CEBs foram resgatadas por Jorge Mario Bergoglio, em 2007, no Documento de Aparecida.

Por Hermes Rodrigues Nery – FratresInUnum.com, 1º de fevereiro de 2018

A base de todo o pontificado de Francisco já estava contido no “Documento de Aparecida”, principalmente em pontos que haviam sido suprimidos ou minimizados pelas autoridades vaticanas na época.

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O então Cardeal Jorge Mario Bergoglio e o Papa Bento XVI, durante a V Conferência do CELAM, em Aparecida, em 2007.

Uma das tônicas de Jorge Mario Bergoglio, em várias de suas posições, ainda enquanto arcebispo de Buenos Aires (em contraponto ao pensamento de muitos prelados), é a de que “a realidade é mais importante do que a ideia,  pois esta não passa de uma interpretação daquela”1. E esse conceito ele quis imprimir no Documento de Aparecida, cuja publicação acabou sendo autorizada, por Bento XVI, em 29 de junho de 2007, depois de várias alterações feitas no texto original, mudanças estas suprimidas, mas depois retomadas por Bergoglio durante seu pontificado. Por exemplo: a revalorização das chamadas “Comunidades Eclesiais de Base”, tão defendidas pela teologia da libertação, resgatadas pelo Documento de Aparecida: “Queremos decididamente reafirmar e dar novo impulso à vida e missão profética e santificadora das CEBs”2. Elizabeta Piqué ressalta que por meio do documento final da V Conferência do CELAM, Bergoglio “conclama a uma missão continental permanente e ratifica a opção preferencial pelos pobres”3, documento este que “representará o programa de ação do pontificado de Francisco”4.

E também, dentre os muitos pontos rechaçados pelas autoridades vaticanas no Documento de Aparecida, emergidos depois por Francisco, houve uma melhor aceitação de aspectos do pensamento de Leonardo Boff, condenados por Joseph Ratzinger, em 1984. Como ressalta Mauro Lopes: “O moto das punições a Boff: seu livro Igreja, Carisma e Poder (1981) –não sem uma ponta de ironia amarga, as teses do livro foram assumidas e radicalizadas pelo Papa Francisco, mais de 30 anos depois.”5

Se no conclave de 2005, Bergoglio havia despontado como a principal força anti-Ratzinger (com seus 40 votos), um grupo cada vez maior de apoiadores progressistas continuou dando-lhe respaldo, para, aos poucos, alargar suas possibilidades em posições estratégicas no complexo tabuleiro político entre os cardeais.

Ainda no ano 2000, por ocasião do “Grande Jubileu”, um grupo de prelados progressistas latino-americanos,  “começam a insistir na possibilidade de fazer uma quinta conferência no CELAM”6, dentre eles Cláudio Hummes, Oscar Rodriguez Maradiaga e Jorge Mário Bergoglio, conversavam nesse sentido. Em fevereiro de 2001, os três se tornaram cardeais, no mesmo consistório. E também Walter Kasper e Karl Lehman.  “Foi o momento em que a Europa perdeu o seu lugar dominante no Colégio Cardinalício”7. Naquele consistório, tornou-se cardeal também o argentino Jorge María Mejía, que foi fundamental para fazer de Bergoglio, “um bispo em 1992 diante da oposição na época encabeçada pelo secretário de Estado, o Cardeal Angelo Sodano8. Fato curioso foi Mejía “teve um ataque cardíaco no dia em que Francisco foi eleito”, e “morreu em Roma em 2014, tendo vivido para ver uma mudança de era”.9

A “mudança de era”10, sem dúvida começou com a “turma de 2001”11. No primeiro Sínodo em que participaram, como cardeais, em maio daquele ano, “o centralismo vaticano e a decadência da cultura curial romana foram tópicos constantes de debate”12, como também no Sínodo de outubro. Jorge Mário Bergoglio começou então a ser notado pelos cardeais, quando o Edward Egan, arcebispo de Nova York teve de retornar aos Estados Unidos, em meio ainda à comoção do “11 de setembro” (com o ataque às torres gêmeas do World Trade Center), e Bergoglio foi quem o substituiu como relator-geral do Sínodo. Foi “o ponto de partida para a sua projeção internacional”13. A partir de então, foi designado para funções em diversos dicastérios vaticanos, dentre eles, a Pontifícia Comissão para a América Latina. Em 2005, seu nome despontou no conclave como o principal oponente de Joseph Ratzinger.  Mesmo assim, “há uma campanha política em andamento”14 contra Bergoglio. Cardeais como Angelo Sodano e tantos outros mais conservadores ficaram preocupados com o resultado do conclave de 2005, e muitos procuravam levar informações ao Vaticano sobre o passado de Bergoglio na Argentina, no intuito de evitar que ele angariasse mais apoio entre os cardeais.

O fato é que “a oposição contra Bergoglio se manteve até o conclave que o tornou o primeiro Papa latino-americano”15.  Havia uma outra visão de Igreja, que há muitas décadas vinha procurando se impor, de baixo para cima, dos subterrâneos da Igreja, das periferias do mundo, e que Bergoglio representava o anseio, especialmente nos tempos pós Concílio Vaticano II. Para Victor Manuel Fernandez, um dos mais próximos auxiliares de Bergoglio na V Conferência do CELAM, o que havia era um “outro ideal de Igreja, poderosa, triunfante, juíza do mundo”16 que já não podia mais se aceitar. Nesse sentido, desde a V Conferência do CELAM, Bento XVI (que muitos entendiam estar associado a este “outro ideal de Igreja”17, referido por Fernández, já não conseguia mais encontrar eco no próprio clero, cada vez mais progressista, mesmo suas homilias e pronunciamentos encontrarem acolhida entre os leigos do mundo todo, especialmente entre os jovens. Mas com o Documento de Aparecida, os bispos e cardeais começaram a difundir nas paróquias e dioceses, o modelo de Igreja apresentado por Bergoglio na V Conferência do CELAM.

Trecho do livro “Um Raio na Basílica”, Parte II, “Com Plena Liberdade”, de Hermes Rodrigues Nery, ainda sendo elaborado.

Hermes Rodrigues Nery é Coordenador do Movimento Legislação e Vida.

NOTAS:

  1. BRIGHENTI, Agenor, “Documento de Aparecida: o texto original , o texto oficial e o Papa Francisco” [https://periodicos.pucpr.br/index.php/pistispraxis/article/viewFile/1318/1258]
  2. (Documento de Aparecida, nº 179)
  3. PIQUÉ, Elizabeta, Papa Francisco, Vida e Revolução, p. 127, Editora Leya, 2014, São Paulo.
  4. LOPES, Mauro, João Paulo II: os anos de terror na Igreja, Instituto Humanitas Unisinos, 24 de junho de 2017 [http://www.ihu.unisinos.br/eventos/565135-cardeal-de-bergoglio-marca-o-inicio-da-era-francisco
  5. PIQUÉ, Elizabeta, Papa Francisco, Vida e Revolução, p. 127, Editora Leya, 2014, São Paulo.
  6. Ibidem.
  7. LOPES, Mauro, João Paulo II: os anos de terror na Igreja, Instituto Humanitas Unisinos, 24 de junho de 2017 [http://www.ihu.unisinos.br/eventos/565135-cardeal-de-bergoglio-marca-o-inicio-da-era-francisco]
  8. Ibidem.
  9. Ibidem
  10. Ibidem
  11. Ibidem
  12. Ibidem
  13. PIQUÉ, Elizabeta, Papa Francisco, Vida e Revolução, p. 121, Editora Leya, 2014, São Paulo.
  14. Ib. p. 122.
  15.  Ib. p. 125.
  16.  Ibidem.
  17.  Ibidem.

19 Comentários to “CEBs foram resgatadas por Jorge Mario Bergoglio, em 2007, no Documento de Aparecida.”

  1. Luminoso esse texto! Traz muitas informações importantes. … Estão querendo de todo jeito ressuscitar a Teologia da Libertação!!!

  2. As Ordens religiosas (a grande maioria, não todas) também são um fator muito importante nesse processo de “ressuscitamento” da Teologia da Libertação.
    Capuchinhos de toda a América Latina reunidos em Lima
    http://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2018-02/assembleia-capuchinhos-america-latina-peru.html
    E vejam quem eles encontraram lá!
    https://youtu.be/VPPsL2heTFQ

  3. Espero não ser mal compreendido por aquilo que direi. Nos tempos do falecido Cardeal Arns, fundaram-se muitas CEBs por toda a periferia de São Paulo. Segundo consta, parte do dinheiro para compra de terrenos na periferia vinha da Caritas alemã e também da venda de imóveis da Igreja em regiões valorizadas da Capital paulista. Fundava-se uma paróquia, ou ampliava-se uma paróquia; em torno da “matriz”, fundavam-se comunidades – as CEBs – onde o povo se congregava (para ser doutrinado pela esquerda). As tais comunidades faziam um trabalho capilar, bem “no meio do povo”, como costumam dizer os liberteiros. A ideia das “comunidades” gravitando em torno da matriz não parece ruim; tais comunidades mantêm a presença da Igreja em regiões disputadas pelo vírus do protestantismo. Péssima, é claro, era (é) a doutrina esquerdopata que se veiculava nas CEBs, a da T.L.( se é que isso consegue ser uma doutrina).

    O tempo passou, a Arquidiocese de São Paulo foi dividida por João Paulo II e os bispos das regiões desmembradas, feitas novas dioceses, trataram de reaproveitar a estrutura das falecidas CEBs (as “comunidades”), fazendo-o sob nova orientação doutrinal. Conclusão: a Igreja conseguiu manter sua presença nas periferias, as quais teriam sido complemente tomadas pelo caruncho devorador do protestantismo sem a “capilaridade” das CEBs.

    No Rio de Janeiro, o Cardeal Sales, capelão de Roberto Marinho, não apostou na descentralização das paróquias. Conclusão: a devastação promovida pelo cupim protestante nas periferias foi muito maior.

    • Se os católicos aproveitassem as estratégias da esquerda, e seu espírito militante, acordaria um gigante. Bastaria para isso que os Bispos fossem católicos, imbuídos do mesmo espírito, evangelizador em sentido único.

    • PW, a sua análise está perfeita. Sou morador da zona leste de São Paulo, em território da diocese de São Miguel Paulista e que antes era parte da região Belém da Arquidiocese. Dom Paulo Evaristo nunca se conformou com a divisão da Arquidiocese, tendo falado abertamente isso em diversas ocasiões. Para conter o avanço da TL na periferia que estava sendo promovido por dom Paulo, o papa João Paulo II dividiu a arquidiocese em novas dioceses, colocando bispos mais conservadores (se não em liturgia, ao menos em doutrina) nelas. Graças ao trabalho de com Fernando Legal, a força da TL diminui consideravelmente na diocese de São Miguel (com algumas exceções, como a paróquia Nossa Senhora do Carmo, do infeliz padre Paulo Bezerra, que tantas vezes já apareceu neste blog), tendo as CEBs praticamente desaparecido. Já em certos setores da região Belém da Arquidiocese, como o são Mateus, infelizmente as CEBs continuam muito ativas e proporcionando grandes danos à fé do povo simples das periferias, mesmo tantos anos depois do arcebispado de dom Arns.

    • PW, o que as CEBs fazem, em termos de penetração no “povão”, a Igreja fazia a séculos, basta ver o que faziam as Missões jesuítas (antes destes perderem a Fé) nas matas Sul-Americanas junto aos índios: VERDADEIRO APOSTOLADO!!!!!!!! Veja o filme a “Missão”, com Robert de Niro (Muito bom filme!!!!) O problema é o que se ensina ao povão. Antes os Jesuítas literalmente se “enfiavam” no meio do mato para acender o Fogo da Verdadeira Fé na alma de povos indígenas escravizados pelo paganismo satânico. Hoje, são os Jesuítas que precisam ser catequizados, porque, em parceria com a Comissão Indigenista Missionária, agravam a situação pagã de inúmeras tribos com a amaldiçoada Teologia da Libertação. O que você diz não é incorreto, o problema é que as CEBs penetram nas massas para destruir o resto de Fé, jogando água na brasa que ainda brilha nas almas de pobres almas sem instrução alguma.

  4. A revalorização das “Comunidades Anti Eclesiais de Base”, embora conhecidas como “Comunidades Eclesiais de Base-CEBs” tão defendidas pela esquerdista Teologia da Libertação-TL, compulsoriamente estavam bem sintonizadas com essa, com o esquerdismo geral, além de resgatadas pelo Documento de Aparecida, mas à época foram contestadas em parte pelo Vaticano, porém reabilitadas após a eleição do papa Francisco que demonstraria afinar-se às esquerdas e estaria lhes dando efetiva receptividade e incentivo.
    A comprovação do acima dá-se pela recente reação ao acolhimento das esquerdas em Londrina, na última semana, quando o Brasil assistiu à condenação do ex-presidente ave-de-rapina Lula e asseclas, em seguida, a sua exaltação no 14º Intereclesial das CEBs, muito divulgado o evento com sonoro repudio geral de antiprogressistas à exaltação da doutrina de laboratorios de engenharia social dos falsarios esquerdistas, indevidamente usando o nome da Igreja para promoverem suas ideologias e defenderem o bandido preferido delas, o mega predador, malfeitor Lula e sucia anexa!
    O detalhe importante é que a CNBB foi atingida por promiscuidade e acolhimento às esquerdas, pois se não se manifestou em contrario, assim as apoiou, além de as CEBs serem uma de suas ramificações, estarrecendo-nos de os bispos da CNBB também não se arremeterem contra o salteador Lula, embora esse refinado larapio atentasse severamente contra a Igreja e o povo – dessa forma, comportando-se como ovelhas frente a um lobo furioso acuado e à sua matilha!
    Como o próprio Lula já declarou em mais vezes, a sua ascensão ao poder e de seu bando apenas se tornou possível graças à base que a TL criou na estrutura da Igreja Católica para ascensão dos comunistas ao poder, fundamento que está na gênese do farsante “Partido dos Trabalhadores”, o qual não passa de uma ndranghetta repleta de mafiosos, sobrevivendo-se de parasitagem!
    Assim, o PT-TL-CEBs uníssonos com visto, não passam de adeptos de facções criminosas associadas à bandidagem geral, tal como aos carteis de narcotraficantes e a renomados ditadores sanguinarios cujas metas são de se perpetuarem no poder, criando réplicas da Coreia do Norte, Cuba e Venezuela etc., como amparo daqueles que as deviam rejeitar.
    “… Para Victor Manuel Fernandez, um dos mais próximos auxiliares de Bergoglio na V Conferência do CELAM, o que havia era um “outro ideal de Igreja, poderosa, triunfante, juíza do mundo”16 que já não podia mais se aceitar”… Sim, “Tucho” Fernández, aceitar a outra marginal a essa, macaqueada, mix de religiões de todos os continentes, a metamorfose ambulante dos novoordomundialistas-anti cristo!

  5. Só sei de uma coisa:

    Os tempos que vivemos são piores do que podemos imaginar…

  6. Repito o que escrevi em outro artigo:

    Movimentos em defesa da fé católica devem ser criados por todo o Brasil para acabarmos de UMA VEZ POR TODAS com a heresia da Teologia da Libertação (TL) e outras heresias no nosso país.

    Fazendo isso poderemos até servir de exemplo para o resto do mundo onde o clero foi contaminado com heresias como a TL que envergonham a Igreja e faz com que cada ano que passa perde-se mais fieis.

  7. Ora, ora… Mas que surpresa!

  8. Me espanta que só agora tenham percebido que o futuro da Igreja Católica foi definido naquela bendita conferência de Aparecida! Logo nos primeiros meses de pontificado de Francisco isso já era patente: as linhas pastorais, os prelados “promovidos” ou que ganharam enorme destaque (Maradiaga, Hummes, etc) e os que foram colocados na geladeira (por ex. Murilo Krieger), os discursos, as viagens… Tudo já estava delineado naquele documento que foi formalizado basicamente, como bem se sabe, por Bergoglio…

  9. A CEBs são células dos partidos de Esquerda (PT, PCdoB, PSOL…) infiltradas nas fileiras da Igreja, sob a bênção de falsos pastores, verdadeiros lobos vestidos de ovelhas. E o MST (Mov. dos trabalhadores SEM TERRA) é o Exército do PT, conf. declarou Lula. Muitos teólogos da Corte (Teologia da Libertação) estão instrumentalizando a fé, para fins escusos.
    Veja o paradoxo da TL, segundo um dos seus simpatizantes:
    “Para ilustrar esse encurtamento da ideia de pobre na TdL e na pastoral que nela se inspira, permito-me relatar duas experiências.
    A primeira se refere a uma ocupação dos sem-terra na região Centro-oeste do Brasil. A igreja local interveio aí, dando aos lavradores cobertura moral e social, e oferecendo os serviços jurídicos da “pastoral da terra”. Três meses depois da legalização do assentamento, vem-se a saber que todo o mundo, ou quase, se tornara “evangélico”. Por que? Simplesmente porque a Igreja católica garantira o social, mas não o religioso. Este, deixado vazio, fora ocupado pelos pentecostais. Menos mal, dir-se-ia com São Paulo, “contanto que de todas as maneiras… Cristo seja anunciado” (Fl 2,18), mas não o foi pela “Igreja da libertação”, o que depõe em seu desfavor.
    E agora uma experiência pessoal. Depois de ter trabalhado mais de vinte anos nas favelas do Rio numa linha “liberacionista” e tendo que me transferir para outra cidade, fiz um balanço daquela atividade toda e constatei, decepcionado, que deixava instalados trabalhos sociais de toda a sorte, mas não uma Comunidade cristã realmente consistente. Agora, em meu novo lugar de trabalho, os voluntários da pastoral social não descuidam do trabalho religioso e evangelizador. Depois do atendimento direto aos pobres, realizam com eles uma hora de adoração e louvor, entremeada de catequese. Fazem, assim, jus ao nome do centro social em que trabalham: “Marta e Maria” e mostram que o verdadeiro agente social há de ser uma “Marta com alma de Maria”. (frei Clodovis Boff).
    Pelos frutos, se conhece a árvore, nos advertiu o próprio Filho de Deus.

  10. professor hermes agradecemos profundamente ao senhor por nos transmitir esses verdadeiros sinais em formas de palavras para que possamos realmente ver a imensidão que representa esse equivoco progressista representado ultimamente por jorge mario bergoglio. -desejamos a você um trabalho frutuoso que dê grandes graças a todos os verdadeiros fieis para compreender o momento doloroso pela qual passa a igreja neste momento.

  11. Esses cangaceiros da T.L. felizmente estão em extinção, por mais que “Francisco”, os faraós do petismo clerical e o Cardeal Mummes tentem dar alguma sobrevida a essa depravação que é o xaxado tecno-brega do pandeirista Genéscio, o insepulto.

    A banda necrosada do clero mudou de interesses… Hoje em dia, eles não querem mais brincar de chinelinho havaiana no barracão do Dom Forquilhinha.

    A banda necrosada do clero mudou… O que hoje impera é o Chanel 5, as casulas douradas com galões comprados em Roma, incensório, colarinho, glamour e muita sauna… Em vez de chinelinho havaiana, o sapatinho de verniz e a calça justa e femínea. Bando de pagãos esfomeados que ingressam no clero para assaltar e desmoralizar a Igreja e os cristãos;

    De resto, de gente fraca da cabeça e doutrinada, como é o triste caso dessas múmias, não se pode esperar nada. Devemos esperar que a natureza ou o Apocalipse dê conta dessas baratas de sacristia.

  12. Parabéns pelo artigo, prof. Hermes!
    Pessoal,
    Acabei de enviar a minha denúncia do 14º CEBs para o Núncio do Vaticano no Brasil para tomar as providências que se acharem necessárias, sob pena de transformar a Igreja no Brasil numa ONG a serviço da esqueda (PT, PCdoB, Psol…).
    À Sua Excelência Reverendíssima

    Dom Giovanni D’Aniello
    MD. Núncio Apostólico no Brasil
    Brasília – DF

    ASSUNTO: DENÚNICIA: 14º Intereclesial das CEBs

    D. Giovanni D’Aniello, paz e bem!

    Temos a honra de cumprimentá-lo ao tempo em que levamos ao seu conhecimento inúmeros Sinais de Morte que ocorreram durante o 14º Interclesial das CEBs (Londrina-PR), amparados no que dispõe o art. 212, parágrafo 3º do Código de Direito Canônico:

    “Os fiéis (…) têm o direito e mesmo, por vezes, o dever de manifestar aos sagrados Pastores a sua opinião acerca das coisas atinentes ao bem da Igreja”.

    Bispos Socialistas doutrinavam católicos no momento em que Lula era julgado em Porto Alegre.

    Tomei conhecimento de um vídeo estarrecedor, produzido por Bernardo P. Kuster, traz esta importante denúncia. Confesso que fiquei perplexo com o que vi. Estão tentando instrumentalizar a fé católica para fins escusos.

    Detalhe: o PT é o único partido político brasileiro que prevê no seu estatuto a defesa do Aborto (Cultura da Morte), inclusive expulsou dois Deputados federais Pró-vida: Luiz Bassuma (autor do Estatuto do Nascituro), na época do PT da Bahia e Henrique Afonso, do PT do Acre, por defenderem a Cultura da Vida e serem contra a legalização do aborto, bandeira do PT.

    Com faixas em apoio a Lula, “Eleições sem Lula é Fraude”, abriu -se o evento 14° Inter Eclesial das Comunidades de Base – Janeiro de 2018, em Londrina PR.

    Enquanto os Excelentíssimos Magistrados de Porto Alegre julgavam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Bispos Socialistas Católicos (60) de todo o Brasil, assessorados por intelectuais fundadores do PT, doutrinavam mais de 3000 delegados interestaduais pertencentes as CEBs. (Comunidade Eclesial de Base).

    Frei Beto abriu o evento solicitando 1 minuto de silêncio, em homenagem à Lula, que segundo ele, representa a verdadeira democracia brasileira. Naquele exato momento, o réu mais famoso do mundo, estava sendo julgado em Porto Alegre.

    Ideias esdrúxulas, para não dizer criminosas, foram defendidas neste evento, dentre elas podemos citar:

    • Liberação do aborto;

    • Descriminalização do uso de drogas;

    • Inclusão da ideologia de gênero no currículo escolar;

    • Adoção do método de ensino Paulo Freire nas Escolas;

    • Apoio a um “Referendum popular” para a elaboração de uma nova Constituição Socialista (semelhante ao que foi realizado recentemente na Bolívia);

    • Apoio ao ditador sanguinário venezuelano Nicolás Maduro etc.

    O mais estarrecedor desta triste história, agora me dirijo diretamente aos seguidores da fé católica tradicional, são as idéias absurdas defendidas neste evento, que atacaram diretamente os fundamentos da Tradicional Igreja Católica Apostólica Romana. Este ataque ocorreu na presença de altos representantes da Igreja.

    Dentre as ideias defendidas podemos citar alguns exemplos:

    • “Jesus não veio fundar uma religião ou uma Igreja. Ele veio trazer um novo projeto sócio político.” ( Frei Beto: fundador da Teologia da Libertação );

    • “A multiplicação dos pães, palavra equivocada, porque não houve multiplicação, houve sim partilha. É o Fome Zero de Jesus.” (Frei Beto).

    O anfitrião desta festa não poderia deixar de ser citado, o novo e polêmico Bispo socialista de Londrina – PR, Dom Geremias Steinmetz, que em seu currículo trás:

    • Organizador do grito dos excluídos e da semana LGBT;

    • Recusou a dar a hóstia consagrada à fiéis ajoelhados, por considerar uma postura de extrema submissão e abuso de poder;

    • Acusado de perseguir dentro da Igreja Católica padres tradicionais que defendem os verdadeiros valores da Igreja (ex. Padre Paulo Ricardo);

    • Transferência arbitrária de padres antigos de suas paróquias, para paróquias diferentes (ex. a polêmica transferência do Monsenhor Gafá que há 30 anos pregava na Catedral para uma pequena Igreja no centro de Londrina);

    • Foi antigo assistente de Frei Beto, criador da Teologia da Libertação e amigo pessoal de Lula.

    Para finalizar, é importante citar a composição técnica dos organizadores deste encontro:

    • Frei Beto;

    • Pedro Ribeiro de Oliveira – sociólogo de esquerda responsável pela elaboração da cartilha da CEB;

    • Marcelo Barros – criador da Pastoral da Terra (braço religioso do MST);

    • Márcia Lopes – irmã do ex-presidente do PT e melhor amigo de Lula, Gilberto Carvalho;

    • Lenir de Assis – ex-vereadora de Londrina que votou à favor da inclusão da Ideologia de gênero no Plano Municipal de Educação.

    Como podemos verificar, a esquerda brasileira se assemelha a uma Medusa com suas várias cabeças, não bastando atingir uma única “jararaca velha e decrépita” para anularmos o perigo que representam para a nossa combalida democracia.

    Escondidos por trás de um discurso falacioso de humildade, generosidade e igualdade, tentam, à todo custo, iludir e aliciar os inocentes fiéis católicos para a divulgação e disseminação da ideologia comunista.

    Querem transformar os fiéis católicos em ativistas políticos revolucionários.

    Segundo o entendimento de Frei Beto, o católico não deve ficar dentro da Igreja apenas rezando, devendo sim, participar ativamente da luta política de nosso país. Para ele, profissionais liberais, fazendeiros e empresários, defensores do neoliberalismo econômico, são uma ameaça as conquistas sociais adquiridas nos governos do PT.

    Urge denunciar a utilização política e ideológica da Igreja Católica pelos partidos socialistas, com o intuito de disseminar a ideologia socialista não só no Brasil, como também em toda a América Latina.

    Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, interceda para que seja retomada a Fé Católica e restabelecida a Moral no Brasil, especialmente Arquidiocese de Londrina-PR, para a maior glória de Deus!

    Renovamos, nesta oportunidade, todo o nosso apreço e a mais distinta consideração.

    Saudações cristãs,

    Renato Aguiar de Assis e família

    Católico apostólico romano e cidadão brasileiro

  13. Não faz diferença alguma ser católico militante da maldita TL e/ou ex-católico protestante. Ambos estão destinados à condenação eterna pelo mesmo motivo: Apostasia. Portanto, achar que as CEBs fez algum bem pra Igreja é ledo engano. Só fez mal, continua fazendo e sempre fará.

  14. Alguém com saber e caridade pode escrever uma refutação destes artigos que promovem a teologia da libertação, enfabulando o concilio e rejeitando 1200 anos da Igreja?
    Já sairam 3 artigos de 10 sobre “em que o Vaticano II mudou a Igreja”.

    Os artigos são estes:

    http://amerindiaenlared.org/contenido/12016/da-cristandade-a-modernidade-em-que-o-vaticano-ii-mudou-a-igreja-i
    http://amerindiaenlared.org/contenido/12055/do-binomio-cleroleigos-a-comunidadeministerios-em-que-o-vaticano-ii-mudou-a-igreja-2
    http://amerindiaenlared.org/contenido/12094/do-sacerdote-celebrante-a-uma-assembleia-sacerdotal-em-que-o-vaticano-ii-mudou-a-igreja-3

    Se puderem fazer uma postagem sobre isso ou um comentário adequado, era um acto de caridade mostrar claramente os erros que contêm para que as pessoas não se levem pela sedução.
    Obrigado, façamos o que pudermos para desmascarar o erro e anúnciar a Verdade.

  15. Prof. Hermes, auguro-lhe bom êxito na elaboração de sua obra, que, pelo que pude notar, compila fatos importantes da vida eclesial recente e, por essa natureza, tende a provocar no público leitor, sobretudo o católico, sérias e profundas reflexões. São dados cuja ciência é indispensável a quem procura entender a sucessão dos acontecimentos que vêm, já há décadas, assolando as instituições católicas. Agradecemos ao senhor, e a este benemérito blog, o compartilhamento.