Arcebispo de Curitiba sobre pronunciamento da CNBB: “Nota infeliz. Foi detrativa. Embora especialistas, tomaram como veraz uma reportagem viciada”.

“Pareceu maldade encomendada”, comenta Bispo de Padre Manzotti sobre reportagem do Estadão

O Blog Ancoradouro teve acesso à Carta de Dom Antonio Peruzzo enviada ao clero da Arquidiocese de Curitiba, esclarecendo sobre a tendenciosa matéria do jornal Estado de São Paulo (Estadão) , que envolveu o nome de Padre Reginaldo Manzotti .

O arcebispo explica aos seus padres a ordem dos fatos que desembocou em uma celeuma midiática, por conta de interpretações equivocadas. Padre Reginaldo Manzotti, como de costume, consultou o arcebispo sobre a sua participação em uma reunião com parlamentares católicos e o Presidente da República. “Ponderei a ele que não gosto nem um pouco do atual presidente. Todavia, no segmento das comunicações, quase tudo depende de autorização governamental. Qualquer meio de comunicação de rádio ou TV é concessão do Estado. Hoje, se não forem mantidos canais de diálogo, multiplicam-se severamente as retaliações. Foi assim também no passado, independentemente dos governos e grupos partidários“, respondeu Dom Peruzzo ao Padre Manzotti.

“Minha recomendação foi que participasse da reunião, mas que fosse cuidadoso no que falaria. Que não houvesse nem lisonjas nem hostilidades da parte do padre. Era uma reunião aberta, registrada, acessível ainda hoje a todos”, continua o arcebispo de Curitiba que passa comentar sobre a participação de Padre Manzotti na reunião: “O Pe. Reginaldo se pronunciou por apenas cinco minutos ou menos. Poderá ouvir sua fala abaixo. Foi tão somente uma apresentação legítima do segmento das rádios e TVs”.

“A reportagem do Estadão foi inteligentemente malévola: divulgou o acontecimento com grande tardança e os apresentou em distorções grosseiras. Outros grandes jornais do país também acompanharam e nada publicaram. Acaso o Estadão é o único “concessionário da lucidez”? Pareceu maldade encomendada’, analisa o arcebispo. Para Dom Peruzzo, “tudo se tornou ainda mais debatido depois da nota do setor de comunicações da CNBB. Também foi uma nota infeliz. Foi detrativa”.

“Puseram-se a falar que a Igreja não aceita barganhas. É uma pena que chamaram de barganha o que e quem nada barganhou. Basta verificar e acompanhar toda a reunião. Quem barganhou?”, questiona dom Peruzzo. O arcebispo finaliza explicando ao clero de sua Arquidiocese o motivo da carta: “Caro Padre, decidi escrever estas linhas para que saiba do conjunto dos fatos e possa conversar com quem lhe perguntar. Não escrevi para justificar. Tem também o direito de discordar. Mas impressiona o grau de desfiguração intencionada dos fatos. Vivemos tempos em que parece natural sofisticar a maldade”.

Leia a íntegra da carta de Dom Peruzzo, Bispo de Padre Reginaldo Manzotti ao clero da Arquidiocese de Curitiba

 

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Curitiba, 08 de junho de 2020

Caríssimo Padre,

Escrevo-lhe para comentar e explicar sobre o acontecido deste final de semana, envolvendo o nome do Pe. Reginaldo Manzotti e TV Evangelizar em intensa celeuma midiática. Parece importante esclarecer para que não prevaleçam interpretações distorcidas. Tomei a inciativa de lhe expor a ordem dos fatos, pois que as hermenêuticas são as mais desencontradas.

No dia 21 de maio o Pe. Reginaldo me ligou consultando-me se deveria ou não participar de uma reunião online, proposta pela assessoria da presidência da República. Tal reunião seria no final da tarde daquele mesmo dia. Disseram que o presidente queria ouvir os pleitos das emissoras católicas. E Pe. Reginaldo deveria responder em um prazo exíguo, no mesmo dia. Ponderei a ele que não gosto nem um pouco do atual presidente. Todavia, no segmento das comunicações, quase tudo depende de autorização governamental. Qualquer meio de comunicação de rádio ou TV é concessão do Estado. Hoje, se não forem mantidos canais de diálogo, multiplicam-se severamente as retaliações. Foi assim também no passado, independentemente dos governos e grupos partidários. E o governo de agora é o que agora governa. Não existe outro.

Minha recomendação foi que participasse da reunião, mas que fosse cuidadoso no que falaria. Que não houvesse nem lisonjas nem hostilidades da parte do padre. Era uma reunião aberta, registrada, acessível ainda hoje a todos. Aconteceu em 21 de maio. Sobre o acontecido não surgiu nenhuma matéria jornalística até o sábado, dia 05.06. Foi então que, após 16 dias, o jornal o Estado de São Paulo estampou a seguinte manchete: “Ala da Igreja Católica oferece apoio ao governo em troca de verbas”. E foi esse o teor da reportagem.

O encontro foi promovido pelo grupo de parlamentares católicos. Vários setores das comunicações católicas apresentaram seus pleitos. As bajulações ficaram por conta dos parlamentares, mas não dos diretores das emissoras católicas, a não ser algumas expressões folclóricas de um tal que desconheço. O Pe. Reginaldo se pronunciou por apenas cinco minutos ou menos. Poderá ouvir sua fala abaixo. Foi tão somente uma apresentação legítima do segmento das rádios e TVs.

A reportagem do Estadão foi inteligentemente malévola: divulgou o acontecimento com grande tardança e os apresentou em distorções grosseiras. Outros grandes jornais do país também acompanharam e nada publicaram. Acaso o Estadão é o único “concessionário da lucidez”? Pareceu maldade encomendada.

Tudo se tornou ainda mais debatido depois da nota do setor de comunicações da CNBB. Também foi uma nota infeliz. Foi detrativa. Embora especialistas, tomaram como veraz uma reportagem viciada. E puseram-se a falar que a Igreja não aceita barganhas. É uma pena que chamaram de barganha o que e quem nada barganhou. Basta verificar e acompanhar toda a reunião. Quem barganhou?

Caro Padre, decidi escrever estas linhas para que saiba do conjunto dos fatos e possa conversar com quem lhe perguntar. Não escrevi para justificar. Tem também o direito de discordar. Mas impressiona o grau de desfiguração intencionada dos fatos. Vivemos tempos em que parece natural sofisticar a maldade.
Deixo-lhe um abraço.

Dom Peruzzo

Fonte: Ancoradouro

21 Comentários to “Arcebispo de Curitiba sobre pronunciamento da CNBB: “Nota infeliz. Foi detrativa. Embora especialistas, tomaram como veraz uma reportagem viciada”.”

  1. Para não se associarem, ainda que remotamente, ao governo Bolsonaro – entenda, com todas as dificuldades e erros, mas o primeiro em décadas com algum discurso conservador -, o sindicado CNBdoB corre para afirmar que não tem nem quer ter nada do governo.

    Esse mesmo sindicato, durante os 13 anos do PT, silenciou-se. Até hoje se cala. Evidente que não é silêncio, mas cumplicidade e alinhamento de idéias.

    Diante de Deus não ficarão calados. Esse julgamento haverá.

  2. A CNBB se precipitou e acabou se equivocando sobre essa matéria. Lamentável…

  3. O senhor bispo disse bem ao final: “…sofisticar a maldade.” Maldade da qual ele mesmo também faz parte ao dizer abertamente: “…não gosto nem um pouco do atual presidente…”. Mas este discurso já não causa estranheza! A CNBB é a esquerda dentro da Igreja; de nada serve e nada de bom acrescenta. Eis aí, o bispo! O exercício da caridade e, sobretudo, do amor ao próximo parecem não fazer parte de sua vida; o que afirma abertamente é manifestação contrária…Se em outras partes do mudo há católicos perseguidos e levados à morte por manifestarem sua fé, no Brasil temos a destruição silenciosa promovida pela CNBB com seus bispos comunistas.

  4. Nota típica de um filiado ao sindicato nacional dos bispos do Brasil. Faz questão de deixar claro o lado político em que está (“Ponderei a ele que não gosto nem um pouco do atual presidente”), mas aceita que o padre converse pois possuía interesse (financeiro?) nesse diálogo.
    É óbvio que ele só soltou essa nota pois a outra soltada pelos seus superiores do sindicato, mexe diretamente em seu coração (dinheiro), pois o Pe. Reginaldo Manzotti deve ser bem interessante para a saúde financeira da arquidiocese de Curitiba.

  5. A CNBB como sindicato me faz lembrar um filme dos anos 50 estrelado por Marlon Brando…

  6. Saiba o senhor bispo que eu não gosto nem um pouquinho do atual papa….

  7. Exmo Sr Bispo de Curitiba, fico feliz por ver que o senhor teve coragem de defender o Pe. Reginaldo Manzotti dessa reportagem caluniosa, bem como da nota infeliz, grosseira e maldosa da CNBB. Excia, nós católicos, pessoas que buscam viver a Boa Nova de Jesus Cristo, estamos indignados com a postura do contra, anti- Brasil dos Srs Bispos da CNBB,demonstrando claramente apoio aos esquerdistas que querem conduzir o Brasil ao caos, à uma ditadura de esquerda, aos favoráveis ao aborto, ideologia de gênero e tantas pautas anti- cristãs!!! Me admira o senhor declarar, desculpe a franqueza, que não gosta do atual Presidente, pq não cabia ali,na nota do senhor esse comentário. Deu a impressão que queria se eximir. Me admira essa implicância da maioria dos Bispos brasileiros com um governo eleito democraticamente e que está tentando por todos os meios fazer o melhor para o Brasil. A Igreja Católica no Brasil perde uma excelente oportunidade de ajudar, contribuir com o país, apoiando, incentivando e colaborando para tirar o país do caos financeiro, moral, ético em que fomos jogados pelos governos do PT e que contaram com tudo isso e mais amizade e querer bem por parte da CNBB. A nossa Igreja perde o seu protagonismo na história de nosso país, que comandado por esse Presidente, de quem o senhor não gosta, tenta desesperadamente sair do abismo ao qual foi jogado!!! Lamento toda essa reportagem e nota maldosa da CNBB PQ SÃO ESSAS EMISSORAS E ESSES PADRES QUE NOS AJUDAM A VIVER O NOSSO CRISTIANISMO, QUE NOS LEMBRAM QUE NA NOSSA IGREJA AINDA EXISTEM PADRES E BISPOS PREOCUPADOS COM A EVANGELIZAÇÃO, COM A ESPIRITUALIDADE E COM O BEM DOS FIÉIS. COM ELES REZAMOS TODOS OS DIAS, SOMOS ANIMADOS E MOTIVAMOS A PERMANECERMOS FIRMES NA FÉ, NA ESPERANÇA E NA CARIDADE. NOS ALIMENTAM NESSES TEMPOS DE SOFRIMENTO E PANDEMIA!!! QUEREMOS DAR UM BASTA SR ARCEBISPO NA POLITICAGEM DENTRO DA NOSSA IGREJA CATÓLICA, APOSTÓLICA!!! Querido Pe Reginaldo e demais Sacerdotes de Emissoras Católicas, continuem firmes!!! Acreditamos nos senhores e em seus propósitos!!! Deus os abençoe!!!

  8. Parabéns MARIA DA GRAÇA NAVARRO DE OLIVEIRA , todo o católico com um mínimo de doutrina católica concorda plenamente com suas palavras… Salve a Igreja Católica de Cristo Jesus, nosso Deus e Senhor !!! Vida longa ao Padre Reginaldo Manzotti e a todos os que lutam para preservar a Igreja Católica de ideologias de morte .

  9. Recordam quando o Bernardo Küster flagrou mais de 60 bispos TeeListas em ação em Londrina, membros da martelo e foice CNBB-TL-PT, serviçais das esquerdas-maçonaria-NOM, incluía-se nesse encontro D Peruzzo?
    Confiram, hoje em dia, como as midias pró as ideologias marxistas transliteram constantemente os termos para fins contestáveis e outros esquemas ideológicos, imensamente os causadores de confusões de sentido, objetivando gerarem divisões e varias dúvidas literárias para fins de confundirem e sequestrarem as mentes, via LAVAGENS CEREBRAIS no MARXISMO CULTURAL por termos ambíguos revolucionarios, promovidos pelos PCs e os CNBBiscas!
    O mega carismatistóide das imposições de mãos, Padre Reginaldo Manzotti fã e devoto incondicional de *Chico Xavier é mais um doutra igreja católica, assim como o Bolsonaro é do pentecostalismo protestante da facção do Edir Macedo – como os homogeneos se entendem, farinhas do mesmo saco!
    Ouçam no link abaixo, como é espírita Pe Manzotti!
    * https://www.google.com/search?q=padre+reginal+manzote+e+chico+xavier&oq=padre+reginal+manzote+e+chico+xavier&aqs=chrome..69i57j0l3j69i64.16656j0j7&sourceid=chrome&

  10. Não gosta do presidente? Deve ser porque defende o cristianismo, a família , a propriedade, a ordem, a liberdade e detesta o comunismo, a corrupção, a TL, o aborto etc… Por causa desses bispos é que o protestantismo avança. Não bastou destruírem a Igreja, agora querem destruir o país. PS: não gosto desse bispo, nem tampouco da CNBB.

  11. O católico deve buscar o que é justo e detestar o que é injusto, sem concessão alguma.

    Excursus:
    Sei que nao intetessa a ninguém, mas sou monarquista, como dizia Celio Borja, “por conhecer a história do Brasil”. Nao o sou por motivo estético, mas por saber que esse regime preserva a estabilidade das instituições as quais não ficam à mercê, como no Brasil republicano, de deletérios incapazes. A esses tais o católico deve ter a lucidez de rejeitar.

    A garantia de preservação das instituições deve estar em mãos de quem se move acima de interesses partidários e corporativos. Deve estar sob tutela da Coroa.

    Digo isso por ver o apoio e mesmo a militância de católicos bem intencionados a um governo infecto de protestantes e outros inimigos da Igreja de Deus.

    Então, a hora é de propaganda monárquica. A ré pública que se afunde de vez nos abismos de onde ela saiu.

    Assunto:

    Quanto ao Clubinho dos Coveiros do Igreja no Brasil, eu tenho a mais profunda certeza de que, findo o rico dinheirinho que lhe ADVÉM da Alemanha, os sócios do clubinho serão capazes de erigir uma estátua a Salvini ou mesmo a Bolsonaro se estes lhes derem dinheiro.

    Tudo por dinheiro.

    Mumes tinha até tirado a capa magna do baú.

    Bergoglio se pôs a rezar o terço, pois o Vaticonu faliu sem o museu da igreja constantiniana.

    Logo Bergoglio fará a adoração das 40 horas.

    De joelhos.

    Chegará na Sede Gestatória de tiara, falda e tudo. Fará qualquer coisa por la plata.

    O dinheiro, meus caros, “o esterco do diabo” como diziam os medievais.

  12. Ótimo fazer a defesa de um sacerdote…! E defender a Igreja Católica dos ataques da CNBB?

  13. Em tempo. Dos religiosos citados neste texto, qualquer que seja a métrica usada, o Presidente Bolsonaro é infinitamente superior e mais fiel a Deus que estes sacerdotes(?) O fato do arcebispo não gostar do Bolsonaro, sorte do Bolsonaro: a distâncias aos filhos das trevas ( alerta na carta do Mosenhor Viganò ao pres .Trump: https://centrodombosco.org/2020/06/06/arcebispo-vigano-envia-carta-de-apoio-a-trump/) é prudente

  14. Enquanto isso, nos EUA, o ex-nuncio do Vaticano escreveu a Trump alertanto que como existe um estado profundo (Deep State), há também uma igreja profunda que trai seus deveres e renuncia a seus devidos compromissos diante de Deus”. “Existem pastores fiéis que cuidam do rebanho de Cristo”, Viganò elabora, “mas também existem infiéis mercenários que procuram dispersar o rebanho e entregar as ovelhas para serem devoradas por lobos vorazes. Não é de surpreender que esses mercenários sejam aliados dos filhos das trevas e odeiam os filhos da luz.
    Moral: Há bispos que sucedem Pedro e Paulo, mas há também que são discípulos de Judas Iscariotes, o traidor de Jesus. Como a história se repete.

    https://www.lifesitenews.com/opinion/archbishop-viganos-powerful-letter-to-president-trump-eternal-struggle-between-good-and-evil-playing-out-right-now

  15. Que situação chegamos, situação onde eu tenho que apoiar um proto-protestante, eugenista, adúltero triplamente qualificado e, mais do que tudo, liberal.
    Está feliz, CNBB?

  16. Sua Bênção Dom Peruzzo.Fico feliz pela coragem em defender Padre Reginaldo que tanto bem tem feito a todas as pessoas sem distinção. Muita maldade mesmo fizeram com Ele.Estamos
    Unidos em ORACOES. QUE MARIA SANTÍSSIMA PISE NA CABEÇA DA SERPENTE. AMÉM.

  17. Muito elucidativa e esclarecedora a nota do arcebispo de Curitiba, Dom Peruzzo. Confesso, que mesmo sendo evangélico fiquei angustiado de que setores da Igreja católica apostólica romana que sempre deveriam seguir as diretrizes do Papa Francisco e dos senhores bispos da CNBB pronunciassem o contrário, ate porque sempre admirei o padre Reginaldo Manzotti por defender a justiça social e dos DIREITOS fundamentais da pessoa humana e em defesa do Estado Democrático de direito. Agora, sinto que realmente distorceram intencionalmente suas palavras e a luz da verdade retorna ao atual cenário. Parabéns sr. ARCEBISPO DE CURITIBA E AO PADRE CITADO. ♥️♥️♥️😇😇🌷🌷🌷🥰🥰🥰👍👍👍