Sententia mortis.

Por FratresInUnum.com, 26 de junho de 2021 – “A mão que balança o berço” é um filme de 1992, que conta a história de uma babá vingativa e psicopata que manipula uma mulher ingênua com a pretensão de roubar a sua família. No começo, Peyton, a babá, aparece como uma cuidadora perfeita, mas, aos poucos, o seu comportamento vai se mostrando estranho e, por fim, demoníaco.

O sucesso do filme se deve ao fato de que ele descreve condutas que vemos com certa frequência na realidade: pessoas maquiavélicas que disfarçam as suas más intenções através de palavras doces e bonitas, travestindo-as com os sentimentos mais cristãos e piedosos, mas que, no fundo, são predatórias, homicidas.

É esta a meiguice do art. 3 §5-6 de “Traditionis custodes”: o bispo, nas dioceses nas quais até agora existe a presença de um ou mais grupos que celebram segundo o Missal antecedente à reforma de 1970: proceda, nas paróquias pessoais canonicamente erigidas em benefício desses fieis, a uma côngrua verificação em ordem à efetiva utilidade para o crescimento espiritual, e avalie se deve mantê-las ou não; terá cuidado de não autorizar a constituição de novos grupos”. 

Ou seja, de um lado, mostra gentilmente a preocupação com o benefício dos fieis tradicionais e, de outro, chega já com a sentença de morte e de não reprodução: acabe-se com as paróquias pessoais e tome-se cuidado para que elas não se multipliquem, para que não haja novos grupos como esses.

Bergoglio quer aplicar aos fieis tradicionalistas uma espécie de eutanásia eclesial. Não basta confiná-los num gueto excêntrico, marginalizá-los como fora da “lex orandi” (ação de todo absurda), violentar o Usus Antiquor para adaptá-lo ao rito moderno, violentar os próprios fieis católicos para que se adequem à nova pastoral ativista e estéril, em suma, infernizá-los para que sejam tudo, menos tradicionais; é necessário também suprimir as suas paróquias e proibir qualquer reprodução. É preciso matá-los.

Isto é violento. Muito violento. Contudo, é mais violento quando acrescido pela violência psicológica de uma gentileza fingida. É macabro! É como alguém lhe enfiar um punhal com um olhar doce e um sorriso meigo: “é tudo para o seu benefício e para o seu crescimento espiritual”.

Como pode existir benefício com a completa supressão? Como pode haver crescimento com a proibição de crescer, de expandir-se, de multiplicar-se?

O texto do Motu Proprio é não apenas contraditório, pois propõe chegar a uma finalidade por meios inidôneos para tanto, mas também é cruel, desumano, maligno, incompatível com a caridade, assim como a eutanásia não pode ser adequada ao amor ao próximo, pois é a sua extinção, o seu completo cancelamento. Bergoglio o sabe e o faz de propósito. A maquinação por detrás dessas formulações textuais o deixa claro e não há como dissuadir-se disso.

Acontece que o desejo de eliminar completamente a oposição é típico dos revolucionários. Como eles se sentem investidos de um messianismo absoluto (não é por nada, mas ele escolheu como nome papal “Francisco”, São Francisco de Assis, “o último depois do único”) e portadores da nova era paradisíaca, sentem-se inteiramente justificados para querer a morte de todos os que pensam diferentemente deles, especialmente dos que são um impedimento para que se alcance aquele maravilhoso futuro de que se autodeclaram representantes. Em nome do paraíso de amanhã, que nunca chegará, não encontram inconvenientes em criar o inferno hoje. É assim que procederam todos os socialistas: mataram os seus opositores e, quando não o puderam fazer fisicamente, fizeram-no jurídica ou moralmente, pelo assassinato das suas reputações e pela impossibilitação de que eles tivessem em suas mãos algum meio de ação.

A eutanásia se apresenta como a mais humana das mortes, a mais gentil, a mais doce e até a mais caridosa. É matar por amor, para acabar com um sofrimento. Hitler também dizia que “devemos ser cruéis com a consciência limpa e destruir de maneira técnico-científica”. Aqui, de maneira canônica, com as luvas do direito para não sujar as mãos de sangue.

Por detrás da gentileza de uma babá, esconde-se a malignidade de uma assassina inescrupulosa; sob a máscara do bem e do cuidado, a sentença de morte, o “requiescat in pace” de quem quer desfazer-se o quanto antes do rival para apoderar-se mais rapidamente de toda a casa e simpaticamente dominar os seus moradores. 

 

5 Comentários to “Sententia mortis.”

  1. Realmente um disfarce …
    Mas que na verdade não engana ninguém!
    Sabemos que o q está por trás de TD isso é querer impor aquilo q só a eles interessa.!
    Bem colocado no artigo , os socialistas revolucionários agem assim.
    Precisamos orar, para q com a saída de Bergollio, logo tenhamos um tempo de alento !
    Q venha um de verdade q seja escolhido por Deus!

  2. Crescimento espiritual.
    O neologismo eclesial, um quase eufemismo adaptado da ideologia socialista pregada pela ONU e Mao Tsé Tung com o seu “politicamente correto”, direto para o interior das igrejas.
    Novas palavras virão e todas aquelas já utilizadas no jargão comunista de praxe estarão em breve nos missais e folhetos, nas propagandas, nas campanhas da fraternidade, balançando o berço, ou melhor agora mais corretamente, balançando o caixão da cristandade.

  3. Ad omnibus credentibus sententia mortis sit – delendi sint! Lembram-se de “Delenda est Carthago?
    A aplicação dessa eutanásia referida no post é a que urdem ardilosamente às ocultas, tramas das maçonarias externas em conluio com a Maçonaria Eclesiástica, não trucidando fisicamente a pessoa, embora possa causar-lhe forte depressão e confusão mental no que se refere de como prosseguir na fé católica e a quem seguir – no entanto, é outro tipo de condenação à morte em que perverte a mente dos desavisados das trapaças e fá-lo, ou mais um descrente ou então bandeie para uma das seitas, ou tenha bom discernimento e opte pelo correto, senão, sai do espeto e cai na brasa!
    Creio que o Tradicionis Custodes terá provavelmente o mesmo e merecido com justiça aquilo que sucedeu ao Sínodo oco da Amazônia, o qual fracassou e se auto destruiu – atualmente, nem mais felizmente é recordado – como aquelas enfermidades em que as pessoas vitimadas se auto destroem e necessitam ingerir medicamentos imuno supressores para aliviarem os incômodos, acontecendo com os sofredoras de doenças auto imunes, como a conhecida doença celíaca anti glúten, a esclerose lateral amiotrófica-ELA, lúpus, artrite reumatóide, psoríase etc., apenas que, dessa vez, é infinitamente pior, porque poderia afetar em alguns ou muitos a psiqué e a crença na fé católica promulgada por São Pio V, no ano de 1470 e intocável, invulnerável, sacrossanta, recebendo como justo castigo a excomunhão automática latae sententiae e, ainda por cima, a suprema maldição ao desafiante violador dela!

  4. Francisco, é, uma provação de Deus a todos os fiéis católicos, depois que ele passar, saberemos quem é e quem não é. Ele é a mão que balança a Igreja!