Hagan lío.

 

Apesar do recesso…

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16 Comentários to “Hagan lío.”

  1. Pelo sorriso social da mulher, parece que ela não gostou muito da proposta do Papa Francisco! Será que um casamento feito assim, de surpresa e de improviso é válido???

  2. Aproveitando o gancho do assunto do casamento, eu estava vendo mais cedo um vídeo sobre solteiros católicos na Polônia e achei interessante o comentário de um padre que celebrava missa pelos solteiros que procuravam um par. O padre dizia que o número elevado de solteiros na sociedade é uma praga social. Essa afirmação do padre me fez pensar em como o mundo está em desordem, fora da ordem desejada por Deus. Deixo o link do vídeo para quem quiser ver a reportagem (em espanhol).

    Agora essa atitude do Papa não ajuda muito a enxergar com lucidez a desordem, o caos que tomou conta da sociedade. A sociedade do mundo de hoje não consegue mais funcionar conforme as leis naturais criadas por Deus, mesmo que haja muitos jovens bem intencionados. E isto é um sinal dos tempos.

    • Me desculpe ter que discordar, mas se o site permitir meu comentário, o estado de leigo solteiro não constitui desordem social, pois é uma Vocação sempre aprovada por Deus nas fontes da Revelação e reconhecida e apoiada pela Igreja no CDC e nos catecismos. A própria Nossa Senhora revelou em Fátima que queria mais almas que se ligassem a ela pela virgindade: mas deixo esta questão de Fátima para análise mais aprofundada dos demais comentaristas. De qualquer forma existe o sacramental das virgens, para ambos os sexos, tradicional e bem simples que pode ser feito no confessionário de forma provisória, e renovado o voto a cada ano. Neste caso, só se faz o voto de virgindade, e a pessoa não vive absolutamente como monge ou freira. Nas paróquias tradicionais existem fartos exemplos, de ambos os sexos.
      Eu mesmo tenho uma experiência com este modo de vida. Tenho 30 anos, sou virgem, nunca namorei e ainda não fiz o voto. E esta minha vocação não é porque eu sou gay, bissexual etc ou qualquer outra coisa que outros possam pensar. Já quis me casar e ter muitos filhos, já tentei namoro várias vezes e nenhuma relação teve início. A maior parte dos meus 30 anos preferi ficar como celibatário. É uma vocação que a sociedade e o clero têm que respeitar. No meu caso, como não fiz ainda o voto, pode ser que eu mude de idéia. Mas ser leigo solteiro é uma vocação, eu conheci inúmeras pessoas santas com este modo de vida, cada um com o seu motivo ou chamamento específico.
      Donde a classificação do Padre aí citado, dizendo ser uma praga social é no mínimo temerária. Vide os exemplos de Maximilo e Melania de La Sallete.
      Eu bem sei que são comuns estes preconceitos, e daí certas pessoas terem a audácia de pensar que todas estas pessoas sejam homossexuais embutidos.
      Peço desculpas aos comentaristas, mas sinto-me no dever de defender esta categoria de pessoas, sempre amparadas pela Igreja Católica tradicional.
      Att,

    • Prezado José Vitor, compreendo o seu ponto de vista e agradeço pelo seu testemunho de solteiro, como resposta vocacional a Deus. Eu achei a reportagem sobre os solteiros poloneses interessante, pois, ao meu ver, ela mostra como a sociedade não está funcionando bem, de acordo com a ordem desejada por Deus. Isso não no sentido de depreciar a vocação de pessoas que escolheram viver solteiras para responder a um chamado feito por Deus. Sabemos que um dos pilares da sociedade são os casais que se unem em matrimônio, gerando filhos. Hoje, um dos problemas do mundo, sobretudo do mundo ocidental e, até de países orientais como o Japão, é a baixa taxa de natalidade, que traz consequências graves para a sociedade, como o envelhecimento populacional, deixando a sociedade sem forças para continuar funcionando saudavelmente. (Também não estou depreciando os idosos que merecem cuidado e respeito). Nesse contexto, o número elevado de pessoas que não conseguem se casar é algo preocupante, pois é sintomático de que algo ou várias coisas não andam funcionando bem na sociedade, como desejado por Deus. Mas isso não tem a ver com depreciação da vocação de pessoas que escolheram viver como solteiras em resposta a um chamado de Deus.

    • Correção: Vitor José.

  3. Que postagem desnecessária a um site. Parece aqueles tablóides sensacionalistas. Trabalhem com a verdade: era um casal que ja vivia juntos há tempos, tem dois filhos e o Papa perguntou se eles pretendiam permacer juntos, o que fundamenta o casamento. Foi um grande acerto do Papa.

  4. Concordo com o João Paulo, nesse caso o casal vivia amasiado e já com 2 filhos, então não pode-se dizer que foi algo incerto como seria um casamento com um total estranho, que seria preciso a devida preparação e reflexão.
    Nesse a caso a atitude do papa foi certa e o casamento válido.
    Resumindo: Os dois estão enlaçados até que a morte os separe.

  5. Para o casamento cristão são suficientes: o padre, o casal, a vontade expressa e a honestidade.
    Basta haver a vontade dos noivos e a honestidade de propósitos, pois se não houver a vontade de um ou sua correta intenção, o casamento, mesmo sendo realizado pelo papa, é intrinsecamente nulo.
    O resto é burocracia, pois a humanidade, parece, não consegue viver sem ela.
    Querem a paz no mundo?
    Sejam honestos.

  6. Antes, esse casal, se era católico, vivia adulteramente, poderíamos imaginar que nem sabiam a respeito das gravíssimas obrigações dos que se dizem cristãos de assumirem nessas circunstancias, como se casarem na Igreja – ou pior ainda se acaso desprezaram as leis de Deus e dela – e se ajuntaram, gerando filhos e eles crescendo sem os devidos acompanhamentos na fé desde a tenra idade.
    Ideal seria que o casal passasse por um curso de noivos pois o casamento em si é um complemento final de tudo o mais que aprendeu e deveria ter sido apreendido no tempo de noivado para futuramente ambos colocarem em prática.
    Assim, por o casamento ser algo muito serio, sacramento indissolúvel e a educação dos filhos um capítulo à parte muito necessario que se inteirassem muito bem dessas responsabilidades para com eles, das quais pareceriam estar afastados.

  7. Parece que os MAV (Militância em Ambientes Virtuais) da NICU (nova igreja católica universal) estão encarregados de seguir permanentemente o Frates in unum e gastar todo o arsenal de retórica mas desatendendo a discussão sobre quais Sacramentos continuam válidos…

  8. As opiniões a respeito desse casamento “no ar” são divergentes. O blog católico Thyself, O Lord citou um especialista em direito canônico, Eduard Peters, que também levantou dúvidas sobre a validade desse casamento. Vejam!
    http://thyselfolord.blogspot.com.br/2018/01/sobre-o-casamento-no-aviao-feito-pelo.html
    Citando Eduard Peters:
    “If I have to say it, I will: I hope Podest and Ciuffardi are married and that they live happily ever after, but I worry whenever momentous life decisions are taken on a minute’s notice and under circumstances bound to contribute to one’s being carried away by events.”
    https://canonlawblog.wordpress.com/2018/01/18/thoughts-on-a-mid-air-marriage/
    Tradução
    “Se eu tiver que dizer isso, eu direi: espero que o Podest e o Ciuffardi estejam casados e que eles vivam felizes para sempre, mas eu me preocupo sempre que decisões de vida importantes são tomadas com um minuto de antecedência e em circunstâncias obrigadas a contribuir para que alguém seja levado por eventos “.

  9. No primeiro caso, Francisco quer possibilitar de facto o divórcio, através da anulação fácil. No segundo caso, quer fazer marketing para parecer “super legal”. Realmente, é um homem de pura ação.

  10. Como bem disseram uns comentários antes “Para o casamento cristão são suficientes: o padre, o casal, a vontade expressa e a honestidade.” E só. Na antiguidade e na Idade Média sequer era necessário um padre, bastando a decisão publica dos noivos em morar juntos. De resto, vocês estão buscando pelo em ovo.

  11. Parece que alguns desconhecem que as palavras católico e universal têm exatamente o mesmo significado.

    • Veramente non e’ così.
      Cattolico deriva, giustamente, da kata’ olos inteso come “tutto intero”. Ma l’estensione “universale”, come la intendiamo noi oggi, ovvero “per tutti” non c’entra nulla con il significato originale. “Tutto intero” si riferiva alle 4 ermeneutica nate nel I secolo d.C., che andavano prese in considerazione nella loro pluralita’. Chi ne considerava una sola o considerava una parte di questa pluralita’ era da considerarsi eretico – da hairesis = scelta.