Um caminho sem retorno? O Estado avança sobre os direitos da Igreja.

Por FratresInUnum.com, 30 de abril de 2020 — Apesar das manifestações do Papa Francisco nos últimos dias, em alinhamento com a política de Estado da Itália, do Primeiro Ministro Giuseppe Conte, no sentido de manter-se a proibição do culto público em todo o território italiano, os bispos continuam a insurgir-se contra este abuso de autoridade, contra o atentado à liberdade de culto reconhecida a todos os cidadãos.

É muito importante tomar ciência destes fatos, pois os bispos de vários países em que o regime de quarentena foi mais rigoroso percebem que a concessão feita lhes custará muito caro e que a dificuldade de retomada das missas se impõe quase que por princípio por parte dos governos laicistas.

Infelizmente, existe uma miopia extraordinária por detrás do entreguismo bom-mocista dos nossos pastores. Eles são incapazes de enxergar um palmo à sua frente e, obedecendo bovinamente as indicações politicamente corretas da Conferência Episcopal, por puro medo de que isso “pegue mal” em relação aos outros bispos, acabam cedendo de maneira complacente aos avanços dessa intromissão ditatorial, ao invés de garantirem nem que seja o mínimo de liberdade de culto aos seus fieis. Faça-se a devida ressalva a alguns poucos bispos que começam a permitir as celebrações, ainda reticentes sobre qual será a reação de seus regionais.

Há algumas semanas, poder-se-ia alegar que não se estava percebendo o que iria acontecer. Agora, já está suficientemente claro. A hierarquia, em sua maioria, cedeu nos princípios e isso poderá custar muito caro para todos os fieis.

Manifeste-se. Continue solicitando uma reação por parte dos seus bispos.

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7 Comentários to “Um caminho sem retorno? O Estado avança sobre os direitos da Igreja.”

  1. O que estamos assistindo principalmente no Brasil, neste momento e a todo o instante é o rasgar abrupto da Constituição Federal.
    Pústulas tomaram para si o direito inconstitucional de legislar dentro do STF e, em desrespeito gritante à independência dos poderes, fazem o que bem entendem.
    Por tabela e diante de tal afronta, governadores e prefeitos, da mesma forma, desrespeitam a mesma constituição e fecham igrejas no peito, invadem residências particulares e prendem cidadãos honestos pelo simples motivo de estarem em suas casas em oração contrita.
    Padres, bispos, cardeais e papa calam-se vergonhosamente em todo o país e em todo o mundo para que seja preservado o seu conforto palaciano.
    Uma vergonha!

  2. Já aqui… de rédea frouxa vai ser prato cheio para o Estado. Nosso Deus só guardou nossa nação de não termos aquela horda de comunas na presidência

  3. É a França tudo outra vez; como pensam os maometanos ismailitas, a história é cíclica—no entanto—é em forma de um espiral, os mesmos eventos se repetem em suas formas, mas cada vez se apresentam piores, cada vez mais perto do centro que aniquila a história. A Constituição Civil do Clero está aí, é uma curva do espiral que se dá presente, nos chega com uma “curvatura” menor mas muito mais próxima do centro.

    Os bens perpétuos da Igreja foram “dados” aos poderes seculares, o sacrifício de Nosso Senhor não serve de nada, a autoridade espiritual então só tem atualidade se escorrer do Estado. Onde está o Papa? O que faz por aqueles que então se encontram no Culto da Ciência ou do Culto da Suprema Medicina? Por quanto tempo teremos que esperar pelas revoltas, pela Reação de Termidor e outros “Napoleões”?
    Nessas horas eu penso no que fizeram os santos guerreiros de Macabeus, diante do retorno dos tempos passados, dos sofrimentos e das conquistas dos tempos dos juízes…

  4. Lembrei agora da “pequena Igreja”, do bispo vestido de branco com os mártires a caminhar para o martírio…

  5. O simples fato da igreja obedecer “bovinamente” ao Estado já é ridículo, mas ver governantes decretando como os sacramentos devem ser administrados beira ao absurdo. Político X ou Y não é sacerdote e não tem direito de dizer nada dentro da igreja, assim como a Igreja, sendo um sociedade perfeita e independente, com sua própria organização e suas próprias leis, não depende do Estado PARA NADA. Fico imaginando estes bispos na época do império romano, diante de uma autoridade dizendo para fechar as igrejas e encerrar os cultos, visto que eram proibidos. Que iriam fazer? Dizer aos fiéis para irem embora porque o Cristianismo acabou? Ou desobedecer estas ordens ridículas? Que eu saiba, convém antes obedecer a Deus do que aos homens… A saúde do corpo é mais importante do que a da alma? Ou o bispo não acredita mais no espiritual?

  6. Ainda há santos pastores na minha Igreja!

  7. Será que eles celebram? Tenho dúvidas.