Francisco no Iraque, distanciamento zero: “Aquele que me faz decidir assim, que se ocupe das pessoas”. O paganismo da “fraternidade universal” a todo vapor.

FratresInUnum.com, 9 de março de 2021 – “A viagem do pontificado”, assim a qualificou a um jornalista durante a entrevista do voo papal de regresso a Roma. E, de fato, foi. Depois de tantos meses de pandemia, Francisco contrariou todas as normas de distanciamento recomendadas e até impostas, como se o vírus tivesse dado uma trégua aos cidadãos iraquianos.

Papa conclui visita ao Iraque com missa para milhares de fiéis | Mundo | G1

Trinta mil pessoas lotaram a missa de encerramento da visita do Papa Francisco ao Iraque.

As fotos das multidões aglomeradas em torno das ruas para ver o Papa chamaram muito a atenção, até o ponto em que um jornalista perguntou se ele não estaria preocupado pelo fato de algumas pessoas poderem adoecer e até morrer em decorrência de um contágio ocorrido naqueles dias. A resposta de Francisco foi uma evasiva daquelas:

“Como eu disse anteriormente, com o tempo as viagens ‘ficam cozinhando’ na minha consciência, e esta é uma das coisas que me fortalecia. Pensei muito, rezei muito sobre isso e finalmente tomei a decisão que realmente veio de dentro. E eu disse que Aquele que me faz decidir assim, que se ocupe das pessoas. Mas depois da oração e da consciência dos riscos. Depois de tudo isso”.

Agora, a gente se pergunta:

O que vão dizer esses bispos que estão trancando Igrejas e negando sacramentos ao povo com a desculpa das restrições governamentais impostas por ditadores que não sofrem a mínima oposição? Bispos há que não saem de casa, que estão totalmente confinados, cujo único conselho espiritual ao povo é: “fique em casa”.

O que fazer, agora, quando o próprio Papa relativizou o fanatismo sanitarista quando o assunto foi causar um impacto midiático como o primeiro pontífice a visitar o Iraque?

Mas, se fosse uma visita apostólica a mais, tudo bem. Houve, em todo o episódio iraquiano destes dias, algumas ocorrências problemáticas que quase ninguém percebeu…

Paulo VI foi o primeiro papa a visitar Jerusalém depois de São Pedro. E não apenas isso, há diversos testemunhos e fotos de que ele usava com bastante frequência o ephod, aquele artefato que os sacerdotes judeus usavam sobre os paramentos enquanto serviam o templo, aquele que foi utilizado por Caifás quando condenou Nosso Senhor à morte. Paulo VI, sob certo aspecto, reconduziu à Igreja a uma espécie de regressão judaica.

Agora, Francisco conseguiu ir mais longe: regrediu a Ur dos Caldeus, terra de onde Abrão saiu, abandonando a idolatria para servir apenas ao Deus vivo e verdadeiro. O gesto de Bergoglio é simbolicamente uma regressão ao paganismo, aquele paganismo que desde há tempos inspira o seu ecologismo teológico e a sua visão deísta e filantropista da fraternidade humana.

Na oração que dirigiu no encontro inter-religioso, Francisco simplesmente não mencionou o nome de Jesus, aquele do qual disse São Paulo “que todo joelho se dobre no céu, na terra e nos infernos”. Se o Islã nega que Allah tenha filhos, nega o Deus da Divina Revelação, e recai naquela censura do Apóstolo: “É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho” (1 João 2,22), como Francisco, o apóstolo da fraternidade universal, poderia ferir  sua suscetibilidade?

Falando de sua visita ao Aiatolá Al Sistani, líder máximo dos muçulmanos xiitas, Francisco disse: “Senti o dever de fazer esta peregrinação de fé e de penitência, e de ir encontrar um grande, um homem sábio, um homem de Deus: só escutando-o é que se pode perceber isto”. E, mais adiante, continuou dizendo que ele é “um homem humilde e sábio, este encontro me fez bem à alma. Ele é uma luz, e estes sábios estão em toda parte porque a sabedoria de Deus foi espalhada pelo mundo inteiro. A mesma coisa acontece com os santos que não são apenas os que estão nos altares”.

Prosseguindo, Francisco confessa que tudo isso faz parte de um plano: “O documento de Abu Dhabi de 4 de fevereiro foi preparado com o Grão Imame em segredo, durante seis meses, orando, refletindo e corrigindo o texto. Foi – é um pouco presunçoso dizê-lo, o tomem como uma presunção – um primeiro passo do que você me pergunta. Podemos dizer que este (a visita a Al Sustami) seria o segundo e que haverá outros. O caminho da fraternidade é importante”.

Francisco é muito consciente dos passos que dá: “Você sabe que há algumas críticas: que o Papa não é corajoso, é um inconsciente que está dando passos contra a doutrina católica, que está a um passo da heresia, há riscos. Mas estas decisões são sempre tomadas em oração, em diálogo, pedindo conselho, em reflexão”.

Certamente, Francisco se referiu às admoestações feitas especialmente por Dom Athanasius Schneider, que ousou interpelá-lo pessoalmente e, diante do qual, o Papa também foi evasivo.

Portanto, fica muito evidente que Francisco está levando a Igreja para bem longe do anúncio explícito de que o único Senhor e Salvador do mundo é Nosso Senhor Jesus Cristo, o filho da Virgem Maria, o Cabeça do seu Corpo Místico, que é a Igreja. Estamos em mar aberto, rumo à completa apostasia, enquanto o mundo inteiro está preocupado com uma pandemia que pode fazer greve quando o assunto é aviltar a doutrina católica e pisar no Sangue Preciosíssimo de Nosso Senhor.

Exsurge, Domine!

18 Comentários to “Francisco no Iraque, distanciamento zero: “Aquele que me faz decidir assim, que se ocupe das pessoas”. O paganismo da “fraternidade universal” a todo vapor.”

  1. Este homem está destruindo a Igreja sob as vistas dos senhores bispos e padres… todos calados e preocupados com suas carreiras eclesiais. O sisma está aí com um inimigo de Cristo sentado no Trono de Pedro. Misericórdia!

  2. Realmente fiquei admirada…como um homem de 84 anos estava lá em meio aquela multidão, muitas vezes sem máscara.
    A narrativa mundia, a lacração, l q mesmo com a vacina ainda precisamos usar máscara!
    Essa análise foi na mosca, o Papa somente quer aparecer para a mídia mundial!
    Fim dos tempos ?
    E apostasia q segue…

  3. Nessa viagem de Francisco a ultima coisa que reparei foi o povo com ou sem máscara, próximos ou afastados. O que eu reparei com pesar foi o o vigário de Cristo na terra – se realmente esse o for – não pronunciar uma única vez no seu discurso a palavra Jesus Cristo. Falar já na posição de um líder de uma religião universal em pleno crescimento, cada vez mais longe daquela Igreja “fechada, medieval, parada no tempo, sem misericordia…”

    Cristo está acima do Papa, bem acima dele, tão acima que Deus o constituiu Senhor de tudo e de todos, de tudo que existe, por ele todas as coisas foram criadas e todo joelho se dobre, no céu, na terra e no inferno. Ah, como seria bom que Francisco gritasse para aquelas pessoas ali, na terra de Ur: “Então os judeus disseram a Jesus: “Tu ainda não tens cinquenta anos, e viste a Abraão?” Respondeu-lhes Jesus: “Em verdade, em verdade vos digo: ANTES QUE ABRAÃO EXISTISSE, EU SOU!.” Então, pegaram pedras para apedrejá-lo, mas Jesus esquivou-se e, passando por entre eles, saiu do templo” (Jo 8, 57-59)

  4. A Maçonaria e a idem Eclesiástica devem ter vibrado com os esses gestos e palavras do papa Francisco nas observações imerecidas referentes ao Aiatollah Al Sistani: “Senti o dever de fazer esta peregrinação de fé e de penitência, e de ir encontrar um grande, um homem sábio, um homem de Deus: só escutando-o é que se pode perceber isto”. E, mais adiante, continuou dizendo que ele é “um homem humilde e sábio, este encontro me fez bem à alma. Ele é uma luz, e estes sábios estão em toda parte porque a sabedoria de Deus foi espalhada pelo mundo inteiro. A mesma coisa acontece com os santos que não são apenas os que estão nos altares”. Leve-se em conta que essa “sabedoria e homem de Deus… Ele é uma luz, estes sábios”… foi dirigida a um pagão, irreconciliável, furioso e radical anti cristão católico!
    Será que o papa Francisco não saberia que o deus dos muçulmanos é Alah, a deusa lua, protetora da tribo coraixita de Maomé, escolhida entre 365 deuses, exibida como quarto crescente no alto das mesquitas e mesmo nas bandeiras dos países adeptos dessa religião pagã do incoerente Alcorão? Ou cumpriria um programa dos globalistas de afastar o Senhor Deus Verdadeiro N Senhor Jesus Cristo das mentes dos cristãos católicos via criação de um gigantesco mix de religiões, das quais surgiria a religião universalista do anticristo?
    Não entendi essa ida do papa Francisco ao Iraque para louvar o xiita Al Sistani, num país dividido entre várias facções maometanas beligerantes que se exterminam mutuamente desde sua fundação!

  5. Como aconteceu na Romênia e em outros países de minoria católica, Francisco é calorosamente recebido nessas terras não pelas heresias que profere, aplaudidas pelo Ocidente laicista, mas pelo simples fato de ser o Papa, Vigário de Jesus Cristo na terra. Quase sempre a fervorosa minoria católica destes países pagaram o preço do sangue para manterem-se católicas, como no caso do Iraque e da mencionada Romênia, respectivamente o terrorismo islâmico e o comunismo ateu. Aí chega o argentino falastrão para caçoar e pisar o sangue derramado pelos fiéis dessas pequenas comunidades na periferia da cristandade. Monsenhor Viganó foi caridoso na sua última declaração dizendo que todo o católico deveria exigir a renúncia do atual Papa, já que não se pode desejar a morte dele.

  6. Após as ostensivas e calorosas saudações reverenciando o pagão xiita Aiatollah Al Sistani como sendo um autêntico líder religioso, sendo para o papa Francisco um legítimo portador da luz, um lúcifer ou que leva a luz, alumia as trevas, profeta das nações, sem nenhuma referência a N S Jesus Cristo como verdadeiro Deus e Homem, Salvador e Redentor da humanidade de uma vez por todas, e a oportunidade refuta ao mesmo tempo os sedizentes “católicos” reencarnacionistas-espíritas, resolvi observar com trechos o seguinte:
    “Portanto, ide e fazei com que todos os povos da terra se tornem discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a obedecer a tudo quanto vos tenho ordenado. E assim, Eu estarei permanentemente convosco, até o fim dos tempos”. Mc 5 19-20.
    “E lhes ordenou: “Enquanto estiverdes indo pelo mundo inteiro proclamai o Evangelho a toda criatura”. Mc 16,15.
    A missão do papa Francisco não teria sido a da obediência e observância ao mandado de Jesus de converter as nações, como foi o objetivo de S Francisco de Assis junto ao Sultão Al Malik de converter os muçulmanos para a fé cristã, de igual forma com o muçulmano sunita Ahmed Al Tayyeb, com quem anda aos abraços e mútuas congratulações, ambos da religião do ódio – provas abaixo, dentre diversas mais:
    “Oh fiéis, não tomeis por amigos os judeus nem os cristãos; que sejam amigos entre si. Porém, quem dentre vos os tomar por amigos, certamente será um deles; e Alah não encaminha os iníquos”.
    Alcorão, Surata 5,51.
    “E quem quer que almeje (impingir) outra religião, que não seja o Islam, (aquela) jamais será aceita e, no outro mundo, essa pessoa contar-se-á entre os desventurados.” Alcorão, Surata 3,85

  7. O papa Francisco é para mim um flagelo, um castigo, uma pessoa que quase sempre ignoro, porque se me demoro muito lembrando dele, termino pecando por pensamento.
    Então faço de conta que ele não existe. A maioria das notícias em que ele está envolvido eu sequer leio.
    Espero que antes de morrer ele se converta à Igreja Católica Apostólica Romana.

  8. Se não me engano, há textos dos anos 1940 ou 50, em que o Dr. Plinio Corrêa de Oliveira pressentia que o Islamismo estaria intimamente ligado aos próximos passos da Revolução contra a Igreja.
    E realmente, apesar de marxistas serem tão ateus e anti-religiosos, é notória a simpatia da esquerda atual em relação aos muçulmanos.
    O fato é que nós católicos esperávamos uma investida bélica do Islã, mas não da forma que está acontecendo – através de uma parceria venenosa, assintomática e anestesiante, com o atual suposto ocupante da Cátedra de Pedro.

  9. Escrevi um texto longo e mordaz, mas apaguei.

    Além de bons católicos, de modernistas e protestantes (nominho ridículo este!) e de outras figuras bem ou mal intencionadas, estou persuadido de que este fórum é tambem frequentado por satanistas.

    Sei do que estou falando e já o disse noutra ocasião.

    Aos bons entendedores, diria: as orações de Leão XIII.

    São Miguel,

    Rogai por nós

  10. Mais cedo eu mandei um texto, mas se forem publicar, favor adotar o abaixo que tem algumas alterações. Obrigado.

    Em defesa do Santo Padre
    Eu reconheço, costumo ler muito os vaticanistas italianos e os sites católicos conservadores brasileiros, entre eles o fratresinunum.com. Isso não quer dizer que concorde ou endosse o teor de todos os artigos publicados nesses sites, embora considere alguns artigos muito bem escritos e realistas. Agora é preciso que se diga algo muito sério em relação aos editores do site do fratresinunum.com, eles falham reiteradamente ao permitir a publicação de alguns tipos de comentários extremamente ofensivos a pessoa do Santo Padre. Não é possível que continuem a permitir esse contínuo envenenamento contra o Vigário de Cristo, numa página onde possuem total controle sobre o que é ou não publicado. Ontem eu imprudentemente me atrevi a ler alguns comentários que estavam escrito nesse site e confesso que não me senti nada bem.

    É preciso fazer esse grave alerta. Muitos podem estar pecando e pecando gravemente por estar faltando com o devido respeito ao Sumo Pontífice, autoridade máxima da Igreja, àquele a quem o próprio Senhor deu as Chaves. Muitos católicos podem estar flertando com o cisma, ao tratar o Papa de maneira tão vil e desrespeitosa.

    Respeitar e amar o Sumo Pontífice, não significa de forma alguma endossar certa “papolatria” que tomou conta dos modernistas infiltrados na Igreja que enxergam em Francisco uma possibilidade ainda que remota de ruptura com a Tradição e o Magistério de sempre da Igreja. Estes fingem amar o Papa, mas na verdade amam apenas os próprios erros. Eles se arvoram em serem os maiores defensores do papado, quando até pouco tempo eram os críticos mais ácidos e injustos dos pontificados de Bento XVI e São João Paulo II.

    Críticas justas, públicas, caridosas e pontuais a algumas posturas públicas de um Papa que pode estar pondo em risco a Fé dos mais simples, longe de ser pecado, é um dever dos cristãos mais conscientes. Quanto maior o conhecimento, capacidade e autoridade desse cristão, maior será a sua responsabilidade. Calar diante do erro poderia, em alguns casos, indicar implicitamente uma aspiração carreirista baseada na bajulação, ou simplesmente covardia. Se por um lado devemos amar muito o Romano Pontífice, do outro devemos evitar esses desvios bajuladores que fazem mais mal do que bem a Santa Igreja.

    Luciano Perim Almeida

    • Graças te dou, senhor de todos os mundos, oh deus búdico, abraâmico e pachamânico, oh! zoroastro das pradarias persas e trimurti do Ganges imortal (e poluido); rendo-te grac
      ças deus de múltiplas faces e de atributos contraditórios e excludentes; oh! deus shiva, deus Ein Sof, deus absconditus, deus escola de samba, forró e tango, oh deus que és todos os ritmos a pulsar no âmago da matéria divina, das plantas, das rochas, das águas e das lagartixas!!!

      Eu te glorifico porque me fizeste um varão justo e piedoso, um varão sábio e equilibrado, um varão devoto desta gloriosa epifania, deste amanhecer dourado que é tambem a manifestação última da vossa grandeza: o sumo deus imortal, o sucessor de Cristo, o Santo Padre o Papa São Francisco Bergoglio, rei imortal de todos os éons e de todas as cabalas.

      Rendo-te graças por teres me dado a graça
      Inefável de me escandalizar com todos os excessos cometidos pelos radicais feios e bobos!

      Graças a ti, oh deus Bergoglio: a ti hei de unir-me em bodas místicas e sempiternas…

    • Sr. Luciano Perim Almeida, eu estava prestes a aplaudir mentalmente seu texto quando me deparei (e parei) com “São João Paulo II”. O sr. também endossa o conservadorismo papólatra, o qual pretensamente denuncia. Paz.

    • Mimimimimim supersticioso e malsão resultante da mais crassa ignorância da história eclesiástica.

      Pare de devanear e se arrependa de preferir os homens a Deus.

      E se vc se julga católico, pare de tentar oprimir os demais católicos que têm horror e asco ao despautério do argentino falastrão. Pare de bancar o fio da balança e o rei do isentismo! Suma com os seus patuás e conversinha de carola apedeuta e pernóstico.

      Não gosta dos comentários? Suma e vá bordar o seu tricô “eclesial” dentro do primeiro armário de sacristia. E cuidado com ratos.

      Se eu tivesse que escolher entre um TL roxo e um “conservador” coberto de rendas e de futilidades vespertinas, eu preferiria um TL a um conservador. Pois um morno, isto é, um conservador que se derrete ouvindo o maçom Mozart, filtra mosquito e engole jamanta, só presta pra ser vertido na latrina.

      Os conservadores são a desgraça da Igreja, pois em sua falta de honestidade intelectual e hombridade foram e são os maiores óbices à restauração do que foi corroído pelo conciliábulo “Vaticano Dois”, o deboche…

      Façam-SE o favor: deixem de ser amentais e indignos da graça batismal. Peguem a canoa furada do senhor Bergoglio e engulam a lama do tsunami que esse falso profeta provocou. Pois esse pseudo pontificado só trouxe desgraça e peste para o mundo.

  11. Para mim, a visita do papa é política e não religiosa. Mas como ele se rebaixa! O que será que ele quer ganhar com isso?

  12. Bem, essa foi—literalmente—a melhor viagem que o Papa Francisco fez; sou suspeito como filho de um iraquiano, refugiado em Brasil, mas fiquei muito feliz com tudo que foi dito e feito.

    Aos sujeitos que dizem que Sistani não merece respeito, ainda que não caiba dizer “religioso”, pois não o é, são daqueles que nem árabe sabem dizer e pouco do homem podem conhecer mas que, não por menos, não tiram o nome de um certo sujeito nascido em Estagira da boca e das estantes, mesmo este sendo—literalmente—um pagão.
    Como em outros tempos e até com quem já fora citado aqui, já morto, creio que a Igreja teria muito o que ganhar aliando-se, estrategicamente, com os xiitas, e apenas eles, mas que não seja do modo declarado pelo Tabatabai, como quem quer implicar que a Igreja tem algo a aprender (ou descobrir) com os hereges. Infelizmente parece-me que o Papa Francisco pretende, ou ao menos dar entender, cair nessa armadilha sagaz. Nossa mãe não pode ter nada o que aprender com os filhos, muito menos com filhos pródigos.

    • O velho ranço oriental contra Aristóteles. Que pena! A teologia do Oriente ficou no que disseram os Santos Padres, embora seja inesgotável o tesouro da revelação divina. Somente o preconceito parece explicar o pavor que os orientais costumam ter da teologia medieval.

      Os ocidentais são mais hábeis em tudo, inclusive na arte de destuir a Igreja inteira.

      O problema não é São Tomás, embora este grande Doutor, o maior de todos os Doutores, não seja um autor grato às mentes apressadas.

  13. “Você sabe que há algumas críticas: que o Papa não é corajoso, é um inconsciente que está dando passos contra a doutrina católica, que está a um passo da heresia, há riscos.

    – Quem afirma categoricamente que Deus é mutável, não corre mais o risco de estar a um passo da heresia. Já encontra-se inteiramente nela.

%d blogueiros gostam disto: