IBP sob nova direção.

Um leitor nos envia sua tradução de matéria do blog Disputationes Theologicae, gerido por egressos do Instituto do Bom Pastor, sobre a eleição do novo Superior Geral do instituto. Reproduzimos abaixo o trecho mais importante:

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Padre Luis Gabriel Barrero, novo Superior do IBP.

O recente Capítulo do Instituto Bom Pastor deixou muitos observadores atônitos. O resultado foi a eleição como Superior Geral de um padre quase desconhecido da América Latina. Ordenado na Fraternidade de São Pio X, ele a deixou e se vinculou à diocese de São Bernardo, no Chile. Dutante todo esse período, celebrou a Missa segundo o Novus Ordo, por quinze anos, antes de ingressar no Instituto Bom Pastor, em 2014. Este padre chama-se Luis Gabriel Barrero e é pouco conhecido pelos padres, seminaristas e fiéis [do IBP].

O que realmente aconteceu no Capítulo e como explicar essa eleição? Esta é a pergunta que foi dirigida aos nossos editores [do blog] por alguns leitores. A resposta a essa pergunta traduz em última análise a crise de identidade do IBP, também apoiada pelas recentes confirmações recebidas pelos confrades do IBP, incluindo alguns Padres Capitulares.

Nós não voltaremos ao que já escrevemos e discutimos extensivamente, mas para entender o que aconteceu nos últimos dias, é crucial reler nossos artigos que cobrem o longo período da demanda para nos alinharmos à hermenêutica de continuidade, deixando de lado as críticas construtivas e renunciando a “todo exclusivismo” (com uma reação não franca, não muito filial, mas servil), até que com o “golpe de Fontgombault” emergisse a classe dominante do Instituto no período 2013-2019. O que aconteceu foi parcialmente previsível, mesmo que apenas como conseqüência da aniquilação da identidade e da consciência de que se engole o que é contrário às suas próprias especificidades.

Em suma, no capítulo de 2019, o atual Superior, o Padre Philippe Laguérie não foi reeleito. Fomos informados de que ele teve apenas dois votos na eleição do Superior Geral. Então, ele concorreu ao cargo de assistente simples, mas novamente fomos informados que ele teve apenas dois votos. Seu concorrente, o Padre Vella, anteriormente um dos mais fiéis ao Padre Laguérie, desta vez se apresentou como candidato independente, e obteve poucos votos na eleição do Superior Geral. O padre Raffray, também um pilar do governo do Padre Laguérie, se tornou seu rival no Capítulo, também teve muito poucos votos. No entanto, o evento inesperado foi que, desde o início, o candidato com mais votos foi um certo Padre Barrero; alguns dos eleitores nos disseram que ninguém sabia qual era seu passado e que a maioria deles não sabia que, durante muitos anos, ele havia escolhido o rito da missa nova e abandonado o rito tradicional.

Não demorou muito tempo para que os Padres Capitulares entendessem que todas essas vozes poderiam ser apenas a conseqüência de um plano relacionado a um grupo do IBP dependente da Associação Cultural “Montfort”, oriunda de uma divisão da TFP, mas que manteve os mesmos métodos de organização e estratégias de comando. Os eleitores franceses estavam e estão em minoria, e isso também porque, ao que  parece, o Padre Aulagnier – já há algum tempo vinculado à “Montfort”  – e aos financiadores membros da mencionada associação e que, por um sistema complexo, “redistribuem” as doações do outro lado do atlântico – já há havia tempo tomado a decisão – mas com discrição- de apoiar o partido sul-americano, que está particularmente na moda.

O resto é conhecido: o Padre Barrero – com a ajuda da Polônia – tornou-se o novo Superior Geral do IBP; o padre Aulagnier manteve seu lugar como primeiro Assistente Geral; o Padre Vella pôde permanecer como segundo assistente geral, um pequeno consolo, o que em substância, é uma derrota. O Padre Laguérie desaparece completamente de cena e no comunicado oficial sequer há os agradecimentos de praxe. Espontaneamente, vem à mente: “ele não aceitou os verdadeiros amigos, e …”. Quanto a outros detalhes sobre o desenrolar e a “preparação” do capítulo, como não são essenciais para entender o que realmente aconteceu, é melhor nem tratar a respeito.

10 Comentários to “IBP sob nova direção.”

  1. Li mas não ficou claro a intenção do texto. A eleição desse novo superior é algo bom, ruim? Para quem? Sob que ponto de vista? Que implicações isso tem para o católico comum? Etc

  2. Entrando no site do texto original, fiquei intrigado com esse parágrafo (que não foi reportado neste texto do Fratres):
    “Os fatos falam por si, não nos parece que precisamos acrescentar muito, exceto que a deriva que denunciamos desde 2012 se acelerou mais rápido do que o esperado”.

    A qual denúncia o autor se refere?

  3. Tutti buona gente.

  4. Não tem jeito: A maior parte das pessoas escutam o que querem escutar, entendem o que querem entender, e descartam o resto.

  5. O novo superior é sósia de Malachi Martin?
    Como sacerdote, é de se esperar que não goste de histórias do Gnomo…

  6. Leio que ele é uma figura controversa, mas por que Malachi Martin foi apelidado de Gnomo?