Foto da semana.

O Pontificado do lobby gay – Novos cardeais Dom Matteo Zuppi, Dom Jean-Claude Hollerich, Michael Czerny e Dom José Tolentino Mendonça (Fotos: Wikipédia, Wikimedia e Jesuits.org)

Bispos simpatizantes a LGBTQs na lista de novos cardeais do Papa Francisco

IHU – Pelo menos dois bispos que já teceram comentários positivos sobre pessoas LGBTQs constam na lista de clérigos que o Papa Francisco irá tornar cardeais no próximo mês.

Na semana passada, o Papa Francisco anunciou um consistório surpresa a acontecer em 5 de outubro. Entre os nomeados estão Dom Matteo Zuppi, de Bolonha, e Dom Jean-Claude Hollerich, de Luxemburgo, religiosos que já fizeram comentários positivos a respeito de pessoas LGBTQs.

A reportagem é de Robert Shine, publicada por New Ways Ministry, 04-09-2019. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Zuppi escreveu o prefácio para a edição italiana do livro do padre jesuíta James Martin, “Building a Bridge” (sem edição no Brasil), que aborda questões LGBTs na Igreja. O arcebispo, por vezes referido como o “Bergoglio italiano”, explicou que o livro era “útil para incentivar o diálogo, bem como um conhecimento e uma compreensão recíprocos”. Ele também reafirmou a decisão de Martin de se referir às pessoas LGBTs com termos que eles próprios empregam quando falam de si (p. ex.: lésbica, gay, bissexual, transgênero), dizendo que este era “um passo necessário para se começar um diálogo respeitoso”.

Em uma conversa com a imprensa durante o Sínodo dos Jovens ocorrido ano passado, Bonding 2.0 perguntou a Zuppi sobre se os bispos presentes no evento mostravam-se abertos a um diálogo mais amplo. Ele respondeu que o ministério pastoral para lésbicas e gays é “um tópico importante”. Referindo-se a um grupo católico LGBTQ atuante em sua arquidiocese, Zuppi continuou:

“Há sensibilidades diferentes, e devemos também considerar situações diferentes com base nas regiões geográficas. Essa questão não é vista da mesma forma na América do Norte e na África, por exemplo. Não é novidade. Isso nasce do fato de que o grupo de homossexuais católicos de Bolonha tem mais de 30 anos. A meu ver, é uma questão pessoal, e como tal acredito que deveria ser tratada: quando se torna ideológico, fica mais complexo e é melhor deixar de lado.

Hollerich, arcebispo de Luxemburgo, também serve como presidente da conferência episcopal europeia. Ele abordou o tema de padres gays durante uma reunião do Vaticano sobre o abuso sexual clerical ocorrido em fevereiro deste ano. O The New York Times reproduziu o seu comentário:

“[Hollerich] Disse no domingo que alguns bispos recorriam à homossexualidade como uma causa para os abusos porque ‘algumas pessoas têm alguns modelos na cabeça e vão continuar assim’. Ele disse que ele e outros bispos procuraram mudar essa forma de pensar. ‘Eu falei para estas pessoas que o primeiro-ministro do meu país é homossexual e que era uma pessoa que jamais abusaria de crianças’”.

Além dos arcebispos Zuppi e Hollerich, dois outros nomeados pelo Papa Francisco são, aparentemente, amigos da causa LGBTQ.

Em 2015, o padre jesuíta Michael Czerny juntou-se ao Cardeal Peter Turkson, então presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, hoje não mais existente, num encontro com dois representantes do Fórum Europeu de Grupos Cristãos de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros para debater leis de descriminalização. Czerny, atualmente subsecretário para a seção Migrantes e Refugiados, do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, também fundou e coordenou, durante alguns anos, a organização African Jesuit AIDS Network (Rede Africana Jesuíta contra a AIDS). Foi nomeado pelo papa como um dos dois secretários especiais para o Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia deste ano.

Finalmente, Dom José Tolentino Mendonça, arquivista e bibliotecário do Vaticano, falou em termos positivos sobre os ministérios LGBTQs já em 2010. O jornal The Catholic Herald reportou que Mendonça havia sido criticado por seu trabalho pastoral voltado a lésbicas e gays e por escrever o prefácio para um livro de teologia feminista da irmã beneditina Teresa Forcades, defensora declarada das questões LGBTQs.

Os outros clérigos nomeados por Francisco para o consistório de outubro são:

• Dom Ignatius Suharyo Hardjoatmodjo, de JakartaIndonésia;

• Dom Juan de la Caridad García Rodríguez, de HavanaCuba;

• Dom Fridolin Ambongo Besungu, de KinshasaRepública Democrática do Congo;

• Dom Álvaro Ramazzini Imeri, de HuehuetenamgoGuatemala;

• Dom Cristóbal López Romero, de RibatMarrocos;

• Dom Miguel Ayuso Guixot, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso.

Mas além dos históricos das pessoas, o próximo consistório pode ter um outro – e bem maior – impacto sobre as questões LGBTQs na Igreja. Após o dia 5 de outubro, o Papa Francisco terá nomeado mais da metade dos membros do Colégio Cardinalício aptos ao votar. John Allen, do sítio Crux, assim diz:

“Poderíamos continuar com os exemplos, mas a questão que deve ficar clara é: este é um consistório em que Francisco está aumentando uma corte de religiosos com mentalidades semelhantes, posicionando-os para ajudar no desenvolvimento de sua pauta já, e também para ajudar a garantir que o próximo papa, quem quer que seja, não venha a ser alguém inclinado a atrasar o relógio”.

“Em outras palavras, Francisco sairá deste consistório numa posição mais forte para liderar. Se é uma notícia boa ou não dependerá, naturalmente, de sabermos se o fiel católico vier a gostar da direção que ele está tomando”.

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9 Comentários to “Foto da semana.”

  1. É, o Vesúvio vai ter mais trabalho ainda. Se naquela época teve que destruir Pompéia, agora o tamanho do problema será maior. É Sodoma e Gomorra piorada. O triste é saber que por aqui as coisas estão andando da mesma forma. Aguardemos o resultado desse malfadado sínodo para saber o tamanho do estrago. Que Deus tenha misericórdia dessa gente que se rebelou contra o Criador.

  2. A taça da iniquidade ainda não transbordou. Coisas piores virão. O Apocalipse revela que a Fera e os reis odiarão a Prostituta, e devorarão a sua carne. Santo Afonso e São João Bosco já comentavam que, quando os reis e bispos serviam à Maçonaria, logo depois eram descartados. Assim se cumprirá a profecia de La Salette: “Roma pagã será destruída”,quando não for mais útil para os inimigos da verdadeira Igreja, que estará no exílio em Fátima, “sub Petrus Romanus”. E as portas do inferno não prevalecerão. Salve Maria Imaculada!

  3. E alguém acha que essa turma é Católica? Eles fazem parte de um igreja falsa que a cada dia fica mais aparente, que a cada dia vai tomando mais corpo. Eles nem se preocupam mais em esconder isso.
    “Quando o pastor se torna um lobo, o primeiro dever do rebanho é se defender “. Dom Prosper Guéranger

  4. Pareceria que o papa Francisco quereria um neo Colégio dos Cardeais à sua imagem e sintonizado com seus modos de pensar e agir, aumentando as probabilidades que um seu sucessor continue no mesmo caminho que o seu papado; seria com que um castigo para os católicos tradicionais e a varios bispos conservadores, discordantes e críticos ferrenhos dele, esses resguardando a doutrina de 2000 anos e nada afeitos às suas ideias e supostas invencionices doutrinarias!
    Suas escolhas cardinalícias do domingo refletem a sua prioridade para o entendimento, particularmente para com o relativista, hoje parceiro dos comunistas, o totalitarista Islã, além de uma preocupação seletiva anti cristã, embora simpática pró migrantes nossos desafetos muçulmanos, irredutíveis inimigos, direcionando-se para as periferias da Igreja católica, as mais de viés esquerdistas existentes nela, de mentalidades progressistas que deturpariam a doutrina tradicional e optaria pelas inovações, dentro do modelo fraternal-assistencialismo, eco-climatologista do atual antropocentrismo, sempre apoiado pelas esquerdas e globalistas!
    Sabemos existirem diversas pessoas que simplesmente pouco ou quase nada apreciam desse pontificado, desejando com ardor que ele finde o mais rápido possível, para então haver, por assim dizer, um novo conclave.
    Elas também pleiteiam que ele lhes seja favorável, de modo que haja um resultado que contemple suas ideias conservadoras; contudo, se seguirmos um novo esquema sobre a eleição dos que escolheu, os grupos adversos ao papa Francisco estariam doravante cada vez mais fragilizados e expostos a serem derrotados e frustrarem-se!
    A recente eleição dos novos cardeais, diversos deles vinculados a seu modus vivendi de suposto peronista, enfraquecem os conservadores e aumentam as fileiras dos liberalistas, alguns desses complacentes ou adeptos do LGBTismo e outras práticas diabólicas já existentes no corrupto e corruptor ideológico do ambiente mundanista atual!

  5. Quando li “Na semana passada, o Papa Francisco anunciou um consistório surpresa a acontecer em 5 de outubro.”, pensei “véspera do Sínodo da Amazônia”.

    Não havia me atentado para isso: “Mas além dos históricos das pessoas, o próximo consistório pode ter um outro – e bem maior – impacto sobre as questões LGBTQs na Igreja. Após o dia 5 de outubro, o Papa Francisco terá nomeado mais da metade dos membros do Colégio Cardinalício aptos ao votar.”.

    Domine, salva nos, perimus! “Senhor, salva-nos, que perecemos!”
    Mateus VIII, 25.

  6. Quanto ao português José Tolentino Calaça de Mendonça, responsável pelos Arquivos Secretos Vaticanos, não tem nem 1 ano de Bispo e será um jovem cardeal aos 53 anos de idade. As predileções Francisco são tão misteriosas quanto a preciosa biblioteca que dom Mendonça guarda…
    http://www.catholic-hierarchy.org/bishop/bmendjtc.html

  7. Essa manobra já não é novidade a ninguém que preste a ler e entender o mover de “pauzinhos” de Francisco. Depois que ele se sentir cansado de tudo, achando que fez um bem a humanidade e a Igreja, pôr tudo em “ordem”, daí ele pula fora do papado com status de santo! Daí o próximo capacho dele se torna papa e o eleva as honras dos altares após sua morte. É simples e bem fácil de entender, a coisa está muito bem arquitetada e em pleno curso. O problema é o estrago que se deixa pra trás…