Cardeal Sarah é o preferido por jovens Norte-americanos.

Por Hermes Rodrigues Nery, 10 de julho de 2018, FratresInUnum.com – Tendo passado dez dias nos Estados Unidos (de 1º a 10 de junho), pude conversar com várias lideranças de movimentos conservadores católicos, religiosos e leigos, e o sentimento geral é de insatisfação com as controvérsias do pontificado de Francisco. Todos expressaram que ninguém ousa falar algo, pois retaliações internas seriam imediatas e fulminantes para carreiras eclesiásticas. Em particular, nos disseram como as vozes conservadoras têm sido desestimuladas e não são poucos os casos de perseguição aos que ousam fazer questionamentos em público. “Que revolução quer Francisco?” é uma pergunta que até agora não se sabe muito bem a resposta.

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Cardeal Robert Sarah.

A revolução avança com muito mais força, porque tem apoio de bispos e cardeais em posições chaves. As insatisfações são manifestadas em conversas privadas. O ambiente nos seminários não tem sido tão confortável, pois jovens seminaristas e padres aprendem a ouvir, evitam bater boca, mas, depois, entre si, alguns comentam (com o realismo cristão) que a base do catolicismo está no Catecismo, na Tradição da Igreja, no ensinamento dos doutores da Igreja, na vida dos santos, nas encíclicas papais e no testemunho vivo da história bimilenar da Igreja, e não no proselitismo liberal que querem impor, como se seminaristas e padres não tivessem acesso a informações, especialmente ao rico passado da Igreja. “Não pensávamos que o passado seria tão importante para nós, vivendo no começo do século 21. A novidade de hoje é a Tradição da Igreja, o seu rico patrimônio no testemunho dos santos”. Em uma das bibliotecas, encontro um jovem padre dedicado ao estudo do grego, da Sagrada Escritura, dos clássicos da literatura católica, dos grandes santos. É esse alimento que buscam para não se deixarem iludir pelo nevoeiro que tomou conta em muitos ambientes. Um deles lembra com que alegria aguardava uma encíclica papal, quando podia ter balizas seguras do ensinamento da Igreja sobre temas atuais, mas isso não ocorreu, por exemplo, com a Laudato Si, nem com a Exortação Apostólica Amoris Laetitia. “Tudo o que não poderia acontecer para um católico era justamente isso: ler um documento do papa e não estar convencido 100% em tudo o que está lá, ter brechas que foram questionadas inclusive por Cardeais, como no caso dos Dubia, cujas indagações não foram respondidas até agora pelo papa”.

É preciso prudência, é o que pedem todos. “Rezemos por Francisco, ele mesmo nos pede orações desde o primeiro instante em que apareceu no balcão da Basílica de São Pedro”. Mas há também problemas práticos, de dia-a-dia, de tensões e apreensões que até então não se esperava, onde não deveria haver receios. Alcoolismo e homossexualismo assombram. Nem todos têm força para suportar provações. Um deles me conta o horror que foi ter lido as memórias do Arcebispo Rembert Weakland, de Milwaukee, que se declarou gay e questionou publicamente o ensinamento da Igreja sobre a homossexualidade. “Nunca pude entender como um sacerdote, elevado a Arcebispo, fizera o que fizera.” E mais: “Em tempos de internet, quando tudo está disponível, agravam-se ainda mais todas as tentações nesse campo”. E ainda: “O fato é que os bispos e cardeais deveriam ser menos ambíguos na exposição do ensinamento da Igreja, e a tibieza de muitos favorece a fraqueza de tantos, com os efeitos terríveis disso”. E lembrou a resposta do papa Francisco, em 2013, “quem sou eu para julgar?”, que trouxe ainda mais dificuldade para muitos no discernimento que se faz necessário, no contexto do relativismo, mesmo agindo às vezes com a tática do morde-assopra, sendo ambíguo aqui, categórico ali.

Tudo isso tem tornado mais difícil para muitos defenderem a moral católica, duramente atacada por todos os lados. Outro ainda me perguntou sobre o Sínodo Pan-Amazônico,  em 2019: “Parece que querem mesmo acabar com o celibato. Será mesmo que isso vai acontecer?”. E outro considera a possibilidade de Bergoglio renunciar. “E então, se Bento XVI ainda estiver vivo, teremos três papas? Espero sinceramente que isso não ocorra”. O fato é que Francisco é uma incógnita, uma interrogação, e não há quem deixe de reconhecer que o seu pontificado é problemático muito mais para os católicos do que para os não crentes. E o mais surpreendente nas conversas com os jovens norte-americanos é que torcem para que o Cardeal Robert Sarah seja eleito o próximo papa.

3 Comentários to “Cardeal Sarah é o preferido por jovens Norte-americanos.”

  1. A crise atual da Igreja seria a reedição da enfrentada por ela à época do arianismo, acrescida de conspirações de infiltrados internos, querendo à força transformá-la numa das seitas protestantes em que imperam o relativismo, havendo constatação de varias irregularidades nos ensinamentos por eminentes cardeais, bispos, sacerdotes, mesmo por alguns eximios teólogos leigos, que ora estariam confusos, distorcidos, socializados ou ambiguos, atribuídos ao papa Francisco, para os quais seria o motor da confusão a que a Igreja estaria sendo submetida.
    Alguns procedimentos antecedentes dele não seriam nada recomendaveis e no *INFORME KOLVENBACH de seu superior jesuíta, constava não o eleger como bispo por varios motivos, como amizade a certos amigos pessoais anti cristãos, algo desequilibrado e pareceriam justificaveis.
    À sua eleição como papa sob o nome de Francisco, as esquerdas-TL-PCs-maçonaria exultaram-se, dando mostras que doravante, com ele, o direcionamento da Igreja seria outro, podendo-se reportar aos projetos e tramas a se executarem a longo prazo, engendrados por Vindice e Nubius e sucessores, dois expoentes maçônicos-carbonarios.
    Após seus primeiros pronunciamentos, a sequencia similar, divulgado o relatorio e ajuntados mais questionamentos, como no **”UM ANO DE PONTIFICADO, UM ANO DE CONFUSÃO” de Alejandro S Laprida, ***o qual hoje já lança é o anathema sit – sinopse de varios supostos procederes erroneos do papa Francisco, àquela época, 2014, já deveriam seus assessores mais próximos cardeais tê-lo inquirido, além de que possuiria antecedentes questionáveis, de sacerdote a cardeal.
    Assim, teriam sido complacentes com ele, com seus supostos erros; deveriam tê-lo questionado respeitosamente e discordado acerca de varios posicionamentos, os quais seriam incondizentes com doutrina de sempre da Igreja, senão estranhos, como o que considerariam absurdo e/ou leviano no discurso à Audiência aos participantes do congresso internacional promovido pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica na Sala de Imprensa da Sé, 04/05/18 quando teria dito: ****… “este Espírito Santo é uma calamidade [risos, risos]”, e no dia 20/07/18 recebendo o bastante alinhado consigo, aos abraços demonstrando irmanados o cristianófobo e perverso comunista Evo Morales etc., dentre mais procedimentos que corresponderiam a comungantes com o depravado nazifascistasocialismo.
    * https://adelantelafe.com/trabajo-verdadero-periodista-quien-puede-encontrar-informe-kolvenbach-padre-bergoglio
    ** http://www.padremarcelotenorio.com/2014/03/um-ano-de-pontificado-um-ano-de-confusao
    *** http://www.ncsanjuanbautista.com.ar/2018/07/anathema-sit-bergoglio-alejandro-sosa.html
    **** http://press.vatican.va/content/salastampa/es/bollettino/pubblico/2018/05/04/cons.html

  2. Cada vez entendo mais a crise da Igreja como uma crise geracional. A mim, parece muito claro que os mais jovens, sejam os leigos quanto religiosos, já captaram, uns mais, outros menos, naturalmente, o estado fundamental de contrariedade à modernidade que singulariza o papel da Igreja neste mundo. Logo, é natural que prelados como o cardeal Sarah, um homem de fibra inequivocamente ortodoxa, agrade mais do que a figura espiritualmente tíbia e vulgar de Bergoglio.
    Talvez o que resta ao mundo católico seja paciência. Oração e paciência, para esperar essa transição geracional se consumar. Seria de bom tom que o próximo papa fosse o cardeal Sarah. É o candidato mais forte das fileiras da ortodoxia. Mas isso só a Deus pertence.

  3. Estou finalizando a leitura de uma obra esclarecedora sobre o que ocorre nos Seminários dos EUA (mas que, possivelmente, seja regra em todo o mundos, admitidas as honoráveis exceções). Trata-se de “Adeus, homens de Deus”. É estarrecedor os fatos denunciados em suas páginas e explica o que ocorre nos bastidores da Santa Sé.