Editorial: Francisco humilha Sarah. O apogeu da Babel litúrgica.

Por FratresInUnum.com – 23 de outubro de 2017

Tirânico. Não há outro adjetivo que se empregue para o vexame ao qual o pontífice reinante submeteu ontem o Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino.

Totalmente sem precedentes, o ato despótico perpetrado pelo Papa que assumiu o nome do “pobrezinho de Assis”, Francisco, nada tem de franciscano; é totalmente contrastante com a humildade que vive propagandeando de si mesmo.

francisco sarahA velocidade com a qual este papa protagoniza o desmonte de sua própria Igreja é tão alucinante que chega a ser difícil documentar.

Recentemente, ele publicou o Motu Proprio Magnum Principium em que confere às Conferências Episcopais a faculdade de aprovar a tradução dos textos litúrgicos, reservando à Santa Sé apenas o direito de “confirmar” os mesmos.

O Cardeal Sarah, competente em matéria porque Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, sequer foi consultado. A apresentação do texto pontifício foi realizada pelo Secretário do mencionado Dicastério, o arcebispo progressista Arthur Roche.

Na sequência, o Cardeal Sarah tornou público um texto intitulado “Humilde contribuição para uma melhor e justa compreensão do Motu Proprio Magnum Principium” em que interpretava o citado texto em continuidade com o Motu Proprio Liturgiam Authenticam do Papa João Paulo II. Na prática, Sarah defendia a ideia de que “reconhecimento” e “confirmação” seriam sinônimos na aplicação do Motu Proprio de Francisco. Tentava fazer uma hermenêutica da continuidade e, ao mesmo tempo, salvar a competência de sua Congregação.

Ontem, porém — exato dia da festa litúrgica de João Paulo II, canonizado por Francisco — o site italiano La Nuova Bussola Quotidiana publicou a carta com a qual o Papa Bergoglio corrige publicamente o cardeal africano, deixando claríssimo: doravante, e até disposição em contrário, a “aprovação” da tradução dos textos litúrgicos não fica a cargo da Sé Apostólica, mas das Conferências Episcopais, cuja “confirmação”, em clima de diálogo, deverá ser dada pela Congregação para o Culto Divino.

À Congregação de Sarah não competirá realizar mais o que, por determinação de Liturgiam Authenticam, fazia — e guerreou duramente contra Conferências Episcopais do mundo todo para isso –, isto é, um “exame detalhado palavra por palavra”, nas palavras de Francisco, mas apenas garantir “a integridade do livro, ou seja, verificar se todas as partes que compõem a edição típica foram traduzidas”. Esvazia-se praticamente, assim, toda a competência do dicastério de Sarah sobre o assunto.

A carta do Papa Bergoglio começa e termina com um agradecimento elogioso à contribuição de Sarah. O paralelo com o elogio dos discípulos dos fariseus e dos herodianos a Nosso Senhor, recolhido no Evangelho deste domingo do Missal de Paulo VI, é inevitável. Ainda mais porque ele solicita ao cardeal que ele mesmo faça publicar a sua “correção” nos sites que divulgaram anteriormente o seu texto, bem como a todas as Conferências Episcopais, e aos membros e consultores da Congregação da qual ele é Prefeito. Maior humilhação, neste caso, impossível!

Esta não é a primeira vez que Francisco constrange o Cardeal Sarah com uma retratação. Em 2016, quando o mesmo proferiu uma conferência em que sugeria que os sacerdotes celebrassem a missa ad orientem a partir do advento seguinte, a Sala de Imprensa da Santa Sé lançou um Comunicado de esclarecimento em que desmentia as declarações do cardeal.

Note-se, porém, que Francisco teria motivos para ter desmentido diversas vezes o Cardeal Müller ou mesmo o Cardeal Burke, que chegaram a fazer declarações muito mais contundentes acerca de seu confuso magistério, e, no entanto, nunca o fez de forma tão brusca. Por quê?

Será que Papa Francisco teria, a exemplo seu glorificado amigo e teólogo Walter Kasper, algum preconceito contra negros, especialmente contra africanos? A propósito, todos sabemos da resistência dos bispos africanos nos sínodos da família, resistência capitaneada pelo Cardeal Sarah e resistência desprezada solenemente por Francisco numa referência indireta em seu discurso de encerramento do Sínodo de 2015: “aquilo que parece normal para um bispo de um continente, pode resultar estranho, quase um escândalo – quase! –, para o bispo doutro continente”.

Ou será que o Papa argentino considera verdadeira a análise de Sandro Magister, segundo a qual Sarah seria um candidato de força no próximo conclave e, consequentemente, sendo este de linha conservadora, oposta à sua, está querendo desprestigiá-lo e eliminar uma eventual concorrência?

Por trás de toda esta reação desproporcional de Francisco está, também, um discreto silenciamento do Papa Emérito. De fato, no prefácio da edição russa do tomo de suas Obras Completas dedicado à Liturgia, lançado no início deste mês de outubro, escreve Bento XVI: “a causa mais profunda da crise que tem sacudido a Igreja está no escurecimento da prioridade de Deus na Liturgia. Tudo isto me levou a dedicar-me ao tema da Liturgia mais que no passado porque sabia que a verdadeira renovação da Liturgia é uma condição fundamental para a renovação da Igreja”.

Aliás, recentemente, Bento XVI prefaciou o livro sobre liturgia do Cardeal Sarah [outro prefácio de Ratzinger, em 2015, a livro anterior de Sarah simplesmente desapareceu] e o chamou de “mestre espiritual”, afirmando que a liturgia da Igreja estava em boas mãos.

Em todo caso, se a Missa de Paulo VI já tinha se tornado uma espécie de ideia platônica, nunca concretizada de modo perfeito nem celebrada em lugar algum do planeta, mas apenas reproduzida das maneiras mais diferentes e contraditórias possíveis, agora, com o Motu Proprio Magnum Principium, o Papa Francisco deu-lhe o pior golpe desde a sua promulgação, em 1969.

O Novus Ordo se tornará ainda mais incerto e tão diversificado, de lugar em lugar, de país em país, que o ato de Bergoglio, em si, quase significa a completa abolição de uma “missa do Concílio Vaticano II” que nunca chegou a existir verdadeiramente.

Nem falemos das incertezas que terão os fieis, sem conseguirem discernir em que lugar se celebra uma missa válida, visto que os padres, sempre dados à criatividade, passarão a improvisar dos modos ainda mais estapafúrdios do que aqueles que já temos presenciado. Além do que, em países como o Brasil, não é de se duvidar que a Conferência Episcopal se arrogue o direito de ter vários missais regionalizados. O caos!

É o fim da Missa Nova! É a Babel litúrgica de Francisco! Babel iniciada pela reforma litúrgica liderada pelo bispo Aníbal Bugnini, maçom, a mandos expressos da maçonaria: “comunicamos o encargo que o Conselho dos Irmãos estabeleceu para ti, de acordo com o Grão-Mestre e os Príncipes Assistentes ao Trono, e te obrigamos (…) a difundir a descristianização mediante a confusão dos ritos e das línguas e de colocar padres, bispos e cardeais uns contra os outros. A Babel linguística e ritual será a nossa vitória, como a unidade linguística e ritual foi a força da Igreja (…) Tudo deve acontecer no prazo de dez anos”.

Qual poderá ser o resultado de tamanha confusão? Desorientados, os fieis acorrerão à missa tradicional, apreciarão ainda mais a liturgia não reformada da missa de sempre.

Francisco, definitivamente, não tem cheiro de ovelhas. Ele está caminhando em sentido oposto ao de seus fieis. Estes querem ordem, ele quer impor a sua bagunça.

Resta-nos o dever de permanecer fieis: aos sacerdotes tradicionais, a fortaleza de permanecerem firmes, porque toda esta desordem é auto-aniquilatória; aos fieis leigos, a perseverança de continuarem com sua luta pela liturgia tradicional, mesmo contra todas as oposições dos bispos e do clero, em geral.

É tão óbvio o fracasso desse tipo de “reforma”, é tudo tão previsível, que necessitamos apenas de coragem para preservar o legado dos santos, a tradição ininterrupta da fé católica, celebrada de modo excelente na liturgia perene da Igreja.

Não desanimemos, pois “esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1 Jo 5,4).

22 Comentários to “Editorial: Francisco humilha Sarah. O apogeu da Babel litúrgica.”

  1. A gravidade deste ocorrido é imensa, sobretudo pelo enorme risco para uma multidão de almas. Entretanto não consigo não me alegrar com isso. De forma alguma me alegro com a desgraça, mas me alegro com a esperança do futuro. Essa desfiguração do rito ordinário, golpe direto na Catolicidade da Igreja, não terá como ser revertido sem uma completa abolição de seu uso e sua substituição pelo único rito realmente Católico, pois rezado (mesmo que hoje extraordinariamente) em todos os tempos e lugares.
    Hoje estamos como os discípulos, desesperados vendo o barco fazer água enquanto parece que Jesus dorme. Que tenhamos fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, que pelo Imaculado Coração de sua Santíssima Mãe, irá acordar e salvar sua Igreja.

  2. Devemos também confiar no que JESUS ensinou e afirmou; Nada prevalecerá de mal contra os fundamentos da Igreja fundada nos três ultimos anos do Mestre como homem/DEUS entre nós. NADA mesmo, é uma certeza infinita, eterna…o universo inteiro acabará e as PALAVRAS de JESUS CRISTO permanecerão vigorosas e austeras de quem veio nos salvar e está a Direita de Divino Pai Eterno!
    Glorias ao nosso Pai Trino e Poderoso como ninguém mais…ninguém!

  3. A intensidade e o ímpeto com que Francisco se lançou sobre o Cardeal Sarah, só quer dizer que ele não vai permitir que ninguém se meta entre ele e o seu objectivo em destruir rapidamente a Igreja. Ainda teremos missas com a consagração de cachaça e pão de mandioca em vez de vinho e farinha de trigo.

  4. Vejam só o grau de cegueira, as pessoas fogem da Missa Nova precisamente pela bagunda. Foi desordem incontrolável da Missa Nova, mais do que qualquer outra coisa, que empurrou, e empurra, legiões de pessoas para a Missa Tridentina.
    Qual é a solução genial do Papa? Bagunçar AINDA MAIS o que bagunçado já estava. É a destruição total da Missa de Paulo VI, as pessoas procurarão AINDA MAIS a Missa Tridentina.

  5. “Missais regionalizados” já os temos faz tempo: a missa caipira ou sertaneja, a missa do vaqueiro (nordestina), a missa crioula (gaúcha), a missa africana que ofende mais ainda essa etnia, e uma salada interminável de liturgias inventadas para “celebrar a comunidade” ao invés de celebrar a Deus.

    Essa bagunça que cresceu sob o olhar mouco e apático do Vaticano, com Magnum Principium ganha respaldo canônico.

  6. Sagrada Tradição e Sagrada Escritura não se opõem como sabemos. Cristo não deixou a missa pronta como hoje celebramos, mas essencialmente o mistério da fé o seu corpo é sangue entregue em comunhão de amor. Me pergunto se na Igreja primitiva ou mesmo depois, quando não estavam prontos nossos belos textos litúrgicos, a Unidade e a celebração do mistério estavam comprometidas? Quando não havia as normas, e reforço a beleza de nossas orações e Sagrada Liturgia, mas sem elas o Mistério estava comprometido? Ou era celebrado sem sua potência máxima?
    A sagrada Tradição nos trouxe ao atual modelo de gestão eclesiástica segundo a necessidade dos tempos, inclusive o respeito e unidade ao Sucessor de Pedro​, baseada na experiência com a Sagrada Escritura. Portanto, qual seria a gravidade de comentários sobre quem Cristo disse: “O que ligares na terra será ligado nos céus”, em nome de uma vivência, que se diz ” mais profunda”, das​ normas de celebrar o mesmo e Único Mistério, na comunhão sem manchas da Fé no mesmo Cabeça da Igreja?

    • Prezado Ricardo,
      São pessoas com a sua mentalidade que trouxeram a Igreja a este estado de ingovernabilidade.
      Por mais que se esforcem os “liturgistas” do grande pardieiro que se tornou o “Pontifício” “Ateneu” “Santo Anselmo”, é muito difícil estabelecer, com desnecessária precisão de datas, quando algo entrou de fato para liturgia.
      Algumas coisas são bem datadas, mas outras só o Espírito Santo, que é o grande Autor da Missa católica, sabe dizer quando elas entraram na liturgia católica – quero dizer, a que chamam impropriamente de “forma extraordinária” – posto que o “rito” “do” “beato” “Paulo” “VI” e do bode feio Bugnini, não tenho nem quero ter a mais remota notícia além das que já tenho, e que são suficientes para, em boa consciência e certeza moral, recusá-la definitivamente.
      E, é claro, o Espírito Santo não abandou a Igreja. Dá-se apenas que uma súcia de possessos do diabo e hereges se esforçam com tenacidade e obstinação preternaturais para contrariá-Lo. desobedecê-lo e ofendê-lo com sua depravação.
      A Igreja católica tem horror às heresias que afastam as almas de Deus e as conduzem ao inferno. Quem promove, apoia ou se junta aos hereges é INFAME, e deve ser ciosamente evitado e publicamente desautorizado, e, como ensina São Tomás, ridicularizado. Nada de mimimi respeitoso e respeitável.

  7. Quem sabe teria sido ideal de o Cardeal Sarah demissionar-se e explicar o porque de sua atitude, já que não mais tem vez e voz? Melhor que fosse substituído por um outro prelado mais competente em atender os desejos do papa Francisco; talvez seria minha atitude, achando-me inconveniente de me manter no cargo por ter de ser submetido a tantas correções públicas por motivações das quais divergiria, portanto, não levando a contento a missão a mim confiada, além de no caso dele, D Sarah sabe que ele e prelados africanos divergem dele.
    Quanto à tomada de decisões dos signatarios da Correção Filial – varios pediram para ser acrescentados, como D Rene Henry Gracida, bispo emérito de Corpus Christi, EUA, quase 200 mais queriam se inserir na lista em oposição ao papa Francisco, recentemente a ele levada.
    Se fizermos uma síntese das provaveis celeumas atribuídas a ele que afligem em mais a Igreja desde sua posse, só mesmo no Denziger-Bergogllio, pois a listagem é imensa; quem aqui acompanha sabe tratar-se de materias de fontes confiaveis e de conteúdo comprovado! Uma imensa cascata, achando que a Correção Filial deveria há muito ter sido antecipada, embora pareceria ele “não está nem aí” àqueles que o questionam, pois já o declarou que as suas medidas seriam de caráter irreversível, quereria vê-las implantadas – mas que não fosse do inferno!
    Sabemos que na Igreja não acolhe o subjetivismo ou o relativismo ético-morais, deduzindo-se que as varias orientações pastorais do papa Francisco não se sintonizam com os ensinamentos de seus dois antecessores e nem com a tradição – caso da S Comunhão aos “more uxorio” em “certos casos”, admitido por ele mesmo – dessa forma, não deveriam ser seguidas ou corrigidas, atitudes que certos estariam tomando.
    Afinal, são 10 Mandamentos – jamais 10 Opções!

  8. É evidente a crise que nossa Igreja vive por conta do racionalismo e relativismo atual que ataca a tradição e confunde a mente dos fiéis.
    Ao que parece, pegaram os Padres da Igreja, a tradição, o legado de João Paulo II e Bento XVI, bem como de todos os santos e jogaram numa lixeira para acompanhar os modismos da atualidade. A cultura belíssima de nossa Mãe e Mestra Igreja, está sendo obscurecida pelo protagonismo humano em prejuízo à centralidade de Nossa Senhor Jesus Cristo. A Igreja deve estar ao meu dispor, daquilo que penso que seja melhor e não ao contrário.

  9. Que o Espírito Santo conduza nossa igreja, para que cresçamos com as dificuldade s , e sejamos cada vez mais cheios do Espírito Santo, para fortalecermos a igreja do Senhor.

  10. Esse Papa é uma tragédia.

  11. Difícil situação para o Cardeal, deve obediência ao “Papa”, mas não pode anuir ao errado, que o Espírito Santo lhe dê discernimento e coragem…

  12. “As portas do inferno não prevalecerão”, disse Jesus!
    Há décadas o Pe. Gobbi (e demais profetas dos últimos dias) já denunciava a infiltração da sinagoga de Satanás no Templo de Deus.
    “Mas ai da terra e do mar, porque o Diabo desceu para o meio de vós. Ele está cheio de grande furor, sabendo que lhe resta pouco tempo” (Apocalipse 12, 12).
    Quem perseverá será salvo!

  13. É possível que os bispos agora mudem as palavras da consagração e o Vaticano mesmo assim aprove?

    • A infalibilidade impede que a Igreja permita um rito inválido. Mas essa infalibilidade não garante que não possam ocorrer muito estrago e coisa feia, que não possam ocorrer textos ambíguos que, em certas ocasiões, podem ser mal usados. Rezemos!

    • As palavras da consagração são condições para a validade. Logo, a Igreja não pode e nem vai mudar isso.

    • Caro Luan,
      sim, é possível que mudem as palavras e ou a matéria o que invalidaria a missa. Desta forma as missas deixarão de ser válidas. Quando isso acontecer procure uma missa rezada por um sacerdote fiel à Igreja de Cristo e que reze uma missa válida de preferência a missa latina. Infelizmente a fúria com que o papa está a tratar este assunto indica que ele está muito comprometido com esta matéria.
      Não se trata de “tradução dos textos litúrgicos”,(traduções já existem desde o Vaticano II ), não passa de um eufemismo para dizer altere-se, modifique-se, abandalhe-se.

    • Prezado Luan,
      Só minha pequena opinião…
      Já tive o mesmo posicionamento do João Paulo. Mas após Amoris Laetitia tive que reaver meu sistema, pois a metade dele caiu por terra. E não adianta eu tentar tapar o sol com a peneira. Os fatos estão aí.
      Uma autoridade eclesiástica herética, se tentar utilizar de sua autoridade/cargo, ou dos meios formais da manifestação/comunicação de sua autoridade aos súditos, para impor ou apenas propor sua heresia, então, no momento em que comunica sua autoridade, automaticamente tal autoridade perde o efeito. Isso se deve ao fato de a Igreja já ter definido a priori de forma definitiva a Doutrina que a heresia contraria e, já ter também condenado de forma definitiva, como por anátemas específicos ou pela excomunhão latae sententiae, o herege. Logo, torna-se impossível o objeto de ensino do herege adquirir força de Magistério ou Autoridade da Igreja, ou da Sé Apostólica. Isso também se aplica ao caso do Papa herege.
      Em sua doutrina, vida e culto, a Igreja perpetua e transmite a todas as gerações tudo aquilo que ela é, tudo o que crê (Dei Verbum, n. 8).
      Se é possível ao herege tentar alterar a Lei da Fé, então também é possível que tente alterar a Lei da Oração, pois esta procede da primeira e também promove a primeira. Imagina a Lei da Oração nas mãos de hereges!!! Pobres dos fiéis leigos…
      São poucos e polêmicos os fatos da história que comprovam que é possível um Papa herege tentar propagar heresias por via formal. Amoris Laetitia é uma prova magna, pois trata de moral revelada e sugere, permite e exorta a costumes e comportamentos maus e à heresia, de forma clara, objetiva e insistentemente. Libera o pecado, criando um suposto direito novo, em detrimento do dogma moral.
      O que será então da Liturgia…?
      Pode ter certeza que este Motu Proprio é instrumento do demônio para mutilar e paganizar a Liturgia Romana. Todas as ambiguidades e erros perigosos à Fé do CV II agora se intensificam na direção da heresia, pra piorar a situação e destruir a Fé. O modernismo que estava sendo apagado voltou a soprar como fogo na boca de um dragão vestido de Papa. Nunca imaginei ver tanta baixaria, falsidade e esquemas pra enganar as pessoas como AL. Repito AL porque mostra a iniquidade do Papa.
      Att,

  14. Que a Missa de Paulo VI, de inspiração protestante e maçônica, voltada ao culto do Homem, centro da nova liturgia, seja completamente desfigurada não é tragédia alguma, mas apenas a consequência de seus falsos princípios. Suas adulterações são voltadas a satisfazer o Homem que se quer Deus.

    A Missa nova é reflexo da doutrina nova. A Missa de sempre é reflexo da doutrina de sempre. Quem conhece a Missa de sempre e contempla as verdades de Fé de sempre não a abandona, não troca pérolas por bijuterias.

  15. O texto está por deveras completo.O Papa Francisco,quiçá,só não expulsa o cardeal Sarah do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos,para fingir que nutre alguma continuidade com o Pontificado de Bento XVI,se dependesse dele,Sarah teria o mesmo destino de Burke.
    Aquela palhaçada que Francisco ratificou–a tal “Magnum Principium”–que a mass media tanto louvara,a meu ver,ao criar vários ritos íntimos a cada localidade,põe em xeque a própria universalidade da Igreja–algo que a tal “inculturação litúrgica” já proporcionara desmoronar.
    O que preocupa Francisco na questão Sarah é a de que o purpurado é um dos únicos homens sensatos que ainda restam no Vaticano,haja vista que a tropa de choque bergogliana é formada por homens sem nenhuma expressividade,que são referendados por Francisco e pelo “Conselho de Cardeais”.
    A Missa de Paulo VI,”de facto”,nunca foi posta em práxis.O que vemos,dominicalmente nas pobres paróquias brasileiras,é um rito remendado,e,de certa forma,desprezado.Nas Missas Papais,inclusive,o que vemos são invenções e mais invenções–João Paulo II,e.g.,colocava tambores em São Pedro,Francisco, por sua vez,reza mais em italiano que em latim(com direito a “per tutti”)e despreza a língua que tradicionalmente representa a Igreja,nas viagens que faz aos países bolivarianos,usa paramentos horríveis,de mau gosto(mesmo isso sendo uma questão subjetiva),sem contar,claro,as “férulas” ambientalmente corretas.Isso mostra que a volta,mesmo que parcial,às tradições litúrgicas,nas Celebrações Papais no Reinado de Ratzinger,foram apenas sonhos de uma noite de verão.
    O Papa Emérito,em um de seus famosos discursos,promoveu a hermenêutica da continuidade(que,notoriamente,em seu Pontificado,foram mais litúrgicas do que propriamente ditas magisteriais)em detrimento da hermenêutica da ruptura,mas foram palavras ao vento–o atual Papa,com sinais cada vez mais perceptíveis,o Sínodo,a Amoris Lætitia,esse Motu Proprio,parece personificar essa prática.

  16. Bom dia! Gostaria de saber qual a fonte da citação de suposto “plano maçônico” para destruição da unidade litúrgica. Obrigada.

    • Sra. Lidiane Campos,

      Há farta documentação na internet que ratificam esse plano. Basta pesquisar.

      Mas para economizar o seu tempo, indico-lhe a seguinte obra:

      “AOS SACERDOTES, FILHOS PREDILETOS DE NOSSA SENHORA” (do Pe. Stefano Gobbi).

      Nas suas 1.200 páginas, vc se deparará com a Besta semelhante à uma Pantera negra, ou seja, trata-se da maçonaria eclesiástica infiltrada nas fileiras da Igreja, que recebe ordens das seitas secretas e, principalmente, de Lucifer (antiga serpente, diabo ou satanás, dragão vermelho).
      O mundo está às portas do aparecimento do homem iníquo, da própria pessoa do Anticristo.
      Quem viver, verá!