Mons. Fernández: o Papa mudou a disciplina sobre a comunhão dos divorciados que voltaram a se casar.

É a única interpretação possível de Amoris Laetitia. Num artigo publicado em CEBITEPAL, Mons. Víctor Manuel Fernández assegura que o Papa mudou a disciplina vigente sobre os divorciados que voltaram a se casar.

Por InfoCatólica, 23 de agosto de 2017 | Tradução: FratresInUnum.comO artigo que se intitula “O capítulo VIII de Amoris Laetitia: o que fica depois da tormenta”, de Mons. Fernández, Reitor da Pontifícia Universidade Católica da Argentina.

O texto começa assim:

Na hora de interpretar o capítulo oitavo de Amoris Laetitia, particularmente no que se refere ao acesso à comunhão eucarística dos divorciados em uma nova união, convém partir da interpretação que o mesmo Francisco fez de seu próprio texto, explícita em sua resposta aos Bispos da região de Buenos Aires.

Francisco propõe um passo adiante, que implica numa mudança na disciplina vigente. Mantendo a distinção entre bem objetivo e culpa subjetiva, e o princípio de que as normas morais absolutas não admitem exceção, distingue entre a norma e sua formulação e sobretudo reclama uma atenção especial aos condicionamentos atenuantes.

Francisco admite que um discernimento pastoral no âmbito do “foro interno”, atento à consciência da pessoa, possa ter consequências práticas no modo de aplicar a disciplina. Esta novidade convida a recordar que a Igreja realmente pode evoluir, como já aconteceu na História, tanto na sua compreensão da doutrina como na aplicação de suas consequências disciplinares.

Mas assumir isto no tema que nos ocupa, exige aceitar uma nova lógica sem esquemas rígidos. Contudo, isto não significa uma ruptura, mas uma evolução harmoniosa e uma continuidade criativa em relação aos ensinamentos dos Papas anteriores.

A realidade é que o que indica Mons. Fernández não é uma novidade nem uma continuidade criativa, mas uma proposição condenada explicitamente pelo Magistério da Igreja. Por exemplo, é contrário ao indicado na “Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre a recepção da comunhão eucarística por parte dos fiéis divorciados que voltaram a se casar”, aprovada pelo Papa São João Paulo II e enviada aos Bispos pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (logo depois, Papa Bento XVI), no dia 14 de setembro de 1994:

6. O fiel que convive habitualmente more uxorio com uma pessoa que não é a legítima esposa ou o legítimo marido, não pode receber a comunhão eucarística. Caso aquele o considerasse possível, os pastores e os confessores – dada a gravidade da matéria e as exigências do bem espiritual da pessoa(10) e do bem comum da Igreja – têm o grave dever de adverti-lo que tal juízo de consciência está em evidente contraste com a doutrina da Igreja(11). Devem também recordar esta doutrina no ensinamento a todos os fiéis que lhes estão confiados.

Isto não significa que a Igreja não tenha a peito a situação destes fieis que, aliás, de fato não estão excluídas da comunhão eclesial. Preocupa-se por acompanhá-las pastoralmente e convidá-las a participar na vida eclesial na medida em que isso seja compatível com as disposições do direito divino, sobre as quais a Igreja não possui qualquer poder de dispensa(12). Por outro lado, é necessário esclarecer os fiéis interessados para que não considerem a sua participação na vida da Igreja reduzida exclusivamente à questão da recepção da Eucaristia. Os fiéis hão-de ser ajudados a aprofundar a sua compreensão do valor da participação no sacrifício de Cristo na Missa, da comunhão espiritual(13), da oração, da meditação da palavra de Deus, das obras de caridade e de justiça(14).

7. A convicção errada de poder um divorciado novamente casado receber a comunhão eucarística pressupõe normalmente que se atribui à consciência pessoal o poder de decidir, em última instância, com base na própria convicção(15), sobre a existência ou não do matrimónio anterior e do valor da nova união. Mas tal atribuição é inadmissível(16). Efectivamente o matrimónio, enquanto imagem da união esponsal entro Cristo e a sua Igreja, e núcleo de base e factor importante na vida da sociedade civil, constitui essencialmente uma realidade pública.

Também é contrário ao ensinamento do Papa Bento XVI na Exortação Apostólica pós-sinodal Sacramentum Caritatis:

O Sínodo dos Bispos confirmou a práxis da Igreja, fundamentada na Sagrada Escritura (cf. Mc 10, 2-12), de não admitir aos sacramentos os divorciados casados de novo, porque seu estado e sua condição de vida contradizem objetivamente essa união de amor entre Cristo e a Igreja que se significa e se atualiza na Eucaristia.

O arcebispo Fernández pretende que a novidade introduzida pelo Papa Francisco seja irreversível:

Depois de vários meses de intensa atividade dos setores que se opõem às novidades do capítulo oitavo de Amoris Laetitia – minoritários mas hiperativos – ou de fortes tentativas de dissimulá-las, a guerra parece ter chegado a um ponto morto. Agora convêm reconhecer o que é que concretamente nos deixa Francisco como novidade irreversível.

E explica o porquê afirma tal coisa:

Se o que interessa é conhecer como o próprio Papa interpreta o que ele escreveu, a resposta está muito clara em seu comentário às orientações dos Bispos da Região Buenos Aires. Depois de falar da possibilidade de que os divorciados numa nova união vivam em continência, eles dizem que “em outras circunstâncias mais complexas, e quando não se pode obter uma declaração de nulidade, a opção mencionada pode não ser de fato possível”. E a continuação, acrescentam que: “(…) não obstante, igualmente é possível um caminho de discernimento. Se se chega a reconhecer que, num caso concreto, há limitações que atenuam a responsabilidade e a culpabilidade (cf. 301-302), particularmente quando uma pessoa considere que cairia numa nova falta prejudicando aos filhos da nova união, Amoris Laetitia abre a possibilidade do acesso aos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia (cf. notas 336 e 351).

De fato, já que esta é a postura do Papa – acrescenta – não cabe esperar que responda a outras perguntas sobre sua própria interpretação como seria o caso dos Dubia apresentados por quatro cardeais:

Francisco lhe enviou imediatamente uma carta formal dizendo que “o escrito é muito bom e explicita definitivamente o sentido do capítulo VIII”. Mas é importante advertir que acrescenta: “Não há outras interpretações” (carta de 05/09/2016). Portanto, é desnecessário esperar outra resposta do Papa.

O restante do artigo de Mons. Fernández é uma tentativa de justificar a ruptura de Amoris Laetitia com o Magistério precedente. E vai mais além ao contrariar o ensinamento do Catecismo, que indica no seu parágrafo 2353 que “A fornicação é a união carnal entre um homem e uma mulher fora do matrimônio… É gravemente contrária… Além disso, é um escândalo grave.” No entanto, o Arcebispo considera que nem sempre é pecado:

 “(…) é lícito perguntar-se se os atos de uma convivência more uxório devem cair sempre, em seu sentido íntegro, dentro do preceito negativo que proíbe ‘fornicar’. Digo ‘em seu sentido íntegro’ porque não é possível sustentar que esses atos sejam, em todos os casos, gravemente desonestos em sentido subjetivo.

E também aponta a uma hipotética impossibilidade de cumprir os mandamentos em determinadas circunstâncias.

Francisco considera que, ainda conhecendo a norma, uma pessoa ‘pode estar em condições concretas que não lhe permitem atuar de maneira diferente e tomar outras decisões sem uma nova culpa. Como bem expressaram os Padres Sinodais, pode haver fatores que limitam a capacidade de decisão’. Fala de sujeitos que ‘não estão em condições seja de compreender, de valorizar ou de praticar plenamente as exigências objetivas da lei’. Num outro parágrafo o reafirma: ‘Em determindas circunstâncias, as pessoas encontram grandes dificuldades para agir de modo diverso’.

No entanto,  o Concílio de Trento, em seu cânon XVIII sobre a justificação, decreta:

Se alguém disser que é impossível ao homem ainda justificado e constituído em graça, observar os mandamentos de Deus, seja excomungado.

E diz a Escritura:

“Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela.” 1ª Cor 10,13

 

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23 Comentários to “Mons. Fernández: o Papa mudou a disciplina sobre a comunhão dos divorciados que voltaram a se casar.”

  1. Parabéns ao Fratres in Unum pelo Post! É extremamente necessário.

    Os verdadeiros católicos choram nestes momentos, mas é preciso ter frieza pra compreender bem a situação, permanecer firme na Fé e na Doutrina Católica, e seguir em frente. Mas seguir em frente com espírito de luta e sem medo de agredir o inimigo, pois é uma batalha, e só fica firme quem luta. Os descansados caem logo no começo, mas os agressivos prosseguem.

    Precisamos todos, e faço um apelo ao site, guardar com todo cuidado e zelo estas notícias, que serão documentos. As próximas gerações precisam saber o que aconteceu, o que está acontecendo hoje.

    Quem tem filhos, conte para os seus filhos estas coisas para que eles saibam e possam prosseguir e perpetuar a verdadeira Fé. É assim que funciona!

  2. Que Santo Atanásio nos dê a firmeza necessária para esses tempos calamotosos!

    Quo vadis, Domine?

  3. Deparei-me noutro local faz tempo com Mons Sorondo tentando explicar similarmente o constante nesse post, e agora ele esclareceria numa tática característica das esquerdas quando no poder que, ao utilizarem o termo “avançar, passo adiante etc.” traduz outra situação – mudar o vigente para pior – embora aparente ao contrario e contemplaria o mesmo, ao dizer “Francisco propõe um passo adiante, que implica numa mudança na disciplina vigente. Mantendo a distinção entre bem objetivo e culpa subjetiva, e o princípio de que as normas morais absolutas não admitem exceção, distingue entre a norma e sua formulação e sobretudo reclama uma atenção especial aos condicionamentos atenuantes”…
    Para que manter apenas textualmente o bem objetivo apenas pro forma se doravante teria sido relegado a uma condição inferior que não outrora, e doravante poderia se submeter a novos parâmetros, dependendo do caso, sujeito a discernimentos?
    Ter-se-ia impressão a Igreja até então estar estática e o papa Francisco é quem teria vindo dar-lhe impulso com “avanços, passos adiante”…
    Aliás, citando “discernimento” já houve sacerdote dizendo que com tal comportamento não precisa se preocupar, outro ao lhe falar acerca de tentação do diabo não apreciou nada e depois nessa mesma oportunidade o tentei dizendo que “muitos hoje não crêem no diabo” e irritou-se ainda mais, seria invencionice – e era idoso?…
    Dessa forma, se se concederem a comunhão aos recasados com vínculos anteriores, significaria que eles não precisam mais se confessar; em cascata, caem os sacramentos e os mandamentos, equivalendo a qualquer seita protestante que nada possui, desde o livre arbitrio a falsos pastores a guiarem cegos para o precipicio.
    Outra característica das esquerdas é querer se impor com obstinação e, se os destinatarios, os fieis e desses os melhor informados não reagirem a certos ensinamentos distoantes dos anteriores de 2 000 anos, subjugam-nos. “Depois de vários meses de intensa atividade dos setores que se opõem às novidades do capítulo oitavo de Amoris Laetitia – minoritários mas *hiperativos – ou de fortes tentativas de dissimulá-las, a guerra parece ter chegado a um ponto morto. Agora convêm reconhecer o que é que concretamente nos deixa Francisco como novidade irreversível”…
    *Reconhece ao menos de uma pequena parte que seria melhor esclareciada e resoluta a inaceitar passivamente certos ditames obscuros, duvidosos e/ou enigmáticos, sujeitos a verificações, eventual ou não aceitação.

  4. Errata: em lugar de Sorondo, leia-se Mons. Víctor Manuel Fernández.

  5. “Depois de vários meses de intensa atividade dos setores que se opõem às novidades do capítulo oitavo de Amoris Laetitia – minoritários mas hiperativos – ou de fortes tentativas de dissimulá-las, a guerra parece ter chegado a um ponto morto”

    Chegou a um ponto morto porque um lado se absteve de responder aos dubia e o outro lado perdeu dois de seus quatro cardeais.

    Torço para que pensem que a guerra está ganha. Não acreditam em Deus, não perceberão que Ele há de estar do lado certo.

  6. É nessa hora que precisamos acreditar que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja. O problema que se nos apresenta consiste em saber de que lado cada um de nós estará, quando enfrentarmos o Cristo em seu julgamento definitivo.

  7. Em 1984 quando tinha 13 anos e ouvia falar sobre a “renovação do CVII” eu pensava “se agora a missa é tão chata, imagine antes quando era em latim”. Tão ingenuo era que pensava, como muitos, que a missa foi apenas traduzida. Hoje, depois de conhecer a missa tridentina, o rito oriental e vem alguém me dizer “das maravilhas do CVII e da missa nova” eu fico pensando o que essas pessoas veem? Não é possível fingir que nada esta acontecendo, fingir que tudo esta bem? Quem poderá subsistir?

  8. Se uma pessoa esteve casada durante mês, foi abandonada pelo marido e vive há trinta anos com o mesmo homem de quem tem filhos, pode comungar. Isto porque entretanto converteu-se ao catolicismo e não consegue a anulação do seu casamento.
    Isto não me choca. A minha irmã tem uma vizinha vizinha nessa situação e eu uma vez disse-lhe que não podia comungar, mas não me choca que o faça. Percebo que é uma situação excepcional no sentido em que o Papa o permite.

    • Pra começar, não é “anulação”, mas declaração de nulidade. A Igreja simplesmente declara que o vínculo nunca existiu.

      O tempo é um acidente: tanto faz um mês ou trinta anos. Se o sacramento foi válido, continua sendo.

      De resto, todo esse devaneio de “Francisco” e do beijopata Fernández teve largos precedentes no corrosivo pontificado de Paulo Sexto. Também ele recebia cartas de correção filial, abaixo-assinados, súplicas e ósculos às sagradas pantufas … Mas nada acontecia ou aconteceu.

      O clero da igreja conciliar está determinado em exterminar a Igreja católica até os fundamentos. Lembremos de Carral Dragon Queen, Odilo Passista Amorfo e muitos outros.

  9. …só Vos sois eterno e fiél, justo Juiz, Divino Pai nosso, Sois a Verdade…

  10. “Francisco admite que um discernimento pastoral no âmbito do “foro interno”, atento à consciência da pessoa, possa ter consequências práticas no modo de aplicar a disciplina.”
    A disciplina não deveria ser a aplicação da doutrina católica?

  11. Deus Trino, Criador de tudo e todos nós; Jesus Cristo, nosso Salvador e Deus Vivo, a direita de Deus Pai,Espirito SAnto de Luz, amigo de todos instantes…da-nos serenidade nestes momentos finais!

  12. Em 1977 a generalidade dos bispos brasileiros deixou passar o divórcio e pouco se importou com a aprovação da lei divorcista.
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    Agora é o próprio Papa que “legisla” e impõe a “novidade” que afronta a lei divina.
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    Desta vez, o que se pode esperar dos bispos filiados à CNBB?
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    A questão é muito grave, desde logo roça no cisma e na heresia. O abismo é profundo e apocalíptico.
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    A pretensão de encerrar a questão com a exigência de obediência absoluta ao insólito magistério papal, como também a acusação aos inconformados de estarem em ruptura quanto à comunhão com o Papa e os Bispos, por mais cheias de eletricidade e de fluidos talismânicos, de que possam vir carregadas, não devem impressionar nem dobrar os que querem perseverar na pertença à Santa Igreja.
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    A dor que sentimos é imensa. A resolução de não se afastar nem um milímetro sequer do magistério tradicional e bimilenar é definitiva, inarredável, inabalável.
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    Hoje, como ontem e sempre, a Igreja militante proclama: “Impavidum ferient ruinae”.

  13. Arcebispo Victor Fernandez, o autor do “Cura-me com a tua boca: a arte de beijar”. Devemos estar mesmo no fim dos tempos, quando um dos principais teólogos papais é autor de literatura erótica.
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  14. Analisar lei em casos genéricos, abstratos é simples. Fácil!

    Os casos concretos possiem especificidades inúmeras. A enciclica papal é de caráter Pastoral, e neste sentido não vejo aqui expressões nos comentários de pessoas com experiência no apostolado junto a casais de segunda união.

    Apreciaria ler comentários neste sentido.

    • Firmino,
      A pastoral é simples: siga-se o Evangelho. O resto vem do diabo e seus muitos seguidores.
      “Ah! O Evangelho precisa ser interpretado”.
      Sim: já foi. Por 20 séculos se disse sempre a mesma coisa, e nenhum endemoniado e seguidor do diabo pode mudar o que está bem claro na vida da Igreja. Pastoral é isso. Levar Deus a sério.

  15. Nosso Senhor Jesus Cristo fez a hierarquia da Igreja para ser o sal da terra e a luz do mundo. Ora, sendo a consciência o juízo prático sobre a moralidade das próprias ações, cabe à Igreja formar consciências e também esclarecer as consciências errôneas. Logo se, por ventura, encontrar por ex. um “recasado” com a consciência errônea de que não está em pecado mortal por causa dos cuidados dos filhos e achar que até pode comungar, caberia a Igreja tirá-lo deste erro material e exortá-lo a seguir o que Nosso Senhor Jesus Cristo ensinou. Daí o capítulo VIII da “Amoris Laetitia” é como uma bomba de hidrogênio capaz de destruir toda a Teologia Moral. Porque não só se está perdendo a noção de pecado, mas o bem está sendo considerado mal, e o mal, bem. Nesta direção todos os mandamentos irão cair no vazio.
    Mas a Santa Igreja é divina.
    Meus parabéns, caríssimo Vítor José Faria de Oliveira, seus conselhos são ótimos e pertinentes.

    • Eu é que agradeço Pe. Elcio! A gente teve mestres do porte do Sr., que é um exemplo vivo de perseverança também nos dias de hoje. A bênção!

  16. Muito espirituoso o Frederico B. Teixeira!!!
    Mas só pra esclarecer: a Teresa que escreveu acima não é a que há tempos vem escrevendo aqui, tá.

  17. WORKS OF THE SERAPHIC FATHER ST. FRANCIS OF ASSISI
    (Profecia de S. Francisco de Assis Cp XIII, p 248 – Livre Tradução)
    https://archive.org/stream/worksseraphicfa00frangoog#page/n268/mode/2up

    “Pouco tempo antes da morte do santo pai, ele convocou seus filhos e avisou-os sobre os problemas futuros dizendo:
    Ajam com bravura, meus irmãos; ganhem coragem e confiem no Senhor. O tempo no qual haverão grandes provas e aflições se aproxima rápido; as perplexidades e dissensões espirituais e temporais, abundarão; a caridade de muitos esfriará e a malícia dos ímpios vai aumentar.
    Os demônios terão um poder incomum, a pureza imaculada da nossa Ordem e dos outras, ficará tão obscurecida que haverá muito poucos Cristãos que obedecerão ao verdadeiro soberano Pontífice e a Igreja Romana com corações leais e perfeita caridade.
    No tempo desta tribulação, um homem, não canonicamente eleito, será alçado ao Pontificado, que, por sua astúcia, levara muitos ao erro e à morte. Então os escândalos serão multiplicados, nossa Ordem ficará dividida e muitos outras serão inteiramente destruídas porque consentirão como erro em vez de se opor a ele. Haverá tanta diversidade de opiniões e cismas entre as pessoas religiosas e os clérigos, que, se aqueles dias não fossem abreviados pela imensa misericórdia de Deus, de acordo com as palavras do Evangelho, até os eleitos que não foram bem guiados seriam levados ao erro,
    Então a nossa Regra e nosso modo de vida sera violentamente antagonizado por alguns, e uma provação terrível virá sobre nós.
    Aqueles que permanecerem fiéis receberão a coroa da vida; mas ai daqueles que, confiando apenas na sua Ordem cairão na tepidez, pois não serão capazes de suportar as tentações permitidas para provar os eleitos. Quem preservar o seu fervor e mantiver a virtude com amor e zelo pela verdade, sofrerá injúrias e perseguições como rebeldes e cismáticos; os seus perseguidores, impulsionados pelos espíritos malignos, dirão que estão prestando um ótimo serviço a Deus por destruir aqueles homens pestilentos da face da terra.
    Mas o Senhor será o refúgio dos aflitos e salvará todos os que nele confiam. E para serem como o seu Mestre, estes, os eleitos, agirão com confiança, e por sua morte comprarão para si a vida eterna; escolherão obedecer a Deus em vez do homem, eles não temerão nada e preferirão perecer em vez de consentir com a falsidade e a perfídia.
    Alguns pregadores manterão silêncio sobre a verdade, e outros irão pisoteá-la e a negarão. A santidade da vida será ridicularizada por aqueles que exteriormente a professam, pois naqueles dias Nosso Senhor Jesus Cristo não lhes mandará um verdadeiro pastor, mas um destruidor.”

    Francisco sobre Francisco?

  18. Pois é Fernando Firmino, aqui analisa-se tudo abstratamente, nunca descem ao particular e por isso é que me têm ajudado a perceber o Papa Francisco, que muito difícil foi para mim. Continuem o vosso trabalho, pois ao ler o que escrevem conseguimos perceber aonde o Papa quer chegar.
    Agora: se conhecessem uma senhora que se converteu ao catolicismo depois de já estar numa segunda união e não consegue a declaração de nulidade do seu casamento para poder casar pela Igreja com aquele que sempre a amou e é o pai de seus filhos dir-lhe-iam:” Não, não Jesus não deseja que se aproxime da comunhão pois objetivamente está cem pecado mortal “. É isto que diriam, não é?
    Que o Senhor vos abençoe e o manto de Maria vos cubra e proteja de todo o ataque maligno.
    Até um dia.

  19. “Se conhecessem uma senhora que se converteu ao catolicismo depois de já estar numa segunda união e não consegue a declaração de nulidade do seu casamento para poder casar pela Igreja com aquele que sempre a amou e é o pai de seus filhos dir-lhe-iam:” Não, não Jesus não deseja que se aproxime da comunhão pois objetivamente está cem pecado mortal “. É isto que diriam, não é?”
    Se ela se converteu ao Catolicismo depois de estar numa segunda, terceira, quarta união, significa que nenhuma dessas uniões foi sacramental, pois SACRAMENTO válido só existe na Igreja Católica Romana ou Ortodoxa.