Vaticano: Papa publica decreto sobre traduções litúrgicas.

Cidade do Vaticano, 09 set 2017 (Ecclesia) – O Vaticano publicou hoje o decreto do Papa Francisco sobre as traduções litúrgicas, o motu próprio ‘Magnum principium’, que visa favorecer a participação de todos na celebração.

“A oração litúrgica tem que se «adaptar à compreensão do povo» para ser plenamente vivida, com um estilo expressivo, fiel aos textos originários, mas capaz de comunicar o anúncio de salvação em qualquer contexto linguístico e cultural”, assinala a nota explicativa divulgada pelo jornal do Vaticano.

O decreto implica uma mudança no Código de Direito Canónico, modificando o cânone 838, relativo à publicação dos livros litúrgicos e às suas versões nas diversas línguas, na linha das recomendações do documento do Concílio Vaticano II sobre a Liturgia, ‘Sancrosanctum concilium’, de 1963.

Francisco estabelece que a tradução de textos litúrgicos, aprovada pelas Conferências Episcopais nacionais, já não seja submetida a revisão por parte da Santa Sé (recognitio), mas à sua confirmação (confirmatio).

“A Sé Apostólica exerce unicamente um ato de «confirmação», ratificando em substância o trabalho dos episcopados e obviamente pressupondo a sua fidelidade e a correspondência das versões ao texto litúrgico original”, precisa a nota explicativa do Jornal do Vaticano.

A decisão do Papa foi tomada “com base no trabalho de uma comissão de bispos e peritos por ele instituída”.

O motu próprio vai entrar em vigor a 1 de outubro próximo, regulando a relação entre a Santa Sé e as conferências episcopais na preparação e na tradução dos textos litúrgicos, a fim de tornar “mais fácil e frutuosa”.

O Papa reformula o cânone em questão, definindo em particular a distinção entre “revisão” – avaliação das adaptações que cada conferência episcopal pode fazer aos textos litúrgicos, a fim de valorizar as legítimas diversidades de povos e etnias no culto divino – e “confirmação” – das traduções preparadas e aprovadas pelos bispos -, tarefas de competência da Santa Sé.

39 Comentários to “Vaticano: Papa publica decreto sobre traduções litúrgicas.”

  1. Assustador! Imagino eu, em diversas paróquias brasileiras já acontecem horrores na liturgia da missa e agora? a coisa tente só a piorar.

  2. Sinceramente, não gostei, pelos motivos expostos pelo Leonnardo. E certamente por outros que hão de vir, porque a mentalidade desse povo não tem limites para baboseiras.

    Há uns quatro anos atrás assistia à Santa Missa em Itapeva-MG e ao consagrar o pão o sacerdote disse expressamente: “do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos e o deu aos seus discípulos e DISCÍPULAS dizendo….”

    E por aí afora. Vai-se saber o que haveremos de encontrar (e principalmente não encontrar) nas missas futuras!

  3. Isso vai dar problema: imagina se um Bispo de tal diocese não concorda com tal tradução? Em sua diocese usar-se-á o livro que ele como pastor aprovar. Em suma, a tradução da conferência episcopal teria poder sobre a tradução diocesana? Outra coisa: as conferências tem seus teólogos queridinhos que praticamente ditam tudo que deve ser produzido, muitas vezes distanciando-se da tradição da Igreja. Poderá ser uma grande bagunça, cada conferência fazendo o que seus teologos de carteirinha desejam. Quero nem ver!

  4. A CNBB se deu bem por esperar e atrasar dez anos a tradução do Missal e demais textos litúrgicos. Agora, as trapacinhas do bispo Clemente Isnard possuem respaldo canônico: “ele está no meio de nós”, “por vós e por todos”, “nossas ofensas”, etc. Mas eu ainda penso que Igreja que amargou 50 anos de “Sacrosanctum Concillium” não tem muito o que temer em “Magnum Principium”. Do mal, Deus tira um bem! Se a liturgia na Igreja Latina piorar – coisa que não consigo imaginar como, talvez com nudismo nos altares ou comemorações a Maomé e Lutero – o bom efeito será o mesmo surtido pelo pontificado de Francisco: o despertar a socos de muitos católicos e o aumento das fileiras tradicionalistas.

    • Só uma correção, o “nossas ofensas”, do pai-nosso, é anterior às presepadas Isnardianas. Há um artigo muito bom do Pe. Élcio sobre.

    • Tem um outro porém. A grande maioria dos católicos o é apenas no nome, não conhecem a própria doutrina e acham natural seguir os padres, mesmo que eles pulem de uma ponte. A grande maioria dos católicos brasileiros já tem mentalidade protestante, quase todos que eu conheço já não veem diferença entre católicos e protestantes, com exceção do celibato. Eu já vi padres questionarem os dogmas marianos, a infalibilidade da doutrina católica, até chegarem ao ponto de dizer que as outras religiões também salvam. A apostasia do clero se estenderá aos leigos, aumentará o “rebanho” evangélico e também o islã. Se isto já foi previsto nas aparições marianas, acho que estamos próximos de um grande castigo.

    • Deus te ouça Pedro Pelogia. Porque a Igreja Católica precisa ser conservada e não renovada.

  5. “A oração litúrgica tem que se «adaptar à compreensão do povo» ” então a liturgia perde a o seu aspecto sobrenatural e didáctico para se conformar com o mundo, passa de sagrada a mundana. Isto já se esperava só falta agora os bispos,ou o próprio papa mais tarde, mudarem a fórmula da consagração da missa (sacrifício increndo) para se tornar um encontro entre homens destituído de qualquer aspecto sobrenatural.
    “15E, assim, quando virdes a profanação horrível da qual falou o profeta Daniel, no Lugar Santo , 16então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes. 17Quem estiver sobre o telhado de sua casa, não desça para retirar dela coisa alguma. 18E aquele que estiver no campo, não volte para pegar sua túnica. 19Serão dias terríveis para as mulheres grávidas e para as que estiverem amamentando. 20E orai para que a vossa fuga não ocorra durante o inverno nem no sábado. 21Porquanto haverá nessa época grande tribulação, como jamais aconteceu desde o início do mundo até agora, nem nunca mais haverá. 22E, se aqueles dias não tivessem sido abreviados, nenhuma carne seria salva. Mas, por causa dos eleitos, aquele tempo será encurtado. 23Então, se alguém vos anunciar: ‘Vede, aqui está o Cristo!’ ou ‘Ei-lo ali!’ Não acrediteis. 24Pois se levantarão falsos cristos e falsos profetas e apresentarão grandes milagres e prodígios para, se possível, iludir até mesmo os eleitos. 25Vede que Eu o preanunciei a vós!” Mateus 24

    • Prezado Luis Fernandes, você tocou no x da questão. Eis o grande perigo desse moto proprio! Ao que tudo indica, estamos caminhando para o cumprimento das profecias que falam que no fim dos tempos o Sacrifício Eucarístico deixará de ser oferecido.

  6. O modelo de deixar certas decisões a cargo de Conferencias Episcopais e o Vaticano apenas as ratificar, tantas delas infiltradas de inimigos da Igreja, seria um favorecimento de sincretismos religiosos e até de apropriação da agenda esquerdista, caso da suspeita CNBB e apoiadora de comunistas; idem, outras conferencias com similares problemas, casos França, Italia, EUA etc.
    O que numa cultura é considerado normal para outra seria absurda, intolerável e favorecia sumamente a anti catolicidade da Igreja, passando a ser como no cisma “ortodoxo”, com suas dioceses independentes, varias seitas originarias do cisma, ou do relativismo protestante das quase 30 000 seitas dissensas entre si e a Igreja nesse caso deveria até tira o nome “católica” pois sua universalidade em termos litúrgicos pareceria estar comprometida, porém, doravante seria como que atender conveniencias do novo deus-homem da multidiversidade, do caos!
    Também, dentro do Vaticano com uns elementos perniciosos como Pe A Abascal, Pe James Martin, D Luigi Capozzi e outros favorecedores do relativismo e desincomodados pelo papa Francisco por seus péssimos procedimentos, maus exemplos, quem sabe em breve teremos novas investidas geradoras a mais de caos?

  7. E segue a todo vapor o processo de demolição da Igreja… até quando Senhor?

  8. Confirmar sem revisar é a mesma coisa que assinar sem ler, é o mesmo que assinar um cheque em branco…

  9. Será que agora, aqueles que defendem o CVII ainda permanecerão cegos? Quando o próprio papa diz que esta seguindo as diretrizes do CVII?

  10. Com essas novas normas na tradução da Santa Missa, poderiam haver erros de tradução que tornariam inválida a celebração?

    • Inválida só ficarão caso alterem as palavras da consagração. O “por todos” é errado, mas não a ponto de invalidar.

    • Corrigindo, é ficará em vez de ficarão.

    • E, desculpa os três comentários, -esqueci de falar no outro-, a Igreja (e não me refiro às CNBs do B da vida) não pode permitir aos fiéis um rito que seja inválido. Fiquemos tranqüilos: apesar de TUDO, o que é bem lamentável, continuaremos a ter o Santo Sacrifício. Isso é o principal.

    • Prezado Luan,
      a resposta do sr. João Paulo não é exata. O Cânon da Missa (ele todo) é tão importante que não é alterado em nada sequer desde o século V (Tesouros da Tradição). As palavras da consagração nos foram conservadas desde os Apóstolos que as ouviram diretamente de Cristo (Inocêncio III). Sobre a omissão ou deslocamento do Mysterium Fidei (https://communioettraditio.wordpress.com/2017/01/27/o-ovo-de-faberge/), já nos tempos de Pio XII, perguntado se seria possível alguma mudança, sua resposta, após longa explicação sobre os “inúmeros mistérios que esta expressão carrega” (Catecismo de Trento) decretou que ninguém ousasse alterar coisa “tão santa”… e olha que o Misterium Fidei não está entre as palavras essenciais da Consagração.
      As palavras “por muitos”, que Bento XVI ordenou que voltassem a ser traduzidas assim e foi soberanamente ignorado pelas conferências episcopais, ou faz parte da forma essencial ou, no minimo, fazem parte da integridade da forma, de modo que não podem ser alteradas, nem diminuídas, no seu sentido original.
      Elas expressam a verdade da EFICÁCIA DA REDENÇÃO OPERADA POR CRISTO, isto é, o sacrifício de Cristo, seu derramamento cruento de sangue, foi derramado por todos, mas apenas alguns aproveitam dessa redenção. Outra verdade, isto é, que Cristo morreu POR TODOS, expressa a verdade da SUFICIÊNCIA DO SACRIFÍCIO DE CRISTO. Isto não é inacessível a nós leigos, é meramente o resumo do que é ensinado e explicado pelo Catecismo de Trento (Catecismo Romano, p.280, Parte II: Dos Sacramentos):
      …Segundo “O CATECISMO por Decreto do SANTO CONCÍLIO DE TRENTO”, publicado por mandamento do Papa São Pio V: “Nós devemos, pois, crer firmemente (certo credendum est)” que a forma para consagração do vinho “consiste nas seguintes palavras: Este é o cálice do meu sangue, do novo e eterno testamento, o mistério da fé, que será derramado por vós e por muitos, para remissão dos pecados.” (Parte II, cap. 4, par. 21). E imediatamente abaixo, no par. 22, lemos: “Quanto a esta forma, ninguém pode duvidar (Verum de hac forma nemo dubitare poterit) . . . está patente que não são outras as palavras que constituem a forma (perspicuum est, aliam formam constituendam non esse).”
      …repetido pelo Catecismo de São Pio X (versão de 1912 em italiano, n.o 318), ensinado e explicado por São Tomás de Aquino, para o qual a forma substancial da Consagração do vinho é a completa: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, DA NOVA E ETERNA ALIANÇA : MISTÉRIO DA FÉ : O QUAL SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR MUITOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS.
      Citações de São Tomás
      “Porque haja vista que nos sacramentos as palavras surtem efeito conforme o sentido que elas exprimem, como já ficou dito acima, temos de verificar se a mudança nas palavras destrói o sentido essencial das palavras: porque aí então o sacramento fica claramente invalidado.” (Summa Th., III, Q. 60, Art. 8)
      “Assim como a Paixão de Cristo beneficia a todos”, diz Sto. Tomás noutra parte, “…embora não produza efeito algum senão naqueles que estão unidos com a Paixão de Cristo mediante a fé e a caridade, assim também este sacrifício, que é o memorial da Paixão de Nosso Senhor, não surte efeito senão naqueles que estão unidos a este sacramento mediante a fé e a caridade… Por isso, no Cânon da Missa nenhuma oração é feita por aqueles que estão fora do seio da Igreja.” (Summa Th., III, Q. 79, Art. 7, destaque adicionado).
      Esses dois aspectos distintos da Paixão e Morte de Cristo (cada qual expressivo de sua própria verdade distinta) —a saber, os pontos de vista da suficiência e da eficácia— são claramente distinguidos na seguinte passagem de um decreto do Concílio de Trento: “Contudo, embora Ele tenha morrido por todos, nem todos porém tiram proveito de Sua morte, mas aqueles somente aos quais se comunica o mérito de Sua paixão.” (Sessão VI, Cap. 3).
      Ora, se nenhuma oração é feita em parte alguma do Cânon da Missa pelos de fora da Igreja, muito menos se deveriam inserir as palavras “por todos os homens” na forma da Consagração! Porque […] este Santíssimo Sacramento da Eucaristia é singularmente o Sacramento do Corpo Místico de Cristo, Corpo do qual nem todos os homens são membros.
      Ou ainda, pelo Concílio de Florença: “Concílio de Florença (1438-1445): “Mas dado que no decreto para os armênios, acima escrito, não está explicitada a forma das palavras que, na consagração do Corpo e do Sangue do Senhor, a Santa Igreja Romana, confirmada pelo ensinamento e autoridade dos Apóstolos Pedro e Paulo, sempre teve o costume de usar, Nós julgamos dever inseri-la aqui. Na consagração do Corpo do Senhor, a Igreja usa esta forma de palavras: ‘Pois isto é o Meu corpo’; e, na consagração do Sangue, ela usa esta forma de palavras: ‘Pois este é o cálice do Meu sangue, do novo e eterno testamento, o mistério da fé, que será derramado por vós e por muitos para remissão dos pecados’.”
      [Cf. Denz.-Bann. 715; Denz.-Schon. 1352. – N. do T.]
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      Outros autores, que deixo ao encargo do leitor descobrir quais, onde e em que termos diz, defendem que a forma essencial é a forma curta, mas confirmam que a integridade da forma é toda a frase.
      Com tudo isto, somente duas coisas é possível afirmar sobre a forma contendo a tradução “por todos”: ou ela é sacrílega, pois direriona os méritos da paixão de Cristo aos que estão fora do Seu redil, ou ela és inválida, segundo ensina São Tomás, C. Florença, Catecismo Romano e de São Pio X.
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      Acrescento que, num caso ou noutro, segundo pode-se conferir no mesmo Denzinguer (D 570), que nem mesmo a Igreja pode alterar o que é da essência e da integridade da forma do sacramento da Eucaristia.
      Nada mais a crescentar. Salve Maria!

  11. Alarmante essa notícia! Isso possibilita que se faça qualquer tipo de mudança na liturgia. E a pior de todas as mudanças seria a modificação da fórmula de consagração. Se acontecer de modificarem a fórmula da consagração de tal modo que ela invalide a missa, então estariam se realizando as profecias que dizem que no final dos tempos o Sacrifício Eucarístico deixaria de ser oferecido e o mundo entraria no caos…

  12. Quem deveria suceder Paulo VI era alguém como Francisco. Esse, tal qual aquele, turbinou as mudanças revolucionárias na Igreja Católica. Todavia, quis a Providência que João Paulo II reinasse, e embora não tenha verdadeiramente retornado a Igreja às suas tradições congelou o ímpeto demolidor modernista. Como prosseguimento do rumo esse posicionamento favoreceu ao pontificado de Bento XVI, com marcantes traços de conservadorismo, destacadamente o Motu Proprio Summorum Pontificum. Ao que tudo indica o ápice deste embate não é agora, mas no momento da escolha do sucessor de Francisco.

  13. Este é o primeiro passo dado por Francisco para logo mais dar plena autoridade às conferências episcopais em matéria litúrgica, conforme o desejado processo de descentralização da Igreja.
    Em consequência, em breve veremos as conferências normatizando, por exemplo, num sentido restritivo Summorum Pontificum, que Francisco não terá coragem de revogar, ao menos enquanto Ratzinger estiver vivo residindo nos fundos do Vaticano.
    É lícito conjecturar também que está aberto o caminho para as CNBBS fabricarem um rito de missa mais ecumênico ainda que a missa híbrida de Montini&Bugnini.
    E claro para na prática autorizar as mulheres a atuar como diaconisas nas diversas cerimônias “litúrgicas”.

  14. Gostaria de partilhar um questionamento pessoal sobre a DESSACRALIZAÇÃO DA MISSA e sobre OS ABUSOS LITÚRGICOS que se acentuaram com muita intensidade nos últimos anos, por exemplo, nos últimos anos do pontificado de João Paulo II. Apesar dos esforços de ECCLESIA DE EUCARISTIA e REDEMPTIONIS SACRAMENTUM em coibir os abusos litúrgicos, esses só aumentaram juntamente com a dessacralização da missa, que é celebrada mais como um momento de celebração da comunidade do que de atualização do Sacrifício Eucarístico. Diante, pois, eu repito de tamanha dessacralização da missa e de tantos abusos litúrgicos, não entendo como os padres carismáticos e até mesmo padres não carismáticos insistem em mandar os fieis participarem da missa todo dia; aqueles para que os fieis sejam curados; os outros para que os fieis se santifiquem. E aqui chego onde queria chegar: como os fieis podem obter a cura através da missa ou a santificação na missa com missas tão dessacralizadas e tão cheias de abusos litúrgicos?!?!?!

  15. A saída que encontraram pra ressuscitar o modernismo ou progressismo extremado foi eleger Francisco. Quem quiser seguir, siga. Eu tenho várias experiências pessoais com esse tipo de coisa. Quando ainda não havia a escola católica tradicionalista de minha cidade. Juntava minha avó, minha mãe e várias mães de outras crianças da igreja e escreviam bilhetes pra professora liberar de assistir aula de religião. Então a gente ficava no corredor. Aos dez anos de idade, a diretora da escola me molestou com argumentos progressistas, e entrou num ouvido e saiu pelo outro. Minha tia, pouco mais velha que eu, foi também da mesma forma molestada por uma freira progressista, as tais irmãs do bom Conselho que se vestiam de branco, e minha tia teve de fazer uma malcriação pra ela. E nunca deu problema nenhum. Mais tarde, nosso pároco conseguiu abrir a escola tradicionalista. Só aos 19 ou 20 anos, mais ou menos, é que fui assistir a Missa Nova pela primeira vez na televisão, nunca precisei de uma Missa Nova até hoje. Acho que pra cada um, de acordo com suas circunstâncias, Deus não vai deixar de suscitar meios para cada um ficar livre dessa cambada modernista. Em minha paróquia, há uns 15 anos havia comunidades mais distantes que ficavam um mês e às vezes meses e ano sem missa porque não viam na Missa Nova uma expressão de sua fé e de sua religião. Cada um tem suas maneiras particulares de evitar o progressismo. Acho que não podemos dar força a essa gente, porque são nossos inimigos.

  16. Esse é apenas mais um passo da “descentralização romana”.
    Quanto mais autonomia se conceder às igrejas locais, menos centralizada estará a Igreja católica ou aquilo que dizem ser ela. E assim, passo a passo, vai se anglicanizando a Igreja, a qual, faz muito tempo, é apenas um arremedo do que foi. Pois:
    a) Perdeu-se a unidade litúrgica com a reforma fabricada por Montini-maçon-Bugnini (fico a imaginar o grupelho liturgista de Paulo VI reunido em alguma taberna romana para decidir o que iam depredar do Missal católico e enfiar no vazio e luteranoide rito montiniesco).
    b) Perdeu-se a unidade de doutrina moral, com a aplicação personalista da “doutrina” da “Amoris tristitia”.
    c) E se “Francisco” não fosse tão sequioso, ávido e transtornado por qualquer migalha de poder, ainda que diminuta e mesmo atômica, em breve a Santa Sé (ocupada) abriria mão da prerrogativa de nomear os bispos. Só por conta disso, vamos escapar desse perigo – graças a Deus.
    Enfim, contra essa casta de demônios só temos o poder da oração e a mediação da Imaculada.

  17. Achei que não veria tais coisas acontecerem em nossa Igreja, mas o Pontífice reinante e seus c9 fizeram questão de adiantar todas as profecias sobre a Igreja. Jogamno ralo todos o trabalho de teólogos fiéis a Santa Madre Igreja e a nosso Senhor.

  18. Traduzindo: colocaram a tradução da Missa nas mãos daquele bispo que acha que homossexualismo é dom de Deus. Imaginem que maravilha que vai ser!

  19. É! Pois é! Da Igreja Frankstein do CVII vai se para a Igreja Colcha de retalhos a La bergogliana!

  20. A universalidade da liturgia se perderá. Deus revogue isso. Estamos sendo castigados. Não há dúvida.

  21. Qual será o pensamento do Cardeal Sarah a esse respeito?

  22. “A oração litúrgica tem que se «adaptar à compreensão do povo» para ser plenamente vivida, com um estilo expressivo, fiel aos textos originários, mas capaz de comunicar o anúncio de salvação em qualquer contexto linguístico e cultural”, assinala a nota explicativa divulgada pelo jornal do Vaticano”(…)
    “O Papa reformula o cânone em questão, definindo em particular a distinção entre “revisão” – avaliação das adaptações que cada conferência episcopal pode fazer aos textos litúrgicos, a fim de valorizar as legítimas diversidades de povos e etnias no culto divino – e “confirmação” – das traduções preparadas e aprovadas pelos bispos -, tarefas de competência da Santa Sé.”
    Nós trechos acima quando se fala em adaptar a oração litúrgica a cada contexto linguístico e Cultural, e valorizar as diversidades dos povos, que tipo de liberdade estariam dando aos bispos em matéria de liturgia? Como seria adaptar algo universal como a Santa Missa, a cada tipo de linguagem e cultura?

  23. Só para relembrar…

    Marie-Julie Jahenny († 1941)

    Marie-Julie Jahenny, mística da Igreja, teve uma visão de um diálogo entre Nosso Senhor e Lúcifer, e o segundo disse:

    “Atacarei a Igreja. Tirarei a Cruz, dizimarei a gente, depositarei uma grande fraqueza da Fé em seus corações. Haverá um grande repúdio da religião. Por um tempo, serei o dono de tudo, e tudo estará sob meu controle, até mesmo teu templo e todo o teu povo.”

    Em 27 de novembro de 1902 e 10 de maio de 1904, Nosso Senhor e Nossa Senhora anunciaram a conspiração para inventar a “Missa Nova”:

    “E os advirto. Os discípulos que não são do Meu Evangelho estão trabalhando duro para refazê-lo segundo as suas ideias e sob a influência do inimigo das almas uma missa que conterá palavras que são odiosas à minha vista”.

    Um terrível castigo está preparado para aqueles que erguem todas as manhãs a pedra do Santo Sacrifício. Eu não vim para seus altares para ser torturado. Sofro mil vezes mais por esses corações do que nenhum outro. Vos absolvo dos vossos pecados grandes, Meus filhos, mas não posso conceder nenhum perdão a estes sacerdotes.

    Os advirto. Os discípulos que não são do Meu Evangelho estão trabalhando duro para refazê-lo segundo as suas ideias e sob a influência do inimigo das almas uma Missa que conterá palavras que Me são odiosas. Quando chegar a hora fatídica, quando a fé de Meus sacerdotes será posta à prova, serão estes textos que serão celebrados neste segundo período…”

    Em 10 de maio de 1904, Nossa Senhora descreve o novo clero e sua liturgia:

    “Não deixarão este caminho odioso e sacrílego. Irão ainda mais longe para envolver tudo no instante, e de um só golpe, a Santa Igreja, o clero e a Fé de meus filhos.”

  24. Já tinha lido esse excerto que o Mark citou das profecias de Marie Julie Jahenny, mas confesso que não tinha dado muita atenção. A impressão que tenho é de que essas profecias não se referem às reformas do Concílio Vaticano II, mas a reformas ainda mais ulteriores ao Concílio Vaticano II. Pode ser que eu esteja enganado, mas é uma impressão que gostaria de partilhar com os demais leitores.

    A propósito, um vídeo interessante sobre essa mística e suas profecias.

  25. “Caro Buan, comunicamos o encargo que o Conselho dos Irmãos estabeleceu para ti, de acordo com o Grão-Mestre e os Príncipes Assistentes ao Trono, e te obrigamos (…) a difundir a descristianização mediante a confusão dos ritos e das línguas e de colocar padres, bispos e cardeais uns contra os outros. A Babel lingüística e ritual será a nossa vitória, como a unidade lingüística e ritual foi a força da Igreja (…) Tudo deve acontecer no prazo de dez anos”. (14 de julho de 1964).
    “Grão-Mestre incomparável (…) a dessacralização prossegue rapidamente. Foi publicada uma outra Instrução, que entrou em vigor no dia 29 de junho p.p. Já podemos cantar vitória, porque a língua latina vulgar é soberana em toda a liturgia, inclusive nas partes essenciais (…) Foi dada máxima liberdade de escolha entre os vários formulários, à criatividade particular e ao… caos! (…) Em suma, com esse documento creio ter disseminado o princípio da máxima libertinagem, segundo as vossas disposições. Lutei duramente contra os meus inimigos da Congregação para os Ritos e tive que recorrer a toda a minha astúcia para que o Papa a aprovasse. Por sorte, encontramos o apoio dos amigos e irmãos da Universa Laus, que são fiéis. Agradeço pela soma enviada e esperando vos ver em breve, vos abraço. Vosso Irmão Buan” (2 de julho de 1967).
    São trechos de duas cartas. A primeira teria sido enviada a monsenhor Annibale Bugnini (nome em código Buan) pelo Grão-Mestre da maçonaria. A segunda seria a resposta do liturgista ao líder das Lojas, comunicando o cumprimento da missão bem antes do prazo previsto. Esses documentos – gravemente difamatórios para Bugnini, que sempre negou ter mantido contatos com a maçonaria – são verdadeiros ou falsos? É impossível dizer, visto que se trata de cartas datilografadas e fotocopiadas por um misterioso “espião” que em seguida as teria entregue a alguns bispos e cardeais amigos, entre os quais o arcebispo de Gênova, Giuseppe Siri, e o prefeito do Selo Apostólico, Dino Staffa. Se são autênticas, revelam a existência de um “projeto” para destruir a doutrina e da liturgia católica por dentro. Podem também ser falsificações produzidas por alguém interessado em criar “facções” rivais na Cúria. O texto das cartas, de fato, é muito imediatista e grosseiro. Em todo caso, as cartas existem e os resultados das reformas de Bugnini concordam plenamente com os objetivos que fixam.