Editorial – O papa ditador.

Por FratresInUnum.com – 29 de novembro de 2017

Tirânico. Este é o único adjetivo que pode definir com clareza o estilo de governo bergogliano ou, melhor, a própria personalidade do pontífice reinante.

O fato já não é mais reservado aos cochichos eclesiásticos. Aliás, o nosso próprio blog não se cansa de documentar, quase à exaustão, os atos arbitrários que caracterizam este pontificado.

francisco 1

Contudo, acaba de ser lançado em italiano o e-book de Marcantonio Colonna, Il papa dittatore, que recolhe testemunhos de fontes primárias acerca da atitude extremamente autoritária do papa reinante.

A resenha do livro afirma que:

“Jorge Bergoglio foi eleito papa em 2013 como um liberal e um reformador. Na realidade, era já conhecido há tempos em sua terra natal, a Argentina, como um político manipulador e um hábil promotor de si mesmo. Por trás da máscara de homem do povo, Papa Francisco consolidou a sua posição de ditador que governa com o medo e estreitou alianças com os elementos mais corruptos do Vaticano para esconjurar e inverter as reformas que se esperavam dele. Marcantonio Colonna è formado na Universidade de Oxford e possui uma profunda experiência no âmbito da pesquisa história e em outros campos. Mora em Roma desde o início do pontificado de Francisco e o seu livro é fruto de estritos contatos com muitas pessoas que trabalham no Vaticano, entre os quais alguns cardeais e outros personagens principais citados no curso da narração”.

Quando adolescente, Jorge Bergoglio teve uma namorada, Amália. “Se não me casar com você, vou virar padre”, disse-lhe, quando tinham apenas 12 anos, segundo a própria. Os pais da menina se lhe opuseram.

Entrou para a Companhia de Jesus em 1958, emitiu os votos, foi ordenado sacerdote em 1969 e nomeado superior provincial em 1973 (apenas quatro anos depois, o que revela sua grande capacidade política na ordem). Em 1992 é nomeado bispo por João Paulo II, em 1998 se torna arcebispo de Buenos Aires, em 2001 é escolhido cardeal, em 2005 o elegem como Presidente da Conferência Episcopal, cargo que ocupa até 2011. Em março de 2013 é eleito Papa da Igreja Católica.

Acontece, porém, que a história da Companhia de Jesus nos revela um detalhe surpreendente.

O prestígio de que gozava a recém fundada Ordem Jesuíta era tão imenso que, em 1546, apenas seis anos após a fundação da Companhia, o Rei Fernando I pediu que o Padre Le Jay assumisse o bispado de Trieste, que ficara vacante. O mesmo recusou prontamente. A recusa só aumentou a convicção do rei, que, por sua vez, escreveu ao Papa Paulo III, solicitand0-lhe a nomeação episcopal do jesuíta. Padre Le Jay escreveu a Santo Inácio, que apelou a Margaret de Áustria – Arquiduquesa da Áustria, princesa das Astúrias, Duquesa de Saboia e Governadora dos Países Baixos – a qual obteve da Santa Sé o adiamento da nomeação.

Neste ínterim, Santo Inácio escreveu diretamente ao rei Fernando, explicando-lhe que “ao mesmo tempo que vos tributamos humildes ações de graças pelos favores com que nos encheis, ousamos dizer que nos não podeis fazer um maior que o de ajudar-nos a caminhar pela senda de nosso Instituto. As dignidades eclesiásticas estão de tal modo em oposição a ele que, segundo as ideias que tenho, nada é mais capaz de alterá-lo e destruí-lo. (…) É uma verdade comprovada que as ordens religiosas só merecem tal nome enquanto conservam o seu espírito primitivo. E como poderia sustentar-se a Sociedade (de Jesus) caso perdesse o seu?” (Cretineau-Joli, Historia religiosa, política e literária de la Compañía de Jesús, Tomo I, Librería religiosa, Barcelona: 1853, pp. 213-214).

O rei Fernando se deu por vencido, a instâncias de Santo Inácio. Mas este não se deu por satisfeito e resolveu escrever ao próprio Papa:

“Santíssimo Padre, considero as demais ordens religiosas como esquadrões de soldados que permanecem no posto assinalado pela honra, que estreitam suas filas e que fazem frente ao inimigo, conservando sempre a mesma ordem de batalha e a mesma maneira de servir-se de suas armas; nós, porém, somos os que vamos à descoberta, os que nos alarmes e nas surpresas noturnas devem se achar prontos sem cessar a vencer ou morrer. Devemos atacar, defender e, segundo as circunstâncias, andar por todas as partes e ter em todas o inimigo em contínuo alerta” (Cretineau-Joli, op. cit., p. 215).

O Papa prometeu que a Santa Sé nunca obrigaria um jesuíta a aceitar nomeações episcopais e disse que esta era a primeira vez que um pedido como este era feito a um Sumo Pontífice.

Tendo obtido essa graça do Papa, Santo Inácio mandou que todos os jesuítas cantassem um Te Deum em ação de graças (cf. Daurignac, History od the Society of Jesus, p. 60).

Por fim, Santo Inácio estabeleceu, nas próprias Constituições da Companhia de Jesus, que nenhum jesuíta aceitasse jamais cargos e dignidades eclesiásticas, e que denunciasse os confrades que o desejassem, nem consentissem em sua eleição para qualquer um desses cargos, a não ser que fossem forçados por estrita obediência e sob pena de pecado (Cf. Inácio de Loyola, S., Constituciones de la Compañía de Jesús, 10:817).

Ora, como Santo Inácio deixou claro em sua carta a Paulo III, a recusa às dignidades eclesiásticas por parte dos jesuítas se devia não a um motivo de humildade, mas à própria estrutura de sua fundação e daqueles que teriam vocação para esta: a Companhia de Jesus estava constituída como um exército à serviço da Igreja, mas a Igreja não tem, em si mesma, a estrutura militar, antes, é uma grande família espiritual, uma família de famílias.

Assim como a sociedade civil não pode ser governada como um exército (São Tomás o deixa claríssimo, distinguindo a prudência de governo e a prudência política da prudência militar. Vide: Suma Teológica, IIa-IIæ, q. 50), a Igreja também não pode ser governada deste modo.

Bergoglio foi preparado para ser o superior dos jesuítas, mas não entendeu que a Igreja não é a Companhia de Jesus.

Por isso, simplesmente não tem a maleabilidade política dos pontífices anteriores: não sabe conviver com o contraditório, não admite chegar a consensos a não ser em torno de suas ideias, recusa a dignidade cardinalícia para os arcebispos que teriam tradicionalmente o costume de recebê-las e as confere para eclesiásticos sem a mínima expressividade… e os exemplos se poderiam multiplicar indefinidamente.

O estilo de governo deste papa está causando uma rachadura na Igreja, exatamente porque produz dois efeitos: para fora (ad extra), Bergoglio assume a máscara de um governante populista, que diz aquilo que o establishment e a mídia querem, deixando a Igreja totalmente exposta às opiniões vagantes; e, para dentro (ad intra), destrói todos os protagonismos e deixa a Igreja inteira numa perplexidade absoluta, em torno dele, obediente, submissa. Não existe mais ninguém na Igreja, nenhuma personalidade. Há apenas o papa!

Francisco precisa renunciar ao pontificado e, isso, para o bem a Igreja. Precisa voltar à sua vida privada. De fato, ele não foi formado para ser papa, mas para ser um general e, como pontífice, não tem condições senão a de ser um tirano: il papa dittatore!

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27 Comentários to “Editorial – O papa ditador.”

  1. Acho que é um bom sinal as pessoas estarem vendo que o Papa Francisco é autoritário. Mas não sei se isso pode ser atribuído ao carisma jesuítico. De um modo geral, os religiosos de hoje em dia são muito autoritários, independente da Ordem ou Congregação a que pertençam. Mesmo os padres e bispos diocesanos também são muito autoritários. Acredito que a compreensão do modo de governar de Francisco tenha mais a ver com o grupo de cardeais que o elegeu.

  2. Acredito que o fato de o Papa Francisco ter sido eleito pelo clube de Sankt Gallen diz muito mais sobre o modo de ele governar a Igreja. Nesse sentido, gostaria de citar uma frase de um artigo de Sandro Magister que foi publicado aqui no Fratres. Citando:

    “Bergoglio nunca pôs os pés em Sankt Gallen. Mas os candidatos do clube o adotaram como seu candidato ideal e ele adaptou-se perfeitamente ao plano.”

    https://fratresinunum.com/2017/04/03/o-homem-que-deveria-ter-sido-eleito-papa/

    Ao que tudo indica, Francisco está seguindo um plano de governo (pontificado) já previamente estabelecido pelos cardeais que o elegeram.

  3. Não creio que o dito cujo foi formado para ser general, pois uma das virtudes de qualquer verdadeiro comandante é vencer. “Francisco” não quer vencer nada; muito pelo contrário: ele quer apenas desbaratar e desarticular o pouco que resta das tropas que deveria conduzir. “Francisco” é apenas mais um agente dissolvente da identidade católica, mais um dentre milhares que atuam desde que decretaram a extinção da Igreja.

    De fato, a Igreja sempre se pensou como a única arca da salvação; os que se salvaram e se salvam fora de seu grêmio, devem essa misericórdia à ação direta da graça divina em suas almas, sem o mínimo concurso de suas “religiões”. Salvam-se APESAR delas, sejam judeus, sejam os gentios, sejam os hereges, sejam os cismáticos.

    Agora, se segundo a eclesiologia do Vaticano II essas religiões são veículos e meios de salvação, eclesiologia esta que NEGA tudo o que foi definido pelo Magistério solene que precedeu àquela malsinada e obscura assembleia, então resta concluir que o mencionado Concílio decretou (em vão) a extinção da própria Igreja. Nem foi outra coisa o que se passou depois do Vaticano II: um êxodo nunca visto de ministros ordenados, talvez uns 200.000 padres, sem contar um considerável número de bispos cujo real montante nunca foi divulgado e permanece ainda sob sigilo pontifício. O número de leigos é de centenas de milhões. Basta ver o que se passa no Brasil: uma Igreja desarticulada, conduzida por um clero despreparado e não raro escandaloso, que se extingue em ritmo exponencial. O Vaticano II devastou a Igreja.

    E “Francisco” é apenas a ponta do iceberg padresco. Há centenas de milhares de “Franciscos” espalhados pelo clero. Eles são os coveiros e os agentes funerários do catolicismo derrotado e servil que saiu dos anos de 1960. Intelectualmente nulos, sem a mínima semelhança com que se espera de líderes religiosos – sensatez, senso do sagrado, caridade, sabedoria e discernimento – a única coisa que lhes resta são ações mecânicas e rotineiras como a daqueles que conduzem rotineiros caixões a seu último destino, seja cova, seja gaveta. Vazios, esvaziantes, esvaziados. Por eles, tudo que passa estiola e some. A Igreja some rapidamente.

    Esperemos que o Senhor Ressuscitado venha livrar a Igreja desse cativeiro e desses terríveis grilhões colocados em seus pés e mãos. E que o poço do abismo seja fechado para sempre.

  4. Parece um livro que chegou a uma conclusão correta, mas por um raciocínio equivocado.
    .
    Existem três formas jurídicas de se governar – a monarquia, a democracia e a tirania.
    Na democracia os governantes estão submissos a uma Constituição, que em geral exprime a vontade do povo.
    Na monarquia o rei também está submisso a uma Lei Maior, que pode ser igualmente uma Constituição, uma Magna Carta, ou ainda, a própria Lei Divina (caso dos reis de Israel).
    Já o tirano é aquele governante que se coloca acima de qualquer lei, e dita por conta própria aquilo que deve ser seguido. Ou seja, não há lei nenhuma acima dele.
    O papa em si é um monarca, pois deve governar submisso à Lei de Deus.
    No caso de Bergoglio, ele se tornou um tirano não porque age como general – nisso a meu ver não há mal algum, dado o caráter militante da Igreja – e sim porque ele ousou se colocar acima da Lei de Nosso Senhor, revogando e afrouxando mandamentos morais eternos.

    • Desculpe, mas eu tenho que corrigí-lo.
      Você disse que juridicamente existem três formas de governo: a monarquia, a democracia e A TIRANIA.
      Isto está errado. As três formas são:
      Monarquia, Aristocracia e Democracia. Isto é o que ensina Aristóteles, e ele continua ensinando que a tirania é a forma corrompida da monarquia, assim como a oligarquia é a corrupção da aristocracia e a forma corrompida da democracia é a oclocracia.
      Dentre as três formas de governar ele diz que a pior de todas é a democracia porque é a que mais se assemelha à sua forma corrompida, a oclocracia. E ele continua explicando que ela é a pior de todas porque pelo homens serem semelhantes em um aspecto em determinado momento passam a acreditar que são absolutamente iguais.
      Mas dentre as formas corrompidas a pior é a tirania.

  5. Os antecedentes do papa Francisco são de que nunca teria se *comportado de como se esperaria de um prelado quando ainda cardeal, como ajoelhar-se aos pés de hereges pastores protestantes para o “abençoarem” – quem os elegeram senão a si mesmos ou “autoridades” semelhantes do protestantismo? Além disso, ele teria desobedecido a uma ordem à época cardeal Ratzinger de não conceder comunhão a divorciados e recasados ainda vinculados a uniões anteriores, como procediam à revelia alguns prelados rebeldes na Alemanha.
    Ele teria sido ele aquele que tempos atrás estava afinado aos judeus maçonistas – cidadão honorario de B Aires pelo Rotary, que seria pára-maçônico, participaria de cultos judaicos etc. – para o indicarem para futuro papa – planos avançados em fase de execução de Vindice e Nubius? – e que sob essas influencias teria sido eleito como ideal via suposta mafia de *Sankt Gallen.
    Certo é que à sua eleição todas as esquerdas, grãos-mestres da maçonaria regozijaram-se e nenhuma oposição se constatou contra ele e, em tão pouco tempo de pontificado, já estava contemplado pela midia globalista e inimigos da Igreja no “até que enfim um papa que compreende o momento atual, prontificando-se em modernizar a Igreja”!
    A Amoris Laetitia, por ex., capítulo VIII tem dado origem a diferentes interpretações do episcopado e dos fiéis, e sido alvo de críticas acérrimas da ala conservadora e tradicionalista da Igreja Católica. “Ninguém pode ser condenado para sempre, porque esta não é a lógica do Evangelho! (…) Os divorciados que vivem numa nova união, por exemplo, podem encontrar-se em situações muito diferentes, que não devem ser catalogadas ou encerradas em afirmações demasiado rígidas, sem deixar espaço para um adequado discernimento pessoal e pastoral”, escreveu Francisco, assim depois de um “discernimento” poderia acederem à S Comunhão e daí em diante novas concessões aqui e acolá, até conseguirem nivelar a doutrina da Igreja ao relativismo protestante.
    Enquanto isso, o cardeal Muller que muda de posicionamentos, àquela época, hoje demitido diria estar ao lado do papa Francisco, porém: “O sacramento do matrimónio é indissolúvel por vontade de Deus. Ninguém pode mudar isso”, diz ao Observador. Casar de novo, depois de um divórcio, é cometer um pecado mortal, incompatível com a participação nos sacramentos. “Nada disto depende das opiniões pessoais dos membros da Igreja. Não são as opiniões dos bispos que são decisivas, mas a fidelidade à palavra de Deus. (…) O Papa deu uma interpretação na Amoris Laetitia, e não é bom que os bispos façam uma interpretação da interpretação. Critiquei isso”.
    O abaixo contribui ao contexto acima:
    *Pope Francis’ puppet Mass and Tango Mass em 2,35′.

    **https://www.lifesitenews.com/blogs/they-gave-pope-francis-four-years-to-make-the-church-over-again.-heres-how — aqui o cardeal McCarrick em 6.01′ – sua fala preocupante!

    • Isaías, a fala do Cardeal McCarrick me faz lembrar um pronunciamento que o Cardeal Hummes fez por ocasião da eleição de Bergoglio. Ele disse algo parecido, também no sentido de que o Papa Francisco mudaria a Igreja em um breve período de poucos anos. Pena que não consegui achar o vídeo com a fala do Cardeal Hummes!

  6. Pra quem não sabe obedecer, qualquer um que dê ordem para ele é um ditador. Eu estou com o papa até o fim!!!!

    • Padre Adenilson, me diga o que acha dessas frases.

      1 -«Esta verdadeira fé católica, fora da qual ninguém pode ser salvo, que agora voluntariamente professo e verdadeiramente mantenho…»

      2 – “É uma opinião herética, embora comum, que os sacramentos da Nova Lei dão a graça do perdão àqueles que não representam um obstáculo.”

      3 – “A devoção à eucaristia é a mais nobre de todas as devoções, porque tem o próprio Deus por objeto; é a mais salutar porque nos dá o próprio autor da graça; é a mais suave, pois suave é o Senhor. Se os anjos pudessem sentir inveja, nos invejariam porque podemos comungar.”

      4 – “Lançai fora a ímpia e funesta opinião de que, em qualquer religião, é possível chegar ao caminho da salvação eterna”

      5 – “A fé da Igreja é esta: que um só e o mesmo é o Verbo de Deus e o Filho de Maria, que sofreu na cruz, que está presente na Eucaristia, e que reina no céu”.

      6 – “Se eu tivesse nascido muçulmano, acredito que permaneceria sempre um bom muçulmano, fiel à minha religião.”

      7 – “O dogma, pois, a Igreja, o culto, os livros sagrados e até mesmo a fé… devem sujeitar-se às leis da evolução.”

      8 – “…tudo deve mudar, tudo progredir. A evolução parece ser a lei que traz a libertação. Deve haver muito de verdadeiro e de bom nesta mentalidade…”

      9 – “Sem Jesus Cristo o homem permanece para si mesmo um desconhecido, um enigma indecifrável, um mistério insondável; pois só Jesus Cristo revela o homem ao próprio homem.”

      10 – “Permitam-me dirigir uma particular saudação aos membros da tradição budista uma vez que preparam-se para celebrar a festividade da vinda do Senhor Buda”

      11 – «Talvez se deva admitir que as próprias palavras da profissão de fé [apostólica] já constituíam um primeiro passo na direção desse desvio que acaba por concentrar toda a atenção no risco da responsabilidade, em vez de realçar a liberdade do amor.»

      12 – «Deus perdoa sempre, as ofensas, os abusos; Deus perdoa sempre. Os homens perdoam de vez em quando. A terra nunca perdoa!». Preservemos a irmã terra, a mãe terra, para que não responda com a destruição.

    • Buen viaje, señor cura…

    • Engraçado, no tempo de Bento XVI vocês não diziam isso…

    • Reverendo Padre Adenilson, uma vez que chegamos a esta triste situação em que o Papa reinante contradiz a doutrina da Igreja que ele deveria guardar e os próprios mandamentos de Deus, talvez algumas pessoas prefiram obedecer a Cristo. Se assim é, quem é o senhor para julgar ?

  7. Resta saber até quando o Sr. Adenilson estará com Cristo…

    • Sr Carlos Vieira…comentário pretensioso…quer se igualar ao Senhor???

    • “As ovelhas conhecem a voz do seu pastor”
      Saudações cristãs, Pessoal
      Como é possível o papa Francisco tropeçar constantemente na sandália do pescador?
      A eleição de Francisco (“o papa do fim do mundo”) parecia que seria uma Primavera para a Igreja, todavia, a cada dia que passa representa um rigoroso INVERNO (“WINTER IS COMING”).
      Como pode o líder máximo da Igreja católica dizer tantas palavras ditas ao vento, tais como:
      i) “Quem sou eu para julgar” (homossexuais).
      ii) Católicos não devem procriar ‘como coelhos’…
      Comentário: e como fica o diálogo entre o Sacerdote e os nubentes antes do consentimento do casamento: “estais dispostos a receber amorosamente todos os filhos que Deus lhe enviar?”). Quantas crianças foram abortadas, que poderiam resolver os problemas da humanidade (cura do câncer, AIDS…).
      iii) O que dizer da famigerada recusa de abençoar os jornalistas presentes no final da entrevista com os jornalistas no Vaticano. BERGOGLIO se recusou de abençoar expressamente (somente de “coração”) os jornalistas presentes para não ferir as suas consciências: “Disse que lhes daria a minha benção de coração. Muitos de vocês não pertencem à Igreja Católica, outros não crêem. Concedo minha benção, de coração, no silêncio, a cada um de vocês, respeitando a consciência de todos, mas sabendo que cada um de vocês é filho de Deus. Que Deus os abençoe”.
      Comentário: Tal postura revoga tacitamente a orientação do próprio Jesus (Lucas 10): “Depois disso o Senhor designou outros setenta e dois e os enviou dois a dois, adiante dele, a todas as cidades e lugares para onde ele estava prestes a ir. Quando entrarem numa casa, digam primeiro: Paz a esta casa. Se houver ali um homem de paz, a paz de vocês repousará sobre ele; se não, ela voltará para vocês”. Quem está certo, o papa ou Jesus? Quem é o Senhor? Quem é o servo?
      iv) “Não venha à minha posse, ao invés, deêm seu dinheiro da viagem aos pobres; nem sequer foi celebrar missa, como todos os outros cardeais, em sua paróquia romana de São Roberto Belarmino, no domingo anterior ao conclave;
      v) Abaixar-se para receber a “unção” do povo (no dia da sua eleição: 13/03/13). Detalhe: a Unção provém de Deus e não do povo, Sua Santidade! A unção/bênção vem ou não vem do alto, de Deus? A legitimação para o cargo vem do povo ou de Deus?
      vi) Na primeira missa depois de eleito, o novo papa não ajoelhou após a consagração (Ora, a bíblia vaticina: “todo joelho se dobrará”…). Ou seja, não ajoelhou diante do Corpo de Cristo, mas, outrora, ajoelhou para receber uma ‘bênção” de protestantes?
      vii) Por que “Sua Santidade” Francisco não distribuiu pessoalmente a Eucaristia na missa de entronização?
      viii) No lava-pés, por que havia mulheres no ritual? Se eu estiver enganado, corrija-me, por favor, na última (ou melhor, primeira) Ceia, no Cenáculo de Jerusalém, Jesus teve uma atitude machista em lavar tão-somente os pés dos doze apóstolos, varões por sinal? Há relatos de mulheres no recinto (inclusive a sua santa mãe Maria)?
      ix) Por que no seu brasão de armas, existe um símbolo maçônico por excelência? Será que ele faz parte da Maçonaria Eclesiástica, conf. denunciou padre Gobbi (do Movimento Sacerdotal Mariano-MSM)?
      x) Por que “Sua Santidade” Francisco deseja se firmar como o papa politicamente correto do século XXI, ao contrário de Jesus (politicamente INCORRETO), que visitava pecadores (cobradores de impostos), era considerado um “beberão e comilão”, perdoava as “prostitutas”, acolhia os excluídos da sociedade (leprosos, viúvas, órfãos…) e, finalmente, curava em dias de Sábado? Quem está certo, o papa Francisco ou Jesus? Quem é o Senhor? Quem é o servo?
      Finalmente, o Catecismo da Igreja Católica-CIC nos adverte:
      §675 “Antes do advento de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra” desvendará o “mistério de iniquidade” sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente a seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A impostura religiosa suprema é a do Anticristo, isto é, a de um pseudo-messianismo em que o homem glorifica a si mesmo em lugar de Deus e de seu Messias que veio na carne”?

  8. Palavras duras do editorial, baseadas no que há de mais duro: a Verdade.
    Interessante as críticas de “estou com o Papa”. Pergunto: Qual Papa? O Sensus fidei católico sempre foi relacionado ao que era da fé Universal (daí o Católico) em todos os lugares e em todos os tempos. O depósito da fé se guarda e se esclarece: não se altera nem evolui. Por isso da constituição de dogmas: afirmações verdadeiras por si só (o que chamamos em Matemática de axiomas) que fundamentam as conclusões lógicas posteriores.
    O que se vê hoje em dia, em especial em ferrenhos defensores de Francisco, é a dogmatização da pessoa “Papa Francisco”, não do papado como um todo. E o mais hipócrita disso tudo é que esse endeusamento de Francisco vem daqueles que tripudiavam (derrubaram???) Bento XVI. Os que defendem a hermenêutica da ruptura, não apontando para o necessário retorno ao status anterior, mas defendem realmente a ruptura com “o velho” tendo como “argumento” o tempo, a modernidade, o aggiornamento, a evolução do dogma.
    Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre.
    Nós estamos com o Papa. Com os mais de 260 papas que ocuparam o sólio pontifício EM TUDO QUE NÃO CONTRARIA O DEPÓSITO DA FÉ. Não me submeto a quem se coloca no lugar de Deus, seguindo exemplo de São Miguel contra Lúcifer.

  9. Uma sugestão. Talvez a expressão “caudilho” caia melhor, sem mudar em nada o peso do seu argumento e adicionando as cores latino americanas que certamente influenciaram o nosso pontífice reinante.

  10. “Le parole del Buddha offrono a ciascuno di noi una guida”. Chi lo ha detto?
    1) Il Dalai Lama;
    2) Richard Gere;
    3) Emma Bonino;
    4) Il vescovo di Roma.

  11. A Igreja Católica é uma hierarquia de serviços e ministério. As atividades e atividades do Papa Francisco, são as expressões de um líder da hierarquia. Não se pode esperar que sejamos jugados ou condenados por não sermos democráticos, a Igreja não está organizanda nos moldes de um governo popular, portanto, não se pode confundir hierarquia com ditadura.

  12. Uma biografia intelectual:
    Segue abaixo uma breve introdução do livro lançado Por Massimo Borghesi:. apresentação do mesmo Borghesi lançado segunda-feira 6 de novembro no Osservatore Romano e uma entrevista concedida no mesmo dia pelo autor para Fabio Colagrande da Rádio Vaticano
    “A idéia de escrever um livro sobre a formação intelectual de Jorge Mario Bergoglio nasceu de duas razões.
    O primeiro é dado pelo espetáculo de críticos profissionais, os teólogos do último dia, para quem o Papa sul-americano não teria preparação teológico-filosófica para exercer o ministério como o sucessor de Pedro. O snobismo é misturado, nestes casos, com doses conspicuas de arrogância e ignorância.
    O segundo motivo foi a descoberta de um forte núcleo conceitual presente no pensamento do futuro Pontífice: o de uma concepção da vida fundada em uma tensão de opostos, na dialética antinômica dos opostos que para mim, um estudioso de Romano Guardini, recordou de perto isso Guardini.”
    Neste livro Borghesi fala das principais influências sobre Bergoglio: Blondel, Henri de Lubac, Adam Möhler e sua eclesiologia, Przywara, Fessard, Alberto Methol Ferré e claro Hans Urs von Balthasar
    Como podem ver, o que tem de mais moderno na teologia.

  13. Parabéns ao articulador de Fratres in Unum pelo corajoso editorial. Já era tempo de ser mais efusivo e enfático nas palavras, abandonando a urbanidade, a diplomacia e o politicamente correto, pois não se está lidando com questões provincianas, senão com a salvação ou perdição eterna das almas. A Igreja Católica Apostólica Romana está passando pela provação final. Nunca jamais se chegou tão longe assim. Nem na crise do século IV, que comparada a esta e usando as palavras de um ser desprezível, foi uma marolinha! As palavras da profecia de Ezequiel, na Santa Missa de domingo passado ainda me ressoam aos ouvidos de forma que me impressiona: “Como o pastor examina o seu rebanho quando entre as suas ovelhas poderia haver alguma perdida, assim eu darei buscas das minhas ovelhas e vou resgatá-las de todos os lugares em que foram dispersadas num dia de nuvens e escuridão” (Ez 34,12). Estes são os dias de densas nuvens e escuridão!