Construindo muros, e não pontes.

O Vaticano se blinda 

Com informações de AFP – Segundo um jornal romano, o Vaticano se blindou para evitar a propagação do vírus. Dentro do pequeno Estado, onde também vive o papa emérito Bento XVI, de 92 anos, os controles foram reforçados.

Os funcionários que trabalham em contato com os turistas deverão usar máscaras e luvas, de acordo com o jornal Messaggero.

Os guardas suíços e a gendarmaria do Vaticano, que monitoram as entradas a pé ou de carro, reforçaram os controles nos cinco acessos à Santa Sé, escreveu o jornal La Stampa.

A maior preocupação é com o papa anterior, Bento XVI, que tem a saúde muito frágil e está prestes a completar 93 anos, enquanto mora em um monastério em frente aos jardins do Vaticano.

“As visitas foram reduzidas e os controles intensificados”, afirmou o jornal.

O escritório de um padre francês que trabalha no dicastério da Comunicação do Vaticano também foi desinfetado nesta segunda-feira, após a quarentena de sua comunidade de vinte padres da igreja de Saint-Louis-des-Français.

Todos os padres de Saint-Louis, incluindo o membro do dicastério, foram confinados por precaução, depois de terem entrado em contato com um pároco que retornou a Paris em meados de fevereiro e depois testou positivo para o coronavírus.

As informações sobre o dicastério da Comunicação apareceram em uma carta interna, que vazou para a imprensa. “Nosso colega está bem e não apresenta sintomas”, afirmou o texto.

– Menos turistas, eventos adiados –

Os museus do Vaticano, entre os mais visitados do mundo com uma média de seis milhões de turistas ao ano, registrou uma queda de até 60% de visitação, segundo “Il Messaggero”.

Um encontro mundial com dois mil jovens de 115 países, programado para o final de março em Assis, na Itália, com objetivo de combater a desigualdade dos modelos econômicos e que o papa se fará presente, foi adiado para novembro devido as dificuldades para viajar para o país por causa da epidemia.

A chamada “Cúpula Mundial para a Educação”, proposta para maio, será também adiada para outubro.

Nesta terça-feira, o Vaticano enviou, como de costume, os formulários de credenciamento de imprensa para os eventos dos próximos dias, incluindo o Angelus no próximo domingo, onde a presença papal é anunciada.

A Santa Sé também transmitiu uma mensagem de vídeo, pré-gravada em data não revelada – provavelmente há vários meses -, na qual Francisco recorda o conteúdo de sua encíclica “Laudato Si”, sobre a preservação do planeta e de seus habitantes: “Renovo meu apelo urgente para responder à crise ecológica”, declara o papa.

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10 Comentários to “Construindo muros, e não pontes.”

  1. Não entendi onde estão os muros ao qual se refere a ironia no título da postagem: sempre que o Papa usou a referida expressão, falava em segregação, e não em questões de saúde

    • Talvez V. não tenha ainda visitado o VaticONU e não sabe que ele está cercado de muros, com mais de 30 m de altura, bem mais do que pretenderia Donald Trump na fronteira com o México.
      É verdade que não foi Bergoglio quem os construiu, mas, nalguma futura oportunidade V. poderia perguntá-lo se ele não teria a intenção de derrubá-los.
      Acautele-se todavia para não levar uns tapas.

  2. Este vírus é menos potencialmente perigoso que o SARS que já saiu por aí e nada fez de importante.
    Isto é sabido e notório.
    O resto é alarde feito pela mídia e pela esquerda principalmente.
    Para a mídia interessa o dinheiro do faturamento das sensações e emoções.
    Para a esquerda, quanto pior, melhor.

  3. Vejamos: “Um encontro mundial com dois mil jovens de 115 países, programado para o final de março em Assis, na Itália, com objetivo de combater a desigualdade dos modelos econômicos e que o papa se fará presente, foi adiado para novembro devido as dificuldades para viajar para o país por causa da epidemia.”

    “A chamada “Cúpula Mundial para a Educação”, proposta para maio, será também adiada para outubro.”

    O Papa Francisco gosta de dizer que a Igreja não é uma ONG. E ele está certo!! Entretanto, parece que a Igreja Católica neste limiar do século XXI tem uma verdadeira “adoração” por temas e encontros como estes mencionados acima no texto, parecendo sim uma grande ONG social e climática, onde tais temas são abordados com entusiasmo juvenil e me parece, pouco responsabilidade, além de um tanto inoportunos. Afinal, somos uma Igreja e não uma ONG, não é mesmo Papa Francisco?
    Vamos incentivar e dar a visão a temas cristológicos, marianos, enfim, viver a Igreja, literalmente.
    Parece que a pior epidemia é o ativismo e o relativismo que causam um distanciamento das coisas de Deus que muitos católicos vivem hoje dentro da Igreja.

    • Você também está corretíssimo.
      A Igreja não é uma ONG, mas a ONU é uma e o VaticONU outra.
      Bergoglio quer dar uma aura de secularismo à Igreja pois, para ele, “…o meu Reino é deste mundo” e está acabado.
      Quer dizer, ainda não…

  4. “A maior preocupação é com o papa anterior, Bento XVI, que tem a saúde muito frágil”.
    FAZ-ME RIR, kkkkk!

  5. Estão certos. Jornal de hoje: “Neste momento, estamos focados em tomar todas as medidas para obter um efeito de contenção do vírus ou atraso na disseminação”, explicou o primeiro-ministro Giuseppe Conte. : “Temos um sistema de saúde que, por mais excelente e eficiente que seja, corre o risco de sobrecarregar”. O plano do governo para aumentar os locais de tratamento intensivo no território está pronto. É esperado um aumento de 50% nos leitos de terapia intensiva e um aumento de 100% nas unidades de pneumologia e doenças infecciosas. Está prevista a “remodelação local das atividades hospitalares” e é “necessário redistribuir o pessoal de saúde para assistência, com um treinamento ‘rápido’. Pedem que pessoas de idade fiquem em casa.

  6. Fsantosneto, o senhor só pode estar brincando. Nem que quisesse, um papa derrubaria os muros construídos nos séculos IX, XV e XVI, por serem patrimônio medieval histórico. Por mais que o papa mereça algumas críticas, é ÓBVIO que a postagem foi injusta na analogia, já que o Vaticano está tomando medidas sanitárias nos mesmos moldes das que estão sendo adotadas pelo governo da Itália, país em que a Santa Sé está encravada em plena capital. Adotar medidas menos duras poria em risco os habitantes (em sua maioria idosos) e os visitantes. O tom da postagem foi irônico e desnecessário, e faço essa crítica com todo o respeito ao Fratres, site que eu frequento diariamente. Por mais que o papa deva ser criticado por algumas atitudes, e eu acho que deve, essa culpa não cabe a ele.

    • Senhor Leonardo:
      Se V. ler com mais atenção ao que escrevi, verá três coisas:
      1. Referi-me, em resposta, a uma pergunta hipotética ao papa. Ele poderia responder o que quisesse e sua resposta poderia ser ou não a que V. sugeriu. Portanto, se ele teria ou não a intenção de derrubar os muros não temos como saber até que ele se pronuncie. Tenho a certeza, todavia, que se ele quiser realmente, o fará, havendo ou não patrimônio histórico envolvido, pois para quem está interessado em derrubar uma Igreja de 2 mil anos, meros muros medievais pouco importarão.
      2. Referi-me aos muros do Vaticano e não a medidas sanitárias.
      3. Referi-me ao vírus e não a medidas sanitárias em outro comentário onde, por sinal, nada escrevo sobre o papa.
      Não confunda alhos com bugalhos.

  7. O jesuíta portenho devia chamar os libri muratori e derrubae de vez os muros, já que coisas muito mais importantes já se encontram em perfeita ruína. À guisa de comemoração e de triunfo modernista, ele podia promover uma procissão votiva com o imenso cadáver embalsamado de João XXXIII com alguns diáconos alcando o foicefixo, e a Amoris depravatio, tudo isso precedido pela pachamama e a logomarca da Onu.