Editorial: A Eclesiologia de Francisco.

Por FratresInUnum.com – 3 de outubro de 2017

“Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças”. Esta famosa frase do n. 49 da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium descreve a essência da eclesiologia de Papa Francisco: a “Igreja em saída”.

Ele deseja que a Igreja saia de si mesma e não se agarre às suas próprias seguranças, que abrace o risco de “primeirear”, de ousar, de se lançar ao encontro de todos os desafios da sociedade em que vivemos, totalmente aberta a todas as pluralidades.

A ideia parece bastante simpática aos ouvidos. Coloca-nos diante de um evangelho positivo, de uma imagem de Deus otimista, agradável, acolhedora. Trata-se da ternura de uma misericórdia delineada com contornos tão vivos, abertos, humanos, que comove o coração carente de aconchego e corresponderia àquilo que o homem dos nossos dias compreende por bondade, piedade, indulgência. Soa como poema, como música harmoniosa… Pena que destoa do Evangelho.

Se o Pai da parábola do filho pródigo fosse o Papa Francisco, mandaria-o embora de casa com o dobro da herança e junto com o filho mais velho. Ele não esperaria que o seu caçula chegasse à lama, mas o mandaria para a pocilga, junto com porcos, para enlamear-se, e faria teologia disso, debochando de quem quisesse permanecer na segurança da casa, debaixo do teto, sob a sombra do lar.

Se o Pastor das cem ovelhas se chamasse Jorge Mario Bergoglio, ele não deixaria as noventa e nove no aprisco para buscar àquela desgarrada. Ele soltaria todas mundo afora, para se perderem junto com a perdida.

Se a mulher que perdeu a dracma em casa seguisse o modelo do Papa argentino, jogaria todas as moedas no chão, porque o Filho do homem não veio salvar o que estava perdido, mas, no Evangelho de Francisco, veio perder o que estava encontrado.

Ele não seria o bom samaritano a colocar o homem acidentado na pensão, mas ficaria ao seu lado no caminho, porque a Igreja tem que ser um “hospital de campanha”, mas não um hospital que cura do pecado, e sim somente traz conforto para a consciência do pecador.

A “Igreja em saída” está em saída do Evangelho, é uma caricatura grosseira.

A maior parte de nós enxerga apenas a questão sob a perspectiva do desmonte da Igreja Católica. Não, não é apenas a Igreja institucional que se está desmontando. São as pessoas que ficarão perdidas, que já estão perdidas, expostas à sujeira deste mundo corrompido. “O sal está perdendo o sabor” e “será pisado pelos homens” e “jogado fora”. O malbaratamento da Igreja a tornará apenas mais desprezível e a fará uma mãe que abandonou seus filhos à orfandade.

São Paulo escreveu aos Efésios que Nosso Senhor constituiu os ministros da Igreja para que edifiquem o Corpo de Cristo a fim de “que não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus artifícios enganadores” (Eph. IV,14). Não é à toa que esta leitura consta na Missa que precede o Conclave.

Papa Francisco está entregando suas ovelhas às garras dos lobos e teologizando este absurdo com muito açúcar. Isto não é uma brincadeira. É uma tremenda irresponsabilidade!

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35 Comentários to “Editorial: A Eclesiologia de Francisco.”

  1. Que artigo certeiro!! Perfeita colocação

  2. É interessante notar que o mundo modernista afeito a melodias melífluas e enternecedoras se compraz com essa linguagem terna e edulcorada de “muita paz, amor, acolhimento, diálogo, perdão, respeito às outras religiões, cada qual fique na sua e obtenha disso seu melhor resultado, aproveite as oportunidades etc., que são mantras repetidos a todo instante, a ponto de chegarmos a dizer que o atual mainstream promotor de lavagem cerebral teria ocupado o lugar das mentes autônomas.
    Notaram que por outro lado, a justiça divina foi relegada a um segundo plano, quase nunca compartilhando como a paz acima proposta a qual mais se pareceria pacifismo ou mesmo renegada, já que foi extirpada como companheira acima inseparável?
    Esse modelo é o mesmo do “Politicamente Correto” e com o aval da “Ditadura do Relativismo”, um meio fácil e não constrangedor, não sanguinolento de captura das mentes e torná-las subservientes via lavagem cerebral a ponto de elas nem se lamuriarem de estarem nessa situação de subserviencia por tanta domesticação a que foram submetidas!
    Como varias do Vaticano, ainda não entendi bem o que significa “Igreja em saída” pois se for saída para receptividade a certos ensinamentos e ações provindos dele daria para se duvidar que não se dirigissem senão para um local incerto, indeterminado e sujeito a muitos desenlaces, incluindo-se nesse pacote de incertezas apoios irrestritos às caóticas e revolucionarias esquerdas, implantadoras oficiais das mazelas nesse mundo!
    O “Respeito às outras religiões e conviver com as suas diversidades”, por ex., elas que não merecedoras de respeito algum, seria nivelar o cristianismo católico – Nosso Senhor Jesus Cristo – a humanos como Buda, ou mesmo à deusa lua Alah dos maometanos, ou a Brahma, Vishnu, Shiva e a outras entidades pagãs, nada diferentes de Baal, Moloc etc., que são entes satãnicos.

  3. Tudo muito triste… Muito desolador… Estarrecedor… E quantos qualificativos mais houver para encontrar alguma terminologia mais apropriada para tentar conceituar algo que até mesmo escapa da capacidade de adjetivação, tamanha a proporção abismal do estado de coisas a que se tem chegado. Entretanto, por maior que seja o abalo a que se possa estar sujeito diante de tudo isso, o crucial é que ninguém se permita ser abalado naquilo que há de mais importante: A fé.

  4. “Pena que destoa do Evangelho.”

    De que parte? Seria desta: “Ide e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16,15); ou desta: ” ide, fazei discípulos de todas as nações” (Mt 28,19); ou ainda desta: “Eles por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.” (Lc 13,35); ou, para finalizar os evangelhos: “Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor” (Jo 20,18)

    Se o pontificado de Francisco e da Igreja na atualidade não estão alinhados ao evangelho, procurando estar no meio dos pecadores e cobradores de impostos, tenho minhas dúvidas de que alguns setores críticos igualmente o estejam: saem à caça de quem já recebeu a Graça, mas passam longe de quem realmente necessita do Evangelho… Estão no Iraque, no Afeganistão, no Sudão, na Índia? Que curioso: a Igreja pós-conciliar sim lá está, perseguida e martirizada, enquanto no Ocidente algumas centenas de fidelíssimos se contenta em celebrar e criticar, mas não parece mui disposta a enlamear-se no sangue que gera novos cristãos…

    • Como poderíamos fazer isso? Se tentamos, é como se estivéssemos falando outro idioma.

    • Jesuino, essas atividades que mencionou não tem nada a ver com ser pré ou pós conciliar. São atividades que são parte da Igreja desde sempre. O que se põe em questão é o estado de espírito que move isso. Aliás, diga-se de passagem que esses católicos sofredores nunca foram objeto de grande reconhecimento por parte de Francisco. Ele prefere acolher refugiados muçulmanos do que refugiados católicos…

    • O problema é que Francisco foi mas esqueceu, ou achou não ser conveniente, pregar o evangelho.

    • A Igreja já “passou por lá” faz séculos Senhor Jesuíno, vide São Francisco Xavier e São Tomé que passaram pela Índia e tantos outros que deram a vida por Nosso Senhor Jesus Cristo e pelo Seu Evangelho.

  5. Na minha opinião o texto é perfeito exceto pela ultima frase:
    “Isto não é uma brincadeira. É uma tremenda irresponsabilidade!”
    Isso é mais do que uma irresponsabilidade, esta em jogo todo o ministérios dos profetas e o sacrifício do mártires; está em jogo a salvação das almas.
    O direcionamento para o abismo não é a atitude de um adolescente tolo, é intencional…
    “Por isso não desanimamos deste ministério que nos foi conferido por misericórdia.
    Afastamos de nós todo procedimento fingido e vergonhoso. Não andamos com astúcia, nem falsificamos a palavra de Deus. Pela manifestação da verdade nós nos recomendamos à consciência de todos os homens, diante de Deus.
    Se o nosso Evangelho ainda estiver encoberto, está encoberto para aqueles que se perdem, para os incrédulos, cujas inteligências o deus deste mundo obcecou a tal ponto que não percebem a luz do Evangelho, onde resplandece a glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” (II Coríntios, 4:1..4)

    • Jesuino, o texto é bem claro. Francisco não quer levar o Evangelho porque não é o Evangelho que ele prega, mas sim heresias. Simplesmente ir à à Índia, Sudão, etc não é a solução. Pior ainda é ir levar o que não é o Evangelho, mas sim sentimentalismo e miserabilismo, deixando tudo como está, ou deixar uma caricatura do que é o catolicismo. E como disse outro comentarista, ele só acolhe quem quer destruir a Igreja de Cristo.

  6. Lembro-me de uma das primeiras falas de Francisco como Papa, creio, se não estou enganado, ter sido na homilia de sua primeira missa, na manhã seguinte à eleição, com os cardeais. Disse então o Papa que a Igreja não pode ser uma ONG. Aquilo soou bem. Sem dúvida, era e é verdade.
    Infelizmente, porém, o que se pode constatar, depois de cinco anos incompletos de pontificado, segundo minha limitada opinião, é que as medidas tomadas, os discursos que se seguiram, as nomeações, a marcha geral do seu pastoreio, em suma, parecem ir na contramão do que então foi dito. Vejo que a Igreja se parece hoje, e muito mais do que há seis ou sete anos atrás, com uma ONG.

  7. Tristes verdades em tempos de apostasia generalizada na Igreja. Que Deus tenha misericórdia de nós!

  8. Como não relacionar as presepadas do atual pontificado com o tom profético deste excerto da “Pascendi Dominici Gregis”?
    “Dizem que os dogmas e a sua evolução devem entrar em acordo com a ciência e a história. Para o catecismo, exigem que nos livros de catequese se introduzam só aqueles dogmas, que tiverem sido reformados e estiverem ao alcance da inteligência do vulgo. Acerca do culto, clamam que se devem diminuir as devoções externas e proibir que aumentem, embora, a bem da verdade, outros mais favoráveis ao simbolismo, se mostrem nisto mais indulgentes. Gritam a altas vozes que o regime eclesiástico deve ser renovado em todos os sentidos, mas especialmente na disciplina e no dogma. Por isto, dizem que por dentro e por fora se deve entrar em acordo com a consciência moderna, que se acha de todo inclinada para a democracia; e assim também dizem que o clero inferior e o laicato devem tomar parte no governo, que deve ser descentralizado. Também devem ser transformadas as Congregações romanas, e antes de todas, as do Santo Ofício e do Índice. Deve mudar-se a atitude da autoridade eclesiástica nas questões políticas e sociais, de tal sorte que não se intrometa nas disposições civis, mas procure amoldar-se a elas, para penetrá-las no seu espírito. Em moral estão pelo Americanismo, dizendo que as virtudes ativas devem antepor-se às passivas, e que convém promover o exercício daquelas de preferência a estas. Desejam que o clero volte à antiga humildade e pobreza e querem-no também de acordo no pensamento e na ação com os preceitos do modernismo. Finalmente não falta entre eles quem, obedecendo muito de boa mente aos acenos dos seus mestres protestantes, até deseje ver suprimido do sacerdócio o sacro celibato. Que restará, pois, de intacto na Igreja, que não deva por eles ou segundo os seus princípios ser reformado?”
    O sangue dos apóstatas, por certo, não há de gerar novos cristãos; sequer cristãos-novos. O sangue dos apóstatas é sementeira de erro e hipocrisia, elementos que lhes são tão caros.

  9. Exatamente. Francisco diz não querer “esquemas abstratos”. Mas esses esquemas abstratos, justamente por serem generalíssimos, se aplicam ao máximo das situações. Eles se resumem a dois: fazer o bem e evitar o mal; não fazer aos outros o que não gostaria que lhe fizessem. Todas as leis positivas, isto é, aquelas postas no papel por alguma autoridade legítima e em conformidade com a lei natural, não fazem mais que aplicar, aos casos concretos, os primeiros princípios ora aludidos.

    A apostasia da moral posta em marcha por “Francisco” conduz apenas à desordem, seja a nível pessoal seja a nível coletivo.

    Quantos transviados, por exemplo, não se entregaram à esbórnia do festim pagão da falsa misericórdia propalado por “Francisco” ? Quantos jovens lutavam contra o pecado não “saíram do armário” para se jogar, correndo e afoitos, na pocilga da falsa misericórdia do falso pregador de falsidades?

    Quantos casamentos não se dissolveram?

    Quantos cambaleantes não retornaram ao vício por conta do “deixa prá lá, é assim mesmo” francisquete?

    Pois, notemos: o que está por trás da homicida doutrina de “Francisco” é o fatalismo. Quer dizer: não adiante lutar, se alguém tiver a tendência for transviada, tem mesmo que ser transviado; se algum casamento não ia bem, tem mesmo que acabar.

    E o que é esse “tem mesmo que…”?

    Resposta: paganismo, fatalismo, desconfiança de que Deus possa ou queira intervir na vida de alguém. Por outras palavras, uma concepção não-providencialista, mas PAGÃ e gentílica (maktub) acerca de Deus e de Sua ação no mundo. “Não ainda fazer nada, é assim mesmo”.

    O que a corruptora e crapulosa doutrina francisquete fomenta, com o seu quietismo e o seu luteranismo, é o paganismo e apostasia da fé. Por isso o clerossauna “nunca esteve tão bem”, pois a espúria doutrina do prelado argentino cauteriza o que lhes resta na consciência e lhes dá a aparência de conforto e tranquilidade, enquanto que, na verdade, os empurra cada vez mais para os escuros becos e alamedas do cemitério.

    Não surpreende que, como diz o artigo, o Evangelho seja negado de tantas e tantas maneiras.

    “Caim, onde está o teu irmão?”

  10. “Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema” (Gálatas, 1, 8)

    Caros fraternos, paz e bem!

    É provável que estejamos próximos de um Novo Cisma na Igreja, diante do afastamento geral do Evangelho e da Verdadeira Fé, culminando na entrada do Homem Iníquo na Igreja, opondo-se a Cristo e levando ao seu interior a “Abominação da Desolação”, do qual falou o profeta Daniel (Mt 24,15). Não há dúvidas de que o “fumo de Satanás” penetrou no Santuário, conf. já alertava Paulo VI. Devemos, pois, denunciar esses “eruditos” vendilhões do templo que difundem esse mortal veneno.

    É sabido que as três negações de Pedro mostram que é possível até um Papa renegar a Fé. O próprio Jesus advertiu Pedro: “Afasta-te de mim, Satanás. Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não tens senso para as coisas de Deus, mas para as dos homens”. Tais episódios são provas cabais dessas malditas tentações. A história da Igreja confirma isso, pois já existiram 37 antipapas (Hipólito, Novaciano, Félix II, Ursino, Eulálio, Lourenço, dentre outros), de um total de 267 (incluindo Francisco), ou seja, mais de 10% de “Suas Santidades” foram consideradas falsos pastores. Aliás, Jesus nos garantiu que a ovelha reconhece o “Bom PASTOR”. E pelos “frutos se conhece a árvore”.

    Francisco, papa do “fim do mundo”, é o “bispo vestido de Branco” descrito no Terceiro Segredo de Fátima (vide Oração de Francisco na capelinha das aparições em 12/maio/2017). Nestas condições, passou da hora dos católicos intensificarem suas orações em prol do papa Francisco, que se encontra entre a cruz e a espada. Seus altos e baixos, suas posições contraditórias e quebra de tradições. Senão, vejamos:
    i) Lava-pés com transexual X Última Ceia (somente homens. Nem Nossa Senhora estava presente);
    ii) “Quem sou eu para julgar?”, ref. aos homossexuais X advertências bíblicas;
    iii) Escolha do brasão papal;
    iv) Não venha a Roma para a minha posse, dê seu dinheiro aos pobres” X Pobres sempre tereis e perfume nardo puro derramado nos pés de Jesus;
    v) Bênção em silêncio para os jornalistas presentes sob o argumento de muitos não eram católicos e outros ateus (Sala Paulo VI,16/03/2013) X “E, em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa. E, se ali houver algum filho de paz, repousará sobre ele a vossa paz; e, se não, voltará para vós” (Lucas, 10, 5).
    vi) Dentre outras…

    Vamos rezar à Nossa Senhora de Fátima a fim de que a Sua Santidade Francisco seja protegido debaixo do seu manto sagrado. “A imagem da “Galinha que recolhe os seus pintinhos debaixo das suas asas, sob pena da Casa ficar abandonada” (Mt 23, 37 e Lc 13,34), trata-se da bondade divina que com as asas estendidas protege Jerusalém (Is 31,5), dirige-se ao Livre-arbítrio dos pintinhos e estes podem ou não aceitar tal proteção. “Á desgraça daí resultante alude Jesus, de modo misterioso mas inequívoco, com uma palavra que retoma uma antiga tradição profética, Jeremias, em face da grave situação do Templo, comunicara um oráculo de Deus: “Abandonei a minha casa, rejeitei a minha herança” (12,7). É precisamente o mesmo que anuncia Jesus: “Eis que a vossa casa vos ficará abandonada” (Mt 23,38). Deus abandona-a. O Templo já não é o lugar onde Ele pôs o seu nome. Ficará vazio; agora é apenas a “vossa casa”. (papa Bento XVI, na obra: “Jesus de Nazaré, da entrada em Jerusalém até a Ressurreição”).
    Quem viver, verá!

  11. A teologia do Papa Francisco foi exposta numa conferência proferida pelo Cardeal Walter Kasper no Seminário de Buenos Aires pelo 50º Aniversário de Clausura do Concílio Vativano II: “El concilio Vaticano II: intención, recepción y futuro”
    Pode ser baixada em http://bibliotecadigital.uca.edu.ar/greenstone/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=Revistas&d=vaticano-intencion-recepcion-futuro
    Um breve comentário a respeito da conferência pode-se ler em: http://www.fsspx-sudamerica.org/es/news-events/news/el-estado-de-necesidad-30929

  12. Isso não é irresponsabilidade: É consequência da nossa tibieza e falta de fé. Pedro vacila quando acha que pode andar sozinho sobre as águas e começa a afundar.

    E não, Francisco não tem nada de “Ide pelo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”. Quem atribui a este pontificado propagação do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo é instrumento de Satanás e semeador do joio.

  13. “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças”. Esta famosa frase do n. 49 da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium descreve a essência da eclesiologia de Papa Francisco: a “Igreja em saída”.
    Relendo mais detidamente o texto do enunciado, poder-se-ia concluir que seria, segundo a opinião pessoal do papa Francisco, que ele preferiria uma outra Igreja, que não corresponderia àquela de Col 1, 18; Col 1,24, Ef 12, 12 + etc, a qual é a extensão do Corpo de Cristo, Igreja pura, santa, imaculada e segura, como Ele mesmo.
    Doutra forma, optaria por aquela outra à margem, como denominou acima, por ex., que apoia os movimentos sociais de terroristas comunistas e as caóticas e execraveis esquerdas revolucionarias, casos do João P Stédile, do Juán Grabois etc., esse nomeado como assessor del Conselho Pontificio de Justiça e Paz da Santa Sé, responsável pelos encontros, declarado marxista leninista, admirador de Marx, Lenín, Mao, Che Guevara, Fidel Castro, Hugo Chávez-Maduro, Lula etc., e desde esse local privilegiado eclesial proclama com aquiescencia pontificia la Revolução.
    Já imaginou terroristas implantando a paz? A que tentam a ferro e fogo sedimentar na Venezuela? Só se for como a de Cuba: os donos no poder esquerdas-caviar e o povo estabulado, de coleira no pescoço e fecho éclair na boca!

  14. “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças”. Esta famosa frase do n. 49 da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium descreve a essência da eclesiologia de Papa Francisco: a “Igreja em saída”.(…)Ele deseja que a Igreja saia de si mesma e não se agarre às suas próprias seguranças, que abrace o risco de “primeirear”, de ousar, de se lançar ao encontro de todos os desafios da sociedade em que vivemos, totalmente aberta a todas as pluralidades.

    “Pena que destoa do Evangelho”

    Toda a razao, por isso ainda bem que Jesus escolheu nascer num palacio cheio de conforto e em seguranca e nao numa gruta ao pe dos animais e impedido de entrar numa casa.

    Por isso tambem ele quando enviou os 72 disse para eles irem bem preparados, com comida, para nao correrem riscos e se apoiarem na doutrina. Estavam todos super bem formados e tinham que convencer toda a gente da verdade do evangelho.

    Se o Pai da parábola do filho pródigo fosse o Papa Francisco, mandaria-o embora de casa com o dobro da herança e junto com o filho mais velho. Ele não esperaria que o seu caçula chegasse à lama, mas o mandaria para a pocilga, junto com porcos, para enlamear-se, e faria teologia disso, debochando de quem quisesse permanecer na segurança da casa, debaixo do teto, sob a sombra do lar.

    Se o autor deste texto, que se esconde no anonimato por isso nao posso chamar pelo nome, fosse o pai da parabola, provavelmente nao daria nada ao filho que queria partir. Se por alguma razao, o filho mais novo chegasse a lama, este iria lhe dizer “Eu disse-te” ao estilo de um velho do restelo. E depois para voltar a casa teria que cumprir varios rituais de purificacao, varios sacrificios e finalmente pedir a autorizacao ao sacerdote do templo se todos os rituais foram bem cumpridos.

    Se o Pastor das cem ovelhas fosse o autor deste texto, ele não deixaria as noventa e nove no aprisco para buscar àquela desgarrada. Ele ficaria em casa a dizer entre dentes,”Ovelha burra e desmiolada” e a congratular-se como foi ficar com as 99. E depois, a medida que outras ovelhas se fossem perdendo, nada de correr riscos por essas estradas, mas simplesmente ficar em casa em seguranca condenando as ovelhas que se perderam.

    Se a mulher que perdeu a dracma em casa seguisse o modelo do autor do texto, nao se alegraria por ter recuperado a moeda, mas ficaria calada para nao correr riscos de a voltar a perder ou que alguem a roubasse.

    O autor do texto não seria o bom samaritano nunca encontraria o homem acidentado porque nao sairia de casa para procurar pois ficaria na seguranca de um edificio ou de uma doutrina. Porque a Igreja tem que ser um tribunal ou uma repaticao de financas que esta nao para trazer conforto para a consciência do pecador com o anuncio da boa nova, que o evangelhonao eh para prostitutas, pecadores, cobradores de impostos e os outros mais trasviados da sociedade mas para pessoas arrependidas que conhecem a doutrina e a missa em latim.

    Segundo o autor, o Papa Francisco está entregando suas ovelhas às garras dos lobos e teologizando este absurdo com muito açúcar. Isto não é uma brincadeira. É uma tremenda irresponsabilidade! Caro senhor, o Papa Francisco esta sobretudo procurando sobretudo as ovelhas perdidas e a ir ao encontro do filho prodigo e do bom samaritano.

    Este texto, escrito pelo senhor pode resumir-se a esta passagem do evangelho:

    “Seu filho mais velho estava no campo; quando voltou e foi chegando à casa, ouviu a música e a dança: e chamando um dos criados, perguntou-lhe que era aquilo. Este lhe respondeu: chegou teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde. Ele se indignou, e não queria entrar; e saindo seu pai, procurava conciliá-lo. Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo, sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com os meus amigos; mas quando veio este teu filho, que gastou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado. Replicou-lhe o pai: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu; entretanto cumpria regozijarmo-nos e alegrarmo-nos, porque este teu irmão era morto e reviveu, estava perdido e se achou.»

    • Não senhor, Seu Hugo Alexandre. O mundo todo se tornou essa pocilga por gente que pensa como o senhor, que acusaria o próprio Jesus de farisaísmo se tivesse tido chance, que chama ao mal bem e ao bem, mal. Se o senhor não entende nada, é melhor ficar calado até que pelo menos entenda. Isto aqui é um espaço católico, não é o púlpito da Igreja de Lutero. Ah, e o texto é um editorial. Reflete a opinião do proprietário/autor, do veículo de informação, e de muitos quantos ainda acreditam numa Igreja Católica idêntica à si mesma por 2000 anos, e não num arremedo grosseiro que tem 50 anos e está afundando a humanidade inteira.

  15. Cara D. Fernanda,
    A resposta ao que escrevo eh simplesmente mandar-me calar e duzer que nao entendo? Pode nao gostar do Papa Francisco mas por favor, o texto que o autor foi escolher é uma péssima escolha para querer acusar o Papa de se desviar do evangelho. Jesus insiste durante os quatro evangelhos a sair e correr riscos. S. Paulo correu tantos riscos que foi várias vezes preso, apedrejado e condenado à morte.
    A história da Igreja está cheia de santos que foram perseguidos por terem a coragem de defender uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças.
    Quer exemplos:
    S. Francisco de Assis
    São Tomás de Aquino
    Sta Joana D’Arc
    Sta Teresa d’Avila
    S. Joao da Cruz
    S. Ignacio de Loyola
    S. Joao Bosco
    S. Felipe Neri
    Santa Micaela
    Sta Faustina Kowalska
    Quer que eu continue?

    • E por um leve acaso é a eles que Francisco se refere?!

      Ah vá…. dá licença, que as panelas do meu fogão tem mais a ensinar do que Francisco e o senhor juntos….

    • Todos esses santos e São Paulo falam muita coisa sobre conversão, pecado, inferno, consequências da sodomia que o sr. talvez não aprecie muito. Se sujar na missão é uma coisa, se emporcalhar dançando pachamama e outras bizarrices é outra completamente diferente.

    • Ora, bem ao gosto dos hereges ideólogos aos quais se associa a sua “teologia”, Francisco, por ação ou OMISSÃO, está tratando ele mesmo de acidentar, ferir e enlamear a Santa Igreja, a fim de que suas proposições se aparentem adequadas à sã doutrina. E o seu gramsciano proceder encontra eco nas cabecinhas mais sensíveis aos sofismas racionalistas/materialistas/modernistas, tais como (aparentemente) a do Sr. Hugo Alexandre… Oremus!

    • Prezado senhor Hugo Alexandre,
      O Credo, a profissão de fé, nos ensina que a Igreja é santa:
      “Creio,na Igreja una,santa, católica e apostólica” ou “Creio na Santa Igreja católica”.
      Logo a Igreja é santa. Mas é claro que há pecadores na Igreja.
      Então, a verdadeira questão não consiste em fazer da Igreja uma pocilga acidentada, ferida e enlameada, como vc gostaria, mas consiste em saber o quanto, isto é,em que medida, os enlameados pelo pecado AINDA pertencem a Igreja. Aliás, a doutrina católica (que parece não ser a sua) chama a esses enlameados de “membros mortos”, e estão mortos porque vivem privados voluntariamente da graça. Eu sei que há certa perversão doutrinal (que parece ser a sua) que diz não haver pecados graves ou mortais,mas não dá pra falar deles agora.
      Nem todos os pecados separam da comunhão da Igreja. Mas há pecados que separam – o pecado de cisma e o pecado de heresia – esses mesmos que “Francisco” promove debochadamente com o aplauso de analfabetos teológicos da sua qualidade e da dele (sem esquecer do aplauso satânico, estrebuchante e atormentado das transviadas que passam a vida em certo tipo de prostituição gastando o dinheiro das velhinhas…).
      Então, deixe de blasfemar e de invocar a autoridade dos santos para endossar o pecado. É mais fácil e mais tranquilo romper com o pecado que ficar assim estrebuchando, contorcendo e vomitando escorpiões doutrinais pela sarjeta, tentando enganar os simples e os pequenos de Deus, que se esforçam para cumprir os mandamentos.

  16. É verdade que o Cardeal Gerhard Müller chamou Begoglio de marxista?!

    • Caro PW,

      O senhor falou, falou mas não disse nada.
      1°- O Papa refere-se ao combate, o sair ao encontro daqueles que estão perdidos, do correr riscos de deixarmos o conforto das nossas igrejas vazias mas bem quentinhas e ir anunciar o evangelho aos que estão longe. Os que estão longe são os divorciados que são mais pecadores que um padre pedofilo, que se confessa e já está perdoado como no dia da criação. Os que estão longe são os viciados em drogas, sexo, jogos, internet, pornografia and so on, mas se ousarmos falar de amor eles sozinhos já sabem que estão errados e procuram o caminho da salvação. Os que estão longe são os homossexuais, que agora nem o sacerdócio os queremos admitir, mas que sofrem por serem o que são e não os sabemos acolher nem para ser que ouvi -los. O senhor, bom católico, não precisa de uma Igreja assim para estar ao seu serviço. É o senhor que é convidado a sair, a correr riscos, a misturar-se com os pecadores. Era ali que Jesus esteve e continua a estar.

      2°- Quanto à questão dos membros mortos são esses que precisam de ajuda, esses que estão privados da graça, que necessitam de ouvir o evangelho. Curiosamente foi exactamente o que fez Jesus assim que morreu, ir anunciar a boa nova aos mortos do inferno.

      3° – Enquanto o senhor passa o tempo a considerar os outros mais ou menos católicos (eu pecador me considero, mas um pecador perdoado que canta em plenos pulmões o Exultet “Oh feliz culpa que tem um Salvador assim”) e a considerar como se fazer notar pela sua estatura moral e católica, não consigo parar de pensar no evangelho de Lucas 18, 9-14.

      Entretanto, voltando ao que interessa, eu respondi a um texto mas não vejo nenhuma resposta ao meu texto com argumentos lógicos e só insultos e acusações de blasfêmia. Já agora saia do armário e assine com um nome de gente, ou tem medo que o reconheçam no trabalho ou na vizinhança?

    • Prezado Hugo Alexandre,

      Saindo, vossa mercê, de Trás-os-Montes (e quiçá de armários e de arcas empoeiradas visto que nenhuma heresia é propriamente nova) foi o vossa mercê que acabou de repetir o óbvio, a saber: que a Igreja deve ir aos pecadores. Na v. cartilha, foi preciso vir “Francisco” ensinar ao Espírito Santo que a Igreja deve ir de encontro aos pecadores…! Realmente, antes de Francisco, a Igreja má e farisaica, alijava os pecadores da misericórdia divina…Que maravilha! Que genial a intuição reinol de vossa mercê e do teólogo “Francisco”…

      Mas, voltando ao assumpto que vossa mercê escamoteou, pergunto: é a Igreja Santa? Ou é ela a pocilga empoeirada que vossa mercê descreve com tanta impropriedade e destempero…?

      A questão, de fato, não consiste em chamar a Igreja de pecadora, como vossa mercê, todos os hereges e analfabetos teológicos de todos os tempos, inclusive e sobretudo o nosso, proclamam, mas, sim, de perguntar em que medida um pecador ainda pertence à Igreja (enquanto membro morto por estar privado da graça santificante). Posto que não sou donatista, nem albigense, nem maniqueu, reitero que também os pecadores fazem parte da Igreja, e que apenas os pecados contra a fé e o cisma apartam da sua unidade. Por isso é avisado não cair neles por torpeza e obstinação.

      Mas, afinal, senhor Hugo Alexandre: a Igreja é pecadora…? Ou há um modo mais fácil e menos tacanho de dizer que os pecadores não conspurcam a santidade da Esposa do Cordeiro , “coluna e sustentáculo da verdade”?

  17. Sr Hugo Alexandre,
    acho que o sr. está começando a levar para o lado pessoal. O senhor elenca alguns vícios e/ou pecados e atribui a outros. Entretanto, o senhor faz juízo temerário de todos que participam desse espaço. De onde o senhor tirou que as pessoas que aqui comentam vivem no conforto e segurança e que todos aqui estão livres e imunes dos pecados e misérias humanas? O único sentimento que eu percebo na maioria dos comentaristas aqui é a certeza de que fora da Igreja Católica não há salvação. E o sacrifício e a dor com que cada um leva a vida e projeta seu propósito é pessoal e só Deus sabe o de todos. Veja o post aí abaixo da Sra. Gercione Lima que vive um combate diário e feroz com uma doença terrível. Quem pode avaliar um sofrimento desse e da família dela?! Se o senhor acha que aqui é um espaço desnecessário, o que que o senhor está esperando para viver a orientação do papa e parar de perder tempo aqui e socorrer aqueles que o senhor acha que precisa de auxílio. Em Mateus 7, Jesus fala para tirar a trave do olho antes de apontar o cisco do irmão. Talvez seja interessante o senhor se perguntar por que a lista de pecados que o senhor elencou o incomoda bastante. Sabia que todo pecado pode ser perdoado? Depende apenas de arrependimento! Ou o senhor acha que não precisa de arrependimento? É bom lembrar que Francisco é o sucessor 267 de Pedro e não é mais importante que Jesus Cristo.

  18. PW,

    Saidos de Tras os Montes, foram de certeza os teus antepassados por isso respeita a tua arvore geneoloqica.

    Quem disse que o Papa esta a ensinar algo de novo? São exactamente voçês que o acusam de uma heresia por isso a contradição. O Papa não está a ensinar nada de novo e simplesmente a repetir o que a Igreja tem dito desde sempre. Mas segundo o autor do texto o Papa está a ir contra o Evangelho. Vamos lá ver então, o Papa está a inventar algo e sendo herege ou então está a repetir e a exortar o que a Igreja desde sempre. Decidam-se.

    “Mas, voltando ao assumpto que vossa mercê escamoteou, pergunto: é a Igreja Santa? Ou é ela a pocilga empoeirada que vossa mercê descreve com tanta impropriedade e destempero…?”
    Acho que me está aconfundir com alguém? Onde eu desconsiderei a Igreja? Onde eu disse que ela era uma pocilga empoeirada? Esta frase não é minha. Agora estou de acordo com o Papa que prefiro uma Igreja que corre riscos, de sair para a rua para contactar com tudo o que é pecador, os ateus, os homossexuais, os indiferentes, os modernistas, os tradicionalistas todos. Prefiro uma Igreja onde há espaço para os homens poderem errar, onde 70 pessoas, bem intencionadas, podem escrever ao Papa a corrigi-lo no que acham que está errado, sem correrem o risco de serem ex-comungadas. Por isso nunca descrevi a Igreja como uma pocilga.

    De novo, onde escrevi eu que a Igreja era pecadora?

    Caro Carlos BW,

    Pode me citar, com gentileza, onde é que eu disse algo pessoal e que fiz um juizo temerario das pessoas deste forum?

    Depois onde fiz a consideração de achar que este é um espaço desnecessário?

    Estimado senhor, é o senhor que me pergunta o que estou esperando “para viver a orientação do papa e parar de perder tempo aqui e socorrer aqueles que o senhor acha que precisa de auxílio.” Como sabe o senhor que não o faço? Eu nunca disse que as pessoas deste forum não exercessem a misericordia ou que não façam actos de sacrificio pessoal pelo bem da Igreja e das almas do purgatório.

    Outra vez lhe pergunto com gentileza, onde está uma lista de pecados que me incomodam?

    E sim sei que todo pecado pode ser perdoado, eu até por caso disse que sou um pecador feliz do meu Salvador e acrescento que me sinto confirmado ño perdão de Deus na confissão semanal.

    P.S.- Quanto à Sra. Gercione Lima, eu me associo a todos aqueles que rezam pela graça de uma cura, e que S. João de Deus patrono dos médicos, guie o corpo médico e que Maria, mãe e Senhora de Todas as Dores, possa interceder junto do seu Filho por um rápido restablecimento.

    • Sr. Hugo Alexandre,

      é obrigação da Igreja acolher a todos nós que somos pecadores. Só que nem uma papa pode mudar a doutrina. Mateus 24-35 ” Passará o céu e a terra, mas não passarão as minhas palavras”. Temos o evangelho segundo São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João mas não é possível um evangelho conforme Freud ou Marx como querem os “progressistas”. O papa sabe disso por isso não responde diretamente às dúbias dos cardeais e por isso a iniciativa da “correção filial” feita por teólogos.

      Desejo as bênçãos de Deus para o senhor e sua família.

  19. “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças”
    Está esquecendo que na Igreja existem ministérios. A vocação é um chamado de Deus, e não uma norma expedida por um decreto de uma pessoa de carne e osso.
    Outra coisa, não adianta a Igreja sair pelas encruzilhadas tentando acolher a todos se não tiver uma retaguarda – a vida monástica principalmente – que, por meio da oração e das penitências – que o homem apostólico não consegue realizar sozinho – consiga as graças necessárias para dar força aos que avançam. Mas, infelizmente, a vida monástica, ascética e eremítica acabou nesta Igreja progressista!!!
    Se a Igreja vai estar somente na encruzilhada, então onde vai estar a sala do banquete? Quais os funcionários que estarão preparando o banquete do Pai de Família?
    Ainda, se por um lado a Igreja deve realizar a missão, contudo, por outro lado não pode se sujar, ferir-se ou contaminar-se com o paganismo ou os erros das outras religiões, porque ela, além de ser coluna e sustentáculo da verdade, deve transmitir a verdade pura aos seus fiéis e a todos que queiram ouvi-la (aos que querem ouvi-la).
    Uma coisa é uma sociedade cristianizada, como o ocidente (Europa e América principalmente).
    Outra coisa são povos não cristianizados ou de cristianização recente (parte da Ásia e da África) – estes sim, são ainda terreno de missão.
    No caso do ocidente, a menos que ocorra uma invasão bárbara por outros povos, como ocorreu com o Império Romano, absolutamente não se trata de terreno de missão.
    No caso do ocidente, está mais para se aplicar o aviso do céu:
    “Meu povo, sai de seu meio para que não participes de seus pecados e não tenhas parte nas suas pragas, porque seus pecados se acumularam até o céu, e Deus se lembrou das suas injustiças. (…) Pois ela disse no seu coração: Estou no trono como rainha, e não viúva, e nunca conhecerei o luto.” (Ap. 18, 4-5; 18, 7).
    Lembremos que Francisco acusou a dogmática católica de farisaísmo, na entrevista com Dominique Wolton (disponível em: https://fratresinunum.com/2017/09/04/papa-francisco-excertos-do-livro-onde-ele-diz-tudo/):
    “Esse tipo de proibições é o que se encontra no drama de Jesus com os fariseus”.
    Soltando o meu verbo: Esse Papa é um dos maiores mentirosos e demagogos que apareceu por aí. Ele vive de “slogan”, propaganda e enganação! Pregar o Evangelho, nada! Com ele, quem dita as normas é o Mundo. E a Igreja é a prostituta do mundo.

  20. “Agora estou de acordo com o Papa que prefiro uma Igreja que corre riscos, de sair para a rua para contactar com tudo o que é pecador, os ateus, os homossexuais, os indiferentes, os modernistas, os tradicionalistas todos. Prefiro uma Igreja onde há espaço para os homens poderem errar, onde 70 pessoas, bem intencionadas, podem escrever ao Papa a corrigi-lo no que acham que está errado, sem correrem o risco de serem ex-comungadas.”

    R-Gostaria de saber quantos foram convertidos ao catolicismo com essa tática? Porque até agora só vejo católicos debandando para outras religiões… prefere uma igreja que corre riscos… de ser extinta.

    • “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças”
      O Arcebispo Savio Hon Tai-Fai, Secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, foi removido de seu cargo pelo Papa Francisco porque fazia uma forte oposição ao regime comunista na China, onde esta a verdadeira coragem?