Viganò responde: o Papa mente.

Por Carlos Esteban – InfoVaticana | Tradução: Marcos Fleurer – FratresInUnum.com: O Papa não sabia de nada, nem tinha ideia, das “andanças” do defenestrado McCarrick, disse ele em entrevista concedida à Televisa, tentando desmoralizar a credibilidade do arcebispo Viganò. Mentira, respondeu em declarações ao LifeSiteNews o ex- núncio.

“O que o papa disse sobre não saber de nada é mentira”, respondeu o arcebispo Viganò, de seu desconhecido paradeiro ao portal LifeSiteNews.

“Ele finge não se lembrar do que eu disse sobre McCarrick, e finge que não foi ele quem me perguntou sobre McCarrick em primeiro lugar.”

E responde Carlo Maria Viganò, autor de um testemunho que inquietou e chocou o mundo católico e deixou literalmente sem palavras Sua Santidade, a entrevista concedida pelo Papa para a rede mexicana Televisa, no qual ele negou ter qualquer ideia das aventuras homossexuais e abusivas do ex-cardeal Theodore McCarrick, agora secularizado, e investiu contra o arcebispo que em seu documento sustentava ao contrário.

Infelizmente para a versão de Sua Santidade, no mesmo dia em que foi publicada no Vatican News a transcrição da entrevista, a revista Crux relatou o vazamento da correspondência do Papa e do secretário de Estado Pietro Parolin, no qual o cardeal confirma a existência de sanções privadas impostas ao ex-arcebispo de Washington pelo Vaticano em 2008 e das viagens de McCarrick por todo o globo durante o pontificado de Francisco desempenhando um papel fundamental para alcançar o polêmico pacto secreto entre a Santa Sé e o governo comunista chinês.

Não ajuda a credibilidade do Santo Padre, na entrevista, que parece ignorar seus próprios “discursos” contra a calúnia para atribuir a um julgamento civil sobre uma herança como “prova” de que Viganò não é crível no que diz. “O trabalho foi feito por vocês, foi ótimo, e tomei muito cuidado em dizer (certas) coisas, mas depois as disse três ou quatro meses depois, um juiz em Milão que o condenou”, afirma, surpreendentemente o Papa na entrevista, relacionando estranhamente a disputa trivial por uma herança com a veracidade do testemunho do ex-núncio nos Estados Unidos.

E ele acrescenta: “Eu fiquei quieto, para não denegri-lo, pois estragaria tudo. Que os jornalistas encontrem as coisas. E vocês encontraram, encontraram todo esse mundo. Foi um silêncio de confiança em relação a vocês, e ainda mais, essa é uma das razões que eu disse: “Aqui têm, estudem, isso é tudo “. E o resultado foi bom, foi melhor do que se eu me colocasse para explicar, para me defender … Vocês julgaram com as provas nas mãos “.

6 Comentários to “Viganò responde: o Papa mente.”

  1. O tribunal máximo, aparentemente, pela declaração constante ao final, não é Jesus Cristo, a Verdade, mas os jornalistas… (“Que os jornalistas encontrem as coisas. E vocês encontraram, encontraram todo esse mundo. Foi um silêncio de confiança em relação a vocês,”).
    Para ficar deprimente, teria que melhorar muito.

  2. A similaridade entre esse caso e o do Chile foram parecidas, pois nessa negou, negou e depois de vazadas as fotos internet afora, foi obrigado a vir a público e pedir desculpas – algo raríssimo nos procedimentos de esquerdistas de PCs, salvo sob extrema pressao!
    Foi um fato muito lamentável que, segundo informações de visitantes do Chile, as igrejas estão vazias; muitos teriam perdido até a fé depois desse incrível episódio, enquanto isso o número de católicos perdidos sem a quem recorrerem teria se tornado crônico, mesmo noutras partes do mundo esse fato sobremodo repercutiu e teria desmerecido bastante o papa Francisco.
    Veremos em breve de como ele se comportará no Sínodo Panamazônico, dessa vez com o hino forjado sob a “espiritualidade” do deus Tupã, mais as esquerdas dando plena assistencia e do qual especialmente viriam as “inspirações”!

  3. Não estranha que o jesuíta tenha levado na bagagem, saindo de Malos Aires, todas as mazelas de que sua trupe tem fama e faz jus a ter. Pois, quem já teve a desdita de conviver com um Mau-Clérigo-Padrão, sabe muito bem como essa gente funciona: Manipulação, desfaçatez, intriga, fofoca, mentira, conchavos (temporários, apenas), acobertamento de podridão, calúnia, detração, murmuração, destruição gratuita e caluniosa da fama alheia etc. …Quer dizer: um retrato do que há de pior no Planeta e na Galáxia. Viganò, embora por uma boa causa, nada mais faz que se servir da damnatio memoriae que é usual nestes ambientes.

    Mas não apenas o clero se presta a isso. Há uma multidão de leigos clericalizados, em geral gente sem talento – e sem emprego – que vive mais ou menos a parasitar, material e espiritualmente, os ambientes católicos (sobretudo aqueles em que floresce a efebia inculta, entusiasta e desavisada). Esses leigos clericalizados funcionam como um pseudo-magistério paralelo e circense; “ademais”, como soem dizer e escrever, mimetizam as cores danadas e as galas viciosas do Mau-Clérigo-Padrão.

    O Mau-Leigo-Padrão com sua voz empolada, suas penas de galinha d´angola e galas de graculus superbus, sua vacuidade mental e moral, é também a desgraça da Igreja. Caterva maligna, burra, vaidosa e mal intencionada advinda das profundezas do lodo humano apenas para conspurcar ainda mais o que já está indo de péssimo a extinto…

    Mas, como dizia um velho padre que conheci, “burrice também salva”. A má fé, não. E, se alguém quer ver de perto como funciona um psicopata, o ambiente cato-macabro dos que não querem se converter, mas estão aí a estorvar a Igreja, pode servir de amostragem (e estatística).

    Bergoglio e congêneres são tipos-padrão. A Igreja está repleta de gente assim. É o mistério da iniquidade.

    Precisamos todos melhorar de vida. Pois dias piores virão.

    Non ragioniam di lor, ma guarda e passa.

  4. O diabo é o pai da mentira, então o filho aprendeu direitinho a lição. Mas chegará a hora em que ele não encontrará mais nenhuma palavra para tentar escapar do que lhe espera. A Bíblia fala que o Falso Profeta estará esperando (seu amigo) a besta, no lago de fogo. Falta pouco para que este ato seja consumado.

  5. Há poucos dias Bergoglio permitiu a publicação de uma nova “tradução” do Missal Romano, no dia 20 de maio. Entre suas principais polêmicas está uma tradução fantasiosa do Pai Nosso. Em vez de “não nos leve à tentação” (que é o original traduzido diretamente do Novo Testamento e que também foi alterado em espanhol por “não nos deixe cair em tentação), a Igreja italiana de francisco dirá “NÃO NOS ABANDONE NA TENTAÇÃO”. Pior, que outra falsidade é introduzida na Oração do Glória: a frase “na terra, paz aos homens de boa vontade” será substituída por “na terra, paz para as pessoas amadas por Deus” (em espanhol também mudou “na terra, paz para os homens que amam o Senhor). E para piorar ainda mais, foi eliminada a expressão da consagração que será derramada.”por muitos” (fórmula Pro Multis) que Bento XVI tentou introduzir em 2006, substituída “por todos.