusão às lágrimas, por conseguinte ao choro. Então uma coluna de tristeza – paralisada na tristeza – por sentir saudades da vida mundana e pecadora que levara naquelas cidades.

    8.Outra ilustração tirada das Sagradas Escrituras em São Lucas 9
    Quando Nosso Senhor ensina aos seus discípulos sobre essa tentação – a acídia.
    “61.Um outro ainda lhe falou: Senhor, seguir-te-ei, mas permite primeiro que me despeça dos que estão em casa.
    62.Mas Jesus disse-lhe: Aquele que põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o Reino de Deus.” (https://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-lucas/9/)

    Despeço-me, antes agradecendo a Deus por fazer esta reflexão, dirigindo-a para mim, antes de acusar alguém, e ao site pela a oportunidade, mesmo que não seja publicado.

    ps.: Havendo algum erro grave, por caridade corrigir.

    • Agradeço ao professor Hermes pelo excelente e excepcional trabalho que vem realizando, sempre disposto a expor os erros que tanto destroem as famílias brasileiras. Parabéns, professor.

  18. A respeito do Pe. Fábio de Melo, alguns meses atrás, ele deu algumas declarações escandalosas sobre o seu comportamento quando ele era seminarista. Vejam!

    Padre Fábio de Melo revela que pulava muro do seminário para ‘namorar muito’
    http://istoe.com.br/padre-fabio-de-melo-revela-que-pulava-muro-do-seminario-para-namorar-muito/

    Fábio de Melo quase abandonou a batina por uma paixão, revela biografia
    http://istoe.com.br/padre-fabio-de-melo-revela-que-pulava-muro-do-seminario-para-namorar-muito/

    Diante de fatos como esses, é de se suspeitar da autenticidade da vocação desse padre. Além disso, o problema pelo qual ele está passando mostra que algo não vai bem em sua vida.

  19. Ainda sobre o Pe. Fábio de Melo.

    Biografia revela que Fábio de Melo quase desistiu de ser padre por causa de uma paixão ‘íntima e real’

    https://extra.globo.com/famosos/biografia-revela-que-fabio-de-melo-quase-desistiu-de-ser-padre-por-causa-de-uma-paixao-intima-real-20477938.html

    Diante de um fato desses, como não perguntar: será que o Pe. Fábio de Melo tinha vocação mesmo?