Foto da semana.

Poland_810_500_55_s_c1_810_500_55_s_c1

Participação maciça na Cruzada do Rosário na Polônia. Liberais furiosos

Por Lisa Bourne, Varsóvia, Polônia, 9 de outubro de 2017 – LifeSiteNews | Tradução: FratresInUnum.com: Centenas de milhares de católicos poloneses cercaram seu país de oração no sábado [7 de outubro – festa de Nossa Senhora do Rosário e recordação da Batalha de Lepanto], implorando a intervenção de Nossa Senhora para salvar a Polônia e o mundo.

Os católicos deram a volta ao redor dos 3.200 quilômetros de fronteira da Polônia para rezar o “Rosário nas Fronteiras”, ao passo que as mídias progressistas consideraram o encontro nacional de oração “polêmico”, xenófobo, islamofóbico ou não representativo da Igreja Católica.

“Os católicos da Polônia realizam um polêmico dia de oração nas fronteiras”, dizia a manchete da BBC a respeito do evento.

Rafał Pankowski, chefe do grupo de defesa de compreensão multicultural de Varsóvia Jamais Novamente, disse à Associated Press: “Todo o conceito de fazer essa oração nas fronteiras reforça o modelo étnico-religioso e xenófobo de identidade nacional”.

Krzysztof Luft, ex-membro do maior partido de oposição da Polônia, a Plataforma Cívica liberal, tuitou: “Ridicularizando a Cristandade em grande escala. Eles tratam a religião como uma ferramenta para manter o atraso na estagnação polonesa”.

O “Rosário nas fronteiras” foi organizado por católicos leigos e sancionado por líderes da Igreja na Polônia, com cerca de 320 igrejas de 22 dioceses que participam em cerca de 4.000 locais ao longo da fronteira com a Alemanha, a República Tcheca, a Eslováquia, a Ucrânia, a Bielorrússia,  a Lituânia,  a Rússia e o Mar Báltico.

Mais de 90% dos 38 milhões de cidadãos da Polônia são católicos romanos.

A primeira-ministra católica da Polônia também aprovou o evento do rosário. Beata Szydlo tuitou: “Saúdo a todos os participantes”.

O padre Pawel Rytel-Andrianik, porta-voz da Conferência Episcopal Polonesa, disse que foi o segundo maior evento de oração na Europa desde a Jornada Mundial da Juventude, em 2016. O New York Times informou, no entanto, que os números de participação final ainda estavam sendo calculados.

As capelas do aeroporto, consideradas portões de entrada para o país, também foram locais de oração para os católicos, afirmou o AP, e os soldados poloneses estacionados no Afeganistão rezaram no aeródromo de Bagram.

As posições de oração para o evento do rosário também incluíam barcos de pesca no mar, bem como caiaques e veleiros formando correntes em rios poloneses, de acordo com um relatório da Agence France-Presse.

“Durante a oração, eu estava no aeroporto de Chopin em Varsóvia”, disse o padre Rytel-Andrianik, “e havia muitas pessoas saindo da capela”.

“Essa foi uma iniciativa de leigos, o que torna o evento ainda mais extraordinário”, prosseguiu. “Milhões de pessoas rezaram o rosário juntas. Esse número excedeu as expectativas mais ousadas dos organizadores “.

As igrejas que participaram iniciaram o evento de oração com uma palestra e a celebração da missa antes que os católicos se dirigissem para as fronteiras para rezar o rosário.

O “Rosário nas Fronteiras” tomou seu significado a partir das aparições de Nossa Senhora de Fátima, programadas para o primeiro sábado do mês durante o centenário da aparição de Nossa Senhora aos três pastorinhos em Fátima, Portugal.

O evento nacional de oração católica da Polônia também coincidiu com a Festa de Nossa Senhora do Rosário no aniversário de 7 de outubro da vitória naval de 1571 da Santa Liga sobre a marinha do Império Otomano na Batalha de Lepanto.

O rosário está intimamente ligado à vitória de Lepanto, devido ao apelo do Papa São Pio V aos fiéis para que rezassem o rosário pela vitória.

Os comentários de alguns participantes a respeito da Europa manter suas raízes cristãs ou derrubar a maré do Islã foram instrumentalizados pela mídia para descrever o “Rosário nas fronteiras” como evento nacionalista ou de “Medo do Islã”.

“Vamos rezar por outras nações da Europa e do mundo para entendermos que precisamos voltar às raízes cristãs da cultura europeia se quisermos que a Europa permaneça na Europa”, disse o arcebispo de Cracóvia, Marek Jedraszewski, durante a missa no sábado.

“Isso é algo muito sério para nós”, disse Basia Sibinska à AP. “Queremos rezar pela paz, queremos rezar pela nossa segurança. Claro, todos vêm aqui com uma motivação diferente. Mas o mais importante é criar algo intenso e apaixonante como um círculo de oração ao redor de toda a fronteira”.

A Polônia e a Hungria se recusaram a receber migrantes sob o sistema de quotas estabelecido pela União Europeia, causando controvérsias e ameaçando a filiação dos dois países na UE.

Os receios com a secularização na Europa, no entanto, existem independentemente da atual crise migratória e suas diversas implicações.

O relatório do Times referiu-se ao evento de oração do rosário dizendo que “católicos poloneses agarrando contas de rosário” reuniram-se “para uma manifestação em massa” e chamaram a Polônia de “uma nação movendo-se cada vez mais para a direita”.

O teólogo da Universidade Villanova, Massimo Faggioli, usou o Twitter para criticar o evento, dizendo que o rosário teve um “uso anti-imigrantes”.

Ele tuitou dizendo: “Usar a Virgem Maria como um escudo humano e o Rosário como uma arma contra o Islã não é exatamente o meu modo de pensar” e “usar o Rosário como arma contra o Islã não representa ‘a Igreja Católica’”.

Os organizadores disseram à LifeSiteNews que o objetivo do evento do Rosário na Fronteira era seguir o chamado de Nossa Senhora em Fátima para rezar o rosário para o resgate do mundo.

“O Rosário nas Fronteiras não é uma cruzada, porque não queremos lutar com ninguém”, disse Maciej Bodasiński. “É uma comoção gigantesca em favor, não contra algo. Seguimos firmemente o seu comando, e rezaremos nas fronteiras do nosso país, saindo em oração e testemunho do mundo inteiro, para que a Misericórdia de Deus não se restrinja a nenhuma fronteira “.

O padre Alexander Lucie-Smith, teólogo moral e editor de consultoria do Catholic Herald, disse em uma postagem no blog que rezar o rosário não é algo polêmico, e essa é a nossa melhor arma contra o mal.

O padre Lucie-Smith observou que a Polônia tem uma história diferente de outras nações europeias, como a Grã-Bretanha, tendo sido “apagada do mapa em várias ocasiões” na história recente.

“Se os poloneses parecem mais apegados à soberania nacional do que a maioria, quem pode culpá-los?”, indagou. “Sua soberania tem sido muito contestada. Além disso, a questão da nacionalidade polonesa está profundamente relacionada à fé católica. Tanto em questões de etnia e religião, os poloneses foram firmes em resistir à russificação. Você pode culpá-los?”

Ele também disse que os poloneses têm o direito de fazer suas próprias escolhas em matéria de admissão de migrantes e que rezar pela salvação da Polônia e do mundo era “admirável. O exemplo polonês deveria estimular os outros a fazerem a mesma coisa.”

Em relação à ligação com a Batalha de Lepanto, o padre Lucie-Smith disse que comemorar o aniversário não denota a negatividade perante outro país, mas comemora a libertação daqueles que foram submetidos a um regime despótico, incluindo os escravos das galés cristãs, fazendo disso algo para se comemorar.

Ele também enfatizou que a oração pela vitória na guerra “há muito tem sido o caminho cristão”, seja em Lepanto, durante a Segunda Guerra Mundial, bem como até e incluindo os bispos nigerianos, instando as pessoas de hoje a rezarem o rosário diante de Boko Haram, “o que está completamente de acordo com a tradição católica”.

“Polêmico? Eu não penso assim”, escreveu o padre Lucie-Smith. “Os católicos fazem isso há séculos”.

“Tenhamos a esperança de continuar rezando durante os séculos vindouros”, disse. Como o site dos organizadores do evento polonês nos recorda, “o rosário é uma arma poderosa contra o mal”. Continuemos a usá-lo!

Tags:

15 Comentários to “Foto da semana.”

  1. Quem sabe este extraordinário exemplo dos católicos poloneses não sirva de exemplo para repetirmos, em nossa Terra da Santa Cruz, a reza do Santo Rosário em uma nova Marcha por Deus e a Família, como em 1964, quando a nação brasileira expulsou a ameaça comunista.

  2. Ao ver isso sinto orgulho das minhas origens. Se pudesse, faria o caminho de volta!

  3. Pessoal,
    Quando fiquei sabendo dessa Mega convocação do Rosário, inicialmente convocada por leigos e, posteriormente, encampada pela Hierarquia católica polonesa, fiquei maravilhado com tudo o que vi e ouvi.
    Trata-se de um Milagre a olhos vistos. Milhares (ou milhões) de católicos cercaram as fronteiras da Polônia (3.200 km) com uma corrente do rosário, enfrentaram o frio, acidentes geográficos (montanhas, praias, rios, estradas…) para pedir a Deus a proteção. Que exemplo de patriotismo, de catolicismo frente as ameaças internas (ideologia de gênero…) e externa (guerras, invasões…) por quais o mundo atravessa.
    Quem dera os demais países cristãos seguissem seu exemplo.
    Com certeza, o mundo seria outro!
    Oxalá o povo católico brasileiro inicie uma cruzada semelhante em defesa da fé cristã, contra a corrupção dos políticos e em defesa dos valores e símbolos cristãos.
    Contem comigo para essa futura empreitada.

  4. “Beata gens, cui Dominus est Deus,populus, quem elegit in hereditatem sibi.”

  5. Nós brasileiros já fomos exemplo no combate contra os comunistas (a Marcha Por Deus e Pela Família em 1964). Hoje a Polônia é o exemplo no combate contra o comunismo e a invasão islâmica.

  6. … Massimo Faggioli disse que o rosário teve um “uso anti-imigrantes” e “Usar a Virgem Maria como um escudo humano e o Rosário como uma arma contra o Islã não é exatamente o meu modo de pensar” e “usar o Rosário como arma contra o Islã não representa ‘a Igreja Católica’”…
    De fato, o evento não representa a facção sedizente da Igreja católica e associada às esquerdas, decorrendo disso que Massimo Faggioli está correto, pois tentar refrear a arriscada e indesejável imigração islâmica para se apossar do país para si, depois expulsar ou mesmo dar chance para eles trucidarem os anfitriões por o “mundo ser de Alah e todos os mais serem penetras” é inegável e farão esse serviço sujo com todo empenho e fervor!
    Além disso, os poloneses visam barrar a expansão do comunismo da vizinha e arquiinimiga Russia, além de a Polonia confiar na SS Virgem Maria como protetora é algo inconcebível para mentes recheadas de esterco marxista.
    Nos últimos anos cada vez mais os comunistas poloneses vêm sofrendo sucessivas derrotas; quanta diferença do clero e povo dessa nação com ambos daqui da América Latina em geral com as mentes fortemente influenciadas pela TL!
    O que vem sucedendo mundo afora é que as esquerdas estão sendo ferozmente repudiadas nas redes sociais, que lhes são ferrenhas oponentes e as denunciam via redes sociais independentes seus intestinos putrefatos, sem caraminguás governamentais esquerdistas, querendo forçosamente transformarem o mundo ocidental em legiões de zumbis para facilitar a dominação pelos globalistas, no entanto, como elas são perversas, estamos atentos vigilantes de suas incursões, de plantão 24 horas!

  7. Se a imprensa opõe e critica, é coisa boa!

  8. Isaías, eu só lhe digo uma coisa: esse Massimo Faggioli não vale nada! A vida dele é atacar os Católicos tradicionais e defender a indefensável agenda Bergogliana que sai do Vaticano.

  9. Essa União Europeia é mantida por satanistas

  10. Milagre do sol de novo??

  11. Meus parabéns ao povo polonês. Um exemplo de catolicidade. Mas, nós católicos faríamos melhor rezando a Deus para que o Papa cumpra o seu dever e consagre a Rússia, conforme o pedido da Virgem Maria. Este ato converterá a Rússia e todos teremos a tão desejada Paz.

  12. Possa a Polônia ser arado e semente para a fé reflorescer nos campos da Europa. Muito bonito de se ver mesmo.

  13. Polónia foi um segundo país para mim, como portuguesa na época em que se deu a revolução nesse país, também eu me juntei aos irmãos na fé para pedir a liberdade para o país! Se houvesse mais uma dezena ou centena de países a fazer o mesmo, a guerra não voltaria, as leis contra natura não existiriam e esta moda invertendo as leis da Criação jamais teriam a extensão que estão a ter na Europa e principalmente no continente americano.