O próximo sínodo será “amazônico” ou “maçônico”?

O papel secreto da máfia do “anel de tucum” na preparação do encontro de outubro.

Por José Antonio Ureta, Instituto Plinio Correa de Oliveira – Stilum Curae, 6 de agosto de 2019 | Tradução: FratresInunum.comDepois que, na biografia sobre seu compatriota cardeal Godfried Daneels, os jornalistas belgas Jürgen Mettepenningen e Karim Schelkens revelaram a existência de uma “máfia de S. Gallen”, que teria contribuído de modo determinante na eleição do Papa Bergoglio, o católico médio tomou consciência da força dos grupos de pressão dentro da Igreja.

Mas historiadores e especialistas conhecem há muito tempo o peso que os lobbies tiveram sobre a vida eclesial. Imediatamente após o encerramento do Concílio Vaticano II, por exemplo, soube-se do papel desempenhado pela rede midiática IDO-C (Centro Internacional de Informação e Documentação sobre a Igreja Conciliar) para criar o “conselho de jornalistas”, o “conselho dos meios de comunicação”, que era praticamente um concílio à parte”, como disse Bento XVI em seu último discurso na véspera do dia em que sua se daria sua  renúncia.

Não muito tempo atrás, tornou-se conhecido o papel desempenhado por um grupo de padres conciliares, reunidos sob a denominação de “Igreja dos Pobres”, que firmou um secreto “Pacto das Catacumbas”, que parece estar atingindo sua plena realização em âmbito universal com o pontificado do Papa Bergoglio.

O antigo núncio em Washington, EUA, Dom Carlo Maria Viganò, causou comoção denunciando a existência de uma rede homossexual, cujos membros se ajudam mutuamente e que garantem o progresso na carreira eclesiástica (e a cobertura em caso de envolvimento em escândalos).

Para serem eficazes, esses grupos de pressão com interesses pessoais ou ideológicos devem agir de maneira coordenada, mas sempre nas sombras, imitando o trabalho da Maçonaria, com seus misteriosos sinais de reconhecimento mútuo entre irmãos que não pertencem à mesma loja.

É famosa a passagem em que Marcel Proust traça um paralelo entre a ação dos “irmãos” e a dos homossexuais de seu tempo, da qual ele falou por conhecimento direto: “[Eles] formam [um] uma maçonaria muito mais extensa e eficaz, e menos suspeita do que a das lojas, uma vez que responde a uma identidade de gostos, necessidades, hábitos, riscos, aprendizado, conhecimento, tráfego, glossário, e em que os membros que desejam não ser reconhecidos imediatamente o fazem através de sinais naturais ou convencionais”.

Seguramente, no futuro, conheceremos o impacto na próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Panamazônica do grupo de bispos e missionários engajados na Teologia Indígena, versão mais atualizada da Teologia da Libertação, que já adotou o chamado “anel de tucum” como sinal convencional de reconhecimento.

Tucumã é o nome de uma árvore amazônica de cuja madeira se origina um anel preto, supostamente usado pelos escravos na época do Império, na falta de recursos para portar o anel de ouro dos senhores. Teria servido como um símbolo de matrimônio, amizade ou resistência. “Era um símbolo clandestino cujo significado só os escravos conheciam”, afirma o blogue da Pastoral da Juventude da Diocese de Piracicaba.

Nos anos 70, dois órgãos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT) adotaram o anel de tucum como símbolo de compromisso na luta de classes e nas chamadas “lutas sociais”.

Parece ter sido Dom Pedro Casaldáliga – religioso claretiano catalão nomeado bispo de São Félix do Araguaia pelo papa Paulo VI e promotor do CIMI e do CPT – a popularizar o símbolo. Assim relata outro representante da Teologia da Libertação, Dom Tomás Balduino, bispo emérito de Goiás Velho e por muitos anos presidente do CIMI:

“Pedro foi consagrado bispo em 1971, na cidade de São Félix, cercado pelos pobres daquela região. Ele recebeu símbolos litúrgicos adaptados às culturas dos povos indígenas e camponeses. A mitra era um chapéu de palha, o cajado um remo de tapirapé e o anel de tucum, que em seus dedos e nos de muitos agentes pastorais tornou-se um sinal do compromisso da caminhada rumo à libertação”.

Dom Pedro Casaldáliga

Com inegáveis dotes poéticos, o prelado resumiu assim o significado desta “caminhada” no seguinte poema: “Com um calo por anel, / monsenhor corta o arroz / Monsenhor” foice e martelo “? / Eles vão me chamar de subversivo. / E eu direi a eles: Eu sou / Pelo meu povo em luta, eu vivo. / Com o meu pessoal em movimento, eu vou. Eu tenho fé de guerrilheiro / e amor à revolução”.

O anel de Tucum identificou tanto a personalidade e a agenda revolucionária do bispo de São Félix do Araguaia, e uma das teses escritas sobre ele, defendida por Agnaldo Divino Gonzaga no Departamento de Teologia da Universidade Católica de Goiás, intitula-se, precisamente, “Anel de tucum: a missão evangelizadora de Pedro Casaldáliga”.

Prova ainda mais eloqüente da importância que a Teologia Indígena confere ao anel de tucum é a história que o jornal Alvorada, órgão de conscientização da Prelazia de São Félix, fez sobre a cerimônia em que Dom Pedro Casaldáliga transmitiu o governo diocesano ao seu sucessor, Dom Leonardo Steiner:

“Pedro, ao entregar o anel de tucum a Leonardo, lembrou que as causas que defendemos definem quem somos e que as causas desta Igreja são conhecidas de todos: opção pelos pobres, defesa dos povos indígenas, compromisso com os trabalhadores e sem terra, formação de comunidades inculturadas e participativas, experiência efetiva de solidariedade”.

Em uma página do Facebook das Comunidades de Base do Brasil, lemos este verso de um poema em homenagem ao anel de tucum: “Dos povos excluídos / sois sinal da nova aliança”.

Em 1994 foi lançado o filme “O anel do tucum”, uma novela em que um grupo de fazendeiros infiltra um jornalista nas Comunidades Eclesiais de Base em uma tentativa de provar seu caráter comunista e subversivo, mas acaba se convertendo à causa da CEB. Na cena culminante, na qual ocorre a conversão, o jornalista-pesquisador tem este diálogo com Dom Casaldáliga (que interpreta a parte de si mesmo no filme):

“- Uma curiosidade, dom Pedro: O que o anel preto significa?

– É o anel de tucum, uma palmeira do Amazonas, com espinhos um tanto duros. Sinal da aliança com a causa dos indígenas, com as causas populares. Quem quer que use normalmente quer expressar que faz suas essas causas e suas conseqüências. Você pode trazer o anel? Você pode fazer isso?

– Eu posso fazer isso.

– Olha, é exigente, hein? Queima. Muitos, muitos por essa causa, por esse compromisso, chegaram ao ponto da morte. Nós mesmos aqui, na igreja de São Félix do Araguaia, temos os santuários dos mártires do caminho”.

A mesma pergunta sobre o significado desse anel foi formulada em 2012 pelo jornalista Edoardo Salles de Lima ao já citado Dom Tomás Balduino, na véspera do seu nonagésimo aniversário. Ele respondeu:

“Representa o casamento com a causa indígena. Este objeto foi feito pelos índios Tapirapé e se pode facilmente ver como é bonito, até brilha. Adotamos como um elo com a causa indígena, mas não só com ela, mas com toda causa de mudança, de transformação, na busca pelo Brasil que queremos”.

A função “identificadora” do anel foi destacada ao público, mas sobretudo para aqueles que se comprometeram com a Teologia da Libertação, do missionário comboniano italiano Padre Giampietro Baresi, já falecido, na revista Brasil de Fato:

“- O que esse anel em sua mão significa? – É a opção pelos pobres. (…) É lealdade por essa opção. Por que eu uso isso? Para tornar conhecido o que eles são. O anel de tucum é a solidariedade para com os pobres. (…) Quando vejo o anel em alguém, reconheço uma visão similar, um compromisso similar”.

A nocividade do uso do anel de tucum pelos militantes da Teologia da Libertação foi denunciada há muitos anos por Dom. Amaury Castanho, bispo emérito de Jundiaí, nas páginas do jornal Testemunho da Fé, órgão oficial da arquidiocese do Rio de Janeiro.

Em seu artigo, o prelado começou enfatizando que “sempre houve e sempre haverá tensões mais ou menos graves dentro da Igreja”. Depois do Concílio Vaticano II, “uma terrível tempestade atingiu a barca de Pedro”, e a “Teologia da Libertação, de estilo marxista, radicalizou suas posições extremistas e contestatórias, ideológicas e partidárias”.

Em seguida, ele atacou o sinal do reconhecimento mútuo de seus promotores: “O curioso anel de tucum, feito do centro de uma palmeira do Nordeste, é hoje um sinal de contestação na Igreja. Um dos sinais, talvez o mais sério. Ele é encontrado nas mãos de um bom número de sacerdotes e seminaristas, religiosos e leigos. Se é verdade que alguém, inadvertidamente, usa-o – mesmo na Igreja sempre haverá “inocentes úteis” – é igualmente verdade que a maioria o toma como uma afirmação provocativa de uma clara opção por uma eclesiologia que certamente não é a da Lumem Gentium ‘, do Concílio Vaticano II.

“O anel de tucum traz consigo, implícita e explicitamente, opções heterodoxas em favor de uma Igreja considerada uma Igreja popular, em oposição à Igreja hierárquica, a única estabelecida por Cristo. Exprime uma discutível e já condenada opção ‘excludente e exclusiva’ pelos pobres, marginalizando quem não o é, como se fosse um opressor. A partir dessa análise marxista e parcial da realidade, aqueles que usam o anel de tucum não hesitam em propor soluções revolucionárias, lutas de classes, guerrilhas, violência e terrorismo, que nada têm de evangélico e cristão. (…)

“É a divisão dentro da Igreja de Cristo, que a enfraquece, que distancia as ovelhas dos pastores, que opõem os bispos ao Papa, os bispos entre si, os sacerdotes e os leigos aos bispos (…)

“Enquanto isso, os inimigos da Igreja se divertem, aplaudem, cumprimentam-se. O que eles querem está acontecendo: uma Igreja que não é uma comunidade de amor, que une os fiéis a Cristo entre si e seus pastores”.

Em um artigo seguinte, Dom. Amaury Castanho voltou a atacar com acusações de sectarismo:

“O artigo sobre o anel de tucum, que escrevi há alguns dias, causou comoção. De fato, provocou uma controvérsia. Muitos gostaram e acreditam que chegou a hora de alguém ir ao fundo do problema, revelando o sentido mais exato e total do uso daquele anel. Outros se chatearam, porque o usavam apenas como sinal de opção pelos pobres. Retiraram-lhe de seus dedos! Eles queriam viver em plena comunhão com os pastores da Igreja, que é, por vontade de Cristo, hierárquica. Eles me parabenizaram, culparam-me, interrogaram-me várias vezes no anel de tucum.

“Falando com um certo presbítero que usava o anel de tucum, dei-lhe mais informações para esclarecer suas idéias. Entre outras coisas, eu disse a ele que não é apenas a minha interpretação. Anos atrás, li um livro de um bispo zeloso e inteligente do Maranhão. Em um capítulo inteiro, ele chegou às mesmas conclusões: o anel de tucum é um traço visível de união entre aqueles que, além da “opção pelos pobres”, também defendem a Igreja ‘popular’”.

Pode-se então afirmar que, enquanto trato de união visível de uma corrente revolucionária que desempenha o papel de quinta coluna na Igreja, o anel de tucum tem um valor análogo aos sinais identificadores da Maçonaria.

Cabe a nós observar quantos participantes do próximo Sínodo vão usá-lo… Então saberemos se a assembleia foi amazônica ou maçônica!

25 Comentários to “O próximo sínodo será “amazônico” ou “maçônico”?”

  1. “O anel de tucum traz consigo, implícita e explicitamente, opções heterodoxas em favor de uma Igreja considerada uma Igreja popular, em oposição à Igreja hierárquica, a única estabelecida por Cristo. Exprime uma discutível e já condenada opção ‘exclusiva e exclusiva’ pelos pobres, marginalizando quem não o é, como se fosse um opressor. A partir dessa análise marxista e parcial da realidade, aqueles que usam o anel de tucum não hesitam em propor soluções revolucionárias, lutas de classes, guerrilhas, violência e terrorismo, que nada têm de evangélico e cristão. (…)”

    Sem mais, meritíssimo.

    • A visão de vocês é tão unívoca… Além de fomentar em a divisão na barca de Pedro em nome de uma ortodoxia sem sentido… Antes de pensarem bobagens, o que disse ortodoxia sem sentido não significa dogmatismo, uma vez que o. Todos os dogmas da santa Igreja são repletos de sentido e santidade… É tão chato, tão tolo ficar com essa discussão pueril: a barca de Pedro é única, mas nela temos remadores diferentes, sejam padres conservadores sejam padres ditos liberais..podemos e devemos tê-los… o que não podemos aceitar são sacerdotes que em nome de uma ortodoxia ( ou de uma nova doxa ), espalham a cizânia, seja para um lado seja para outro… Vocês advogam a si, apoiados por alguns prelados, o poder de referendar a doutrina… Este poder só pertence a um homem: a Pedro, na figura do Santo Padre… Às vezes não sei se vocês agem por ingenuidade ou má-fé, mas de qualquer forma rezo à Santíssima Virgem por todos vocês… Observação: meu anel de tucum quebrou há pouco tempo, mas isso não faz de mim um mau católico muito menos um maçom…

    • Não senhor Geraldo. Não podemos e nem devemos ter padres liberais. Se você não sabe, o modernismo é condenado pela Igreja como uma heresia.

    • A barca de pedro é uma só, mas os remos não são, no entanto, a direção deve ser só uma.
      Vocês, progressistas, estão remando para outra direção, para a direção do profano. Devem ser expulsos do barco antes que o vire.

  2. ————“Com um calo por anel, / monsenhor corta o arroz / Monsenhor” foice e martelo “? / Eles vão me chamar de subversivo. / E eu direi a eles: Eu sou / Pelo meu povo em luta, eu vivo. / Com o meu pessoal em movimento, eu vou. Eu tenho fé de guerrilheiro / e amor à revolução”.———–
    Com a cantilena acima, dá para ver como a “igreja dos pobres” pretende proclamar a paz: guerrilheiros fazem guerrilhas e, tal qual revolucionários, matam.
    É a Igreja da Morte e o seu Anel de Tucum – o anel negro anticristo.

    • E não matam para a glória de Deus, mas para a glória dos homens.

    • Eu sou a favor do que vocês bispos e padres cumpram o que vocês aprenderam e fizeram o juramento sobre a bíblia sagrada fazer o que Jesus pediu que fosse feito proteja os pobres não é roubar as terras dos outros de direito e sim ensinar a trabalhar com seu suor e comprar como todos fazem a igreja de Jesus Cristo não ensina ódio ensina o Amor quem optar diferente do sonho de Deus está errado pecando contra a lei de Deus o sinal de verdadeiros cristãos não é o anel e o batismo no Pai Filho E O Espírito Santo

  3. Quando olhamos bispos e padres que usam o anel de tucum “compromisso com os pobres” e vemos os bens materiais que possuem em nome de outrem para não comprometerem a causa, e nem o nome deles, chega-se à conclusão que os pobres que eles abraçam são eles mesmos!

  4. ” Peçamos ao Senhor que liberte a Igreja daqueles que querem envelhece-la, ancora-la ao passado, trava-la, torná-la imóvel ” (Papa Francisco)

    • “Aquele que não crê conforme a tradiçãoda Igreja Católica, coloca-se de acordo com o diabo”
      São João Damasceno, doutor da igreja.

  5. O próximo sínodo será “amazônico” ou “maçônico”?
    A essa pergunta prefiro a segunda opção para o falsario, heterodoxo e sincretista “Sínodo da Amazonia”, pois remonta àqueles propósitos bem distantes de 2 carbonarios de relevo, Vindice e Nubius, de tentarem perverter desde a Alta Hierarquia – conseguiram muitos resultados, pois o papa Francisco apenas admitiria junto a si as escorias da humanidade travestidos de bispos e sacerdotes – varios deles há anos usando o conhecido e distintivo deles, o ANEL DE TUCUM, além de suas homilias carregadas dela, àquele estilo “fala uma, faz outra”, tal como agia o hipócrita tirânico e impostor PT que apenas se alinhava às elites financeiras!
    Aliás, a material-ateísta TL é fraudulenta, produto de laboratorio de engenharia social engenhado dentro da Russia-KGB para afastar o povo de Deus e de sua Igreja e inculcar em suas mentes as ideologias da Escola de Frankfurt travestidas de religião católica e, com isso, conseguirem extinguir a Igreja de 2 000 anos e instalar outra bem similar, nada transcendente, mas humanista, imanente!
    Os aderentes a esse plano diabólico são patrocinadores do proprio diabo – embora ele saiba que não conseguirá ao todo seu projeto – mas por radical odio ao Senhor Deus e à sua Igreja, querem massacrá-la o quanto puderem e arrebanharem para si também quantas almas obtiverem nessa maldita tentativa, a começar de subversão e infiltração de maçonistas dentro da Igreja; temo-los muitos dentro dela, como tantos cardeais e bispos, no clero muitos milhares deles adeptos dessa maligna, ultra relativista, revolucionaria e repudiável Teologia da Libertacão-TL.
    Os defensores dessa farsa conhecida como TL da famosa “opção preferencial pelos pobres” são uns oportunistas e chantagistas, agindo como qualquer marxista, embora repassando para o público incauto de amar os pobres; contudo, à realidade, são pobristas e anti familias cristãs, altamente corruptos e corruptores, usando os pobres apenas como trampolim para se apoderarem de governos e depois esses idiotas-uteis são premiados com sua escravização!
    Assim sucedeu e se mantém em Cuba, Coreia do Norte etc. onde dominaram, além de essas vítimas deles terem se tornado mercadorias do comunismo, locaveis, presos dentro do país e subjugados no IGUALITARISMO DA MISERIA, pois os governos marxistas são opressores, anarquistas e vândalos, são compostos de elitistas e predadores, suprimindo a classe media e insufladores das infernais Lutas de Classes e tirânicos, assim como os totalitaristas nazismo e fascismo!
    A comunista Venezuela atual é a vitrine transformada de um ex país democrático e rico num cortiço de violencia, miséria num povo paupérrimo e famélico!

  6. Em geral, os promotores da TL:

    Estão sempre viajando e fazendo turismo ideológico;
    Têm plano de saúde ouro plus master platina e jamais pisaram num hospital público, exceto para fotos autopromocionais;
    Gozam dos bens imóveis da Igreja e dos seus “meios de produção” (colégios, editoras, hospitais);
    Pagam salários de fome aos funcionários de seus “empreendimentos” e aos domésticos;
    Têm carrões para dar a sua escapadela…
    Alguns dão de carrões de presente aos seus machos;

    Gostaria de saber como essa gente, tão dada ao egoísmo e à hipocrisia, consegue realmente se interessar pelos pobres.
    A vida é algo UNO. Como pode ser que alguém tão grotesco em coisas tão básicas da vida espiritual e consiga ter forças para servir os “excluídos”?
    O que vemos são tipos aferrados ao poder, à autopromoção e ao delírio megalomaníaco. Seria melhor que fossem à farmácia comprar uma chupeta e um chocalho de criança para ver se conseguem superar essa fixação infantil de querer chamar a atenção. Precisam começar do zero.

    A TL está velha, carcomida e cheia de pelanca, mas insiste, insiste, insiste.

    Esperemos que a natureza siga o seu curso e a Igreja saia de vez da década de 1970.

  7. e lá fui eu no tal … não achei uma palavra sobre vida eterna, confissão, penitência, devoção à Virgem Maria, oração, adoração… enfim, nada sobre o que realmente importa para a salvação da alma. Meus Deus, até quando? Meus filhos já estão chegando na adolescência e eu não poderei contar com a Igreja Católica para a formação espiritual deles.

  8. Escrevam um artigo sobre o que significa fazer arminha com as mãos , como defende o presidente Bolsonaro

    • Significa o direito a legitima defesa que a lei natural e a doutrina católica sempre defenderam.

    • Bolsonaro faz parte do clero? Dããã…

    • Significa uma arma, como você mesmo reconheceu, ferramenta para MATAR pessoas, como muito se fez na história sagrada. O Senhor dos Sabaoth não é um senhor dos exércitos de abraçadores de árvores ou de beijoqueiros.

  9. Da opção pelos pobres à Igreja Popular
    (Artigo publicado no Jornal “Testemunho da Fé” — órgão oficial da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro/ Igreja no Brasil — 1997)
    Por Dom Amaury Castanho
    Conhecedor da história da Igreja, não sei de tempos seus, nestes 20 séculos, em que ela não tenha tido graves problemas e tensões perigosas em seu interior. Problemas, tensões e crises! Já os enfrentara a Igreja nascente, no primeiro século, com judaizantes. Depois, vieram as perseguições do Império Romano. Seguiram-se as invasões, com os hunos às portas de Roma e os bárbaros devastando toda a cristandade. Seguiram-se o arianismo e o pelagianismo, o nestorianismo e o iconoclastismo. Mais adiante, o maometanismo varrerá o cristianismo de todo o norte da África.
    O século X foi tão agitado que os historiadores da Igreja o tem como o “século de ferro”. Na Idade Média, tempo marcados pela fé e pelo prestígio dos Papas, é preciso lembrar os problemas causados pelos albigenses e cátaros e os desencontros em trono da questão das investiduras. Depois, houve o Cisma do Oriente e os tumultos da Reforma Protestante no Ocidente, seguindo-se guerras de fundo religiosos, com violências de parte a parte. Não foram tranquilos para a Igreja os tempos da renascença e da Idade Moderna, com o advento do racionalismo e do capitalismo “selvagem”, os conflitos aparentes entre fé e ciência. Já se sabe quantos sofrimentos e mortes de bispos e leigos militantes, trouxeram o comunismo e o nazismo, em nosso século (XX). Hoje , estamos todos, Igreja e Governo, diante da ameaça do fundamentalismo muçulmano…
    A prometida perene presença de Cristo em sua Igreja — “Estarei todos os dias convosco até o fim dos tempos” (Mt. 28,20) nunca significou que a barca de Pedro não enfrentaria ventos e tempestades. Sempre houve e sempre haverá tensões mais ou menos graves, no interior da Igreja. E como não bastasse, as “forças do inferno”, expressão usada pelo Senhor (Mt. 16,18), haveriam de investir contra a sua Igreja, procurando, se possível, destruí-la. Os fatos continuam confirmando a verdade da profecia de Cristo.
    Após o Concílio Vaticano II, que o Papa João XXIII sonhava como um “novo pentecostes” e uma “nova primavera” na Igreja, a partir de 1965, quando Paulo VI o encerrou, uma terrível tempestade abateu-se sobre a barca de Pedro. Milhares de sacerdotes, religiosos e freiras abandonaram o próprio ministério, renegando seus votos. A Teologia da Libertação, de corte marxista, extremou-se em posições radicalizadas e contestadoras, ideologizadas e partidárias. Doutra parte, o integrismo do ex — arcebispo Marcel Lefebvre e dos seus seguidores, acabou levando a nova cisão no interior da Igreja (1988). A autoridade pontifícia vem sendo contestada por muitos. Só Deus sabe dos sofrimentos do Papa Paulo VI, quando da publicação de sua encíclica “Humanae Vitae”, sobre o dom da vida e do planejamento familiar.
    O curioso anel de tucum, feito do caroço de uma palmeira nordestina, é hoje o sinal da contestação no seio da Igreja. Um deles, e talvez, o mais sério. Está nos dedos da mão de bom número de padres , e seminaristas, religiosos, religiosas e leigos. Se é verdade que alguns o usam inconsciente — sempre haverá “inocentes úteis” mesmo na Igreja —, não é menos verdade que a maioria o traz, numa acintosa afirmação de sua clara opção por uma eclesiologia que não é , certamente, a eclesiologia da “Lumem Gentium”, do Concílio Vaticano II.
    O anel de tucum envolve, implícita e explicitamente, opções heterodoxas, por uma Igreja tida como Igreja popular, em oposição é Igreja hierárquica, a única instituída por Cristo. Expressa uma discutível e já condenada opção “excludente e exclusiva” pelos pobres, marginalizando quem não o seja, como opressor. A partir de uma análise marxista e parcial da realidade, os que portam o anel de tucum não titubeiam em propor soluções revolucionárias, lutas de classes, guerrilhas, violências e terrorismo, que nada tem de evangélico e cristão.
    Os que o ostentam é a expressão exata do anel de tucum, não poupam críticas à Cúria Romana e ao Papa, pautando-se no livro de Leonardo Boff (ex-religioso e sacerdote franciscano) “Igreja. Carisma e Poder”. Valorizando muito mais a Igreja diocesana, particular , melhor dizendo a “Igreja Popular”, a verdade é que apenas sintonizam com bispos complacentes e liberais, que a grande imprensa insiste rotular de ‘progressistas”…
    É a divisão no interior da Igreja de Cristo, enfraquecendo-a, distanciando as ovelhas dos pastores, opondo bispos ao Papa, bispos entre si, padres e leigos a bispos; CEB’s (Comunidades Eclesiais de Base), PJ (Pastoral da Juventude), CPT (Comissão Pastoral da Terra) e CIMI (Conselho Indiginista Missionário) a Associações Religiosas ( Irmandades, Confrarias, Ligas, Ordens Terceiras ou Fraternidades Seculares etc), a Movimentos Apostólicos (Cruzada Eucarística, Ação Católica, Filhas de Maria, Encontro de Casais com Cristo, Cursilhos da Cristandade, Congregação Mariana, Opus Dei, Movimento Sacerdotal Mariano, Legionários de Cristo, Apostolado da Oração, Legião de Maria etc.). Enquanto isso os inimigos da Igreja se divertem, aplaudem e felicitam-se. É o que desejam: uma Igreja que não seja uma comunidade de amor, unindo os fiéis a Cristo e entre si, os fiéis com seus pastores. Não dando testemunho de amor e da unidade, a evangelização fica travada e o Reino de Deus não se dilata!

  10. Da opção pelos pobres à Igreja Popular (II)
    (Artigo publicado no Jornal “Testemunho da Fé” — órgão oficial da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro/ Igreja no Brasil — 1997)
    Por Dom Amaury Castanho
    O artigo sobre o anel de tucum, que escrevi dias atrás, causou celeuma. Melhor, levantou polêmica. Muitos gostaram e acharam que era tempo de alguém ir ao fundo do problema, revelando o sentido mais exato e total do uso do anel. Alguns sentiram certo desconforto, pois o usavam pensando que apenas fosse um sinal de opção pelos pobres. Acabaram tirando-os de seus dedos! Desejavam viver em comunhão plena com os pastores da Igreja e esta é por vontade de Cristo, hierárquica. Fui aplaudido, censurado e interrogado várias vezes sobre o anel de tucum.
    Em conversas com certo presbítero, que já chegou a usar o anel de tucum, dei outras informações para esclarecê-lo. Entre outras coisas, disse-lhe que não estou só em minha interpretação. Anos atrás, li um livro de um zeloso e inteligente bispo maranhense. Nele, um capítulo inteiro, chegava às mesmas conclusões: o anel de tucum é um traço de união visível entre os que além de uma “opção pelos pobres”, também são partidários de uma Igreja “popular”.
    Lá por volta do ano de 1965, certo número de bispos que haviam participado do Concílio Vaticano II, reuniram-se nas Catacumbas de Santa Domitila, nos arredores de Roma. Ali, eles comprometeram-se a lutar pelos mais pobres. Entre eles encontrava-se um ou outro brasileiro. Há os que vêem nesse belo e importante momento as raízes da Teologia da Libertação que floresceria, especialmente, na América Latina, logo depois. E acabaria tendo alguns bons resultados em toda a Igreja, mas gestaria inúmeras tensões, distanciando Pastores de Fiéis, Igrejas Particulares (Dioceses) da Igreja de Roma (Universal)…
    Sempre é oportuno lembrar que durante a III Conferência Geral do Episcopado Latino-americano, realizada no México em 1979, com a presença do Papa João Paulo II, todos (os bispos) fizemos uma opção pastoral preferencial : pelos pobres e pelos jovens. Opção preferencial, certamente evangélica, não apenas de promoção humana, mas evangelizadora. O conhecimento do Documento de Puebla está aí. Deveriam ser novamente lidos com atenção, os capítulos I e II da quarta parte, completados pelo seguinte, sobre o necessário empenho da Igreja junto dos “construtores da sociedade pluralista da América Latina” , isto é , chamados “grupos decisórios” . Em síntese, opção preferencial por pobres e jovens não exclui a evangelização, tão necessária, dos que traçam os rumos do futuro: políticos e empresários, lideranças operárias e universitárias, educadores, economistas e comunicadores sociais.
    É indiscutível que o importante e decisivo discurso inaugural do novo Papa, eleito em outubro de 1978 (João Paulo II), o texto e o contexto do Documento de Puebla de modo algum justificam ou falam em Igreja popular. Muito menos da aprovação a certa Teologia da Libertação, de clara inspiração marxista, como a que prevaleceu e continua empolgando os mais conhecidos teólogos da libertação brasileiros.
    Posteriormente, para superar, de vez, equívocos, tensões e posições radicalizadoras, a Santa Sé definiu qual Teologia da Libertação válida, até “necessária”, e qual a inaceitável, bem como o que se pretende quando se fala em “libertação” e opção pelos pobres. O episcopado brasileiro, atento aos fatos, entendeu, há anos, que o objetivo geral da ação evangelizadora, entre nós, deveria envolver uma opção preferencial “evangélica”, não outra, pelos pobres. Isso está claro em muitos documentos oficiais da CNBB (Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil).
    Portanto, a opção pelos pobres jamais deverá excluir a ninguém do amor e do empenho pastoral da Igreja e dos seus Pastores, os bispos e presbíteros, seus colaboradores maiores. Se a coerência com essa opção exige de todos o abandono de hábitos “ burgueses” — no vestuário, alimentação, moradia, etc. — envolvendo também um respeitoso afastamento dos poderes político, econômico e militar, contudo, deverá objetivar o anúncio de Jesus Cristo, de seu projeto transformador, mais que a simples promoção humana e social dos pobres.
    A opção pelos pobres não é, pois marca registrada de certo grupo na Igreja. Deve ser opção de todos! Nunca deveria significar opção por uma Igreja popular. A Igreja fundada por Cristo é Igreja de todos e para todos. É o Povo de Deus, sem deixar de ser Igreja hierárquica, na qual todos são corresponsáveis, mas alguns, por vontade divina, têm uma especial missão profética, sacerdotal e pastoral. Os Pastores da Igreja têm direitos e deveres de pastores. Entre eles está, certamente, o de servir o rebanho. Cercando de maior carinho as ovelhas enfraquecidas e machucadas, os mais pobres e os jovens. Sem marginalizar a ninguém, deverão evangelizar a todos, a todos conscientizando, quanto à urgente partilha dos bens.

    • A quem você acha que enrola com esse texto?
      Todos que estudam um pouco sabem o que realmente pretende a teologia da libertação e de quem ela recebe financiamento.
      Essa “teologia” não trouxe nada de bom para a américa latina e caribe, não ajudou a melhorar a vida das pessoas nem materialmente e nem espiritualmente. A teologia da libertação junto com o foro de São Paulo e todos os seus representantes comunistas trouxeram para a America latina e Caribe, fome, ditaduras e problemas de todos os tipos. Vocês faturam com a desgraça alheia.

  11. Esse Sínodo Amazônico é maçônico e modernista. Só espero que Deus abra os olhos do Papa Francisco para que ele condene esse Sínodo da Amazônia dos hereges modernistas como o Papa Pio VI condenou o Sínodo de Pistoia dos hereges jansenistas.

  12. Eu vou propor uma arrecadação para comprar um anelzinho de tucum (sic) para o Geraldo, já que ele sente tanta falta e gosta tanto desse sinal comunista. Quanta ignorância!

  13. Testemunho de um Bispo emérito que trabalhou na Amazônia:
    “el Amazonas, al menos el brasileño, ya no es católico”
    http://www.infocatolica.com/?t=noticia&cod=35603

  14. O Geraldo contradizente de cima, 20 agosto, 2019 às 2:05 pm NÃO SOU EU – por sorte e muita, vi esse esquerdinha e mais desqualificativos!