CNBB anti-ecumênica: O dilema do jejum convocado por Bolsonaro.

Quando um jejum dominical faz ressurgir, na CNBB, o anti-ecumenismo.

Por FratresInUnum.com, 6 de abril de 2020 – O presidente da república convocou, para ontem, um jejum coletivo, pedindo a cessação da epidemia de coronavírus e a proteção de Deus para o Brasil. A ideia, naturalmente, brotou dos pastores neopentecostais – ou será que alguém imaginaria um bispo da CNBB sugerindo tal coisa ao presidente?…

Ora, apesar da inconveniência da data escolhida, não existe nenhuma proibição formal da Igreja de que os católicos jejuem aos domingos, mas a convocação do presidente causou surtos de amor à tradição em bispos e padres que não vivem senão para pisoteá-la, e isso no rimo mais frenético e carnavalesco que a imaginação humana possa conceber.

O amor ao domingo é tão sublime na alma de nossos angélicos pastores que eles mesmos decidiram, até mesmo antes das autoridades públicas, proibir missas, fechar igrejas e impedir os católicos de receberem os sacramentos, especialmente a comunhão e a confissão. Não faltam os cleaners que se apresentam com suas teologias a posteriori para legitimar a “saída de campo” justamente da “Igreja em saída”.

A controvérsia do jejum, porém, raia à loucura, pela birra infantil ostentada por esses senhorzinhos de cabeça branca. Houve regional da Conferência Episcopal que chegou a emitir nota esclarecendo aos fieis sobre a sublime relevância de encher o estômago no Domingo da Paixão, salientando que “não é qualquer um” que pode convocar o jejum, numa pose esnobada de clericalismo selvagem.

A Conferência Episcopal brasileira está se parecendo cada dia mais com um manicômio, com a única diferença de que está infestada de demônios e bajuladores que não cessam de dar aos loucos aquele ar de solenidade e importância do qual eles mesmos dão um jeito de desfazer-se diante da opinião pública.

O quadro é bem simples: de um lado, estão as igrejas pentecostais, que ainda crescem em ritmo acelerado, sendo a maior força religiosa com atuação política do Brasil, cujos pastores, a seu modo, consagram um dia de oração e jejum, ao qual aderem pessoas de todas as confissões; de outro, um bando de idosos enclausurados em suas casas episcopais, morrendo de medo de pegar coronavírus, soltado notinhas nojentas, gravando vídeos ridículos, transbordando arrogância, inveja, amargura, pedantismo por todos os lados. Perguntamos: quem você acha que o povo simples vai querer seguir? Seja sincero!

O irrealismo da autoimagem do nosso clero o faz passar por alto o fato de que o seu público é constituído, em sua imensa maioria, de senhoras velhinhas que já estão cumprindo os seus dias neste mundo.

É óbvio que sempre existirão os cruzados de internet que, em nome de uma presumida causa católica, cometerão suas gafes inconscientes, mais ou menos coordenadas. Este foi o caso de muitos que deram a vida para fazer uma campanha de boicote ao jejum, que deu certo apenas dentro de suas próprias cabeças.

Efetivamente, a esquerda possui um senso de direcionalidade, do qual o católico normal simplesmente está privado, por não ser suficientemente hegeliano. A esquerda capta institivamente qual a orientação geral que se deve tomar para autodefesa e promoção dos seus líderes, sabendo articular contradições e discordâncias acidentais dentro do mesmo propósito intencional. Os católicos em geral são obcecados por atos pontuais, não conseguem relevar uma discordância desimportante, e terminam por destruir-se mutuamente, pois padecem de visão estratégica: “todo mundo está errado, a não ser o meu gueto!”

É assim que a esquerda católica usa os idiotas úteis quando vende o seu anti-bolsonarismo numa embalagem de amor à tradição, tão fingido quanto eles. Para opor-se “à direita”, vale tudo: até apelar à disciplina eclesiástica, colocando nela o peso de um dogma infalível.

Apesar do pastelão circense, a situação tem uma nuance verdadeiramente interessante: semana passada, a CNBB organizou um culto ecumênico e inter-religioso com a turma do CONIC (conselho nacional de igrejas cristãs), mas agora torce o nariz para uma iniciativa que seria, segundo os seus próprios cânones, ecumênica.

Está aí a mentira do ecumenismo. Não existe ecumenismo. Existe é comunismo! Ou seja, para promover a revolução socialista, valem todas as religiões, mas, quando elas se mobilizam para socorrer um presidente “de direita”, então, tornam-se inimigas.

Está mais do que provado! A CNBB não passa de uma filial do partido comunista, tenha ele o nome que tiver. Acontece, porém, que o povo já percebeu o tamanho da sua impostura e não lhe dá importância nenhuma. Eles podem convocar o que quiserem. O fiel católico já não os escuta mais, percebeu que, no corpo sadio da Igreja, eles são o verdadeiro vírus contra o qual todos temos de continuamente jejuar.

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39 Comentários to “CNBB anti-ecumênica: O dilema do jejum convocado por Bolsonaro.”

  1. Nunca é demais alertar aos católicos que a CNBB não passa de um sindicato comunista de bispos.
    Toda a sua estrutura segue religiosamente (como não poderia deixar de ser) as regras fundadas pelo sindicalismo comunista no Brasil.
    Quanto ao ecumenismo, pergunto e vale a pena lembrar: quando começou este papo de ecumenismo?
    Alguma vez isto foi falado ou escrito nos Evangelhos?
    Ecumenismo é sinônimo de comunismo.
    Toda vez que alguém propor isto, estejam certos que estarão diante de um comunista, seja ele um convicto declarado ou partidário, ou então um inocente idiota incapaz de perceber-se como serviçal.

  2. >>>Está aí a mentira do ecumenismo. Não existe ecumenismo. Existe é comunismo! Ou seja, para promover a revolução socialista, valem todas as religiões, mas, quando elas se mobilizam para socorrer um presidente “de direita”, então, tornam-se inimigas.

    Isso me lembra o caso de Richard Wurmbrand, judeu-bolchevista, que escreveu um livro muito famoso sobre como ele “sofreu” para levar a “palavra de Cristo” para as prisões comunistas, mas só se esqueceu de dizer que quando ele não estava na prisão, perseguia violentamente — junto de seus amiguinhos comunistas — os católicos e cismáticos na Romênia, ou seja, só foi quando a bala que atirou para o céu voltou para a terra que ele começou a criticar os comunistas, quando era ele gozando do poder de controlar e subverter outros espaços, estava tudo bem!

    Esse tipo de comportamento, essa filiação contraditória, é a marca demoníaca que fere a carne de todo esquerdista — é deve-se dizer que isso ocorre independente dos costumes e da “religião”. A confusão demoníaca causa uma espécie de lapso mental, não só nos perpetradores, mas nos que o cercam; foi isso que fez o povo considerar Lênin o salvador do campesinato, mesmo que até o dia de sua morte ele já havia matado meio milhão de camponeses no processo de deskulakização — camponeses que tiveram parentes [mais abastados] mortos cruelmente pelos mandos de Lênin estavam lá, clamando-o como ungido, pacificador e misericordioso.
    É triste, pois nisso entra pessoas bem intencionadas, mas que sucumbem diante da “esperteza da serpente”.

    No mais, eu não fiz o tal jejum e achei muito desgraçada a proposição, me fez pensar intuitivamente na sobreposição da tal “Marcha para Jesus™” para com a comemoração do Corpo de Cristo. Fiquei emputecido, com o perdão da palavra, xinguei-o a beça, mas assim que senti o que vinha das nossas “instituições” católicas, eu vi que havia algo pior, tão pior que chega a ser cômico.

    De certo, Deus é O Bondoso, é capaz de tirar um bem maior de todo mal — fez até a CNBB virar situacionalmente um celeiro de tradicionalismo e resistência.

  3. Claro que não segui esse jejum, por principio, mas achei iluminada a leitura que o editorialista fez do fato.
    Para boicotar o Bolsonaro a CNBB apela a tudo, até à fé católica que ela não tem.

  4. Grande parte do discurso sobre ecumenismo, nas últimas décadas, escondia, na verdade, sob as aparências de um bom-mocismo, a tentativa de enfraquecer a relevância social da Igreja Católica no Ocidente e, como não podia deixar de ser, também no Brasil. Os comunistas por aqui destacaram-se bastante por esse discurso dentro da estrutura eclesial, usando-o, como costumam fazer com todo e qualquer discurso, apenas na medida em que conviesse às suas reais intenções. Nunca me esquecerei das eleições de 2014, quando o atual paladino da “Mãe Terra”, outrora netinho amoroso da “Avó Soviética”, o sr. Leonardo Boff, dizia que não se devia votar na então candidata Marina Silva porque… ela era protestante (a candidata apoiada pelo ilustre “condestável” distinguia-se por ilibada fé católica por acaso?). Eis aí o ecumenismo de grande parte da intelligentsia católica no Brasil: vale quando me convém, e só.
    Em tempo, o verdadeiro e útil ecumenismo que se espera nestas terras é o que tem surgido ultimamente, a saber, a consciência de católicos e protestantes de que precisam se unir na defesa dos valores inegociáveis: a vida, a família, o Cristianismo, que fundam nossa civilização e se veem permanentemente ameaçados. Parte desses esforços foi alcançada na última eleição. É claro que os profetas do outro ecumenismo, aquele falso e oportunista – como aliás oportunista e não menos falso é o seu atual papismo -, serão contrários e se valerão de todos os meios para combatê-lo. Nada melhor do que católicos e protestantes divididos no que tange às questões sociais, discutindo e brigando entre si, para quem deseja dominar a calar todos eles, aniquilando o que resta de Cristianismo em nossa sociedade.
    Por fim, lembro que quando da canonização dos Mártires Ugandenses, São Carlos Lwanga e companheiros, observou-se que, juntamente com eles, foram martirizados também anglicanos e não me recordo se outros protestantes; hoje ainda, nos países em que os cristãos sofrem perseguição, mormente por mãos de muçulmanos, – como recorda o Papa Francisco – não se pergunta ao cristão se é católico ou protestante, mata-se simplesmente porque é cristão. É o chamado “ecumenismo do sangue”, que vale, guardadas as devidas proporções, diante de todos os inimigos da fé, diante de todos os tipos de martírio e perseguição.

  5. Filiações partidárias à parte, analisemos objetivamente os fatos: um chefe de Estado conclama o seu povo a fazer um dia de JEJUM e ORAÇÃO para por fim a uma pandemia que atinge seu país. Não tenho conhecimento de outro líder que tenha feito algo parecido no presente momento. As lideranças católicas, tão incomodadas com o JEJUM em pleno TEMPO QUARESMAL, nem ao menos conclamaram o povo católico (ainda majoritário neste país?) para orar pelo país; para orar pelas autoridades (nenhum poder terreno é concedido sem a anuência divina); para pedir perdão por seus pecados? É surreal isto. E muito, muito triste.

  6. Eu peço, como favor, não considerar mais a CNBB como uma instituição Católica. Ela é um órgão comunista globalista!

  7. Participei do jejum do Bolsonaro, e fico feliz com essa convocação da parte dele, na medida em que significou um incentivo à prática da mortificação corporal pela população, com clara referenciação à realidade sobrenatural.
    Evidentemente, o materialismo e o naturalismo da CNBB nunca veriam uma coisa dessas com bons olhos. Mais uma razão para os católicos sentirmos verdadeira vergonha da CNBB. Ela mancha em extremo a reputação do catolicismo em nosso país.

  8. Texto impecável! Parabéns!

  9. Os srs.bispos deveriam aproveitar a ideia e fazerem um jejum extenso e reparador por seus pecados e omissoes.Nao so eles,todos nos precisamos
    ..

  10. Não dêem pérolas aos porcos …os ilustres pastores utilizaram seus ministérios para promover ideologias contrárias ao cristianismo. Impuseram aos fiéis um jejum muito mais agressivo que é a privação dos sacramentos. Lembra a parábola do rico e do Lázaro.
    Agora, de seus cômodos estúdios, imunes de qualquer risco de contaminação que as ovelhas podem oferecer, se mostram administradores ciumentos porque outros estão fazendo o que lhes cabia: pedindo auxílio do céu em favor da Nação! Eles são idiotas úteis na mão dos comunas. Quando suas recomendações não encontrar resposta por parte do povo eles serão liquidados. Não falta muito para isto acontecer. Deus não dorme. “Embora não castigue”. Tempos raros estes, quando presidentes convocam o povo para jejum e oração e os pastores fazem militância político partidária…Rezemos.

  11. É anti-Bolsonarismo mesmo, e daí? Nós temos obrigação de sermos anti-Bolsonaro. Ele é de esquerda também. Não nos esqueçamos que o neoconservadorismo foi fundado por trotsquistas. A sua eleição foi um passo na direção certa, mas não foi uma chegada ao destino. Não podemos nos estagnar, precisamos continuar caminhando nessa direção e puxando o Brasil cada vez mais pra direita. Se paramos, a esquerda estalinista volta. Chegou a hora dos católicos começarem uma campanha contra o Bolsonaro igual à que fizemos contra o PSDB há anos. Antigamente, se pensava que o PSDB era de direita, e nós conseguimos corrigir esse erro. Hoje, se pensa que o Bolsonaro é de direita, e é isto que nós devemos corrigir agora.

    • Talvez V. tenha razão, quem sabe?
      Mesmo porque conheci muito ex-comunista, gente que cresceu e largou a peste para ser algo que prestasse.
      O contrário também ocorre, mas o que temos hoje é um jogo de xadrez no qual, seja lá qual for a tática, a estratégia principal é defender o rei.
      O rei, perfeito ou não, tem que ser defendido a menos que queiramos perder o jogo.
      Em tempo: lembro que tática e estratégia são coisas diferentes, ao contrário do que muita gente pensa.

  12. O conventículo chamado CNBB representa perfeitamente o clerossauna da estapafúrdia igreja francisnética: uma agremiação de sibaritas amargurados e odientos.

    Quanto ao jejum, ou melhor, quanto a qualquer eventual bem veiculado pelos inimigos da Igreja, é preciso calar e nao lhe dar a minima publicidade que seja. Eventualmente, tais coisas podem ser objeto de conversa privada por parte dos católicos, desde que nao se escandalize ninguém. É como o bom argumento dado por um mau autor:usa-se o argumento sem citar ou autorizar a fonte.

    Quanto,pois, ao tal jejum ter sido convocado pelo atual mandatário e representante legal do imundo e degradado regime que nos envergonha desde o 15 de novembro de 1889, vale a regra geral acima.

    Seria máxime oportuno que o Chefe da Casa Imperial, o senhor Dom Luiz, ou alguém em seu nome, assumisse a vanguarda de iniciativas desse tipo, uma vez que nem o clero nem quejandos investidos de função pública mostram-se aptos a fazê-lo.

    Viva a Igreja, Viva o Imperador!

  13. Eu não fiz jejum porque não faço concessões a protestantes. São excomungados e pronto! Saímos do colo dos capetas dos comunistas e caímos nos braços dos protestantes filhos de Satanás. Concordo com o editorial somente no ponto de que aqui chegamos por conta da pseudo teologia da libertação, que é na verdade ateologia da servidão

    • Penso a mesma coisa. Apesar de não ser proibido o jejum aos domingos, não é conveniente. O católico tem 6 dias na semana para jejuar e vai escolher jejuar justamente no domingo? Se é preciso um presidente protestante convocar católicos a fazerem algo que é próprio do catolicismo, sobretudo nesse período quaresmal, é sinal de que as coisas não vão bem.

  14. “Jejuar em dia de domingo é grande escândalo”. (Santo Agostinho)
    Seguindo a Tradição Católica, não fiz o jejum ontem, e achei acertada a exposição das escorregadas feitas por nossa conferência episcopal. Por outro lado, o editorialista erra em considerar que todos as denominações aderiram ao jejum: na internet consegue se achar quais as igrejas e líderes que não aderiram, como o cabo Daciolo, isso sem falar de um monte de evangélicos que não têm simpatia pelo Bolsonaro. Outro erro é a generalização: será que todos os bispos (digo todos) e demais membros do clero estão encastelados por puro medo do vírus e deixado seu rebanho à merce? Se for assim, tem padres tradicionalistas que também estão (o Instituto Bom Pastor não pode também receber fiéis para as celebrações), então a acusação é extremamente injusta.
    As TVs católicas e vários bons padres (padre Paulo Ricardo, padre Leonardo Wagner, etc) e movimentos católicos têm feito um grande esforço para que o povo reze e faça outras ações pelo fim da pandemia, tampando a lacuna deixada pelos bispos esquerdistas. Infelizmente só podemos fazer isso dentro de casa. E dia do católico fazer jejum e penitência é na sexta-feira, principalmente a próxima!

    • A “generalização” é um recurso discursivo necessário, nunca é um erro e nem pode ser.
      No mais, quer que o responsável faça uma consulta usando um polígrafo com absolutamente todos os sacerdotes do Brasil toda vez que for soltar um “piu” sobre o estado da igreja brasileira?

    • Lrssn, definitivamente você não entendeu o que quis dizer. Melhor nem debater contigo.

    • Bruno Miranda, se entendi errado, que por muito me perdoe.

  15. ECUMENISMO.
    Um dos principais pilares do ecumenismo é a gente aprender a conviver e aceitar as pessoas de outras crenças. É inimaginável PENSARMOS O FUTURO DO MUNDO com uma só religião. Isso nunca irá acontecer. Mas podemos imaginar o futuro onde as pessoas se unam em algum ponto das suas crenças. Por exemplo, o amor e a compaixão é pregado e ensinado em todas as crenças. Esta onda de solidariedade que está se expandindo pelo Brasil independe de crenças. ESSE DEVE SER O NOSSO PONTO DE UNIÃO e não as doutrinas. A doutrina nos divide, mas a prática nos une.
    NO fundo o que vai salvar mesmo o ser humano, não é a fé e nem a doutrina, MAS O O AMOR – O Eu tive fome, sede, era nu, era prisioneiro, era peregrino E TU ME ACOLHEU.
    Quanto ao Jejum Bolsonárico, penso que a CNBB não aderiu como a maioria das pessoas não aderiram, não por uma questão de fé, mas sim de postura. Foi convocada por um homem (Jair Bolsonaro) que tem uma crença vaga num Deus, mas NÃO tem a postura de um homem evangelizado e convertido. É uma pessoa agressiva, que prega o extermínio, a tortura, a morte de pessoas, a desigualdade, a destruição da natureza, preza mais a economia que a saúde das pessoas. O BOlsonaro está mais para lobo, que pastor.
    A CNBB fez muito bem. Só estou de boca aberta vocês Ultra-Tridentinos apoiar um evangélico com unhas e dentes.
    VOCÊS ESTÃO TENDO UMA ATITUDE ECUMÊNICA. Ou é so com a direita?

    • Certamente os adoradores de Baal tinham amor pelos seus, mas o ecumenismo do profeta Elias, que foi amado desigualmente por Deus, foi o extermínio total dos falsos profetas.
      E agora? Que começo o controle de danos.

    • Cadê retro, Satanás. Nunca vou me aliar aos inimigos de Deus Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Igreja.
      Este senhor não sabe o que está dizendo, sua fé é uma farsa e seus vaticínios nunca vão se realizar. Esqueça essa fraternidade universal, isto é humanamente impossível e é diabólico, porque a humanidade não vai conseguir prevalecer sobre Deus, Verdade suprema, autor e Senhor de todas as coisas.
      Se o senhor se diz católico, então procure conhecer a doutrina católica, que nada tem a ver com essas fantasias que o senhor acredita.

  16. No mínimo, o Presidente deveria ter consultado um membro da hierarquia acerca da pertinência da referida data para a convocação deste jejum, que o próprio Santo Agostinho desaprova. O raciocínio da postagem – que os bispos usam a Tradição quando lhes convém – aplica-se também ao Fratres: citações hagiográficas aos montes para justificar seus argumentos; mas quando destoa de suas convicções, vale até contrariar o pensamento dos santos…

    • Justiça seja, não há — em lugar algum do texto — uma aprovação da tal convocação do então presidente, apenas a constatação de um fato, que é o de que não há nenhuma proibição canônica, apesar da inconveniência geral dos eventos. E nem poderia haver problema algum, santos como São Simeão Estilita com certeza não paravam suas penitências no dia do Senhor — ninguém foi lá chutar o homem do pilar por falta de apreço pela tradição, foi?

      O que deve ser rechaçado é a intenção obscura por trás da data, e sabendo como protestantes são, certamente há e ela é muito maligna.

  17. Lendo os diversos comentários foram poucos que virem de fato a trave nos olhos: essa situação de pandêmia é sim uma provação. Ainda que não seja castigo, enfim o nome que se dê no futuro, é fato que Deus pode permitir ou ainda, acredito que seja pior, impor o sofrimento. De todas as formas, o resultado vai depender unicamente do penitente contrito ou do pecador pertinente. A exemplo dos que comungam, bons e maus o recebem, mas com efeitos diferentes. Esse víruas está atingindo a todos, seja qual crença for, logo todos somos chamados a penitência e conversão. Por pior que seja o presidente, entres os piores é o menos ruim, como até agora não tivemos um católico capaz de ao menos se candidatar, Deus permitiu que desse “mau”, coisas boas poderiam vir. Então como cristãos devemos sim rezar pelos pecadore, e sobre tudo para que se convertam e voltem/conheçam a verdade. A prova disso será a Oração Universal da Sexta-Feira Santa, na qual a segunda, salvo melhor memória, a Santa Igreja pede pelos governantes, então é o momento de pedir por esse presidente e não ficarmos como os fariseus que por serem autoridades religiosas, depreciavam as boas obras dos que não participavam do judaísmo. Por ironia, um leigo, um leigo não cristão relembrou o verdadeiro espírito da Quaresma: Oração e penitência. Enquanto os que trazem na cabeça o peso da mitra/barrete estavam mas preocupados em fechar as igrejas, se omitirem ante as políticas de degradação da infância ( projetos pedagógicos de tolerância homoafetiva dentro de colégios, universidades e até casas religiosas), lutando contra pauta do aborto nas leis. Deveriámos sim combater o mau maior que está fechando as igrejas, pregando a degradação da natureza humana, e triste de ver com a chancela dos bispos do Brasil. Sobre o jejum, da mesma forma que se o nosso boi caísse no dia de Domingo no buraco, iamos esperar até a segunda-feira? Há tempos que o Domingo perdeu a sua sacralidade, não seria um dia, justamente no Domingo de Ramos, diante da catástrofe que acontece contra a Santa Igreja Católica (fechadas) seria escandalo fazer jejum? Mais uma vez estamos comportando como os fariseus. Vendo o vídeo que ele convoca, ele diz que aos que crêem. Ainda que haja divergênica entre a doutrina protestante e a católica, peço que nós católicos, ao menos deveria ser assim, cremos em um Deus Pai todo poderoso, criador de todas as coisas. E com diz o próprio Deus, na pessoa de Deus Filho, que se tivermos Fé, poderemos mover montanhas. Onde está nossa Fé? Estamos tão seletivos como alguns bispos que seguem o comunistmo seletista? Ecumenismo pior foi feito pelo Papa João Paulo II, seguindo por Bento XVI e Francisco, quando convocam diversas denominações religiosas despresando o Sacrifício da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quanto a autoridade ou não, diante da falta das autoridades religiosas, que sem dúvida estão mais preocupadas na sua maioria com a coleta do dízimo, esse cara que foi eleito, até o momento está de fato, pelos menos em atos, com a vida de mihões de brasileiros que precisam de voltar a vida de normalidade, cada um trabalhando, estudando, frequentando seu templo. tendo a liberdade de ir e vir. Confesso que diante a omissão das autoridades religiosas, poderia aplicar a passagem bíblica que fala sobre virão pessoas fora do Reino para tomar o lugar dos que estão dentro. O Cara foi Aparecida, foi ridicularizado pelo prelado do lugar, esteve na sessão que prestou uma certa homenagem a Nossa Senhora, e pasmem se havia 5 autoridades religiosas catóilcias era muito. Ainda que não seja um exemplo, é no momento o que Deus permite que tenhamos, e ele está dando a cara a tapa. Onde estão so cardeais, arcebispos, monsenhores? Autorirades teriam para convocar uma tempo de jejum em plena Semana Santa, mas preferiram encher as redes de Notas com brasões, as portas das igrejas, visando o não contágio, mas em algum momento não se chamou a penitência e oração, já que estamos impedidos de assistir a Santa Missa? Como seria bom que ao final desse epidemia,de Roma viesse ao menos um dia de oração e penitência, mas isso é um sonho.
    Paixão de Cristo, confortai-nos!
    Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

    • Ora, o próprio Cristo jejuou por 40 dias e 40 noites, não se fala em omissão do Sábado, que era do Dia do Senhor para os judeus. De toda sorte, não saiba sua mão esquerda o que a sua direita faz, Enquanto nos vão gloriámos em tecer textos de teológicos, rezar dezenas de orações, basta um ato de vaidade para que tudo isso se reduza a pó. Da mesma forma, um homem pode viver uma vida toda errada, mas no útimo momento ele consegue se curva ante a graça de Deus, e toda sua vida errada é perdoada. É claro que para nossa natureza isso seria quase impossível, mas a quem muito amou, muito lhe foi perdoado. Santo Agostinho ao dizer tal frase com toda certeza não estava vendo a autodemolição da Igreja. Se ele presenciasse as profanações que se fizeram no carnaval contra o Deus que tarde ele foi amar, sem dúvida alguma traria no período quaresmal penitência mas severa, sem levar cabo a sua vida, mas que faria reparar os ultrajes direto dessa festa profana. Jejuar não ficar sem comer, o jejum cristão é comer o suficiente, o que é necessário, mantendo o corpo em funcionamento mas sem excessos e vaidades.

    • Talvez se você vivesse fora de seu mundinho particular, percebesse que não só no Brasil, mas por todo o mundo, a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, através de seus bispos e padres, tem chamado seus filhos à oração e penitência. Digo isso, porque a todo momento que ligo a TV ou rádio, vejo isso. Não sei em que mundo você vive, mas no que eu vivo tenho percebido o chamado para uma intensificação na prática da oração.

  18. Não quero aqui apoiar a CNBB, mas me desculpem, este artigo foi tendencioso. Ah! Fala sério! Aposto que se a CNBB tivesse concordado com a sugestão de jejum do Bolsonaro, IRIAM CRITICAR dizendo que a CNBB estaria “PECANDO por incentivar os católicos a fazerem jejum no Dia do Senhor!” Assim, se a CNBB falasse “A” ou “B” iriam criticar do mesmo jeito…!

    Como disse, não estou aqui defendendo a CNBB, pois sei que mesmo eles ‘tendo ou não’ apreço pelo “Dia do Senhor”, também foram influenciados politicamente, porque são Marxistas e contra o Bolsonaro.

    Mas o fato é que NÃO É CORRETO mesmo fazer o jejum no domingo, e o CERTO SERIA fazermos o seguinte, dizer que: “a iniciativa do jejum foi boa, MAS que os católicos deviam optar por OUTRO DIA NA SEMANA, como por exemplo, a quarta-feira santa, já que a sexta-feira santa já é automaticamente um dia de jejum; e convidar os Protestantes a fazer o jejum na quarta-feira.”

    Enfim, não teria ninguém a se defender aqui:
    – Nem o presidente, porque ele não tem noção nenhuma do que é ser católico, pois o é só de nome, e apesar de ter boa intenção, infelizmente dá muita burrada.
    – Nem a CNBB porque em vez de ao menos “louvar a iniciativa” do Presidente, e dar a sugestão para se fazer o jejum em outro dia… não o fez… apenas por implicância, porque não gosta do presidente, que não é comunista como eles queriam que fosse.

    Enfim, defender o “jejum do Bolsonaro no domingo”, só para ter o que criticar a CNBB, também é “birra infantil”! Vamos ser coerentes!

  19. Sou católico e aprendí a ser prudente com a CNBB…em se tratando dela, desconfio de tudo e não confio em nada.
    Por décadas e décadas aprendí um monte de erros doutrinários…e como é difícil corrigí-los. Mas o Espírito Santo não nos deixa sós.

  20. “todos esses bispos da CNBB são um bando de hipócritas”.

    Mulher, cuidado com as generalizações…

  21. Nisto vocês estão errados. In hoc non laudo vos.

    Cristão não jejua em domingo, não importa quem peça ou o que aconteça. O domingo é nossa páscoa!

  22. “A ciência incha, mas a caridade edifica” (1 Cor 8,1). Já acompanho o fratres há um bom tempo e agradeço a Deus por esta boa e corajosa iniciativa, contudo, somos marcados pela fraqueza e, por vezes, vemos que a caridade falta ou ao menos não é perfeita em diversas postagens aqui.
    Sabemos o quão necessária é a liderança de um presidente realmente cristão em nosso país. Hoje, nosso chefe do executivo procura mostrar-se como tal, porém, vemos que quase nenhum apreço ele tem pela Igreja católica, pois é aliado a diversos pastores protestantes e está sempre rodeado por gente como Silas Malafaia e outros detratores da Santa Igreja, se Bolsonaro ainda se diz católico certamente é porque ainda lhe rende algum capital político.
    Jejuar em dia de domingo não é o costume dos católicos, não porque haja uma proibição canônica a respeito, mas porque, de modo geral, compreendemos que a alegria própria do dia do Senhor (laetitiam diei Domini propriam) nos faz cumprir com mais perfeição o 3º mandamento da Lei de Deus e o jejum pode ser oferecido nos demais dias da semana.
    Assim, cabe aqui refletir qual o intuito do convite ao jejum em dia de domingo. Se o presidente, movido por amor a Deus e ao povo brasileiro e com espírito católico convocou este jejum, era salutar para nós e agradável aos olhos de Deus que o fizéssemos, no entanto, vimos que a ideia não partiu de nenhum dos nossos pastores, mas dos falsos pastores (embora muitos dos nossos se comportem como falsos também) que deturpam a sã doutrina e conduzem muitos ao inferno, e, portanto, é possível enxergarmos que esse jejum convocado não reflete a disposição e a maneira que nós católicos temos ao realizar essas santas práticas.
    O fratres ao criticar a atitude da CNBB age com plena ciência de que esta Conferência muito mal faz à Igreja, porém falta a caridade para reconhecer a infantilidade que há no simples criticar por criticar, sem se dá conta de que se a CNBB peca por trair a missão dos bispos de fazer entre nós as vezes do Cristo cabeça e aliar-se ao comunismo, nosso presidente também peca e age mal ao procurar e seguir os conselhos daqueles que são inimigos do Corpo de Cristo. Devemos rezar pelo nosso país e oferecer súplicas pelos nossos governantes, aliás seria de grande valor os católicos fieis à tradição trabalharem pela formação e promoção de lideranças verdadeiramente católicas no Brasil.

  23. Se nao sao TODOS os bispos dispostos a surfar no esgoto da CNBLixo, então onde estão amoitados estes que nao querem surfar?

  24. “Perguntamos: quem você acha que o povo simples vai querer seguir? Seja sincero!”

    Do mesmo modo que o exposto na infeliz publicação, os conservadores tradicionalistas que tanto torciam o nariz pela causa de uma igreja em saída e em contato com os pobres, agora apelam pra eles, na intenção de legitimar seu discurso hierárquico e agora, pasmem os Santos, um discurso que pende à inclinação ao fascismo e nazismo.

  25. “Ora, apesar da inconveniência da data escolhida, não existe nenhuma proibição formal da Igreja de que os católicos jejuem aos domingos, (…)”. Será que o blogueiro percebeu que, subliminarmente, e usando seu próprio vocabulário, se tornou um “cleaner” do Presidente? Interessante também como ele usa este qualificativo para Bolsonaro por várias vezes no texto acima, mas “esquece” da chamar de Papa a Francisco quando a este se refere (vide por exemplo o post de 02 de abril, “Coronavirus e os castigos de Deus por idolatria”).

    • Prezado Fausto,

      O blog seria “cleaner” de Bolsonaro se, de fato, houvesse uma proibição formal de se fazer jejum ao domingo e, mesmo assim, ficasse fazendo malabarismo para justificá-lo. É isso que “cleaners” fazem: forçam a lógica para fazê-la caber em seu mundinho cor-de-rosa. Você pode, por favor, informar onde se encontra a proibição formal, por parte da Igreja, de se jejuar aos domingos? Tenho certeza que o Fratres se emendaria.

      Sobre Francisco, suponho (pensando no melhor, pois é assim que católicos julgam seus irmãos) que o “blogueiro” toma por pressuposto o seu pontificado, afinal, Francisco é seu nome de Papa (que não é mais simplesmente Jorge Bergoglio, certo?). Igualmente, é evidente que um “blogueiro” católico não faria a mínima equiparação ou paralelo entre cargos mundanos, como o de um presidente, com o de Sumo Pontífice. Preocupante, mesmo, é a sua relação entre uma coisa e outra. Aliás, veja na barra lateral do blog a foto de quem aparece, abaixo da inscrição “Oremus pro Pontifice nostro”. Não é a de Bolsonaro.

      Por fim, os “cleaners” praticamente só demonstram seu zelo contra quem se levanta denunciando desvios cometidos por homens da Igreja. Para o resto, impera a misericórdia, a compreensão. Engole-se tudo e mais um pouco. Seria bom um pouco mais de coerência, usando o mesmo peso para o outro lado.

  26. Sobre a resposta dada a mim por Fábio, segue a minha réplica.

    “O blog seria ‘cleaner’ de Bolsonaro se, de fato, houvesse uma proibição formal de se fazer jejum ao domingo e, mesmo assim, ficasse fazendo malabarismo para justificá-lo.”

    Ora, de fato não há proibição, mas há “incoveniência”, como declarado no próprio texto. Amenizemos então o nosso tom, e digamos que se trata de “cleaning light”. Contudo ainda cleaner. E usando-se a própria definição fornecida, apesar desta “inconveniência” não se está “forçando a lógica para caber” em algum mundinho? E qual é a lógica? A inconveniência de se fazer jejum aos domingos, como o próprio texto admite.

    Quanto ao título do Papa, compreendi e aceito a justificativa do blogueiro*. Se se sente completamente à vontade de chamar o Papa de Francisco, como ele mesmo permitiu, em uma certa forma de retribuição amorosa, não vejo nenhum problema. Já em meu caso particular, eu pessoalmente resistiria a tratá-lo assim, mesmo que ele me desse esta permissão. Até mesmo se me obrigasse a tal. Veja, eu me sinto desconfortável até de chamar um certo sacerdote e grande amigo meu simplesmente de “José”, imagine então o próprio Papa. Já com o Presidente – olha que engraçado – não vejo nenhuma dificuldade de chamá-lo pelo próprio título, como também apenas pelo nome, ou mesmo por “Bolsomito”. Mesmo porque o povo brasileiro já o trata assim pelas ruas.

    Fábio, no final de sua resposta você completa a definição de “cleaner”. São duas as características do “cleaner”, portanto: (1) distorcer a lógica para que encaixe em alguma perspectiva pessoal, e (2) só demonstrar seu zelo contra aqueles que denunciam desvios. “Não serás cleaner”. Já temos um novo mandamento?

    * Utilizei o termo “blogueiro” unicamente para me dirigir ao autor (ou autores) deste post do blog. Aliás, eu também sou blogueiro; pouquíssimo assíduo, mas sou. Não entendi o porquê das aspas: considerou-se que eu tive alguma intenção de associação pejorativa? Se se pensou assim, asseguro que não foi o caso.

  27. Fábio, vou refletir sobre o seu irônico conselho… Por outro lado, aquela última frase ali da sua réplica, “quem sou eu para julgar”, me fez perceber que deveria ter feito a crítica das idéias e não das pessoas. Desta forma, peço desculpas pelo uso do termo blogueiro – mesmo porque quem é como Deus para perscrutar as consciências… Por outro lado, peço a Ele que ilumine e guie a equipe deste blog. E, como Congregado Mariano, permita-me encerrar essa nossa discussão com uma sincera e amorosa saudação: Salve Maria!