O desabafo de um padre diocesano.

FratresInUnum.com, 11 de setembro de 2021 – É muito ruim sentir “pena” de alguém, é o que costumam dizer… Afirmam estes que pena é um sentimento indigno de se sentir por alguém, que coloca esse alguém numa posição humilhante, quase que indigna de um ser humano…

Porém, não encontro um sentimento mais adequado para os sacerdotes seculares, particularmente os diocesanos.

Mesmo sem fiéis, os padres não só podem como devem rezar a Missa

Muita gente olha para o padre com compaixão: muitas vezes vive realmente na pobreza, não possui esposa, nem filhos etc. Mas tudo isso foi amplamente considerado por ele desde que percebeu os vislumbres da vocação. De tal modo, que as privações da vida sacerdotal não o assustam, como não deve assustar a um cirurgião ver sangue.

Mas, particularmente nos últimos anos, a situação dos padres diocesanos tem piorado e causado grandes dores a esses homens que nem em seus piores pesadelos podiam imaginar que passariam pelo que têm passado. Dentre várias situações, vou descrever algumas:

a) Papalatria: os padres diocesanos estão sendo postos numa posição em que precisam escolher entre a Igreja ou o Papa. Entre toda a doutrina e moral que o Senhor confiou à sua Igreja ou à febre demolidora de Francisco. A tal ponto que Francisco, conscientemente assumiu a postura de um outro Cristo capaz de dizer: “Ouvistes o que foi dito, eu porém vos digo”. Somente Deus poderia dizer tal coisa, ou um blasfemo que se sente deus. O padre diocesano que desposou a Igreja não reconhece mais o rosto da sua esposa e, por isso, é levado a crer que ela foi sequestrada e outra mulher, horrível, foi posta em seu lugar.

b) Episcopocracia: outro manancial de feridas e dores para os padres diocesanos é o autoritarismo dos bispos. Numa igreja sem fé e sem moral, quem governa são os homens e não Deus, portanto, não há mais mandamento nem dogma, há apenas a necessidade de agradar que se manifesta em cansativas expressões como “estar em comunhão”. Um padre hoje está (de um ponto de vista apenas imediato e material) completamente nas mãos do Bispo. Quando se tem um Bispo que pelo menos deixe que se seja católico, as coisas vão com certa tranquilidade; mas quando não, a vida do padre será tal que para continuar católico, aparentemente, terá que ser cismático.

c) Covardia fraterna: É claro que seus colegas (irmãos seria uma palavra forçosa demais e, na maior parte dos casos, uma mentira) não estão alheios a essa crise, e a combatem virilmente sussurrando nos corredores do retiro do clero… Mas são covardes, e num afundar de um navio os primeiros que fogem são os ratos. Esses padres não têm a vergonha de oscilar entre fé e heresia, entre a moral de situação e a moral católica, entre a batina e camisa polo. A meta de sua existência é agradar ao bispo, e esquecem que sendo o bispo um homem convém temer não a ele, mas Àqu’Ele que tem poder de tirar essa vida e de jogar a alma no inferno. Querem cargos, poder, prestígio, não para depô-los aos pés de Cristo Rei, mas para tomarem o lugar daqu’Ele a quem deveriam servir.

d) Democracia sinodal: Até alguns anos atrás não chocava aos ouvidos de ninguém ouvir que a Igreja não é democrática, mas hierárquica. Porém, quando muitos dos sucessores dos Apóstolos escolheram suceder unicamente a Judas, seguindo um modelo comunista, os Bispos criaram “conexões diretas” com certos membros do laicato que, num evidente clericalismo, muitas vezes tendo em vistas coordenações, prestígio e poder, poderiam movimentar boa parte do povo de uma paróquia no caminho que o Bispo desejasse, ficando o padre diocesano entre o mar e as pedras… Essas conexões diretas dos Bispos não são nada mais que informantes, que futriqueiras, levam-e-traz que são os responsáveis por dizer: “O Bispo não gosta do nosso pároco”; “O nosso pároco não segue as normas do plano pastoral”; “Sabiam que nessa semana nosso padre foi chamado na mitra?”.

É claro que nem todo o povo de uma paróquia está de acordo com o que é determinado pela hierarquia. Esses fiéis, verdadeiramente católicos não se opõem por causa de um gosto pessoal, mas quando as determinações ferem diretamente a doutrina, moral ou liturgia da Santa Igreja. Mas esses, mesmo imensa maioria, não contam. São negacio-nazi-fasci-terraplani- tradi-hiper-ultra-conserva-intole-homeschol-lefebri-tridenti-monforti-cedebistas.

e) Fantasma dos abusos: nunca serão suficientemente lamentados os abusos sexuais feitos por aqueles que deveriam inculcar o amor à castidade e à pureza. Mas hoje a palavra abuso, e isso é proposital, pode referir-se tanto a um estupro como a uma chamada de atenção (mesmo que serena e caridosa) que o padre deu à mulher que colocou os paninhos verdes, quando a cor litúrgica seria vermelha. E isso é feito para que simplesmente se possa qualificar aquele padre como “abusador” que, num inconsciente coletivo, será completado pela palavra “sexual”. Hoje se fala em tantas formas de abuso, que não se pode mais corrigir uma pessoa, chamar a atenção ou até mesmo fazer as perguntas necessárias para a validade de uma confissão.

E, retornando aos terríveis abusos sexuais, falta, mesmo na Lei Civil, determinar melhor não apenas as variações que podem ocorrer nesse crime, como o modo de conduzir o processo de forma que haja uma necessidade de provas materiais distintas dos depoimentos das supostas vítimas, o que, convenhamos, pode ser fonte de vários processos injustos e viciosos.

Dentro ainda dessa linha, é minimamente curioso que muitas vezes sejam exatamente sobre padres considerados tradicionais ou conservadores que se levantem esse tipo de acusação, sem (e não por falta de buscas) nenhuma outra prova que um ou outro relato contraditório.

Na lei do papa da misericórdia e da ternura, o simples fato que alguém diga que “acha que soube que viu num dia que não se lembra direito que” um padre cometeu um abuso já é motivo para suspender o padre e, se o bispo não o fizer, o bispo.

Ok. O que acontece com esse padre?

Ele não tem a estrutura de uma congregação religiosa ou convento para o abrigar. Voltará para casa da mãe, para viver de esmolas e tentar não se matar.

f) A impossibilidade de ignorar a hierarquia: durante décadas muitos padres optaram por fazer de conta que não viam os erros e viver uma vida ensinando o catecismo verdadeiro para as pessoas, celebrando piedosamente, vivendo “em comunhão”, mas sem “exageros”. Hoje isso é impossível. A quantidade de reuniões, assembleias, votações, declarações papais, motu proprios seguidos por orientações diocesanas, parecem ser um cabo de vassoura enfiado na toca de um animal que só queria permanecer quietinho e morrer em paz. É impossível a um padre hoje ficar isento. Ou rompe e permanece católico de verdade, ou permanece católico de mentira porque na verdade apostatou da fé. Achou complicada a frase anterior? É isso mesmo. Tão complicada como a situação atual.

g) Desconfiança tradicionalista: Alguém de fora poderia pensar que esses padres diocesanos encontrariam apoio nos fiéis ditos “tradicionalistas”, mas não é bem assim. Também ali, muitas vezes, esses padres encontram a frieza e a desconfiança. Muitos desses fiéis, levados por outros padres também “tradicionalistas”, questionam a validade dos sacramentos desse padre (até mesmo sua ordenação, em alguns casos); ficam atentos a um ou outro erro que possa cometer ao celebrar num rito que ama sem nunca ter visto; temem seus conselhos, uma vez que foi formado “no modernismo”; e, se dele se aproximam, é por não terem outra opção, mas sempre com desconfiança.

Enfim, essas são breves reflexões que escrevi num só fôlego, na esperança de que suscitem realmente pena, mas uma pena que leve à oração e, se possível, a alguma forma de apoio.

Pe. Mariano – 10.IX.2021

18 Comentários to “O desabafo de um padre diocesano.”

  1. Esse texto foi escrito por um sacerdote católico dos nossos dias, mas, com pouquíssimas alterações, bem poderia ter sido escrito por um sacerdote vivendo na URSS sob o jugo stalinista.

    Questionar o ditador argentino incorre em morte, ou, na falta de uma Sibéria, incorre em banimento eclesiástico.

    Questionar o ‘soviete’ episcopal local também incorre nas mesmas penas.

    E óbvio, ‘a juventude bergogliana’ também se encarrega de denunciar, perseguir e isolar esses.

    A era bergogliana está inaugurando um novo tipo de mártir nas fileiras católicas.

  2. Na realidade é um pouco pior tudo isso.

  3. Ser visto com desconfiança pelos tradicionalistas é um desconforto, mas eles bem sabem quantos lobos em pele de ovelha já entraram no arrisco para dividir.
    Os padres que rompem com a estrutura conciliar e buscam a Tradição Católica geralmente são ordenados sob condições, porque de fato, além dos novos ritos não serem catolicamente precisos, os Sacramentos precisam de matéria, forma e INTENÇÃO de repetir a Fé da Igreja.
    E o que esses bispos hodiernos entendem por repetir a Fé da Igreja?
    Será que estão repetindo a Fé da Igreja Católica Apostólica Romana, tal como professada nos 20 Concílios Ecumênicos e dogmáticos? Ou seria uma Fé baseada em novos parâmetros retorcidos e distorcidos para se adaptar a princípios revolucionários e estranhos à Igreja?
    Formação de seminários, então, nem precisamos dizer que – no melhor dos mundos – vai evitar tocar no assunto Concílio, Missa Nova e afins. Mas em 99,9999% dos casos valorizarão o Vaticano II e suas crias que vieram a partir dele.
    É pedir a Deus e a Nossa Senhora por coragem, paciência, discernimento e muita fé.

    • Bem, com todo respeito, então muitos de nós ainda continuamos pagãos sem saber, já que fomos batizados no rito atual. Isso nos permite inferir que intenção do ministro não foi a da Igreja? Fiquei confuso

    • Só Deus sabe.
      A Igreja sempre foi muito precisa em suas doutrinas. Sempre foi muito objetiva.
      No entanto, quando convocou-se o Concílio, começaram descartando totalmente o Sínodo de Roma, muito mais ortodoxo, e que deveria ter sido uma antessala do Concílio.
      Resolveu-se reescrever em linguagem moderna todos os aspectos da religião. E em muitos casos, conforme confessou um padre conciliar – Schilebeekxs – de propósito escreveram coisas de maneira ambígua, para que os conservadores não travassem as pautas, e os progressistas depois aplicassem a revolução baseados nos mesmos documentos.
      E neste pós-concílio, não poucos pulverizaram a doutrina católica e passaram a pregar doutrinas errôneas ou falsas a respeito dos Sacramentos.
      Então caiu para o subjetivismo do sacerdote a responsabilidade da Missa e dos Sacramentos. Se o padre se entende como um presidente da partilha do pão, e seu sacerdócio equivale ao sacerdócio de qualquer batizado, e sua falta pode ser substituída pela comunidade no ato de consagrar, então não existe Missa.
      Se um padre não absolve um fiel em confissão, não existe o Sacramento da Penitência.
      Se um padre entende a Igreja como “Povo de Deus”, ao invés de uma Sociedade Perfeita, Corpo Místico de Cristo, como ele celebrará os Sacramentos, se ele mesmo entende o conceito não apenas dos Sacramentos, mas do próprio conceito de Igreja, como falsos?

      Existem muitos padres conservadores e que entendem os Sacramentos da maneira correta? Sim. Mas é os bispos que sagraram esses padres? Eles são ortodoxos na Fé? Os que os sagraram entendiam a fé de maneira católica?
      É por isso que muitos que vão para a Tradição terminam fazendo batismo, ordem ou confirmação SOB CONDIÇÕES. E alguns padres nem mesmo aderem a FSSPX ou Resistência, mas são ordenados sob condições, geralmente de maneira discreta, porque o escândalo para um fiel de duvidar dos Sacramentos da igreja Moderna pode lançá-los no desespero, desânimo ou apatia.

    • Bom ler você de novo, Bruno Santana

  4. Primeiramente, não conheço o Sacerdote que escreveu o texto, mas acho que existem alguns como ele. Digo alguns, pois, tenho a impressão que a maioria dos Padres no Brasil e no mundo não pensam, agem, em suma, vivem como o autor do texto para serem “dignos de pena”, na forma como o autor acredita. Isto posto, penso que a saída para o Reverendíssimo Padre que escreveu o texto e para outros Sacerdotes, sejam eles “da missa nova” ou “tradicionalistas”, seria simplesmente saírem de suas dioceses e arcarem com as consequências disso, JUNTOS. Não formando uma nova Igreja, ou ordenando a si mesmos como fazem os protestantes, que chamam a si mesmos de apóstolos, bispos, “bispas” e pastores e também sem se juntar a nenhum grupo que é acusado de ser “cismático” ou sedevacantista, por questão prática. Mas mantendo a celebração do sacrifício de nosso Senhor Jesus Cristo como ele ordenou, ensinando a sã doutrina, formando e firmando o rebanho nas Escrituras, na Tradição e no Magistério. O povo que acompanharia estes Sacerdotes teria a missão de sustentar os operários da vinha do Senhor, afinal, “o empregado é digno do seu salário”, como Cristo Jesus ensinou. Assim, os pães ázimos, o vinho, os paramentos, os livros sagrados, um lugar para se celebrar o Santo Sacrifício devem ser providenciados pelo povo. Porque se também as ovelhas se veem nas mãos de mercenários e predadores, nada mais lógico do que sair da situação de perigo para as suas almas e, da mesma forma que o Senhor libertou e guiou o Seu povo outrora eleito para uma terra onde corria leite e mel, o povo da nova, eterna, inquebrantável, indestrutível e indivisível Aliança no Sangue de Cristo deve construir uma nova fortaleza. Acredito que isso alertaria a Santa Sé e os bispos, especialmente quando o dinheiro parar de fluir, pois já deixaram claro quem é o deus deles e em qual tesouro estão seus corações. Os leigos mais “progressistas” igualmente abririam a olhos para os erros que estão cometendo. Dessa forma, apoiados pelo Espírito Santo e pela comunhão dos santos, as coisas começariam a mudar, naturalmente.

  5. Tem minha simpatia e minhas orações.

  6. Quem, melhor, os sacerdotes, hoje em dia que não se adequarem à direção da CNBB-TL-PT-PCs-NOM-Maçonaria recebe diversos tipos de perjúrios que se poderiam atribuir a um sacerdote conservador; então àqueles que celebram a Missa de S Pio V – nem falemos – enquanto os outros bispos silentes c para não causarem “divisões” – salvos uns muito poucos – ainda dão o contra, mesmo assim com timidez, pois se cair nos ouvidos de Francisco serão visitados pela comissão “apostólica” ou tornarem-se eméritos, ou renunciarem-se forçosamente!
    Recordo-me das profecias de N S de La Sallete neste trecho:
    * “O que vou dizer-vos agora não ficará sempre segredo, podereis publicá-lo em 1858. Os sacerdotes, ministros de meu Filho, pela sua má vida, sua irreverência e impiedade na celebração dos santos mistérios, pelo amor do dinheiro, das honrarias e dos prazeres, tornaram-se cloacas de impureza. Sim, os sacerdotes atraem a vingança e a vingança paira sobre suas cabeças. Ai dos sacerdotes e das pessoas consagradas a Deus, que pela sua infidelidade e má vida crucificam de novo meu Filho!
    Os pecados das pessoas consagradas a Deus bradam ao Céu e clamam por vingança. E eis que a vingança está às suas portas, pois não se encontra mais uma pessoa a implorar misericórdia e perdão para o povo. Não há mais almas generosas, não há mais ninguém digno de oferecer a vítima imaculada ao [Pai] Eterno em favor do mundo”.
    *rainhamaria.com.br
    De quando em tempo aparece aqui algum sacerdote septuagenário ou de menos ou mais idade que pratica o verdadeiro catolicismo tradicional, reclamando da situação a que foi relegado, de abandono; aderimos e compartilhamos dos mesmos sentimentos desses desprezados, levados ao ostracismo por serem conservadores, mesmo nós que aqui comentamos pertencemos aos verdadeiros conservadores e nos alegramos de coração por sê-los – graças a Deus, ao Imaculado Coração de Maria e a S José!
    Uma força favorável para nós injuriados e caluniados injustamente por defendermos a Única Igreja católica de 2000 anos, não dessa paralela; assim sendo, eis aqui mais complacência de N Senhor e de M Senhora em nosso julgamento pós morte!

  7. Como fiel ligado aos padres da fsspx eu vejo que os padres oriundos das dioceses são tratados com sumo respeito.
    Creio que se os superiores analisaram e aprovaram está tudo bem, o processo leva um tempo.
    Sim, já vi alguém falar alguma coisa mas essas pessoas já nem frequentam a FSSPX.

  8. Infelizmente é essa a realidade!
    TDS nós fiéis devemos rezar pelo nosso pároco…
    Muitas dores em seus corações…
    Entregar a cada dia no ❤️ de Nossa senhora a vida de cada um deles, principalmente aqueles q sai fiéis ao seu ministério!

  9. Conte com minhas orações, padre. Que lhe estimule saber que há muitos grupos de leigos precisando de sua ajuda, só precisa acha-los.
    Ainda que precise ter paciência pra ganhar a confiança deles. Tenha pena deles também, estão assustados temendo cair na mão dos lobos.
    Realmente não sei como funciona essa questão com o bispo. Se um padre é rejeitado por seu bispo, sem comprovação de falta grave, será que não pode procurar outro bispo que lhe pareça bom e servir em outra diocese, ao invés de voltar pra casa da mãe?
    Já vi o contrário, vi padres que não gostavam de seu bispo “tradicionalista” e pediram acolhida de um bispo de outra diocese, uma bem forte na teologia da libertação. E nesse caso, eles continuavam responsáveis pela paróquia do bispo tradicionalista mas recebiam toda orientação e apoio e seguiam a linha doutrinária do bispo progressista.
    Nunca entendi como isso era possível, mas era assim que ocorria, pra minha tristeza que morava nessa paróquia, e tinha que cantar músicas petistas e ouvir homilias revolucionárias, e usar subsídios muito tendenciosos.
    De qualquer jeito repito, conte com nossas orações e sobretudo com Deus que está vendo toda dor e desejo de fidelidade de cada sacerdote.
    Uma última sugestão: unam-se os padres que passam por isso. Pra fazer pressão e buscar soluções. Pelo que sei vocês são cada vez mais numerosos. Mal comparando, parecem a direita política brasileira, há pouco tempo nem existiam, eram a escória sem voz nem vez, e de repente viraram o jogo e fizeram brotar do chão um monte de gente apoiando que também pensavam que estavam sozinhos na sua visão das coisas. E de repente descobriram que são maioria.
    Não é certeza de vitória mas é um caminho de luta.

  10. Salve Maria!

    Não sei se o senhor, Padre, estará lendo este comentário. Todavia, peço de antemão que alguém que o conheça, sejam mesmo os moderadores do site, o transmitam essa informação.

    Senhor Padre, conheci pessoalmente o priorado Padre Anchieta, em São Paulo, da FSSPX, e lá conheci dois sacerdotes que, antes de se tornarem colaboradores da Fraternidade, eram diocesanos ou religiosos. Assim, recomendo vivamente que, mesmo sem buscar de início uma ruptura ou uma possível integração no instituto, o senhor procure o padre prior, Jean François Mouroux, ou mesmo o superior de distrito, Padre Juan Maria de Montagut, para ter esse auxílio desejado. Durante anos no Brasil achamos que ajudar padres diocesanos seria levar coral ou ensinar a rezar Missa, mas o Motu Proprio agora nos provou que é necessário dar-lhes meios efetivos de guardarem a fé, o que somente a Fraternidade pode dar.

    Estou rezando pelo senhor: que tenha coragem e galhardia para não somente fazer da própria alma uma espada, mas para se tornar ferreiro e guardar a Missa para o futuro da Igreja.

  11. Padre, por sua coragem , que Deus alimente a sua fé e o conduza não propagação do verdadeiro evangelho , que do grego deu origem a expressão “ a boa nova”.
    Todos vivemos em todos os setores da sociedade , muitas opressões , mas, faz parte das lutas como cristãos que somos, perseverar e acreditar que ,mais vez , Jesus será vitorioso e a verdade prevalecerá.
    Deus continue cuidando de cada um de nós e nos proporcionando livramentos nessa terra de Lodebá.

  12. Eu entendo o motivo da justiça brasileira trabalhar como trabalha. Tenho um processo na justiça por uma criança abusada pelo próprio pai (extremamente comum), já está há 2 anos sem sequer ir para o Ministério Público (ou seja, nem começou a ser processado). Na maioria dos casos (70%) é alguém da família próxima que abusa, alguém de casa e, por conta disso, da natureza do crime de abuso sexual (especialmente o infantil), os juízes acertam em não colocar a prova material (vídeos, fotos) como principal, ou NENHUM pedófilo ou abusador iria para a cadeia. Sim, tem muitas pessoas que mentem; sim, tem pessoas inocentes que vão para a prisão; sim, os principais ataques são contra homens de Deus. Mas se eles entendessem que é assim para pelo menos 1% dos pedófilos desgraçados irem para a cadeia, talvez, sofreriam de bom grado.

    Além disso, a justiça é muuuuito diferente do que esse artigo colocou. Na dúvida, in dubio pro reu – o réu é liberto. É muito difícil quem estupra crianças ir para a cadeia. É impossível na Austrália, de acordo com os próprios ativistas anti-pedofilia. É caríssimo e decepcionante nos Estados Unidos. É uma piada na Inglaterra: uma criança gravou o padrasto a abusando, mas só conseguiu pegar a mão dele. Através de um trabalho estupendo especialistas comprovaram que a mão, realmente, era do padrasto. Então, o júri inocentou o dito cujo porque “a menina não parecia estar tão triste assim”. O Brasil, graças a Deus, é um dos países mais avançados com relação a isso; mas em nenhum lugar se encontra “leis tão rígidas que precisam mudar” contra o abuso sexual infantil.

    Enquanto reclamam das “leis rígidas, que precisam ser afrouxadas” que protegem a pureza das crianças (já mais ou menos), lá foram a maioria dos intelectuais franceses assinar a petição pró-pedofilia, como Simone Beauvoir, Sartre, Foucault…

    Colocando em perspectiva como os ataques hoje do diabo focam em crianças e como a grande maioria das crianças estão sendo abusadas (ex. mostrar pornografia é abuso e que criança que não viu isso já? Só as Católicas, com asteriscos grandes… só as protegidas…), é impossível olhar para a justiça e achar injusto. Na realidade, a justiça é POUCO justa, faz pouco já. E querer, defender, escrever um artigo e publicar aqui pedindo para que fique mais frouxa e exija provas mais concretas – físicas – é jogar no lixo a pureza de tantas crianças que hoje, mais do que nunca, são atacadas de todos os lados.
    Uma psicóloga excelente, a Leiliane Rocha, fez um trabalho incrível de conscientização de professores nesse retorno presencial das aulas. Ela estava preparando eles sobre como ouvir confissões de crianças abusadas e fazer o correto encaminhamento porque os professores estão assustados com a quantidade de relatos de abuso sexual em casa. Rezemos pelas nossas crianças e que nós, como Católicos, sempre tenhamos a coragem de sofrer tudo para proteger quem não consegue se proteger sozinho, quem é mais vulnerável. Afinal, não acreditamos que todo o sofrimento aqui nos dará uma grande coroa de glória no céu? E não seria sofrer por aqueles a quem Deus tanto ama uma das maiores honras que alguém poderia ter? Que Deus ajude esses sacerdotes falsamente acusados a terem forças para não se suicidarem e que os instigue a rezar o Rosário diariamente e a procurar a Santíssima Virgem Maria; e que Deus tenha misericórdia dos sacerdotes que realmente abusaram de crianças e que eles possam ter o arrependimento nos momentos finais e irem para o céu.

    Como alguém que quase foi abusada por um irmão (de congregação) de um colégio Católico aos 6 anos o qual, muito provavelmente, já faleceu… os Católicos precisam acordar para a realidade terrível que está por fora, sem ingenuidade, e perceber a vocação incrível de ajudar as almas dos pequeninos. Ou concordarão com os ímpios, lutarão por seus objetivos (frouxidão na Justiça) e colocarão nossas crianças no fogo: porque é muito difícil uma criança abusada não se perder.

  13. São realidades na nossa Igreja atualmente, e algumas delas são bem pior que as que foram descritas. Sabemos também que os padres que mergulharam nesse vislumbre de uma vida dupla, entre o sacerdócio e a vida de um boyzinho de calça apertada nas noites de balada. Temos os padres que parecem lutar para se manter fiéis ao chamado que receberam e sem saber se estão certos ou errados. Em sua maioria, esses padres querem ser bajulados por pastorais e movimentos leigos de apoio. Vivem constantemente entre a obediência e o abandono, abandono sim, porque caso não obedeça seu bispo, mesmo incorrendo em erro, esse bendito padre é posto de lado, largado nas “piores” paróquias e esquecidos por seu bispo e até mesmo “colegas” nem visata recebem! Seria uma via de santificação? Ele terá que descobrir sozinho ou com a ajuda do povo fiel que não passará a mão na cabeça, por quererem um padre que os leve a rezar e não um padre futriqueiro. Nessa loucura toda, temos os padres fiéis ao bispo e os padres fiéis a Cristo, a nos cabe escolher a quem seguir…

  14. Enquanto o movimento interno, na Igreja, tiver como foco os respectivos projetos de poder em que Ela, a Igreja católica, está tristemente loteada, então nada de bom devemos esperar.

    Pois é dessa fome doentia de poder e de dominação é que vem toda a sujeira que transformou os ambientes católicos em um lugar malsão e irrespirável.

    Restrições mentais, invasão se privacidade, calúnia, detração, perseguições gratuitas, opressão e assédio de diversos matizes vêm todos dai : do coração impuro, da alma putrefata pelo continuado exercicio da simulação e da maldade.

    Nem é de se estranhar que alguns desçam tão baixo e se tornem predadores dos corpos já que foram predadorés da alma.

    É preciso mudar de vida realmente, deixar morto o homem velho e largar de vez a carcaça e as presas de serpente com as quais se desce inevitavelmente aos infernos.

  15. Um facto indesmentível: há uma diferença abismal entre a formação teologica e litúrgica, saída do Vaticano II, que é hoje a fôrma dos seminários conciliares, e a formação teológica e litúrgica tradicional que se mantém, por exemplo, na FSSPX-Fraternidade Sacerdotal S.Pio X.