Papa Francisco: excertos do livro onde ele diz tudo.

Por Jean-Marie Guénois, Le Figaro, Paris, 31/08/2017 | Tradução: Hélio Dias Viana – FratresInUnum.comO Figaro Magazine publica longos excertos de uma próxima obra do Papa Francisco. Um livro de diálogos abertos, cheios de surpresas.

Engajamento pelos migrantes – “O próprio Jesus foi um refugiado, um imigrante.”

Dominique Wolton: O senhor disse em Lesbos, em janeiro de 2016, uma coisa bela e inusual: “Somos todos migrantes, e somos todos refugiados.” No momento em que as potências europeias e ocidentais estão se fechando, o que dizer além desta magnífica frase? O que fazer?

Papa Francisco: Há uma frase que eu disse, e que as crianças migrantes portavam em suas camisetas: “Eu não sou um perigo, estou em perigo.” Nossa teologia é uma teologia de migrantes. Porque nós todos o somos desde o chamado de Abraão, com todas as migrações do povo de Israel, inclusive o próprio Jesus era um refugiado, um imigrante. E depois, existencialmente, pela fé, nós somos migrantes. A dignidade humana implica necessariamente ‘estar a caminho’. Quando um homem ou uma mulher não está a caminho, é uma múmia. É uma peça de museu. A pessoa não está viva.

(…) Dominique Wolton: Um ano e meio após o senhor pronunciar essa frase em Lesbos, a situação piorou. Muitas pessoas admiraram o que o senhor disse, mas depois, nada. O que o senhor diria hoje?

Papa Francisco: O problema começa nos países de onde vêm os migrantes. Por que eles deixam suas terras? Por falta de trabalho, ou por causa da guerra. Estas são as duas principais razões. A falta de trabalho, porque eles foram explorados – penso nos africanos. A Europa explorou a África… Não sei se podemos dizê-lo! Mas algumas colônias europeias… sim, elas a exploraram. Li que um Chefe de Estado africano eleito recentemente teve como seu primeiro ato de governo submeter ao Parlamento uma lei de reflorestamento de seu país – a qual, aliás, foi promulgada. As potências econômicas do mundo tinham cortado todas as árvores. Reflorestar. A terra está seca por ter sido muito explorada, e não há mais trabalho. A primeira coisa que deve ser feita, como eu disse perante as Nações Unidas, no Conselho da Europa, em toda parte, é encontrar fontes de criação de emprego e investir nelas. É verdade que a Europa também deve investir internamente. Porque também aqui há um problema de desemprego. A outra razão das migrações são as guerras. Podemos investir, as pessoas terão uma fonte de trabalho e não precisarão sair, mas se houver guerra, elas precisarão fugir. Agora, quem faz a guerra? Quem dá armas? Nós.

“A Europa, neste momento, tem medo. Ela se fecha, fecha, fecha…”

Papa Francisco: Creio que a Europa se tornou uma “vovó”. Quando eu gostaria de ver uma Europa-mãe. Em termos de nascimentos, a França está no topo dos países desenvolvidos, com, acredito, mais de 2%. Mas a Itália, em torno de 0,5%, é muito menor. O mesmo vale para a Espanha. A Europa pode perder o senso de sua cultura, de sua tradição. Pensemos que é o único continente que nos deu uma riqueza cultural tão grande, e isso eu enfatizo. A Europa deve se reencontrar retornando às suas raízes. E não ter medo. Não ter medo de se tornar uma Europa-mãe. (…)

Dominique Wolton: Qual é a sua principal preocupação e principal esperança em relação à Europa?

Papa Francisco: Eu não vejo outros Schumann, eu não vejo outros Adenauer…

Dominique Wolton: (risos) No entanto, há o senhor. E outros…

Papa Francisco: A Europa, no momento, tem medo. Ela se fecha, fecha, fecha… (…) Além do mais, a Europa é uma história de integração cultural, multicultural muito forte, como você diz. Desde sempre. Os lombardos, nossos lombardos de hoje, são bárbaros que chegaram há muito tempo… E então tudo se misturou e nós temos nossa cultura. Mas qual é a cultura europeia? Como eu definiria hoje a cultura europeia? Sim, ela tem importantes raízes cristãs, é verdade. Mas isso não é suficiente para defini-la. Existem todas as nossas aptidões. Essas aptidões para integrar, para receber os outros. Há também a linguagem na cultura. Em nossa língua espanhola, 40% das palavras são árabes. Por quê? Porque eles estiveram lá durante sete séculos. E deixaram a sua marca. (…)

“A identidade argentina é miscigenada, sempre me senti um pouco assim”

Dominique Wolton: No que o senhor se sente argentino? No que consiste a seu ver a identidade argentina?

Pape Francisco: Na Argentina existem nativos. Temos povos indígenas. A identidade argentina é mista. A maioria dos argentinos é o resultado da miscigenação. Porque as ondas de imigração foram misturadas, misturadas e misturadas… Penso que a mesma coisa aconteceu nos Estados Unidos, onde ondas de imigração misturaram as pessoas. Os dois países são bastante semelhantes. E eu, eu sempre me senti um pouco assim. Para nós era absolutamente normal ter na escola várias religiões juntas. (…) Alguns países conseguiram integrar os imigrantes em suas vidas. Mas outros, por duas ou três gerações, transformaram-nos em “objetos”, nos guetos. Sem integração.

A Igreja e a sociedade

“As religiões não são subculturas”

Papa Francisco: O Estado laico é uma coisa saudável. Há uma laicidade saudável. Jesus disse que é preciso dar a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. Nós somos todos iguais perante Deus. Mas acredito que em alguns países como a França, essa laicidade tem uma coloração muito forte herdada do Iluminismo, que constrói um imaginário coletivo no qual as religiões são vistas como uma subcultura. Eu creio que a França – é a minha opinião pessoal, não a oficial da Igreja – deveria “elevar” um pouco o nível de sua laicidade, no sentido de que deveria dizer que as religiões também fazem parte da cultura . Como expressar isso respeitando a laicidade? Através da abertura à transcendência. Todos podem encontrar sua forma específica de abertura. Na herança francesa, o Iluminismo pesa demais. Compreendo esse legado da história, mas é uma tarefa pendente ampliá-lo. Há governos, cristãos ou não, que não admitem a laicidade. O que significa um estado laico “aberto à transcendência”? Que as religiões são parte da cultura, que não são subculturas. Quando se diz que não se devem usar cruzes visíveis ao redor do pescoço ou que as mulheres não precisam usar isso ou aquilo, é uma estupidez. Porque ambas as atitudes representam uma cultura. Aquele leva a cruz, o outro leva outra coisa, o rabino leva a kipá, e o papa leva o solidéu! (risos) … Eis a laicidade saudável! O Concílio Vaticano II fala muito bem disto, com muita clareza. Eu acredito que há exageros sobre esses assuntos, especialmente quando a laicidade é colocada acima das religiões. As religiões não seriam parte da cultura? Seriam subculturas?

“Escolher o caminho da castidade”

Papa Francisco: Renunciar à sexualidade e escolher o caminho da castidade ou da virgindade constitui uma vida inteira consagrada. E qual é a condição sem a qual esse caminho morre? É que esse caminho conduz à paternidade ou à maternidade espiritual. Um dos males da Igreja são os sacerdotes “solteirões” e as irmãs “solteironas”. Porque eles estão cheios de amargura. Por outro lado, aqueles que chegaram a essa paternidade espiritual, seja através da paróquia, da escola ou do hospital, estão indo bem… E é a mesma coisa para as irmãs, porque elas são “mães” (…) É uma renúncia voluntária. A virgindade, masculina ou feminina, é uma tradição monástica que precede o catolicismo. É uma procura humana: renunciar [ao casamento] para buscar Deus na origem, para a contemplação. Mas uma renúncia deve ser uma renúncia fecunda, que conserva uma espécie de fecundidade diferente da fecundidade carnal, da fecundidade sexual. Mesmo na Igreja existem sacerdotes casados. Todos os sacerdotes orientais são casados, isso existe. Mas a renúncia ao casamento para o reino de Deus é um valor em si. Significa renunciar para estar ao serviço, para melhor contemplar.

“Se um padre é abusador, é alguém doente”

Papa Francisco: Antes se transferia o padre, mas o problema se transferia com ele. A política atual é a que Bento XVI e eu criamos através da Comissão para a Proteção de Menores, fundada há dois anos aqui no Vaticano. Proteção de todos os menores. É para fazer tomar consciência do que é esse problema. A Igreja mãe ensina como prevenir, como fazer uma criança falar, de modo que ele diga a verdade aos pais, conte o que está acontecendo, etc. É um caminho construtivo. A Igreja não deve tomar uma posição defensiva. Se um padre é um abusador, é alguém doente. De quatro abusadores, dois foram abusados quando eram crianças. Estas são estatísticas dos psiquiatras.

“O casamento é entre um homem e uma mulher”

Papa Francisco: O que pensar do casamento entre pessoas do mesmo sexo? O “casamento” é uma palavra histórica. Sempre na humanidade, e não apenas na Igreja, é um homem e uma mulher. Não se pode mudar isso assim, ao bel-prazer… (…) Não se pode mudar isso. Essa é a natureza das coisas. Elas são assim. Chamemos, pois, isso de “uniões civis”. Não brinquemos com as verdades. É verdade que por trás disso existe a ideologia de gênero. Nos livros também, as crianças aprendem que se pode escolher o sexo. Porque o gênero, ser uma mulher ou um homem, seria uma escolha e não um fato da natureza? Isso favorece este erro. Mas digamos as coisas como elas são: o casamento é entre um homem e uma mulher. Esse é o termo preciso. Chamemos a união do mesmo sexo de “união civil”.

“A ideologia tradicionalista”

Papa Francisco: Como cresce a tradição? Cresce como cresce uma pessoa: através do diálogo, que é como a amamentação para a criança. Diálogo com o mundo que nos rodeia. O diálogo faz crescer. Se não dialogarmos, não podemos crescer, permanecemos fechados, pequenos, um anão. Não posso contentar-me em caminhar com viseiras de cavalo, tenho que olhar e dialogar. O diálogo faz crescer, e faz crescer a tradição. Dialogando e ouvindo outra opinião, eu posso, como no caso da pena de morte, da tortura e da escravidão, mudar o meu ponto de vista. Sem mudar a doutrina. A doutrina cresceu junto com a compreensão. Esta é a base da tradição.

(…)

Pelo contrário, a ideologia tradicionalista tem uma fé assim (faz o gesto de alguém com viseiras), a bênção deve ser dada assim, os dedos durante a missa devem ser assim, com as luvas, como era antes… O que o Vaticano II fez da liturgia foi realmente uma coisa muito boa. Porque abriu o culto de Deus ao povo. Agora, o povo participa.

Muçulmanos: “Eles não aceitam a reciprocidade”

Dominique Wolton: E sobre o diálogo com o Islã, não seria necessário pedir um pouco de reciprocidade? Não há liberdade real para os cristãos na Arábia Saudita e em alguns países muçulmanos. É difícil para os cristãos. E os fundamentalistas islâmicos assassinam em nome de Deus…

Papa Francisco: Eles não aceitam o princípio da reciprocidade. Alguns países do Golfo também estão abertos e nos ajudam a construir igrejas. Por que eles estão abertos? Porque têm trabalhadores filipinos, católicos, indianos… O problema na Arábia Saudita é realmente uma questão de mentalidade. Com o Islã, no entanto, o diálogo está progredindo bem, porque, eu não sei se você sabe, mas o Imam de Al-Azhar veio nos visitar. E haverá uma reunião lá: irei. Eu penso que lhes faria bem fazer um estudo crítico do Alcorão, como fizemos com nossas Escrituras. O método histórico e crítico de interpretação fá-los-á evoluir.

Os desafios da Igreja

“A Igreja é o povo, não os bispos, o papa, os padres”

Papa Francisco: Há os pecados dos líderes da Igreja, que não têm inteligência ou se deixam manipular. Mas a Igreja não é os bispos, os papas e os sacerdotes. A Igreja é o povo. E o Vaticano II disse: “O povo de Deus, em seu conjunto, não erra”. Se você quer conhecer a Igreja, vá a uma aldeia onde se vive a vida da Igreja. Vá a um hospital, onde há tantos cristãos que vêm ajudar, leigos, irmãs… Vá à África, onde encontramos tantos missionários. Eles queimam suas vidas lá. E fazem verdadeiras revoluções. Não para converter, é em outra época que se falava de conversão, mas para servir.

“O que mais me atrai na Igreja: sua santidade fecunda, ordinária”

Papa Francisco: Há tanta santidade. É uma palavra que eu quero usar hoje na Igreja, mas no sentido da santidade diária, nas famílias… E esta é uma experiência pessoal. Quando falo dessa santidade comum, que eu chamei da outra vez de “classe média” da santidade… você sabe o que isso me evoca? O Angelus de Millet. É o que me vem à mente. A simplicidade desses dois camponeses que rezam. Um povo que reza, um povo que peca e depois se arrepende de seus pecados. Há uma forma de santidade oculta na Igreja. Há heróis que partem em missão. Vocês, franceses, fizeram muito, alguns sacrificaram suas vidas. Isto é o que mais me atrai na Igreja: sua santidade fecunda, ordinária. Essa capacidade de se tornar santo sem ser notado.

“Há um grande perigo de se condenar apenas a moral abaixo do cinto”

Papa Francisco: Mas nós, católicos, como ensinamos a moralidade? Não se pode ensiná-la com preceitos como: “Tu não podes fazer isso, tu deves fazer isso, tu deves, tu não deves, tu podes, tu não podes.” A moral é uma consequência do encontro com Jesus Cristo. É uma consequência da fé, para nós católicos. E para os outros, a moral é uma consequência do encontro com um ideal, ou com Deus, ou consigo mesmo, mas com a melhor parte de si mesmo. A moral é sempre uma consequência.

Dominique Wolton: A mensagem mais radical da Igreja desde sempre, a partir do Evangelho, é de condenar a loucura do dinheiro. Por que essa mensagem não está sendo ouvida?

Papa Francisco: Nunca acontece? Mas porque alguns preferem falar de moral nas homilias ou nas cátedras de teologia. Há um grande perigo para os pregadores, que é o de cair na mediocridade. De não condenar senão [as violações] à moral – peço desculpas – “abaixo do cinto”. Mas dos outros pecados, que são os mais graves, o ódio, a inveja, o orgulho, a vaidade, matar o outro, tirar a vida… não se fala tanto assim.

“Pode-se dar a comunhão aos divorciados?”

Papa Francisco: (…) há o que eu fiz depois dos dois sínodos, Amoris laetitia… É algo claro e positivo, que alguns com tendências muito tradicionalistas combatem dizendo que não é a verdadeira doutrina. A respeito das famílias feridas, digo no oitavo capítulo que existem quatro critérios: acolher, acompanhar, discernir as situações e integrar. E essa não é uma norma fixa. Isso abre uma via, um caminho de comunicação. Perguntaram-me imediatamente: “Mas pode-se dar a comunhão aos divorciados?”. Eu respondo: “Fale, então, com o divorciado, converse com a divorciada, acolham, acompanhem, integrem, discirnam!” Infelizmente, nós sacerdotes, estamos acostumados com normas fixas. Com padrões fixos. E é difícil para nós “acompanhar no caminho, integrar, discernir, elogiar”. Mas a minha proposta é essa. (…) O que realmente acontece é que se ouve as pessoas dizerem: “Eles não podem comungar”, “Eles não podem fazer isso e aquilo”: a tentação da Igreja está aí. Mas não, não e não! Esse tipo de proibições é o que se encontra no drama de Jesus com os fariseus. O mesmo! Os grandes da Igreja são aqueles que têm uma visão que vai além, aqueles que compreendem: os missionários.

“Cada padre pode doravante absolver um aborto”

Papa Francisco: Durante o Jubileu da Misericórdia houve o fato de estender o poder de absolver o pecado do aborto a todos os sacerdotes. Atenção, isso não significa banalizar o aborto. O aborto é grave, é um pecado grave. É o assassinato de um inocente. Mas se há pecado, devemos facilitar o perdão. Então, no final, decidi que essa medida seria permanente. Cada sacerdote agora pode absolver esse pecado.

Dominique Wolton: Sua posição aberta e humanista suscita oposições na Igreja Católica.

Papa Francisco: Uma mulher [que abortou e] que tem uma memória física da criança, porque é frequente o caso, e que chora, que chora há muitos anos sem ter a coragem de ir ver o padre… quando ouviu isso que eu disse… você percebe quantas pessoas respiram finalmente?

“Tenho medo de rigidez”

Papa Francisco: Atrás de cada rigidez há uma incapacidade de se comunicar. E eu sempre encontrei… Tome esses sacerdotes rígidos que temem a comunicação, tomem os políticos rígidos… É uma forma de fundamentalismo. Quando encontro uma pessoa rígida, e especialmente um jovem, eu digo a mim mesmo que ele está doente. O perigo é que eles buscam segurança. Eu lhe conto a este respeito uma anedota. Quando eu era mestre de noviços, em 1972, acompanhava-se durante um ou dois anos os candidatos que queriam entrar na Companhia. (…)

Lembro-me de um deles, que se via um pouco rígido, mas que tinha grandes qualidades intelectuais e que eu achava de muito bom nível. Havia outros, muito menos brilhantes, a cujo respeito eu me perguntava se passariam. Eu pensava que eles seriam recusados, porque tinham dificuldades, mas eventualmente foram admitidos porque tinham essa capacidade de crescer, de ter sucesso. E quando o exame do primeiro aluno chegou, [os examinadores] disseram imediatamente não.

“Mas por quê? Ele é tão inteligente, ele é cheio de qualidades.

“— Ele tem um problema – explicaram-me –, ele é um pouco empolado, um pouco artificial sobre certas coisas, um pouco rígido.

“— E por que ele é assim?

“— Porque não tem segurança de si mesmo.”

Sente-se que esses homens pressentem de modo inconsciente que são “doentes psicologicamente”. Eles não sabem, eles o sentem. E vão, portanto, procurar estruturas fortes que os defendam na vida. Eles se tornam policiais, se alistam no exército ou na Igreja. Instituições fortes, para se defenderem. Eles fazem bem o seu trabalho, mas uma vez que se sentem seguros, inconscientemente a doença se manifesta. E sobrevêm então os problemas. E eu perguntei: “Mas, doutora, como se explica isso? Eu não compreendo bem.” E ela me deu esta resposta: “O senhor nunca se perguntou por que há policiais torturadores? Esses rapazes, quando chegaram, eram rapazes valentes, bons, mas doentes. Então eles ficaram confiantes de si mesmos e a doença começou.” Eu tenho medo da rigidez… Prefiro um jovem desordenado, com problemas normais, que se irrita… porque todas essas contradições o ajudarão a crescer.

Confidências pessoais

“Minha mãe… e as pequenas noivas”

Dominique Wolton: (…) Qual é o papel das mulheres em sua vida?

Papa Francisco: Pessoalmente, agradeço a Deus por ter conhecido verdadeiras mulheres na minha vida. Minhas duas avós eram muito diferentes, mas ambas eram mulheres verdadeiras. Eram mães, trabalhavam, eram corajosas, passavam o tempo com seus netos… Mas sempre com essa dimensão da mulher… (…) Também havia minha mãe. Minha mãe… Vi minha mãe sofrer, após o último parto – houve cinco – quando contraiu uma infecção que a deixou sem poder andar por um ano. Eu a vi sofrer. E vi como ela conseguiu evitar desperdiçar qualquer coisa. Meu pai tinha um bom trabalho, era um contador, mas seu salário apenas nos permitia chegar ao fim do mês. E eu vi essa mãe, a maneira como ela enfrentava os problemas um após o outro… (…) Era uma mulher, uma mãe. E também as irmãs… É importante para um homem ter irmãs, muito importante. Depois, havia as namoradas da adolescência, as “pequenas noivas”… Estar sempre em contato com as mulheres enriqueceu-me. Eu aprendi, mesmo na idade adulta, que as mulheres veem as coisas de maneira diferente dos homens. Porque em face de uma decisão a tomar, em face de um problema, é importante ouvir ambos.

“Uma mulher me ensinou a pensar sobre a realidade política. Ela era comunista.”

Dominique Wolton: O senhor conheceu mulheres, depois da infância e da adolescência, que o marcaram?

Papa Francisco: Sim. Há uma que me ensinou a pensar sobre a realidade política. Ela era comunista.

(…) Dominique Wolton: Qual era o seu primeiro nome?

Pape Francisco: Esther Ballestrino de Careaga.

Dominique Wolton: Ela ainda está viva?

Papa Francisco: Não… Durante a ditadura, ela foi “pfftt…”, morta. Ela foi capturada no mesmo grupo que duas irmãs francesas, estavam juntas. Ela era química, chefe do departamento onde eu trabalhava, no laboratório bromatológico. Era uma comunista do Paraguai, do partido que lá se chama Febrerista. Lembro-me que ela me fez ler a condenação à morte dos Rosenberg! Ela me fez descobrir o que havia por trás dessa condenação. Ela me deu livros, todos comunistas, mas ensinou-me a pensar sobre a política. Eu devo tanto a essa mulher. (…) Foi-me dito uma vez: “Mas você é comunista!” Não. Os comunistas são os cristãos. São os outros que roubaram a nossa bandeira!

A mim, nada me causa medo”

Dominique Wolton: Suas origens latino-americanas e sua formação jesuíta lhe dão os meios para viver as coisas de maneira diferente?

Papa Francisco: Um exemplo que me vem à mente, mas não sei como expressá-lo: sou livre. Sinto-me livre. Isso não significa que eu faça o que eu quero, não. Mas eu não me sinto preso em uma gaiola. Em uma gaiola aqui, no Vaticano, sim, mas não espiritualmente. Eu não sei se é isso… Para mim, nada me causa medo. Pode ser inconsciência ou imaturidade!

Dominique Wolton: Ambas!

Papa Francisco: Mas sim, as coisas se passam assim, faz-se o que se pode, toma-se as coisas como elas vêm, evita-se fazer certas coisas, algumas caminham, outras não… Isso pode ser superficialidade, eu não sei. Não sei como chamá-lo. Eu me sinto como um peixe na água.

Eu consultei uma psicanalista judia”

Papa Francisco: (…) Em certo momento da minha vida tive necessidade de consultar. Eu consultei uma psicanalista judia. Durante seis meses, fui à casa dela uma vez por semana para esclarecer certas coisas. Ela era muito boa. Muito profissional como médica e psicanalista, mas sempre permaneceu em seu lugar. E então, um dia, quando ela estava prestes a morrer, ela me chamou. Não para os sacramentos, uma vez que era judia, mas para um diálogo espiritual. Uma pessoa muito boa. Durante seis meses, ela me ajudou muito, eu já tinha na época 42 anos.

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21 Comentários to “Papa Francisco: excertos do livro onde ele diz tudo.”

  1. Sempre os tradicionalistas… o mundo está indo montanha abaixo (nos mais diversos sentidos), mas o que mais incomoda alguns são sempre os tradicionalistas (que por sinal estão com suas igrejas lotadas, ao contrário de outros grupos).

  2. Meu Deus.

  3. “Chamemos a união do mesmo sexo de “união civil”.”
    Que absurdo é esse? Como um papa pode dizer isso, admitindo que são lícitas essas uniões? Onde ele vai parar? Basta de ignorar o Evangelho!

  4. “A Igreja é o povo, não os bispos, o papa, os padres”
    Papa Francisco: Há os pecados dos líderes da Igreja, que não têm inteligência ou se deixam manipular. Mas a Igreja não é os bispos, os papas e os sacerdotes. A Igreja é o povo. E o Vaticano II disse: “O povo de Deus, em seu conjunto, não erra”. Se você quer conhecer a Igreja, vá a uma aldeia onde se vive a vida da Igreja. Vá a um hospital, onde há tantos cristãos que vêm ajudar, leigos, irmãs… Vá à África, onde encontramos tantos missionários. Eles queimam suas vidas lá. E fazem verdadeiras revoluções. Não para converter, é em outra época que se falava de conversão, mas para servir.”
    Igualzinho aos 6,40′ em diante, D José Maria Pires, aquele da TL e do PACTO DAS CATACUMBAS, amicíssimo do bem aventurado dos santuarios vermelhos D Hélder, idem adepto do neo empossado ideologista, modernista e relativista “DEUS-POVO” – o novo legislador desse mundo – alíás recentemente falecido, confiram: https://www.youtube.com/watch?v=H895tIIDO5w&t=93s.
    “Há um grande perigo de se condenar apenas a moral abaixo do cinto”
    Papa Francisco: Mas nós, católicos, como ensinamos a moralidade? Não se pode ensiná-la com preceitos como: “Tu não podes fazer isso, tu deves fazer isso, tu deves, tu não deves, tu podes, tu não podes.” A moral é uma consequência do encontro com Jesus Cristo. É uma consequência da fé, para nós católicos. E para os outros, a moral é uma consequência do encontro com um ideal, ou com Deus, ou consigo mesmo, mas com a melhor parte de si mesmo. A moral é sempre uma consequência”
    Esses trechos acima e mais similares que seriam do “inverta-se” dispensam comentarios – são eloquentes por si mesmos de o proprio papa Francisco revelando-se.

  5. Assassinos, torturadores e escravagistas. Eis o que ele pensa de nós.
    Não consegui ler inteira essa joça, revirou meu estômago.

  6. Em uma palavra: escandaloso.

  7. Bom, a pessoa que o ensinou a pensar sobre realidade política era uma comunista. Nada mais precisa ser dito. A tal fumaça aludida por Paulo VI deve ter entorpecido os cardeais no último conclave.

  8. Como exigir que sintamos com o Papa se o Papa não sente com a Tradição. Ele faz o que pode e o que não pode para se descolar da História e da Tradição da Igreja. É como se ele não precisas se delas. Tudo o que até hoje foi refletido, discutido e escrito não significam nada porque a experiência no arcebispado de Buenos Aires suplanta tudo e todos. Isso é arrogância ou o quê?

  9. O comunismo o “ensinou” a realidade política. Mas que beleza, hem?!

  10. Quando encontro uma pessoa rígida, e especialmente um jovem, eu digo a mim mesmo que ele está doente. O perigo é que eles buscam segurança. (…) Quando eu era mestre de noviços, em 1972, acompanhava-se durante um ou dois anos os candidatos que queriam entrar na Companhia. Lembro-me de um deles, que se via um pouco rígido, mas que tinha grandes qualidades intelectuais e que eu achava de muito bom nível. E quando o exame do primeiro aluno chegou, [os examinadores] disseram imediatamente não. (…)Eu tenho medo da rigidez… Prefiro um jovem desordenado, com problemas normais, que se irrita… porque todas essas contradições o ajudarão a crescer.
    Francisco tem a famosa “mentalidade revolucionária”, sobre a qual tanto já foi escrito. Ele enxerga o mundo de forma diversa, invertida. O bom é mau, o mau é bom. Ele quer mudar tudo, porque tudo está errado e ele – apenas ele – sabe o que é correto. Não por acaso, ele desrespeita protocolos, tradições, costumes, o direito canônico, distorce as Escrituras e a Tradição católica. Nada disso importa para ele, não há nada sagrado.
    Ele prefere um jovem desordenado. Prefere seminários vazios. Ataca os seminaristas e formadores que, já enfrentando todos os obstáculos do mundo para viverem de forma autêntica a vocação, ousam nadar contra a corrente liberal, progressista. Francisco é “pororoca” que tenta afogar essas pobres almas no rio barrento do modernismo.
    Sempre imaginei que a sua formação [do Papa] fosse deficiente. Afinal, é o primeiro Papa em muito tempo que não fala latim (ele apenas lê, mas claramente não domina ou entende o idioma da Igreja), não possui um doutorado, tem uma produção escrita sofrível, etc. Mas agora vemos que não foi apenas um péssimo seminário que gerou Jorge Mario Bergoglio, mas foi “uma [mulher] que me ensinou a pensar sobre a realidade política. Ela era comunista.
    Precisa dizer mais??? Francisco acredita que o comunismo engloba, de alguma forma, o verdadeiro cristianismo. Ele é, e o admite abertamente no texto, comunista. Seria, portanto, papa válido? Seria, por isso, católico? Talvez algum canonista, rígido, possa nos iluminar.
    Nossa Senhora sempre nos diz, nas suas mensagens legítimas, que está difícil segurar a mão de seu Filho em castigar os homens. Francisco é a mão esquerda de Deus. E ela cai pesada sobre a Igreja.

  11. …”E eles venceram o dragão por causa do sangue do Cordeiro e por causa do testamento da Sua Palavra”

  12. Ufa! Sua Santidade afirma que casamento é entre homem e mulher, e podemos pressupor com segurança que não haverá sacramento gay do matrimônio. Reconhece todavia que uma dupla sodomita esteja contraindo “união civil” numa “laicidade sadia”. O dogma do Reinado Social de NSJC que se lasque!

    O Papa faz bem em citar o Concílio, pois é a personificação dele.

  13. Não `a rigidez do comunismo Camarada Santidade. De modo geral, disgusting.

  14. A gente tem que admitir: esse papa tem senso de humor. Olha o que ele disse sobre o Alcorão:
    “Eu penso que lhes faria bem fazer um estudo crítico do Alcorão, como fizemos com nossas Escrituras. O método histórico e crítico de interpretação fá-los-á evoluir.”
    Caramba! isso é bem engraçado. Será que ele acha mesmo que conseguirá fazer com o Alcorão e os muçulmanos o que foi feito com a Bíblia e os católicos? Então ele acha que vai conseguir dialogar com eles e demolir a fé e o livro sagrado deles! Que beleza! mande todos os teólogos da libertação para essa missão, e estaremos salvos.

    • Talvez duplamente salvos: livres das ameaças dos maometanos e da praga modernista dos TL.

    • Sim, Teresa, também achei engraçadas essas palavras do Papa Francisco. É o jeitão dele de dizer que deseja converter os muçulmanos… Porém, essa questão dos seguidores do demônio Allah é mais complexa. O Papa Francisco não é bom com as palavras, mas percebe-se que ele tem em mente a realidade inescapável da secularização que os islâmicos passam quando imigram para o Ocidente. Islâmicos de 2a ou 3a geração vivendo na Europa estão integrados aos nossos valores e estilo de vida. São esses imigrantes que dão apoio moral aos homens-bomba, mas, de si, não fariam o que os terroristas fazem. Nenhum deles quer voltar para os lugarejos tribais de seus bisavôs e trisavôs, não largariam seus empregos, casas, carros, não tirariam suas crianças de nossas escolas, não abrem mão de seus passeios nos shoppings e no McDonald’s etc. Os islâmicos secularizados são pessoas divididas que, à vista de um ato genocida de seus conterrâneos, veem isso como correto e agradável a seu demônio Allah, só que eles, já meio integrados ao mundo dos “cães infiéis”, se encontram já meio “cão-fidelizados” e, por isso, jamais largariam a vida de que desfrutam aqui para se explodirem em público. A secularização deles é inevitável (O Conde Loppeux, no YouTube, tratou desse assunto muito bem há algumas semanas). Eu disse isso para esclarecer que a atitude do Papa Francisco está de acordo com a vontade de Deus, do qual ele sem dúvida é o Vigário. Está certo que o Papa não é um católico de formação magistral, com firmeza doutrinária e tudo o mais. Mas Nosso Senhor está operando fortemente através dele. Francisco é o Garoto-Propaganda Sorridente, quem está tendo de fazer a parte mais pesada da catequese e da conversão no que toca à inteligência e piedade é quem é bom católico, bispos diocesanos, padres e leigos. Isso é, a meu ver, o que nos indispõem mais com Francisco; afinal, a parte mais dura fica com quem está mais embaixo, enquanto Francisco desliza pela superfície da Cristandade e nos critica, nos chamando de rígidos e apegados. Eu gostaria de uma situação mais cômoda para mim como católico, mas não é assim. Francisco é um provocador nato: ele se dirige aos islâmicos que o odeiam e que o matariam, se pudessem. Francisco não tem medo deles, e insiste, embora o desassombro dele contenha algo de tolo e imprudente, de vez que os terroristas atiram primeiro e perguntam depois. Tenta fazer ponte para quem não quer atravessá-la; e nos irrita ao espelhar nossas mazelas, de latino-americanos que não tiveram boa catequese (há exceções, claro – leitores e comentadores daqui que são firmes e há décadas assistem à Santa Missa Tridentina) e, que cansados da própria inconsistência e secularização, tratamos de correr atrás de nos tornar um tanto doutos e piedosos, querendo nos adiantar no caminho da santificação, já que estes tempos de agora são muito maus. É uma provação, sem dúvida, ver Nosso Pai lá no Vaticano, despreocupado, passando por cima de uma série de coisas que não entende, e nós aqui tentando entendê-las e agir com prudência. Esse esquema serve de espelho para muitos aspectos de nossa vida, e por isso é irritante, cansativo. O Papa Francisco é o que seríamos se nos contentássemos ao que fôramos antes. Mas é impressionante que, mesmo assim, mesmo nestes tempos de inverno rigoroso do Vaticano II, com secularização se intensificando, e outros males, o Papa continua sendo um sinal de contradição – não só para os inimigos da Santa Igreja, o que seria de se esperar, mas entre seus próprios filhos… Ainda há muito o que se desvendar e explicar acerca da permissão divina para que Sua Igreja se visse invadida pela onda de antropomorfismo na fé, de perda do senso do Sagrado que se infiltrou até na Sagrada Liturgia… O alcance da purificação que experimentamos é muito vasto, e causa temor pelo tempo que se estenderá. Mas, permaneçamos convictos no que sempre creu e rezou a nossa Amadíssima Igreja de Jesus Cristo, O qual nunca fez promessa vã e, como Maria Santíssima já se encontra ressuscitada de corpo e alma no Céu, ainda que venha a acontecer o pior, estaremos no lucro.

  15. “Li que um Chefe de Estado africano eleito recentemente teve como seu primeiro ato de governo submeter ao Parlamento uma lei de reflorestamento de seu país – a qual, aliás, foi promulgada. (As potências econômicas do mundo tinham cortado todas as árvores). Reflorestar.

    Essa mentira foi refutada:

    A Terra possui 467 milhões de hectares de florestas a mais do que se supunha

    Isso inclui a Floresta de baobás em região considerada árida no Senegal: https://ipco.org.br/ipco/a-terra-possui-467-milhoes-de-hectares-de-florestas-a-mais-do-que-se-supunha/#.WbCaumnyvow

    Esse papa tem nada haver com o cuidado da natureza pelo São Francisco e os outros assuntos nem se fala, oremos pela Igreja!

  16. A única ressalva que faria ao artigo é a de que os liberteiros antigos tinham alma de pastores e conseguiam atrair as pessoas. Não parece ser bem isso. Na verdade, o povo estava mais preservado e ainda nutria certo respeito pelo clero, uma espécie de efeito inercial. Depois, deu-se a mudança de paradigma, a revolução copernicana de o povo, sobretudo os mais jovens, achar que o clero não vale mais à pena. Para tanto, contribuiu não só a absoluta falta de senso religioso por parte dos burocratas do Sagrado, mas também a eclosão da ferida purulenta dos escândalos de pedofilia.
    Daí, as pessoas, vendo que tantos membros do clero não inspiravam mais nenhuma confiança, foram embora.
    E outros lobos as esperavam na esquina.

  17. Ele deu a verdadeira interpretação de Amoris Laetitia:
    “É algo claro e positivo, que alguns com tendências muito tradicionalistas combatem dizendo que não é a verdadeira doutrina.”
    ————————
    Quanto à Exortação Apostólica Amoris Laetitia,
    Não se trata simplesmente e somente de Erros Perigosos à Fé.
    Tem heresia.
    A pertinácia é que ele até agora não retrocedeu e também porque ele parte de uma concepção estável já formada antes da confecção do Documento.
    “Mas pode-se dar a comunhão aos divorciados?”. Eu respondo: “Fale, então, com o divorciado, converse com a divorciada, acolham, acompanhem, integrem, discirnam!”
    “Infelizmente, nós sacerdotes, estamos acostumados com normas fixas. Com padrões fixos.”
    “Mas não, não e não! Esse tipo de proibições é o que se encontra no drama de Jesus com os fariseus.”
    Proposição Herética: Não é sempre que o adultério e a fornicação constituem pecado grave.
    Proposição Herética: O pecado grave não necessariamente é um impedimento para receber a comunhão sacramental.
    Proposição Herética: É admissível que se dê comunhão aos divorciados recasados.
    Está muito claro que não se trata apenas de “divorciados”, mas de “divorciados recasados”. Se ainda restam dúvidas, vamos então pegar Amoris Laetitia pra ler e conferir se se trata realmente de “divorciados recasados”.
    ————————-
    Pra mim, pessoalmente, é um documento intensamente herético com heresia implícita e explícita. Algo muito estranho no momento presente, em que os documentos perigosos à Fé não possuíam tamanha objetividade ou gravidade, e sempre vinham acompanhados de uma Nota Doutrinal de reinterpretação.
    A partir do fato de Amoris Laetitia, uma nova análise sobre infalibilidade da Igreja e do Papa se faz urgente.
    Está em causa uma questão de Moral Revelada infalivelmente declarada e praticada pelo Magistério Ordinário e Universal da Igreja. Um objeto de Fé divina (fide credenda) e não apenas fide tenenda.
    ————————
    Haverá uma Nota Doutrinal no Pontificado de Francisco alterando a referida Exortação Apostólica?
    É certo que a Igreja do presente não pode parar e esperar pra ver se isto vai acontecer.

  18. Não me vejo como rigoroso, nem um pouco. Mas admiro muito a profissão dos policiais e de quem entra para o exército. Era meu sonho de criança e adolescente. Mas Deus me obrigou a seguir outro caminho. Não me sinto chateado por isso! E também não aprovo tortura.

  19. Será que o livro fala algo da juventude e o discernimento vocacional além do caso em que deixou a acusação de serem “rígidos”,”fundamentalistas”,”doentes”, sendo melhor os jovens serem desordenados ou ainda o “mal” dos sacerdotes “solteirões” e as irmãs “solteironas”? Pois esse é o tema do sínodo de 2018 tendo por trás o mesmo grupo do Sínodo da Família. Continuará tendo Francisco como presidente, Lorenzo Baldisseri como secretário geral e ao seu lado o secretário especial Bruno Forte. A diferença é que agora sabemos o modo como conduzem um sínodo neste pontificado.
    Os trechos foram mesmo esclarecedores.A parte que comentei me lembrou do grupo de seminaristas de uma diocese que se encontraram com o papa e esse os acusou de terem “problema de discernimento”:

    https://secretummeummihi.blogspot.com.br/2017_07_27_archive.html