Coluna do Padre Élcio: Os Ardis da Seita Comunista na Educação.

Por Padre Élcio Murucci – FratresInUnum.com, 1 de dezembro de 2018

O que tudo comanda são as ideias. Ao modo de pensar e de crer corresponde o modo de agir. Assim, dentro da mesma lógica, devemos dizer que o problema moral está em dependência rigorosa do problema religioso. Ora, para a seita comunista que é ateia, visceralmente materialista, não há moral e a religião é farsa. Para um ateu é legítimo tudo o que venha contribuir para seus ideais materialistas. Se não há Deus, não há mandamentos, leis de Deus. Portanto, roubar, matar, mentir são coisas legítimas.

Crucifixo-em-sala-de-aulaDaí, antes de implantar o regime, isto é, a ditadura comunista num país, é mister, segundo seus corifeus, primeiro fazer uma lavagem cerebral nas crianças, adolescentes, jovens nas escolas, faculdades e universidades.  Aniquilar neles todo sentimento religioso, pervertendo até as noções e instituições mais naturais. Se a Religião, para os comunistas, é o ópio do povo, na verdade, eles fazem do materialismo, da corrupção, o ópio das massas. E como fazem isto?  Devemos reconhecer que o desregramento moral que hoje assola o mundo, é fruto e fase final do trabalho de séculos: a revolução do homem contra Deus, do homem que se quis se colocar no lugar de Deus. Isto teve início com o humanismo. Seu fim foi  banir por completo e por fim destruir absolutamente o sobrenatural, o divino. Ora, o homem afastado de Deus e negando a Deus, sente-se livre de todo jugo e fora do domínio de toda a lei. O “eu” passa a ocupar o lugar de Deus. O homem, doutrinado no puro materialismo, inchado de soberba e alucinado por si mesmo, diviniza a própria raça humana.

Entrincheira-se nas espaldas do mais surdo egoísmo. E como disse Anile: “Quando a caridade começa a faltar, começam as grandes revoluções a preparar-se”. Assim, reduzida a existência humana aos limites restritos do tempo, eliminada a visão do transcendente, afirmou-se, por rígida lógica, o princípio hedonista da vida. Na verdade, para que estabelecer um limite ao gozo, para que opor um freio aos instintos do coração e da carne, para que aceitar a dor, para que fazer renúncias e sacrifícios como ensinou Cristo? Donde, as mentes foram sofrendo uma mutação ideológica inadvertida: a moral humana passou a parecer anti-humana e ilógica. Só o paganismo, imoralíssimo na sua essência, pareceu aceitável. E hoje vemos este triste quadro: aqueles que continuam a viver e a regular-se pelos velhos (e sempre novos) princípios são acoimados de homens fora do seu tempo. Verdadeiramente, quando o homem se afasta de Deus, desonra-se e perece miseravelmente.

É o que vemos em todas os países em que os comunistas implantaram sua ditadura. Depois do humanismo, o comunismo encontrou o terreno fértil para banir Deus das mentes, e afirmar que Deus simplesmente não existe. Só existe a evolução da matéria. E assim, após a primeira guerra mundial, passando pela segunda até os dias atuais,  o que vemos?  E por que damos como parâmetro das subseqüentes considerações as duas guerras mundiais? Porque elas já foram castigos dos pecados da humanidade, como explicou Nossa Senhora em Fátima. E o comunismo seria o maior castigo.

Vamos descrevê-lo em poucas palavras:

A maioria dos homens não leva mais em conta as leis morais e assim cooperam para a descristianização da sociedade. Quem não vê que os maus costumes, quer em público quer na vida particular, ultrapassam todas as medidas? A família cristã está sendo destruída. O lar doméstico, com raras exceções, converteu-se num foco de infecção que corrói, como gangrena oculta, todo o organismo da sociedade.  Mas é nas escolas e universidades que é inoculado o veneno do comunismo ateu. As quatro paredes da casa impedem por vezes que se veja por fora o véu de ignomínia que a cobre. Nas escolas, mais ainda. Ali reina a escravidão mais desumana que é a lavagem cerebral comunista. Poucas são as exceções. Esta podridão tanto familiar como escolar é mortal, porque, mais cedo ou mais tarde, supura para fora e concorre inevitavelmente para contaminar a vida pública. E os sinais dessa contaminação já estão à vista de todos os que querem ver. Infelizmente, digo com lágrimas, os comunistas conseguiram o que eles acham ser a facada mortal na Igreja: um papa que os favoreça.  Mas Jesus (que livrou Jair Messias Bolsonaro da morte), dela não livrará a Sua Esposa Mística, a Santa Madre Igreja?! Claro que sim! “As portas do inferno nunca prevalecerão contra ela” (S. Mateus XVI, 18). Por isso, hoje já não há nada que se oponha à satisfação das próprias ambições e dos apetites carnais mais abjetos. Procura-se o prazer, sem quaisquer preocupações de evitar ao menos o escândalo, porque este, terrível e assustadoramente está escancarado no seio da hierarquia da própria Igreja: corrupção no que tange à dinheiro; corrupção atinente aos costumes.

Chegou-se ao auge da abominação e da iniquidade, quando vemos países fazendo leis contra as leis de Deus. E a grande mídia (com poucas exceções), são os veículos do comunismo e assim da perversidade. A consciência pública  já não se escandaliza. E é assim que os comunistas acham o caminho aberto para todos os enganos, para todas as fraudes, para todas as trapaças, para todas as mentiras que compõem a intriga da convivência social dos nossos dias. Daí estamos vendo através da abençoada Lava Jato e em breve, com certeza, vê-lo-emos na abertura da caixa preta do BNDES, o furto organizado com a astúcia mais requintada, com o propósito perverso de explorar a ignorância de milhões de  brasileiros que pelo voto colocaram políticos esquerdistas no poder.

Caríssimos, o único caminho de salvação, no meio de tanta confusão, entre tantas dores e tanta decadência moral, é o regresso ao Evangelho. Isto significa: aproximação de Nosso Senhor Jesus Cristo e, portanto, regresso aos conceitos cristãos da vida. Escrevi pensando mais no Brasil, mas, na verdade, é todo o mundo que é preciso refazer desde os alicerces;  é preciso CONVERSÃO, é preciso transformar o homem de selvagem que se tornou, em humano; mais, de humano em divino, segundo o Coração de Deus. Amém!

PS: Se Deus assim o permitir e o “FRATRES IN UNUM” assim achar por bem,  escreverei, durante este ano litúrgico de 2019, artigos contra o comunismo e o socialismo.  Para tanto peço as luzes do Divino Espírito Santo; imploro também as orações de meus caríssimos leitores.

4 Comentários to “Coluna do Padre Élcio: Os Ardis da Seita Comunista na Educação.”

  1. “Usemos os idiotas-úteis nas linhas de frente, instiguemos o odio entre grupos e pessoas. destruamos suas bases ético-morais, a familia e a espiritualidade, e comerão as migalhas que caem de nossas mesas” – Lênin.
    Confiramos de como se encaixam perfeitamente o acima com o perfil dos sórdidos PCs, como dos asquerosos PSDB e o ParTido das Trevas-PT, reinantes aqui senão com as prestimosas ajudas da TL-*CNBB e de muitas centenas de pa$tore$ protestantes, como do Conselho Mundial de Igrejas, da Missão Integral etc.!
    Será, Revmo Pe Elcio, um ano especialmente muito abençoado nessa posição de relevo, suprindo o faltante ao Vaticano II que deveria ter desprezado a presença de comunistas prelados da Igreja Ortodoxa Russa à nefasta presença deles, via anuencia do papa Paulo VI, travestidos de religiosos, como o atual fantasma e ator, Cirilo I, ex agente da KGB, amicíssimo de Putin, dispensando-se mais comentarios da ‘ndranghetta – da aliança Igreja Ortodoxa-Estado!
    *Suponho que nenhum católico contribua mais com a CNBB – mesmo o atual Vaticano pró sunitas, por esquerdismos e outros fins indevidos via papa Francisco-LGBT, pois outrora o frei Clemente Rojão comprovara documentalmente em seu site desvios de recursos da CNBB no Brasil para pastorais das TLs, simpatizantes e mais pró “democrata” PT, felizmente bastante destroçados pelo mesmo antídoto nessa guerra cultural travada contra eles, a imprensa!

  2. Recte dixit, Pater.

    Des. Ricardo Dip

  3. “(…) Ser de esquerda significa aderir, de forma mais ou menos acentuada, a uma visão marxista e coletivista do mundo; isso implica, necessariamente, em maior ou menor grau:
    – Odiar a liberdade. Abominar a noção de responsabilidade individual e autonomia do indivíduo.
    – Odiar a moral. Abominar qualquer forma de princípio moral que delimite a atuação e os poderes do Estado ou que harmonize e fortaleça a sociedade (face ao Estado).
    – Odiar os direitos naturais. Isto consiste em abominar o direito de propriedade, abominar o direito à vida, abominar o direito à liberdade de expressão, abominar a autoridade sobre seus filhos, abominar as forças de autoridade cuja função é de proteger os demais direitos, ou, em alternativa, abominar o direito à autodefesa (armas, lei de legítima defesa etc.).
    – Odiar a virtude/beleza. Abominar qualquer valor ou virtude como sendo uma forma de privilégio e de opressão em relação aos despojados de virtude (geralmente eles).
    – Odiar a lógica e a razão. Subverter, destruir e invalidar qualquer tipo de raciocínio lógico que se imponha à sua utopia, à primazia dos sentimentos desordenados e à chamada ‘ditadura dos ofendidos’.
    Em última análise, em termos práticos, ser de esquerda é nos tempos modernos essencialmente tentar catalogar irracionalmente qualquer defesa moral, de liberdade individual, dos direitos naturais ou lei, da virtude, da lógica ou da razão como sendo sinônimo de racismo ou de nazismo. (…) Resumindo e concluindo: ser de esquerda é ser uma abominação moral, intelectual e espiritual. (…)” (Embaixada da Resistência – 08/08/2018)

  4. Estou convencido de que se o CV II tivesse condenado o comunismo na década de 60, este já estaria morto e sepultado. Como é sabido, as autoridades eclesiais preferiram dialogar com as trevas a condená-las, então esse dragão ganhou uma força assombrosa e se espalhou pelo mundo, de tal modo que nem a Igreja escapou da sua influência diabólica. Com efeito, não pode haver diálogo entre a luz e as trevas, entre Cristo e Belial. Quando as autoridades eclesiásticas vão se convencer disso?

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