Uma resistência inesperada.

Por FratresInUnum.com, 2 de setembro de 2019 – Não é sem razão que alguns têm chamado o iminente Sínodo da Amazônia de Concílio Vaticano III. E não apenas porque ele, como afirmava o bispo de Essen, quer introduzir uma ruptura definitiva, mudanças irreversíveis na estrutura da Igreja, mas sobretudo porque visa alcançar objetivos que ultrapassam de longe os escopos de um sínodo: reinterpretar radicalmente toda a revelação cristã, fazendo apelo às “revelações primordiais dos povos da floresta” como fonte de reinterpretação do Evangelho e da doutrina católica.

IMG-20190902-WA0002.jpg

Dezembro de 2015 – O “espetáculo” Fiat Lux toma a Basílica de São Pedro.

Contudo, como afirmamos em nosso último editorial, o desespero do Vaticano é nitidamente indisfarçável. O Sínodo não está “pegando” entre os católicos. A perplexidade só aumenta e, inclusive, mesmo as manobras para criar o alarmismo que conferiria ares de relevância ao Sínodo acabaram por “sair pela culatra”.

Para percebê-lo, porém, precisamos ir mais fundo em relação à superfície dos noticiários. Infelizmente, muitos de nós sucumbimos àquele oficialismo que induz à falsificação de que somente aquilo que aparece na mídia e nos órgãos oficiais de comunicação é realmente verdadeiro. As eleições brasileiras de 2018 mostraram muito claramente o quanto subestimar a percepção do povo pode sair caro para as elites.

Pois bem, algo de muito similar está acontecendo com a Igreja de nossos dias, especialmente em relação ao Sínodo pan-amazônico. Muitos fiéis, sacerdotes e leigos, inclusive bispos e cardeais, têm levantado a sua voz, em tons diferentes, com intensidades diferentes, mas de maneira contundente e inequívoca: a pauta sinodal está na contramão do sensus fidei, e é, portanto, uma violência contra a Igreja e o seu povo. Para além dos teólogos de corte e os bajuladores – que los hay, los hay! –, quase ninguém tem aberto a boca, a não ser uns corajosos fiéis que não cessam de opor sua explícita resistência.

Este fenômeno não aconteceu no Vaticano II. Trata-se de uma realidade totalmente nova, sinal claro de que todo o “avanço” despudorado levado a cabo pelo pontificado vigente está produzindo um efeito colateral extraordinário: o fortalecimento da resistência católica, cada dia mais aguerrida e militante, cada dia mais discordante do establishment que usurpou os lugares de decisão na Igreja. O próprio povo levanta a sua voz com firmeza para declarar sem medo a completa ilegitimidade dos atos de todos estes falsos pastores que, ao invés de procurar o bem da religião, querem vendê-la à completa submissão à agenda globalista.

O Sínodo pan-amazônico nada tem de pan-amazônico, a não ser a alegação. Na verdade, são os mesmos protagonistas germânicos que bagunçaram todo o catolicismo na década de 60 e seguintes que, agora, saem de seus sarcófagos, para transformarem toda a estrutura eclesiástica em um inferno. Os alemães entram com o dinheiro, os jesuítas com a militância e a Amazônia com a desculpa.

Trata-se da revanche germano-jesuítica à Cœlibatus sacerdotalis e à Humanæ vitæ, de Paulo VI, a todo o pontificado de João Paulo II e Bento XVI, à Revista Communio e a toda a hermenêutica da reforma na continuidade. Querem levar à cabo a revolução que ficou engasgada desde então.

No entanto, os anticorpos católicos reagem com decisão a esta infecção herética, obrigando os progressistas à agressividade ostensiva: em plenos templos de Francisco, nos quais os hereges de outrora ganharam total anistia, um simples padre do interior do Rio Grande do Sul, o Pe. Dr. Renato Dornelles, foi “excomungado” por rebeldia contra o romano pontífice, como se todos os teólogos que sustentam a heterodoxia atual não tivessem sido encarnecidos rebeldes aos pontificados anteriores. Isso não é apenas hipocrisia, é sobretudo a revelação da verdadeira natureza da “misericórdia bergogliana”: a promoção de todos os delinquentes com a simultânea eliminação de todos os seus opositores.

Neste ínterim, todas as manobras progressistas vão se diluindo na completa ausência de respaldo. O ataque da semana passada, capitaneado pelo presidente Macron e por Francisco, apenas fortaleceu ainda mais o patriotismo brasileiro diante dos inimigos externos, reforçou o patrocínio conservador à soberania nacional quanto à questão amazônica e retirou qualquer possibilidade de respaldo popular ao Sínodo, obrigando Francisco, inclusive, a parar com a desculpa de que o tema é a evangelização para como que confessar que a preocupação é com a internacionalização da questão ecológica.

Nas últimas semanas, apareceram vídeos importantes documentando a resistência popular ao Sínodo, inclusive com depoimento de indígenas que estão se sentindo usados e a adesão de centenas de pessoas nos comentários, desafogando a sua indignação contra a ofensiva que pretende subordinar a Igreja à revolução tribalista.

Esta resistência, de fato, é inédita e possivelmente suscitada pela própria Providência Divina. Não podemos recuar. A luta pela defesa do catolicismo honra muito a Nosso Senhor e a Nossa Senhora, os quais certamente não deixarão de derramar graças em favor de todos os que se sacrificam pela fé e pela religião, e tudo isso reverterá em benefício de nossas almas e de toda a Igreja.

20 Comentários to “Uma resistência inesperada.”

  1. Para compreendermos este fenômeno de amorfismo no meio católico em relação a este enjeitado Sínodo é preciso compreender a opinião pública, em especial a católica.

    Vivemos, e há muito, sob a regência do “mais ou menos”. Esta é a posição prevalente do homem comum. E sob este posicionamento psicológico a maioria do povo católico encara o revolucionário Sínodo, todo ele radical, com a passividade do “mais ou menos” da opinião pública.

    Os movimentos históricos são cíclicos. A fase da radicalidade revolucionária terminou (provavelmente em fins dos anos 80). Neste contexto a opinião pública somente encara o Sínodo como uma extravagância teológica que não merece qualquer consideração e adesão.

    Mas os prelados modernistas ainda acreditam na radicalidade revolucionária, porque, como sempre, estão atrasados em relação à marcha da modernização. Hummes, todo ele embolorado, crê piamente, mais do que a Deus, que é um ser moderno, e expande sua carcomida “vanguarda” dos tempos da Lambretta e do Twist.

    Hodiernamente ninguém quer saber de revelação primária indígena para reinterpretação do Evangelho. Isso soa velho e ultrapassado. É difícil entender? Então passamos esta estratégia para os evangélicos. Alguém acredita que os evangélicos, sob a alegação de modernidade e aumento de fiéis, vão fazer culto à base de cultura e mitos indígenas? Alguém acredita que o Malafaia vai aparecer vestido de pajé ressaltando a fé indígena para reinterpretação do Evangelho? Claro que não.

    E não se trata de fidelidade ao Evangelho, mas de afinidade com a modernidade que os evangélicos possuem, porque desde Henrique VIII e Lutero sempre foram revolucionários. Por serem assim têm a perspicácia de entender os impulsos revolucionários do povo.

    No caso dos católicos não existe esta propensão, não porque não existam católicos revolucionários, mas porque Deus não permite que a vaga avassaladora da modernidade seja voga no urbe católico. Percebam. Sempre que os católicos procuram fazer uma manifestação moderna sempre soa antigo e ultrapassado. Nunca acompanha a última tendência. Como já foi dito aqui há tempos, até na arquitetura os templos católicos são ultrapassados em relação às últimas tendências da arquitetura moderna.

    Um dos elementos exteriores essenciais que difere os protestantismo e o catolicismo é que neste último prevalece o sacral, e o sacral não se coaduna com a modernidade, porque a modernidade reflete o espírito do mundo, e a sacralidade é o reflexo Daquele que disse que este mundo não é o seu.

    Portanto, este Sínodo está fadado a ser ovacionado por um grupo diminuto de ultrapassados, que montados na Lambretta sentem o vento acreditando que estão sendo bafejados pelo vento da modernidade.

    Coitados. Para darem uma de moderno não perceberam que voltaram tanto no tempo que alcançaram a fase primitiva dos índios, antes da chegada dos cristãos, e provavelmente bem antes do nascimento de Cristo.

    Isso já aconteceu quando, a pretexto de modernidade, os homens rejeitaram a era católica para no Renascimento retroagirem para antes da Idade Média para alcançarem a vetusta era clássica.

  2. “Ai de vocês, quando todos falarem bem de vocês, pois assim os antepassados deles trataram os falsos profetas” (Lucas 6:26)
    Caros fraternos, paz e bem!
    Padre Paulo Renato Dorneles é o santo Atanásio brasileiro!
    Como um “padrezinho”, do interior gaúcho (Teutônia-RS), é capaz de incomodar a cúpula da Igreja católica, a ponto de excomungá-lo?!?
    Como a história da salvação se repete. Santo Atanásio chegou ao cúmulo de ser excomungado pelo então papa romano Libério (352-366) na época do Arianismo.
    Lamentável essa decisão! Na história da Igreja, excomungaram Santo Atanásio (que combateu a heresia do Arianismo). Censuraram ir. Lúcia (vidente de Fátima) e Faustina (santa da Divina Misericórdia) e tantos outros mártires e santos. Veja o caso da demolição do excelente trabalho de dom Livieres (também destituído da diocese de Ciudad del Este) a pedido do ex-presidente do Paraguai, o bispo católico Fernando Lugo (que tinha vários filhos com várias amantes). Decididamente, Dom Fernando Lugo não vivia o voto de castidade, dentre outros.
    O conforto vem da Regra de Ouro cristã e do próprio Deus, que alertou:
    “Ai de vós quando todos os homens vos elogiarem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas” (Lucas 6, 26).
    O pe. Paulo Dorneles é um religioso que sempre defendeu os valores cristãos e denunciava com frequencia os abusos da teologia da libertação, a CNBB (presidida pelo responsável pela construção da catedral mineira Marxista “cristo rei”, com direito a foice e martelo e assinatura do marxista-ateu: Oscar Niemeyer). Ultimamente, ele vinha denunciando o antipapa Francisco e suas heresias.
    Tristes tempos: há um projeto em curso para calar os profetas. Chegamos aos métodos stalinistas com luvas de pelica. Não há mais confronto, disputa na Igreja. Se você não pensa nisso como líder, você é identificado, catalogado e excluído. É o efeito prejudicial da ideologia do diálogo, que é bom contanto que você pense nisso como alguém que o prega. Para confirmar, então, o pluralismo e a sinodalidade, eis a “excomunhão” que são privados de sua missão por razões ideológicas. E coube supostamente ao “franciscano” arcebispo de Porto Alegre, Dom Frei Jaime Spengler (o mesmo da Visitação Apostólica nos Arautos do Evangelho), a punição máxima ao padre Paulo Dorneles.
    E por falar em excomunhão…
    Papa S. João Paulo II, através da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, cominou a pena de excomunhão latae sententiae para os transgressores desta norma sobre a eleição do conclave: leia-se (Máfia de St. Gallen que elegeu Francisco: Martini, Lehmann e Kasper da Alemanha , Bačkis, da Lituânia, van Luyn, da Holanda, Danneels, de Bruxelas, e Murphy O’Connor, de Londres, dentre outros (https://en.wikipedia.org/wiki/St._Gallen_Group).
    O cardeal alemão Walter Brandmüller excomungou o Sínodo da Amazônia!
    Enfim,
    “Quando o pastor se torna um lobo, o primeiro dever do rebanho é se defender“ (Dom Prosper Guéranger)

  3. Listagem do portenho
    Sínodo pan-a-maçônico.
    YUCAristia,.
    NOSSA SENHORA GAIA MÃE TERRA DA AMAZÔNIA.
    CURUMIM DEUS FILHO TUPÃ

    Já foram
    Lutero no Vaticano
    Pedro em Constantinopla
    Amoris Letícia
    ….

  4. Sugiro vocês escrevam um post sobre o consistório que foi anunciado ontem… entre os novos cardeais está Matteo Zuppi, arcebispo de Bolonha, conhecido por andar de bicicleta no presbitério durante a missa e apoiar a pastoral LGBT…

  5. Se o Sínodo da Amazônia, conseguir aprovar a ordenação de homens casados, ainda que em certas condições bem definidas, acredito que ele possa ser apelidado com razão de Concílio Vaticano III, tamanha inovação seria esta.

    A respeito das propostas do Sínodo da Amazônia, vejam este texto.

    https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2019/09/01/amazonia-igreja-catolica-vaticano-sinodo.htm

    No mais, toda a atual crise da Igreja, que é essencialmente uma crise do clero, salvas as exceções, fazem lembrar as profecias de La Salette e Akita.

    Tristes tempos em que estamos vivendo!

  6. Vocês estão muito otimistas. A massa do povo católico atualmente é liberal e ama o Papa Francisco. Podem não se entusiasmar pelo romantismo indígena, mas não possuem princípios doutrinais cristãos sólidos. O problema é muito mais profundo e anterior que esse pontificado…

    • concordo

    • Concordo. Se comparada ao caudaloso rio fecal em que consiste a heresia bergogliana, a reação católica é assaz modesta,

      Isso, porém, não nos deve desanimar. Antes, deve nos levar à feliz expectativa da iminente intervenção divina que purificará a Igreja, incendiando esse grotão cheio de escorpiões quais são os clérigos apóstatas que acolitam o Falso Profeta.

      N. Sa. de Fátima, rogai por nós!

    • Também concordo com você.

  7. Neste momento os revolucionários têm a faca e o queijo na mão e deste sínodo sairá apenas o que eles quiserem independentemente do pensar da multidão dos católicos, se não vai a bem vai mal. Bergoglio não existirá para sempre há que aproveitar o momento, é tempo de acção.
    Temos que esperar para ver até que ponto eles vão levar a revolução dentro da igreja.

  8. Os que defendem o relativista circo-teatro denominado de “Sínodo da Anazonia”, com as cartas antecipadamente prontas, está refutadíssimo, apoiado pelas esquerdas, destacando-se a sempre esquerdista martelo e foice CNBB-TL-PT e mais PCs, dispensando-se considerações mais, sendo que a CNBB apresenta-se que disputará com o atual governo, composto de repelentes a ela e aos revolucionarios comunistas, perdedores das últimas eleições, estrebuchando, espumando e esgadanhando-se de odio de perderem as bocada$ de deu$ $$$$!…
    Do ponto de vista político – afinal, a Igreja católica Romana é uma instituição milenar e está baseada na fé em Cristo Jesus Salvador, de princípios rígidos que devem ser resguardados pelo Ministerio de 2000 anos, embora a ala conservadora defende uma atuação interna escudada na Tradição, baseada nas normas e centralizada na liturgia, conforme anteriormente de sempre na caridade, essa apenas de doações assistencias, doutro modelo, também, a agapé.
    Enquanto isso, o campo reformista revolucionario-modernista quer uma igreja que atue extramuros, crítica à desigualdade social e que lute efetivamente contra a pobreza, por meio das comunidades eclesiais de base e de organismos como a Comissão Pastoral da Terra, o Cáritas e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) embora sendo uns falsarios, hipócritas, ultra refinados fariseus por nunca criticarem, por ex., Cuba, com milhões de pobres oprimidos e vivendo numa prisão, enjaulados, como gado estabulado e sob um governo material-ateísta, da dinastia dos Castro, hoje sob extrema pressão e ultra desacreditado como defensor dos pobres, porém, todos os citados acima, POBRISTAS, como todos os regimes frenéticos e diabólicos comunistas!
    O proprio papa Francisco Francisco está muito desacreditado, sob todos os pontos de vista, ainda mais teria dito dizer que jamais teria sido da direita!
    Referindo-se a si mesmo, ele teria admitido: “O meu modo autoritário e rápido de tomar decisões levou-me a ter sérios problemas e a ser acusado de ser ultraconservador, mas nunca fui de direita”, então compulsoriamente, como no presente, o papa Francisco já seria considerado como esquerdista pelos seus procedimentos e a apoios explícitos aos radicais anti católicos marxistas, seria mais um deles, com admitem os argentinos e conhecedores dos pró peronistas!

  9. Há muitos anos fui “aposentado” porque “meu trabalho Sacerdotal não estava em comunhão com a Pastoral da Diocese”, ou seja, continuava o Apostolado que a Igreja sempre fez.
    Quanto ao sínodo ser “criticado”, creio que demonstra a maturidade e o descontentamento dos fiéis após o Concílio Vaticano II, que em nome da obediência, tivemos que aceitar, mas que exerceu uma nefasta influência. Basta ter olhos para ver!
    Entretanto, a maioria dos Católicos mal sabe o que está por vir, devido à desinformação e, principalmente, à “simpatia” do papa-populista.
    Noutro ponto, a “intromissão” deste sínodo em assuntos internos do Brasil, vai estimular a expansão evangélica em todo país.
    Como alguns comentadores deste “Fratres” recordaram a memória do Rei Henrique VIII, insisto que a “Reforma” deste monarca recebeu um “apoio” (ainda que a maioria dos ingleses não concordassem) devido ao “Sentimento Patriótico”.
    Temo que os frutos deste papado trará resultados muito ruins para toda a Igreja, mas, mormente para o Catolicismo no Brasil.
    A grande certeza que temos é que “as portas do inferno nunca prevalecerão” (promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo) e que “por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará”!
    Peçamos ao Bom Deus que tenha piedade de nossa Igreja.
    Corações Sacratíssimos de Jesus e Maria, socorrei-nos!

  10. Caríssimos irmãos reparem bem na lista dos candidatos a Cardeal do próximo consistório, anunciado, pelo Papa Francisco, Domingo, dia 1 de Agosto…

  11. A comunicação do ser humano não consiste só nas suas palavras. A expressão corporal e o jeito de falar falam mais. É o que penso, à luz de minha experiência pessoal. Eu sou do sul… Eu aprendi a ver além do discurso inflamado, até mesmo para minha própria segurança.
    Conveci-me de que a atual crise não é solucionada por outro esforço que não seja o de procurar ser fiel e aguardar em silêncio (de vez em quando a gente fala também!) a salvação de Deus, como Maria Santíssima aos pés da Cruz. Vencer a crise em mim é esforço constante de uma vida toda. O foco é Deus, sua vontade para mim. Espero não ter sido inútil ou contraproducente neste comentário, que tem entrelinhas que me parecem importantes, embora o que é importante para mim possa não ser ou parecer ser para outrem.
    Minha benção e pedido de orações à equipe e leitores do Fratres in Unum.

  12. Depois eles insistem em dizer que o Sínodo não será político. Esse povo tá super preocupado com a “evangelização” da Amazônia…: https://secretummeummihi.blogspot.com/2019/09/en-sus-invitados-al-sinodo-para-la.html

  13. E lá vem o Macron, disfarçado de católico, mas está já dando os sinais de quem é. Vejamos o que diz Is. 8,8 (qualquer semelhança não é mera coincidência). Há anos eu já tenho dito a respeito desta fera, disfarçada de presidente católico. E Francisco esta na balada, indo na frente feito cão pequeno para atrair o grande.

  14. Excelente artigo sobre trágica situação. Também assino embaixo.

  15. São os “tradicionalistas” que têm levado a Igreja Católica nas costas (pequenos grupos dispersos no espaço, e muitos dos quais deslocados em suas paróquias e dioceses). Nós, pelo menos, restringimos nosso tempo de televisão, ou a suprimimos de vez (por graça de Deus), enquanto que o povo católico “liberal” e apoiador do Papa Francisco se tornou zumbis atarantados de tanta TV e por darem mais valor a celebridades do que aos santos. Não costumamos ver a classe falante com bons olhos, porque está muito prejudicada. Há a geração dos nascidos nos anos 40 e 50, coitados, sofreram uma sinistra lavagem cerebral e nada conseguem ver fora do filtro relativista e progressista. A geração seguinte é uma versão piorada da anterior, por ser ainda mais narcisista, cega e surda para a reverência e a sacralidade das coisas de Deus na Santa Igreja. Passam tudo pelo filtro da política de viés esquerdista, fora da qual tudo o mais é fascismo e atraso em sua visão (há honrosas, mas reduzidas exceções). Tudo isso é um grande castigo, não tem como escapar dessa constatação. Os prognósticos do Sínodo Pan-Amazônico são ruins mesmo, querem deturpar a Igreja de Nosso Senhor. Eu não sei que cataclismo terá de acontecer para evitar o pior (talvez uma variação do zika vírus e da Chikungunya que dê só em narcisistas sem apelação e progressistas; mutismo e cegueira para expiação; o local do Sínodo vai se tornar da noite para o dia uma grande e compacta mortadela com cocares pendurados e ninguém vai conseguir entrar…). Rezemos. E usemos a compunção que isso causa para ir resolvendo nossos curto-circuitos pessoais. Imaculado Coração de Maria, sede a nossa salvação!

  16. Salve Maria! Não estou a comentar o Sínodo, e sim me atenho a este parágrafo do editorial, que muito me chamou a atenção e sobre o qual me proponho estabelecer uma reflexão, ainda que breve, nas linhas abaixo: “Para percebê-lo, porém, precisamos ir mais fundo em relação à superfície dos noticiários. Infelizmente, muitos de nós sucumbimos àquele oficialismo que induz à falsificação de que somente aquilo que aparece na mídia e nos órgãos oficiais de comunicação é realmente verdadeiro. As eleições brasileiras de 2018 mostraram muito claramente o quanto subestimar a percepção do povo pode sair caro para as elites”.
    O ataque à imprensa, ao livre jornalismo e ao exercício da crítica ao péssimo desempenho e à inaptidão de J. Bolsonaro é um fato que se mostra lamentável no Estado democrático. Só porque têm opiniões divergentes na política ou porque alertam para problemas ou riscos decorrentes de declarações, omissões e ações do chefe do Executivo nacional, muitos têm sido perseguidos ou no mínimo tachados de rótulos pejorativos. Isso não é louvável. Muito pelo contrário. Quando o presidente age segundo procedimentos dessa natureza, ele está sendo um péssimo exemplo para a República.
    Depois, é ele também o primeiro a tentar desqualificar dados, estudos, pesquisas, sempre que informações apontam para possíveis falhas da gestão dele. Outro péssimo exemplo e uso de desinformação. Do ponto de vista teológico, diríamos estar diante do pecado da grave mentira e pseudoacusações.
    Quanto às pesquisas sobre os presidenciáveis no pleito passado, sabemos, e isso pode ser consultado nos registros do TSE, que o episódio da facada gerou uma comoção que impulsionou as intenções de voto no ex-militar e deputado federal — uma figura de pouca projeção nacional antes de passar a ter crescente número de admiradores por suas posições entre as quais se acentuam muitas vistas como radicais, autoritaristas, preconceituosas, intolerantes, antidemocráticas e pró-violência. Ele se tornaria um ‘fenômeno’ sobretudo nas mídias sociais. E nada mais oportuno que um populista para ganhar notoriedade como incorporação da tese de salvadorismo, quando grande parte do país está desiludida com o sistema político e almeja um messias.
    Com todo o respeito à liberdade de pensamento e expressão de que temos todos direito, creio, salvo melhor juízo, que o ‘Fratres’ assume, em termos de ideário ou visão política (pelo menos desde o editorial ‘As implicações eclesiais da vitória de Jair Bolsonaro’, de outubro passado), uma posição acrítica no que diz respeito a J. Bolsonaro. Chegaram-se a enunciar, no blog, perspectivas que afirmavam coisas como ‘É absolutamente evidente a qualquer observador com o mínimo de lucidez que o povo brasileiro nada tem de fascista e intolerante. A alegação de homofobia, por exemplo, é uma acusação que beira ao delírio’ (cf. matéria citada) ou ‘Os brasileiros, trabalhadores e ordeiros, nada têm de violentos e intolerantes. Pelo contrário, a hospitalidade, a cordialidade, o trato amável sempre foram sinônimos de brasilidade. O ódio, a vingança, a divisão são frutos da doutrinação socialista há anos implementada em nossas escolas, à revelia do povo’ (ibidem).
    Onde está o senso crítico? Onde está a percepção dos fatos e das estatísticas? O apoio a um político deve ser incondicional e irrestrito, mesmo quando ele se revela repugnante em frequentes falas e atitudes? Onde está o senso de justiça, um dos altos valores da tradição bíblica e da herança eclesial?
    Por favor, não recebam esta crítica como uma acusação, mas como uma contribuição assentada no diálogo respeitoso e construtivo. Deus os abençoe.

  17. A posição dos anti Cristo se faz presente na igreja pela satisfação de alguns inocentes inúteis que se fazem sentir deuses mas na verdade são emissários de satanás revestidos de Santos. Mas os Cristãos jamais se envolverão com estes que não representam nem a insignificância que são.