E a misericórdia recai sobre Summorum Pontificum.

Já que Bento XVI insiste em não morrer, Francisco não pôde esperar mais para passar como um trator, implacavelmente, sobre o motu próprio que instituía a “forma extraordinária” do rito romano. Enquanto aguardamos a versão em português do documento, segue matéria de Vatican News.

Novas normas sobre a missa antiga, maior responsabilidade ao bispo

O Papa publica um motu proprio para redefinir as modalidades de uso do missal pré-conciliar: as decisões voltam à disponibilidade dos pastores das dioceses. Os grupos ligados à antiga liturgia não devem excluir a legitimidade da reforma litúrgica, os ditames do Concílio Vaticano II e o Magistério dos Pontífices.

O Papa Francisco, após consultar os bispos do mundo, decidiu mudar as normas que regem o uso do missal de 1962, que foi liberalizado como “Rito Romano Extraordinário” há catorze anos por seu predecessor Bento XVI. O Pontífice publicou esta sexta-feira (16/07) o motu proprio “Traditionis custodes”, sobre o uso da liturgia romana anterior a 1970, acompanhando-o com uma carta na qual explica as razões de sua decisão. Eis as principais novidades.

A responsabilidade de regulamentar a celebração segundo o rito pré-conciliar volta para o bispo, moderador da vida litúrgica diocesana: “é de sua exclusiva competência autorizar o uso do Missale Romanum de 1962 na diocese, seguindo as orientações da Sé Apostólica”. O bispo deve certificar-se de que os grupos que já celebram com o antigo missal “não excluam a validade e a legitimidade da reforma litúrgica, os ditames do Concílio Vaticano II e o Magistério dos Sumo Pontífices”.

As missas com o rito antigo não serão mais realizadas nas igrejas paroquiais; o bispo determinará a igreja e os dias de celebração. As leituras devem ser “na língua vernácula”, utilizando traduções aprovadas pelas Conferências episcopais. O celebrante deve ser um sacerdote delegado pelo bispo. O bispo também é responsável por verificar se é ou não oportuno manter as celebrações de acordo com o antigo missal, verificando sua “utilidade efetiva para o crescimento espiritual”. De fato, é necessário que o sacerdote responsável tenha no coração não apenas a digna celebração da liturgia, mas também o cuidado pastoral e espiritual dos fiéis. O bispo “terá o cuidado de não autorizar a constituição de novos grupos”.

 

Os sacerdotes ordenados após a publicação hodierna do Motu próprio, que pretendem utilizar o missal pré-conciliar “devem enviar um pedido formal ao Bispo diocesano que consultará a Sé Apostólica antes de conceder a autorização”. Enquanto aqueles que já o fazem devem pedir a autorização ao bispo diocesano para continuar usando-o. Os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, “na época erigidos pela Pontifícia Comissão Ecclesia Dei”, estarão sob a competência da Congregação para os Religiosos. Os Dicastérios para Culto, e para os Religiosos supervisionarão a observância destas novas disposições.

 

Na carta que acompanha o documento, o Papa Francisco explica que as concessões estabelecidas por seus predecessores para o uso do antigo missal foram motivadas sobretudo “pelo desejo de favorecer a recomposição do cisma com o movimento liderado pelo bispo Lefebvre”. O pedido, dirigido aos bispos, de acolher generosamente as “justas aspirações” dos fiéis que solicitavam o uso daquele missal, “tinha, portanto, uma razão eclesial de recomposição da unidade da Igreja”. Essa faculdade, observa Francisco, “é interpretada por muitos dentro da Igreja como a possibilidade de usar livremente o Missal Romano promulgado por São Pio V, determinando um uso paralelo ao Missal Romano promulgado por São Paulo VI”.

 

O Papa lembra que a decisão de Bento XVI com o motu proprio “Summorum Pontificum” (2007) foi apoiada pela “convicção de que tal medida não colocaria em dúvida uma das decisões essenciais do Concílio Vaticano II, atingindo de tal modo sua autoridade”. Há 14 anos o Papa Ratzinger declarou infundado o temor de divisões nas comunidades paroquiais, porque, escreveu, “as duas formas de uso do Rito Romano poderiam enriquecer-se mutuamente”. Mas a sondagem recentemente promovida pela Congregação para a Doutrina da Fé entre os bispos trouxe respostas que revelam, escreve Francisco, “uma situação que me aflige e me preocupa, confirmando-me na necessidade de intervir”, vez que o desejo de unidade foi “gravemente desatendido”, e as concessões oferecidas com magnanimidade foram usadas “para aumentar as distâncias, endurecer as diferenças, construir contraposições que ferem a Igreja e dificultam seu caminho, expondo-a ao risco de divisões”.

 

O Papa diz ficar triste com os abusos nas celebrações litúrgicas “de um lado e do outro”, mas também diz contristar-se por um “uso instrumental do Missale Romanum de 1962, cada vez mais caracterizado por uma crescente rejeição não só da reforma litúrgica, mas do Concílio Vaticano II, com a afirmação infundada e insustentável de que ele traiu a Tradição e a ‘verdadeira Igreja'”. Duvidar do Concílio, explica Francisco, “significa duvidar das próprias intenções dos Padres, que exerceram solenemente seu poder colegial cum Petro et sub Petro no Concílio ecumênico, e, em última análise, duvidar do próprio Espírito Santo que guia a Igreja”.

 

Por fim, Francisco acrescenta uma razão final para sua decisão de mudar as concessões do passado: “é cada vez mais evidente nas palavras e atitudes de muitos que existe uma relação estreita entre a escolha das celebrações de acordo com os livros litúrgicos anteriores ao Concílio Vaticano II e a rejeição à Igreja e suas instituições em nome do que eles julgam ser a ‘verdadeira Igreja’. Este é um comportamento que contradiz a comunhão, alimentando aquele impulso à divisão… contra o qual o Apóstolo Paulo reagiu com firmeza. É para defender a unidade do Corpo de Cristo que sou obrigado a revogar a faculdade concedida por meus Predecessores”.

 

47 Comentários to “E a misericórdia recai sobre Summorum Pontificum.”

  1. E qual a consequência disso tudo ? Um cisma ! Quem já tem acesso a missa Tridentina não vai aceitar ficar sem, quem ainda não tem não vai mais conseguir ter. A “briga” só tende a aumentar…. mas é claro que o senhor Francisco não está nem aí pra nada disso…. Pra quem quer destruir a Igreja, quanto mais desentendimento, melhor.

  2. Os boatos sobre esse documento já estavam circulando nos blogs conservadores há algumas semanas, mas hoje aconteceu o pior. Confesso que fiquei muito triste, e isso bem no dia de Nossa Senhora do Carmo, da qual sou tão devoto.
    Mas confio muito na justiça de Deus. Ele está acima do autoritarismo de Jorge Mario Bergoglio.

  3. Se o alto clero romano quer que a Santa Igreja Católica Romana seja irrelevante no mundo o que nós, meras ovelhas, podemos fazer é rezar para que haja uma redução dos danos sobre nós e de resto sobre o mundo ao qual fazemos parte que sofreremos por nossos pastores serem demissionários.

  4. Como seminarista, viu ficar quieto aqui. Mas, quando (e se) eu for ordenado, vou rezar a Missa Tridentina, sim. Voltou o vale tudo.

    • Lucas, um conselho: ande pela sombra, não se exponha.

    • Lucas, para evitar conflitos, contemporiza quanto tu for rezar a Santa Missa, rezando a oração eucarística de número I que é bastante católica, fala da paz e proteção que se pede a Deus neste mundo à Santa Igreja, unido-a em um só corpo, governando-a em toda a terra.Também nesta oração eucarística I há a explícita interseção dos santos, o que dilui muito o ecumenismo relativista e omisso de nossos dias. Mas, sobretudo a oração eucarística I fala explicitamente da Missa como um sacrifício. Eu tenho para mim que a oração eucarística de número I é uma via média entre o Missal de São Pio V e o Missa de São Paulo VI, pois antes da revisão de 1970 o Missal Romano teve apenas esta oração eucarística I.

  5. “Defender a unidade do corpo de Cristo”, é isso que Sua Santidade disse?

  6. O que a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, em seu alto clero, precisa é de conversão. A Igreja precisa deixar de lado um fruto da modernidade que é o liberalismo que é uma ideologia que sequestrou a ideia de liberdade como licença para o erro e o mal como se quem quisesse a liberdade não naturalmente levasse em em conta que a sua escolha devesse ser conforme a verdade e o bem, pois é à verdade e ao bem que buscam os homens que querem ser verdadeiramente livres. O império e a tirania da opinião que se abateu sobre o mundo desde a Reforma Protestante do século XVI passando pelo liberalismo nos séculos seguintes até culminar no comunismo instaurou uma humanidade cega em relação à sabedoria, o conhecimento, querendo emancipar-se de Deus e sua Santa Igreja, acabou emancipando-se, livrando-se loucamente do que seja a verdade até no mesmo no conhecimento natural do que é a verdade sobre o mundo.

  7. Em 14 de julho de 1570, São Pio V publica a Bula Quo Primum Tempore, pela qual fixa a forma da Missa Católica afirmando a sua perpetua intangibilidade. Então nesse século ano 2021, Mario Bergoglio insiste em desmerecer a Santa Missa, colocando como se fosse uma simples vaidade de alguns grupos. A par do fato de a Igreja moderna/conciliar/modernista/neoluterana não ter AUTORIDADE para mudar uma vírgula da liturgia católica de Sempre. Só peço a Deus Misericórdia e que o Imaculado Coração de Maria triunfe.

    “Roma Locuta est, Causa Finita Est”.

  8. A atitude de mudar oq seu antecessor fez em relação ao tradicional é claro incômodo ao reformista liberalista que não respeita a apostólica tradição do magistério da Igreja e faz jogo de palavras e distorce a verdade.
    Somos pouquíssimos a enxergar a má intenção desse reformista.

  9. Bem feito para os acordistas.

    Continuem bajulando Roma não convertida.

    • Isso é uma falta de caridade para nós que não temos a FSSPX próxima. Isso que você disse não é uma atitude católica.

  10. Aguardando os “passadores de pano” acordistas.

    Alguma palavra FSSPX?

  11. Já era esperado isso. Agora, sejamos justos em reconhecer: Dom marcel Lefevbre e a FSPXX estavam certos desde sempre pois aconteceu o que eles disseram que aconteceria: os reformadores dariam uma concessão mas depois exigiram com o mesmo discurso da obediência, todas as reformas da igreja conciliar. Que o Motu próprio de 2007 foi um engodo e que a nossa luta é pela fé, não pelo rito apenas.

    E não subestimem o peso terrível desse documento. Ora, se ele diz corrigir as consequências do de 2007, o que não acontecerá em consequência à esse de hoje, daqui a 14 anos?

    Talvez o único ponto que comemoro é porque o muro dos mornos será balançado. E eles terão que escolher um lado.

  12. Seria ótimo o nosso bom papa arranjar outro culpado.
    Enquanto houver pachamamas nos altares, enquanto houver comunistas, enquanto houver teologias da libertinagem e enquanto houver na Igreja padres e bispos homossexuais, assim ordenados ou “convertidos”, que não honram os votos proferidos, jamais haverá a “unidade do Corpo de Cristo” conforme é desejado.

  13. Parece que blinda novos sacerdotes de celebrarem no rito antigo. Uma desgraceira…mais uma..

  14. Caríssimos fratres
    Há tempos não comento neste egrégio site, mas tamanho acontecimento me impeliu a escrever estas linhas.
    Quero pensar em algum lado positivo desta situação e, neste tempo de acessórios faciais obrigatórios, é bom vermos máscaras caindo. A crise (e, não duvido, a dor espiritual) sentida pelos reverendíssimos Mons. Lefebvre e Castro Mayer, há pouco mais de meio século, hoje é percebida por todos nós, direta ou indiretamente seus filhos espirituais. A sensação é de que o joio viceja mais que o trigo, aparentemente sufocado nesta plantação, mas os ceifadores somente farão a colheita quando o dono determinar.
    Há algum tempo eu assistia à Santa Missa em Arapongas-PR, até que a troca de bispo em Apucarana e remoção do padre para a Catedral fizeram desaparecer o único local de Missa Tridentina em todo norte do Paraná. A Missa Tridentina é um pequeno fio d’água, uma simples gota caindo segundo após segundo, nesse castelo de papel de mentalidade modernista imposto goela abaixo ao orbe católico. O contato com a verdadeira história católica, com a beleza católica, necessariamente abre margem para questionamentos como “Por que eu sempre fui privado disso até hoje?” que leva a um caminho natural de contestação dos rumos tomados na segunda metade do século passado.
    Duvidar do Concílio, explica Francisco, “significa duvidar das próprias intenções dos Padres, que exerceram solenemente seu poder colegial cum Petro et sub Petro no Concílio ecumênico, e, em última análise, duvidar do próprio Espírito Santo que guia a Igreja”.
    Nesta frase fica explícita a fé na infalibilidade do CVII, algo que o próprio CVII nunca afirmou. Não existem cânones dogmáticos. E, de acordo com o Dogma da Infalibilidade Papal (CVI), só há infalibilidade quando o pronunciamento papal repete aquilo que a Santa Igreja sempre repetiu. E a condenação da Santa Missa no rito Tridentino vai diretamente contra a Bula Quo primo tempore de São Pio V. Destaco ainda a temeridade em atribuir que o Espírito Santo guia a Santa Igreja inclusive neste ato de perseguição perpetrado pelo atual clero, em contraposição ao que se fez há séculos. Mas faço uma reflexão que pode “justificar” que é o Espírito Santo que permite (não que sugere, mas permite) tal condução: É na perseguição que nos tornamos mais fervorosos. É sob a espada que o Cristianismo mais floresceu no mundo. Deus, em sua infinita sabedoria, não nos deixa desamparados, mas nos permite os sofrimentos para que possamos fortalecer nossa Fé. Permite que Nossa Santíssima mãe, a Bem Aventurada Sempre Virgem Maria nos conforte e nos alerte para o que é necessário: Penitência, oração do Santo Rosário, sacrifícios.
    “O Senhor deu, o Senhor tirou: bendito seja o nome do Senhor!” (Jó I, 21). Que o muro dos indecisos seja derrubado, os mornos deixem sua dubiedade, os fiéis sejam ainda mais fiéis, e a Misericórdia Divina sobreponha à “miséria-discórdia” vigente.

  15. Me lembro de uma foto dos seminaristas da Administração Apostólica (Campos), com Dom Rifan e Francisco, pareciam que iam desmaiar de tanta emoção e alegria. Na hora imaginei Dom Antonio Castro Mayer se contorcendo no sepulcro.

  16. Me parece que o resultado disso tudo vai aumentar a divisão.

    • É preciso que as pessoas entendam que nunca houve cisma na Igreja de Cristo.
      Por acaso houve cisma no céu quando os demônios se rebelaram?
      O céu continua céu e Deus continua Deus.
      Os maus apenas se afastam e vão para o seu canto.

  17. Eis a igreja de Bergoglio, fruto do Concílio Ecumênico Vaticano II: Sagrada Tradição é revogada enquanto o paganismo ecumênico da pachamama é elevado aos altares.

  18. Que duro golpe. Praticamente jogou a missa de sempre na clandestinidade. É a Igreja pós-conciliar e sua “misericórdia”. São os velhos bispos desesperados e temendo a avalanche de vocações católicas tradicionais.

    Longe de julgar o santo-padre Bento XVI, mas não deveria ter abandonado o rebanho como abandonou.

  19. Com o devido respeito que se deve ao legítimo sucessor de Pedro e vigário de Cristo. Mas nos faltam Lefebvres, que não tenham medo de perder suas pompas e tomem a posição assumida por Dom Lefebvre e pelo Leão de Campos, não precisam ordenar sem mandato, mas se que se levantem contra a ditadura de Francisco. Tem que ser eles, pq o baixo clero seria engolido. Nem Trento com Pio V foi tão mesquinho e autoritário como o Vaticano II e sua maior autoridade Francisco.
    Indulgência aos maus e sufocamento aos que querem permanecer fiéis, pq o que este motu proprio quer é sufocar até a morte, qualquer resquício da liturgia anterior em nome da unidade da Igreja, que não serve mais à unidade há quase seis décadas, somente ao relativismo midiático e pouco evangelizador.
    Sufocar a liturgia, pq se o culto oferecido a Deus é atingido, todo o restante da religião é atingido.
    Que unidade? A que não suporta diferenças e torna tudo em uniformidade? Nem os meios tradicionais querem uniformidade, entendem seu papel.
    Que unidade? Quando um pontificado coloca uns contra outros desde o âmbito religioso, até o político e ideológico?
    Mas não desistimos da fé da Igreja, embora ditador, ele é o Papa, pode errar em certas matérias e nós somos católicos, cum Petro et sub Petro. Naquilo que é o papado e não naquilo que é quem senta no trono de são Pedro.

    Graças a Deus tivemos Bento XVI, ele nos fez ter um alento, e o que pensávamos ser um deserto libertador, tem se estendido em escravidão egípcia, somos oprimidos de todos os lados. Mas não vencidos. Nada como um Papa após o outro.

    Rezemos! Sobretudo pelo papa Francisco. E a quem cabe ou pode tomar posição. Que faça sua parte.

    PS: um abraço aos que soltam rojão pela posição de Francisco: Um dia é da caça, o outro do caçador.

  20. Salve Maria! É com tristeza e angústia que recebemos este documento … mas, para quem “revogou” o inferno, afirmando que TODOS estão salvos (o maiúsculo é do documento do próprio!), revogar a Missa Tridentina parece ser uma coisa menor… N.S. do Carmo, rogai por nós e pela Santa Igreja!

  21. “O Papa […] diz contristar-se por um “uso instrumental do Missale Romanum de 1962, cada vez mais caracterizado por uma crescente rejeição não só da reforma litúrgica, mas do Concílio Vaticano II, com a afirmação infundada e insustentável de que ele traiu a Tradição e a ‘verdadeira Igreja’”.
    Eu vejo isso como um bom sinal de que mesmo com o Papa Francisco tentando atrapalhar, a Igreja vai vencer no final. Ele já perdeu e está só adiando o inevitável. Mais e mais pessoas começam a questionar a forma como a liturgia é feita hoje, e eventualmente as coisas vão melhorar.

  22. Nasci e cresci na igreja pós-conciliar e esta é a única experiência que eu tive. Porém, estou consternado com essa decisão.
    Já esperava que Francisco o fizesse tão logo Bento XVI se fosse. Porém, recém saído do hospital, Francisco deve ter sentido o risco de ir antes dele. Errônea é a interpretação que impôs a Summorum Pontificum, como se o documento fosse uma concessão apaziguadora. Bento XVI tem real apreço pela liturgia tradicional, e ela não é uma concessão.

  23. Rezemos para que as perseguições, já existentes, não se tornem mais pesadas, e rezemos para que Bergólio se converta.

  24. Salve Maria!

    Na minha humilde opinião acho que o cisma da Igreja Católica já começou, e como verdadeiros católicos oprimidos que somos, devemos fazer como os Cubanos, nos libertar; eles pela ditadura comunista e nós pela ditadura do Papa Francisco e de todos os seus companheiros (Teologia da Libertação, Maçonaria, Comunismo, Socialismo, etc…) que querem destruir a religião Católica; chega de ficar só na lamentação, vamos a luta, procuremos bispos, padres, seminaristas, leigos consagrados que discordam da forma como o Papa esta conduzindo a casa de Deus, vamos nos reunir, devemos mostrar a Santa Sé que essa igreja que o Papa esta nos apresentando não é a Igreja que Jesus Cristo instituiu.

    A história esta sendo jogada no lixo, os dogmas estão sendo rasgados, a fé esta sendo destruída. Se nada for feito agora, voltaremos a assistir a santa missa de forma clandestina; esse duro golpe nos deixa triste, inseguro, mas ao mesmo tempo pode nos fortalecer.

    Devemos rezar a Nossa Senhora Maria Santíssima com fé no coração e a Nosso Senhor Jesus Cristo pedindo a sua misericórdia, que tome a frente junto com sua mãe e salve a todos nós e a sua casa. Esse falso Papa tem que sair, precisa ser tirado da cadeira de Pedro; vamos nos organizar. como se organizam os falsos católicos que querem o nosso fim, unidos seremos mais forte. Com o estandarte do Sagrado Coração de Jesus e o Estandarte do Sagrado Coração de Maria, marcharemos rumo a vitória.

    SI VIS PACEM PARA BELLUM

  25. “É para defender a unidade do Corpo de Cristo que sou obrigado a revogar a faculdade concedida por meus Predecessores”.

    Gustavo Corção referiu-se a Paulo VI como “o homem mais desmoralizado da face da terra”. O escritor teve a ventura de não ver o que estamos vendo… O idoso argentino recém-operado dos intestinos é um compêndio vivo de todas as imundícies desse mundo. Não vou afirmar categoricamente que ele seja o Falso Profeta descrito em Apocalipse cap. XIII, mas segundo o padre Dornelles, Francisco reveste todas as características.

    Aliás, Viganó, Schneider, pe. Dornelles, Frei Tiago, hoje vou lhes usar.

  26. Ainda bem que eu não faço parte dessa igreja conciliar. Eu sou Católico, graças a Deus!

  27. Quod semper, quod ubique, quod ab omnibus creditum est” de S Vivente de Lérins, dá o tom de uma quase ou mesmo desmotivada supressão da santa Missa Tridentina, exatamente rezada em latim, a qual é a língua sagrada da Igreja de Jesus, detestada pelo demônio, pelo fato de abominar a liturgia, igualmente as preces e as orações quando são pronunciadas nesse idioma, aquele da Igreja de sempre, da tradicional de 2 000 anos!
    No entanto, como divisionista e afeito apenas a tumultos e confusões generalizadas, favorecimentos aos diabólicos homossexualismo e à ideologia de gênero, por não serem veementemente combatidos, máxime quando surgem digressões na liturgia da Igreja! Aí sim, concede ao diabo plena satisfação; ele tem razão, porque apenas aprecia tumultos, distúrbios, divisão e confusão, como os endiabrados comunistas, “quanto pior, melhor”
    O Nostra Aetate, por ex., nivela N Senhor Jesus Cristo à pagã deusa lua Alah, que os cristãos e muçulmanos adoram o mesmo Deus – será? Vejamos o paradoxo: “Ó fiéis, não tomeis por amigos os
    judeus nem os cristãos; que sejam amigos entre si. Porém, quem dentre vós os tomar por amigos, certamente será um deles; e Alah não encaminha os iníquos.” Alcorão, Surata 5, 51 e muitos mais textos demonstrando a suma incompatibilidade entre Nosso Senhor Jesus Cristo e a pagã deus Alah – a Pachamamma dos muçus – e ambos “adoram” o mesmo Deus, ah, sim!…
    Nunca D Lefèbvre, D Antônio de C Mayer, D Sigaud etc. estiveram em tão em alto grau de prestígio, assim como o antigo D Fernando Rifan; enquanto isso, a turma brava do Pacto da Catacumbas-TL-CNBB cairam no desterro – a começar de D Hélder!

  28. Na prática continua tudo igual.

    • Mais ou menos. O Motu Proprio de Bento XVI não era acatado por quase a totalidade dos Bispos, então era difícil conseguir celebração no Rito de sempre, mas esse novo Motu Proprio será recebido e colocado em prática imediatamente por 100% dos Bispos. O que estava ruim vai piorar.

  29. Ocasião de ouro para o aumento quantitativo e qualitativo de sacerdotes e fiéis da Tradição. Basta deixar de lado o medo de papel rabiscado e de cara feia!

  30. É também o fim do IBP…

  31. Cedo ou tarde isso aconteceria, afinal, Francisco não é um monarca, e sim um tirano.
    Só gostaria de ver a cara de Zucchi e de outros fedelistas de plantão, que ultimamente estavam dedicando seus esforços para atuarem como vassalos e colaboracionistas das tropas bergoglianas contra os Arautos do Evangelho.
    Agora vão ter algo mais preocupante com que se ocupar.

  32. Creio que Francisco (como ja esperado) tomou uma decisão atabalhoada e que causara mais danos que possamos julgar inicialmente, o mesmo Francisco que não tomou nenhuma atitude ao ver um ídolo pagão (pachamama) dentro da Basílica Vaticana e a realização de rituais nada cristãos nos jardins do Vaticano durante o desastroso e graças a Deus infrutífero Sínodo da Amazônia. O que mais me causa temor é que dada a composição atual do Colégio dos Cardeais a ocorrência de um Conclave pode nos trazer um Bispo de Roma ainda mais progressista e desastroso. A Igreja caminha a passos largos por um período de grandes intemperes e os resultados deste Pontificado só poderão ser aferidos no futuro. Que Deus tenha misericórdia de nós!

  33. Todos são bem vindos à Igreja, Talmudistas, islâmicos, protestantes, pagãos de todas as espécies, mas os tradicionais não. Unidade na diversidade somente para os não católicos, os grupos das tradição são persona non grata.
    Pachamama no altar na frente do santíssimo pode, receber a sagrada eucaristia na boca de joelhos não.

  34. Nada de “extraordinário”. Ele só está apressando o CISMA que várias profecias afirmam. Garabandal a todo vapor! Está chegando a hora que o joio e o trigo deverão separar-se definitivamente. Que DEUS nos conceda a Graça, por Sua Misericórdia, de termos perto de nós, sacerdotes e Bispos fiéis.

  35. IBP, Fraternidade São Pedro, Administração Apostólica S. João Maria Vianney, Instituto Cristo Rei…esperamos que não se esqueçam que a “Salvação das Almas é a Lei Suprema” e que agora é preciso mostrar de qual lado estão nessa guerra. A política da “boa vizinhança” acabou.

  36. Agora se deve apoiar com mais força a FSSPX. Apoiá-la com recursos mesmo para que possa se expandir e atender cada vez mais regiões.

    • O primeiro problema nem é financeiro; é a escassez de sacerdotes mesmo. Nos últimos meses os Padres da Fsspx têm pedido aos fiéis que rezem incansavelmente por novas vocações sacerdotais entre os brasileiros.

  37. É, amigos, que semana, que semana…

  38. A Santa Missa é um grande transtorno para inúmeros padres, bispos e cardeais.
    Para começar, dá muito trabalho e despesas.
    O vinho é caro…o da missa, é óbvio.
    Os da refeição ou da diversão, que não são poucos, estes não.
    A hóstia custa dinheiro também.
    O trigo está caro e agora, com esta nova doença que impede o consumo de glúten, embora em casos raros e que muita gente acha, por outro lado, que glúten é nocivo à saúde, coisa que absolutamente não é, embarcam nesta alguns padres ignorantes fazendo coro.
    A confissão, que não faz parte da missa mas contribui para a comunhão é outra coisa que eles pensam em acabar, seguindo o protestantismo tal e qual. Ficar sentado a ouvir confissões piedosas e pecadoras somente interessa quando o pecado envolve sexo. Dá para imaginar o que vem em seguida.
    A comunhão é outro problema. Além do custo da hóstia, já dito acima, na realidade para a maioria do clero tudo não passa de distribuição de biscoitinho. Para piorar ainda tem os fiéis que querem receber a comunhão na mão, os que querem na boca ou ajoelhados etc., as filas que parecem intermináveis, a movimentação excessiva na nave, o burburinho, enfim tudo que só traz custos e transtornos ao culto.
    Então, grande parte do período do culto é dedicado a estas “coisas inúteis”, dispendiosas, trabalhosas, pertubadoras e que tomam o tempo precioso para divulgar as suas pretensões ideológicas não religiosas e a impedir que as mulheres tenham mais participação, pois estas não podem consagrar e não podem ser sacerdotisas.
    Com o fim da missa, acaba o “transtorno”, volta tudo ao “normal”, os padres viram pastores, os bispos continuam bispos, os cardeais continuam cardeais e o papa continua papa.
    O culto passa ser apenas oral e o cesto de contribuição do dízimo, claro, continuará passando pois para muitos esta sempre foi a parte mais importante da missa.
    No prelo, portanto, o futuro motu proprio bergogliano: Missae Finis.