
Os bispos do Brasil reunidos na Assembleia Geral da CNBB. — Reclamar pra quem? Estão todos reunidos em torno de um único objetivo. Resta aos fieis manifestarem sua indignação nas redes sociais!
Por Padre Pedro Damião | FratresInUnum.com – Acho que muita gente leu o comentário e assistiu o vídeo do Padre Joãozinho corrigindo o Bernardo Küster e os muitos católicos que têm usado as redes sociais para criticar a atuação da CNBB e de alguns Bispos.
A argumentação de Padre Joãozinho é simples, para não dizer simplória: roupa suja se lava em casa. Um filho que ama a própria mãe não fala em público de seus erros. Seria necessário seguir o itinerário de correção fraterna apresentado por Nosso Senhor no Evangelho de Mateus.
Mas acho que a analogia está gravemente incompleta.
Imaginemos uma família de filhos numerosos, na qual um pequeno grupo de irmãos mais fortes e maldosos faz bullying e pratica todo tipo de chantagem e violência contra os outros irmãos menores. Os irmãozinhos menores há anos fazem pedidos insistentes à mãe que os proteja e lhes faça justiça. Mas a mãe negligente (medrosa ou conivente, não importa!) permanece imóvel diante dos desmandos. Um belo dia, um dos irmãozinhos resolve apresentar queixa à Delegacia de Polícia para a Criança e o Adolescente.
Claro, roupa suja se lava em casa! Mas, podemos mesmo dizer que nos últimos cinquenta anos faltaram fieis que tenham apresentados suas queixas às autoridades constituídas contra os irmãos maldosos que destroem o tecido eclesial? Primeiro privadamente e depois em grupos internos? Não, senhores Bispos, não faltaram correções privadas. O que faltou foi atitude!
Nos casos dolorosos de crimes de pedofilia, o clamor das vítimas não foi ouvido in camera caritatis pelos Bispos. O que restou às famílias senão recorrer aos tribunais pagãos? Mas, e agora, no caso dos abusos contra a fé, contra os sacramentos, contra o ensino da moral católica? A quem podemos recorrer se não há “delegacia” para isto?
Não, senhores Bispos, não foi Bernardo Küster e nem os outros destemidos leigos que desmoralizaram a CNBB, foram suas próprias atitudes de negligência ou de cumplicidade dolosa.
O rei está nu! Não culpem a voz da criança! Corram, senhores Bispos, corram para cobrir suas vergonhas com a penitência e a emenda de seus costumes.







"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mau humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey