Encaminhado pedido para que Senado Federal exija explicações do Vaticano sobre proposta de Martín Von Hildebrand.

Caberá a D. Cláudio Hummes e a D. Marcelo Sánchez Sorondo dar explicações ao povo brasileiro sobre até que ponto o Vaticano está ou não comprometido em apoiar o projeto de Martín von Hildebrand.

Por Hermes Rodrigues Nery, 7 de agosto de 2019

Em 17 de setembro de 2017, Helena Calle publicou uma reportagem no El Espectador com a foto do globalista Martín von Hildebrand (fundador da OnG Gaia Amazonas e membro da Gaia Foudation, com sede no Reino Unido) apresentando o seu projeto de integração do oceano Atlântico, da Amazônia e dos Andes, o chamado “Corredor Triplo A” ou “Caminho da Anaconda”, ao chanceler da Pontifícia Academia de Ciências, o argentino D. Marcelo Sánchez Sorondo.

Martin von Hildebrand explicando o Corredor AAA ao chanceler da Academia de Ciências do Vaticano, Mons. Marcelo Sánchez Sorondo

E explica: “O corredor teria um terço de um dos territórios mais importantes para o meio ambiente global. Atravessaria oito países sul-americanos e envolveria 385 comunidades indígenas e 30 milhões de pessoas.” E mais: “O Corredor Tríplice A é uma ideia que vem sendo fomentada há menos 30 anos e que somente agora, após o compromisso dos países latino-americanos (exceto Equador e Chile) na Cúpula de Paris para reduzir o desmatamento da Amazônia a zero, tem um compromisso político internacional importante”. Em 16 de fevereiro de 2015, o então presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos (que recebeu o Prêmio Nobel da Paz, pelo seu acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – FARC), acordo este apoiado pelo papa Francisco, mas rechaçado pela população colombiana em plebiscito, disse que iria propor o corredor ecológico ao Brasil e a Venezuela, entusiasta da proposta de Martín von Hildebrand.

Segundo o professor visitante de Engenharia Hidráulica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Rogério Maestri, “se efetuado, o Triplo A seria composto em 62% por território brasileiro, 34% por território colombiano e 4% por território venezuelano. Ou seja, a gestão do ‘corredor’ teria que ser tripartite, o que, de acordo com Maestri, facilitaria a dominação estrangeira da região amazônica, especialmente porque o projeto da Gaia Foundation envolve o conceito de autogestão dos povos indígenas”. Para Maestri, o fato da Gaia Foudation estar envolvida com o corredor AAA sinaliza que há “uma direção em termos de ocupação de espaço por outros países”. E acrescenta: “Se se olha a tradição europeia, vê-se que eles enxergam muito longe… Não é, por exemplo, como o americano, que é um pouco mais intempestivo, que tenta invadir no momento. Os ingleses, europeus, em geral, têm um raciocínio mais em longo prazo. Então eles vão implantando essas pequenas coisas, esse tal corredor ecológico, que pra mim não é um corredor, é uma verdadeira ocupação”. A área coberta pelo corredor Triplo A possui grandes reservas de riquezas naturais (“água, mineiros e biodiversidade”), sendo que “o corredor abarcaria a região acima do Rio Amazonas – partes mais altas que, sendo mais secas, seriam mais aproveitáveis para atividades lucrativas, como a criação do gado”. A proposta do corredor triplo A foi rechaçada pelo Gen. Villas Boas, em twitter, de setembro de 2018, e também pelo presidente Bolsonaro. “Os estados de Amapá, Pará e Roraima seriam dos mais atingidos pelo Corredor”, lembra Luis Dufaur, destacando ainda “a ele pertence 46 % da Amazônia e quase a metade do território a ser absorvido pela futura entidade místico-tribal-ecológica pan-amazônica”. Trata-se do maior corredor ambiental do mundo, que na verdade, significa o primeiro passo para a antiga pretensão de muitos pela internacionalização da Amazônia, unificando as áreas indígenas (as AATIs – Associations of Indigenous Tradicional Authorities), cuja autogestão dos povos indígenas seguiriam as diretrizes da Gaia Foudation, e outros organismos internacionais, dos quais os indígenas seriam reféns de seus interesses políticos.

O fato é que o Corredor Triplo A, defendido com afã por Martín von Hildebrand, é um atentado à soberania nacional e integridade territorial brasileira. Mas D. Marcelo Sánchez Sorondo, assim como D. Cláudio Hummes, abriram as portas do Vaticano para que Hildebrand participasse de eventos dando palestras, em atitudes de acolhida. Estariam com isso endossando tal iniciativa?

Por isso, estamos encaminhando ao Senado Federal um dossiê, com amplas informações sobre como diversos organismos internacionais tem agido para buscar o apoio do Vaticano para tais fins. Nesse sentido, caberá a D. Cláudio Hummes e a D. Marcelo Sánchez Sorondo dar explicações ao povo brasileiro sobre até que ponto o Vaticano está ou não comprometido em apoiar o projeto de Martín von Hildebrand. Se não estiver, que façam uma declaração pública inequívoca, para que não paire dúvidas. Apoiar o Corredor Triplo A é fomentar a instabilidade e conflitos na região, com graves conseqüências, que nada tem a ver com a evangelização.

Hermes Rodrigues Nery é Coordenador do Movimento Legislação e Vida. Email: prof.hermesnery@gmail.com

12 Comentários to “Encaminhado pedido para que Senado Federal exija explicações do Vaticano sobre proposta de Martín Von Hildebrand.”

  1. Dom Cláudio, nem no inferno crê! Pensa que pode construir o paraíso na terra como todo comunista!.

  2. É inacreditável o nível da encrenca que essa gente aliada de Bergoglio consegue alcançar. Meu Deus, até quando teremos que suportar esse castigo?

  3. Não há dúvida de que um apoio ideológico e pseudoteológico já existe. E alguém duvida que “forças ocultas” manipulam e escolhem os temas das tresloucadas encíclicas bergoglianas,que se imbricam perfeitamente com todas ideias-chave da NOM ? Não servem todos eles aos mesmos artífices ? Vamos ver a conclusão disso tudo. Agradeço ao Prof. Hermes pela importante iniciativa. Salve Maria Imaculada !

  4. Fico admirado é com o cinismo de elementos como este tal de Hildebrand que, a rigor, não é coisa alguma senão um onguista de 5a. categoria, com envolvimentos com a esquerda mundial da pior espécie e com ativistas charlatãos.
    Ninguém quer explicação alguma.
    Qualquer tentativa de tomada do território nacional constituído é simplesmente inaceitável pelo povo brasileiro sejam lá que explicações queiram dar e por quem quer que seja, padres, bispos, ongs, papas etc.
    O presidente Bolsonaro deveria aproveitar a próxima assembléia da ONU onde deverá discursar pela primeira vez e deixar bem claro a todos os países que este tipo de intromissão e pretensão de abalar a soberania nacional é simplesmente inaceitável e não irá prosperar em hipótese alguma.

  5. Pelo andar da carruagem, em breve teremos aqui no país, se o mal não for cortado pela raiz, padres-aiatolás determinando como o país deve ser governado e instituindo uma Teocracia Comunista em nosso território. Exemplo no mundo não falta.

  6. Quando vamos parar de passar vergonha? Ser ridicularizado e perseguido por causa de Cristo é uma coisa. Ser ridicularizado por pertencer a mesma instituição dessa gente é outra. O Brasil nunca deu um passo pra frente, só pra trás, agora que finalmente arrisca dar um passinho pra diante os bispos (e muitos padres – falo do que vejo e nao do que ouvi falar) resolvem trabalhar duro na direção contrária!

  7. Caros fratres
    Assisti à live do Sr. Presidente e a trago para comentar, em especial, as colocações feitas sobre a Igreja Católica. Link https://www.youtube.com/watch?v=LB38oi_AXmw
    Não tenho menor intenção de defender ou atacar qualquer uma das partes, mas considero de grande importância os comentários feitos tanto pelo representante indígena (Raposa Serra do Sol – RR) quanto ao próprio presidente condenando a atuação de parte da Igreja naquela região. A reclamação do índio: Queremos padres índios! Cadê a formação religiosa para promover vocações indígenas? Indignamente, o Sínodo quer “ordenar casados”, mas não fomentar vocações? Se houvesse dignidade por parte dos ocupantes da cúpula da Santa Igreja, haveriam respostas, tanto desta proposta do Senado quanto às pontuações da citada live.
    E não, não cabe impeachment pontifical e nem é possível “expulsá-lo de lá a pontapés”. Mas também não é simplesmente anticatólico quem assim pensa apenas por assim pensar (pode ser por outras coisas, Deus julgue). Rezemos muito pelo Santo Padre, principalmente pela sua conversão e que a morte o encontre (no tempo determinado por Deus, por óbvio) em condições de ter sua alma salva. Que Nossa Senhora guie seu coração para fazer a vontade do Pai, não dos inimigos da Santa Igreja. Que sua passagem para a vida eterna seja ditosa aos moldes de São José.
    E que Deus nos dê um vigário de Cristo com todas suas ações intimamente ligadas à sua divina vontade, mesmo que para isso o Papa Francisco tenha atitudes completamente contrárias à pontos de sua formação e seu passado.
    Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis pecatoribus,*nunc et in hora mortis nostrae*. Amen.

  8. Vamos dizer a verdade: no que tange ao Brasil, a República só soube jogar o País na lama. Se vemos o País degradado, desfigurado, entregue a verdadeiros boçais, gente de camarilha, gente torpe que pratica até o nepotismo, isso se deve à falta do elemento moralizador que só a monarquia nos deve dar.

    A Igreja e o País voltarão aos trilhos quando reencontrarem o principio da excelência que as deve moldar e reger. Enquanto isso não se efetivar, veremos esse espetáculo de depredação, aventura e horror.

    Só nos resta o favor de a infame ré publica nos brindar com a secessão do território nacional.

  9. G.M.Ferretti,
    A partir dos 49:57…