Correctio Filialis: um documento histórico, relevantíssimo.

Por Hermes Rodrigues Nery

FratresInUnum.com – 29 de setembro de 2017: Ao apresentar e comprovar sete heresias, os signatários da Correctio Filialis expuseram, acertadamente, que certas palavras, atos e omissões do papa Francisco, bem como certas passagens da Amoris Laetitia, podem contribuir para a propagação de proposições falsas e heréticas. É fato.

2c5d0b7d-7991-4281-8119-909d73860730A feliz e corajosa iniciativa de católicos movidos por profundo amor à Igreja, soma-se às outras ações, nesse sentido, como a Súplica Filial dirigida ao papa Francisco antes do Sínodo da Família (2014-2015) e os Dubia dos quatro Cardeais.

Urge, portanto, agora que o papa Francisco (advertido publicamente de tais heresias), faça as devidas correções, para não ter de sofrer uma acusação canônica, caso haja pertinácia no erro.

Importantíssimo também foi a apresentação do documento antes de outubro de 2017, cuja passagem dos 500 anos da Reforma Protestante suscita hoje acentuar ainda mais o movimento de descatolização da Igreja, iniciado com o Modernismo, “síntese de todas as heresias”, como tão bem definiu São Pio X.

Enganam-se os que pensam que a Correctio Filialis será olvidada, pelo contrário, trata-se de um documento histórico, relevantíssimo, cuja força está na verdade anunciada e testemunhada por Nosso Senhor Jesus Cristo, luz do mundo. Inicia-se assim o Movimento querido por tantos católicos, no mundo inteiro, por confirmar Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, como sempre a Igreja fez em sua história bimilenar.  Os seus signatários se dispõem ao bom combate na defesa da fé católica, de sã doutrina, conscientes do deserto e da cruz, e também do martírio, pela fidelidade ao Evangelho.

Correctio Filialis, portanto, requererá do Sumo Pontífice a humildade e a contrição necessárias para reparar os erros. Por isso rezamos mais intensamente e filialmente pela correção indicada de modo tão elucidativo por essa carta que confirma, na caridade, o compromisso com a verdade.

Hermes Rodrigues Nery é Coordenador do Movimento Legislação e Vida e um dos signatários da Correctio Filialis.

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4 Comentários to “Correctio Filialis: um documento histórico, relevantíssimo.”

  1. O papa deveria calçar as sandálias da humildade.
    É sabido que errar é humano, mas continuar no erro é diabólico.
    Sedes quentes ou frios, morno Eu vomito (Apocalipse).
    Parabéns, professor Hermes, pelo artigo.
    Saudações cristãs!

  2. Hoje foi publicada no Zenit uma matéria em que o Papa afirma ter conhecimento da Correctio Filialis e no entanto,

  3. Resta-nos saber se o papa Francisco se dignará responder aos questionadores de haver de parte dele na Amoris laetitia palavras nos textos que eventualmente contenham imprecisões, ou mesmo obscuridades, ambiguidades etc., e aja como até então tem procedido com os remanescentes dos quatro cardeais, aos quais seus pedidos de esclarecimentos aguardam resposta.
    Perceberia-se que ele preferiria manter o que escreve ou diz como tal; até ao momento não se disporia a retificar, revogar ou contrargumentar sobre certos textos ou que for do que repassou, concluindo disso como em: “Não basta reformar os livros litúrgicos para renovar a mentalidade (…), a educação litúrgica de Pastores e fiéis é um desafio a ser enfrentado sempre de novo. Depois deste magistério e depois deste longo caminho, podemos afirmar com segurança e com autoridade magisterial que a reforma litúrgica é irreversível”
    Assim também já disse que o Concílio Vaticano II e a reforma litúrgica são dois eventos diretamente ligados, “que não floresceram repentinamente, mas foram longamente preparados”, como testemunha o movimento litúrgico “e as respostas dadas pelos Sumos Pontífices às dificuldades percebidas na oração eclesial”. “Quando se percebe uma necessidade – observou – mesmo se não imediata a solução, existe a necessidade” de começar a fazer algo.
    Aí é que estão as dúvidas que se mantêm com relação aos pontífices antecessores, especialmente aos de antes do Vaticano II, mesmo aos 2 antecessores diretos, que promoveram reformas, porém, estaria se distanciando deles.