O piedoso dever de protestar: uma prova de amor à Igreja.

Por FratresInUnum.com, 14 de outubro de 2019 – Os bispos estão com medo. Nunca pensaram que haveria uma manifestação tão forte, espontânea, contínua e contundente quanto às ameaças do Sínodo dos bispos e de toda a esquerdização da Igreja Católica.

Antes, ignoravam a resistência. Agora, já não podem mais fazê-lo. Mostram-se mordidos porque foram mordidos. A sua credibilidade está em queda livre e eles não sabem o que fazer.

A coalizão “Em ordem de batalha”, que reúne católicos do mundo todo, em manifestação, em Roma, no dia 28 de setembro de 2019.

Um dos modos de reagir é se sustentarem em um mútuo encorajamento. Na última assembleia geral da CNBB, por exemplo, um dos refrões era que o laicato está com uma crise adolescente e sente a necessidade de se autoafirmar batendo nos bispos. Obviamente, sempre existe aquela fatia de leigos lacaios que vivem de bajular bispos e padres, reproduzindo feito papagaios os seus mesmos clichês e cacoetes.

Um dos problemas do clero católico é justamente o fato de que foram formados para ser aduladores, sempre dizem o que o superior quer ouvir e, deste modo, a idiotização aguda vai se tornando cada dia mais crônica, progressiva e irreversível.

O maior exemplo disso é este Sínodo da Amazônia. O povo está dividido em dois grupos: de um lado, os revoltados que gritam sem cessar; de outro, os demais, que não estão nem aí para o assunto. Belo sucesso!

A Igreja está passando por um tremendo descrédito unicamente porque há um grupo de senhores deslumbrados e que se acham visionários, entusiastas de uma revolução que juntou há quarenta anos hippies e maconheiros, mas que hoje em dia já não emplaca na consciência de ninguém, muito menos dos fiéis católicos. Mas eles não percebem! Estão eufóricos demais com a sua própria besteira.

Boa parte do clero sabe que isso é apenas um delírio eclesio-senil. O clima de descontentamento é indisfarçável, também em seus silêncios.

Os leigos, porém, não temos por que ficarmos calados. Antes, o único modo de fazer esses alienados histéricos descerem da sua loucura é gritando, gritando muito. Não existe outra forma de ajudarmos a Igreja.

Quando uma pessoa está em delírio, a caridade se exerce acordando-a, mesmo contra a sua vontade. Precisamos falar, temos de protestar, não podemos deixar nossos pais se destruírem e destruírem a nossa família por conta de sua própria estupidez. Este é um dever de caridade, um dever de piedade.

Católicos, faltam ainda quinze dias para o final deste Sínodo. Não desanimemos! Continuemos! Que nosso brado acorde nossos bispos do sono profundo em que se encontram.

11 Comentários to “O piedoso dever de protestar: uma prova de amor à Igreja.”

  1. “A Igreja está passando por um tremendo descrédito”

    A Igreja não esta passando por descredito, mas os que pretendem repsenta-la sim,

    E surge uma pergunta: esta herarquia – com as excessões evidentemente – ainda representa a Igreja?

    • Correto.
      Não confundir a Igreja de Cristo com alguns homens dela, sem Cristo.
      A Igreja não foi fundada para ser modificada mas para mudar a humanidade.
      Quanto à hierarquia, a própria história da Igreja mostra que os piores passam e os melhores ficam.

    • Discordando amigavelmente…

      “A Igreja está passando por um tremendo descrédito” sim! Perante o mundo a Igreja virou motivo de cachota e desdém justamente pelo motivo que a própria continuação da frase explica. Quem em primeiro lugar representa a Igreja visivelmente? Não há nada de errado na afirmação do autor do texto.
      Dependendo da época a Igreja já foi temida ou odiada pelos seus inimigos, hoje ela é ridicularizada injustamente em grande parte por culpa do clero que faz questão de representar uma falsa igreja ridícula e esconder a verdadeira Igreja, essa sim, admirável.

  2. Só tenho a discordar do “sono”, eles não estão dormindo… estão muito bem acordados!

  3. Ferreti tem razão, começamos a “bater nos bispos” (com palavras) e ter uma reação de desespero e que mostra claramente o estado delirante em que tem estado por todos estes anos, não prestando atenção na reação dos fiéis. Mas, não podemos relaxar, temos que continuar batendo até a vitória final.
    O retrocesso deste projeto demoníaco de mundanizaçao da Igreja Católica.

  4. A oposição dos fiéis a essa balbúrdia herética só não venceu de vez porque o meio conservador é o mais dividido que existe.
    Raramente um grupo tradicional se alia a outro, nem mesmo para questões pontuais.
    Me digam um nome de grupos tradicionalistas que se uniram em defesa uns dos outros?
    Não existe!
    Quando muito dão a notícia, e ficam no ‘rezemos’.

  5. Os bispos estão com medo? Não creio.

    A patologia autoreferencial corporativa e narcísica os impedede achar alguma janela no bunker em que fumam os seus Cohyba e “recebem a glória um dos outros”.

    E, por esse preciso, hermético e sufocante motivo, eles não ouvem as vozes que os chamam à pregação simples e desarmada do Santo Evangelho e da doutrina da salvação.

    Continuam a imprimir resmas e resmas de papel com seus documentos inúteis, que eles pensam “proféticos”, a favor da justiça, da comunhão, da justiça e da paz.

    Mas que justiça esperam da retidao alheia, se são eles os primeiros a defraudar o povo, negando-lhe a pregação do Evangelho, e procedendo, em suas empresas (escolas, hospitais, editoras e faxineira…), com a mesma avareza que até Tio Sam tem vergonha de imitar?

    Quem se lembra do falecido Frei Cabeleira, com seu terno de bom corte e topete escultural de barbearia?

    Tonsura? Ônibus? Sandália? Matinas? Isso é quase medieval… Chegou a hora do Honda Civic franciscano para Igreja aggiornata de Mosignore Montini …

    O único medo de que padecem Suas Excelencias é que o dízimo mingue ainda mais…

  6. Brilhante artigo!
    Precisamos resistir!
    Há muitos anos atrás, quando ocorria o Concílio – em nome da obediência – os Católicos assistimos o processo de autodemolição da Igreja, com poucos bispos que tiveram a coragem de denunciar e resistir: Mons. Marcel Lefebvre, D. Sigaud e D. Castro Mayer.
    Hoje, depois de assistirmos o fracasso da “primavera conciliar” – que na verdade se mostrou um gélido inverno – os Católicos nos colocamos abertamente contrários à tentativa final de destruir o que restou da Igreja!
    Há muitos anos, alguns irmãos no Sacerdócio e eu fomos “aposentados” de nosso ofício de Párocos porque “nossa pastoral não se adequava ao espírito da igreja conciliar”…
    Hoje vemos o fruto desse “espírito “, que ronda os escombros daquilo que foi outrora a Casa de Deus e Porta do Céu… Em vão tentarão destruir a Fé!
    Podem nos roubar os templos, os Santuários e alguns fiéis, mas nunca enganarão a todos! Nunca terão êxito em sua maldade, pois, basta-nos confiar nas Grandes Promessas:
    “As portas do inferno nunca prevalecerão contra Ela!” e “Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará!”
    Viva Cristo Rei!

  7. Estou acompanhando com muito interesse o Sínodo da Amazónia, como católico, parece-me que se está
    afastando da verdadeira Igreja que Que O ETERNO PAI FUNDOU, e dos seus ensinamentos.dê as voltas que der a Igreja, uma coisa é certa a verdadeira igreja de CRISTO VENCERÁ

  8. Joaquim Gaspar
    15 outubro 2019 às 16,21
    Nasci numa pequena aldeia, próximo da Cova de Iria (Fátima), talvez por isso a minha devoção ao Santo
    Rosário que recito diariamente, nunca esquecendo as intenções dos países, que estão sendo governados pela maçonaria.
    Nunca esquecendo o Papa Francisco, e o emérito Papa Bento XVI.
    É com imensa tristeza, que ao ler um dos postes Fratress en Unum, ter lido ( A maçonaria) já passeia nos corredores do Vaticano.
    Por isso peço a Deus que nas minhas orações de coragem ao Papa Francisco, para varrer a maçonaria que o rodeia.( Para que a cadeira de Pedro, não seja ocupada pelo anticristo o falso profeta

  9. Esses Padres sabem muito bem o que estão fazendo, querem destruir a Igreja Católica por dentro, o compromisso deles é com a heresia da ideologia da Teologia da Libertação, um COMUNISMO disfarçado de religião.