Igreja e homens de Igreja.

Por Roberto de Mattei, Corrispondenza Romana, 12 de setembro de 2018 | Tradução: FratresInUnum.com:  A corajosa denúncia dos escândalos eclesiásticos feita pelo arcebispo Carlo Maria Viganò suscitou a aprovação de muitos, mas também a desaprovação de alguns, convencidos de que se deve cobrir de silêncio tudo aquilo que desacredite os representantes da Igreja.

Esse desejo de proteger a Igreja é compreensível quando o escândalo é uma exceção. Pois em tal caso há o risco de generalizar, atribuindo a todos o comportamento de alguns. Diferente é quando a imoralidade constitui a regra, ou pelo menos um modo de vida generalizado e aceito como normal.

Neste caso, a denúncia pública é o primeiro passo para a necessária reforma dos costumes. Quebrar o silêncio faz parte dos deveres do pastor, como adverte São Gregório Magno: “O que representa, com efeito, para um pastor o ter medo de dizer a verdade senão virar as costas ao inimigo com o seu silêncio? Se em vez disso ele luta pela defesa do rebanho, ele constrói um baluarte contra os inimigos para a casa de Israel. É por isso que o Senhor adverte pelos lábios de Isaías: ‘Clama em alta voz, sem constrangimento; faze soar a tua voz como o trompete’ (Is 58, 1).”

Nas origens de um silêncio culposo há muitas vezes uma falha em distinguir entre a Igreja e os homens da Igreja, sejam estes simples fiéis, bispos, cardeais ou papas. Uma das razões para essa confusão é precisamente a eminência das autoridades envolvidas nos escândalos.

Quanto maior a sua dignidade, mais se tende a identificá-los com a Igreja, atribuindo o bem e o mal indiferentemente a eles e a Ela. Na realidade, o bem pertence somente à Igreja, enquanto todo o mal se deve apenas aos homens que a representam.

É por isso que a Igreja não pode ser chamada de pecadora.  “Ela – escreve o padre Roger T. Calmel O.P. (1920-1998) – pede perdão ao Senhor não por pecados que Ela teria cometido, mas pelos pecados que cometemos seus filhos, na medida em que não a ouvimos como Mãe” (Breve apologia da Igreja de sempre, Editora Ichtys, Albano Laziale 2007, p. 91).

Todos os membros da Igreja, tanto os da esfera docente como os da discente, são homens cuja natureza foi ferida pelo pecado original. Nem o batismo torna os fiéis impecáveis, nem a Ordem sagrada torna tais os membros da Hierarquia. Até mesmo o Sumo Pontífice pode pecar e errar, exceto quando faz uso do carisma da infalibilidade.

Devemos também lembrar que não foram os fiéis que constituíram a Igreja, como acontece nas sociedades humanas, criadas pelos membros que as compõem, e que se dissolvem quando esses se separam.

Dizer “Nós somos Igreja” [n.d.t.: nome de um movimento internacional que visa democratizar a Igreja] é falso, porque a pertencença dos batizados à Igreja não deriva de sua vontade: é o próprio Cristo que convida a fazer parte do seu rebanho, repetindo a todos: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi” (Jo 15, 16). A Igreja fundada por Jesus Cristo tem uma constituição humano-divina: humana, porque possui um componente natural e receptivo, composto por todos os fiéis, sejam eles membros do clero ou do laicato; e outro sobrenatural e divino, por sua alma.

Jesus Cristo, sua Cabeça, é o seu fundamento, enquanto o Espírito Santo é o seu propulsor sobrenatural. Assim, a Igreja não é santa por causa da santidade de seus membros, mas seus membros é que são santificados por Jesus Cristo, que A dirige, e pelo Espírito Santo, que lhe dá vida. Portanto, atribuir alguma culpa à Igreja é o mesmo que atribuí-la a Jesus Cristo e ao Espírito Santo. Deles procede todo o bem, ou seja, “tudo que é verdadeiro, tudo que é nobre, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, tudo que é virtuoso e louvável” (Fil.4, 8), e dos homens da Igreja procede todo o mal: desordens, escândalos, abusos, violência, torpezas, sacrilégios.

 “Portanto – escreve o teólogo passionista Enrico Zoffoli (1915-1996), que dedicou algumas belas páginas a este tema –, não temos nenhum interesse em encobrir as faltas dos maus cristãos, padres indignos, pastores covardes, ineptos, desonestos e arrogantes. Ingênua e inútil seria a intenção de defender sua causa, atenuar sua responsabilidade, reduzir as consequências de seus erros, recorrer a contextos históricos e situações singulares para depois tudo explicar e tudo absolver” (Igreja e homens de Igreja, Edições Segno, Udine 1994, p.41).

Existe hoje uma grande sujeira na Igreja, como disse o então cardeal Ratzinger na Via Crucis da Sexta-feira Santa de 2005, que precedeu a sua ascensão ao pontificado. “Quão pouca fé existe em tantas teorias, quantas palavras vazias! Quanta sujeira há na Igreja, e precisamente entre aqueles que, no sacerdócio, deveriam pertencer completamente a Ele! (Jesus)”

O testemunho de Mons. Carlo Maria Viganò é meritório porque, trazendo à luz essa sujeira, torna mais urgente o trabalho de purificação da Igreja. Deve ficar claro que a conduta de bispos ou padres indignos não se inspira nos dogmas ou na moral da Igreja, antes ela trai uns e outra, porque representa uma negação da lei do Evangelho.

O mundo que atribui à Igreja as culpas desses clérigos acusa-a de transgredir a ordem moral. Mas em nome de que lei e de que doutrina pretende o mundo colocar a Igreja no banco dos réus? A filosofia de vida professada pelo mundo moderno é o relativismo, que não reconhece verdades absolutas e sustenta que a única lei do homem é ser isento de leis. A consequência prática é o hedonismo, segundo o qual a única forma possível de felicidade é a fruição do próprio prazer e a satisfação dos instintos. Como pode um mundo desprovido assim de princípios, pretender julgar e condenar a Igreja? A Igreja é que tem o direito e o dever de julgar o mundo, porque possui uma doutrina absoluta e imutável.

O mundo moderno, filho dos princípios da Revolução Francesa, desenvolve com coerência as ideias do famoso libertino, o Marquês de Sade (1740-1814): amor livre, blasfêmia livre, liberdade para negar e destruir qualquer bastião da fé e da moral como nos dias da Revolução Francesa foi destruída a Bastilha onde Sade tinha estado preso. O resultado de tudo isso foi a dissolução da moral, que destruiu os fundamentos da convivência civil e tornou os últimos dois séculos a época mais sombria da História.

A vida da Igreja é também a história de traições, de deserções, de apostasias, de falta de correspondência à graça divina. Mas esta trágica fraqueza vai sempre acompanhada de uma extraordinária fidelidade: as quedas, mesmo as mais assustadoras, de muitos membros da Igreja, estão entrelaçadas com o heroísmo da virtude de muitos outros de seus filhos.

Um rio de santidade flui do lado de Cristo e corre luxuriante ao longo dos séculos: são os mártires que enfrentam as feras do Coliseu; são os eremitas que deixam o mundo para levar uma vida de penitência; são os missionários que vão até os confins da terra; são os intrépidos confessores da fé que combatem cismas e heresias; são os religiosos contemplativos que sustentam com sua oração os defensores da Igreja e da Civilização Cristã; são todos aqueles que, de diferentes maneiras, conformaram as suas vidas à vida divina. Santa Teresa do Menino Jesus queria reunir todas essas vocações em um único e supremo ato de amor a Deus.

Os santos são diferentes uns dos outros, mas o que há de comum em todos eles é a união com Deus: e essa união, que nunca diminui no Corpo Místico de Cristo, faz com que a Igreja, antes mesmo de ser una, católica e apostólica, seja acima de tudo perfeitamente santa. A santidade da Igreja não depende da santidade de seus filhos: é ontológica, porque está ligada à sua própria natureza. Para que a Igreja possa ser chamada de santa, não é necessário que todos os seus filhos vivam santamente: basta que, graças ao fluxo vital do Espírito Santo, uma parte deles, ainda que pequena, permaneça heroicamente fiel à lei do Evangelho em tempos de provação.

10 Comentários to “Igreja e homens de Igreja.”

  1. Brilhantemente explicado e comentado análise perfeita. Concordo completamente. Magnífico!

  2. Como aquece o coração, essas palavras!!

  3. Agora preparemos para o show de heresias, que serão destiladas do Sínodo da Juventude. Um colega que leu o “intrumentum laboris” já adiantou: só tem NATURALISMO, RELATIVISMO e LUTERANISMO.

  4. O mundo moderno,relativista e anti cristão,condena a hipocrisia dos guardiões da moral e dos bons costumes.
    Ainda mais quando se colocam como representantes de Deus perante os homens!

  5. É bastante comum se ouvir de forma crassamente erronea que a Igreja é “santa e pecadora” ao mesmo tempo, como se não se distinguisse ela de seus membros; modo de visão e pensamento não poderiam ser mais que esdrúxulos; como pode ser algo bom e ruim ao mesmo tempo? A Igreja é em si mesma a extensão do Corpo de Cristo, como se atestam em varios locais, como: “Ele é a cabeça do Corpo, que é a Igreja; Ele é o princípio e o primogênito dentre os mortos, a fim de que em absolutamente tudo tenha a supremacia” Col 1, 18-19.
    De fato, a Igreja é santa e imaculada; no entanto, seus membros são pecadores e alguns ou muitos a prejudicam e a desmerecem por seus maus ou péssimos comportamentos escandalizantes, pedras de tropeço de muitos incautos; então, quando os maus exemplos provêm da Alta Hierarquia, menos algo do clero, muito mais devastadoras as consequencias!
    A Igreja é santa, mesmo tendo pecadores em seu seio por seus membros serem dualistas e voluveis pelo pecado original, variando da quantidade e gradualidade das faltas desses, para mais ou para menos, no entanto, aplicando a todos – exceção única atribuída a N Senhora – antecedentemente liberta dele; “Eis que nasci na culpa, minha mãe concebeu-me no pecado. Sal 50,7.
    Assim, a Igreja não possui outra vida senão a da graça: vivendo de sua vida que seus membros se santificam pelos sacramentos, porém, recebendo-os de forma adequada, dispostos a sempre colaborarem com eles, caso contrario serão para esses mesmos facilitadores de se auto condenarem!
    O CIC 827 doutrina que os que caem nos pecados e nas desordens impedem a irradiação da santidade dela, pervertem-se e lançam os incautos no relativismo, fazendo-a sofrer, e os membros devem se penitenciar de erros pessoais por essas faltas e, de forma correta agindo, a Igreja cura seus filhos pelo Preciosíssimo Sangue de Cristo e pelo dom do Espírito Santo infusos na alma.
    Assim, a Igreja, Corpo de Cristo, imaculado é como um núcleo do qual cada católico é um membro, podendo livremente aproximar-se ou afastar-se dele, começando por pecados veniais e deixando após o cometimentos dos pecados mortais, readmitidos após uma confissão validamente recebida por arrependimento sincero de não voltar a pecar e desejo de santificar-se.
    Assim ao aproximar-se da Igreja, o católico é cada vez mais é santificado pela graça que dela emana e, de igual forma, afasta-se dela por sua própria irresponsabilidade pessoal da vida da Igreja e da comunhão com o Corpo de Cristo.

  6. Prezado Ferreti,
    Reparei que passou despercebida por parte de boa parte dos blogs tradicionalistas, sejam brasileiros ou estrangeiros, a lista dos participantes do próximo Sínodo que saiu na última semana. Apesar de o Sínodo ter como temática a juventude, não há entre os participantes, sejam leigos ou religiosos, nenhum representante de um grupo tradicionalista/”de missa tridentina”, o que me parece algo bastante anormal, visto que aumenta a cada dia o número de jovens que se sentem atraídos pelo tradicionalismo, o que é admitido até por quem vê isso com maus olhos (progressistas).
    Não me espanta que as ditas conferências episcopais ou mesmo o Papa atual não tenham convidado ou eleito nenhum membro desses grupos, já era algo mais que esperado. O que me espanta é o silêncio dos grupos e blogs tradicionalistas sobre isso, sobretudo dos grupos Ecclesia Dei.
    Deste modo, gostaria de sugerir que vocês fizessem algum post comentando essa questão, pois particularmente considero algo grave.

  7. Eu não saberia como analisar o que seria hoje esquerda e direita a partir da Revolução Francesa. Tal como a diferença entre liberalismo e comunismo. E quais e quantos desses males estão hoje espalhados na sociedade brasileira. Predomina, no entanto, ao meu ver, uma hegemonia comunista na politica. E mesmo uma ditadura, visto que tanto no poder Judiciário as mentes comunistas já são quase a totalidade de seus membros. Refletindo na sociedade todo tipo de maldade e pecado. Mas nesse denso nevoeiro uma luz brilha para aqueles que sabem reconhecer o farol que a sustenta. A santa Madre Igreja. O Solo Bom. Onde Nosso Senhor Jesus Cristo semeou a verdadeira Religião. Tal como o demônio se travestiu do mais belo animal do paraíso para nele adentrar e seduzir Adão e Eva ao pecado, ele(o demônio) semeou sua erva nesse Solo.

    Parece-me que, agora, na atual batalha temporal, onde o poder nesse campo ignora o transcendental ou sobrenatural, na sua maior blasfema, que se chama laicismo, o farol volta a luz para sua coluna e revela, nela, suas pragas daninhas, os fungos grudados nas pedras. O veneno que aparece na semente do joio. E quando está claro assim, temos o dever moral de mostrar essa semente daninha que jamais poderá se misturar ao trigo para não intoxicar aqueles que vão se alimentar dele. Esse mesmo poder temporal quando mostra querer punir crimes cometidos pelos membros danosos da Igreja, sendo o objeto real desse intento – a Igreja, e não o crime em si, o poder temporal, laicista, vai revelando seus males e, por providencia divina, mostra o grão venenoso no Solo Santo: a máfia gay! Para mim, são os misteriosos desígnios de Deus.

    Na luta pelo poder temporal local, o clero mau acaba se mostrando quando manifesta seus apreços e desapreços por tais candidatos políticos ou tais ideias politicas. Jair Bolsonaro, longe de ser o Messias(me desculpem o trocadilho) tem seus problemas graves sim. E se são de ordem espiritual(como no caso do matrimonio), disso o clero mau não fala. Se calam. Que é dever de caridade e de OFÍCIO. Assim, nesse dever, eles tem culpa. E que a falha desses padres não seja pretexto também de Jair Bolsonaro buscar a verdade sobre a moral católica. Portanto não afasta a culpa de ninguém. Sendo de cada um, em maior ou menor grau, a culpa. E Vou votar em Jair Bolsonaro por razões que considero legitimas.

    Não estou dando chancela ao laicismo, ao liberalismo nem mesmo a situação espiritual de Jair Bolsonaro. Vou votar nele que pode mesmo ser um desígnio de Deus ou mesmo uma providencia divina. Pois quem ajuda os debeis filhos de Nossa Senhora, que estão tão fracos e covardes nesta luta temporal contra o mal que está aí instalado no Governo, pode sim ainda ter um fim muito bom. Vou rezar antes por mim, que, se estou de pé, pela graça de Deus, cuide eu para não cair! Rezarei para ele também, que é o melhor candidato. O único mais está perto, pela lei natural, dos princípios e valores católicos. Rezarei para que seja recompensado com a graça divina, por nos ajudar.

    Que Deus, por meio de Sua Mãe Santíssima, a sempre Virgem Maria, o ajude a governar com justiça e sabedoria.

    É como disse o filosofo maledicente(pouca coisa perto do comunismo): ” …a luta é política, é entre os não-criminosos e os criminosos…” mais ou menos isso daí.

    Agora, como é de amargar ver um padre, supostamente herege – ou obviamente herege?! -, dando um “sermão” assim.

  8. Eu não saberia como analisar o que seria hoje esquerda e direita a partir da Revolução Francesa. Tal como a diferença entre liberalismo e comunismo. E quais e quantos desses males estão hoje espalhados na sociedade brasileira. Predomina, no entanto, ao meu ver, uma hegemonia comunista na politica. E mesmo uma ditadura, visto que tanto no poder Judiciário as mentes comunistas já são quase a totalidade de seus membros. Refletindo na sociedade todo tipo de maldade e pecado. Mas nesse denso nevoeiro uma luz brilha para aqueles que sabem reconhecer o farol que a sustenta. A santa Madre Igreja. O Solo Bom. Onde Nosso Senhor Jesus Cristo semeou a verdadeira Religião. Mas tal como o demônio se travestiu do mais belo animal do paraíso para nele adentrar e seduzir Adão e Eva ao pecado, ele(o demônio) semeou sua erva nesse Solo.

    Eu não saberia como analisar o que seria hoje esquerda e direita a partir da Revolução Francesa. Tal como a diferença entre liberalismo e comunismo. E quais e quantos desses males estão hoje espalhados na sociedade brasileira. Predomina, no entanto, ao meu ver, uma hegemonia comunista na politica. E mesmo uma ditadura, visto que tanto no poder Judiciário as mentes comunistas já são quase a totalidade de seus membros. Refletindo na sociedade todo tipo de maldade e pecado. Mas nesse denso nevoeiro uma luz brilha para aqueles que sabem reconhecer o farol que a sustenta. A santa Madre Igreja. O Solo Bom. Onde Nosso Senhor Jesus Cristo semeou a verdadeira Religião. Mas tal como o demônio se travestiu do mais belo animal do paraíso para nele adentrar e seduzir Adão e Eva ao pecado, ele(o demônio) semeou sua erva nesse Solo.

    Parece-me que, agora, na atual batalha temporal, onde o poder nesse campo ignora o transcendental ou sobrenatural, na sua maior blasfema, que se chama laicismo, o farol volta a luz para sua coluna e revela, nela, suas pragas daninhas, os fungos grudados nas pedras. O veneno que aparece na semente do joio. E quando está claro assim, temos o dever moral de mostrar essa semente daninha que jamais poderá se misturar ao trigo para não intoxicar aqueles que vão se alimentar dele. Esse mesmo poder temporal quando mostra querer punir crimes cometidos pelos membros danosos da Igreja, sendo o objeto real desse intento – a Igreja, e não o crime em si, o poder temporal, laicista, vai revelando seus males e, por providencia divina, mostra o grão venenoso no Solo Santo: a máfia gay! Para mim, são os misteriosos desígnios de Deus.

    Na luta pelo poder temporal local, o clero mau acaba se mostrando quando manifesta seus apreços e desapreços por tais candidatos políticos ou tais ideias politicas. Jair Bolsonaro, longe de ser o Messias(me desculpem o trocadilho) tem seus problemas graves sim. E se são de ordem espiritual(como no caso do matrimonio), disso o clero mau não fala. Se calam. Que é dever de caridade e de OFÍCIO. Assim, nesse dever, eles tem culpa. E que a falha desses padres não seja pretexto também de Jair Bolsonaro buscar a verdade sobre a moral católica. Portanto não afasta a culpa de ninguém. Sendo de cada um, em maior ou menor grau, a culpa. E Vou votar em Jair Bolsonaro por razões que considero legitimas.

    Não estou dando chancela ao laicismo, ao liberalismo nem mesmo a situação espiritual de Jair Bolsonaro. Vou votar nele que pode mesmo ser um desígnio de Deus ou mesmo uma providencia divina. Pois quem ajuda os debeis filhos de Nossa Senhora, que estão tão fracos e covardes nesta luta temporal contra o mal que está aí instalado no Governo, pode sim ainda ter um fim muito bom. Vou rezar antes por mim, que, se estou de pé, pela graça de Deus, cuide eu para não cair! Rezarei para ele também, que é o melhor candidato. O único mais está perto, pela lei natural, dos princípios e valores católicos. Rezarei para que seja recompensado com a graça divina, por nos ajudar.

    Que Deus, por meio de Sua Mãe Santíssima, a sempre Virgem Maria, o ajude a governar com justiça e sabedoria.

    É como disse o filosofo maledicente(pouca coisa perto do comunismo): ” …a luta é política, é entre os não-criminosos e os criminosos…” mais ou menos isso daí.

    Agora, como é de amargar ver um padre, supostamente herege – ou obviamente herege?! -, dando um “sermão” assim.

    http://www.youtube.com/watch?v=MxBhmkZWn5I

  9. Prezados,
    Um paragrafo saiu repetido, caso queiram apagar o texto e republicar outro, ficarei grato.