Novo livro expõe o esquema diabólico usado pelos inimigos da Igreja Católica para ganhar acesso ao papado.

Por Maike Hickson, LifeSiteNews, 28 de maio de 2019 | Tradução: FratresInUnum.com: Dr. Taylor Marshall, um renomado teólogo e especialista em tomismo, bem como um defensor da Missa Latina Tradicional, escreveu um livro sobre a infiltração da Igreja Católica por forças anti-católicas. O livro é intitulado “Infiltração: O complô para destruir a Igreja de dentro”, e é publicado pela Sophia Institute Press.

ImageMarshall começa seu livro com a aparição de Nossa Senhora de La Salette na França e suas advertências contra o reinado de Satanás em Roma e com as instruções de Alta Vendita, que foram atribuídas à Maçonaria e publicadas com o apoio explícito de vários Papas no século XIX. Este documento explica que, para minar a Igreja Católica, é preciso infiltrá-la, em vez de lutar contra ela de fora. Para este fim, eles teriam como objetivo influenciar o chefe da Igreja Católica, o Papa.

“Agora, a fim de assegurar-nos um papa de acordo com o nosso próprio coração, é necessário criar para esse papa uma geração digna do reino do qual sonhamos. Deixar de um lado a velhice e a meia-idade, ir para a juventude e, se possível, até para as crianças”. Esses maçons decidiram introduzir no pensamento católico idéias liberais que finalmente chegariam ao topo da Igreja.

“O plano”, escreve Marshall, “não inclui panfletos, armas, derramamento de sangue, nem mesmo eleições políticas. Requer uma infiltração passo a passo, primeiro a partir da juventude, próxima do clero, e então, à medida que o tempo passa, daqueles jovens e clero que se tornam cardeais e depois o papa”.

Como esse documento da Alta Vendita pode não ser conhecido por muitas pessoas, o LifeSiteNews recebeu permissão para publicar o capítulo de Marshall sobre ele na íntegra, como uma espécie de introdução (leia aqui).

Nos capítulos seguintes de seu livro de 300 páginas, que foi publicado agora por Sophia Press, o autor lida com a história de meados do século 19 até nossos dias, mostrando como o Papa Pio X lutou vigorosamente contra as idéias modernistas que estavam se espalhando no início do século XX, dentro da Igreja Católica. No Grupo de Sankt Gallen – o grupo de prelados progressistas decepcionados com o reinado do Papa João Paulo II e que tentaram, após sua morte, eleger um Papa de seu agrado – esta corrente modernista encontra um ponto crucial, mesmo porque aqueles prelados que reinaram sobre a Igreja Católica na Europa – e efetivamente contribuíram para o enfraquecimento da fé nesta região do mundo – foram as principais figuras do Grupo de Sankt Gallen. Aqui, o cardeal Carlo Maria Martini, o cardeal Basil Hume e o cardeal Godfried Danneels nos vêm à mente.

O Dr. Marshall também apresenta em detalhes como algumas dessas idéias modernistas afetaram o Concílio Vaticano II, bem como o Novus Ordo da Missa. No final, ele aborda a eleição do Papa Francisco e mostra alguns de seus “ensinamentos problemáticos” que agora afetam a Igreja Católica de maneira negativa. Aqui, o autor – ele próprio pai de oito filhos – aponta para a exortação apostólica de Francisco, Amoris Laetitia, e sua afirmação de que “ninguém é condenado para sempre”, mas também para declarações como o Documento de Abu Dhabi: “Francisco também ensinou isso. Deus divina e sabiamente deseja a ‘diversidade e pluralidade de religiões’ com a mesma vontade ‘pela qual ele criou os seres humanos”.

Aqui, o Dr. Marshall conclui: “São Pio X teria colocado o Papa Francisco sob a proibição do Modernismo. Como podemos ter dois papas em contradição teológica?”.

Marshall também discute as aparições de Fátima e a questão do Terceiro Segredo confiado à Irmã Lúcia.

ImageEm um recente podcast de 24 de maio, Marshall revelou que, durante sua visita a Roma há uma semana, pôde se encontrar em breve com o Papa Francisco e que lhe deu a primeira cópia de seu novo livro, com uma dedicatória para o papa. Ele havia escrito este livro durante a Quaresma. “Jejuei toda a Quaresma por ele.” O livro, acrescenta o autor, “foi um trabalho de amor”. Marshall disse que “amaria que o homem [o papa Francisco] fosse um dos maiores papas santificados de todos os tempos, que dirigiria a Igreja através de toda esta crise. Não é tarde demais.”

O Bispo Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Astana, no Cazaquistão, escreveu um prefácio para o livro do Dr. Marshall (leia aqui). Ele elogia o livro, afirmando que “Em Infiltração: O enredo para destruir a Igreja a partir de dentro”, Taylor Marshall toca em um tópico que é deliberadamente ignorado hoje. A questão de uma possível infiltração na Igreja por forças externas a ela não se encaixa no quadro otimista que o Papa João XXIII, e particularmente o Concílio Vaticano II, desenhou irrealisticamente e sem críticas do mundo moderno. Schneider se pergunta como é que hoje “não poucos membros de alto escalão da hierarquia da Igreja Católica não só cederam às exigências implacáveis ​​do mundo moderno, mas estão, com ou sem convicção, colaborando ativamente na implementação de seus princípios na vida cotidiana da Igreja, em todas as áreas e em todos os níveis.”

Aqui, o livro do Dr. Marshall poderia ajudar a esclarecer como a Igreja chegou a esse ponto. Para entender essa crise, acrescenta Schneider, precisamos examinar as próprias raízes da crise”. Essa crise pode ser vista “como uma infiltração da Igreja pelo mundo incrédulo, e especialmente pelos maçons – uma infiltração que, pelos padrões humanos, efetivamente só poderia ter sido bem sucedida através de um processo longo e metódico”. Todavia, no final de sua introdução, o Bispo Schneider nos lembra que “até mesmo o plano mais pérfido para destruir a Igreja de dentro não terá sucesso”.

Entre os católicos tradicionais, alguns desses documentos apresentados pelo Dr. Marshall já foram estudados e incorporados à compreensão da crise atual da Igreja (poderíamos lembrar aqui, por exemplo, o livro de Arnaud de Lassus Ofício Profano: Maçonaria e as Raízes da Cristofobia, ou o livro de John Vennari sobre a Alta Vendita.)

A contribuição do Dr. Marshall foi ter atualizado esse entendimento – incluindo o papel do Grupo de Sankt Gallen – e ter colocado todos os documentos relevantes em um único compêndio.

11 Comentários to “Novo livro expõe o esquema diabólico usado pelos inimigos da Igreja Católica para ganhar acesso ao papado.”

  1. Esse autor tem um canal no youtube com material maravilhos. Para quem souber ingles vale a pena conferir. https://www.youtube.com/user/Taylor0Marshall

  2. A adoção do relativista MULTICULTURALISMO, defendido até por varios da Igreja, conduz-nos também fatalmente à infiltração maçônica nela, ao desmerecimento e perda da noção do sagrado, do divino, pois é uma doutrina modernista, iluminista que se nivela todos os valores cristãos, “respeito” aos outros fundadores de outras religiões com seus desvalores em pé de igualdade, como Buda, Maomé etc., consistindo num relativismo e alienação coletivos.
    Dessa forma, não mais reconhece o Reinado Social de N Senhor Jesus Cristo como infinitamente superior aos demais, como os das teorias dos acima etc., e aquele incapaz de solucionar todas as pendencias e dúvidas da existencia humana, trazendo a única e verdadeira paz!
    Assim, Ele, seu Reinado Social divino e sagrado e tudo o mais coisas ou doutrinas de homens nivelados e, numa sociedade que há décadas vem sendo doutrinada no niilismo ideológico de forma massificada pelos poderosos meios de comunicação até tempos atrás de forma unicista – as redes sociais desmascaram-nos – torna-se presa fácil desse engenhoso sistema multiculturalista sedutor, embora extremamente perverso pregado por sacerdotes mal formados.
    Até por irreconhecer o sagrado – a liturgia atual com as celebrações das S Missas irreverentes em tantos lugares – banalizaria seus valores, também a perda da noção do sagrado e mesmo do transcendente; deixaria a todos sujeitos ao sabor do relativismo e das paixões humanas com todas as mazelas vigentes e intensificadas no sistema atual dos (des)governos material-ateístas sem principios cristãos, nenhuns.
    Além disso, “Todos os governos civis terão um e mesmo plano, que será abolir e acabar com todo princípio religioso, para abrir caminho para o materialismo, o ateísmo, espiritualismo, e vícios de todos os tipos”
    É assustador considerar até mesmo algumas realizações deste “único e mesmo plano maçônico”: a infiltração dentro da Igreja – denunciada por Pe G Amorth e D Pestana, especialmente por Mons. Henri Delassus,1836 – 1921 – sacerdote católico, doutor em teologia, escritor contra-revolucionário e mega antimaçônico que denunciou os novos esquemas sutis de infiltração dentro da Igreja pela maçonaria, incluindo o aporte da homossexualidade nos seminarios para geração de sacerdotes péssimos exemplos e ainda totalmente desviados!
    * “A sociedade dos homens está em vésperas dos mais terríveis flagelos e dos mais graves acontecimentos. A humanidade deve esperar ser governada com uma barra de ferro e beber do cálice da ira de Deus’.
    * N Senhora de la Salette

  3. É de se augurar que este livro conte logo com uma tradução em língua portuguesa. Não é muito comum, porém, que livros dessa natureza sejam divulgados aqui no Brasil, infelizmente. O livro “Permanecer na Verdade de Cristo”, por exemplo, só o encontrei numa edição de Portugal e, mesmo assim, quase cinco anos depois de lançado, por ocasião do primeiro dos Sínodos da família, e, é claro, por internet. Nas livrarias católicas daqui, encontra-se de tudo um pouco: pensamento revolucionário, autoajuda, ecologia…

    • Pois é Luciano, eu comprei na livraria LOYOLA sem nenhum problema. Será que você procurou mesmo o livro ou está só querendo criticar?

  4. O livro de dom Lefebvre “Do liberalismo à apostasia” já tem esses documentos da Alta Venda.

  5. Óptimo. Espero que alguma Editora faça a tradução rápida, para Português.

  6. É VERDADE…a maçonaria está infiltrada dentro da igreja católica COM BISPOS, CARDEIAIS…com o único propósito de minar as bases, as estruturas…para TENTAR fazer sucumbir o povo cristão, DESTRUIR MESMO.
    A LUZ INCOMODA AS TREVAS…
    É uma perseguição velada…do Mal, dO INFERNO mesmo…E tem se notícias que tem 6 lojas maçônicas dentro do Vaticano.
    As serpentes venenosas estão alongadas lá e em vários lugares mundo a fora.
    Não tem nada que incomoda tanto as trevas, a maçonaria, os ILUMINATIS…do que o povo cristão, do que a IGREJA…
    Foi falado por um maçom, que agora não me lembro o nome, que MATAR OS CRISTÃOS É UM ERRO, PQ ELES AUMENTAM IGUAL PRAGA.
    MAS QUE A ESTRATÉGIA CERTA SERIA SE INFILTRAREM EM VÁRIOS LUGARES COMO ESCOLAS, FACULDADES, SEMINÁRIOS, IGREJA…VATICANO… A MÍDIA COMO UM TODO…E DEVAGAR IR MUDANDO AS REGRAS, VALORES,IDÉIAS…até poder subjugá-los.
    Essa é a tática da maçonaria …DESTRUIR PELA BASE…ARRUINAR…E tudo usando como estratégia …DISSEMINAÇÃO DE IDÉIAS.
    Mas nunca conseguirão destruir a Igreja de Cristo! Nunca.

  7. Levantar a documentação correspondente ao modo com que se fez o apodrecimento dos ambientes católicos a partir de dentro só tem sentido se se pretende expor as víboras que promoveram essa miserável calamidade. Tudo foi dito e escrito desde os tempos de Pio VI, pelo menos.

    É preciso pensar e implementar soluções (muito ) práticas, bem como orientar quem precisa.

  8. Há muito tempo ocorre esta “infiltração“!
    Quando jovem Sacerdote – ainda durante as Sessões do Concílio Vaticano II – (fui ordenado em dezembro de 1965), pude ver pessoalmente as mudanças na Formação Sacerdotal. Nossos Formadores (homens sérios e Santos) foram gradativamente substituídos – considerados “antiquados” – por novos Formadores, adequados ao “aggiornamento” conciliar…
    Ainda me lembro de um amigo que era teólogo naqueles anos de “desmonte de seminários”, que se recusava a ir para a “nova casa de formação”…
    A situação foi se complicando na medida em que os Bispos iam se “jubilando” – afastando-se do governo das dioceses – sendo substituídos pelos novos Bispos “conciliares”…
    O trabalho Sacerdotal nas paróquias também se transformava, as funções dos Padres se diluíam… centenas de Sacerdotes deixaram os Ministérios Sagrados por causa destas mudanças…
    Aqueles que permaneceram fiéis e continuaram seu Sacerdócio entre seu Rebanho foram rechaçados, ridicularizados e substituídos por “Padres mais modernos”…
    Tudo mudou… transformou-se numa “Nova Igreja”, muito diversa daquela para qual nos formavam há mais de 55 anos atrás…
    E, só agora que se constata a “infiltração”?
    Se não fosse triste, seria cômica tal reconhecimento.
    Como disse Nosso Senhor, “pior cego é aquele que não quer enxergar”!

    • Pe. José Antônio,

      Sua bênção.

      Não foi só agora que se constatou a inflitração, muitos já vêm falando disso. Leão XIII já havia alertado sobre a maçonaria (e outros antes dele), o pontificado de São Pio X foi um contínuo combate ao Modernismo. Dom Marcel Lefebvre, Dom Antonio de Castro Meyer não deixaram de apontar os problemas do Concílio. Ocorre que as coisas vêm piorando num crescente e neste exato momento, após Francisco, a apostasia ficou por demais evidente. Este livro é apenas uma atualização do que já vem sendo dito.

  9. Estimado em Cristo, Marcus:

    Que os Corações Sacratíssimos de Jesus e Maria derramem sobre você e sua Família as mais copiosas Bênçãos!

    Caríssimo, esta “infiltração” foi predita por Nossa Senhora em la Salette, ainda no decorrer do século XIX.
    Faz muito tempo que este plano maléfico vem se concretizando, entretanto, somente agora começam a associar os problemas da Igreja (mormente após a reforma conciliar) com esta infiltração!
    Durante muito tempo tal associação era um verdadeiro tabu.
    O pior é que muitos ainda não admitem os males acusados pelo “aggiornamento” efetivado pelo Concílio dos Papas João XXIII e Paulo VI.
    Vivenciei os tempos de “implementação das decisões conciliares” como pároco de uma pequena cidade. Testemunhei a decadência advinda dessas nefastas mudanças. Após o bom Bispo de nossa diocese se tornar “resignatário” e recebermos (em 1978/79) um novo “Bispo conciliar”, alguns companheiros Sacerdotes e eu experimentamos um verdadeiro “martírio”: passamos a ser ridicularizados – por nosso novo Bispo e seu novo clero – porque éramos retrógrados e “não estávamos dispostos a trabalhar em uma pastoral de conjunto”. Aos poucos fomos sendo afastados das funções paroquiais e, aqueles que não tinham Família, foram para asilos – afinal, era necessário nos afastar de nossos Rebanhos!
    Passei por tudo isso em minha Vida Sacerdotal, por isso reafirmo que “só agora” percebem a “infiltração”!
    Fui “aposentado” – pelo “Bispo conciliar” – quando tinha 54 anos de idade (recebendo a ordem de deixar a Paróquia – a qual vinha conduzindo havia vinte e três anos – em 24 horas!).
    Muitas vezes falava dessa “infiltração” com outros Sacerdotes amigos, mas, quase sempre tal assunto era relegado ao “Departamento das Teorias da Conspiração”!
    Os dois grandes Bispos que o Sr. mencionou – Mons. Lefebvre e Dom Mayer – tiveram a coragem de mostrar os desvios e desvarios e se opor a tantos erros!
    Escrevo esta longa resposta como alguém que viveu e experimentou todas estas transformações na “própria pele”, experiência própria. E, para piorar – se tudo isso já não bastasse – lamentavelmente, vejo – cada dia que passa – a decadência desta “nova igreja” surgida a partir do final dos anos sessenta.
    Cabe a cada um de nós rezar, muito, suplicando ao Bom Deus que abrevie este tempo de provação pelo qual passamos!
    Que o Cristo Misericordioso tenha piedade de nós!
    E, que o Imaculado e Doloroso Coração de Maria triunfe sobre todo o erro e todo o mal!
    Recomendando-me às suas Orações, peço-lhe desculpas pela longa resposta e lhe desejo um excelente final de semana!