Aprovação do aborto na Irlanda, consequência direta do pontificado de Francisco.

Por FratresInUnum.com, 30 de maio de 2018 – No último final de semana, a Igreja sofreu um dos golpes mais terríveis das últimas décadas: com uma maioria de quase 70% dos votos, através de um referendo, os irlandeses derrubaram o art. 8o. da sua Constituição, que fora aprovado em 1983 como consequência da visita de do Papa João Paulo II ao seu país e que defendia a vida humana desde a concepção, abrindo, assim, as portas para uma futura descriminalização e legalização do aborto. O fato não foi apenas a expansão daquilo que o pontífice polonês chamava com propriedade de cultura da morte, mas foi o sepultamento de um dos últimos bastiões fortes do catolicismo no velho continente europeu (além de Malta e da Polônia).

irlanda

Irlandeses comemoraram resultado da votação que abriu as portas do país ao aborto.

Tal como o “grito silencioso” de uma criança abortada, o golpe não foi protestado e, isso, graças ao anestesiamento voluntário, pelo qual a Igreja Católica Irlandesa deliberadamente sucumbiu.

A Association of Catholic Priests of Ireland, a maior associação de sacerdotes do país, manifestou-se “contra usar o púlpito para a campanha pró-vida”, pois isto seria “inapropriado e insensível”, além de um “abuso da Eucaristia”. Embora teoricamente endossando a posição da Igreja, a associação afirmou que “a vida humana é complexa, abundando situações que são mais variações de cinza que propriamente branco-e-preto, e que exigem de nós uma abordagem pastoral delicada e sem preconceitos”.

Ademais, o grupo afirmou que, como “homens solteiros e sem filhos próprios, não estamos em condições adequadas para sermos tão dogmáticos nesta questão” e, portanto, “não queremos indicar a ninguém como se deve votar”, pois, “um voto expresso de acordo com a consciência de cada pessoa, seja qual for o resultado, merece o respeito de todos”.

Como notou uma reportagem da TV chilena Tele13, “a Irlanda era um dos países mais restritivos contra o aborto na Europa, não permitindo o procedimento nem sequer em caso de inviabilidade do feto, estupros ou incesto”. De fato, “era um dos últimos bastiões da tradição católica e o resultado é fruto da pouca participação da Igreja em manifestações contra o aborto… Com esta última mudança na Constituição, a Irlanda termina de desfazer-se da influência da Igreja”.

Pois bem, esta atitude flagrantemente entreguista, abstencionista, não é senão a reprodução do desprezo que o Papa Francisco reserva aos temas relacionados com a defesa da vida. Na famosa entrevista ao seu confrade jesuíta, o Pe. Antonio Spadaro, em agosto de 2013, Francisco afirmou:

“Não podemos insistir somente sobre questões ligadas ao aborto, ao casamento homossexual e uso dos métodos contraceptivos. Isto não é possível. Eu não falei muito destas coisas e censuraram-me por isso. Mas quando se fala disto, é necessário falar num contexto. De resto, o parecer da Igreja é conhecido e eu sou filho da Igreja, mas não é necessário falar disso continuamente. Os ensinamentos, tanto dogmáticos como morais, não são todos equivalentes. Uma pastoral missionária não está obcecada pela transmissão desarticulada de uma multiplicidade de doutrinas a impor insistentemente”.

O resultado está aí: quando a Igreja se recusa a ser militante, é derrotada. E a consequência será o extermínio de milhões de bebês.

A percepção de João Paulo II era fundamentalmente outra, marcada por uma consciência nítida do problema, como deixou claramente registrado na Encíclica Evangelium Vitae, n. 28: “Este horizonte de luzes e sombras deve tornar-nos, a todos, plenamente conscientes de que nos encontramos perante um combate gigantesco e dramático entre o mal e o bem, a morte e a vida, a ‘cultura da morte’ e a ‘cultura da vida’. Encontramo-nos não só ‘diante’, mas necessariamente ‘no meio’ de tal conflito: todos estamos implicados e tomamos parte nele, com a responsabilidade iniludível de decidir incondicionalmente a favor da vida”.

Justamente a atitude cinzenta é a que favorece a “cultura da morte” e é esta passividade que permite aos inimigos avançarem e vencerem. É preciso entender que não há como abortar crianças sem abortar o Evangelho e a Igreja juntamente com elas, de tal modo que precisamos gritar para sermos ouvidos. Basta com este “grito silencioso”!

No Brasil, graças a Deus, o povo é beligerante e decididamente contra o aborto, a despeito da atitude morna do clero. Por isso, temos vencido e, queira Deus, continuaremos vencendo.

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22 Comentários to “Aprovação do aborto na Irlanda, consequência direta do pontificado de Francisco.”

  1. Nada mais me surpreende no mundo.
    Se podemos matar uma criança na barriga da mãe, podemos matar qualquer um que esteja fora.
    Satanás, com esta lógica, passeia garboso “intra moenia Vaticanae.”

  2. Basta lembrar a imagem de duas velhas se beijando na boca quando da aprovação do “casamento” gay!

  3. Tanto é verdade que se trata de mais uma nefasta consequência do pontificado de Francisco, que ele guardou total silêncio sobre esta aberração ocorrida na Irlanda!

  4. A eleição de Bergoglio foi um golpe duro no Movimento Pro-Life.
    Nos Estados Unidos, o Movimento sobrevive e se fortalece graças ao apoio dos Protestantes, porque a maioria dos Bispos apontados por Bergoglio já se bandeou para o novo “pro-life Bergogliano” com ênfase na luta contra a Pena de Morte, a favor da Imigração descontrolada e Saúde grátis pra todo mundo.
    E eles são tão cara-de-pau que chegam a atacar descaradamente o Movimento Pro-Vida dizendo:
    _ O movimento pro-vida não é pela vida e sim contra o aborto, pois não se preocupam com a vida das crianças depois de nascidas, nem com as mães, nem com os imigrantes…etc.
    Está cheio de padres no Twitter repetindo essa falácia!
    Então não é de se espantar pelo que aconteceu na Irlanda. Esse país já vinha numa deriva anti-Católica, ao aprovarem também por plebiscito o “casamento gay” e elegerem um Primeiro-Ministro abertamente sodomita, “casado” com outro sodomita.
    E preparem-se porque o outro golpe contra o Catolicismo naquele país será a aprovação da eutanásia por plebiscito… que graças a Deus acabou de ser derrotado em Portugal.

  5. Vou ter de discordar muito levemente; no Brasil, a CNBB, que é confundida com a Igreja, é totalmente “ entreguista” e obcecada apenas com temas materiais. Se ainda não prosperou muito mais o aborto deve-se a uns poucos católicos militantes ( leigos predominantemente) e a uma luta sem tréguas,tenaz e barulhenta, de grupos contrários albergados nas “ igrejas protestantes” de matriz pentecostal.

  6. Gostaria de testemunhar o ensinamento que aprendi desde a infância, adolescência, juventude, e sempre repetido na minha Paróquia pelo meu velho Pároco (hoje aposentado):
    1) Para namorar tem que estar em condições de se casar. O namoro é uma preparação para o casamento. Gente com 14 anos não está na idade de namorar.
    2) Se for para evitar os filhos, é melhor não se casar.
    É simples!
    Imensamente grato ao meu Pároco, às Irmãs, aos meus formadores da Paróquia, professores do colégio da Paróquia e familiares católicos tradicionais!
    Ensinaram porque estavam ali para ensinar. Ouviu quem estava ali para ouvir.

  7. Este pontificado é cinzento, nebuloso, e esperando uma fagulha para incendiá-lo de vez. As portas do inferno não prevalecerão contra a igreja, mas vai prevalecer contra seus líderes.

  8. Sem palavras…
    Jesus! Salva e protege os não nascidos. Amém.

  9. Vendo a foto me impressiona a felicidade que causa nessas mulheres o “direito” de abortar em uma gravidez.

  10. Muita gente acredita que já estejamos na fase da “grande apostasia” profetizada por São Paulo.
    Não creio.
    Entendo a grande apostasia como um nível de ignorância, ódio e bestialidade nunca antes experimentado na história humana, nem mesmo pelos povos mais primitivos. Falo de pessoas andando sem roupas, defecando em espaços públicos, prática de canibalismo generalizada, até o conceito de união por cópula e núcleos familiares seriam esquecidos, as crianças seriam entregues à própria sorte logo que os instintos das mulheres as liberassem do aleitamento dos bebês. Em uma palavra: o ser humano desceria a mais baixa condição animalesca de sua história.
    Creio que ainda estejamos relativamente longe deste cenário escatológico, embora eu não deixe de me angustiar e sofrer com aberrações como esta no Ocidente cristão.

  11. “homens solteiros e sem filhos próprios, não estamos em condições adequadas para sermos tão dogmáticos nesta questão”
    Curioso é os padres irlandeses assumirem uma antiga acusação que alguns fazem ao clero: “vocês não constituíram família, e querem falar de família”.
    Isso vem da mentalidade empiricista em que vivemos; no entanto, ninguém dá um tiro no pé pra saber mesmo se vai doer.
    Além disso, boa parte, senão quase todas as coisas de que falamos habitualmente, não a sabemos por experiência própria, mas nos servimos do bom alvitre de outros, isto é, sobre as coisas mais técnicas e autorizadas, nós sabemos quase tudo por via de autoridade. Alguém sabe muito, ou estudou muito, ou se especializou muito em certo assunto e nos diz o que pensa.
    A igreja-cismática-e-herética-inventada-pelo-vaticano-segundo não se vê mais como uma instituição imbuída da missão divina de pregar a verdade última sobre o ser humano, a história e mundo. Ela é apenas uma humilde colaboradora na busca da verdade junto com os “irmãos separados” e os “homens de boa-vontade”.
    Está aí a obra do devaneio e da apostasia promovida pelo modernista Roncalli, pelo aventureiro e analfabeto teológico Montini, pelo falso místico Wojtyla e pelo intelectual estéril e camaleônico Ratzinger: nenhum deles teve a coragem de propor e de proclamar o que a Igreja sempre propôs e proclamou, até 1958, com clareza e determinação invencíveis:
    Que a Igreja católica é a única e verdadeira Igreja de Cristo, com exclusão de todas as outras denominações ditas cristãs; que atualmente e para sempre Ela é a única depositária da única revelação divina – posto que Ela é o verdadeiro Israel, não segundo a caducidade da letra e da carne, mas pela efusão do Espírito Santo -; que Ela é uma sociedade perfeita por estar dotada de todos os meios necessários à consecução da Sua missão divina de ensinar, reger e santificar TODOS os povos mediante pregação do Evangelho, o convite à conversão e à recepção do batismo e a assistência aos sacramentos da Nova Lei; que Ela institui e translada o ser humano da condição de simples criatura à de filho adotivo de Deus.
    Tais são as verdades que que os obstinados e endurecidos sequazes e mantedores da impostura teológica chamada “concílio Vaticano II” não ensinam mais nem o fingem fazer. E, como etá provado, nenhum aderente aos erros desse sínodo funesto consegue manter-se na integridade da fé e dos costumes da Igreja de Deus.

  12. “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”(Deuteronômio 30:19).

    E a humanidade, sob o comando da ONU e as bênçãos do Vaticano (CNBBs da vida), tem escolhido a morte (partidos de esquerda: PT, Movimentos sociais de esquerda: MST, CUT…).

    A taça da Justiça Divina está quase transbordando. Quem viver, verá!

  13. Bergoglio, muito provavelmente, não é intimamente contra o aborto. O episcopado de sua geração flerta de muito perto com o agnosticismo “eclesiástico”, uma espécie de apostasia silenciosa que acomete esses pobres velhos de pouca fé, que se acocoram diante à mundanidade a fim de consolar as suas vidas miseráveis. É uma espécie de “rendição psicológica”, oriunda de uma má resolução pessoal com a própria vocação, que, uma vez volvida a Cristo, a Sua verdadeira finalidade, implica em renunciar aos sorrisos e gentilezas desse mundo. São homens que não querem renunciar. Bergoglio é mais um entre uma multidão de bispos a partir dos 70 anos que não tiveram a coragem, a uma determinada altura da vida, de, uma vez francamente não mais reconhecendo Deus como a razão da sua própria vocação, de abdicar de pretensões eclesiásticas. Todavia, o coração vazio de fé se insufla com o pecado da ambição. Não basta a essas almas a ruína solitária de uma vida sem reconhecer Deus como verdadeiro princípio infusor de toda ordem, beleza e verdade neste mundo. É necessário fazer ruir a Igreja ao seu redor, um gesto de mesquinharia de almas já arrasadas por anos de contradição entre a vida eclesiástica e a ausência de fé.

    Qualquer católico, até mesmo o mais frouxo, se indignaria perante essa notícia. Os bispos da Irlanda, por sua vez, mal se mobilizaram contra o governo anti-católico que se instalou no país nos últimos anos, que tem manipulado permanentemente a população do país, já ressentida com os escândalos de pedofilia, a assumir posições diametralmente contrárias à doutrina da Igreja. E Bergoglio? Ah, Bergoglio teve ter dado um muxoxo ambíguo, no íntimo verdadeiramente indiferente às milhares de vida que hão de ser ceifadas sob a chancela da lei neste país que já foi um símbolo do catolicismo na Europa.

  14. Sei não, porém, uma autoridade religiosa, quanto mais da Alta Hierarquia que deixa de condenar o aborto, a fortiori, o aprovaria!…
    São dos mesmos que aqui no Brasil viam a nação tornar-se idem a abortista Ditadura Comunista e estavam em cima do muro, quer dizer, favoraveis a ela!
    “Há caminho que parece reto ao homem; seu fim, porém, é o caminho da morte. .Mesmo no sorrir, o coração pode estar triste; a alegria pode findar na aflição.” Pro 14 12-13.
    Os asseclas acima do Partido de Herodes, comprovadamente genocidas, pertenceriam aos católicos apostasiados, mesmo sem ao menos desconfiarem, associaram-se às hostes dos carniceiros comunonazifascistas e de seus parceiros homiziados no idem exterminador Islã; aparentam-se efusiantes com a recente “vitoria sobre a opressão”, no entanto, são ostensivas demonstrações de eles nada possuirem de amor ao próximo, muito menos a Deus, externando e compartilhando com o frio e calculista assassinato de crianças!
    Não é que bem que caberia a quaisquer desses hilariantes acima lhes perguntar se, quando no seio da mães, se tivessem condições de avaliação, se não se importariam de serem abortados e serem extraídos mecanicamente dos seios delas? Assim, estrangulados aos pedaços e seus restos mortais serem destinados às mais diversas utilizações, como saborizantes de alimentos carneos, produtos de beleza ou mesmo seus ossos calcinados para servirem de adubo – será que eles aprovariam?
    Como justificar um governo comunista e seguindo até fim desse ano por de um de seus ex cupinchas, como foi e é o nosso – o anterior muito pior – ainda querendo desarmar a população, “controlar a midia = censurá-la, para evitar também nesse item ser questionado?
    Dessa forma, o anterior fingia agir para não matar algumas crianças, no entanto, para as nascituras foi o primeiro a exigir!
    Qual é realmente a diferença entre um atirador de escola e um médico aborteiro, sendo que ambos empunham suas armas que são mentes sinistras, mesmo cada um desses que os avalizam?
    Apesar disso, tranquilizem-se, irlandeses: brevemente, os filhos de Maomé, Satã e suas hordas cuidarão de os alegrarem ainda mais!

  15. Apenas uma observação:
    Aqui no Brasil a maioria dos cristãos leigos e os autodenominados “Evangélicos” que estão contra o aborto.
    Nada a ver com a CNB do B.
    Meu Deus, que decepção!

  16. A irlanda já não é mais um país majoritariamente católico. E quem pagará por isto serão as crianças inocentes, no ventre de suas mães homicidas. :(

  17. Senhor, Senhor, como é doloroso e aterrorizante esse pico de decadência em que se encontra a humanidade, que precede o grande castigo. Como é mortal e sufocante o mistério da iniquidade que se instalou na Igreja, no clero, sobretudo no papado. Deus tenha misericórdia de nós! Por essa APROVAÇÃO da Igreja na Irlanda, ao assassinato do filho no ventre materno (satanismo), apressar-se-á o castigo iminente que por extremo amor e justiça o Senhor infligirá ao mundo.

  18. A Europa liberal de 1789 foi humilhada pelo Nazismo do Fuhrer. Teve a sua segunda chance.
    A Sharia está vindo… Bem lentamente… sem muita pressa…
    Quero ver como será até a “segunda segunda chance”, visto que o triunfo do Imaculado Coração de Maria será essa “segunda segunda chance”.

  19. Por acaso o Papa Francisco falou alguma coisa a respeito da aprovação do aborto na Irlanda? Ou também calou?!!! Estou perguntando porque não vi em nenhum lugar; posso estar enganada… Mas, de qualquer forma, isto é horrível. Lastimável!!!