A hora da Missa de Sempre.

Por FratresInUnum.com, 17 de abril de 2020 – O cancelamento das missas presenciais em quase todo mundo empurrou a Igreja Católica para o ambiente virtual e, com ele, decretou a completa falência da liturgia pós-conciliar, que nunca foi bem sucedida em lugar nenhum.

Quinta-feira Santa de 2020: Padre faz lava-pés de bonecos para representar fiéis.

Tempos atrás, afirmou-se que “o problema da missa nova é que ela nunca foi rezada”: cada missa é, literalmente, um rito, ao gosto do celebrante, com total liquidez, sem nenhum tipo de estabilidade.

Isso foi clara e soberanamente percebido nas últimas semanas, em que os padres vieram para a internet ostentar a sua absoluta ignorância, em um arco que vai desde a gramática até o catecismo da primeira comunhão. Obviamente, não faltaram abusos e aberrações, em uma horrenda epifania em que superabundam homilias indigentes e o que há de pior na música e no canto, atrocidades com as quais os católicos estão mais do que habituados.

De outro lado, os fiéis estão furiosos com o completo abandono. Bispos encastelados em seus palácios, com medo da morte, e padres submissos aos bispos, em uma escravidão vergonhosa, enquanto o povo grita de fome. Assim, o pastoralismo do Vaticano II, a “Igreja em saída” do Papa Francisco, tudo foi por água abaixo, devidamente abatido pelo pastores que deveriam ter “cheiro de ovelhas”.

Contudo, a derrota da liturgia conciliar não termina por aí. Como em um passe de mágica, o “comunitarismo” da missa nova foi espanado como a poeira de uma cômoda. Os mesmos que passaram a vida inteira dizendo que o povo não podia “assistir a missa”, mas teria de “participar da missa” — entendendo por participação as conhecidas cafonices de bater-palmas, sacudir as mãos, cutucar o irmão ou qualquer outra esquisitice –, agora regrediram ao nível da “missa assistida” à distância, numa distância muito maior que aquela, sempre criticada, dos fiéis em relação ao longínquo retábulo das Igrejas tradicionais.

Os mesmos que passaram a vida criticando a comunhão espiritual – claro, para defender a comunhão dada para adúlteros e pecadores públicos, a comunhão como sinal de acolhida –, agora, defendem a comunhão via Youtube, pelo olhar e pelo desejo, dizendo que agora basta olhar para a Hóstia desde o sofá. Ironicamente, voltamos aos tempos, tão criticados por eles mesmos, anteriores a São Pio X, em que tão raivosamente afirmavam que a consagração era assistida pelo povo e em que quase ninguém comungava.

Nas novas missas sem povo, por que não celebrar em latim e de frente para Deus – já que não há ninguém adiante, mesmo, nem ninguém que possa responder? Será que não perceberam que a missa conciliar foi abolida pela obsolescência pastoralista que se tornou anulante de si mesma?

Até o Papa Francisco reconhece o fracasso da “comunidade virtual”. Em homilia proferida hoje, afirmou:

Digo isso porque alguém me fez refletir sobre o perigo deste momento que estamos vivendo, essa pandemia que fez que todos nos comunicássemos também religiosamente através da mídia, inclusive esta Missa, estamos todos comunicados, mas não juntos, espiritualmente juntos. O povo é pequeno. Há um grande povo: estamos juntos, mas não juntos. Também o Sacramento: hoje vocês terão a Eucaristia, mas as pessoas que estão em conexão conosco (terão) somente a Comunhão espiritual. E esta não é a Igreja. Esta é a Igreja de uma situação difícil, que o Senhor a permite, mas o ideal da Igreja é sempre com o povo e com os Sacramentos. Sempre.

Evidentemente, as missas transmitidas pela internet podem ser um alívio à completa indigência dos fiéis absolutamente abandonados por seus pastores, mas está longe de ser uma solução satisfatória, mesmo em tempos de pandemia, como pretendem alguns.

Mas, o que está ruim, ainda pode piorar. Alguns ultra-progressistas, ao criticar as missas pela internet, sugerem rezar apenas em casa, caindo no protestantismo mais despudorado, cujo germe está dado desde há tantas décadas. Há bispos que reclamam publicamente de que a Igreja entrou numa espécie de psicose eucarística e que é preciso libertar-se dela. Alguns sucessores dos Apostólos (!) chegaram a criticar padres que abençoam o povo e as cidades com o Santíssimo Sacramento pelas ruas. Nem Lutero chegou a tamanhas absurdidades!

Os fatos demonstram, uma vez mais, a fragilidade de uma reforma litúrgica que fracassou por completo. Falta apenas a humildade de reconhecê-lo e somos adultos o bastante para saber que o nosso episcopado ideologizado ainda não saiu do romantismo conciliar mais adolescente, e defende com a boca aquilo mesmo que desfaz com as próprias mãos.

Se de um mal Deus Nosso Senhor tira vários bens, parece claro que Ele impõe aos modernistas que engulam a seco um revés a todo o discurso e jargões proferidos por décadas — comunidade, participação ativa, protagonismo leigo, liturgia inculturada, fazendo-os ter de aprender a celebrar sozinhos e sem firulas. Pois, afinal, a solução, pura e simples, já demonstrada e agora reforçada pela pandemia, é deixar de lado as invencionices e retornar à Missa de Sempre.

24 Responses to “A hora da Missa de Sempre.”

  1. Estava comentando com um amigo esses dias: esse momento deixará marcas profundas na história da Igreja e eu imagino que (espero estar errado) o número de católicos praticantes vai cair mais ainda após essa pandemia. Pois estou vendo inúmeros padres e bispos passando a mensagem de que uma missa assistida pela televisão ou internet tem o mesmo valor da missa presencial… o que vale é o coração da pessoa, segundo eles. Até “confissão via telefone” já está sendo sugerida por um herético bispo alemão que atua no Peru.
    Então se é assim, por que um católico “comum” vai deixar a sua casa para ir missa em um domingo se ele pode assistir pela televisão no conforto do seu quarto? Pra que perder o churrasco ou o futebol, se ele pode fazer uma comunhão espiritual à distância?
    Certamente os bispos da CNBB, no mundo paralelo em que vivem, não se importarão com isso, só ficarão triste com a arrecadação que já está caindo…

    PS: em sua homilia da Sexta-feira Santa, o bispo de Aparecida voltou a atacar os fieis tradicionalistas… quem tiver curiosidade, procure o vídeo no Youtube.

  2. Não existe Igreja sem Eucaristia, nem Eucaristia sem Igreja. Domingo estarei lá como sempre com a igreja aberta e a Divina Liturgia as 09:00 horas. No horário de sempre: “Era por volta das nove horas quando o Espírito Santo desceu…”

  3. E ainda há muita gente pelo mundo que discorda quando fala-se num grande plano maquiavélico para destruição dos valores cristãos na humanidade.
    Estamos assistindo, já há grande tempo, não a teoria mas a prática real da conspiração.

  4. Texto excelente. Mas só reforça o que Deus fez com o povo Hebreu. Uma viagem do Egito para a Terra prometida que deveria durar 15 dias levou 40 anos porque aquela geração se corrompeu, homens de dura cerviz que não tinham condições de receber as bençãos da Terra prometida. Precisavam secar e morrer no deserto para uma nova geração de fiéis adentrar a terra.

    Houve uma promessa quando João XXIII decidiu abrir o concilio e queria uma renovação para o bem da Igreja. Apresentar a doutrina de sempre pra o homem moderno. Mas aquela geração infiel e de dura cerviz, quis apresentar para o homem novo um Cristo novo! Revolucionário, protestante, semi-pagão, um ídolo na verdade. Um Cristo aggiornado, que se adapta a esse homem.

    Resultado: uma geração inteira perdida. Hoje, mais de 50 anos depois, o homem novo quer com sede de deserto, o Cristo mais antigo e dogmático. O Cristo mais verdadeiro e que se puder, permita até mesmo a peste para nos converter.

    Eu não acredito mais em boa parte do clero. A fé deles é deficitária, com fortes resquícios de revolução, inculturação pagã. É esperar morrer e que os próximos sacerdotes e Bispos, revertam o quadro. Acredito que o futuro pertence a Igreja, será glorioso, ainda que nas catacumbas

  5. Hoje, as ovelhas têm que se defenderem sozinhas contra os lobos, pois os pastores sumiram!

  6. Queremos ver como farenos para q as ovelhas voltem a seu redio…
    Agora ficou.bem cômodo!
    Uma pena…acho que ja ta na hora de voltar…
    Antes q tds as ovelhas se percam..
    Otima colocação !

  7. Graças a Deus, por um bom tempo, não teremos mais que ficar batendo palma pra casais desconhecidos que fazem bodas de prata, nem pra filha de puxa-sacos do padre que faz 15 anos.

  8. Posso publicar com as devidas referências?

  9. Tenho assistido nesses dias a Sta Missa no rito de Paulo VI pelo Youtube no canal Fundação Nazaré de Comunicação, pois é rezada piedosamente e os cantos são bons. Foi uma grata surpresa a recomendação do Youtube para conhecer este canal pois eu muito procurava um meio de poder assistir ao Sacrifício que fosse oferecido de forma digna. Minha arquidiocese não transmite pelo Youtube e as celebrações (cantos, homilia e correção litúrgica) que vi pelo Facebook são uma desolação a parte.

  10. Bonecos em plena Quinta-Feira do Amor, quando Nosso Senhor lava os pés dos seus e se doa como alimento. Estética do horror sem qualquer ética viável na qual incluí-la. Diga-me a forma e te direi o comportamento. A lógica nisso tudo? Método errado e sem antídoto. Sócrates tomou cicuta por política e numa democracia na qual os politeístas tinham muita voz em suas ignorâncias. Vamos democratizar a Missa… se antes já podia tudo… agora se pode mais ainda. O que importa é casa cheia e cofres transbordando. Sábado à noite na balada e domingo na ressaca.

  11. Caríssimos amigos do Fratres, cá em Portugal é raríssimo encontrar blogs tradicionais, mas um ou outro existe, Graças a Deus!
    Vejam este comentário, (bem oportuno) a uma entrevista dada pelo Cardeal de Leiria-Fátima
    Como nós dizemos, “sem papas na Língua”:
    http://www.diesirae.pt/2020/04/reaccao-entrevista-do-cardeal-marto-e.html

  12. Ótimas colocações. Estamos num mato sem cachorro como diz o provérbio popular. O conceito de igreja doméstica não tem nada a ver c a pieguice de colocar mesa, castiçais e flores (isso foi feito na época q se defendia a Missa tradicional pra não ir na Nova). Espero q os canais q tão freneticamente procuraram assinantes retrocedam as transmissões de Missas e mantenham outro tipo de conteúdo, mais doutrinário e cultural… e apenas alguns atos de piedade próprios para o templo. Ao contrário, a debandada será maior ainda.

  13. Caros Fratres,

    Todo este cenário demonstra que nem este governo, nem a CNBB são sérios !
    Isolar-se para manter a saúde, acredito ser louvável.
    No que concerne à Santa Missa, desde que houve a implementação da “missa nova”, “aggiornada”, a “celebração conciliar” que percebemos que se tratava de um verdadeiro culto protestante, uma “missa anglicana/luterana”, porque não há o sentido do Sacrifício!
    A maior diferença é o rito do ofertório, extremamente “simplificado” e o Cânon, muito diverso daquele rezado há milênios.
    As Profecias do Antigo Testamento mostram os sinais do Bom Deus às infidelidades do povo eleito: pestes, destruição do Templo e a “fome e sede de Deus”.
    E, não vou falar das Profecias Marianas, como Quito, la Salette, Fátima e Akita.
    A dubiedade das mudanças operara-se pelo Concílio, mormente a supressão do Santo Sacrifício, foi uma ofensa ao Bom Deus.
    E, para piorar, a triste cerimônia de “entronização da Pachamama”, sua “Procissão” (carregada nos ombros de bispos e cardeais que debocham de procissões com imagens Sagradas da Virgem Santíssima e dos Santos). Tudo isso dentro da Basílica de São Pedro, no ano passado, com o consentimento e anuência do atual pontífice.
    Pecado que clama aos Céus:
    Blasfêmia e idolatria!
    A suspensão deste “culto protestante”, a Praça de São Pedro vazia, as cerimônias sem fiéis…
    Será que eles não estão enxergando ou não querem enxergar?
    Será que continuarão a justificar estas mentiras?
    É momento de Oração!
    Peçamos ao Bom Deus e à Santíssima Virgem que tenham piedade de nós!
    Acredito que, depois desta enfermidade, as pessoas clamarão por mudanças!
    Que os Corações Sacratíssimos de Jesus e Maria tenham misericórdia de nós!

  14. Há algum tempo já venho acompanhando os editoriais do Fratres (que está nos meus favoritos de leitura diária) com essa visão otimista que o povo está cada vez mais pendendo para o lado tradicional, que a Igreja Conciliar está em declínio, como se já estivesse próximo o retorno glorioso da Igreja Católica para salvar o mundo decadente… Eu de coração desejaria que isso fosse verdade! Mas não é o que vejo, nem perto disso. Durante a Semana Santa acompanhei as Missas e cerimônias da FSSPX em São Paulo: belíssimas, solenes, respeitosas como sempre deveria ser na Igreja… mas quando muito tinha 270, 300 pessoas assistindo. No mesmo YouTube, algum desses padres cantores/escritores/midiáticos também estava fazendo o seu Show (me recuso a chamar “Missa”) e o número de pessoas assistindo passava dos 5 mil fácil! Onde está o triunfo da Igreja e da Missa de Sempre no nosso Brasil??? Somos mais de 200 milhões de habitantes neste país, amigos! E dos pouquíssimos que estavam acompanhando algo nesses santos dias, a maioria ainda estava vidrada nessas porcarias Pós-Conciliares. Não, não estamos voltando à Missa de Sempre, infelizmente. Estamos voltando ao tempo de um minúsculo número de fiéis, assistido por um também minúsculo número de abnegados Padres tradicionais. A parte boa é que era assim nos tempos apostólicos e vejam que árvore frondosa a Santa Madre Igreja se tornou, por ser obra de Deus! Enfim, façamos a nossa mísera parte, que Nosso Senhor há de fazer a sua e então veremos o triunfo do Imaculado Coração de Sua Mãe Santíssima, triunfo que não será obrigatoriamente aqui neste vale de lágrimas, mas onde realmente importa, no céu dos Bem-aventurados. E no final Deus sairá vitorioso em sua misericórdia e justiça infinitas.

  15. Essa foto é de qual padre e em qual igreja?

  16. Um dos posts mais interessantes que li nestes últimos dias e meses.

    Irracionalmente, os progressistas serviram-se de uma Lex Orandi protestante para expressar uma Lex Credendi supostamente (na melhor das hipóteses) católica. O rito da Missa Nova não suporta a Doutrina Católica, perscrutada e investigada, conforme as regras da sã teologia, em dois mil anos de Fé Cristã.

    Observa-se, por exemplo, que todas as reivindicações de Martinho Lutero – negadas pelo Concílio de Trento e pela reforma litúrgica de São Pio V – ganharam amplo espaço na reforma litúrgica de Paulo VI. É a realidade.

    Na Missa Nova, muito espaço e tempo são concedidos a elementos não essenciais, como liturgia da palavra, comunhão sacramental dos fiéis etc. Pouco espaço e tempo concedido ao Cânon. De repente o Cânon começa e rapidamente termina, deixando apenas praticamente só as palavras consecratórias, e já se entra na comunhão.

    Coisa diferente não acontece na Ceia Luterana, em que também se fazem presentes as palavras consecratórias, porém, assim como na Missa Nova, num curto intervalo de tempo, e já se entra rapidamente na parte da comunhão.

    Esta sequência, curto Cânon na Missa Nova e entrada na comunhão é idêntica à sequência da comunhão da Ceia Luterana precedida das palavras consecratórias (um resquício de Cânon que pode ser interpretado como um curto cânon). Foi o que a reforma protestante fez, até que o cânon fosse total ou em maior parte suprimido.

    Outra prova da mutilação do Rito Romano por meio da Missa Nova é a destruição do Ofertório.

    A forma de celebração em círculo ainda conseguiu superar a Ceia Luterana.

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    Em síntese, o que temos na Missa Nova? Um Rito de Ceia protestante sendo utilizado como Rito de Missa católica.

    A questão que necessariamente se coloca é:

    Qual será a eficácia dessa tentativa para comunicar aquilo que uma Missa Católica comunica? Os sacerdotes pós-reforma litúrgica celebram ou conseguem celebrar o Sacrifício da Missa (fazendo o que a Igreja faz, segundo a Doutrina que ela segue) utilizando-se de um Rito de Ceia protestante?

    Como é que uma determinada religião vai pegar emprestado ritos com outra religião e ter fé que tais ritos são eficazes para comunicar a graça ou aquilo de mais sagrado? Essa fé seria uma fé herética…

    Aprofundando um pouco mais, a questão da Missa Nova necessariamente toca nos dogmas eucarísticos, pois as reformas litúrgicas protestantes foram executadas justamente para negarem tais dogmas. Portanto, a Reforma Protestante colocou um marco histórico, com suas motivações próprias. Logo, sair da Missa Tridentina para assumir um Rito de Ceia protestante, ou regressar ao período pré-Reforma Protestante, como se esta Reforma Protestante não tivesse nenhum significado teológico grave para a cristandade – não pode ser coisa ortodoxa, bem intencionada, piedosa ou prudente, pelo contrário, explicita um comportamento apóstata.

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    Um progressista poderá dizer: Mas eu tenho Fé nos dogmas:

    1) Transubstanciação;
    2) Presença Real;
    3) Sacrifício da Missa;
    4) Sacerdócio Ministerial.

    Mas fato é que o Rito da Missa Nova não tem esta fé, porque é uma variante dos ritos de ceias protestantes, que foram compostos por pessoas que não tem esta fé, e com o objetivo de contrariar explicitamente esta fé.

    Permanece válido e racional o princípio muito bem expresso por Pio XII sobre arte litúrgica, e que se aplica ainda mais para os ritos da Igreja:

    “Antes, a arte religiosa é ainda mais vinculada a Deus e dirigida a promover o seu louvor e a sua glória, visto não ter outro escopo a não ser o de ajudar poderosamente os fiéis a elevar piedosamente a sua mente à Deus, agindo ela, por meio das suas manifestações, sobre os sentidos da vista e do ouvido. Daí que, o artista sem fé, ou arredio de Deus com a sua alma e com a sua conduta, de maneira alguma deve ocupar-se de arte religiosa; realmente, não possui ele aquele olho interior que lhe permite perceber o que é requerido pela majestade de Deus e pelo seu culto. Nem se pode esperar que as suas obras, destituídas de inspiração religiosa – mesmo se revelam a perícia e uma certa habilidade exterior do autor -, possam inspirar aquela fé e aquela piedade que convêm à majestade da casa de Deus; e, portanto, nunca serão dignas de ser admitidas no templo da igreja, que é a guardiã e o árbitro da vida religiosa.” (Pio XII, Enc. Musicae Sacrae Disciplina, n. 11).

    • Caríssimo em Cristo, Sr. José Victor de Farias;

      Muito interessante sua análise sobre as mudanças no Culto Católico, ou seja, a substituição da Santa Missa por uma celebração luterana/anglicana.
      Entretanto, uma das questões mais graves trata-se do Ofertório, totalmente modificado, empobrecido, descaracterizando o sentido sacrificial da Missa!
      Convido o senhor para que se aprofunde nesta questão crucial, o Ofertório!
      Sugiro que busque um livro, do Pe. Cerrutti, chamado “A caminho da Verdade Suprema”, o senhor encontrará os três volumes em lojas de livros usados – “sebos” – pois, é uma coleção antiga (dos anos 1950), quando eu estudava Filosofia! Trata-se de um dos melhores e mais didáticos manuais de Teologia em língua portuguesa! Vale a pena conferir!
      Quando ainda estava como Pároco, antes de ser “aposentado” por um bispo conciliar, em todas as Missas, mesmo esta “missa nova”, eu sempre fazia o rito do Ofertório como eu aprendi! Também jamais celebrei qualquer desses “novos prefácios e novas orações eucarísticas”, pois, não tinham nenhuma intenção sacrificial!
      Continue sempre a defender nossa Santa Fé!
      Confie na Promessa do Imaculado e Doloroso Coração de Maria: “Por fim o Meu Imaculado Coração triunfará!”
      Prepare-se bem, estude e, sobretudo, tenha uma profunda vida de Oração!
      Este espaço abençoado do FRATRES IN UNUM é essencial para esta luta pela Verdade!
      Que seja sempre este nosso lema: Viva Cristo Rei!
      Salve Maria!

  17. Um trecho pouco conhecido revela os preconceitos do ateu e marxista contra a pompa litúrgica da Igreja Católica. Ilustra igualmente a mentalidade de certas pessoas de formação racionalista, que querem ver, em todo apelo ao sentimento, um perigoso atentado à razão humana. Assim descreve sua visita à catedral de Xanten, na Alemanha, o amigo e financiador de Marx, Engels:
    “A catedral de Xanten … cercada de velhas construções e de muros de convento, está separada de tudo o que é moderno. …“Entrei na igreja; oficiava-se justamente uma Missa solene. A música do órgão precipitava-se com majestade do alto do coro, como uma alegre tropa de guerreiros enfeitiçadores,e atravessava a nave ressonante para ir perder-se nos recantos mais afastados da igreja. … Mas desde que os trompetes anunciam o milagre da Transubstanciação, quando o padre levanta obrilhante ostensório, quando a consciência de toda a comunidade está embriagada no vinho do recolhimento, então, precipita-te para fora, foge, salva tua faculdade de pensar fora desse oceanode sentimento que submerge a igreja com suas vagas” (“Telegraph für Deutschland”, no. 197, dezembro de 1840, MEGA, I, 2, 92, apud HENRI DESROCHE, Socialismes et Sociologie Religieuse, Éditions Cujas, Paris, 1965, pp. 189-190). (Conferir citação em Guerreiros da Virgem, A Réplica da autenticidade, Ed. Vera Cruz, São Paulo, 1985, Pag 103)
    Falta pompa à liturgia pós conciliar. Não atrai, não convence. A frieza da arquitetura dos templos, também. Se existe uma doutrina católica, porque não existe um arquitetura Catolica?

    • Caríssimo;

      O que falta não é “pompa”, tampouco suntuosidade, dourados, rendinhas e veludos.
      O que falta é o essencial: a Fé.
      A formação sacerdotal está extremamente ruim, sem o mínimo de Fé, de devoção e de profundidade!
      A “riqueza” dos ritos, das celebrações, dos paramentos é dispensável diante da Fé: simples, pobre, mas, extremamente profunda!
      Os ritos são fundamentais, porém, ainda que repletos de pompas, riqueza e luxo, se não tiver Fé, não passa de um espetáculo teatral.
      Ultimamente, tenho visto pela televisão, ou mesmo pela Internet, jovens padres revestidos com paramentos de seda e aveludados, bordados em dourado, cheios de rendinhas… cálices dourados, ostensórios e tronos… têm até umbrella e pálios, tudo muito luxuoso… Sobram delicadeza, teatralidade e pompa…
      Só falta uma coisa, bem simples,
      Falta a Fé!
      Sem ela, tudo isso cai no vazio e no ridículo!
      Que o Bom Deus tenha misericórdia de nós!

  18. Rev. Pe. José Antônio, Salve Maria!

    Gostava muitíssimo de poder entrar em contato com Vossa Reverendíssima. Como faço para lhe escrever um email? Agradeço desde já a caridade de sua atenção.

  19. Reverendíssimo Pe. José Antônio, a Bênção!

    Extremamente agradecido pela vossa recomendação de leitura e por vossos conselhos e testemunho pessoal.

    Quando Ratzinger foi eleito e assumiu o pontificado como Bento XVI, eu e muitos acreditávamos que estava vindo a Reforma da Reforma litúrgica. A Igreja estava saindo da crise. O tempo passou… e pouco ou nada de reação. Tive que revisar minha percepção!

    Posso dizer-lhe que é um alento ficar fora de um sistema podre. É um presente de Nossa Senhora.

    Viva a Santa Igreja Católica!

    Um grande abraço! E um caloroso Salve Maria!

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